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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

130 anos pós abolição no mercado de trabalho as desigualdades entre Negros e Brancos ainda persistem e são profundas

"IBGE: Salário de brancos é 80% maior que de pretos e pardos" - 
Trabalhador branco ganha quase o dobro do negro no Brasil

A ideia de que há condições para que o negro possa aproveitar as linhas de capilaridade social para ascender, por meio da adoção explícita das formas de conduta e de etiqueta dos brancos bem‐sucedidos, não passa de uma falácia, a dita democracia racial.

A campanha que culminou com a abolição da escravidão, em 13 de maio de 1888, foi a primeira manifestação coletiva a mobilizar pessoas e a encontrar adeptos em todas as camadas sociais brasileiras. No entanto, após a assinatura da Lei Áurea, não houve uma orientação destinada a integrar os negros às novas regras de uma sociedade baseada no trabalho assalariado.

Esta é uma história de tragédias, descaso, preconceitos, injustiças e dor. Uma chaga que o Brasil carrega até os dias de hoje.

No mundo do trabalho, no país, tendo como base agora o trabalho assalariado, não houve a inserção do negro na sociedade. Foi mantida toda a lógica de exclusão existente, sendo os negros responsáveis por posições subalternas, no setor de subsistência e em atividades mal remuneradas, o que mais tarde se denominou como setor informal.

Nas palavras do professor Darcy Ribeiro: “Ou bem há democracia para todos, ou não há democracia para ninguém, porque à opressão do negro condenado à dignidade de lutador da liberdade corresponde o opróbio do branco posto no papel de opressor dentro de sua própria sociedade”

Segundo os dados do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) pelo Sistema PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), os negros eram maioria na População Economicamente Ativa – PEA, nas regiões analisadas: Fortaleza (83,0%), Recife (77,7%) e Salvador (92,4%). Em São Paulo eram 38,4%, e, em Porto Alegre, ficava em apenas 13,3%. Apesar desse número expressivo, independentemente do peso relativo da população negra, a proporção de negros desempregados é sempre superior a de negros ocupados.

Constatou-se também que as formas de inserção dos trabalhadores negros ocupados ainda são marcadas pela precariedade. Mesmo com o crescimento do emprego mais formalizado, a participação relativa dos negros é maior nas ocupações nas quais prevalece a ausência da proteção previdenciária e, em geral, os direitos trabalhistas são desrespeitados.

Examinando os indicadores do mercado de trabalho, observa-se que, em alguns aspectos, as desigualdades raciais e a discriminação de gênero se cruzam e se potencializam. A situação da mulher negra evidencia essa dupla discriminação. O trabalho de negros (as) e de mulheres é menos valorizado social e economicamente.

A remuneração média de trabalhadores brancos foi 90,7% maior que a de pretos e pardos em setembro, último dado disponível, aponta estudo do economista Marcelo Paixão baseado na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, que reúne dados sobre as seis maiores regiões metropolitanas do País. Desde o início da crise econômica global, o auge da desigualdade entre os dois grupos no mercado de trabalho tinha sido registrado em fevereiro, quando a renda dos brancos era 102% superior. 


Os segmentos com menor participação do (a) trabalhador (a) negro (a) são o Aeroespacial, com 12,4%, seguido pelo Automotivo, com 23,8%. Destacando-se que as condições de trabalho nesses dois últimos são inversas aos dois primeiros: eles apresentam os maiores salários e os menores índices de rotatividade do ramo metalúrgico.

Dada a inserção em segmentos mais precários, observa-se que a remuneração média de 2014 do (a) metalúrgico (a) negro (a) é menor do que a do (a) não negro (a): aqueles recebem 71,7% da remuneração deste último.

Ao olhar essa distribuição também por gênero, as desigualdades são ampliadas. Adotando como 100% a remuneração média do homem não negro. Em 2014, a mulher não negra recebe 72,3% da remuneração do primeiro. Já o homem negro recebe 71,6% e, por último, a mulher negra recebe 50,5%, metade da remuneração do homem não negro.

Mesmo quando metalúrgicos (as) negros (as) e não negros (as) ocupam o mesmo cargo, na mesma jornada de trabalho, a diferença persiste. Das 15 maiores ocupações observadas, em todas elas a 
remuneração dos (as) negros (as) é menor que a dos não negros (as). Na ocupação na qual está a maior parte dos metalúrgicos (as), Alimentadores de linha de produção, os negros recebem 74,2% da remuneração do não negro.

O Brasil Finalizou 2017:   Os trabalhadores brancos ganham salários médios 82% superiores aos rendimentos dos pretos, conforme dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

O Brasil iniciou e encerrou 2017 com 12,3 milhões de pessoas desempregadas, sendo que a participação dos pardos foi de 54,7% (portanto, mais da metade), dos brancos de 35,6% e a dos pretos de 11%.

Já entre os brasileiros empregados no final de 2017, o contingente de ocupados era de 90,3 milhões de pessoas — 41,7 milhões que se declararam brancos (46,2%), 39,6 milhões pardos (43,9%) e 8,1 milhões de cor preta (8,9%).

"Nos negros somos hoje guaze 55% da população brasileira, mas não tem a mesma presença no mercado"
Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

Fonte:www.sbt.com.br/decom.ufsm.br/.../2017/01/18/

Calendário de eventos turísticos reúne mais de 900 atrações em 2018

09  de julho  2017   - Press Trip -Grupo São Gererê durante apresentação no Arraial de Belo Horizonte. Foto: Roberto Castro/MTur
09 de julho 2017 – Press Trip -Grupo São Gererê durante apresentação no Arraial de Belo Horizonte. Foto: Roberto Castro/MTur
Calendário Nacional de Eventos completa três anos de existência com 936 eventos já cadastrados em 21 estados e no Distrito Federal. A ferramenta foi criada para reunir, na Internet, os principais eventos turísticos realizados em território nacional e ajudar a divulgar destinos turísticos a visitantes brasileiros e estrangeiros.
Segundo levantamento do Ministério do Turismo, a maioria dos eventos foi classificada na categoria artístico/cultural/folclórico (355), seguida de religioso (223), esportivo (86), festejos juninos (67) e gastronômico (56).
Em 2017, foram registrados mais de 1,4 mil eventos, um crescimento de 60% em relação ao ano anterior, 886. Os números comprovam um maior engajamento dos organizadores de eventos e secretarias de turismo de estados e municípios.
“O Calendário de Eventos do ministério está disponível o ano todo, basta que o promotor de eventos ou gestor envie as informações para serem validadas pela área técnica e incluídas no site. Por entender que ele pode ser um importante indutor do turismo regional, recomendamos sua constante atualização”, disse o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
Novos eventos
Para inscrever uma festa no Calendário, o promotor deve entrar no site e cadastrar os dados do solicitante e do evento. Então, é só clicar em “submeter”, no canto direito da página, e aguardar a análise, aprovação e divulgação da equipe técnica do ministério. Se aprovado, o evento é incluído no Calendário e fica disponível para milhares de pessoas.
O cadastro de novos eventos é aberto o ano todo, 24 horas por dia, durante os sete dias da semana. Em caso de dúvidas, confira mais informações no Manual de Preenchimento.

A praça é dos poetas: estátua de Gregório de Matos é inaugurada

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Foi inaugurada ainda a exposição Gregórios, que retrata as várias facetas do poeta e da Salvador em que ele viveu, uma cidade com 30 mil habitantes e casas de taipa
“Agora já temos esse diálogo: Castro Alves e Gregório de Matos.” A frase, de Fernando Guerreiro, presidente da fundação que leva o nome do poeta, foi dita na inauguração da estátua de Gregório. A homenagem acontece no ano em que a fundação completa 30 anos. 
Localizada na frente do Teatro Gregório de Matos, a estátua do Boca do Inferno fica quase em frente ao busto do poeta Castro Alves. Tanto quanto o colega mais jovem, Matos é um dos grandes nomes da poesia baiana e brasileira. Mas pelo conteúdo satírico, erótico e antirreligioso de algumas de suas poesias, o artista foi por muito tempo negligenciado. “No final do século XIX, chegou a ser chamado de tarado e deliquente”, revela o jornalista, cineasta e escritor Raul Moreira.
Vanguardista, Gregório desafiou a sociedade da época e os poderosos e fez inimizades com governadores e com a Igreja.  “Nesse momento em que a cultura começa a ser satanizada novamente, é importante reforçar que a arte é livre. Trazer Gregório reafirma o compromisso da prefeitura com a liberdade”, comentou Guerreiro.

A escultura é em tamanho real e foi feita em fibra de vidro pelo artista plástico baiano Tati Moreno. “Agora você pode até brigar com ele que ele te responde do outro lado”, disse aos risos a jornalista Nilza Vaz, 56 anos, presente na inauguração. É que quem se aproximar da escultura terá a grata surpresa de escutar trechos das poesias de Matos declamadas na voz do ator Jackson Costa. “Gregório é extremamente necessário hoje. Ele é ácido, toca naquilo que estamos vivendo, como a corrupção”, disse o enfermeiro Handerson Santos, 32.
Versos como “Que anda a Justiça na praça: Bastarda, vendida, injusta”, “Neste mundo é mais rico o que mais rapa”, “Busco uma freira, que me desentupa a via, que o desuso às vezes tapa”, certamente foram incômodos aos poderosos e contrariaram a moral e os bons costumes, não só do século XVII, época em que o baiano viveu, mas também de séculos seguintes. Quem passar pela estátua vai poder ouvir versos do “Boca de Brasa” e até uma risada sarcástica.
Foi inaugurada ainda a exposição Gregórios, que retrata as várias facetas do poeta e da Salvador em que ele viveu, uma cidade com 30 mil habitantes e casas de taipa. Este foi o último trabalho assinado pelo artista plástico e cenógrafo Joãozito Lanussi, falecido em 15 de outubro de 2017. A pesquisa é do jornalista Raul Moreira. Ontem também foi encenada a peça “Boca a Boca: um solo para Gregório”, um recital de poesias em formato de show de rock. Para este ano, estão previstos ainda quatro outros espetáculos celebrando o poeta.
“Gregório simbolizou a nossa literatura, é um nome cada vez mais reconhecido. Na verdade, é uma homenagem à cultura de Salvador, não só essa estátua, mas também homenageando os 30 anos da fundação (autarquia da prefeitura), que desenvolve toda a política cultural da nossa cidade. Homenagear Gregório é homenagear a todos aqueles que contribuíram com a nossa cultura”, disse ACM Neto, na inauguração.
O prefeito lembrou a reabertura, na sua gestão, do próprio Teatro Gregório de Mattos, uma das obras icônicas de Lina Bo Bardi, e também a recuperação do Espaço Cultural da Barroquinha.
Ele disse ainda que a praça Castro Alves, onde se concentram o Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, o Espaço Cultural da Barroquinha e o Teatro Gregório de Matos, serão integrados. A intervenção faz parte da requalificação da Avenida Sete, cuja licitação deverá ser lançada nos próximos meses.
Mais homenagens
A partir da próxima quinta-feira (11), tem início o projeto Quintas Gregorianas, realizado no Teatro que leva o nome do artista e que trará debates e leituras da obra do poeta. No final de fevereiro ou início de março, será lançado um edital para premiar projetos que dialoguem com a linguagem, a contemporaneidade e a ousadia do poeta barroco. Serão R$ 2, 2 milhões destinados a iniciativas como livros e documentários.
Fonte: BRASIL CULTURA