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CPC/RN PROMOVE DIA 11/12/2019 SUA III NOITE DAS HOMENAGENS NA CÂMARA DOS VEREADORES DE NOVA CRUZ/RN - CONFIRA!

Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN - 2009/2019 " "Dandara", simbolo de luta em favor da LIBERTAÇÃO da população NEGRA!&...

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

VII FINC Aluno do Campus Nova Cruz vence o VII Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa

A sétima edição do Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa – FINC – teve como tema SOU BRASILEIRO e ocorreu nos dias 25 e 26 de novembro, na paradisíaca praia de Baía Formosa, uma das mais belas do litoral norte-riograndense. 
O evento é uma realização da GREMI Film, The Sckaff Movie and Pictures e IFRN, com patrocínio da Cosern por meio da Lei Câmara Cascudo; Governo do Estado, Fundação José Augusto e Dragmor. O festival conta também com apoio da Universidade Potiguar – UnP e Band Nordeste.
Com o curta "Sabor da Nação", o aluno Diego Alves, do IFRN/Campus Nova Cruz, foi o grande vencedor. Como prêmio, Diego Alves participará e terá seu filme exibido em 2017 no Festival OFF CAMERA, em Cracóvia, na Polônia! Além disso, terá todas as despesas da viagem pagas (aéreo, hospedagem, alimentação, translado e visitas a pontos históricos e turísticos da Cracóvia) e participação no Festival.
Para assistir ao curta clique no link abaixo!
Fonte: IFRN

Eva viu a Uva - CONTEE

LISTA DOS 49 MUNICÍPIO DO RN QUE SERÃO CERTIFICADOS pelo Selo UNICEF Município Aprovado - Edição 2013-2016


Foram quatro anos de muito trabalho para garantir o direito a saúde, educação, proteção e participação social às crianças e adolescentes de centenas de municípios do Semiárido brasileiro. Foram 1.502 municípios convidados em 2013, dos quais 1.134 se inscreveram e 658 seguiram na iniciativa até 2016. E agora 308 municípios de 10 Estados são certificados com o Selo UNICEF Município Aprovado, um reconhecimento internacional aos municípios que mais avançaram na direção da direção da redução das desigualdades sociais e garantia dos direitos dos nossos meninos e meninas.

Acari – RN
Afonso Bezerra – RN
Alto do Rodrigues - RN
Antônio Martins – RN
Apodi – RN
Baía Formosa – RN
Bento Fernandes – RN
Brejinho – RN
Cerro Corá – RN
Coronel João Pessoa – RN
Currais Novos – RN
Doutor Severiano – RN
Parnamirim – RN
Extremoz – RN
Florânia – RN
Guamaré – RN
Ipueira – RN
Itaú – RN
Janduís – RN
Jucurutu – RN
Lajes – RN
Lucrécia – RN
Macaíba – RN
Major Sales – RN
Martins – RN
Messias Targino – RN
Nova Cruz – RN
Olho-d'Água do Borges – RN
Ouro Branco – RN
Parazinho – RN
Parelhas - RN
Rio do Fogo – RN
Passa e Fica – RN
Pau dos Ferros – RN
Portalegre – RN
Serra Caiada – RN
Riacho da Cruz – RN
Rodolfo Fernandes – RN
Santa Cruz – RN
Santana do Seridó – RN
São João do Sabugi – RN
São Paulo do Potengi – RN
São Tomé – RN
Severiano Melo – RN
Tenente Laurentino Cruz – RN
Timbaúba dos Batistas – RN
Venha-Ver – RN
Vera Cruz – RN
Viçosa – RN

Veja por Estados:

Alagoas: 10 Municípios
Bahia: 28 Municípios
Ceará: 82 Municípios
Espírito Santo: 08 Municípios
Minas Gerais: 16 Municípios
Paraíba: 32 Municípios
Pernambuco: 35 Municípios
Piauí: 40 Municípios
Rio Grande do Norte: 49 Município

Fonte: SELO UNICEF - Edição 2013/2016

SELO UNICEF: O que mudou nos municípios

O objetivo do Selo UNICEF Município Aprovado é contribuir para o fortalecimento da gestão municipal no cumprimento do seu papel constitucional, alcançando resultados por meio de políticas púbicas efetivas para promover a proteção integral da população de até 17 anos. Os 308 municípios do Semiárido Brasileiro recebem o Selo UNICEF Município Aprovado - Edição 2013-2016, cumprindo todas as etapas necessárias da iniciativa, comprovando avanços na redução das desigualdades sociais e na garantia dos direitos dos meninos e meninas. Eles representam 27,5% dos municípios inscritos.
Em comum, estes municípios incluíram a infância e adolescência entre as prioridades das políticas públicas municipais e entenderam a importância das ações integradas para se alcançar resultados. Porque foi a partir de esforços conjuntos entre as áreas de saúde, educação, proteção e assistência das gestões municipais e estaduais e participação da sociedade civil, que estes municípios conseguiram realizar pelo menos 70% das ações estimuladas pelo Selo UNICEF.
Os maiores beneficiados pelos resultados do Selo UNICEF não são apenas as crianças e adolescentes dos municípios certificados. São também todas aquelas dos 658 municípios que participaram durante todo o período e foram avaliados pelo UNICEF. Os resultados nestes municípios podem ser divididos em cinco grupos:
Gestão por resultados e intersetorialidade – Entre os municípios avaliados no Semiárido, 607 realizaram os dois fóruns comunitários (diagnóstico e de devolutiva das ações implementadas) com a participação da população e planejamentos intersetoriais. Ao mesmo tempo, eles fortaleceram a capacidade de registro e monitoramento de suas ações e resultados. Outro exemplo foi o uso expressivo da plataforma virtual Crescendo Juntos, lançada nesta edição do Selo UNICEF, que permitiu compartilhar experiências e dúvidas com os outros municípios, comprovar as ações realizadas e, mais importante, permitirá uma continuidade de monitoramento pelas próximas gestões. Em cada estado, o Selo também dependeu do papel essencial de organizações da sociedade civil, parceiros técnicos da iniciativa. Em cada município, por sua vez, os resultados só foram alcançados com o compromisso e o engajamento das gestões municipais, representadas pelos seus técnicos e gestores, e dos conselhos municipais dos direitos da criança e do adolescente.
Primeira infância – A Semana do Bebê foi um sucesso nesta edição do Selo UNICEF, realizada pelo menos uma vez durante o período por 523 municípios – sendo que 484 incluíram o evento no calendário municipal oficial. O Plano Municipal pela Primeira Infância foi desenvolvido de forma integral por 331 municípios, ao mesmo tempo em que 383 implementaram ações de atenção ao pré-natal. Essas ações ajudaram, por exemplo, a melhorar o percentual de mulheres com sete ou mais consultas pré-natal entre os 658 municípios avaliados, que passou de 58,1% em 2011 para 66,6% em 2014 (no mesmo período, a média nacional passou de 61,3% para 64,6%). Esse trabalho contribuiu também para reduzir a mortalidade infantil na região: enquanto no Brasil a redução foi de 5,2% entre 2011 e 2014, nos municípios avaliados esse avanço chegou a 7,3% e entre os municípios certificados atingiu 8,3%.
Educação – Saber quem são e onde vivem as crianças que estão fora da escola é um passo fundamental para enfrentar a exclusão escolar. Para isso, em 395 municípios avaliados essas crianças foram mapeadas. Ter deficiência também é um obstáculo à educação no Semiárido, mas 427 municípios realizaram busca ativa para atualizar suas taxas de crianças com necessidades educacionais especiais, outro passo importante para garantir seu acesso à escola. Já a taxa de abandono do ensino fundamental caiu de 3,2 para 2,1 entre 2012 e 2015 – uma melhoria de 33,8%, enquanto o Brasil melhorou 26% (de 2,4 para 1,7 no mesmo período). As condições sanitárias de 2.710 escolas melhoraram em 316 municípios ondem estudam cerca de 500 mil crianças.
Proteção integral – Peças fundamentais para garantir a proteção de meninos e meninas, os Conselhos Tutelares avaliados apresentaram os padrões mínimos de funcionamento – de acordo com o que recomenda o ECA – em 638 municípios. Num contexto em que situações de trabalho infantil são percebidas como algo aceitável e casos de violência sexual são frequentemente tolerados, os 346 municípios que realizaram ações de prevenção ao trabalho de crianças e adolescentes e os 158 que implementaram algum programa para prevenção e acolhimento de meninos e meninas vítimas de violência doméstica e sexual merecem destaque.
Participação social – Para que os municípios que participam do Selo UNICEF possam direcionar esforços para as áreas da infância e adolescência que mais precisam de atenção, saber ouvir os adolescentes é imperativo. São eles que viveram os desafios atuais da infância e podem apontar com precisão o que funciona e o que precisa melhorar com mais urgência. Os Núcleos de Cidadania dos Adolescentes (NUCAs) foram um sucesso nesta edição. Mais de 11.500 meninos e meninas de 525 municípios se mobilizaram e participaram regularmente de atividades ligadas ao Selo UNICEF. Os NUCAs tiveram papel decisivo para realização da campanha do UNICEF Por Uma Infância sem Racismo, que aconteceu em 389 municípios. E participaram de mutirões de combate ao mosquito Aedes aegypti em 516 municípios.
O UNICEF parabeniza todos os 658 municípios que participaram do Selo UNICEF Município Aprovado – Edição 2013-2016 e, em especial, os 308 que conseguiram avançar ainda mais nos direitos das crianças e adolescentes.
Mas ainda há muito o que fazer. E, por isso, em 2017 um novo ciclo terá início. Até lá.
Fonte: SELO UNICEF

10 DICAS PARA COMBATER O RACISMO NA INFÂNCIA


Como você pai, mãe, responsável e educador pode contribuir para uma infância sem racismo? O Unicef lançou, em 2010, a campanha Infância sem racismo, do qual o vídeo acima fazia parte. Na ocasião, a instituição divulgou a lista das dez maneiras de combater a infância sem racismo.
Leia, siga e compartilhe:
1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.
2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer – contextualize e sensibilize!
3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.
4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.
5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.
6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.
7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.
8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.
9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.
10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura
Fonte: .https://www.faecpr.edu.br

Por uma infância sem racismo

O DELITO DE FALAR SOBRE COISAS INOCENTES

Estudantes ousaram falar de sonhos de um futuro melhor, de uma educação digna, da esperança de um parlamento que os ouça
“Que tempos são estes, em que é quase um delito falar de coisas inocentes, pois implica silenciar tantos horrores”, questionou em um poema o dramaturgo e poeta Bertold Brecht (1898-1956).
Neste dia 29 de novembro, em Brasília, foi este o delito dos estudantes brasileiros: falar de coisas inocentes. Estudantes de ocupações de todo o Brasil que ousaram ocupar suas escolas e universidades para mostrar sua voz, vieram para a capital federal em nome dos seus sonhos.
Sonhos de um futuro melhor, de uma educação digna, da esperança de um parlamento que os ouça.
O objetivo maior uniu diferentes forças do movimento estudantil em um cordão à frente da marcha, todas as siglas e coloridos das camisas marchavam num passo só. Uniu também professores e técnico-administrativos que vieram em caravanas apoiar a manifestação. E não silenciaram horrores, denunciaram os retrocessos da PEC55 e uma MP da reforma do Ensino Médio ineficaz que querem enfiar guela abaixo da comunidade escolar.
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A festa pacífica de bandeiras, gritos de ordem e baterias acompanhou o cortejo por toda a Esplanada dos Ministérios. No espelho d’água o tradicional mergulho, a celebração da chegada, a irreverência da juventude. O intuito dos estudantes era acompanhar dali a votação no Senado Federal sobre a mudança na Constituição que pode acabar com as possibilidades de futuro de todos os jovens brasileiros ao congelar por 20 anos investimentos na educação.
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Mas não foi isso que decidiu a polícia sob o comando do governador Rollemberg. Como se manifestar-se fosse crime, os estudantes foram tratados como criminosos. Uma chuva de bombas, spray de pimenta e balas de borracha transformou o cartão postal da capital em um espetáculo de barbárie. Dezenas foram feridos e os apelos por paz da presidenta da UNE, Carina Vitral, do caminhão de som não foram ouvidos. O gás lacrimogêneo tomou conta e ensinou uma terrível lição aos milhares de meninos e meninas que lutam para ser protagonistas de suas vidas: a PM é inimiga dos estudantes.
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Dispersos sob violência, perdidos, feridos e assustados, muitos só queriam voltar para casa. Até isso a polícia impossibilitou. A chuva de bombas não cessou até a noite, tornando impossível retornar as centenas de ônibus estacionados nos arredores da Esplanada.
Dentro do Senado Federal nenhum dos seus gritos foram ouvidos. Indiferentes a mobilização de 50 mil pessoas a sua porta, os senadores aprovaram em primeiro turno por 61 votos favoráveis e 14 contrários. Assim selaram o destino de milhões que virão depois de nós.
Fonte: UNE

MEUS INIMIGOS ESTÃO NO PODER, IDEOLOGIA, EU QUERO UMA PRA VIVER!

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 Cazuza (Arquivo disponível no site Cazuza: http://cazuza.com.br/gallery/fotografia-2/)
PUBLICADO EM SOCIEDADE POR 
Quais as prerrogativas dos eleitores? Quais as prerrogativas existentes num sistema democrático em que seu eleitorado não se reconhece enquanto político? Nesse contexto, é necessário considerar a complexidade que o brasileiro enfrenta diante dos partidos políticos, e mais que isso, das ideologias que fundamentam os mesmos. A partir da música "Ideologia" de Cazuza lançada em 1988, o presente artigo contextualiza considerações acerca do cenário político hodierno brasileiro com o pensamento agambeniano.
Lançada em 1988, “Ideologia” é considerada a melhor canção da carreira solo de Cazuza, faixa-título de seu terceiro álbum, foi escrita pelo próprio cantor. Mas parece que foi escrita hoje. Apesar das entrelinhas ocultarem a particularidade referente a um momento difícil da vida do cantor, os versos desenham também uma revolta pela realidade política. Mais que uma obra de arte que reflete o próprio período em que foi escrito, a música é mais uma evidência de que a história brasileira passa por períodos de ciclos que se repetem, de formas características, e que permitem talvez o vislumbre da essência do brasileiro.
Mesmo escrito há 28 anos, o poema de Cazuza contextualiza problemas que podem ser observados sob a ótica atual. Tratando do cenário político hodierno brasileiro, o trecho da música citada permite a análise por várias perspectivas, entre elas: 1) o paradoxo da Democracia; 2) Condição de poder; 3) Crise de identidade; 4) Necessidade de pertencimento.
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 Giorgio Agamben, filósofo Italiano (1942-)
A partir de Agamben, é possível pensar que a condição de democracia no cenário brasileiro põe em questão considerações sobre legitimidade. A legitimação do soberano só se dá pelo conjunto, pela legitimidade do “bando”. Nesse sentido, a democracia não é um processo em que a soberania é imposta como ente transcendente, mas é propriamente decorrente do processo democrático. Quando os líderes políticos são execrados pela antipatia do seu povo, há um problema na sistemática da democracia. Quando o povo não se vê representado pelos seus líderes políticos, há um problema na sistemática da democracia. Se o oportuno “poder de escolha” deriva das mãos da maioria, como o poder vai parar na mão de seus inimigos?

Quais as prerrogativas dos eleitores? Quais as prerrogativas existentes num sistema democrático em que seu eleitorado não se reconhece enquanto político? Nesse contexto, é necessário considerar a complexidade que o brasileiro enfrenta diante dos partidos políticos, e mais que isso, das ideologias que fundamentam os mesmos. A modernidade, reconhecida pela era de relações efêmeras e fragmentadas acentuam a crise em torno de pretensões de pertencimento, de identidade, de comunidade e isso implica diretamente em ideologias que não são tão ideológicas. Há uma prostituição das legendas partidárias, que remam conforme a maresia, ou em casos extremistas há uma defesa arbitrária de argumentos totalitários (o que aponta para posições racistas, xenofóbicas, preconceituosas, etc).
O descuido com os critérios que deveriam sustentar a condição de um partido passa a influenciar nitidamente no comportamento do eleitorado. Ora se reconhecem como tal. Ora não se reconhecem como tal. A manifestação de democracia soa mais em um emaranhado de causas que devem ser abraçadas para ampliar o público eleitor interessado, do que propostas de políticas públicas e lúcidas que possam solucionar problemas na própria estrutura democrática. Em momentos de crises, o eleitorado critica o governo sem reconhecer-se como o bando que legitimou o soberano. É visível que grande parte dos indivíduos, estes mesmos que entoam a canção de Cazuza talvez sem se dar conta do conteúdo que pode ser traduzido em seus versos são os mesmos azêmolas que não querem ser reconhecidos como tais.
¹Publicado originalmente no jornal Correio do Norte, em julho 2016. Canoinhas-SC.
Conheça o Grupo de Estudos em Giorgio Agamben: http://www.agambenbrasil.com.br/

Fonte: http://obviousmag.org/

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Com a inspiração das ideias e do exemplo de Fidel, sempre!

O falecimento do Comandante em Chefe da Revolução Cubana traz profunda consternação aos comunistas brasileiros. A notícia entristece o nosso povo, pelo qual, como por todos os povos do mundo, o Companheiro Fidel nutriu os melhores sentimentos de solidariedade.
Fidel dedicou sua vida à libertação dos povos, às grandes causas da humanidade – a paz, a libertação nacional, a emancipação social dos trabalhadores, o socialismo. Lutar era seu elemento. E lutou como poucos, arrostando perigos, enfrentando inimigos poderosos.
Foi o grande mentor dos combatentes por um mundo melhor, de justiça e fraternidade. Sua obra atravessou grande parte do século 20 e a década e meia transcorrida do século 21. Uma obra perene, que deixa indeléveis marcas na história.
Em nossos combates, sempre teremos presentes o pensamento lúcido e agudo, as ideias afiadas de Fidel, homem de pensamento e ação, um líder de expressão mundial a orientar os lutadores pela causa do progresso social e a emancipação da humanidade. Foi a personalidade mais lúcida de nossa época, a voz mais enérgica na denúncia dos crimes do imperialismo. Fidel compreendeu em toda a sua complexidade os gravíssimos problemas políticos e socioeconômicos mundiais e deu certeiras diretrizes para a luta dos povos por liberdade, independência, autodeterminação, progresso social, justiça e o socialismo.
Fidel infundiu na nossa geração de combatentes princípios e fundamentos ideológicos, teóricos, culturais e éticos imperecíveis. Ao liderar a batalha das ideias, desafiou o lugar comum, rechaçou a rendição, pôs de pé, nas condições adversas da brutal ofensiva dos inimigos dos trabalhadores e dos povos, uma imensa legião de homens e mulheres em todo o mundo, dispostos a dar continuidade à luta pelo socialismo num momento de transe para os povos. Levaremos como insígne o seu pensamento: “A vida sem ideias de nada vale. Não há felicidade maior que a de lutar por elas”.
Com seus princípios revolucionários, Fidel Castro abriu caminhos, apontou rumos, descortinou horizontes. Teve como poucos perspicácia estratégica, compreensão profunda dos males que assolam a humanidade e suas causas: o sistema capitalista, o imperialismo, as políticas espoliadoras de opressão e guerra aos povos e nações, políticas que levariam à destruição da própria espécie humana se não se lhe opusesse tenaz resistência e luta.
Fidel segurou com pulso firme a bandeira da Revolução em seu país. Foi o que salvou a heroica nação cubana e redimiu seu povo, quando a potência imperialista estadunidense empreendeu durante décadas a fio uma ofensiva para estrangular a construção nacional.
Fidel desenvolveu e enriqueceu o marxismo-leninismo em fusão com o pensamento da libertação do povo cubano e latino-americano. No início dos anos 1990, quando a contrarrevolução grassava em toda a parte, em histórica entrevista à imprensa internacional, disse perante pasmados jornalistas que vaticinavam a queda iminente da Revolução Cubana, no “efeito dominó″ da derrocada do socialismo no Leste europeu. “Cuba é o símbolo da resistência. Cuba é o símbolo da defesa firme e intransigente das ideias revolucionárias. Cuba é o símbolo da defesa dos princípios revolucionários. Cuba é o símbolo da defesa do socialismo” (…) “O povo cubano vai saber estar à altura de sua responsabilidade histórica” (…) “E aqueles que mudaram de nome, não sei a quem vão enganar com isso! Imaginem que amanhã nós mudemos de nome e digamos: Senhores, o congresso aprovou que em vez de Partido Comunista de Cuba nos chamemos Partido Socialista de Cuba, ou Partido Social-Democrata de Cuba. Vocês creem que realmente mereceríamos algum respeito? Porque os que mudam de nome são os que mudaram de ideias ou perderam toda a sua confiança nas ideias, perderam suas convicções” (3 de abril de 1990).
Fidel deixa em nós o espírito revolucionário, o patriotismo, o anti-imperialismo, a cultura socialista.
Do seu inesgotável legado, o mais precioso patrimônio é a Revolução Cubana, que prossegue nas novas condições do mundo contemporâneo e do desenvolvimento nacional. Com Raúl Castro à frente do Partido Comunista e do Poder Popular, o povo cubano, educado por Fidel, seguirá dizendo presente na defesa das suas conquistas, na construção do socialismo, no exercício da solidariedade internacionalista, expressões máximas de que a história o absolveu, da invencibilidade de sua obra teórica e prática.
E nós, comunistas e povos do mundo, seguiremos nas nossas trincheiras da luta anti-imperialista, pelo socialismo, a paz e a emancipação de toda a humanidade. Com a inspiração das ideias de Fidel e do seu exemplo, até a vitória, sempre!
Por José Reinaldo Carvalho, no Portal Vermelho 

Especial mês da Consciência Negra: Diretoria executiva da UBES fala sobre a realidade do jovem negro no Brasil

Experiências, desafios pessoais e empoderamento são temas de depoimentos dos secundaristas que constroem a entidade, composta majoritariamente por jovens negros.
No mês de novembro, período de intensa mobilização por conta do Dia Nacional da Consciência Negra, o site da UBES entrevistou a diretoria da entidade que historicamente atua no combate ao racismo, contra o genocídio e a criminalização da juventude negra do Brasil.
Nesta gestão, segundo a presidenta da UBES, Camila Lanes, a própria composição da diretoria executiva, formada majoritariamente por jovens negros de diferentes regiões do país, fortalece o papel histórico do movimento estudantil como espaço de empoderamento e luta contra a segregação racial.
“Lutamos pela aplicação da Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio, assim como também lutamos pelo fim da intolerância religiosa dentro e fora das salas de aula. Uma educação pública de qualidade também é uma educação não racista, laica e que garanta direito para todos e todas”, diz.
Há um ano, a UBES assumiu uma das principais trincheiras de luta contra o conservadorismo do Congresso Nacional e sua medida de ataque aos jovens negros das periferias, que foi o enfrentamento à PEC 171/93, barrada pelos estudantes. Relembre aqui os motivos.
“O Congresso mais atrasado dos últimos tempos ataca as conquistas dos movimentos sociais. Em sua maioria, é formado por homens brancos, ricos, acima de 50 anos”, critica o secundarista Ericleiton Emidio.

AS JOVENS NEGRAS

A pernambucana Stephannye Vilela é a primeira secundarista negra a ocupar o cargo de tesoureira da entidade, ela conta que foi nesta nova fase de atuação no movimento estudantil que se reconheceu como mulher negra.
“Assumir meu cabelo crespo foi o primeiro passo para o meu empoderamento, mas isso não é uma questão apenas de aparência. Usar meu black na rua e abandonar a chapinha é o reflexo do meu descobrimento como mulher negra, uma reconexão com minhas raízes. Hoje, quando participo de reuniões como dirigente da UBES, sei que estou quebrando padrões, mostrando que as meninas podem sim ocupar lugares de decisão, como provou a própria Primavera Secundarista no Brasil com jovens comandando o movimento em suas escolas”.
Enquanto as estatísticas apontam que o número de mulheres negras mortas cresceu em 54% nos últimos 10 anos, segundo o Mapa da Violência 2015, na Primavera Secundarista as jovens negras têm respondido com resistência e organização na liderança das ocupações de suas escolas.
“Ser mulher negra e participar da política é lutar todo dia, me orgulho de participar de uma das entidades estudantis mais importantes da América Latina com maioria de mulheres e de negros e negras. Continuaremos combatendo qualquer tipo de opressão, construindo espaços políticos mais feministas e mais enegrecidos”, pontua a diretora de Mulheres da UBES, Brisa Bracchi.
A secundarista Jéssica Lawane conta que, apesar de constar em sua certidão de nascimento a cor parda e algumas pessoas dizerem que ela é uma jovem “socialmente branca”, a diretora de Movimentos Sociais afirma que o fato de não sofrer racismo não muda sua condição de negra.
”Quando entrei no movimento social um amigo me chamou para organizar a frente de negros e negras da minha organização. Perguntei o porquê do convite, ele me respondeu dizendo que eu era negra. Fiquei um pouco constrangida por não ter certeza disso, o que foi positivo, me fez ter vontade de procurar entender melhor a questão racial no Brasil”, conta Jéssica.
Desde que ingressou no movimento estudantil, a 1ª vice-presidenta da UBES, Mariana Ferreira, conta que muita coisa mudou em sua vida. “Durante muito tempo fiz piadas racistas pensando que se tratava apenas de uma brincadeira. Às vezes as piadas agrediam a mim mesma e à minha família, mas eu não percebia. Só depois de entrar no Movimento Estudantil que eu fui ter acesso ao debate sobre o racismo e as diversas formas de propagação desse tipo de preconceito. Foi um aprendizado importante que o movimento estudantil me proporcionou e foi capaz de mudar a minha percepção sobre o povo negro e, consequentemente, sobre a minha própria história”, relembra Mariana.
“Sou negro e fazer parte da UBES é uma oportunidade de me empoderar ainda mais, é muito importante quando passo nas salas de aula para dialogar com tantos jovens que ainda não se reconhecem”, conta o 1º diretor de Grêmios, Fernando Alves.

A LUTA NA EDUCAÇÃO

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a falta de acesso à educação de qualidade aumenta a desigualdade entre brancos, pretos e pardos. As populações pretas e pardas representarem 69% dos brasileiros com a renda mais baixa do país, são o grupo onde há maior taxa de analfabetismo e evasão escolar entre os jovens de 15 a 17 anos.
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Juliene da Silva é uma das jovens negras que compõe a executiva da UBES, para ela, a escola ainda é um espaço de intensos conflitos. “Os professores e diretores não sabem lidar com a discriminação racial que sofremos todos os dias, e para piorar, não temos a oportunidade de conhecer a nossa própria história. O mês da Consciência Negra nos permite discutir o privilegio branco e nos posicionar pela necessidade de mudar as estruturas sociais que confinam os negros aos piores espaços educacionais, profissionais e habitacionais”, aponta a secundarista.
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OS ATAQUES DO GOVERNO

“A história do Brasil é de exploração e sempre quem mais sofreu, desde a escravidão, foi o povo negro. Hoje atacam a educação e outros serviços públicos que atendem a parte mais pobre da população que é negra. Não interessa aos golpistas e poderosos nossa emancipação, por isso, o mês de novembro é simbólico em resistência e combate ao racismo e a todos os preconceitos da sociedade”, critica o 1º secretário da UBES, Rafael Araújo.
Ø  Entenda mais sobre o assunto, leia aqui o posicionamento da UBES contra a PEC 241, agora 55, que congela gastos e impactará a educação, a saúde e áreas sociais.

LUTA HISTÓRIA DA UBES POR MAIS DIREITOS

Em agosto de 2012, o Brasil sancionou a Lei da Reserva de Vagas nas universidades federais, em que estudantes autodeclarados negros, pardos e indígenas passaram a ter reserva de cotas. A educação passou a garantir o acesso ao ensino superior, passo inédito e transformador na democratização do acesso à universidade, fruto da mobilização da juventude secundarista, universitária e do movimento negro.
“A UBES é uma entidade muito importante para a luta contra as opressões, é a entidade que representa a parcela da juventude que mais sofre com o preconceito dentro das escolas, preconceito esse reproduzido pelo modelo de escola que temos. Para nós, jovens negros diretores da UBES, é um desafio enorme – e ao mesmo tempo gratificante – saber que a juventude negra ocupa espaço na política”, afirma Jairo Marques, diretor de Relações Internacionais.​
UBES

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Campanha de Combate ao Mosquito 2016 - Filme oficial - Dengue

CONCURSOS E SELEÇÃO: Concurso de fotografia homenageia 10º aniversário da Lei Maria da Penha

Inscrições podem ser feitas até o dia 10 de dezembro pela internet
Estão abertas as inscrições para a 5ª edição do concurso de fotografia sobre a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06). Com o tema “O empoderamento da mulher e a superação da violência”, o objetivo é homenagear o 10º aniversário da norma. A iniciativa é da Procuradoria da Mulher e Coordenadoria dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, e da Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal, em parceria com o Banco Mundial.
Inscrições
As inscrições poderão ser realizadas até o dia 10 de dezembro de 2016 pela internet, no site. Cada concorrente poderá inscrever até três fotografias inéditas.

Modalidades
O concurso está dividido em duas modalidades: Fotógrafos Adultos – para participantes, profissionais ou não, a partir de 18 anos; e Fotógrafos Jovens – para participantes entre 14 e 17 anos.

Seleção
A divulgação da primeira etapa de seleção dos 40 melhores trabalhos está prevista para o dia 20 de dezembro no site do concurso.

A segunda etapa será definida na página do concurso no Facebook, de acordo com o número de “curtidas” recebidas por cada fotografia selecionada pela Comissão Julgadora na primeira etapa. Nesta fase, será permitido que o autor da obra incentive, por meio de seus próprios recursos, a repercussão e o apoio à sua foto.
As três fotografias mais “curtidas” de cada modalidade vencerão o concurso. Também serão homenageados 14 participantes com o título de menção honrosa.
Premiação
Os vencedores participarão da cerimônia de premiação no Palácio do Congresso Nacional, em Brasília, com data prevista para o dia 8 de março de 2016. Eles receberão troféu ou certificado de menção honrosa e terão sua foto publicada em livro com as 20 imagens vencedoras, em português e espanhol, que será distribuído a três mil escolas públicas e universidades do Brasil e a organismos internacionais.

Os trabalhos selecionados serão exibidos nos meios de comunicação da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Banco Mundial, nas redes de comunicação públicas e comerciais nacionais e internacionais, por prazo indeterminado. Os trabalhos vencedores serão expostos no Congresso Nacional.
Para mais informações, confira o regulamento no site do concurso.
Fonte: http://www2.camara.leg.br/

CULTURA: Câmara convida para exposição sobre a luta das mulheres pela igualdade política

"Oh, Igualdade! Por que tardas?" traz fotografias, documentos originais e livros que retratam a busca pelos direitos políticos e sociais femininos
A Câmara dos Deputados promove, a partir desta quinta-feira (10), na Galeria de Arte do Salão Nobre (Edifício Principal), a exposição "Oh, Igualdade! Por que tardas?", composta por fotografias, documentos originais e livros que retratam o trabalho do Poder Legislativo na luta pelos direitos políticos e sociais das mulheres. A visitação, que vai até 6 de fevereiro, tem entrada franca.
A mostra traz momentos em que o Poder Legislativo discutiu a inclusão das mulheres na política brasileira, incluindo registros dos debates sobre os projetos de reforma das leis eleitorais do Império, entre 1831 e 1881, e as tentativas de aprovação do voto feminino durante a Constituinte de 1890-91, entre outros.
Um dos destaques da exposição é o primeiro requerimento formal encaminhado à Câmara dos Deputados, em 1916, pela professora Mariana de Noronha Horta, que pleiteava o direito de voto a todos os brasileiros maiores de 21 anos, sem distinção entre homens e mulheres. Também são destaques personagens como a ativista política Bertha Lutz, uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil, e a professora Leolinda Daltro, que há 100 anos apresentou requerimento solicitando a elaboração de uma lei que concedesse o direito de voto à mulher brasileira.
A exposição apresenta material do acervo da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, da Biblioteca Nacional e do Museu Nacional, além de documentos do Museu Imperial de Petrópolis (RJ), do Museu da República, do Itamaraty, da Unicamp, da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC), das Nações Unidas, da Fiocruz e do Arquivo Nacional, entre outros. A curadoria é de Teresa Marques, professora da Universidade de Brasília (UnB).
SERVIÇO
Exposição Oh, Igualdade! Por Que Tardas? - Mulheres em busca da Igualdade política no Brasil
Visitação: de 10 de novembro de 2016 a 6 de fevereiro de 2017
Horário: todos os dias, das 9h às 17h
Local: Galeria de Arte do Salão Nobre - Edifício Principal da Câmara dos Deputados
Informações: 0800 619 619 ou pelo e-mail cultural@camara.leg.br
Fonte: http://www2.camara.leg.br/

Reis Africanos:Shaka Zulu (O GENERAL AFRICANO)

Shaka Zulu, às vezes escrito como Tshaka, Tchaka ou Chaka -1773 — 22 de setembro de 
1828), foi um chefe tribal e estrategista militarque transformou os zulus de uma etnia com pouca expressão territorial em um império que ensombrou os desígnios coloniais britânicos.
"A história Shaka Zulu, líder africano que expandiu a nação zulu, num feito comparável a Alexandre o Grande, mas também terminou sua vida como ditador insano".


Origens e Infância - O potentado Zulu tem início com o reinado de Shaka, filho do chefe Senzanga Khoma, de um dos clãs mais fortes dos Zulus, que engravidara Nandi, uma mulher Lengani, que se tornou por isso sua terceira esposa. Mas ela era desagradável e pouco dócil, acabou sendo rejeitada junto com o filho, e voltou para os Lenganis, onde Shaka cresceu acalentando o sonho de se tornar Rei dos Zulus, e expandir o império.

"Filho orfão e ilegítimo de Senzanganakhona, chefe do clã zulu dos nguni, Shaka e a mãe foram banidos da suaumuzi (aldeia), e forçados a viver no exílio entre os mtetwa, na altura do reinado de Dingiswayo"

Ao atingir a puberdade, Shaka seguiu os costumes dos Mtetwa, e juntamente com os outros rapazes da sua idade (intanga), integrou o regimento isiCwe do exército de Dingiswayo. Shaka integrou-se bem na vida militar, e à medida que a sua fama pessoal e autoridade aumentava, introduziu alterações às tácticas anteriormente utilizadas.

Estrategia: Corpo+Braço+Cabeça...

Shaka Instituiu a técnica de combate “corpo-braços-cabeça”, em que o corpo era a grande concentração de tropas central, e a única que os inimigos podiam ver, os braços eram dois grupos de envolvimento rápido que atacavam pelos flancos, e a cabeça, um regimento que, nos dois primeiros estágios de qualquer batalha,uma das mudanças mais importantes foi o abandono das tácticas de combate "atacar e retirar", pelo combate corpo a corpo, perseguição do inimigo, e da aniquilação total do inimigo. Estas tácticas foram sendo adoptadas por outros clã dos Nguni. No início da década de 1810, contra os Buthelezi em 1810, e posteriormente contra os Nongoma em 1812, Shaka havia aperfeiçoado a implementação dos seus homens no campo de batalha numa formação de ataque em forma de lua, com as pontas denominadas izimpondo (cornos), e o centro de isifuba (peito), com a qual obteve grandes êxitos, e seria a formação de combate padrão dos zulus nos próximos noventa anos. 

Em 1816 foi enviado por Dingiswayo, chefe dos mtetwa, e regressa do exílio, e


rapidamente se afirma rei dos zulus, eliminando todos que se lhe opunham. Um dos seus primeiros actos é constituir quatro regimentos, que são a origem do impi, nome pelo qual os exércitos zulus ficariam conhecidos. Os impis estavam armados com uma pequena lança, a assegai, um escudo de couro de boi, uma espécie de porrete que podia ser arremessado no inimigo com grande precisão e ainda o "cuspe de veneno", substância tóxica encontrada numa erva que era mastigada pelos guerreiros de Shaka, que a cuspiam no rosto dos inimigos durante os combates, causando grande irritação nos olhos. Apoiado neste impi, parte para nesse mesmo ano para atacar novamente os Buthelezi. 

Em 1818 a sua atenção vira-se para os ndwandwe, que vence na batalha de Gqokli, de forma decisiva, apesar de a vantagem à partida não estar do seu lado. A mesma sorte tiveram outros clãs e tribos, contra quem os Zulus apontaram a sua máquina de guerra, numa expansão territorial que iria aumentar o território sob o seu controlo cerca de 12 vezes. 

1824 seria um ano marcante na histórios dos Zulus: Shaka autorizou o estabelecimento de europeus (H.F. Fynn e Lt. Farewell, fundadores da Natal Trading Company) no seu território. Estes fundaram Port Natal, a actual cidade de Durban.

Se Liga: A decadencia de Shaka...

Shaka não tinha descendente que pudessem suceder-lhe, assim ficou obcecado com a idéia de envelhecer e morrer. Feiticeiros se aproveitaram desse início de loucura para explorá-lo com promessas de óleos milagrosos que proporcionavam a imortalidade.
O aparecimento dos primeiros cabelos brancos detonou um processo de loucura irreversível; a morte da mãe desencadeou uma onda de crueldade e perseguições terríveis, que abalaram toda a estrutura Zulu.

Começou por ordenar a morte de todas as mulheres a serviço de Nandi, a “mulher elefante”, que com ela compartilharam a tumba, e que, quase todas, eram mulheres de alguns dos seus melhores e mais confiáveis generais.

"A mortalidade gratuita espalhou-se pelo reino; qualquer pessoa, por rir, espirrar, tossir, se coçar, sentar, dormir, amamentar ou mesmo comer e beber, podia ser decapitado, acusado de não demonstrar pesar pela morte da mãe de Shaka".

Turbas frenéticas e assassinas corriam por todo o reino, para ver se alguém deixava de honrar Nandi. Os últimos meses de 1827 ficaram conhecidos entre os Zulus, como o tempo 
das trevas de Shaka.

Conspiração e Morte - Com o caos instituído no reino, M'Kabay, irmã do pai de Shaka e dois meio irmãos dele, Dingane e M'Halangana, junto com alguns comandantes militares, conspiraram e planejaram o assassinato do grande chefe Zulu.
No dia 22 de Setembro de 1828, vários conspiradores se reuniram, foram ao Kraal de Shaka, e sem que este pudesse esboçar um gesto de defesa, lhe espetaram fundo e por diversas vezes as mortais azagaias pelos seus meio-irmãos Dingane e Mhalangana, sucedendo-lhe Dingane. 

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte:https://pt.wikipedia.org\www.publistorm.com/
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