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terça-feira, 27 de março de 2018

Sociedade é chamada a contribuir na construção da Política de Patrimônio Cultural Material

Randomica

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) dá um passo importante para o fortalecimento das ações de preservação dos bens culturais materiais do país, contando para isso com a participação de toda a sociedade. Abrindo um canal direto com a população, a partir do dia 1º de março estará disponível no site da instituição a Consulta Pública sobre a Política de Patrimônio Material, que consolida princípios, premissas, objetivos, procedimentos e conceitos para a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro de natureza material, que foram se formando e se modificando ao longo das décadas.
consulta estará aberta entre os dias 1º de março e 1º de maio de 2018, e as contribuições podem ser feitas pelo e-mail ppm@iphan.gov.br. O objetivo da ação é contar com a participação da sociedade na construção de política tão importante para a cultura do país e que é responsabilidade compartilhada por todos. O documento também possibilita um maior esclarecimento sobre os principais conceitos que compõem os processos e as ações de preservação dos bens culturais portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.
Cúpula do Teatro Amazonas, em Manaus (AM)
O anúncio da consulta aconteceu durante a abertura da 1ª Reunião Ordinária do Comitê Gestor do Iphan em 2018, realizada entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março, com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, seus diretores e os 27 superintendentes estaduais. O lançamento da política, após consolidação das propostas enviadas, está previsto para 17 de agosto, Dia Nacional do Patrimônio Cultural, que comemora também o aniversário do primeiro presidente do Iphan, Rodrigo Melo Franco de Andrade. O evento será realizado no Paço Imperial, no Rio de Janeiro (RJ).

Participação social
texto da proposta traz inovações importantes para os procedimentos que envolvem a preservação e valorização do patrimônio cultural. Mas, permeando todas elas, está o objetivo de promover a construção coletiva dos instrumentos de preservação, garantindo assim a legitimidade das ações do Iphan junto às comunidades e também entre os agentes públicos. Esse objetivo decorre de diversos princípios sugeridos, sobretudo da Indissociabilidade entre os bens culturais e as comunidades, da Participação ativa na elaboração de estratégias e da Colaboração entre as esferas do Poder Público e a comunidade.
Declaração de Lugares de Memória
Outra novidade que trará impactos imediatos, caso aprovada, é um instrumento de proteção inédito: a declaração de lugares de memória. Por meio desse reconhecimento, ainda que um bem cultural tenha perdido sua integridade e autenticidade, em consequência da ação humana ou do tempo, o Iphan poderá reconhecer a importância de seus valores simbólicos.
Povos e Comunidades Tradicionais
Também estão contempladas na política as especificidades culturais de povos e comunidades tradicionais. Em relação os povos indígenas, está previsto o direito de autodefinição de suas próprias prioridades em processos que envolvam a preservação de seu legado cultural. Dessa forma, vale para a política de patrimônio material o princípio que já era aplicado para o patrimônio imaterial, legando aos detentores dos bens culturais o protagonismo na construção das ações de preservação, o que contribui por sua vez com a superação da divisão entre as duas vertentes de proteção.
Natividade - Tocantins
Paleontologia e Espeleologia

A proposta irá clarear alguns pontos em relação às competências do Iphan, como é o caso do patrimônio paleontológico e do espeleológico. De acordo com o texto, a esses bens culturais somente cabe proteção do Iphan quando for constatada a existência de valores referentes à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.
Vila de Paranapiacaba - São Paulo
Princípios, premissas e objetivos
Durante o período da consulta, o público poderá contribuir, também, para a pactuação dos princípios, das premissas e dos objetivos a serem adotados pela Política de Patrimônio Material. A proposta apresenta 18 princípios, que vão da Humanização, apontando para a melhoria na qualidade de vida do ser humano; até chegar ao Princípio do Controle Social, que estabelece que o cidadão é parte legítima para monitorar as ações desenvolvidas pelo Iphan.
Entre as premissas apresentadas no documento, encontram-se a busca da superação da divisão das dimensões materiais e imateriais do Patrimônio Cultural, a compreensão do tempo presente na abordagem dos bens culturais, a leitura do território e das di
nâmicas sociais nele existentes, o estímulo ao fortalecimento dos grupos sociais para preservação de seu Patrimônio Cultur
al e a articulação entre as esferas de governo para compartilhamento de competências.
Já os cinco objetivos propostos pelo texto do Iphan são a qualificação e ampliação das ações e atividades de Preservação do Patrimônio Cultural de Natureza Material; o estabelecimento de práticas para construção coletiva dos instrumentos de preservação; a institucionalização das práticas e instrumentos de preservação sugeridos pelo Comitê do Patrimônio Mundial; o detalhamento dos entendimentos institucionais sobre termos e conceitos específicos; e o fortalecimento da Preservação do Patrimônio Cultural de Natureza Material de povos e comunidade tradicionais.
Serviço:
Consulta Pública sobre a Política de Patrimônio Material

Período: 1º de março a 1º de maio de 2018
Contribuições pelo e-mail ppm@iphan.gov.br
Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan

comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br 
Carmen Lustosa - carmen.costa@iphan.gov.br
(61) 2024-5511 - 2024-5533 / (61) 99381-7543
www.iphan.gov.br
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O Mecanismo, raiva e desinformação em série


Por Tedddy Falcão*
Nas mesmas entrevistas, ele falava sobre a situação política e social do Brasil de forma (pelo menos aparente) imparcial e por consequência, responsável. Tudo o que não vemos nos 8 episódios da temporada liberada na última sexta-feira (23).
Como nos dois filmes Tropa de Elite, todo episódio se inicia com o aviso de que se trata de ficção, betc. Mas se contradiz no final quando revela a base de tudo, o livro “Lava Jato – o Juiz Sergio Moro e Os Bastidores da Operação Que Abalou o Brasil” de Vladimir Netto, repórter da Rede Globo, que ganhou notoriedade ao escrever e publicar essa, em nada disfarçada, homenagem ao juiz Sergio Moro.
A série tinha tudo pra ser incrível! Com um elenco brilhante tendo nomes como Leonardo Medeiros, Enrique Diaz, Selton Mello, Caroline Abras e diretores como o Daniel Rezende.
Mas escolheu clichês de construção de personagens em roteiros superficiais com informações deturpadas e diálogos desonestos. Um exemplo mais grave acontece no 5º episódio, escrito por Elena Soárez, quando Higino (caricatura de Lula, na série) reproduz a “necessidade de estancar a sangria”, sendo que na realidade a fala é do senador Romero Jucá em conversa com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. É forçada também Rigo, um vaidoso, mas determinado, imbatível e heróico Moro. Que anda de bicicleta e lê o “Vigilante Sombrio”, herói de HQ.
Temos ainda Thames, o Michel Temer representado, com aparições pontuais prometendo uma importância maior numa história de traição e ligações se estruturando com outros personagens como Lúcio Lemes, o Aécio Neves da bagunça toda.
“O Mecanismo” é uma decepção. Mas “perigosa” é a melhor definição para esse produto que está, claramente, a serviço da construção e perpetuação de heróis e personagens inventados com base na decepção e falta de esperança de um povo diante de toda essa usurpação e violência contra os direitos essenciais da população.
Diante de todo o ódio e mentiras espalhadas online e offline no Brasil, assistir “O Mecanismo” sem o conhecimento e discernimento mínimo da nossa história recente, só irá munir de mais raiva e desinformação uma população já propensa a guerrear, atacar e destruir possibilidades de diálogos e entendimentos tão necessários pra sair dessas crises todas que estão plantadas em nosso país.
*Teddy Falcão é realizador audiovisual e cineclubista acreano, mestrando em educação, arte e história da cultura na Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), membro do Conselho Nacional de Cineclubes e do Cineclube Opiniões, e pesquisador do Laboratório de artes cinemáticas e visualização – LABCINE.
Fonte: Brasil Cultura

Emicida: “O Brasil carece de histórias de pretos bem sucedidos’


Ainda sem título definido, as filmagens da cinebiografia de Emicida devem começar no segundo semestre de 2018, sob a direção do cineasta baiano Aly Muritiba, que fez Para Minha Amada Morta, A Gente, Ferrugem, entre outros. O roteiro, que já está sendo desenvolvido em parceria com o rapper, deve debruçar nos momentos-chave da vida de Emicida, como a vitória na maior batalha de rimas do Brasil, aos 21 anos de idade, a reprovação da mãe, Dona Jacira, que não queria o filho envolvido com a música, a relação com o irmão mais novo, Evandro Fióti, também rapper e dono da Laboratório Fantasma, e seus dias como atendente na rede de fast food McDonald’s.
“Eu já tinha a ambição de invadir os cinemas, acho que construímos uma trajetória que, de alguma maneira, desaguaria nisso. A Laboratório Fantasma tem se aproximado lentamente do entretenimento e estendido seus tentáculos para além da música há algum tempo, tanto que participamos da SPFW (São Paulo Fashion Week), por exemplo. Estamos no meio de uma pesquisa bastante profunda para batermos o martelo em qual recorte usaremos, pois tem bastante assunto, fizemos muitas coisas, ano que vem completa 10 anos de nossa primeira mixtape, é uma efeméride importantíssima. O Brasil carece de histórias de pretos bem sucedidos sendo contadas em grande escala e por nós mesmos, nesse sentido já nascemos revolucionários”, declara Emicida em nota oficial.
O longa-metragem será feito pela mesma produtora responsável pelos filmes nacionais O Abismo Prateado, Tim Maia, Alemão e O Silêncio do Céu, além de Frances Ha, Love Is Strange, Indignation, A Bruxa, Patti Cake$, A Ciambra e o premiado Me Chame pelo Seu Nome, produzidos no exterior. “Estou muito feliz e honrado em poder contar a história de um dos principais artistas da música da atualidade no Brasil. Levar a trajetória do Emicida para as telonas é de um orgulho e uma responsabilidade enormes. Mas, ao mesmo tempo, é muito prazeroso poder contar uma história de vida tão inspiradora quanto a dele”, afirma o fundador e diretor da RT Features, Rodrigo Teixeira, que prevê o lançamento do longa em 2019.
Fonte: RBA