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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

CONCORRÊNCIA DESLEAL Mudança no Conselho Superior de Cinema é perversa para audiovisual nacional

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Maeve Jinkings em cena de 'O Som ao Redor', de Kleber Mendonça Filho, destaque da produção de Pernambuco
por Cláudia Motta, da RBA
Sem regras de financiamento e de espaços de exibição, gigantes do vídeo sob demanda (VoD), como Netflix, Amazon e Youtube, podem engolir produção independente brasileira.
Maeve Jinkings: "É muito mais perverso do que extinguir políticas culturais, porque dá aparência de  funcionar na mais perfeita normalidade, mas na prática vai significar retrocesso onde estávamos avançando: pluralização das vozes"
São Paulo – A raposa tomando conta do galinheiro pode ser uma boa analogia para o que está ocorrendo no Conselho Superior de Cinema brasileiro. O órgão vinculado ao Ministério da Cultura tem, entre suas competências, a formulação da política nacional do cinema, a aprovação de diretrizes gerais para o desenvolvimento da indústria audiovisual e o estímulo à presença do conteúdo brasileiro nos diversos segmentos de mercado.
Mas desde segunda-feira (3) a presença de produtores ligados a grandes empresas estrangeiras passou a prevalecer na composição do conselho. Decreto assinado por Michel Temer reduziu o espaço de cineastas brasileiros e aumentou a participação de representantes de gigantes do setor, como Netflix e estúdios de Hollywood. Dos nove titulares e nove suplentes, o governo reconduziu três dos antigos titulares e designou 15 novos integrantes – seis titulares e nove suplentes. Somente Bruno Barreto é realizador de filmes.
“Nomearam um grupo que não tem nada a ver com o princípio do Conselho Superior de Cinema”, afirma o cineasta André Klotzel, um dos que viram sua participação ser extirpada da entidade. “As nomeações contrariam a própria finalidade do Conselho, para liberar o território e, com aval do Conselho, que supostamente seria uma coisa digna, sólida e representativa do setor, tentar colocar modificações que não estavam conseguindo fazer anteriormente.”
As modificações estão diretamente relacionadas à nova forma de consumir audiovisual não no Brasil e no mundo: o vídeo sob demanda (Vod) .
“A discussão sobre VoD é estratégica para o audiovisual brasileiro nos próximos anos. Ela vai ficar. Tudo vai virar VoD. Você já pode assistir coisas que passaram. Não vai ter mais motivo para ter uma programação linear no tempo, vai pode assistir tudo em qualquer momento. O YouTube é VoD. O iTunes e o Google Play, quando você aluga filmes, são também, assim como a Netflix”, explica o cineasta.
Essas empresas atuam no Brasil ainda sem regulamentação. E foi a discussão sobre como se dará esse regramento que levou às alterações na composição do Conselho, avalia Klotzel. “Foi uma retaliação à nossa posição divergente: Cacá Diegues, Renata Almeida Magalhães, Carolina Paiva, Jorge Pellegrino e eu, ninguém foi renomeado.” As nomeações são feitas pelo Ministério da Cultura.
A divergência estava relacionada às obrigações que empresas de VoD devem ter para com o audiovisual brasileiro. “A legislação aplicada aos outros veículos não serve para o VoD. Tudo que se conquistou em termos de ter financiamentos, cotas de exibição e que garante a participação do audiovisual brasileiro nas salas de cinema e na televisão, com o VoD está ameaçado”, afima Klotzel.
DIVULGAÇÃO E REVISTA DE CINEMA/REPRODUÇÃO
André Klotzel
Klotzel, diretor de obras como 'A Marvada Carne', 'Memórias Póstumas' e 'Reflexões de um Liquidificador'
André Klotzel: "As gigantes da internet estão em situação assimétrica em relação a todos os setores de produção brasileiros. Tem de haver uma forma de fazer a produção brasileira chegar a esses veículos ou nunca vai chegar"
O cineasta relata que os dois anos do mandato do Conselho Superior de Cinema foram consumidos em debates sobre a legislação do VoD. “Ficamos o tempo todo discutindo isso. As empresas precisam negociar porque não existe na lei definição para a tributação desse grupo”, relata. “Sentem-se em insegurança jurídica para operar no Brasil, porque estão irregulares no mercado sob esse aspecto. Então, eles estavam correndo atrás de uma regulamentação da tributação, mas sem querer saber de inserir outras coisas que podem garantir a continuidade do audiovisual brasileiro no VoD de uma forma análoga ao que existe no cinema e na TV.”
Para Klotzel, parte do setor de produção representado no Conselho aderiu a uma proposta restrita das plataformas, que não queria saber de cotas de tela (número de dias em que são obrigados a exibir produções nacionais), propunha valores absurdamente baixos para tributação e não falava em proeminência (a visibilidade das produções brasileiras nas “capas” das plataformas). E aderiu a essa proposta com ressalvas. “O outro grupo, do qual faço parte, disse não. Nós cinco fomos tirados do Conselho.”

Brasil perde autonomia, receita e pluralidade

Rodrigo Siqueira, diretor de filmes como Terra Deu, Terra Come e Orestes também critica a mudança na composição do Conselho. “Acho um absurdo abrir assento para estrangeiros participarem do órgão que formula as políticas para o setor audiovisual no Brasil.” Siqueira observa que a nova composição ocorre exatamente quando no Brasil vão definir as regras para o VoD. “Enquanto na Europa estão na segunda rodada de regulação e aumentaram a cota obrigatória para o produto europeu, aqui o governo abriu as portas para que a MPA (Motion Picture Association of America), a Netflix, e as TVs estrangeiras tenham voz e peso em uma decisão que é fundamental para a produção nacional.”
A lei brasileira que trata das TVs a cabo (Lei 12.485/2011) obriga canais estrangeiros que têm veiculação no Brasil a exibir no horário nobre uma cota mínima de produção independente nacional. “Eles têm de comprar do produtor brasileiro que tem o direito autoral dessas obras. Isso gerou um boom na produção nacional. O audiovisual brasileiro cresce na casa dos 9% há nove anos seguidos. São direitos autorais brasileiros”, explica o diretor.
Segundo ele, isso deve acabar se o VoD não for regulamentado prevendo obrigações com os investimentos e exibição de conteúdo nacional. “A tendência do mercado é que se diminuam os conteúdos de TV por assinatura e essa base migre para as plataformas de VoD. Na Europa estabeleceram uma cota considerável para essas plataformas de VoD”, que era o que tentava o grupo agora afastado do Conselho. “Se a gente não criar o mesmo no Brasil, vamos eliminar essas conquistas e vão exibir produtos estrangeiros ou produtos brasileiros que produzem eles mesmos. Tem uma perda de autonomia, de receita, cultural. Volta à estaca zero.”

Alteração calculada

A atriz Maeve Jinkings prevê consequências perversas na mudança no Conselho Superior de Cinema. “Me parece uma medida bem a caráter de um modelo de governo pseudodemocrático. Isso tudo é muito mais perverso do que extinguir políticas culturais, porque numa primeira leitura dá a aparência de tudo funcionar na mais perfeita normalidade”, afirma. “Mas na prática vai significar retrocesso onde estávamos avançando: pluralização das vozes. Inclusive o fato de hoje eu viver em Recife, com uma comunidade de audiovisual atuante e reconhecida em sua importância. Isso agora acabou”, lamenta.
Maeve é conhecida por sua atuação em obras premiadas, produzidas fora do eixo Rio-São Paulo, a exemplo do longa-metragem O Som ao Redor, do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, mesmo diretor de Aquarius. “A verdade é que não há política de governo alguma para cultura. Ou melhor, a política é essa mesmo: deixar morrer de inanição os pequenos e médios produtores de audiovisual. Afinal de contas são vozes dissonantes e esse governo não parece tolerar dissonância ou pluralidade.”
"Quando você entra na plataforma, não sabe o que tem lá. O que colocam na capa é mais assistido. Ou seja, tem de dar proeminência, visibilidade para o produto nacional"
Para a diretora Joyce Prado, da Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro, a mudança no Conselho Superior de Cinema foi estrategicamente calculada. “No próximo ano teremos uma comissão formada pelo Conselho e representantes da sociedade civil para a elaboração do novo Plano de Metas do Audiovisual a ser adotado a partir de 2020. E essa nova composição reforça características anteriores do Conselho predominantemente formado por homens e brancos, representantes de exibidoras em detrimento a realizadores e representantes de associações do setor”, critica.
Aprovado em 2012, esse plano de diretrizes e metas é um documento que estabelece a estratégia para o desenvolvimento da indústria do cinema e do audiovisual no país e funciona como um guia para as ações do poder público para o setor.
“Não temos como mensurar qual será o impacto para o cinema nacional”, afirma Joyce, cineasta da Oxalá Produções. “Para além da cota de tela, há uma dúvida sobre a continuidade de políticas públicas vigentes que necessitam de ações afirmativas para sua aplicabilidade. Será esse um conselho que pensará nesses pontos? E de qual maneira?”, questiona. “Tudo causa um estranhamento e incerteza.”

Audiovisual brasileiro funciona

André Klotzel conta que o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, argumentava que estavam emperrando o desenvolvimento do Brasil. “Temos de resolver isso, mas incluindo todas as questões que têm de ser negociadas nesse momento”, afirma o ex-integrante do Conselho Superior de Cinema. “Na TV por assinatura, por exemplo, uma parte da remessa de recursos para fora fica retida no imposto de renda e pode ser utilizada para investimento em obras audiovisual. Isso serve para garantir suprimento das TVs com conteúdo. Elas têm obrigatoriedade de três horas e meia de programação brasileira. Isso aumentou a presença de maneira incrível. A Europa toda está se fazendo isso. Aprovou cota de 30% de obrigatoriedade só de conteúdo europeu.”
Em 2017, recorda Klotzel, somando todas as obrigatoriedades, foi de 2,2% da programação a cota de tela do audiovisual brasileiro na TV. “Antes de existir essa cota, exibiam 1%. A cota obrigou a 2,2%, mas o audiovisual brasileiro está funcionando tão bem que chegaram a 8%. A cota fez aumentar incrivelmente a produção e a exibição”, comemora.
O cineasta observa que esse é um mercado imenso e desigual. “Temos de entrar nesse mercado dando espaço aos brasileiros. As gigantes da internet estão numa situação assimétrica em relação a todos os setores de produção brasileiros. Tem de haver uma forma de fazer a produção brasileira chegar a esses veículos ou nunca vai chegar”, avisa. “Queremos uma negociação, incluindo a tributação, a possibilidade de investimento para exibição de produtores brasileiros nas plataformas de VoD que serão praticamente financiadas por essa tributação e os investimentos que eles poderão fazer com base nas leis análogas à remessa de recursos ao exterior.”
E destaca, ainda, a questão da visibilidade. “Quando você entra na plataforma, não sabe o que tem lá. O que colocam na capa é mais assistido. Ou seja, tem de dar proeminência, visibilidade para o produto nacional”, explica.
“Esses são os pontos que a gente faz questão de colocar e não querem. E o ministério não aceitou. Pela primeira deixou de assumir o lado da produção brasileira independente, que é o audiovisual brasileiro. Pela primeira vez temos um Ministério da Cultura que não enxerga o setor da produção brasileira como prioridade”, reclama. “Isso não está entre as preocupações de primeiro momento desse governo. Para eles num segundo momento a gente vê. Mas não vai existir segundo momento. Tem de fazer a regulamentação de tudo ou nunca vai acontecer”, avalia. “É uma coisa que vai ficar para os próximos 30 anos, o VoD. O que for decidido, fica. Depois de consolidado, não reverte. A Netflix até financia muita coisa no Brasil, séries, mas é política para entrar no mercado. No querem ouvir falar em cotas.” 
Klotzel defende que qualquer país desenvolvido deve ter um audiovisual próprio e não apenas ser consumidor de importados. “Não é possível que o Brasil, com 200 milhões de habitantes, renuncie à possibilidade de fazer cinema e TV. E estarão renunciando. Os produtores independentes, por maiores que sejam, são todos pequenos. Até a Globo fica pequena quando você começa a colocar Apple, Amazon, Netflix. Fica nanica.”
Nova composição do Conselho Superior de Cinema

- Hiran Silveira (titular), diretor de aquisições da TV Record
- Marcos Bitelli (suplente), advogado da TAP ( associação de programadores de TV por assinatura americanos que atuam na América Latina)
- Marcelo Hobaika Bechara (titular), diretor executivo de relações institucionais e regulação de mídias no Grupo Globo
- Maurício Fittipaldi (suplente), advogado ligado à MPA, que reúne interesses dos estúdios americanos no Brasil
- Eduardo Levy (titular), diretor-executivo do Sindicato das Empresas de Telefonia e de Serviço Celular
- Fernando Magalhães (suplente), integrante da Associação Brasileira de TV por Assinatura
- Paula Pinha (titular), advogada ligada à Netflix
- Leonardo Palhares (suplente), advogado, já falou em nome de de Google, Facebook e Amazon em reuniões do conselho
- Simoni Mendonça (titular), produtora ligada ao Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de SP
- Leonardo Edde (suplente), produtor ligado ao Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual
-Mauro Alves Garcia (titular), diretor de TV ligado à Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão 
- Paulo Roberto Schmidt (suplente), produtor ligado à Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais
- Ricardo Difini (titular), exibidor ligado à Federação Nacional das Empresas Exibidoras
- Sandro Manfredini (suplente), presidente da Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Games
- Márcio Fracarolli (titular), distribuidor e dono da Paris Filmes 
- Beto Rodrigues (suplente), produtor e presidente da Fundação Cinema do Rio Grande do Sul
- Bruno Barreto (titular), cineasta
- Renato Barbieri (suplente), produtor ligado à Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte e Nordeste

Fonte: Rede Brasil Atual

CULTURA EM SP - Ary Barroso é patrono do 10º Encontro de Literatura Brasileira & Cachaça

Literatura Brasileira & Cachaça
Última edição do ano do encontro traz debate sobre música dos anos 1930 e 1950. Evento ocorre neste sábado (8), no Ateliê do Bixiga, em São Paulo.
São Paulo – Será realizado neste sábado (8), em São Paulo, o 10° Encontro de Literatura Brasileira & Cachaça, evento realizado para degustar aguardentes e refletir sobre os versos das canções na formação da cultura brasileira. Nesta edição do encontro, que é a última do ano, o tema será as músicas das décadas de 1930 e 1950, de artistas Ary Barroso, Noel Rosa, Lupicínio Rodrigues, Assis Valente, entre outros.
Idealizador dos eventos sobre literatura e cachaça, o pós-doutor em Literatura pela Universidade de São Paulo (USP), Maurício Ayer, explica em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, que a cachaça tem uma polivalência sobre a vida cultural brasileira sendo que, nesse período a partir dos anos 30 é quando se começam a formar as origens da chamada música popular brasileira, muitas delas ligadas ao carnaval.
"A primeira forma de organização que surge é com o chamado Zé Pereira, uma tradição portuguesa em que as pessoas basicamente pegavam uns tambores grandes  eram os portugueses da classe branca do Brasil  e saiam batendo aquele tambor e circulando. A parti daí, vai ser esse Zé Pereira, pegando essa forma da procissão das igrejas, que vai organizar e dar ordem ao caos", analisa.
O encontro ocorre, a partir das 16h, no Ateliê do Bixiga que fica na Rua Conselheiro Ramalho, 945, na Bela Vista. É necessária inscrição. Clique aqui para saber mais.
Fonte: Rede Brasil Atual

POR DEMOCRACIA - Dia da Declaração dos Direitos Humanos tem ato por Lula e conferência internacional

democracia
Ex-ministro grego Yanis Varoufakis falará na terça-feira sobre alternativas de resistência democrática
Atividades que serão realizadas em São Paulo e no ABC reúnem Haddad, Dilma e políticos da América do Sul e da Europa.
São Paulo – Os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos serão comemorados, entre outras atividades, com ato internacional pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma conferência em defesa da democracia. Os eventos ocorrem nas próximas segunda e terça-feira (10 e 11), em São Paulo e em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
O chamado Ato Internacional Lula Livre será realizado a partir das 18h30 da segunda, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com a presença de representantes de partidos políticos e movimentos sociais. Esse evento integra a programação da conferência, que é promovida pela Fundação Perseu Abramo, em um hotel da capital paulista.
No primeiro dia, o ex-prefeito e ex-candidato à Presidência da República Fernando Haddad fará parte da mesa que tem como tema "o conservadorismo e a extrema-direita no mundo atual". Na terça, a ex-presidenta Dilma Rousseff participará do debate "alternativas e caminhos na luta em defesa da democracia".
De acordo com os organizadores, estão confirmadas as presença do eurodeputado português João Pimenta, do ex-chanceler argentino e deputado do Parlasul Jorge Taiana, do presidente da Frente Ampla do Uruguai, Javier Miranda, e do ex-ministro grego Yanis Varoufakis, do Movimento Democracia na Europa 2025 (Diem 25), além da ativista norte-americana Angela Davis.
Fonte: redebrasilatual.com.br

Como fazer parte do Encontro Nacional de Grêmios em Salvador? Tire suas dúvidas

Veja a resposta para 10 perguntas sobre o 4º ENG, o grande encontro da resistência secundarista em 2019.

O Encontro Nacional de Grêmios reúne milhares de secundaristas de todo o Brasil para trocar experiências e traçar os rumos do movimento estudantil.
Nesta quarta edição, entre 6 e 10 de fevereiro de 2019, o encontro de grêmios é ainda mais especial pois definirá a resistência frente a um cenário nacional com muitas ameaças à educação pública.
Além disso, tem uma inovação em relação aos encontros anteriores: pela primeira vez, acontece unificado com a Bienal da UNE, agora Festival dos Estudantes.
Confira todos os detalhes e faça sua inscrição!

1- Não faço parte de nenhum grêmio, posso participar do encontro?

Sim! Todo estudante secundarista é convidado para o encontro. Ou seja, qualquer pessoa matriculada no ensino fundamental, médio ou pré-vestibular.
Basta se inscrever neste site: inscricao.encontrodegremios.org.br

2- Faço parte de um grêmio, como cadastrá-lo para o encontro?

Faça o cadastro, no nome de pelo menos três representantes, por meio do site: encontrodegremios.org.br
Se precisar de ajuda, veja o passo a passo aqui.
Isso garante que seu grêmio integre o encontro e esteja participando ativamente da UBES.

3- Já cadastrei meu grêmio, minha participação está confirmada?

Não. Todos os participantes, gremistas cadastrados ou não, precisam efetuar inscrição e pagar a taxa no site: inscricao.encontrodegremios.org.br

4- A que tenho direito com o pagamento da inscrição?

Além de toda programação do 4º ENG e 11º Bienal – Festival dos Estudantes, a inscrição garante pelos cinco dias: café da manhã, almoço, alojamento e transporte interno – ou seja, entre o alojamento e os locais das atividades.

5- Quem for para o 4º ENG poderá participar das atividades da 11º Bienal da UNE – Festival dos Estudantes?

Sim, as atividades serão integradas, de 6 a 10 de fevereiro, com inscrição unificada.
O ENG acontecerá dentro da Bienal, agora ampliada para Festival dos Estudantes.
Secundaristas estão convidados a inscrever trabalhos artísticos nas mostras selecionadas e participar de todas as atrações, oficinas e encontros da Bienal.

6- Como faço para chegar da minha cidade a Salvador?

O trâmite até a cidade do evento fica por responsabilidade de cada participante. Para auxiliar, caravanas são organizadas pelas entidades estudantis de cada estado. Entre em contato com a UBES para saber qual a entidade do seu estado.

7- O que devo levar para esta viagem?

Barraca para dormir, saco de dormir ou colchão, cobertor, objetos de higiene pessoal, roupas apropriadas para o clima quente de Salvador (e um casaco para o ar-condicionado!). Não esqueça um documento de identificação com foto.

8- Para que serve o Encontro Nacional de Grêmios?

Para troca de experiências e opiniões sobre os rumos do movimento estudantil entre milhares de secundaristas de todos os cantos. O tema central desta edição é “A organização estudantil na resistência democrática”.

9- Quais são as atividades?

Mesas de Discussão com participação de ativistas, gestores e acadêmicos, além de milhares de secundaristas do Brasil todo.
Além disso, haverá as atrações artísticas da 11º Bienal da UNE – Festival dos Estudantes, com presença confirmada do homenageado Gilberto Gil.
Em breve será divulgada a programação detalhada.

10- O que este Encontro Nacional de Grêmios tem de novo, em relação ao último ENG, em 2016?

Pela primeira vez, o ENG será integrado à Bienal da UNE, agora transformada em Festival dos Estudantes. Ou seja, os secundaristas participarão dos dois eventos com uma inscrição unificada.
As mudanças aconteceram para fortalecer a resistência estudantil frente a um cenário de ameaças à escola e universidade pública.
Por isso o tema do ENG, assim como do Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE e o Encontro Nacional de Pós-Graduandos da ANPG, que acontecem paralelamente, também na Universidade Federal da Bahia, é  “A organização estudantil na resistência democrática”.
Fonte: UBES

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 Fonte: CURIOZZZO

A biografia de Aurélio Peres, por Carlos Azevedo

Neste texto comovente, que está nas orelhas da biografia “Aurélio Peres — vida, fé e luta”, de Osvaldo Bertolino, o jornalista Carlos Alberto Azevedo, que conhece bem o personagem do livro, traça uma breve síntese da vida e da obra do biografado.
Se servistes à pátria que vos foi ingrata…
Carlos Alberto de Azevedo*
Antes de ler este livro, quando pensava em Aurélio Peres me vinha à mente sua figura de homem magro e simples, de sorriso fácil, afetuoso no trato, mas firme nas atitudes. Ouvindo mais que falando, de ideias claras e ação pronta. Mas sobretudo eu o associava à ideia de proletário. Não somente o operário, construtor da riqueza que o empresário desapropria por meio da mais-valia, que ele foi. Mas do proletário revolucionário, da estirpe humana mais avançada, construtor do futuro, aquele comunista, o mais próximo possível do homem completo de que falava Karl Marx, que ele também foi e continua a ser.
Depois de ler este livro de cabo a rabo, livro excelente, rico na pesquisa, correto na perspectiva histórica, declaro que não mudei em nada minha ideia. Este é o Aurélio Peres que eu conheci.
É notável como os verdadeiros cristãos e os comunistas têm semelhanças. O papa Francisco falou um dia desses: “os comunistas pensam como os cristãos”. Aurélio percorreu esse caminho, de cristão a comunista (é capaz que converse com Deus até hoje). Mas o seu modo de ser nasceu com ele, antecede mesmo sua educação cristã, estava com ele quando, menino, guiava um cavalo arando a terra de seu pai.
Aurélio tem aquele gesto generoso dos primeiros cristãos, e dos comunistas, de doar tudo de si sem nada esperar em troca. Franciscanamente pobre, criou sua pequena e linda família sempre na mesma casinha do bairro humilde da Zona Sul de São Paulo, inclusive nos oito anos em que foi deputado federal, eleito pela classe operária.
De aparência tímida, organizou e liderou multidões, ajudou a formar os oceanos de pessoas que fizeram greves, lutaram contra a carestia e, nas ruas e praças, clamaram pela democratização. Fez discursos brilhantes que estão registrados lá nos anais da Câmara dos Deputados. Tolerante e talentoso nas negociações com companheiros de partido e adversários, mas firme nas ideias socialistas, ágil nos debates, imune às provocações. Deu significado à sua passagem pelo Parlamento.
Quando saiu, tão pobre quanto no dia em que entrou, não conseguiu emprego. Voltando às fábricas onde trabalhara lhe diziam: “não podemos dar emprego a um ex-deputado federal”. Ainda mais comunista. Afinal, teve que aceitar algo que não queria: um cargo público, ali ficando por anos como um peixe fora d´água.
Isso faz lembrar o sermão de Padre Vieira na Quaresma, em 1669, 350 anos atrás: “Se servistes à pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma”.
Num período de tantos conflitos e desencontros políticos, um homem reto assim não tinha cabimento. Foi esquecido por todos nós. Mas a História, essa toupeira paciente e persistente, vem por aí. Este livro competente começa a lhe fazer justiça.
________
* Jornalista. Na resistência à ditadura militar foi militante de Ação Popular Marxista-Leninista (APML) e do PCdoB. Foi editor do jornal Libertação, colaborador de A Classe Operária e da Tribuna da Luta Operária. Colaborou com o jornal Movimento. Foi repórter da revista Realidade e do programa de TV Globo Rural. Participou das campanhas presidenciais de Lula na TV em 1989 e 1994. Tem 78 anos e escreve livros.