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sábado, 13 de abril de 2019

As 10 ruas e avenidas mais bonitas de Natal segundo nossos leitores

10ª: Rua Chile

Antes chamada de Rua da Alfândega, e de Rua do Comércio, carrega muita história, sendo cheia de arquitetura antiga em toda a sua extensão.
Ela foi uma das principais ruas do bairro da Ribeira no século XIX, quando estava repleta de armazéns que estocavam algodão, açúcar e peixe, entre outros produtos que chegavam e partiam pelo porto, que fica ali vizinho.

9ª: Avenida Afonso Pena

Em nono lugar ficou a elegante e arborizada Afonso Pena, que abriga tradicionalmente lojas requintadas e imóveis que se revezam entre sofisticados e históricos.
Ela leva o nome de Afonso Augusto Moreira Pena, que foi um advogado e o 6º Presidente do Brasil.

8ª: Avenida Campos Sales

Paralela à Afonso Pena, ela que também é cheia de verde o que a torna ainda mais bonitona: a Campos Sales, endereço de muitas clínicas, lojas e condomínios de alto padrão.
Também recebeu nome de ex-presidente: Manuel Ferraz de Campos Sales, advogado, político e o quarto presidente da República.

7ª: Avenida Câmara Cascudo

Avenida larga e movimentada no Centro da cidade, abriga a antiga casa (hoje museu) de quem a batizou: Câmara Cascudo, poeta, professor, escritor e maior folclorista brasileiro.

6ª: Avenida Hermes da Fonseca

Em 6º vem ela que é muito famosa e muito cheia de verde também. A “Hermes” é uma das principais e mais movimentadas avenidas de Natal, e é trecho urbano da BR 101 da cidade.
Hermes Rodrigues da Fonseca, de onde surgiu seu nome, foi um militar e político brasileiro, presidente do Brasil entre 1910 e 1914. Ele era sobrinho do marechal Deodoro da Fonseca, que foi o 1º presidente do Brasil.

5ª: Rua Jundiaí

Na metade da lista nossos seguidores escolheram a Jundiaí.
Coberta com as suas árvores frondosas, que formam quase que uma espécie de túnel arborizado muito bonito, além de estabelecimentos comerciais que existem desde o tempo de infância de muita gente.

4ª: Ladeira do Sol (Av. Getúlio Vargas)

A mais famosa ladeira de Natal fica no bairro de Areia Preta. Ela dá acesso a Praia do Meio, e do seu alto dá pra se ter uma vista espetacular da praia até a famosa Ponte Newton Navarro. Ela vez por outra é palco de vários eventos e apresentações.

3ª: Avenida Itapetinga

Em terceiro nosso público elegeu uma das principais avenidas da zona Norte de Natal.
Ela é a mais diferenciada da região, isso porque possui calçadas bem feitas, iluminação de boa qualidade e canteiros bem jardinados. É comumente usada para atividades como o ciclismo e caminhada/corrida.
A avenida possui, em alguns trechos, 8 faixas, sendo que 4 são asfaltadas e duas são calçadas com paralelepípedo, e estas possuem quase nenhum fluxo de veículos.

2ª: Avenida Engenheiro Roberto Freire

Na segundona posição a extensa, espaçosa e lotada de estabelecimentos comerciais que vão de trailers a shoppings e hipermercados, “Roberto Freire”. Uma das principais e mais badaladas vias de Natal.
Ela também é conhecida como estrada de Ponta Negra, e corta toda a Zona Sul da cidade.

1ª: A “Via Costeira” (Av. Senador Dinarte Mariz)

E na primeiríssima posição a extensa avenida que faz você desfrutar de um visual incrível à beira mar durante todo o percurso. Ela foi construída em 1985 para ligar as praias urbanas da zona Leste à zona sul de Natal.
O nome pela qual foi batizada é do político Dinarte de Medeiros Mariz, que foi um agropecuarista comerciante e político brasileiro que governou o Rio Grande do Norte entre 1956 e 1961 e influenciou a política local por mais de meio século.
Fonte: Curiozzzo

As 20 melhores fotos antigas de Natal-RN (muitas você nunca viu)


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Você já deve ter visto muitas fotos antigas de Natal por aí, mas será que já viu uma coletânea das melhores de todos os tempos?

Vale muito a pena vislumbrar todas elas, uma por uma, calmamente, afinal são registros épicos surpreendentes.

Embarque neste túnel do tempo e boa viagem!
(ah, essas fotos merecem ser vistas em tamanho maior né? É só clicar encima delas!)
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Ponta Negra nos anos 80.
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Ponta Negra em 1955.
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Colégio Winston Churchill em 1973. Av. Rio Branco.
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Rua João Pessoa e o Grande Ponto em 1941. Dá uma olhada nesse semáforo com “guarda-sol” sensacional!
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Foto da Via Costeira ainda em construção em Novembro de 1979. Detalhe: nenhum hotel na praia. Enviada por Maxwell Oliveira.
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Foto da Praia de Ponta Negra e o Morro do Careca em 1959. Enviada por Eldanira Souto, filha do autor da foto o Sr. José Souto.
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Morro do careca em ângulo inverso de quem está no morro. Detalhe para a praia de Ponta Negra sem prédios. Foto de Netto Fotografias. Enviada por Carmem Daniella Spínola.
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Antiga fábrica da SORIEDEM, atual Via Direta, bairro do Mirassol. O ano é 1977. O terreno abaixo, na frente da fábrica virou um condomínio chamado Chacon e ao lado o terreno que iria ser o Natal Shopping. Contribuição de Thiago Azevedo.
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Bosque dos Namorados [atual Parque das Dunas] em 1980.
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Fábrica da SAM’S no cruzamento da Av. Salgado Filho com a Amintas Barros. Foto de meados dos anos 70. O cheiro dos doces ao redor da fábrica ainda estão na sua memória?
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Av. Salgado Filho em frente onde fica hoje o Nordestão.
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Av. Prudente de Morais por volta de 1975. O local que você está vendo na foto é onde atualmente é o complexo viário próximo ao Arena das Dunas (Dom Eugênio Sales). Do lado esquerdo era o antigo Castelão, e a subida para Candelária ao fundo. Foto: acervo do “A República”.
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O Baldo e a subida da Av. Deodoro da Fonseca em 1972.
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Alto do Morro do Careca entre a década de 40/50. Foto do acervo pessoal do Leandro Menezes.
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Chegada de Hidroavião no Rio Potengi em 1941 na Rampa.
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Antigo Hotel Reis Magos, Praia do Meio, Natal/RN

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Do tempo em que era permitido subir no Morro do Careca em Ponta Negra. Foto enviada por Íris Ciríaco.

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Supermercado Nordestão do Alecrim em 1975 em época Natalina. Foto enviada por Nelma Leonardi.

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Imagem registrada em 1959 da Praia de Ponta Negra. Na foto pescadores e veranistas fazem um arrastão. Ao fundo o Moro do Careca e a casa dos padres pertencente a arquidiocese de Natal. Registrada pelo Sr. José Correia Souto. Enviada por Eldanira C. Souto.

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Foto de 1961 da Praia de Ponta Negra e a vista do Morro do Careca. Enviada por Igor Freire sendo o autor da foto o seu avô Nadelson Freire. Detalhe para as placas dos carros que ainda não tinham letras.

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Agradecemos à página Natal Como Te Amo de onde extraímos as fotografias deste post.


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Sentir e pensar na arte de bonecos do Dadá

Por mais de 50 anos, Euclides Coelho de Souza e Adair Chevonika de Souza, sua esposa (morta em 2013), fascinaram crianças e adultos do Brasil, América Latina e Europa com seu Teatro de Bonecos Dadá, que mesclava diversão e reflexão crítica. Neste meio século, realizaram mais de 200 espetáculos, onde se apresentaram cerca de 100 bonecos. Com isso, receberam numerosos prêmios nacionais e internacionais.
Por Luiz Manfredini*
Uma síntese desse longo e fértil trabalho está no livro “Teatro de Bonecos Dadá – Memória e Resistência”, esmerada publicação que consumiu os últimos quatro anos de sua autora, Dinah Ribas Pinheiro, uma das mais influentes jornalistas do Paraná no setor da cultura. O projeto editorial – o livro tem formato retangular e 207 páginas – foi de Régine Ferrandis e a execução a cargo de seu irmão Pierre. O núcleo do livro é um abecedário mediante o qual é narrada a história da vida e do trabalho do casal de artistas, incluindo sua militância política comunista.
No entorno do abecedário, farta ilustração dessa trajetória. Entre as mais de 80 fotos de bonecos da publicação, o destaque fica com aquelas que mostram personagens das cinco peças que Dadá considera as mais importantes do seu longo percurso. Num segmento intitulado “Quem viu Dadá jamais esquece”, Dinah entrevistou quatro pessoas que conheceram as peças quando eram crianças. E não esqueceram delas. Mas o número das que fixaram os bonecos na memória é incontável.
Carioca criada em Urussanga (SC) e residindo e trabalhando em Curitiba desde 1969, Dinah Ribas Pinheiro confessa que “a escrita desse livro para mim não foi só um exercício jornalístico de retratar uma época e seus personagens. Foi também um afago na minha criança interna que conheceu o teatro do Dadá em 1974, assistiu a quase todas as peças do grupo, torceu pelos personagens injustiçados e teve a certeza de que o sonho, o encantamento e a inteligência podem caminhar juntas”. Em 2012, Dinah lançou “A viagem de Efigênia Rolin nas asas do peixe voador”, sobre a artista popular e contadora de histórias.
Da engenharia ao teatro

Nascido em Boa Vista, Roraima, em 1935, Euclides aportou em Curitiba em 1959, com a promessa feita aos pais de cursar engenharia. De fato, ingressou no curso da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mas ali permaneceu apenas seis meses. O que o tocava mais fundo era mesmo a política e a arte. Assim, ligou-se ao Partido Comunista do Brasil, que na época usava a sigla PCB, tornando-se logo secretário de juventude.

A primeira incursão de Euclides no teatro foi na apresentação da peça “Pátria o Muerte”, escrita coletivamente no Rio de Janeiro e que celebrava a recente revolução cubana. “ Aqui em Curitiba encenávamos a peça sobre a carroceria de um caminhão, percorrendo os bairros da cidade”, recorda-se Dadá, cujo vigor na fala e nos gestos não revelam seus 85 anos de idade. “Daí passamos a escrever e representar peças”. O Brasil vivia, no início da década de 1960, extensa e profunda efervescência política e cultural.
Na apresentação do livro “O Brasil através dos bonecos”, José Ribamar Bessa Freire, professor de história na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), assegura que o teatro de bonecos criado por Dadá e Adair, em Curitiba, em 1964, possui em seus alicerces “o projeto audacioso do Centro Popular de Cultura (CPC) e da UNE Volante, Boal e o teatro do oprimido e a alfabetização popular de Paulo Freire”. Bessa é um dos poucos amigos sobreviventes que Euclides e Adair fizeram no exílio no Chile, Bolívia e Peru a que foram obrigados, entre 1969 e 1974, pelas perseguições da ditadura militar brasileira.
Burrinho Vermelho de Carga

Apuro na técnica e na linguagem
Dadá e Adair sempre definiram a arte como “um instrumento de conscientização política, de formação e realização de sonhos pessoais”. Nas palavras de Bessa: “Para que o teatro possa ser transformador, é preciso dominar e refinar a técnica e aprimorar a linguagem, além de um conhecimento profundo da realidade que se quer mudar”.

Assim, o casal de artistas bebeu de várias fontes, desde o Teatro Tablado, de Maria Clara Machado e a Escolinha de Arte do Brasil, ambos no Rio de Janeiro, até o Teatro Kuklo, de Moscou. Aprenderam com Joel Barcelos e Gianni Ratto e com festivais internacionais que passaram a frequentar. Mas hoje Dadá confessa: “Aprendi com o público mais do que com cursos”.
E público não faltou. Primeiro voltado para adultos, depois para crianças e, por fim, para famílias, o Teatro de Bonecos Dadá apresentou peças de autores brasileiros, argentinos, mexicanos, peruanos, franceses e de outras nacionalidades, em praças, ruas, parques, feiras, sindicatos, quermesses, escolas, casas paroquiais, barracões, circos, garagens e onde mais houvesse espaço e público.
A peça inaugural foi “Dadá vence o diabo”, adaptação de peça homônima do mexicano Germán Arzubide, em que um patrão obriga crianças a trabalharem até o esgotamento, sob a ameaça de chamar o diabo. O demônio, de fato, aparece algumas vezes para assustar os trabalhadores mirins. Numa das aparições, uma das crianças avança com um porrete contra o demônio e, com a solidariedade do público infantil, dão-lhe uma surra até que a máscara do diabo caia, revelando a figura do patrão.
E seguiram dezenas de outras peças, sempre adaptadas às realidades locais, sempre estimulando a sensibilidade e a reflexão, sempre desmistificando relatos hegemônicos e açucarados. Uma das peças, por exemplo, a que durou mais tempo, mostrava um Chapeuzinho Vermelho agressor do meio ambiente porque colhia flores e caçava borboletas, enquanto o lobo perseguia a menina apenas por estar com fome. Ou “A nuvem apaixonada” que, desmanchando-se em chuva, faz renascer um jardim de uma criança destruído pela especulação imobiliária.
Morena Rosa

“Narrar é resistir”

Segundo José Ribamar Bessa Freire, “este é o sentido da narrativa do Teatro de Bonecos Dadá: decantar as lembranças para não deixar um vazio nesse pedaço de história. Como queria Guimarães Rosa: “narrar é resistir”. E fomentar a sensibilidade. Comunista de quatro costados, Dadá costuma dizer que, “um dia, um cara perguntou para o Lênin ‘como é que eu viro comunista’? E Lênin respondeu: ‘pela sensibilidade’. E o que a arte dá ao ser humano? Sensibilidade”.
Luiz Manfredini é jornalista e escritor. Nasceu, em 1950, em Curitiba, onde vive. É autor dos romances “As moças de Minas” e “Memória de neblina”