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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Hotsite reúne tudo o que você precisa saber sobre a 11º Bienal

por Yuri Salvador.
Confira vídeos, fotos, notícias e dicas em um único lugar: www.bienaldaune.org.br
Está chegando o maior encontro cultural dos estudantes da América Latina e você não pode perder nada!  É Bienal dos Estudantes que vai rolar entre os dias 6 e 10 de fevereiro em Salvador (BA). Já preparou as malas? Sabe o que levar? O que está rolando? Não?
Fizemos um compilado de matérias sobre tudo o que já está rolando e o que ainda vai rolar nesta bienal. Tá tudo lá no hotsite. Tem histórias de outras bienais, notícias, vídeos, dicas e tudo o que você precisa saber pra curtir Salvador numa boa.
Esta é décima primeira edição da Bienal dos Estudantes, que este ano recebe o reforço da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG). A 11ª Bienal  receberá a produção cultural das universidades de todo Brasil e fará um resgate à história e obra de Gilberto Gil como artista, diplomata, ambientalista, político e músico.
Fonte: UBES

Arma em casa representa mesmo risco para criança que um liquidificador, diz Onyx

Onyx
Do G1:
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, comparou nesta terça-feira (17) o risco para uma criança de alguém manter uma arma de fogo em casa ao risco de a mesma criança se acidentar com um liquidificador. Segundo o ministro, evitar acidentes é uma questão de “educação” e “orientação”.

Nesta terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que facilita a posse de armas de fogo. A autorização de posse permite manter uma arma dentro de casa. Cumpridos os requisitos de “efetiva necessidade”, cidadãos das zonas rural e urbana em todo o país poderão ter até quatro armas cada um. Nas residências onde há crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência mental, é preciso comprovar existência de cofre ou local seguro para armazenamento.
“A gente vê criança pequena botar o dedo dentro do liquidificador e ligar o liquidificador e perder o dedinho. Então, nós vamos proibir os liquidificadores? Não. É uma questão de educação, é uma questão de orientação. No caso da arma, é a mesma coisa. Então, a gente colocou isso [a exigência de cofre] para mais uma vez alertar e proteger as crianças e os adolescentes”, afirmou o ministro Onyx Lorenzoni.
Segundo Lorenzoni, é preciso “cuidado redobrado” com arma. “Eu criei quatro filhos com arma dentro de casa. Meus filhos nunca foram lá brincar com arma porque eu ensinei a todos eles o que ela significava”, declarou.
(…)
Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

RESISTÊNCIA - Na rua, artistas realizam performance em protesto à censura de Witzel

exposição Literatura Exposta na rua
Artista deitou-se sobre um bueiro com baratas de plástico. Ao lado dela, uma caixa de som reverberava discursos de Bolsonaro
Ato, que critica a tortura na ditadura civil-militar, foi realizado em frente à Casa França-Brasil, no centro capital fluminense.
São Paulo – O coletivo de artistas És uma Maluca, realizou a exposição Literatura Exposta, na última segunda-feira (14), em protesto à censurapromovida pelo governador Wilson Witzel (PSC), que determinou à Secretaria de Cultura que cancelasse o última dia da exposição do grupo. O ato foi realizado em frente à Casa França-Brasil (CFB) – instituição do governo estadual na qual seria promovida a atividade –, no centro da capital fluminense.
Por volta das 18h, a performance tomou conta da calçada em frente à CBF, onde os artistas faziam a exposição desde o dia 4 de dezembro do ano passado. A obra faz referências à tortura durante a ditadura civil-militar, mais precisamente ao depoimento da ex-presa política Lucia Murat. Em 2013, ela contou à Comissão Nacional da Verdade que os torturadores "puseram baratas passeando" pelo seu corpo e colocaram uma barata na sua vagina.
Durante a exibição nessa segunda, uma das artistas deitou-se sobre um bueiro repleto de baratas de plástico. Ao lado dela, uma caixa de som reverberava discursos do presidente Jair Bolsonaro (PSL), inclusive um exaltando o coronel Brilhante Ustra, ex-chefe DOI-Codi SP durante a ditadura. Em seguida, um ator jogou açúcar para as baratas. "Viva as baratas, fodam-se os ratos", gritou ele. A Polícia Militar chegou a ameaçar a proibição do ato na rua, mas não interveio.
A obra A Voz do Ralo É a Voz de Deus foi vetada pelo diretor da Casa França-Brasil, Jesus Chediak, por conta do uso dos discursos do presidente. Nas mostras seguintes, uma receita de bolo entrou em seu lugar – recurso utilizado pela imprensa quando matérias eram censuradas pelo regime militar.
Ao fim da exibição, foi avisado aos presentes que a performance era uma resposta à reverberação da violência que tem ocorrido no país e ao silenciamento, especialmente de mulheres e das artes. "Precisamos nos responsabilizar sobre o que gente fala, pensa e age", disse ela.
O fim da exibição na CFB foi criticada. O curador Álvaro Figueiredo publicou em sua rede social que a ordem para fechar a mostra antecipadamente veio do governador Wilson Witzel (PSC). "Como curador da exposição demonstro meu repúdio total a esse tipo de censura", afirmou.
*Com informações da Folha de Pernambuco.
Fonte: REDE BRASIL ATUAL - RBA
Adaptado pelo CPC/RN, em 16/01/2019.

Guerra cultural e construção da hegemonia

A cultura guarda lugar de relevante preponderância ao grupo político que ora está no poder, sempre é assim, todo grupo político que ocupa o poder busca firmar as bases de um projeto cultural adequado aos seus valores político-ideológicos, de maneira que possa dar legitimidade as suas ações no campo da política, da economia e da defesa, ou seja, é parte importante da política estratégica, tanto quanto a integração e a segurança nacional, mais que isso, é suporte primário para as demais.
A ditadura civil-militar firmou as bases de uma cultura político-ideológica reacionária no país que perdura até os dias atuais, com nuances de renovação conservadora aprofundada, visto o retorno dos militares a condução do poder executivo e a luta político-ideológica travada com as forças progressistas remetida ao passado da guerra-fria, com direito ao Presidente eleito reivindicar cuidado com a “ameaça soviética”.
O governo caminha a passos cambaleantes em sua estruturação, onde parece que o núcleo duro já não se entende, a primeira semana de atuação reservou ao país um festival de anúncios e “desanúncios”, um tal de vamos fazer, não vamos fazer, especialmente entre executivo e núcleo do capital financeiro, os militares, esparramados em setores estratégicos seguem nas sombras, daqui a pouco o General Heleno apresenta-se pra dizer que tudo vai bem, que está tudo sob controle. O Presidente segue atiçando o enfrentamento no campo cultural, enquanto o General Mourão segue ocupado em acalmar as grandes potências em reuniões fechadas ou discretíssimas.
Tal qual a ditadura civil-militar o governo posiciona-se na busca de inimigos internos pra impor sua política cultural, execrando intelectuais e artistas, e no campo da difusão cultural elegendo como queridinhos órgãos e veículos de comunicação alinhados com a tradição e valores defendidos pelo novo bloco no poder, como ainda não logrou e possivelmente não haja margem para impor um projeto de censura aos órgãos de comunicação, a saída encontrada pelo governo é a “censura financeira” aos não alinhados, visto que, a grande maioria dos grandes e médios meios de comunicação são quase que exclusivamente sustentados por patrocínio advindo da estrutura estatal. As rádios comunitárias, as poucas que resistem, começaram a ser tiradas do ar ainda no governo Temer que ao final de seu mandato extinguiu e suspendeu cerca de 130 rádios comunitárias.
No entanto a base de ataque das forças conservadoras no poder para realinhar a cultura a seus moldes é ainda mais emblemática, seu foco para neutralizar as forças progressistas da sociedade e neutralizar sua reprodução foca-se no Ministério da Educação, tendo sido o ministro indicado pelo filósofo Olavo de Carvalho e segundo palavras do presidente, atendido aos predicados da bancada evangélica, preservando seus princípios e valores, terreno fértil em um país com raízes conservadoras. As ações de enfrentamento no campo cultural vão desde o combate ao “marxismo cultural” à “ideologia de gênero” e a luta contra o “lixo marxista” nas escolas.
Trava-se uma luta de grandes proporções pela construção de uma nova hegemonia cultural ultraconservadora no Brasil, alicerçada em valores culturais do fundamentalismo cristão e da divisão de um mundo que já não existe mais. Em nome da pátria e de deus o Brasil segue o caminho do precipício.