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PRESIDENTE DO CPC/RN REUNIU-SE COM AS/OS CANTORES/AS JULIANA GOMES E DIEGO RAMOS - ASSUNTO: GRAVAÇÃO DE UM FUTURO CD!

Eduardo Vasconcelos - centro, entre os/as cantores/as, Juliana Gomes e Diego Ramos Hoje (17) a tarde no alpendre da Casa de Cultura &...

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

FÁTIMA BEZERRA CONVIDA O PROFESSOR GETÚLIO MARQUES PARA A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO! ÓTIMA ESCOLHA!!!

Eduardo Vasconcelos e professor, Getúlio Marques
Professor, Getúlio Marques Ferreira (direita da foto abaixo), qualificadíssimo para o cargo de Secretário Estadual de Educação do RN! Experiência fora do comum! Compromisso com a EDUCAÇÃO BRASILEIRA! Nota 10 para a Governadora, FÁTIMA BEZERRA! Foto: Belchior (Ex Reitor do IFRN, Cid Arruda, Fátima Bezerra e Getúlio Marques).
A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Cid Arruda, pessoas sorrindo, pessoas em pé
Foto da inauguração do Núcleo do CEFET de Nova Cruz/RN, em 05 de maio de 2008

Cid Arruda...

#tbt - Inauguração do Núcleo do Cefet, hoje IFRN/Nova Cruz, em 05.12.2008, com a então Deputada Federal, Fátima Bezerra e os Professores Belchior de Oliveira Rocha e Getúlio Marques Ferreira. Eleita Governadora do Estado, Fátima Bezerra escolheu o Professor Getúlio Marques para ser o futuro Secretário de Educação do Estado. Uma excelente escolha de nossa Governadora para substituir a Professora Cláudia Santa Rosa, que fez um eficiente trabalho à frente da pasta. Desejo ao Professor Getúlio sucesso nesta nova e importante missão.

Tênis de Mesa de Mossoró encerra ano com confraternização e última etapa do rating local neste sábado, 1º



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Na oportunidade será feito o balanço dos resultados de 2018; entrega de premiação e informes das ações para 2019
O esporte amador na cidade de Mossoró, apesar das dificuldades em conseguir apoios comerciais, continua atuante motivado pela paixão e dedicação de seus praticantes. O Tênis de Mesa é um exemplo disso.
O esporte que surgiu na Inglaterra, no século XIX, e chegou ao Brasil na primeira década do século seguinte, teve suas atividades iniciadas oficialmente em Mossoró no início dos anos 2000 – com representação e conquistas em competições estaduais, regionais e até nacionais. Além disso, se destaca também na arbitragem com o professor Mário Paz, que atua desde 2002 em competições regionais e desde 2006 em eventos nacionais, tendo obtido a certificação de árbitro internacional do esporte – onde atuou junto com mais dois árbitros de Mossoró nas Paralimpíadas Rio 2016.
Desde então essas representações e conquistas continuam – sobretudo em âmbito estadual com a realização de Etapas do Campeonato Estadual de Tênis de Mesa e na arbitragem com participação na Etapa Nacional dos Jogos Escolares da Juventude realizado este ano em Natal. Diante desse quadro, há ótimas perspectivas para realização de duas etapas em Mossoró do campeonato estadual em 2019, além de muitas outras atividades; como o tradicional rating local, cursos e aperfeiçoamento de árbitros.
Interessados em conhecer e saber mais do esporte na cidade podem entrar em contato com o Prof. Mário Paz pelo telefone (84) 9 8882-5255. 
No sábado (1º), a partir das 14h, será realizada a V Etapa do Rating Mossoroense de Tênis de Mesa 2018, e logo após terá uma confraternização entre os praticantes do esporte com o balanço dos resultados obtidos neste ano, além de entrega de premiação e informes sobre o planejamento para o próximo ano. O encontro acontece no Diocesano Clube Tênis de Mesa, localizado na área de lazer Drácon Bessa, que fica por trás do Ginásio Padre Sátiro (Carecão) – o acesso ao espaço se dá pelo Colégio Diocesano Santa Luzia.

Fonte: Tênis de Mesa Mossoró por e-mail ao CPC/RN.

Juntos pela proteção da Terra Indígena Kaxuyana Tunayana

Kaxuyana Tunayana
Foto: Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé)

Entre os dias 20 e 22 de novembro, na Aldeia Santidade, indígenas e servidores se reuniram para a elaboração do Plano de Proteção da Terra Indígena (TI) Kaxuyana Tunayana, localizada no Estado do Pará, e a Festa de comemoração pela publicação da Portaria do Ministério da Justiça nº 1.510, de 19 de setembro de 2018, a qual declarou a posse permanente dos povos indígenas residentes na TI.

O evento foi organizado pela Associação Indígena Kaxuyana Tunayana Kahyana (AIKATUK) e contou com a participação de servidores da Coordenação Geral de Monitoramento Territorial (CGMT), da Coordenação Regional de Manaus (CR MAO), da Coordenação Técnica Local (CTL) Nhamundá e da Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Cuminapanema. Participaram também representantes da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica) e do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé).

Ângela Amanakwa Kaxuyana, que é membro da coordenação executiva da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e  liderança local, avalia que "o encontro entre todos os caciques e representantes das aldeias das calhas dos rios da TI Kaxuyana Tunayana foi um momento oportuno para discussão deste plano que abarca um objetivo comum a todos, que é a proteção do território; além de possibilitar a discussão junto aos servidores do órgão indigenista e demais parceiros sobre a necessidade do avanço na demarcação física da área, passo importante para sua homologação. Esses encontros fortalecem as alianças entre os diferentes povos residentes na TI para garantia da proteção das suas comunidades e dos povos isolados que também residem neste território".

A TI Kaxuyana Tunayana é o lar de inúmeros indígenas dos povos Hixkaryana, Waiwai, Kaxuyana, Kahyana, Tunayana, Txikyana, Katwena, Xerew, Xowyana, Mawayana, Tiriyó, Okomoyana, Karahawyana, Yaskuriyana, Farukwoto, Kararayana, Prowyana, Akuriyó, Wayana e Apalai e Isolados.

Declarada recentemente, a TI Kaxuyana Tunayana está apta à etapa de demarcação física. Todavia, enquanto são realizados os encaminhamentos necessários para a contratação de empresa especializada para a realização do serviço de alocação dos marcos físicos, o Plano de Proteção Territorial da TI Kaxuyana Tunayana, discutido durante o encontro, visa implementar medidas emergenciais que contribuam para a redução das ameaças atualmente vivenciadas pelos indígenas residentes nesta Terra Indígena, sobretudo a pressão exercida por grupos responsáveis por atividades ilícitas dentro dos limites da TI.

Durante o encontro foi definida a alocação de placas indicativas dos limites da TI Kaxuyana Tunayana nos seus pontos mais vulneráveis, açãõ que será desenvolvida por meio de uma parceria entre os povos residentes na TI Kaxuyana Tunayana, a AIKATUK, as CTLs Nhamundá e Oriximiná, a CR Manaus, a FPE Cuminapanema e o Iepé.

Coordenação-Geral de Monitoramento Territorial
Fonte: FUNAI

Armazenagem de obras de arte voltará a ser taxada por peso em aeroportos

Armazenagem de obras de arte voltará a ser taxada por peso em aeroportos
As taxas de armazenagem de obras de arte e instrumentos musicais nos aeroportos voltarão a ser cobradas pelo peso e não pelo suposto valor de mercado dos bens. Esse é o parecer final do Conselho de Aviação Civil (CONAC), em decisão ad referendum de seu presidente, o ministro Valter Casimiro Silveira, dos Transportes, Portos e Aviação Civil, publicado no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (21). A medida reduz de forma significativa os valores cobrados pelas concessionárias de aeroportos brasileiros, seguindo tendência internacional.
“Trata-se de uma vitória da Cultura e das instituições culturais brasileiras. A cobrança pelo suposto valor de mercado das obras inviabilizaria a realização, no Brasil, de exposições e concertos musicais com coleções vindas de fora”, comemora o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.
Defensor da manutenção da cobrança da taxa com base no peso dos bens, o ministro desde abril vinha realizando reuniões com representantes das instituições envolvidas, com o objetivo de sensibilizá-los sobre a questão. Essa articulação resultou na criação, pelo Ministério dos Transportes, de um Grupo de Trabalho para propor regras mais claras para a cobrança de tarifas de armazenagem pelas concessionárias de aeroportos. O relatório final do GT foi entregue no dia 12 de setembro.
Na decisão publicada hoje, o Conselho determinou que deve ser mantida a interpretação anterior sobre o sentido da expressão “cívico-cultural” que consta nos contratos de concessão de aeroportos. Ficou estabelecido que a expressão se refere a “obras de arte, instrumentos musicais e outras cargas que entram no Brasil sob regime de admissão temporária destinadas a eventos de caráter cívico e cultural”. Trata-se de uma diretriz de política setorial que consagra essa definição.
Na prática, a definição estabelece que os bens destinados a fins cívicos-culturais sejam cobrados pela tabela 9 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ou seja, pelo peso, e não por seu suposto valor de mercado.
Histórico
O impasse sobre a mudança na cobrança de tarifas de armazenagem para bens culturais teve início em outubro de 2017, quando houve tentativa de mudança na tarifação dos instrumentos da Orquestra Nacional do Conservatório de Toulouse, que se apresentou no Teatro Cultura Artística, em São Paulo. Na ocasião, a direção do teatro conseguiu junto à Justiça impedir a mudança tarifária e garantir a realização do concerto.
Já no início de 2018, a partir de uma nova interpretação da expressão “cívico-cultural”, algumas concessionárias de aeroportos passaram a aplicar a taxa de armazenagem sobre o valor de mercado das obras de arte e instrumentos musicais, e não sobre o seu peso, como era feito anteriormente. A nova modalidade de cobrança elevou alguns valores em mais de 900%, o que impossibilitaria a realização de diversos concertos, mostras e exposições. Durante esse período, várias instituições, como o Museu de Artes de São Paulo (MASP) e a Bienal de Arte de São Paulo, tiveram que recorrer à Justiça para viabilizar suas exposições e evitar a cobrança de tarifas abusivas.
Diante da importância do tema e da mobilização do setor cultural, o ministro Sá Leitão se engajou na questão em defesa da cobrança por peso. Em abril, encontrou-se com o diretor-geral da Anac, José Ricardo Botelho. Em maio, depois de reunião de Sá Leitão com o ministro Valter Casimiro, o Ministério da Cultura enviou ao Ministério dos Transportes um aviso alertando sobre o risco de inviabilização de concertos, exposições, mostras e festivais de arte no País, com sérios prejuízos para a cultura e para a sociedade brasileiras, devido à alteração unilateral por parte de concessionárias de aeroportos da metodologia de cobrança das taxas de armazenagem de bens culturais.
O aviso também sugeria que houvesse a regulamentação do conceito de atividade cívico-cultural, a fim de garantir a clareza necessária sobre quais atividades poderiam se beneficiar do regime especial de tarifas garantido pela tabela 9 do contrato de concessão dos aeroportos (que estabelece a cobrança por peso, e não pelo valor de mercado). As reuniões e o aviso encaminhado pelo Ministério da Cultura resultaram na criação, pelo Ministério dos Transportes, de um GT para propor regras mais claras para a cobrança das tarifas.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Grandes livrarias quebram e arrastam setor editorial

Foto: EBC
Depois de Cultura em outubro, agora foi a vez da Saraiva pedir recuperação judicial. Gigantes do varejo devem R$ 325 milhões para editoras. Os porquês da crise e os caminhos para evitar o colapso.
Por Gabriel Valery, da RBA
O modelo de negócio das livrarias brasileiras está em xeque. Neste ano, as duas maiores redes no país, Livraria Cultura e Saraiva, entraram com processo de recuperação judicial. Quantidade expressiva dos livros vendidos no Brasil, quatro em cada dez, passa por essas lojas. A quebra arrasta toda a cadeia editorial, altamente dependente desse oligopólio que hoje não consegue mais se sustentar.
O problema é mais complexo do que parece. Culpar a crise econômica ou o fraco hábito de leitura dos brasileiros não basta. E as soluções também são delicadas, mas existem.
Diferente de um senso comum que culpa os brasileiros por lerem pouco, a busca por livros vem aumentando ano a ano no país. A Associação Nacional de Livros (ANL) promove mensalmente um estudo sobre o comportamento do varejo de livros no Brasil. A procura por livros cresceu 4,2% este ano – na comparação com 2017. Destaque para áreas como HQs, com alta de 27,1%, e Turismo, Lazer e Culinária, 21,5%.
Apesar do aumento na demanda, é importante perceber um dado contrastante. Após mais de uma década de crescimento desde o início dos anos 2000, a partir de 2015, o setor editorial apresenta resultados negativos na quantidade de títulos e também na lucratividade. No auge, em 2014, foram produzidos 501.371.513 exemplares em todo o país. Em 2017, após consecutivas quedas, esse número caiu para 393.284.611. Os dados são da série de pesquisas realizadas pela Fipe em parceria com a Câmara Brasileira do Livro.
O presidente da ANL, Bernardo Gurbanov, explica que “os tempos do varejo são diferentes dos tempos da produção”. “As pessoas estão começando a consumir um pouco mas, no caso do livro, temos de entender que o processo de produção é demorado. Esse é um elemento importante para entender que o aumento do consumo não está necessariamente relacionado com o aumento da produção. A produção está mais lenta do que o consumo e as livrarias são o principal canal de vendas para 50% da produção.”
Mas se existe a demanda, então quais seriam as razões pelo enfraquecimento da indústria de livros? Para Bernardo, destacam-se dois fatores: a concorrência predatória de grandes grupos e a hiperconcentração do varejo.
Selvagens
O hábito de compra de livros em todo o mundo foi alterado significativamente graças à ascensão das compras via internet. Bernardo disse à RBA que a representatividade das vendas on-line da Saraiva, por exemplo, corresponde proporcionalmente às vendas da melhor de suas lojas físicas. É um processo natural que cresce com o advento das novas tecnologias, mas o problema começa com práticas predatórias de empresas digitais, como a Amazon, e também o e-commerce das grandes varejistas.
Para a gigante norte-americana, os livros não passam de meras iscas de clientes. “Os principais players do comércio eletrônico utilizam o livro, em muitos casos, como uma isca para atrair o consumidor de outros produtos. É uma técnica de vendas que utiliza o livro para apontar para produtos que têm maior valor agregado. Então, eles abaixam radicalmente o valor do livro, sacrificam uma linha de produtos em função de um lucro posterior”, explica Bernardo.
“Temos de identificar o que é livre concorrência e o que é concorrência predatória. Isso contribui para o fechamento do varejo físico. Colocam um produto a preço inferior do custo. Isso faz parte de uma estratégia para eliminar a concorrência. Entramos em um território difícil que é a questão da ética comercial”, completa. Por isso, muitas vezes, os livros são muito mais baratos pela internet do que em lojas físicas, o que cria um mal estar no consumidor.
Oligopólios
O outro aspecto central que ajuda a explicar o processo de falência do setor é a concentração do mercado nas mãos de poucas empresas. “Verificamos um efeito perverso disso. Na medida em que o varejo se concentra, o fornecedor também concentra sua atenção. As principais redes, Saraiva e Cultura, significam aproximadamente 40% de todas as vendas. Então, as editoras passaram a fornecer com privilégios e grandes descontos para essas redes. Agora elas estão quebrando e arrastando o mercado inteiro. A lista de credores da Saraiva arrasta todo o mercado editorial.”
É o caso da Editora Contraponto. A empresa busca novas formas de sustento com a quebra da cadeia, como explica o editor César Benjamin. “Somos uma pequena editora. Como todas as demais, fomos atingidos pela crise que quebrou a cadeia de livros brasileira com muitas falências. Estamos nos esforçando para estabilizar e poder voltar a crescer em 2019.”
Para isso, eles iniciaram campanhas de financiamento coletivo, com contrapartida de distribuição de livros para os que ajudaram. “Estamos em um esforço de manutenção da cultura viva no Brasil. É um momento de resistência em uma situação tão difícil em que a vulgaridade avança sobre todas as áreas. Ajude as editoras, não deixe o livro morrer”, apela.
Passado e futuro
Ações como a da Contraponto revelam um dos caminhos possíveis para a sustentabilidade da indústria de livros. Para Bernardo, o varejo é dinâmico, com transformações, e isso não significa uma tragédia. “Temos que ter claro que o mundo não acabou, não é estático. Tem renovação e adaptação permanente às exigências do consumidor.”
Um dos movimentos que tende a ganhar força para Bernardo é uma espécie de “retorno às origens”, com a ampliação da rede de pequenas livrarias. “Há um movimento de renovação dos menores. Fecharam muitas nos últimos anos, mas estão aparecendo novas. E com isso vêm as novas gerações que chegam ao mercado de trabalho. Jovens que amam o livro e o ambiente cultural e não carregam os modelos do passado. Muitas vezes os próprios proprietários atendem o público.”
“O passo é procurar alternativas que passam pela maior atenção com essas livrarias pequenas e médias. Também podemos pensar no comércio online das próprias editoras que precisam escoar seus produtos. São alternativas que estão em curso. Não digo que sejam estratégias definitivas e nem a salvação da pátria. Mas são saídas, tal como maior participação em eventos literários, feiras, enfim, uma maior aproximação com o consumidor vai ser essencial”, completa.
As livrarias físicas possuem importância social e devem se renovar. É possível citar o exemplo da Tapera Taperá, em São Paulo, que promove cursos e palestras quase que diariamente. “A livraria traz a experiência para o consumidor mais exigente. É um lugar de encontro com livros, autores, colegas e pessoas afins. As livrarias, desde que existem, sempre propuseram algo além da compra e venda. A estratégia de transformar a livraria em um centro cultural tende a se fortalecer”, argumenta Bernardo.
Fonte: RBA

Manual orienta como enfrentar a “Escola sem Partido”

Mais de 60 entidades e organizações que atuam na área da educação lançaram, nesta terça-feira (27), o Manual de Defesa Contra a Censura nas Escolas. A iniciativa oferece estratégias pedagógicas e jurídicas para professores e instituições em casos de perseguições, intimidações e ataques originados em projetos ligados ao “Escola Sem Partido”.
Com base em 11 casos de cerceamento das liberdades dos docentes, o manual, além de destacar formas de enfrentamento políticas e jurídicas, reforça o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela análise de inconstitucionalidade, adiada na semana passada, da lei estadual aprovada em Alagoas (Lei 7.800/2016), que implanta projeto semelhante ao Escola Sem Partido no estado.
Em São Paulo, entidades de professores também criaram uma frente pela defesa da educação, liberdade de cátedra e contra a Lei da Mordaça. De acordo com os sindicatos, o principal objetivo da frente é unificar a luta dos professores da rede pública e privada, e de todas as esferas de governo – municipal, estadual e federal – do ensino fundamental ao superior, com movimentos e ativistas da educação.
“Quando colocam ‘Escola Sem Partido’, o que na verdade querem é a ideologia deles, é o partido deles, a escola de um partido só. É matar a escola e amordaçar o professor”, diz o presidente do Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro), José Jorge Mággio,
Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e especialista na área, elucida que “a falta de confiança nas relações entre os atores escolares seja discutida, prioritariamente e como sempre foi, nas escolas, a partir do marco de uma gestão democrática comprometida com a defesa do direito à educação de todos e todas”.
“Qual é o papel das instituições de ensino (públicas e privadas) diante do assédio individual sofrido pelos seus professores? Há uma dimensão coletiva, da esfera do trabalho (e da justiça do trabalho), que deve ser invocada quando professores e professoras são agredidas. As escolas precisam defender seus professores de tentativas de cerceamento de suas liberdades constitucionais. No caso da educação pública, o Estado precisa começar a defender seus professores”, defende Daniel Cara.
Além da Rede Escola Pública e Universidade, do QuatroV, do Coletivo de Advogad@s de Direitos Humanos e da Ação Educativa, assinam o Manual diversas associações científicas ligadas à educação, sindicatos nacionais da educação como CNTE e CONTEE e ANDES-SN, e entidades representativas das redes municipais como Undime e UNCME. Destacamos o apoio importantíssimo da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal (MPF) e do Fundo Malala.
No próximo dia 6 de dezembro as entidades sindicais divulgarão um manifesto contra a Lei da Mordaça.

Acessem o manualAcesse o manual completo. Cortesia: cartaeducacao.com.br
Do Portal Vermelho, com informações da RBA e do Brasil247