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Atrofia cultural

O cartunista  Miguel Paiva  afirma que a cultura brasileira segue ameaçada. Ele diz: “um país como o Brasil não pode ser entregue a ini...

domingo, 31 de dezembro de 2017

Simpatias e Superstições para Ano Novo

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Acrescentar a esse momento algumas poções de encantamento pode trazer mais energia positiva e, quem sabe, até ajudar a realizar alguns sonhos.
Começar o ano novo com o pé direito já é uma regra. Fazer algumas simpatias poderá ser divertido e mal não vai fazer – certo?
Então escolha aqui aquela ou aquelas que você mais gostou e…
simpatias
COMIDAS QUE DÃO SORTE
LENTILHAS: uma colher de sopa é suficiente para assegurar um ano inteiro de muita fatura à mesa. A origem desta superstição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes.
ROMÃS: para atrair dinheiro, coma sete partes, guardando as sementes na carteira.
BAGOS DE UVA: para os portugueses, comer 3, 7 ou a quantidade correspondente ao seu número de sorte garante prosperidade e fartura de alimentos. Para garantir também dinheiro, guarde as sementes na carteira ou na bolsa, até a troca do próximo Ano-Novo.
CARNE DE PORCO: deve ser o prato principal da ceia, servida à meia-noite. Como o porco fuça pra frente, garante armários cheios o ano todo. Evite o peru, que cisca para trás.
NOZES, AVELÃS, CASTANHAS E TÂMARAS: estas, trazidas para cá pelos imigrantes de origem árabe, são recomendadas para garantir fartura.
A MODA MUDA PRA DAR SORTE
CALCINHA OU CUECA NOVAS: Dão sorte no amor, porque deixam os mal-entendidos para trás. São recomendadas principalmente para quem está começando namoro, para garantir o futuro.
ROUPA BRANCA: é um hábito relativamente recente, trazido para o Brasil com a popularização das religiões africanas. O branco representa luz, pureza, bondade.
QUALQUER PEÇA AMARELA: pode ser uma peça íntima, um lenço, uma faixa ou um pequeno lacinho amarelo (que deve ficar sempre na sua bolsa). O amarelo representa o poder do ouro e, dizem, atrai dinheiro.
UMA NOTA DE DINHEIRO DENTRO DO SAPATO: os orientais dizem que a energia entra no nosso corpo pelos pés. Vai daí, o dinheiro no sapato atrai mais e mais riquezas.
LENÇÓIS NOVOS: a dica é especial para recém-casados. Dizem que os lençóis novos, na primeira noite de ano, deixam as possíveis ameaças do ano passado na máquina de lavar.

simpatia limpando
OS CUIDADOS COM A CASA
A casa deverá ser limpa, varrendo-a de trás para frente, e o lixo deve ser deixado fora. As vassouras devem ser queimadas e as cinzas enterradas.
Nada quebrado deve ser deixado na casa (jarros de planta, garrafas, copos, pratos e espelhos).
Lave os batentes da casa com sal grosso e água, ou água do mar.
Borrife a casa com água-benta nos quatro cantos. O ideal é pintar toda a casa, colocar lâmpadas novas (não deixar lâmpadas queimadas).
Verifique se os sapatos estão em ordem e se as roupas não estão pelo avesso.
As flores da casa devem ser amarelas para chamar ouro.
As portas e janelas das casas devem estar abertas e as luzes acesas.
Tudo isso atrai boa sorte e bons fluidos no Ano Novo que vai chegar.
À MEIA NOITE, DEPOIS DOS ABRAÇOS.
PULAR SÓ COM O PÉ DIREITO: atrai boas coisas para a sua vida, pois, segundo a Bíblia, tudo que está à direita é bom.
JOGAR MOEDAS, da rua para dentro de casa. Atrai riqueza para todos que moram no lugar.
DAR TRÊS PULINHOS, com uma taça de champanhe na mão, sem derramar uma gota. Depois, jogar todo o champanhe para trás, de uma vez só, sem olhar. Deixa para trás tudo de ruim. Não se preocupe em molhar os outros: quem for atingido pelo champanhe terá sorte garantida o ano todo.
SUBIR NUM DEGRAU numa cadeira, enfim, em qualquer coisa num nível mais alto. Diz o folclore que isso dá impulso à sua vontade de subir na vida. Comece, é claro, com o pé direito.
FAZER BARULHO: Os povos antigos acreditavam que afugenta maus espíritos. Vale apito, batucada, bater panelas, desde que seja exatamente à meia-noite. Dizem que não há mal que resista.
ACENDER VELAS NA PRAIA ou jogar rosas nos espelhos de água, em intenção de Iemanjá. A deusa africana protege seus fiéis, com saúde, amor e dinheiro o ano todo, dia o candomblé. (CRUZ,89).
……Há ainda o costume de receber o Ano Novo, à meia-noite, com fogos de artifícios, sinos tocando e muita música.

simpatiasa
PARA TER SAÚDE E DINHEIRO O ANO TODO
..Para ter paz, saúde, aumentar o dinheiro e preservar a harmonia no lar o ano todo, vale a simpatia das três rosas brancas.
..Pegue três rosas brancas, e coloque-as em um vaso virgem branco ou de vidro transparente. Coloque dentro dele seis moedas, uma cebolinha, água e deixe ficar assim durante sete dias.
..Depois dos sete dias, troque a água, tire a cebolinha e troque as rosas. Só deixe ficar as moedas.
..Essa prática deve ser repetida de sete em sete dias, de preferência nas sextas-feiras, o ano todo.
PARA NUNCA FALTAR DINHEIRO
Compre um lenço e na noite de 31 de dezembro, exatamente na hora da passagem do ano novo, molhe-o e coloque-o para secar.
Antes de o sol nascer, recolha o lenço e amarre dentro dele alguns níqueis. Só abra esse embrulho na meia-noite do próximo 31 de dezembro. Daí para frente, nunca mais há de faltar dinheiro.
SUPERSTIÇÕES
……1 – Não passe o Ano Novo com os bolsos vazios.
……2 – Coma doze uvas verdes, à meia-noite do Ano Novo, para ter dinheiro em todos os meses do ano.
……3 – Guarde em lugar seguro, para ninguém achar, a tampa da garrafa de “champagne”, que tenha feito muito barulho, usada na festa de Ano Novo, chama dinheiro.
……4 – Defume a casa, na véspera do Ano Novo, com um defumador feito com carvão, xerém e açúcar. Além de chamar sorte e dinheiro, tira, também, o azar do ano velho.
……5 – No dia de Reis (6 de janeiro), coloque três caroços de romã dentro da carteira, para ter dinheiro durante o Ano Novo.
Baseado nas informações contidas em soldeamor.com
Brasil Cultura

sábado, 30 de dezembro de 2017

EDUARDO VASCONCELOS - CPC/RN FALOU NAS RÁDIOS CURIMATAÚ E AGRESTE FM SOBRE OS 8 ANOS DE FUNDAÇÃO DO CPC/RN


Eduardo Vasconcelos 0 CPC/RN e Edmilson Gomes da Silva (Negão), nos estúdios da FM CURIMATAÚ

Hoje (30) o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN esteve na Rádio Curimataú - 103.5 - Nova Cruz/RN no Programa a Voz do Trabalhador ao lado do Presidente do STRAF, Edmilson Gomes (Negão) a convite do mesmo.

Apos um bate-papo em torno da retrospectiva 2017 do STRAF (Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores/as Familiares de Nova Cruz)/RN.

Eduardo falou dos 8 anos de fundação do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN que ocorre hoje (30). Falou das ações desencadeadas no ano de 2017, entre elas a I Noite das Homenagens, ocorrida em setembro no IFRN da Cidade Alta - Natal, Encontro da Comunidade Quilombola em Parelhas e o 8º Encontro Estadual da Consciência Negra, ocorrido dia 17 de novembro no IFRN de Nova Cruz.  Eduardo agradeceu aos apoiadores e em especial aos artistas culturais presentes em todos os eventos promovido pelo CPC/RN no ano de 2017.

Eduardo Vasconcelos falou que a próxima semana a diretoria executiva irá se reunir para traçar o calendário de lutas para 2018.

Por último o mesmo agradeceu agradeceu a Negão - STRAF pelo convite de participar do Programa a VOZ DO TRABALHADOR e prometeu inovar o programa com notícias dirigidas ao homem do campo.

Após o programa Eduardo Vasconcelos também participou por telefone do Programa NAÇÃO NOVA CRUZ, que vai ao ar todos os sábado ao MEIO DIA pelas ondas da Agreste FM - Nova Cruz, onde falou das ações do CPC/RN e as lutas que serão travadas em 2018, principalmente as lutas contra as reformar da previdência e do trabalho. A união será fundamental para barrar qualquer tentativa de reduzir direitos dos trabalhadores brasileiros. Por último falou dos 8 anos do CPC/RN. Espaço cedido pelo coordenador do programa, CLAUDIO LIMA.

Balanço Racial:2017: negros e jovens são as maiores vítimas

"Negro e jovem sem estudo são maiores vítimas de violência"

O Atlas da Violência 2017, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta segunda-feira 5, revela que homens, jovens, negros e de baixa escolaridade são as principais vítimas de mortes violentas no País. A população negra corresponde a maioria (78,9%) dos 10% dos indivíduos com mais chances de serem vítimas de homicídios. 

Atualmente, de cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras.

De acordo com informações do Atlas, os negros possuem chances 23,5% maiores de serem assassinados em relação a brasileiros de outras raças, já descontado o efeito da idade, escolaridade, do sexo, estado civil e bairro de residência.

“Jovens e negros do sexo masculino continuam sendo assassinados todos os anos como se vivessem em situação de guerra”, compara o estudo.

Outro dado revela a persistência da relação entre o recorte racial e a violência no Brasil. Enquanto a mortalidade de não-negras (brancas, amarelas e indígenas) caiu 7,4% entre 2005 e 2015, entre as mulheres negras o índice subiu 22%. 

O Atlas da Violência 2017, que analisou a evolução dos homicídios no Brasil entre 2005 e 2015 a partir de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, mostra ainda que aconteceram 59.080 homicídios no país, em 2015. Quase uma década atrás, em 2007, a taxa foi cerca de 48 mil. 

Este aumento de 48 mil para quase 60 mil mostra uma naturalização do fenômeno por parte do poder público. Daniel Cerqueira, coordenador de pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, explica que a naturalização dos homicídios se dá por processo históricos e econômicos de desigualdade no país, “que fazem com que a sociedade não se identifique com a parcela que mais sofre com esses assassinatos”, afirma.

Entre os estados, o de São Paulo foi o que apresentou a maior redução, 44,3%. Já no Rio Grande do Norte, a violência explodiu com um aumento de 232%. 

Mulheres- Em 2015, cerca de 385 mulheres foram assassinadas por dia. A porcentagem de homicídio 
de mulheres cresceu 7,5% entre 2005 e 2015, em todo o País.

O assassinato de mulheres em contextos marcados pela desigualdade de gênero recebeu uma designação própria: feminicídio. No Brasil, é também um crime hediondo. Nomear e definir o problema é um passo importante, mas para coibir os assassinatos femininos é fundamental conhecer suas características e, assim, implementar ações efetivas de prevenção.

As regiões de Roraima, Goiás e Mato Grosso lideram a lista de estados com maiores taxas de homicídios de mulheres. Já São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, ostentam as menores taxas. No Maranhão, houve um aumento de 124% na taxa de feminicídios. 

Segundo o Atlas, em inúmeros casos, as mulheres são vítimas de outras violências de gênero, além do homicídio. A Lei Maria da Penha categoriza essas violências como psicológica, patrimonial, física ou sexual.

Feminicídio:  É a expressão fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres em sociedades marcadas pela desigualdade de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.

A Lei do Feminicídio, aprovada há dois anos, foi importante para dar mais visibilidade aos assassinatos de mulheres. As informações do número de feminicídios, porém, ainda não aparecem na base de dados do SIM, constando como homicídio de mulheres.

Segundo dossiê realizado pelo Instituto Patrícia Galvão, o feminicídio corresponde à última instância de poder da mulher pelo homem, configurando-se como um controle “da vida e da morte”.

Cerqueira entende que esta e outras categorizações de assassinatos, como o feminicídio, são importantes pois “desnudam o enredo por trás das mortes”. O Brasil ocupa a quinta posição em número de feminicídios num ranking de 83 países. 

“A criação de políticas públicas passa pelos dados angariados através dessas categorizações”, 
afirmando que, para combater esses assassinatos, o Estado não deve apenas se concentrar em aumentar o número de policiais nas ruas. 


Muitos dos autointitulados ''cidadãos de bem'' desejam que a faxina social seja rápida, para garantir tranquilidade, e não faça muito barulho. Porque, pasmem, ele tem horror a cenas de violência.

Genocídio - Geralmente é definido como o assassinato deliberado de pessoas motivado por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e, por vezes, sócio-políticas (ver: engenharia social). O objetivo final do genocídio é o extermínio de todos os indivíduos integrantes de um mesmo grupo humano específico.

Jovens -O Atlas mostra também que o assassinato de jovens do sexo masculino entre 15 e 29 anos corresponde a 47,85% do total de óbitos registrados no período estudado. Nessa mesma faixa etária, em Alagoas, foram 233 mortes para cada 100 mil homens. Em Sergipe, 230 homens para 100 mil.

Quando se trata de jovens negros, esta taxa aumenta. "Os negros tem 23,5% mais chances de serem vítimas de homicídios vivendo nas mesmas condições", disse o pesquisador do Ipea Daniel Cerqueira, citando sexo, idade, estado civil, escolaridade e bairro de residência. Enquanto há redução de homicídios entre a população branca, entre negros está aumentando há pelo menos 20 anos. "Estes dados mostram o quanto a violência é seletiva", afirmou durante a apresentação do Atlas da Violência.

Embora registre 197,4 casos por 100 mil habitantes, Rio Grande do Norte foi o estado que apresentou maior aumento na taxa de homicídios de homens nesta faixa etária, 313,8 %, no período entre 2005 e 2015.

Autos de resistência -Na avaliação da pesquisadora da Universidade de Brasília Kelly Quirino, a redução da violência contra jovens negros passa pela mudança da política de combate às drogas, pelo desarmamento da polícia e por medidas que coíbam o abuso das forças de segurança, como o fim dos chamados autos de resistência, um recurso que pode ser usado por agentes para justificar o assassinato de uma pessoa como um ato de legítima defesa e de força necessária frente a suposto enfrentamento a uma determinada ação.

“Você tem as duas problemáticas: a polícia se utilizando de um ato administrativo para justificar as mortes e o próprio Judiciário, que não investiga homicídios comuns e não apura crimes cometidos pelo policial porque os autos de resistência são arquivados mesmo dentro da polícia”, argumenta a pesquisadora.

O assassinato de negros, no entanto, é disseminado em todo o país.O Atlas destaca que em todas as Unidades da Federação, com exceção do Paraná, os negros com idade entre 12 e 29 anos apresentavam mais risco de exposição à violência que os brancos na mesma faixa etária. Em 2012, o 
risco relativo de um jovem negro ser vítima de homicídio era 2,6 vezes maior do que um jovem branco.

O tema motivou um projeto de lei (PL 4.471/2012), de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que dificulta o uso desse recurso e deixa mais rígida a investigação de casos de mortes envolvendo 
policiais. A proposta é uma das matérias incluídas na pauta do plenário da Câmara nesta semana no chamado pacote da segurança pública.

Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública acrescentou ao indicador de violência de jovens um indicador de desigualdade racial.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte: www.redebrasilatual.com.br/IPEA\imagens net

PRESIDENTE DO CPC/RN PARTICIPARÁ DE PROGRAMA DE RÁDIO NAS EMISSORAS AGRESTE FM E CURIMATAÚ HOJE!

Hoje (30), Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN participará ao vivo no Programa a Voz do Trabalhador nas ondas da Rádio Curimataú, as 11 horas e em seguida participará por telefone no Programa Nação Nova Cruz nas ondas da Agreste FM!

Em ambas, Eduardo falará sobre as atividades do CPC/RN, pois hoje a entidade completa 8 anos de existência! Eduardo destacará os eventos ocorridos nos últimos anos, além dos projetos que será desencadeados em 2018.

Para Eduardo Vasconcelos o ano de 2018 será um de muita cautela, haja vista as mudanças que estão para vir, principalmente com as perdas de direitos garantidos dos trabalhadores e hoje o desgoverno Temer tentar usurpar esses direitos, além de uma agenda para 2018 e a eleição do CPC/RN. Fiquem atentos! CPC/RN, NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ!

HOJE (30) O CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN COMPLETA 8 ANOS DE LUTAS - CONQUISTAS E VITORIAS! PARABÉNS!!!

No dia 30 de dezembro de 2009 no SESC LER de Ponta Negra - Natal/RN em Assembleia Geral nascia o CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN!  Uma entidade cultural que veio para ficar!

Tendo como principal finalidades e objetivos LUTAR pelo resgate da CULTURA POTIGUAR e identificar novos talentos.  Já vários eventos realizados,  com debates, seminários, e encontros  realizados em Natal, Nova Cruz, Parelhas, Currais Novos, Mossoró, etc. 

Fortalecendo assim suas diretrizes.  Sabemos que tem muita  coisa a se fazer, mas o CPC/RN não medirá esforços para alcançar esses objetivos.

Graças a vários parceiros em sua maioria sindicatos, SINAI, SINTE, SINDHOTELEIROS, ADURN, ADUERN, SINDSAÚDE, SINTRACONM, SINTEST, APURN, BANCÁRIOS, FETARN, STRAF, SENALBA, COMERCIÁRIOS, SINDAGUA, CTB, CUT, CONLUTAS, INTERSINDICAL, FORÇA SINDICAL, entre outros sindicatos de outros estados e instituições públicas fizeram com que esses eventos fossem realizados. Mas a luta estar apenas começando, tem muito caminho a ser seguido.

Queremos agradecer aos nossos diretores/as que sempre estiveram juntos nas atividades do CPC/RN e que em 2018 seja repleto de mais e mais realizações.

PARABÉNS, CPC/RN!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Festa de Iemanjá da Praia das Pedrinhas terá o apoio da Secretaria de Estado de Cultura

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Rio de Janeiro – Liderança religiosa da região Leste Fluminense, Mãe Marcia de Oxum esteve no gabinete do Secretário de Estado de Cultura interino Leandro Monteiro, para apresentar a ele o projeto da Festa de Iemanjá de 2018, na Praia das Pedrinhas, em São Gonçalo, dia 4 de fevereiro.
Evento que acontece há sete anos, a homenagem ao orixá considerado rainha do mar se destaca não só pela beleza da festa religiosa em si, mas também pela sua preocupação ecológica e com a manutenção da praia limpa. As oferendas são feitas em papel, tecido e material orgânico: os barquinhos são de papel e goma; os apetrechos, de papel e tecido; as vasilhas, de papel; e a ornamentação é feita com conchas, de modo a facilitar a decomposição na natureza.
A ialorixá Mãe Marcia preside o Ebge Ile Iya Omidaye Ase Obalayo, em São Gonçalo, onde o projeto Matrizes que Fazem se desenvolve por meio de ações de preservação da ancestralidade africana. No local está instalada uma biblioteca de 1.200 livros de temas afrobrasileiros e funcionam oficinas de canto, dança afro, contação de histórias, teatro, aulas de percussão e capoeira.
Em sua 8ª edição, o Presente de Iemanjá em São Gonçalo Ecologicamente Correto irá contar, em 2018, com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura.
Fonte: Brasil Cultura

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Bresser-Pereira: preconceito social e racial da elite precisa ser superado nas eleições de 2018

Economista Bresser-Pereira em entrevista ao DCM na TVT. Foto: Reprodução/YouTube
Do economista Luiz Carlos Bresser-Pereira em sua página no Facebook.
Depois do ódio
Em 2014, em artigo em Interesse Nacional, “O mal-estar entre nós”, escrevi, preocupado, que uma coisa que eu não havia visto anteriormente, o ódio, havia surgido entre as elites econômicas brasileiras. Poucos leram esse artigo, mas, em fevereiro do ano seguinte, em longa entrevista a Eleonora de Lucena na Folha de S. Paulo, esta preocupação apareceu no título da matéria, e teve ampla repercussão.

Por que esse ódio? Afinal o governo de Lula nada teve de radical; definitivamente não prejudicou as elites econômicas brasileiras. No artigo do 2014 eu usei como explicação a observação de Claudio Gonçalves Couto sobre o “incômodo” dessas elites, inclusive a classe média tradicional, de encontrarem nos aeroportos e nos shopping centers representantes da classe C. Essa explicação tornou-se, depois, paradigmática, mas hoje quero oferecer uma explicação mais ampla para o ódio na política brasileira.
Jesse Souza está fazendo grande sociologia crítica, como há muito tempo não acontecia no Brasil. E sua crítica se estende aos intelectuais. Seu último livro, “A Elite do Atraso” precisa ser lido. É obra de um intelectual crítico, não de um intelectual-político; ele pensa de acordo com a ética da convicção, não a ética da responsabilidade. Por isso, não é possível deduzir políticas diretamente de sua crítica, que é radical, mas ela obriga a pensar.
Para Jessé, o que define o Brasil é a escravidão. É uma interpretação melhor do que a do “patrimonialismo”, que ele critica porque entende que esta é uma forma de empurrar a culpa do nosso atraso econômico e políticos para o Estado, seus políticos e seus burocratas, deixando a elite econômica esquecida, e do “populismo”, que seria uma forma demonstrar a incapacidade do povo de votar de maneira “certa”. A meu ver, faz pouco sentido explicar a corrupção hoje existente no Brasil com o patrimonialismo; essa corrupção é capitalista, deriva de ser o dinheiro ou o capital o valor maior nesse tipo de sociedade. Quanto ao populismo político – a relação direta do líder político com o povo sem a intermediação dos partidos e ideologias –, ele muitas vezes é a maneira de um povo, por séculos ignorado, atuar na política pela primeira vez.
A escravidão é ainda a marca maior da sociedade brasileira, porque ela durou tempo demais, e porque abrangeu uma grande parte da população, tornando o Brasil um país mestiço. Ao colocarmos a escravidão no centro da interpretação do Brasil, compreendemos porque, objetivamente, a sociedade brasileira é tão desigual, e, no plano subjetivo coletivo, porque o preconceito social e racial é tão grande nas nossas elites inclusive a classe média tradicional.
Conforme afirma Jessé, essa elite despreza povo, porque ela é branca e rica, e o povo é pobre e mestiço; porque ela vê esse povo como gente de segunda classe. Ela prefere se associar às elites dos países ricos, aos seus “iguais”, ao invés de se associar ao povo. Por isso ela rejeita o nacionalismo econômico, que implica uma solidariedade básica da classe capitalista com a classe trabalhadora em torno do interesse comum pelo mercado interno, e adota o liberalismo econômico como ideologia.

Estava essa elite posta em sossego até que, em 1986, o Brasil se tornou um país democrático, ao garantir o sufrágio universal. Os analfabetos passaram a ter direito a voto, associaram-se ao restante da maioria da população pobre, e se tornaram uma força política. Que escolheu Lula como seu líder.
Vem daí o ódio a Lula. De haver nascido deste povo, e não ter renunciado a ele. Ele poderia tê-lo feito; tantos políticos de esquerda se deixam cooptar. Lula fez acordos, mostrou que não podia governar sem algum apoio dessas elites, e fez o melhor dos seus esforços para chegar a um acordo com elas, mas continuou povo, e isto é indesculpável.
Estará o Brasil condenado ao ódio e ao desentendimento? Não creio, porque a elite brasileira não é um monólito. Ainda que uma minoria, há nela muitos nela que sabem que seu preconceito social e racial precisa ser superado, que o ódio é irracional e insustentável. Uma nação e uma democracia não podem existir sem política, e nela não há lugar para inimigos a serem excluídos, mas para adversários que se respeitam.
O ano que está para começar é ano de eleições presidenciais. É um momento no qual a política precisa estar viva, livre e atuante, com candidatos defendendo programas e ideias, não exercitando o ódio. Assim teremos um presidente eleito democraticamente, seja quem for ele, e o caminho possível, mas difícil, para o depois do ódio, para a pacificação dos espíritos, estará à nossa frente.
Fonte: diariodocentrodomundo.com.br

Congresso atentou contra Direitos Humanos mais de 200 vezes

Foto:Wikicommons
Alerta foi feito pela Anistia Internacional, que avaliou os trabalhos legislativos durante o ano de 2017;
Congresso Nacional tentou ao longo de 2017 avançar com ao menos 200 pautas e projetos que ferem e representam retrocessos para os direitos humanos do país, alertou a Anistia Internacional nesta quarta-feira (20) em avaliação após os encerramentos dos trabalhos legislativos.
“Nossos direitos estão sob ataque. Durante o último ano, o Congresso tentou aprovar diversas propostas que, na prática, significam um enorme retrocesso em direitos humanos já conquistados há décadas”, disse Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, em comunicado.
Segundo a entidade, as crises política e econômica funcionaram como uma “cortina de fumaça” para que fossem colocadas na pauta da Câmara dos Deputados e do Senado projetos que atentam contra direitos já assegurados pela legislação brasileira.
Os projetos citados pela organização tiveram alvos variados, como o direito à manifestação, o direito à terra de povos indígenas e comunidades quilombolas e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
Um exemplo apontado pela Anistia é a aprovação e sanção da lei que transfere para a Justiça Militar a responsabilidade de julgar crimes cometidos por militares contra civis. Na avaliação da entidade, a medida tem como consequência alimentar a cultura da impunidade.
Em outros casos, no entanto, avaliou a Anistia, a mobilização popular teve efeito para conseguir barrar ou pelo menos adiar a votação de algumas medidas.
A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado foi adiada e ficará para 2018 e a mobilização de grupos feministas, de mulheres e profissionais da saúde também conseguiu evitar a criminalização total do aborto, tema que é alvo de ao menos 30 projetos, disse a entidade.
“Através de protestos dentro das audiências do Congresso ou durante sessões de comissões específicas, de mobilização nas mídias sociais, de ações de e-mails diretos e vídeos com participação de artistas e influenciadores, as mulheres fizeram de suas vozes ferramentas potentes para proteger direitos”, afirmou a organização de defesa dos direitos humanos.
Para 2018, a expectativa da Anistia Internacional é que parlamentares continuem submetendo e avançando com projetos que atinjam os direitos humanos, o que continuará a ser combatido com mobilização popular.
“A agenda legislativa do Congresso para o próximo ano certamente irá retomar o ataque aos direitos humanos. Temos que estar preparados para resistir e proteger de forma digna, as vidas e os direitos de milhões de brasileiras e brasileiros”, disse Werneck.
Por Laís Martins, da Agência Reuters, publicado no site Brasil 247

Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx será revitalizado

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Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx, na Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, passará por uma revitalização e contará com um repasse de 4,45 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as obras.
Atualmente, o local passa por obra de infraestrutura elétrica, telefonia, entre outros serviços essenciais, e já licitou a reforma de um lago.
Com 400 mil metros quadrados, o sítio abriga 3,5 mil plantas tropicais e semitropicais de espécies nativas e exóticas, coleção que atrai pesquisadores e entre 600 e 700 visitantes por mês.
Em 2015, o centro cultural se candidatou ao título de patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e o registro foi aceito pela entidade.
Agora, as informações serão conferidas pela Unesco em missão oficial, e o resultado da avaliação será divulgado em meados de 2019.
Segundo a diretora do centro cultural, Cláudia Storino, o apoio do banco, que corresponde a mais de 60% dos recursos do projeto de revitalização, vai contribuir para a candidatura na Unesco: “Além disso, é um aporte bem importante para o funcionamento do sítio, para o atendimento aos visitantes”.
Histórico
O sítio foi comprado pelo paisagista Roberto Burle Marx na década de 1940, com o objetivo de ali instalar sua coleção botânica. Nos anos 1970, quando Burle Marx passou a morar no local, a área abrigou também objetos pessoais, produção artística e coleções de arte e design.
Em 1985, o paisagista doou o sítio e todo o acervo à Fundação Nacional Pró-Memória, do Ministério da Cultura. O órgão foi sucedido pelo Iphan. Desde então, o local passou a ser considerado instituição pública e foi tombado em nível federal.

Meu nome é Zumbi, Dandara e Galdino Pataxó-hã-hã-hãe

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Por parte de mãe, tenho avó “cabocla” chamada Perpétua, descendente dos índios Cariús. O meu avô materno tem ascendência “criptojudaica”, portanto ibérica e oriental. Da parte do meu pai, tenho bisavós portugueses vindos de Trás-os-Montes e do Alentejo, portanto, mistura de muitos povos: fenícios, ibéricos, celtas, visigodos, romanos, árabes-berberes e africanos magrebinos. Quando jovem, casei-me com uma mulher “morena”. A sua mãe era “alva” e tinha olhos azuis. O seu pai era um pernambucano “negro” (usarei essa palavra que nos movimentos de “negritude” contemporâneos aproxima-se do conceito de “raça”, embora eu prefira a palavra “preto”, por indicar um ser humano com a gradação de pele mais escura e não como conceito racial – já que cientificamente não existem raças humanas). A esposa “morena” e eu (também mestiço de pele mais clara) tivemos três filhos. O primogênito é “moreno claro”, cabelos crespos, alta estatura e feição mourisca. A segunda nasceu bem mais clara, pois foi marcada com o fenótipo da “brancura” da avó materna, mas tem traços e dengo de “cigana”, que evidencia a presença desse povo nômade na família. A caçula nasceu “morena mais escura”, com olhos escuros, cabelos escorridos e negros como as asas da graúna. Todos se casaram. O primogênito com uma mulher de feições “ciganas”, a segunda com um “moreno” do Brasil Central, a caçula (de pele mais escura), com um “branco” alourado, de olhos claros, descendente de poloneses. Seguindo essa linhagem miscigenada, recebi netos e netas: moreninhas, branquinhas, indiozinhos e ciganinhos. Em tese, cada um poderá optar pelo grupo étnico que melhor lhe aprouver, erigindo códigos sociais e culturais relevantes em sua construção identitária. Essa opção, no entanto, não é assim tão simples. Vejo a corajosa luta de Marieta Severo e de Chico Buarque de Holanda, na denúncia dos preconceitos, em defesa dos seus netos de cor de pele mais escura (identificados como “pretos”), a exemplo de tantos outros avôs, avós, mães e pais. Vejo a luta das “mães pretas”, nas favelas e nas periferias, em defesa dos seus filhos perseguidos e, muitas vezes, cruelmente assassinados. Vejo o preconceito (um veneno) impregnado no cotidiano social, como se fosse alguma coisa normal, em diferentes nuances. A minha primogênita, a morena de pele mais escura, quando sai às ruas com a filhinha de pele mais clara (aparentemente “branca”), tem sempre que ouvir a indiscreta pergunta: quem é a mãe? Isto porque uma jovem mulher “preta” ou uma “morena”, segurando uma criança “branca”, para essas pessoas, tem que ser uma “empregada doméstica”. E quando é o contrário: uma mulher aparentemente “branca” passeando com o seu filho de pele mais escura (aparentemente “preto”)? A manifestação do ódio é ainda maior e expressa com maior virulência, chegando às vezes à agressão física, nesses tempos de preconceito amplificado e de fascismo manifesto.
Isso podia ser uma crônica fechada, familiar. Torno pública para denunciar a presença entranhada do preconceito em nossa sociedade e do quanto é absurda essa situação. As origens nos traem. Nós brasileiros, somos descendentes de povos africanos escravizados (nomeados “negros da África”) e de povos índios originários (nomeados “negros da Terra”), mesclados aos miseráveis degradados, foragidos e colonos europeus pobres (notadamente da grande mestiçagem ibérica) que aqui chegaram e ganharam fortuna, muitos deles explorando escravos “índios” e “negros”, violentando mulheres escravizadas e submetidas. A nossa sociedade nacional foi construída em cima de um machismo brutal. Esse é o trauma da origem que muitos tentam apagar. Se nascemos da “preta” ou da “índia” violentada pelo senhor da Casa Grande, temos que renegar a nossa mãe “preta” e “índia” e empunhar o chicote do nosso pai que se nomeia branco? A nossa mestiçagem nasce da exploração e da violência, tomando depois (em cinco séculos de conflitos) variados aspectos e representações sociais, até chegar a ser, na contemporaneidade, uma escolha pessoal (quando livre do domínio econômico e da “coisificação” da mulher), ou mesmo, em casos mais raros, uma manifestação de amor, lutando muitas vezes contra o preconceito.
O que nos faz querer ficar “brancos”, “nobres” e tão orgulhosos? A gradação social da cor na pele? A posse do dinheiro e do poder? Não somos todos nascidos da mesma mistura, feito uma safra de caju, quando os frutos vêm de cores variadas? As pesquisas indicam que é muito elevada a presença de genes de “afrodescendentes” e de “índios”, juntamente, com genes mestiços europeus, na mistura brasileira. Assim, mesmo quando pensamos ser “brancos”, geneticamente temos elevada presença de genes “afrodescendentes”. Quando pensamos ser “negros”, temos também genes de mestiços “brancos” e “índios”. A nossa cultura nacional tem uma grande e positiva contribuição de povos ibéricos-mestiços, indígenas e afro-brasileiros, e esse ethos está expresso na nossa alma, no nosso corpo. Essa é a realidade com a qual devemos trabalhar, sem orgulho e sem vergonha, na construção de uma nação mais igualitária e justa. É preciso uma educação nova e libertária. O grande líder Nelson Mandela, na sua luta contra o apartheid, afirmava: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”
Nada justifica a presença do preconceito, e, para exemplificar o absurdo de tal comportamento, aqui lembro o grande cantador piauiense Domingos Fonseca. Em uma cantoria, o seu desafiante quis humilhá-lo, por ele ser “pardo”, e cantou: “Domingos além de pobre / É tão triste a tua cor!” Domingos, cheio de dignidade, improvisou: “Falar de nobreza e cor / É um grande orgulho seu / Morra eu e morra o branco / Enterre-se o branco e eu / Que amanhã ninguém separa / O pó do branco do meu!” O discurso de supremacia branca (ou de qualquer outra cor ou pretensa “raça”) é estupidez, é fascismo, é obscurantismo, é a manifestação de alguma coisa tão vergonhosa que nem ousa dizer o seu nome: racismo.
A maioria de pessoas de cor de pele “preta” (ou “afro-brasileira”, ou “negra”, ou grupos étnicos que assim se definem ou assim são identificados ) que faz a nação brasileira é ainda hoje marginalizada, explorada e brutalizada pela violência. Antonio Olavo afirma: “Eu vejo a autoafirmação do ser negro, ou mestiço, ou índio como um ato político, de resistência em defesa de uma identidade oprimida e explorada no Brasil. Para os que tem dúvida de sua condição, repito algo que já ouvi muitas vezes: ‘a dúvida sobre quem é negro ou quem não é, se desfaz rapidamente quando se depara com a polícia dando batida em ônibus ou numa blitz’, ou seja, numa sociedade racista, a polícia sabe distinguir o negro (aqui a polícia é negra, mas nos EUA ela é branca e também sabe distinguir o negro)”. Seguindo esse mesmo raciocínio, percebe-se também que o mestiço, o caboclo, o índio e o branco em situação de pobreza, marginalizados e perseguidos, passam a ser também “negros” e sofrem da mesma violência, posto que a situação social é de “escravidão contemporânea”, sob o jugo do neocapitalismo e do neoliberalismo, necrófilos e desumanos. No Brasil, não existe apenas o racismo como herança perversa da escravidão, existe também uma ordem social elitista e cruel que condena a população de pele mais escura, o índio e o mestiço, à pobreza e à marginalidade. Há atualmente, no Brasil, um genocídio da juventude “preta”, “índia”, “mestiça” e pobre, nas favelas e nas periferias das grandes cidades, diante da indiferença de significativa parcela da classe média “branca”, ou mestiça que se acha “branca”, ou de mestiços que se negam ser “pretos” (ou “índios” e ou “caboclos”), ou mesmo de “pretos” que se negam ser “pretos” ou “negros” (numa tentativa vã de proteger-se dos preconceitos). A maior predominância nesse genocídio é o de jovens fenotipicamente identificados como “pretos”, o que bem demonstra a dimensão da injustiça social e do preconceito reinante em nossa sociedade tão desigual e, por vezes, monstruosa.
Nesse momento histórico, afora os grupos étnicos e culturais nomeados e reconhecidos, justificam-se as novas construções identitárias e étnicas, por necessidade de exercício de cidadania, de luta política e de resistência cultural. Por reparação histórica, foram criadas as cotas para os “negros”. São justas e tardias. No entanto, quando as forças conservadoras desse País de elite neo-escravagista perseguem pessoas de cor de pele mais escura (nomeados “pretos”), devemos todos nos nomear pretos! Se perseguem índios, seremos todos índios! Se perseguem gays, seremos todos gays! Se perseguem as mulheres, todos nós seremos mulheres! Assim, nosso nome será Zumbi, Galdino Pataxó-hã-hã-hãe, Chico Brown, Ajuricaba, Amarildo Dias, Pitanga, Dandara, Lázaro Ramos, Carolina Maria de Jesus, Kelly Carolina Cadamuro, Cora Coralina, Maria da Penha e Marieta Severo. Precisamos ter a coragem de dizer não ao preconceito social, racial e de cor, à brutalidade e ao fascismo.
 *Rosemberg Cariry é cineasta, poeta e escritor.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Medidas de Temer em 2017 atingiram principalmente os mais pobres

Reprodução do portal CNM
 
 


As reformas propostas pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) foram lembradas com preocupação. Uma delas é a trabalhista, que entrou em vigor no mês de novembro e retirou uma série de direitos consagrados pela CLT. Outra ação do governo golpista foi a aprovação da PEC do Teto dos Gastos, que congela os investimentos em áreas como saúde e educação pelos próximos 20 anos. 

Para o taxista Djalma Alves Freire, de 69 anos, as políticas de Temer prejudicaram principalmente os mais pobres.

"Porque tudo que o governo atual está propondo é para prejudicar o coitado, os mais pequenos. A gente vê muita gente na rua. O trabalho informal está crescendo cada vez mais, o ambulante vendendo suas coisinhas, porque não tem outra opção.Ou faz isso, ou morre de fome", opina.

O mesmo sentimento de indignação é compartilhado por Antonio Tadashi, 55 anos. Ele é economista e acredita que as decisões de Temer foram feitas apenas para agradar a classe política qual ele faz parte. 

"O cara tentou vender várias reformas e, basicamente, as reformas que ele tentou fazer é para penalizar a classe trabalhadora brasileira. O governo do Temer está a serviço de um grupo de pessoas. E esse projeto deles é justamente para reformular a sociedade brasileira, a economia e manter os mesmo políticos que vem governando desde a época da ditadura", diz.

Toda essa crise, segundo João Pedro Stedile, coordenador nacional Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) teve início com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.

"O Brasil vive uma grave crise econômica, que se transformou em uma crise social e em uma crise política, em função do golpe que a burguesia deu no Executivo e derrubou a presidenta Dilma, eleita democraticamente. O golpe foi precisamente isso, para eles poderem aplicar uma política econômica que joga todo o peso da crise sobre a classe trabalhadora. E é por isso que, já em 2017, começaram a aparecer os efeitos, no aumento do desemprego, na inflação, no aumento da desigualdade social", comenta Stedile. 

A quantidade de pessoas sem ocupação é justamente a preocupação da jovem recém-formada, Gabriela Martins, de 22 anos. A taxa de desemprego atinge hoje mais de 12 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que o índice é um dos maiores da história, apesar de quedas neste fim de ano. 

"Para mim, enquanto recém formada, é mais no sentido de apreensão mesmo, de como vai ser meu futuro no mercado de trabalho. Eu não votei nesse governo, não era um governo que gostaria que estivesse hoje em dia em vigor", reclama. 

Com o controle do governo golpista sobre os parlamentares do Congresso, Stedile acredita que o próximo ano ainda será de dificuldades para a classe trabalhadora:

"O ano de 2018 será ainda mais perverso para as condições de vida do povo brasileiro e para a concentração da riqueza e da renda. Infelizmente o governo golpista tem o controle absoluto do Congresso Nacional e, por essa razão, ao longo do ano eles conseguiram aprovar diversas mudanças na lei brasileira, que buscavam apenas jogar o peso da crise sobre a classe trabalhadora."

Diante da conjuntura, Stedile enfatiza a importância das mobilizações das massas nas ruas para impedir mais retrocessos na política e o agravamento da crise que se instalou no país.

"Companheiros e companheiras, nós teremos um 2018 cheio de mobilizações, de muita disputa política em que a própria campanha eleitoral se transformará em uma verdadeira luta de classes e é por isso que nós, dos movimentos populares, estamos convocando cada militante, cada companheiro e cada companheira e todos os movimentos para nos engajarmos nesse processo e transformarmos 2018 na derrota desses golpistas e na retomada do desenvolvimento do Brasil", defende.

As centrais sindicais e os movimentos populares já agendaram uma série de atos contra a reforma da Previdência, que poderá ser colocada em pauta em fevereiro, no retorno do recesso parlamentar. 



Brasil de Fato