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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Nova diretoria da UNE toma posse nesta sexta-feira (9), em São Paulo

Evento acontece na FEA-USP, zona oeste da capital, a partir das 18h
por Renata Bars.
A União Nacional dos Estudantes convoca a posse da sua nova diretoria para o próximo dia 9 de agosto, a partir das 18h no auditório 5 da Faculdade de Economia e Administração da USP, na zona oeste da capital paulista. O evento será realizado em parceria com o Centro Acadêmico de direito da Universidade de São Paulo (USP), XI de agosto, e também com a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), que realizará a posse de sua diretoria na mesma ocasião.
A nova diretoria da UNE tem a frente o estudante de economia da Universidade de São Paulo (USP), o goiano Iago Montalvão, eleito no 57º Congresso da UNE, realizado de 10 a 14 de julho em Brasília. Eleito pela chapa “Tsunami da Educação” com 4053 votos (70,92%), Iago sucede a baiana Marianna Dias na condução da entidade.
Essa é a terceira vez que a UNE tem um presidente goiano. Honestino Guimarães e Aldo Arantes antecederam o conterrâneo na presidência da entidade.
Para Iago, a entidade de 82 anos tem todos os mecanismos e pedigree para engajar e organizar uma resistência na sociedade por meio da pauta da educação.
“Mostramos isso nos dias 15 e 30M. As manifestações que paralisaram todos os estados do país só aconteceram porque na véspera diversas assembleias estudantis planejaram os atos em universidades de todo o Brasil. A defesa da educação é uma pauta que reverbera na sociedade e é com organização que vamos mudar os rumos dos retrocessos”.
SERVIÇO
O que? Posse da nova diretoria da UNE
Quando? Dia 9 de agosto a partir das 18h
Onde? Auditório 5 da FEA-USP

Fonte: UNE

A noite em que compreendi Yoko

Foto (divulgação)
A campanha contra a guerra e pela paz, realizada pelos dois, faz pensar nos dias atuais de escalada da violência em suas diferentes formas, com propagação das mensagens fascistóides e de ódio. A mensagem que ambos transmitiram tem tudo a ver com o ato de imaginar e querer: "War is over, if you want it", escreve Lita Lula, em texto especial para o 247.

Por Lita Lula, especial para o 247 – Duas noites antes dessa do título, eu havia participado de uma roda de conversa na qual Leonardo Attuch mencionou algumas passagens do documentário de 2018 ¨Above us only sky¨ (Só o céu como testemunha, em exibição no Netflix). Trata-se de um documentário contando a história da realização do primoroso álbum (e da música) ¨Imagine¨, lançado em 1971 por John Lennon. Attuch se ateve a uma parte na qual Yoko Ono fala sobre como usou a imaginação para driblar a fome junto com seu irmão, certo dia durante a Segunda Guerra Mundial. Naqueles breves segundos, surgiu na minha mente, pela primeira vez, um lampejo de alguns dos motivos pelos quais Yoko foi tão mal vista e mal compreendida pela minha geração, bem como por outras.

FUI ENTÃO ASSISTIR AO DOCUMENTÁRIO. ESTUPENDO! NA MEDIDA EM QUE AS CENAS E MÚSICAS IAM PASSANDO, CRESCIA A ADMIRAÇÃO, QUE JAMAIS TINHA EXPERIMENTADO, POR ESSA ESTRANHA MULHER. PARECIA QUE VIA YOKO PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA. ACHEI UMA MULHER INTERESSANTE, EXÓTICA, BONITA. TALVEZ UM POUCO MENOS DE CABELO NO ROSTO PERMITISSE VISLUMBRAR MELHOR O QUE PARECE ESCONDIDO. O PADRÃO DE BELEZA MUDOU OU EU MUDEI? AS DUAS HIPÓTESES SÃO VERDADEIRAS, ALÉM DE EU PREFERIR, AO CONVENCIONAL, ALGO MAIS TRANSGRESSOR. E ISSO YOKO TEM DE SOBRA, DESOBEDECIA SOBREMANEIRA OS MOLDES E AS REGRAS INGLESES. 


O filme é um presente, trazendo um John Lennon como ser humano, não como artista num palco. Ele fala muito, com aquela voz inconfundível, canta muito também, músicas de uma fase na qual ele já não era mais um Beatle. Melodias e letras belíssimas. Momentos junto ao maravilhoso George Harrison, o Beatle com o qual mantinha relação camarada. Os depoimentos daqueles que participaram de sua vida musical nessa etapa nos permitem um mergulho privilegiado na sua existência. São lindas as reflexões de seu filho mais velho, Julian Lennon, sobre a vivência na casa de Tittenhurst Park, distante menos de 40 km de Londres, e a convivência com o pai e com Yoko.
Yoko, ao contrário, fala pouco. Ela está frequentemente na retaguarda, sem a mesma projeção de John. Porém, ela está sempre presente. Mais do que isso, ela está sempre presente em John, na sua fala, nos seus gestos, no seu olhar e no seu pensamento. Os olhares que trocam são de cumplicidade. No final do filme, ele admite que ela é o cérebro por trás de Imagine
O que comecei a perceber dois dias antes de ver o filme e comprovei ao assistir, é o quanto deixamos (a imensa maioria de nós) de compreender que a perseguição que a mídia (sempre ela!) e que outras vozes fizeram a Yoko, alegando que ela teria sido o pivô da separação dos Beatles, não expressava a realidade. Assim, como ainda acontece no século 21 com diferentes pessoas, Yoko foi culpabilizada porque era diferente. Era oriental, não tinha a ¨beleza¨ típica das ocidentais mulheres de celebridades (a bem da verdade, era considerada feia), não era a mãe do filho de John e da qual ele havia se separado, falava mal o inglês (idioma dos impérios), tinha uma vida de artista plástica independente de John e anterior a ele, suas concepções artísticas de vanguarda eram pouco ou mal compreendidas e seu comportamento colocava em prática liberdades já apregoadas na época, mas ainda não amplamente aceitas. Participantes do filme citam algumas dessas questões. O fato é que mulheres que fogem de determinados padrões nunca são vistas com bons olhos pela maioria que se adapta a comportamentos e a pensamentos socialmente tidos como ¨normais¨ e ¨adequados¨. Yoko pensava com liberdade e assim agia também.
Senti que o filme coloca em dúvida se John teria ido tão a fundo no questionamento às guerras se não existisse Yoko na vida dele. Embora ela não fale tanto quanto ele na tela, percebe-se que a relação intelectual deles é intensa, ela o instiga. John discorda de que ela tenha sido a causadora da separação dos Beatles, justifica que os problemas existiam antes mesmo do surgimento dela em sua vida. Seu desassossego enquanto ainda fazia parte do grupo é mencionado por algum entrevistado: John já não se sentia pleno e realizado após um certo período, além de se sentir aprisionado em sendo um Beatle. O rompimento permitiu que ele se sentisse como John de forma plena. Existe um clip onde ele menciona a importância e a influência de Chuck Berry no seu rock, seguido de uma apresentação conjunta dos dois. Isso foi finalmente possível após os Beatles. John se diverte sendo John e fazendo o que ele quer. Yoko deve ter tido papel fundamental na construção dessa liberdade. Li uma análise que diz que ela afinal dava a ele tudo o que ele necessitava.
O álbum ¨Imagine¨ traz a música ¨How¨ na qual John explicita uma série de dúvidas sobre caminhos, rumos e sentimentos. Eu me pergunto se ele se refere de alguma forma à fase de sua existência como Beatle. Já a música ¨How do you sleep¨ é reconhecidamente uma grande crítica a Paul McCartney. Em resumo, após ouvir essas duas canções, como responsabilizar Yoko pela separação do grupo? 
Apesar de alguns autores colocarem em dúvida a estabilidade da relação Lennon-Ono e apesar de John reconhecer sua própria insegurança na música ¨Jealous Guy¨, ele canta seu amor por ela em ¨Oh! Yoko¨ e, em especial, em ¨Oh my love¨. Nesta última, ele declara não apenas amor, mas como finalmente sente com clareza a vida e seus sonhos. Importante acrescentar que na música ¨(Just Like) Starting Over¨, do álbum ¨Double Fantasy¨, ele explicita o encanto da vida conjunta: ¨Our life together is so precious together, we have grown¨. Muitos anos depois da morte do parceiro, Yoko diz que acha que John e ela se conheceram para justamente criar ¨Imagine¨. Esse é um pensamento lindo e reconfortante. 
A famosa última foto do casal, tirada poucas horas antes do assassinato de John, é uma profunda declaração de amor: John nu, envolvendo rosto e corpo de uma Yoko totalmente entregue, segurando seu cabelo e beijando sua face numa associação profunda que só não é ainda mais íntima porque Yoko se recusou a ficar nua para o clique de Annie Leibo.
Yoko completou 86 anos e seu físico está comprometido, mas continua pacifista e ainda propondo performances. Seu projeto ¨Bells for Peace¨ reuniu 4.000 sinos tocando em Manchester (Inglaterra) pela paz, em julho deste ano. Aos amantes do blues, recomendo ver no YouTube a Plastic Ono Band tocando ¨Yer Blues¨, alguns anos atrás, com a participação da própria Yoko, seu filho Sean Lennon e o grande Eric Clapton. Admito que até hoje ainda soam estranhos, aos meus ouvidos, os gritos da artista. Não vou dizer que aprendi a gostar de algumas de suas produções, mas aprendi a respeitar. Gosto, sim, do John que ela nos deu a partir da presença ao seu lado. 
A campanha contra a guerra e pela paz, realizada pelos dois, faz pensar nos dias atuais de escalada da violência em suas diferentes formas, com propagação das mensagens fascistóides e de ódio. A mensagem que ambos transmitiram tem tudo a ver com o ato de imaginar e querer: ¨War is over, if you want it¨. Queria que governos inaceitáveis acabassem, porque assim o queremos. Só precisamos imaginar e agir.
Fonte: brasil247.com

D2 repudia invasão de reunião do Psol pela PM e dispara: a Venezuela é aqui! - "Ditadura NUNCA MAIS!" - Eduardo Vasconcelos

Marcelo D2: vocês não cansam de passar pano pra miliciano?
Marcelo D2: vocês não cansam de passar pano pra miliciano? (Foto: Divulgação)
"Absurdo a invasão da PM no encontro das mulheres do PSOL ... essa porra já é uma Venezuela e o gado vai passando pano pra familicia de 102 pessoas empregadas .... Venezuela é aqui", postou o músico Marcelo D2.
247 – O músico Marcelo D2 repudiou a invasão de uma reunião de mulheres do Psol pela PM, no último sábado. "Absurdo a invasão da PM no encontro das mulheres do PSOL ... essa porra já é uma Venezuela e o gado vai passando pano pra familicia de 102 pessoas empregadas .... Venezuela é aqui", postou. Confira o tweet e saiba mais sobre o caso:
Do Brasil de Fato  – O PSOL acusa a Polícia Militar de São Paulo de tentar intimidar militantes e constranger a realização de uma plenária de mulheres filiadas ao partido que aconteceu na capital paulista no último sábado (3).
Policias chegaram por volta das 9h da manhã, horário marcado para o início do evento, e exigiram documentos de identidade das organizadoras da "Plenária de Mulheres", que acontece no Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), localizado na região central da cidade. 
Paula Coradi, integrante da Executiva Nacional do PSOL e participante da plenária, afirma que os agentes constrangeram militantes presentes no local, sem apresentar qualquer justificativa formal. 
“Eles chegaram com uma postura de se impor. A Polícia chegou aqui pedindo a documentação de quem estava organizando. Falou que está nos monitorando. Tentou intimidar nossas companheiras diversas vezes. A gente falou que tem livre direito de associação, garantido pela Constituição, e não iria passar nada para eles”, relata.
Ainda de acordo com Coradi, os policiais prometeram voltar ao local no período vespertino, e após sua saída do local, carros da corporação tem passado em frente ao espaço de realização da plenária. A plenária segue sendo realizada. 
De acordo com o PSOL, a plenária local é um espaço preparatório para o Encontro de Mulheres do partido, que é realizado regularmente e é o responsável por eleger a direção do Setorial de Mulheres da organização. A legenda planeja questionar o governo estadual pela ação dos policiais. 
Procurada pelo Brasil de Fato, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não se manifestou até o momento do fechamento da edição original desta matéria.  
[Atualização às 13h30]
Os questionamentos da reportagem foram encaminhados à Polícia Militar pela SSP. Em nota, a corporação afirma que as medidas foram tomadas visando a segurança do próprio evento. Leia abaixo a resposta. 
A Polícia Militar esclarece que os patrulheiros, que faziam o policiamento na região, foram ao local para verificar concentração de pessoas que se iniciava. Ao tomar ciência de que eram cidadãos ligados a partido político e em reunião para realização de plenária, questionaram se  as pessoas, após as discussões, iriam sair em ato democrático, que pudessem tomar vias públicas. Tudo visando às providências da Polícia Militar para a segurança do evento. Como os presentes disseram que o evento se consistia em reunião interna, os patrulheiros deixaram o local.
Fonte: brasil247.com
Adaptado pelo CPC/RN, em 06/08/2019.

Herdeiros de João Gilberto estão em pé de guerra por indenização milionária - "Triste mais é verdade!" - Eduardo Vasconcelos - CPC/RN


247 - A morte de João Gilberto não representou apenas o adeus ao maior cantos brasileiros de todos os tempos. Abriu-se uma guerra familiar pelo espólio do criador da bossa nova. São cinco contentores judiciais: os irmãos João Marcelo, 58, Bebel Gilberto, 53, e Luisa Carolina, 15 (a caçula representada pela mãe, Cláudia Faissol). Ainda participa Maria do Céu, namorada de João em seus anos finais. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "em termos de bens, até agora é tudo bem esquálido. Não há imóveis legados, por exemplo, embora uma ou outra peça tenha seu valor histórico-financeiro, como violões dedilhados pelo baiano."

A matéria, no entanto, mostra o que tanto interessa a todos os filhos: "mas há os direitos autorais que João recebia periodicamente, estimados entre R$ 12 mil e R$ 30 mil ao mês, fora uma indenização milionária que a EMI deve ao artista, ainda alvo de impasse judicial. Este é, aliás, o único ponto que une os herdeiros —todos concordam que o pai foi lesado pela gravadora."
Na esfera dos afetos, há também disputa: "outra cizânia, esta não mensurável monetariamente, é pelo afeto a João Gilberto. Seus filhos e amores passados vivem duelando para saber quem mais amou e quem mais falhou com o músico. No ano passado, o cliente mais fiel do Degrau deixou de encomendar o filé que tanto gostava do restaurante. Uma ação de despejo levou João a sair de seu apartamento na rua Carlos Góis, no Leblon."
Fonte: brasil247.com