Postagem em destaque

GRUPO DE CAPOEIRA CORDÃO DE OURO-NOVA CRUZ/RN REALIZOU O BATIZADO E TROCA DE CORDA FECHANDO COM CHAVE DE OURO! CONFIRAM!!!

FINAL - FOTO HISTÓRICA  - GRUPO DE CAPOEIRA CORDÃO DE OURO MOMENTO DO "ESQUENTE"  MOMENTOS DECISIVOS - MUITA CONCENTRAÇ...

segunda-feira, 20 de maio de 2019

CULTURA - UM CHAMADO ‘Papo reto’ e afiado de Bia Ferreira sacode a estrutura do feminismo

A cantora e compositora Bia Ferreira
Bia Ferreira canta o feminismo negro em sua música: “A gente precisa segurar a mão e lutar junto. Quanto mais gente lutando junto, menos gente lutando contra”
Em seu primeiro álbum, cantora e compositora fala de feminismo negro, racismo, homofobia e amor, numa linguagem que conclama homens e mulheres brancas a participarem da mudança
 
São Paulo – Um chamado. O título do primeiro álbum da cantora e compositora Bia Ferreira resume bem o modo como ela interpreta a própria arte: usar a música para dar voz a temas caros à mulher negra e, assim, levar educação e colaborar para transformar a sociedade.
Nascida em Minas Gerais e criada em Aracaju, suas ideias firmes embaladas por uma voz possante e ritmo swingado, chamaram a atenção de público e crítica primeiro com a música Cota não é esmola, na qual o recado é claro e sem rodeios sobre um tema que ainda causa polêmica no debate político brasileiro.
“Existe muita coisa que não te disseram na escola
Cota não é esmola!
Experimenta nascer preto na favela pra você ver!
O que rola com preto e pobre não aparece na TV
Opressão, humilhação, preconceito
A gente sabe como termina, quando começa desse jeito
(…)
Experimenta nascer preto e pobre na comunidade
Você vai ver como são diferentes as oportunidades
E nem venha me dizer que isso é vitimismo
Não bota a culpa em mim pra encobrir o seu racismo!
Existe muita coisa que não te disseram na escola!
Cota não é esmola!
Didática, Bia Ferreira usa a metáfora de uma corrida para explicar o privilégio da mulher branca diante da mulher negra.
“Enquanto eu estou na linha de partida, você (a mulher branca) já está no meio da corrida para começar a correr. Não tem como eu ir correndo até você. Então a gente precisa abrir mão desse privilégio de começar no meio da corrida, voltar um pouquinho, andar para trás, chegar no ponto de partida e se colocar lado a lado com uma pessoa que está atrás de você e falar: ‘A gente está junto. Vamos começar do mesmo lugar?'”, explica a cantora, em entrevista a Fabiana Ferraz, apresentadora do Manhã Brasil Atual, da Rádio Brasil Atual.
“É por isso que a gente faz música assim, para que as pessoas entendam que a gente precisa segurar a mão e lutar junto, porque quanto mais gente lutando junto, menos gente lutando contra”, resume Bia Ferreira.

Do apê para a rua

E para angariar novas mãos e mentes na luta contra o racismo, a homofobia e a misoginia, a cantora e compositora lançou recentemente o primeiro videoclipe da carreira, De Dentro do AP, faixa que integra seu álbum Um Chamadoe que será lançado dia 31 de maio.
A apresentadora Fabiana Ferraz define a canção como “um manifesto do feminismo negro”. Para ela, a letra composta por Bia, “forte e impactante, coloca o dedo na ferida do feminismo branco”.
Acompanhe:
“De dentro do apê
Com ar condicionado, macbook, você vai dizer
Que é de esquerda, feminista defende as muié
Posta lá que é vadia que pode chamar de puta
Sua fala não condiz com a sua conduta
Vai pro rolê com o carro que ganhou do pai
Pra você vê, não sabe o que é trabai
E quer ir lá dizer
Que entende sobre a luta de classe
Eu só sugiro que cê se abaixe
Porque meu tiro certo vai chegar direto
Na sua hipocrisia”
“A intenção dessa música é provocar empatia. É mostrar para as pessoas que o termo ‘sororidade’ – um termo acadêmico – já vem sendo praticado por mulheres pretas desde os primórdios, quando as mulheres pretas deixam os filhos com a vizinha para lavar a roupa; quando deixa o filho com a irmã mais velha para ir limpar a casa dos outros. É comum, as mulheres pretas têm o hábito de agir assim”, explica Bia Ferreira.
Nesse sentido, ela diz que o clipe foi também produzido com a intenção de fazer uma provocação, como se dissesse: “Olha, estamos estudando isso aqui, mas isso aqui já existe, e não existe feminismo se você não defender a vida das mulheres negras e não defender a vida das mulheres trans, que são as que mais morrem no Brasil”, analisa a multi-instrumentista.
“Se você quer lutar comigo, luta comigo e sangra comigo, porque a gente está sangrando e morrendo todos os dias. A gente precisa que as pessoas sejam empáticas com essa dor, para que ninguém mais sinta essa dor.”
Bia reforça a necessidade de acabar com o patriarcado, um sistema que faz as mulheres sofrerem e ganharem menos, apenas por serem mulheres, independentemente da cor — embora a mulher negra ganhe menos ainda.
Por isso, ela pondera que, para uma mulher branca, lutar pela vida da mulher negra e travesti, é melhorar o seu próprio bem-estar. “Quando estiver bom para uma travesti, para você (mulher branca) vai estar ótimo, porque você está num outro lugar de privilégio.”

Feminismo

Feminista, Bia Ferreira reconhece ter tido, durante muito tempo, dificuldade em se ver “encaixada” na luta feminista. A explicação é mais simples do que surpreendente: “Eu não vi pessoas preocupadas com a forma como eu estava me mantendo viva, não vi pessoas falando a respeito das coisas que me contemplavam”, diz.
Como exemplo, fala que não se identificava com protestos em que mulheres brancas mostravam os seios, embora diga que compreende o gesto como uma forma de libertação para a mulher branca, tradicionalmente criada para ser “recatada e do lar”. Porém, como mulher negra, cujo corpo é costumeiramente retratado de modo sexualizado – a “globeleza” de pouca roupa –, tal gesto jamais a atraiu.
“Nesse lugar, eu não me sinto à vontade de mostrar meu peito, porque o meu corpo já é hiper sexualizado há muitos anos. Meu corpo foi colocado para ser o corpo da prostituição, o corpo escravizado, que já não cuida dos filhos, desde sempre, porque tem que cuidar dos filhos das mulheres brancas desde a época da escravidão”, explica Bia Ferreira.
E vai além: “Quando a gente olha por esse recorte, a gente entende que as mulheres negras não foram pensadas para essa ideia de feminismo. Eu tive muita dificuldade em me entender feminista, mas quando a gente fala que ser feminista é lutar por direitos iguais e pela vida das mulheres, aí eu falo: ‘Puxa, eu sou feminista, mas esse feminismo não me aborda, não fala sobre mim'”.
A base teórica para desenvolver suas ideias de feminismo e ajudar a formatar a construção da sua identidade de mulher negra, a cantora e compositora foi buscar na obra de autoras como Audrey Lodge, Djamila Ribeiro, Rosa Parks e Angela Davis.
E nesse processo, Bia enfatiza a influência dos governos que o Brasil teve entre 2002 e 2015. “Um governo que trouxe oito vezes a Angela Davis ao Brasil, e pautou a construção da identidade preta nas mulheres brasileiras, que não tinham acesso à teoria do feminismo preto.”
Ela ainda destaca a ampliação do acesso à universidade ocorrido naquele período, o que permitiu que muitas jovens pobres e negras ampliassem a consciência por meio dos estudos. “Quando o povo preto e periférico começa a ter esse acesso, a gente começa a se entender, ter argumentos e base teórica para justificar o que estávamos falando, e aí eu me sinto identificada com o feminismo interseccional.”

Amor e música

Bia Ferreira define o primeiro álbum como um disco dançante, com as raízes da música negra por meio do ritmo, do reggae, do jazz, blues, soul, funk e R&B. Seu disco de estreia fala de racismo e feminismo, mas também de amor. É o caso da canção Só você me faz sentir, em que ela canta como mulher lésbica, e também da música Levante a bandeira do amor.
“Quem você é, não passa por quem dorme com você, independe de com quem você se relaciona afetivamente. É muito mais uma coerência do que você faz, fala, da sua forma de viver, pelo seu caráter, competência de trabalho. Mas num mundo e num país onde as mulheres lésbicas sofrem ‘estupro corretivo’, a gente precisa se pautar sim como mulher lésbica. Então esse disco traz várias questões, e também o amor.”
A artista costuma falar que o povo negro lidera uma revolução que já está em curso, um movimento que apenas precisa de mais gente para ser mais forte. “A gente não vai se calar diante desse governo fascista, racista, misógino e transfóbico. A gente toma lado sim, e é o lado certo da história.”
Fonte: REDE BRASIL ATUAL

Ativistas protestam contra Monsanto em Portugal

Foto: Leonardo Olhier / Mídia NINJA

A saúde deve começar na terra, não em laboratório ou empresas farmacêuticas.

Ativistas foram às ruas em Porto, Portugal, contra os organismos geneticamente modificados (OGM), químicos utilizados na agricultura e contra a empresa de herbicidas Bayer-Monsanto. A concentração iniciou na praça dos Poveiros, por volta das 15h.
A mobilização acontece desde 2013, e este ano aconteceu dias depois de um júri norte-americano ter condenado a Monsanto da gigante Bayer a pagar uma indenização de R$1,8 bilhões de euros a um casal que responsabilizou o herbicida Roundup pelo câncer que ambos sofrem.
O protesto em Portugal foi organizado pelo coletivo Porto Sem OGM, da Associação Musas, do núcleo do Porto do PAN — Partido Animais, Pessoas e Natureza e do Terra Viva – Associação de Ecologia Social.
Além de Porto, ativistas pelo meio ambiente também se manifestaram pelo mundo todo, em um apelo para sensibilizar e informar o público sobre os perigos que os organismos geneticamente modificados e os agroquímicos representam para a saúde e ambiente. França, Alemanha, Sérvia, Chipre, Índia, Canadá, Estados Unidos, México, Chile e Austrália estão entre os países.

Confira a galeria de fotos do ato em Portugal:

Foto: Leonardo Olhier / Mídia NINJA
Foto: Leonardo Olhier / Mídia NINJA
Foto: Leonardo Olhier / Mídia NINJA
Foto: Leonardo Olhier / Mídia NINJA
Foto: Leonardo Olhier / Mídia NINJA
Foto: Leonardo Olhier / Mídia NINJA
Foto: Leonardo Olhier / Mídia NINJA
Foto: Leonardo Olhier / Mídia NINJA

Fórum Sindical: O fantasma do desemprego volta a assombrar o Brasil

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasil
Na edição desta semana do programa Fórum Sindical, Conceição de Maria e Valdik Oliveira, do SindipetroNF, analisam os números alarmantes do desemprego no Brasil, as consequências do trabalho informal e falam sobre a importância dos sindicatos para os trabalhadores; assista.
mais recente estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o desemprego aumentou mais um vez no último trimestre, atingindo 12,7%, uma alta de 10,2% com relação ao trimestre encerrado em dezembro. Ao todo, 13,4 milhões de brasileiros procuraram emprego no período.
A taxa de subutilização da força de trabalho bateu recorde histórico, chegando a 25% da população economicamente ativa. Isso significa que 28,3 milhões de brasileiros não trabalharam ou trabalharam menos do que gostariam no período.
É o maior índice desde o início da série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, iniciada em 2012. Na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, houve alta de 5,6%, ou 1,5 milhão de pessoas.

Os números alarmantes foram o tema do programa Fórum Sindical desta semana. Com mediação do jornalista Ivan Longo, Conceição de Maria e Valdik Oliveira, do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF), analisaram os motivos que levaram o Brasil a ser assombrado novamente pelo desemprego, as consquências da reforma trabalhista e do aumento da informalidade e falaram sobre a importância dos sindicatos para os trabalhadores.
Revista Fórum

Campanha de financiamento do Festival Lula Livre já está no ar



Artistas como Arnaldo Antunes, Chico César, Otto, Fernanda Takai, entre outros, participarão do evento, marcado para o dia 2 de junho, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.
A campanha pela liberdade de Lula, novamente, ganha o apoio de inúmeros artistas. Está marcada para o dia 2 de junho, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, mais uma edição do Festival Lula Livre.
Artistas como Arnaldo Antunes, Chico César, Otto, Felipe Catto, Francisco El Hombre, Mombojó, Slam das Mina, Aláfia, Fernanda Takai, Dead Fish e Márcia Castro já foram confirmados.
Eles vão se unir a outros músicos e bandas em um ato cultural que pede justiça para o ex-presidente, preso na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba desde 7 de abril de 2018.
Em 2018, o Festival ocorreu no Rio de Janeiro e contou com a presença de 60 mil pessoas na tradicional Lapa, no Centro da cidade.
Entre os artistas que marcaram presença estão Chico Buarque, Gilberto Gil, Jards Macalé, Chico César, Noca da Portela, Nelson Sargento, Odair José e Beth Carvalho.
Vejam trechos do Festival Lula Livre de 2018:

Fonte: REDE BRASIL ATUAL

Morre aos 98 anos Tia Maria do Jongo, fundadora da Império Serrano

“Nasci com o jongo e vou com ele até o final. Só paro de dançar quando Deus quiser”, disse neste mês Tia Maria do Jongo, em sua derradeira entrevista. Pois foi na Casa do Jongo da Serrinha, em Madureira, tocando tambor numa aula de jongo para adultos, que a matriarca morreu, aos 98 anos, sábado (18). Única fundadora da escola de samba Império Serrano que ainda estava viva, ela se sentiu mal às 11 horas, desmaiou e foi levada ao Posto de Atendimento Médico de Irajá, onde não resistiu.
“Suas últimas palavras foram quando perguntei como estava se sentindo, e ela respondeu: ‘Ah, minha filha, meio barro, meio tijolo’”, conta a psicóloga Livea Nascimento, testemunha do último suspiro da “rainha do jongo” (Livea é nora de Nelson Sargento, um dos grandes amigos de Tia Maria).
Maria de Lourdes Mendes, a Tia Maria do Jongo, era figura famosa do Morro da Serrinha. Ela foi uma das principais responsáveis por manter vivos e transmitir às novas gerações os ensinamentos do jongo, também conhecido como caxambu. Com origem no Congo e Angola, o jongo chegou ao Brasil na época da Colônia, trazido pelos negros bantos que foram escravizados. No Rio de Janeiro, onde se disseminou no século 19, o ritmo africano teve influência na criação do samba.
Filha e neta de escravos que vieram de Minas Gerais para a favela da Zona Norte carioca, ela nasceu em 1920 e cresceu em meio às festas que o pai dava. Quando criança, não podia participar das rodas, já que, por tradição, o jongo deve ser dançado apenas por idosos. “A gente dançava escondido da minha mãe no terreiro”, costumava lembrar.
Ao ver que, por causa dessa restrição, a batucada corria o risco de desaparecer, uma vizinha, Vovó Maria Joana (1902-1986), incumbiu o filho, Mestre Darcy do Jongo (1932-2001), de mantê-la viva. Ele chamou outras jongueiras e surgiu, então, o Jongo da Serrinha.
“Depois da morte do Mestre Darcy, Tia Maria tomou a frente da batalha na preservação da memória do jongo. Tornou-se uma figura emblemática, que deixa um legado através de seus discípulos, como as Meninas do Jongo da Serrinha”, conta a pesquisadora Rachel Valença. “Perdemos uma pessoa atuante, que tinha consciência da necessidade de preservação de uma cultura popular já tão abandonada. É um susto: eu a conhecia há quase 50 anos. Estava bem atuante e alegre.”
Tia Maria era também, até ontem, a última fundadora viva do Império Serrano. A verde e branco de Madureira nasceu no quintal de sua casa. “Ela tinha a memória desse fato tão importante para nós, imperianos. Tinha uma narrativa inteiramente confiável e direta da fundação. Das pessoas que participaram diretamente da fundação do império, ela era a última sobrevivente. Aescola perdeu todas as suas testemunhas oculares desse tempo”, lamenta Rachel, autora do livro Serra, Serrinha, Serrano: o Império do Samba.
Na terça-feira (14), Tia Maria recebeu o Prêmio Sim à Igualdade Racial 2019, do Instituto Identidades do Brasil, na categoria Arte em Movimento, pilar Cultura, em cerimônia no Copacabana Palace. Ela concorria com o ator Fabrício Boliveira e o rapper Djonga. Estava muito feliz, subiu no palco com sua tradicional simpatia, aquele sorrisão largo, e disse: “Vai ser um grande prazer se um dia vocês puderem passar uma tarde com a gente. O jongo é bom, vocês vão gostar.”
Joacyr Nogueira, do coletivo Museu Virtual Serrano, residente na Casa do Jongo, sabe exatamente como são (e agora, eram) essas tardes por lá. “Na Casa, a gente fica sentado olhando para a tia e aprendendo, mesmo ela estando calada e sentada. De repente, ela diz: ‘Leva a vó em casa?’”, conta. “Da Casa do Jongo até a casa dela são 500 cumprimentos, de crianças de colo até mulheres e homens de 80 anos. Todo dia é igual.”
O amor pelas crianças era marca dessa senhora sabida, que entendia o respeito aos pequenos como uma forma de perpetuar a riqueza cultural do jongo. Um de seus grandes prazeres, além da dança, claro, era esperar a fruta madurar no pé plantado em seu quintal para fazer seu doce de laranja da terra, famoso na vizinhança. Em abril, durante o projeto Samba e Prosa, ela falou sobre a vida longa.
“Tenho 98 anos e mamei até os 8. Minha mãe lavava roupa lá no poço na rua que hoje chama Mano Décio. Ali tinha um terreno baldio que tinha três poços. As mulheres iam todas lá lavar roupas. Eu ia lá mamava, mamava e subia carregando água na minha latinha”, lembrou. “A prima da minha mãe cantava: ‘Maria sobe morro, bunda dela tremeu’. Eu não gostava, jogava minha latinha no chão e tinha que voltar para encher de novo. Tinha que voltar no poço e acabava mamando de novo. Esse é o segredo da longevidade.”
Tia Maria vinha se recuperando de um cateterismo, feito em março, e enfrentava problemas de circulação. Também havia passado por cirurgias de catarata. O atestado de óbito diz que a causa da morte é indeterminada. Viúva, deixa um filho, Ivo Mendes, com quem estava morando atualmente — ela, inclusive, o chamava de “papai”, por conta de sua dedicação.
A jongueira, que deve ser enterrada neste domingo (19), no Cemitério de Irajá, deixa ainda dois netos, quatro bisnetos, além de uma legião de fãs formada pela comunidade jongueira da Serrinha. “Hoje descansa Tia Maria do Jongo. Silencia o tambor, o Jongo se despede da sua maior referência”, registrou a Império Serrano nas redes sociais. Sua benção, Tia Maria!.
BRASIL CULTURA

Lançamento do CD de Guilherme Pimenta

Nesta segunda, dia 20 de Maio, vai ao ar em todas as plataformas virtuais o primeiro CD do violinista e compositor Guilherme Pimenta. O disco, é um trabalho de música instrumental autoral que passeia por diversos gêneros musicais como choro, xote, frevo, baião, salsa e rock. Gravado numa formação de quarteto de violino, violão, contrabaixo e bateria, “Catopê” conta também com participações de grandes nomes da cena instrumental atual. Este trabalho chega como uma contribuição significativa na inserção do violino na cultura popular brasileira.
Guilherme Pimenta é violinista e compositor natural de Minas Gerais e radicado no Rio de Janeiro desde 2014. Guilherme vem se destacando na cena instrumental por trazer seu instrumento para o contexto da improvisação e da música popular. Ele já se apresentou como solista convidado de grupos como Conjunto Época de Ouro, Geraes Big Band e Orquestra de Sopros da ProArte e participou de diferentes projetos em países como Estados Unidos, Bélgica, França e Suíça. Guilherme foi aprovado em concursos como Jovem Músico BDMG e gravou com vários artistas no Brasil e no exterior. Atualmente, o violinista integra o grupo de MPB Papagaio Sabido com quem lançou o disco “Revoada”(2017) e desenvolve intensa atividade com o Guilherme Pimenta Quarteto e com o Pimenta Jazz Trio. Em 2018, o músico lançou seu primeiro EP intitulado “Violino na roda” e a websérie “Levando Som”. Como professor, Guilherme tem levado seu workshop de “Música popular e improvisação para cordas friccionadas” em algumas universidades do Brasil e em 2017, realizou a atividade na Suíça. Em 2019, o violinista lança “Catopê, seu primeiro disco, e se prepara para sair em turnê na Europa com o Pimenta Jazz Trio..
Portal BRASIL CULTURA