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quinta-feira, 26 de julho de 2018

PRESIDENTE DA BIBLIOTECA NACIONAL RECEBE EDUARDO VASCONCELOS EM AUDIÊNCIA







Hoje (26), Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, foi recebido em audiência pela presidente da Biblioteca Nacional, sede matriz no Rio de Janeiro, a professora HELENA SEVERO.  Cujo objetivo foi a exposição feita pelo Eduardo sobre o Projeto da Biblioteca, denominada de "Se o estudante não vai a biblioteca, a biblioteca vai ao estudante".

Eduardo Vasconcelos também ouviu da professora, Helena Severo as informações e explicações das ações desenvolvidas pela Biblioteca Nacional e que apesar das dificuldades, irá sim apoiar a ideia do CPC/RN e que após levar ao conhecimento aos demais diretores/coordenadores enviará um acervo de livros e revistas para colaborar com o projeto. O que Eduardo, logo agradeceu.

"Esse projeto está em fase de análise e adequação, pois em uma próxima fase parceiros irão criar uma "arca volante, que após pronta segurá uma agenda para aos poucos chegar aos interiores (escolas), ficarão em exposição uma dia e neste mesmo dia emprestará-os aqueles alunos que se prontificarem a após lê-lo devolvê-lo em prazo de 10 (dez) dias."  Mais detalhes brevemente no lançamento do projeto." Explicou Eduardo Vasconcelos a presidente da Biblioteca Nacional, Helena Severo.

Fotos: Patricia - Biblioteca Nacional



Letícia Sabatella interpreta Edith Piaf e Fernando Alves Pinto é Bertolt Brecht em ‘A Vida em Vermelho’

A atriz paranaense Letícia Sabatella e o ator Fernando Alves Pinto interpretam Edith Piaf (1915-1963) e Bertolt Brecht (1898-1956) em A Vida em Vermelho, espetáculo que faz quatro apresentações gratuitas no Itaú Cultural  de 26 a 29 de julho. Apresentada pela primeira vez em 2016, a peça sugere um encontro entre a cantora francesa e o poeta e dramaturgo alemão, artistas cujas visões de mundo eram tidas como radicalmente opostas.
Enquanto Piaf expunha em suas canções a intensidade e a solidão da alma, o que atraía a atenção de Brecht eram as relações humanas desenvolvidas dentro do sistema capitalista. Inicialmente discordantes, suas visões vão provando que podem coexistir conforme os artistas discutem no palco de um antigo cabaré.
Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto apresentam as principais canções de Piaf e Brecht, além de músicas famosas de suas épocas, ao lado de três outros músicos. Os medos, anseios e realizações de dois dos principais artistas do século 20 servem de inspiração para o espetáculo, cujo texto é assinado pela dramaturgo Aimar Labaki e a direção fica a cargo de Bruno Perillo.
Com 90 minutos, as apresentações gratuitas acontecem às 20h na quinta, sexta e sábado, e às 19h no domingo. Os ingressos são distribuídos uma hora antes da peça, na bilheteria do Itaú Cultural. Indicado para maiores de 12 anos, o espetáculo conta com interpretação em libras.
Brasil Cultura

Parque Nacional do Iguaçu antecipa recorde de visitantes

Parque Nacional do Iguaçu, palco das mundialmente famosas Cataratas do Iguaçu, superou no último domingo (22) a marca de um milhão de visitantes desde o início do ano. O recorde, impulsionado especialmente pela presença de frequentadores do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e dos Estados Unidos, foi atingido sete dias antes do mesmo número ser alcançado em 2017 (29 de julho).
Referência na conservação da biodiversidade, o parque, situado na tríplice fronteira de Foz do Iguaçu (Brasil, Argentina e Paraguai), no Paraná, registra uma alta de 6% na procura entre 1º de janeiro e 21 de julho na comparação com o mesmo período do ano passado. Somente neste mês, o aumento chegou a 4%, segundo a concessionária que administra a visitação na unidade, totalizando 144.509 pessoas.
O ranking de nacionalidades que mais estiveram no local em 2018 é composto ainda por turistas da França, Alemanha, Espanha, Chile, Japão, Inglaterra, México, Colômbia, Bolívia, China, Peru e Coreia do Sul. Desde o último dia 7, o horário de funcionamento do parque foi ampliado, passando a operar das 8h às 17h, uma hora mais cedo. A mudança será mantida até 29 de julho.
Primeira unidade de conservação ambiental brasileira reconhecida como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, no ano de 1986, o local foi o segundo parque nacional mais visitado em 2017 (1,8 milhão de pessoas). A informação é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), responsável pela gestão de parques, florestas, áreas de proteção ambiental e reservas extrativistas no país, entre outras.
A liderança no ano passado coube ao Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que abriga o Cristo Redentor (3,3 milhões). Já o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, que desde o ano passado ganhou um aeroporto para voos diretos, foi o terceiro em número de visitantes (800 mil).
IMPULSO – A fim de aprimorar o atendimento a visitantes e reforçar a geração de emprego e renda, o ICMBio anunciou que sete unidades de conservação nacionais terão serviços delegados a concessionários. O instituto elabora editais envolvendo os parques do Pau Brasil (BA), Chapada dos Veadeiros (GO), Lençóis Maranhenses (MA), Itatiaia (RJ), Caparaó (MG), Jericoacoara (CE) e da Serra da Bodoquena (MS).
Os processos, precedidos da realização de consultas públicas, vão incluir atividades como transporte interno, alimentação, hospedagem, opções de aventura, venda de produtos com a marca da unidade e estacionamento, entre outras. Atualmente, os parques nacionais da Serra dos Órgãos e da Tijuca (RJ), de Fernando de Noronha (PE) e do Iguaçu já contam com serviços administrados por meio de concessões.
Fonte; Brasil cultura

Ariano Suassuna, nacionalista e popular

Na segunda-feira (23), completaram-se quatro anos do falecimento de Ariano Suassuna. E por astúcias da vida, nesta quarta-feira celebra-se o Dia do Escritor. Para os dois dias, é natural que recuperemos este autor universal do Nordeste e do Mundo.
Por Urariano Mota*
Ariano Suassuna, pelo menos em seus últimos 30 anos, esteve sempre em pleno exercício da glória. Contrariando o adágio de que ninguém é profeta em sua terra, Ariano Suassuna é, foi querido em Pernambuco, na Paraíba, no Brasil e no mundo. Sem deixar Pernambuco. Sem deixar o bairro de Casa Forte, onde morava. Em 2014, na semana anterior a seu falecimento, as filas dobravam esquinas, quarteirões, para ouvi-lo no Festival de Inverno de Garanhuns, cidade do interior de Pernambuco.
 Caso raro também de escritor, ele sabia falar, tão bem ou melhor que escrevendo. Ele usava a fala, o dom de contar estórias, como poucos atores já vi até hoje. Os atores de palco, os humoristas de profissão, até mesmo os do gênero que chamam agora de comédia stand-up, um nome que Ariano teria horror, stand-up, fiquem de pé, em pé, por favor, para melhor estudá-lo. E não adiantava fazer dele a caricatura, os traços exteriores, porque o fundamental do escritor, a complexidade do ser, a cultura e vivência são irreproduzíveis.
Ele dizia: “A minha voz é feia, fraca, baixa e rouca, eu tenho essa dificuldade”. E ganhava de imediato o auditório, com um sem se dar importância, como um ótimo ator e estudioso da psicologia humana, do público, que ele mantinha na rédea, à mão. “Eu sou um palhaço frustrado”, ele dizia nas palestras. Insuperável em contar histórias, todas acontecidas. Como a história dos doidos, na inauguração de um hospital para loucos na Paraíba. Ele contava que na inauguração do sanatório, que aplicava a psicoterapia do trabalho, os doidos entraram em fila com os carros de mão. Um deles entrou com o carro invertido, virado. Ao ser recriminado, o louco diferente respondeu:
– Eu sei, doutor, que o meu carro está errado. Mas se eu botar o carro certo, eles botam pedra pra eu carregar.
Ariano dizia que admirava os loucos, porque eles têm um ponto de vista original, como os escritores devem ter.
Noutra, ele contava que o doido oficial de Taperoá, terra natal, ficou uma vez com o ouvido colado num muro da cidade, e as pessoas começaram a imitá-lo, pondo o ouvido no muro também. Até que uma pessoa normal, com o ouvido no muro, reclamou pro doido oficial:
– Eu não estou ouvindo nada.
Ao que o doido respondeu:
– Não é? Desde manhã que tá assim.
Era um sucesso absoluto no auditório. Na homenagem que faço a ele, no Dicionário Amoroso do Recife, escrevi:
“…Tudo o que Chico Anysio, Lima Duarte e Rolando Boldrin tentam fazer na televisão, conversando, há muito Ariano vem fazendo: ele é um humorista narrador de casos, ajeitados à feição de vivíssimos causos. Ele é um showman sem smoking, metido em roupa de caroá, ou em calça e camisa de brim cáqui… (Mas em se tratando de Ariano Suassuna, melhor dizê-lo palhaço sem fantasia na vestimenta)
A gente não sabe se Ariano Suassuna criou o seu personagem, ele próprio, Ariano, ou se o seu personagem criou o narrador de auditório, Ariano. Conversando, ou melhor, somente ele falando, parece que conversa, porque ele narra de um modo que nos mergulha no meio da sua narração. Ele gera a ilusão da conversa pela comunhão, até mesmo pela cumplicidade, com os fatos narrados.
Ariano, ‘conversando’, é ator de picadeiro sem trejeitos ou caretas, que substitui pelos movimentos da voz, pelas inflexões na fala, pela escolha de palavras chãs, pelo rasgo de olhos pícaros que nos fitam, acompanhando o efeito das armadilhas que lança. Ele narra nesse ator – ele próprio – pela ambientação que situa, uma ambientação absolutamente econômica de cenários, cenários só personagens, e, o que reforça a ilusão de conversa, ele aparenta ser também ouvinte, quando na verdade faz pausas de radar, para ver como se refletiram aqueles sinais que lançou”.
Ariano Suassuna foi um nacionalista sem trégua. Amante do povo brasileiro, amante incurável, sem remédio ou subserviência. Dizia ele, lembrando Machado de Assis: “No Brasil existem dois países: o Brasil oficial e o Brasil real. Eu interpreto que o Brasil oficial é o nosso, dos privilegiados. E o país real é o do povo. E Machado dizia: ‘o país real é bom, revela os melhores instintos. Mas o país oficial é caricato e burlesco’”. Falava mais Suassuna: “a classe dirigente do Brasil quer que o Brasil seja uns Estados Unidos de segunda ordem. Eu não quero nem que seja Estados Unidos de primeira. Eu quero que o Brasil seja o Brasil de primeira..”. Amado por todos, até mesmo pela vanguarda, que ele mais de uma vez hostilizou. É verdade, ele era um conservador em matéria de costumes e de arte. Pra se ter uma ideia, nunca aceitou o teatro de Nelson Rodrigues, por achá-lo um amontoado de perversão e perversidade. Mas isso pouco importa agora. O mais importante é destacar que ele era um humanista, um conhecedor de humanismo clássico, um homem cultíssimo, que falava sobre a literatura picaresca na Espanha antes de Cervantes. Um erudito que se disfarçava bem na fala de sertanejo, no sotaque pernambucano, nordestino entranhado.
No seu amor pelo povo, no nacionalismo que buscava o melhor da civilização brasileira, ele foi, é um exemplo a ser seguido por todos escritores brasileiros.
*Urariano Mota é jornalista do Recife. Autor dos romances “Soledad no Recife”, “O filho renegado de Deus” e “A mais longa duração da juventude”.