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terça-feira, 28 de agosto de 2018

O drama humano da África, de onde provem a crise?

Globo pratica censura privada ao ignorar campanha de Lula

Paulo Sérgio Pinheiro é diplomata aposentado, foi ministro de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique Cardoso e atua no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em entrevista à repórter Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, sobre a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU,  que reafirma os direitos de Lula ser candidato à Presidência, Pinheiro observou:









ELEIÇÕES 2018: Haddad busca 'salvaguarda' no Supremo em caso de impugnação de Lula

visita ctba
Gleisi e Haddad em Curitiba: presidente 'animado' com início da propaganda eleitoral
Redação RBA
Após visita ao ex-presidente como advogado, o candidato a vice pelo PT disse estar confiante que o TSE vá respeitar decisão da ONU que garante Lula como candidato. Mesmo assim, partido se prepara o STF.
São Paulo – O candidato do PT à vice-presidência, Fernando Haddad, reafirmou na manhã de ontem (27) que espera ver o nome do ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva nas urnas em outubro. "Fizemos todo o planejamento dos próximos passos no âmbito jurídico. Aguardamos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com confiança de que eles respeitem os tratados internacionais", disse em referência à decisão do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), favorável à possibilidade de Lula ser candidato.
Haddad, além de candidato a vice na chapa de Lula, é advogado do ex-presidente e coordenador do programa de governo do PT. Todas as segundas-feiras, ele vai à sede da Polícia Federal do Paraná, onde Lula está preso desde 7 de abril, após decisão de segunda instância sobre processo no âmbito da Operação Lava Jato envolvendo o triplex de Guarujá. Hoje, junto com ele, estava a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR).
"Estamos fazendo um balanço com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação aos tratados internacionais. Todos eles têm uma hierarquia superior a qualquer lei vigente desde que aprovada pelo Congresso", observou Haddad. A decisão foi divulgada no último dia 17. Para o ex-prefeito e ex-ministro, a orientação das Nações Unidas é clara no sentido de preservar os direitos políticos de Lula – A defesa do ex-presidente não esgotou os recursos e o mérito da ação ainda não foi julgado. Segundo ele, retirar seus direitos políticos fere a presunção de inocência e mesmo artigos da lei eleitoral.
A ideia apresentada por Haddad é de realizar um estudo sobre como o Supremo se comportou, ao longo da história, em relação à decisões colegiadas da ONU. "Para ter uma salvaguarda em caso de impugnação. Estamos confiando que o TSE vai respeitar a decisão da ONU mas queremos uma salvaguarda, uma vez que os tratados internacionais são matéria constitucional." 

Programa político

Por sua vez, Gleisi informou que no próximo sábado (31) o PT vai lançar o programa político que será veiculado nas rádios e televisões. "O presidente está animado e disse que estará no programa para dar uma mensagem ao povo brasileiro."
A senadora falou sobre acusações de propaganda irregular nas redes sociais envolvendo líderes da legenda. "O PT nunca adotou esse tipo de prática. Nossas relações com as redes sempre foram de respeito e de militância. Nunca pagamos ninguém para falar em rede. Temos os maiores faces e twitters. Nossos militantes, nossas lideranças são muito presentes. Vamos esclarecer essa situação."
Fonte: REDE BRASIL ATUAL
Adaptado pelo CPC/RN, em 28/08/2018

A arte de Leci Brandão resiste a modismos e à indiferença do mercado

 
Leci Brandão ergueu o punho direito ao receber o troféu de Melhor Cantora de Samba do 29º Prêmio da Música Brasileira no dia 15 de agosto. O gesto dos lutadores das causas populares cai perfeitamente na trajetória de sambista, compositora e deputada estadual de Leci. São 43 anos de obra artística que combina contestação social, valorização dos ritmos da cultura popular e religiosidade afro-brasileira. 

Por Railídia Carvalho


O preço a pagar por denunciar a injustiça social é a indiferença do mercado fonográfico. Apesar das transformações tecnológicas, a indústria fonográfica nacional, povoada de multinacionais, tem medo da força do povo. 

Caprichosamente, à margem da indústria, foi o Cd independente entitulado Simples Assim que deu a Leci o prêmio conquistado na última semana. A iniciativa foi do diretor musical de Leci Marcos Boldrini inconformado com o fato de a cantora não gravar há algum tempo e estar afastada dos programas da grande mídia. 

Em entrevista ao portal Ipa online (de Sorocaba e região) no dia 20 de agosto, Leci afirmou que o troféu do Prêmio se torna mais especial ainda porque tem como referência um trabalho feito de forma independente. 

“O Marcos Boldrini, o Rodrigo Pimental, o PH do cavaco e o Juliano Souza, produtor de shows, tiveram a ideia de gravar com o Sampagode porque fazia algum tempo que eu não entrava em estúdio”, contou Leci. Uma carreira sólida e de aceitação popular com 24 cds e dois DVDs gravados não parece comover a indústria fonográfica. 

Leci não se curva

Leci enfrenta o mercado não é de hoje. Em 1985 bancou diante da gravadora a música Zé do Caroço, que fala de uma liderança popular que "vai causar alvoroço e quer ver o bem da favela". A posição custou a saída dela da gravadora Polygram e impôs um certo ostracismo a artista. O mesmo aconteceu com a música Deixa Deixa ("Deixa ele beber Deixa ele fumar Deixa ele voar É melhor do que ele sacar de uma arma pra nos matar").

Simples Assim fala da comunidade, do cotidiano, da tradição religiosa afro-brasileira. Ganhou esse nome pela simplicidade com que aconteceu, fruto de uma espécie de ação entre amigos e admiradores de Leci. “Em dois dias montamos o repertório e gravamos em uma semana com artistas que sempre respeitaram o trabalho da gente”, contou a sambista.

Leci honra origens

Se o mercado, seja fonográfico ou de outra natureza, fecha as portas para o povo, Leci honra suas origens, inclusive na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que viu a frequência do povo negro aumentar nos corredores. Vanguarda, Leci é a segunda mulher negra na história de 180 anos da Alesp. Foi a primeira mulher a entrar na ala de compositores da Mangueira. 

“Quando eu cheguei na Mangueira levada pelo seu Zé Branco os compositores me achavam muito magrinha e queriam saber o que eu queria. Eu disse que vim aprender, já faço samba mas quero me aperfeiçoar. A minha entrada na Mangueira fez com que eu aprendesse a tocar pandeiro, ver como fazia samba de quadra”, contou. 

Cumprindo o segundo mandato como deputada, Leci dá continuidade na Assembleia aos temas que consolidaram suas trajetória artística como a cultura, educação, igualdade racial e direitos humanos. É integrante da Comissão de Educação e Cultura da Casa.  

Leci e o protagonismo do povo

O povo que encontrou as portas do gabinete de Leci abertas na assembleia é o mesmo que desapareceu dos desfiles das escolas de samba. Comentarista por décadas dos desfiles no Rio de Janeiro e em São Paulo, Leci valorizava o protagonismo do povo das comunidades. 

“Tem um outro povo indo para a avenida. Tenho saudade do carnaval que eu conheci e que comentava lá no início quando o protagonista era o sambista, a baiana, o diretor de harmonia, o mestre-sala, a porta-bandeira”, lamentou. 

"O samba não se reporta à moda"

A profunda ligação afetiva de Leci Brandão com o povo brasileiro é o que distancia a artista dos tapinhas nas costas da elite brasileira e seus mecanismos de dominação e alienação como a mídia. Levanta a bandeira do samba e dos seus criadores que, assim como ela, vem das trincheiras do povo negro escravizado, dos índios aculturados e dos brancos empobrecidos. 

“O Martinho da Vila diz que o samba é a música da alegria. Se você observar onde tem samba, sempre tem gente junta, feliz, cantando e sambando. O samba não se reporta à moda. É a música brasileira que está aí caminhando sempre”, definiu Leci. Com sua licença, saudoso Luiz Grande: “Vem onda, sai onda e Leci está sempre aí. Firme e forte com força para resistir”. 




Do Portal Vermelho

“Lula deve ser solto porque sua prisão é injusta”, diz Gilberto Gil

Em entrevista à Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (27), o cantor e compositor Gilberto Gil afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o direito de ser candidato e que sua prisão é injusta. Ex-ministro da Cultura de Lula, Gil diz que sente muito pesar pelo que o ex-presidente está passando.
“Ele deveria estar aí vivendo, como nós, a plenitude das lutas partidárias e das disputas democráticas, coisa que está impedido de fazer.” O músico afirmou que quer Lula livre, não necessariamente para votar nele, mas pela arbitrariedade de sua prisão.
Ele diz ainda que são muitos os que assim consideram a prisão de Lula injusta: “juristas – daqui e de outros cantos do mundo –, cronistas políticos, milhões de eleitores. Eu não estou sozinho, muito pelo contrário. São muitos os que consideram o mesmo”.
Gil afirmou gostar muito do candidato a vice na chapa de Lula para as próximas eleições. “Gosto muito de Haddad. É um nome interessante. Um homem muito preparado e sensível. Suficientemente jovem e suficientemente maduro ao mesmo tempo para ter uma compreensão do conjunto da sociedade brasileira hoje, da inserção do Brasil no mundo, da questão da economia.”
Fonte: Site do Lula