Postagem em destaque

Atrofia cultural

O cartunista  Miguel Paiva  afirma que a cultura brasileira segue ameaçada. Ele diz: “um país como o Brasil não pode ser entregue a ini...

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

ONU lança campanha pelo fim da violência contra a população negra

vidas negras
A cada 23 minutos, um jovem negro é morto, no Brasil, e de cada dez pessoas assassinadas, no país, sete são negras. Eles representam 54% da população, mas respondem por 77% das vítimas da violência. Para chamar a atenção para o problema, a ONU Brasil lançou nesta terça-feira (7), na capital federal, a campanha Vidas Negras.
A campanha também faz parte da Década Internacional de Afrodescendentes e marca o Mês da Consciência Negra. São vídeos que abordam diferentes faces do racismo, como, por exemplo, o tratamento desigual de pessoas negras em espaços públicos, o vazio nas famílias deixado pelos jovens assassinados e comunidades e a discriminação durante abordagens policiais.
“É um esforço para chamar a atenção para esses fatos e impulsionar um compromisso de diversos atores, sensibilizar homens e mulheres em papéis de tomada de decisão, sensibilizar a opinião pública e realmente ajudar a construir uma nova imagem”, diz Ana Cláudia Pereira, do programa Fundo de População (UNFPA), da ONU,  à repórter Michelle Gomes, da TVT.
Enquanto a taxa de homicídios para não negros caiu 12%, entre 2005 e 2015, para os negros, houve aumento de 18%, no mesmo período. “A população negra, historicamente, sofre um genocídio. Desse ponto de vista, a consciência humana que está estabelecida na sociedade não nos entende como seres humanos, ou pelo menos como seres humanos que deveriam permanecer vivos”, ressalta a integrante da Frente Alternativa Preta Adriana Barbosa.
Os vídeos e mensagens que forem compartilhados no Twitter com as hashtags #ConsciênciaNegra e #VidasNegras durante o mês de novembro.
Fonte: BRASIL CULTURA

Morre artista plástico Frans Krajcberg, aos 96 anos

Frans-Krajcberg
Nascido na Polônia em 1921, mas que se definia como brasileiro por já morar há quase 60 anos no país, morreu nesta quarta-feira (15), aos 96 anos, Frans Krajcberg, um dos artistas plásticos de maior projeção internacional e que ficou conhecido por trabalhar sua obra em madeira calcinada de incêndios ambientais. Essa era uma das formas que o artista tinha de chamar a atenção para a degradação das florestas.
Krajcberg estava internado havia um mês no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul da capital fluminense, com quadro de infecção. O corpo do artista será cremado e as cinzas serão levadas para o Sítio Natura, em Nova Viçosa, no sul da Bahia.
Polonês de nascimento, artista dizia que era brasileiro
Polonês de nascimento, artista dizia que era brasileiro
Escultor, pintor, gravador e fotógrafo, Krajcberg estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado e mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, depois de ter perdido todos os seus familiares em um campo de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1948, o artista plástico chegou ao Brasil, residindo primeiro no Paraná, e em 1956 no Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann (1911-2005). Em 1951, ele já havia participado da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, com duas pinturas. Em 1957, ele naturaliza-de brasileiro.
Krajcberg passa a residir em Nova Viçosa, na Bahia, a partir de 1972, e amplia seu trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais. Intervém em troncos e raízes, entendendo-os como desenhos no espaço. Essas esculturas fixam-se firmemente no solo ou buscam libertar-se, direcionando-se para o alto. A partir de 1978, atua como ecologista, luta que assume caráter de denúncia em seus trabalhos: “Com minha obra, exprimo a consciência revoltada do planeta”, disse, em registro da Enciclopédia Itaú Cultural.
O artista plástico viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso, e registra por meio da fotografia os desmatamentos e queimadas em imagens dramáticas. Dessas viagens, retorna com troncos e raízes calcinados, que utiliza em suas esculturas.
Na década de 1980, inicia nova série de “gravuras”, que consiste na modelagem em gesso de folhas de embaúba e outras árvores centenárias, impressas em papel japonês. Também nesse período realiza a série africana, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. Krajcberg sempre fotografa as suas esculturas, muitas vezes tendo o mar como fundo. O artista, ao longo de sua carreira, mantém-se fiel a uma concepção de arte relacionada diretamente à pesquisa e utilização de elementos da natureza. A paisagem brasileira, em especial a floresta amazônica, e a defesa do meio ambiente marcam toda a sua obra.
FONTE - Brasil Cultura

Publicados Editais de Convocação Paiol Musical e Produção Audiovisual em Curitiba

paiol
Dois Editais de Convocação foram publicados e já estão disponíveis no site da Fundação Cultural de Curitiba. Trata-se do Edital nº61/17, sobre a Convocação Documental de Projetos Classificados do Edital Produção Audiovisual FCC/FSA, e o Edital nº63/17, que dispõe sobre a Convocação Documental de Projeto Classificado do Edital Paiol Musical.
Os convocados devem apresentar, pessoalmente, os documentos e informações solicitadas na Diretoria de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, situada a Rua Engenheiros Rebouças, n.º 1732, Bairro Rebouças, Curitiba/PR. A entrega documental de ambos os editais se encerra às 17h30 do dia 22 de novembro de 2017.
Seguem abaixo os links:
–  Edital n.º 061/17 – Convocação Documental de Projetos Classificados do EDITAL PRODUÇÃO AUDIOVISUAL FCC/FSA
–  Edital n.º 063/17 – Convocação Documental de Projeto Classificado do EDITAL PAIOL MUSICAL
Brasil Cultura