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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Identidade Visual do “Se Liga 16!” mostra a cara e a coragem da juventude brasileira

De cara nova, a campanha da UBES mostra que é a vez dos estudantes ocuparem as urnas do país.


A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas apresenta a nova identidade visual da Campanha Se Liga 16! Com colagens que trazem a expressão de diversos secundas de luta, a arte resgata o espírito protagonista da juventude brasileira à frente das mudanças de rumo do país.
“Para a arte do “Se liga 16” tentamos representar a alegria dos jovens invadindo as urnas e se fazendo representar. A colagem mostra vários jovens e o conceito de ocupar as urnas aliados à ideia de que são os jovens quem podem realmente mudar o rumo da história no país”, diz Juliano de Oliveira Moraes, designer que assina o conceito da peça.
Diante dos recentes retrocessos, nunca se fez tão necessária a participação do jovem na vida política do país. “Os últimos anos, principalmente depois das eleições de 2014, foram sem dúvidas os mais difíceis já vividos pela nossa geração. A sensação era de ‘todo dia um 7×1’ na vida do país. Mas, a juventude, principalmente os secundas, de forma irreverente e criativa, demonstrou que não passaria em branco. Ocupamos escolas, assembleias, câmaras, secretarias, ruas e praças brigando por democracia e direitos”, diz a diretora de Comunicação da UBES, Isabela Queiroz.
A estudante lembra ainda que 2018, além de ser um ano decisivo, é também quando a campanha completa três décadas. E a nova ID do Se Liga 16! traz justamente essa ideia de renovação da luta.
“Esse ano, completando 30 anos da campanha, nos preocupamos em dar uma cara nova a ela, algo conectado com o nosso tempo, que imprimisse a nossa cara nas paredes da escola, da cidade, nos governos, no senado, na câmara e na presidência da república. A ideia foi falar na nossa língua para outros jovens e setores desacreditados da sociedade de que essa é nossa chance de virar esse jogo.”

Relembre as artes do Se Liga 16!

Ao longo de sua história, a campanha ganhou diversas caras de acordo com o momento político que o país passava. Lembrando sempre ao jovem da importância desta conquista alcançada após forte campanha do movimento estudantil para que esse direito fosse incluído na Constituição Cidadã de 1988. Vamos relembrar? Vamos!

Teve a versão chamando os estudantes para fortalecer a luta pelas Diretas Já!, em julho de 2017:
Em março de 2016, às vésperas do golpe que retirou ilegalmente a presidenta legitimamente eleita, Dilma Roussef, a UBES convocava os jovens a participarem da vida política do país:
Em 2010, ano das eleições gerais no Brasil, a UBES mobilizava os jovens secundaristas a exercerem o seu direito ao voto:
Fonte: UBES

BNCC joga ainda mais incertezas sobre o Ensino Médio

Base Nacional Comum Curricular garante apenas português e matemática como disciplinas e pode permitir mais precarização no ensino público.

Para quem não sabe, a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio era um documento muito aguardado por quem pretende entender melhor o funcionamento do ensino médio pós “reforma” imposta pelo governo Temer. Isso porque muitas coisas não ficaram claras com a Medida Provisória 746.
Na proposta de BNCC apresentada pelo Ministério da Educação este mês, ficam estipuladas as habilidades e competências a serem desenvolvidas pelos estudantes em cada grande área do conhecimento (linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza). Mas apenas dois “componentes curriculares”, como agora são chamadas as disciplinas, tiveram os objetivos específicos detalhados, ano a ano: português e matemática.
Para Pedro Gorki, presidente da UBES, o documento é “muito perigoso”, ao abrir possibilidade para que os sistemas de ensino não ofereçam todas as disciplinas ou não tenham professores próprios para cada matéria. “Sabemos da situação das secretarias de educação nos estados e da precarização da escola pública. A tendência é fazerem todos os cortes possíveis”, denuncia Gorki.
César Callegari, presidente da comissão que analisa a BNCC no Conselho Nacional de Educação, também se manifesta sobre a insegurança que o documento transmite ao não determinar todas as disciplinas:
“Uma pergunta que se sobrepõe é: quantas aulas de história, geografia, filosofia serão cortadas? Para mim, como está, cria-se uma instabilidade na estrutura do ensino médio e também aos professores, que ficaram inseguros em relação às aulas que terão”
Hoje, sem nenhuma BNCC, quase metade dos professores do ensino médio já não têm formação específica para a disciplina que lecionam.
Um pouco confuso? Vamos organizar:

GLOSSÁRIO DO ENSINO MÉDIO


Base Nacional Comum Curricular: documento para criar uma padronização para a qualidade do ensino em todo o país, valerá para as 190 mil escolas brasileiras, públicas ou privadas. Deveria ter sido concluído em 2016, segundo o Plano Nacional de Educação.Com o texto final do MEC, passará pela avaliação do Conselho Nacional de Educação e audiências públicas.
Componentes curriculares: é o novo nome para “disciplinas”. Apenas matemática e português são componentes curriculares com objetivos específicos estipulados pela BNCC.
Áreas do conhecimento: o ensino médio agora é organizado em 4 grandes áreas: linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e ciências humanas. São estipuladas habilidades e capacidades a serem desenvolvidas por área, não por disciplinas.
Itinerário formativo: é parte de “aprofundamento” do ensino médio, que teoricamente pode ser escolhida por cada estudante. A BNCC não fala nada sobre os itinerários, que devem ser criados pelos próprios sistemas de ensino em cada uma das áreas do conhecimento ou em ensino tecnológico. Cada escola precisa oferecer no mínimo duas opções de itinerários, o que indica que muitos estudantes terão apenas duas opções de aprofundamento.

Quase metade do ensino médio fica sem orientação

O ensino médio tem sido alvo de mudanças antidemocráticas desde o começo do governo Temer. Segundo a “reforma” na etapa definida por uma Medida Provisória em 2016, as disciplinas iguais para todos os estudantes preenchem 60% dos três anos.
A área dos outros 40% teoricamente pode ser escolhida por cada um, como aprofundamento. O problema é que, pela MP da reforma, cada unidade precisa oferecer apenas duas das cinco opções de itinerários formativos.
Para piorar, esta parte de aprofundamento fica totalmente sem especificações, pois a BNCC contempla apenas a parte comum a todos.
“No nível de precariedade que funciona o ensino médio público do Brasil, não especificar os itinerários formativos é deixar os direitos de aprender ao campo da incerteza”, opina Cesar Callegari, do Conselho Nacional de Educação (CNE).
“Estamos muito preocupados sobre como as mudanças podem aumentar ainda mais as diferenças de qualidade entre as escolas particulares e as públicas”, afirma o presidente da UBES. “A educação deveria servir para anular as diferenças sociais, para despertar o senso crítico, não para enfatizar ainda mais as diferenças de oportunidades.”
Fonte: UBES

Museu Afro Brasil inaugura cinco exposições e homenageia Mestre Didi e Frans Krajcberg


Museu Afro Brasil, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, em parceria com a Associação Museu Afro Brasil – organização social de cultura, abre simultaneamente no sábado, 21 de abril, às 11h00, cinco novas exposições: Um Frans, a natureza – Exposição em memória de Krajcberg: Esculturas, relevos e fotografiasUm Deoscóredes – 100 anos do Alapini Deoscóredes Maximiliano dos Santos: Arte e ReligiosidadeOs Africanos – O olhar europeu da fotografia contemporâneaÁfrica Contemporânea e África e a presença dos espíritos.
Com curadoria de Emanoel Araujo, os destaques das exposições ficam por conta das homenagens póstumas a dois nomes fundamentais das artes visuais no Brasil no século 20, ambos, coincidentemente, com íntima relação com a natureza: o pintor, escultor, gravurista e fotógrafo Frans Krajcberg (1921-2017), falecido no ano passado, e Mestre Didi (1917-2013), cujo centenário de nascimento foi celebrado no último dia 2 de dezembro.
Sombra V, de Frans Krajcberg (foto: João Liberato)
Um Frans
Conhecido por dedicar sua vida e obra à defesa da natureza brasileira, a mostra individual Um Frans, a natureza reúne esculturas, relevos e fotografias de Krjacberg que revelam a revolta do artista contra a destruição do planeta.  A exposição destaca o modo criativo com que utilizava troncos de árvores, folhas e cipós como matéria-prima e fonte de inspiração para suas criações, que o próprio artista costumava chamar de “um grito da natureza por socorro”.
“Frans foi um eterno encantado e um defensor da natureza que trazia dentro de sua alma peregrina as matas e florestas do Brasil. Em sua longa vida artística, Frans esteve intrinsicamente ligado as terras do país, nos convidando a fazer mais forte o seu eco irradiador em defesa das nossas matas, das florestas que ainda nos sobram, como a esperança e a beleza que emanam da sua obra”, ressalta o curador.
Espírito da árvore I, de Mestre Didi (foto: Miguel Aun)
Um Deoscóredes
A exposição Um Deoscóredes – 100 anos do Alapini Deoscóredes Maximiliano dos Santos: Arte e Religiosidade é uma homenagem ao centenário de nascimento de Mestre Didi (1917-2013), Alapini do Ilê Asipa e filho de Mãe Senhora (1890-1967) – iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. A mostra celebra a obra de fôlego inesgotável e as tradicionais e potentes esculturas do artista, produzidas com materiais naturais como búzios, sementes, couro, nervuras e folhas de palmeira.
Repleta de elementos da cultura afro-brasileira, a produção artística de Mestre Didi “é como a união da antiga sabedoria, a expressão viva da continuidade e da permanência histórica da criação de uma nova estética que une o presente ao passado, o antigo ao contemporâneo, a abstração à figuração, formas compostas ora como totens, ora como entrelaçadas curvas. Suas esculturas, em sua interioridade, são uma relação entre o homem e o sacerdote que detém o espírito íntimo das coisas e de como elas se entrelaçam entre a sabedoria do sagrado e do profano”, define Emanoel Araujo.
Dentro da exposição, será exibido pela primeira vez em São Paulo o documentário Alapini: A Herança Ancestral do Mestre Didi Asipá, de Silvana Moura, Emilio Le Roux e Hans Herold.
África Contemporânea
A exposição África Contemporânea apresenta trabalhos de artistas de países como Moçambique, Benin, Senegal, Angola e Gana, tais como Dominique Zinkpè, Aston, Soly Cissé, Yonamine, Gérard Quenun, Owusu-Ankomah, Oswald, Celestino Mudaulane, Edwige Aplogan, Francisco Vidal e Cyprien Tokoudagba, criadores conhecidos por exporem as próprias feridas e acumulações por meio de pinturas, esculturas, instalações, desenhos e colagens.
Sobre a atual produção artística em África, Emanoel destaca o compromisso das novas gerações com temas da atualidade: “A arte contemporânea tem grande comprometimento com seu tempo, fala através de metáforas, é menos contemplativa, no sentido clássico da expressão. A arte fala não só do seu tempo, mas de experiências culturais e políticas, e o artista africano, submetido a grandes impulsos, como diferenças econômicas e sociais, extrai daí sua invenção plástica”.
Manuel Correia (Portugal)

Os Africanos
Muitos foram os fotógrafos que fizeram extraordinários registros dos povos e das manifestações culturais África afora. Os Africanos – O olhar europeu da fotografia contemporânea reúne trabalhos de quatro fotógrafos do chamado velho continente que conseguiram contribuir, com profundo requinte estético, para uma melhor compreensão artística da África atual. São eles: Hans Silvester (Alemanha), Isabel Muñoz (Espanha), Alfred Weidinger (Áustria) e Manuel Correia (Portugal).
África Contemporânea
A exposição África Contemporânea apresenta trabalhos de artistas de países como Moçambique, Benin, Senegal, Angola e Gana, tais como Dominique Zinkpè, Aston, Soly Cissé, Yonamine, Gérard Quenun, Owusu-Ankomah, Oswald, Celestino Mudaulane, Edwige Aplogan, Francisco Vidal e Cyprien Tokoudagba, criadores conhecidos por exporem as próprias feridas e acumulações por meio de pinturas, esculturas, instalações, desenhos e colagens.
Sobre a atual produção artística em África, Emanoel destaca o compromisso das novas gerações com temas da atualidade: “A arte contemporânea tem grande comprometimento com seu tempo, fala através de metáforas, é menos contemplativa, no sentido clássico da expressão. A arte fala não só do seu tempo, mas de experiências culturais e políticas, e o artista africano, submetido a grandes impulsos, como diferenças econômicas e sociais, extrai daí sua invenção plástica”.
África e a Presença dos Espíritos
A mostra África e a Presença dos Espíritos reúne esculturas, máscaras, asens e moedas produzidas em cobre, madeira, tecido, miçangas e fibra vegetal dos tradicionais povos africanos Guro, Fon, Senufo, Iorubá, entre outras etnias. “A arte tradicional africana foi criada por artistas anônimos, dentro dos dogmas que a situa entre a grande criação: o homem, a natureza e os deuses em comunhão espiritual desses diferentes povos”, explica Emanoel.
Período das Exposições: até 10 de junho de 2018
Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera – Portão 10
São Paulo / SP – 04094 050
Fone: 55 11 3320-8900

Entrada R$ 6,00 | Meia entrada R$ 3,00 | Gratuito aos sábados
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Fonte: Brasil Cultura