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domingo, 22 de outubro de 2017

Mulheres tecem resistência em filme sobre atingidas por barragens

resistencia
“Pra mim está sendo uma experiência muito boa porque eu nunca tinha participado. Vim pela primeira vez e fiquei muito emocionada porque nunca tinha visto na minha vida”, contou Elvira, após a sessão.
Ela vive no quilombo São Pedro, região do Vale do Ribeira, no estado de São Paulo e integra o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), entidade que organizou o filme de forma coletiva e autônoma.
A direção é assinada pelo coletivo de mulheres do Movimento e a narração é feita pela atriz Dira Paes. O filme exibe histórias das integrantes do MAB que utilizam técnica de bordado chilena chamada arpillera como meio para denunciar os crimes ambientais e as violações aos direitos humanos que as construções trazem para as comunidades delas.
“É muito gratificante estar divulgando através delas o nosso direito, nossa luta, o pedacinho da história que vivemos em cada comunidade. Temos algumas diferenças entre uma comunidade e outra, mas vivemos a mesma luta”, conta Elvira.
Neudicléia de Oliveira, do coletivo nacional de comunicação do MAB, pontuou a importância da exibição do filme em um espaço tradicional do circuito de cinema paulistano.

“Para nós é uma conquista romper esse latifúndio também da cultura e da arte. Para o movimento, isso tem uma importância muito grande porque as próprias personagens do filme, muitas delas não tiveram acesso até hoje a uma sala de cinema”, relata.

No filme, arpilleras de cinco regiões do Brasil tecem em conjunto, trocam cartas e experiências. O documentário tem depoimentos e cenas fortes que retratam a violência das famílias desalojadas de seus territórios por conta de grandes construções.
Mas, além das violações, o documentário também foca nas histórias de resistência como a Claides Helga Kowahld, única mulher entre os 119 homens que participavam do movimento na década de 1980.
Liciane Andrioli, da coordenação nacional do MAB, destaca o processo de construção coletiva do filme, do financiamento ao roteiro:
“A gente fez o filme rodando as cinco regiões principais do Brasil destacando mulheres atingidas por Barragens, militantes do movimento que são as personagens do filme e abordam sua realidade, do ponto de vista desde a construção e da participação do movimento até análise delas do modelo energético e a consequência na vida das mulheres”, destaca.
O documentário “Arpilleras: atingidas por barragens bordando a resistência” permanece em cartaz no Cine Belas Artes até o dia 26 de novembro.
Confira o trailer:

Hoje Domingo tem “Feira de Histórias” para Crianças

Contação de Histórias
A coordenação de literatura da Fundação Cultural de Curitiba preparou uma programação especial para as crianças. É a “Feira de Histórias” – um encontro entre vários contadores de histórias e o público leitor – que vai acontecer no próximo domingo (22), das 11h às 13h, na Praça Jacob do Bandolim (Conservatório de Música Popular Brasileira).
A Feira de Histórias é uma nova proposta de ação literária do programa “Curitiba Lê”. O objetivo é ampliar as trocas de experiências e o repertório dos contadores de histórias, fortalecendo os laços com a comunidade de leitores. Essa é a terceira edição da feira e, em comemoração ao mês das crianças, nela serão compartilhadas narrativas populares e obras literárias que tenham a criança como personagem principal, além de sorteio de livros e varal de poemas infanto-juvenis.
“O nome da atividade se baseia no pensamento de que numa feira podemos ofertar o que produzimos de bom, e também levar conosco aquilo que nos encanta”, diz a coordenadora de Literatura da FCC, Mariane Torres. “Além disso, aproveitamos para nos aproximar da Feirinha do Largo da Ordem, importante feira turística da cidade, voltada para o artesanato, a arte e a cultura popular, mas que pode ficar ainda mais gostosa com um pouco mais de literatura”, completa.
           Serviço:
Feira de Histórias
Local: Praça Jacob do Bandolim – Conservatório de MPB (R. Mateus Leme, 66)
Data e horário: 22 de outubro de 2017 (domingo), das 11h às 13h
Entrada franca
Fonte: BRASIL CULTURA