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sábado, 10 de novembro de 2018

EM RECIFE/RN VISITE O CAIS DO SERTÃO - Território Viver

Cais do Sertao - Territorio Viver
Cais do Sertao - Territorio Viver
Cais do Sertao - Territorio Viver
Fotos do CAIS DO SERTÃO - RECIFE - PE
Cais do Sertao - Territorio Viver
Peculiaridades da vida no sertão revelam-se aos olhos de quem chega ao Cais e visita a Casa do Transtempo. Imagens que provocam os sentimentos de dentro a manifestarem-se cá fora de diferentes maneiras. Objetos de uso cotidiano que remetem a diferentes temporalidades e projeções que nos transportam para outras formas de morar no sertão, na atualidade, mexem com o imaginário daqueles que nunca visitaram a região e aguçam as lembranças de quem um dia lá viveu.

"Vai ao RECIFE? Aproveite e visite o Museu CAIS DO SERTÃO e viaje no tempo, na cultura, nos valores e na criatividade!" - Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN.

CURITIBA – Show de lançamento do livro Acordeom Brasileiro, de Marina Camargo

A acordeonista Marina Camargo faz show de lançamento, no Paço da Liberdade, em Curitiba, do primeiro livro que registra o panorama atual do acordeom no Brasil. Além de entrevistas, o livro reúne partituras dos mais importantes acordeonistas brasileiros do momento.
Ver registrado o trabalho de acordeonistas brasileiros, visando manter viva a memória da nossa música popular, foi o que motivou a acordeonista e professora, Marina Camargo a realizar este projeto. A ideia é antiga, mas para viabilizá-la precisava de recursos, a possibilidade veio a partir da aprovação do projeto via Lei Municipal de Incentivo à Cultura e de lá para cá foram dois anos de muita pesquisa.
Marina e o músico Marcelo Pereira colocaram o pé na estrada e percorreram o país passando por cidades no Nordeste, do Sudeste e do Sul atrás dos mais importantes acordeonistas-compositores da atualidade.
O resultado desta andança são dois volumes: um com entrevistas com 14 instrumentistas e compositores de várias regiões do país, consequentemente com estéticas e histórias bem diversas, e outro com as partituras das principais obras desses artistas, tiradas de ouvido pela própria Marina, já que essa prática de escrever a partitura não é muito comum nesse universo. Um CD com a gravação destas músicas, interpretadas pela acordeonista, acompanha o material.
O show de lançamento, agendado para dia 10 de novembro, às 17h, no Sesc Paço da Liberdade, em Curitiba,inclui no repertório as mesmas 14 faixas do CD. Uma de cada músico entrevistado. São eles: Toninho Ferragutti, Renato Borghetti, Luciano Maia, Gabriel Levy, Alessandro “Bebê” Kramer, Beto Hortis, Adelson Viana, Edith de Camargo, João Pedro Teixeira, Lourdinha, Luiz Carlos Borges, Marcelo Caldi, Lulinha Alencar e Waldir Teixeira.
  • Data: sábado (10);
  • Horário: 17h;
  • Local: Sesc Paço da Liberdade;
  • Endereço: Praça Generoso Marques, 189 – Centro; CURITIBA
  • Entrada: gratuita.

Um dia histórico para a cultura do Estado do Rio de Janeiro

A exposição “Cartografias da Africanidade Fluminense” é herança histórica, cultural e estará na Casa França-Brasil até o dia 20 de novembro.
A mostra “Cartografias da Africanidade Fluminense” teve sua cerimônia de abertura ontem, dia 05 de novembro, na Casa França-Brasil, que pertence a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.  A cerimônia contou com a presença do Governador do Estado, Pezão, que assinou os documentos para o tombamento do Cais do Valongo. “É um prazer pra mim, nesse dia, estar assinando esse tombamento. Estar tornando o Cais do Valongo um patrimônio também do Estado” afirmou o Governador.
A exposição, que tem entrada franca e conta com o machado que esquartejou Tiradentes, manuscrito aquarelado do Morro do Castelo, gravuras de Rugendas, litogravuras de Victor Frond, Debret, cerâmicas e instrumentos de tortura de humanos escravizados, fica na Casa França-Brasil até a data de 20 de novembro, como celebração do dia da Consciência Negra. A mostra, é um lote de 500 raridades feitas entre os séculos XVI e XIX e é coleção particular do historiador Marcus Monteiro, presidente do Inepac.
A inauguração teve a presença também de Leandro Monteiro, Secretário de Cultura, Wagner Victer, Secretário de Educação, Frei Tatá, que é Superintendente de Promoção de Políticas de Igualdade Racial de São João de Meriti, Sandra Brandão, que é Diretora Executiva do Centro Ilê Axé Opô Afonjá, da Carnavalesca Maria Augusta e de muitos outros nomes do âmbito cultural. “Aqui nós temos a nata da cultura estadual, a nata da cultura do Rio de Janeiro” disse, Pezão.
“Cartografias da Africanidade Fluminense” é uma coleção que homenageia e valoriza a descendência africana e afro-brasileira, que chegou ao Brasil, em sua maior parte, trazida pela escravidão africana na época do tráfico transatlântico de escravos. Nos dias de hoje, com tanta repressão e preconceito, a mostra foi vista como um ato de militância, resistência, de extrema importância para a cultura do país. E como foi dito pelo proprietário da exposição, Marcus Monteiro: “Fizemos história”.
Fonte: Portal Brasil Cultura

Arte contra o fascismo. Arte contra a barbárie.

“Quanto mais Arte mais pontes entre as pessoas, mais pessoas melhores como pessoas, mais visão ampla (menos egoísmo), mais contemplação, mais reflexão, mais sabedoria”.
“Dante e Virgílio no inferno”, William-Alphonse Bouguereau, 1850
“Da nossa vida, em meio da jornada,
Achei-me numa selva tenebrosa,
Tendo perdido a verdadeira estrada”.*
Dia 28 de outubro de 2018, guardemos esta data. O Brasil: um terço dos eleitores aptos a votar escolheram a figura de Jair Bolsonaro para presidente do nosso país.
Ainda sob estado de choque, retomo meus textos como um movimento em direção a meu amor pela Arte, antídoto para me proteger contra barbáries e absurdos que tomam já conta da vida da gente.
O futuro? Incerto. O meu futuro? Vivo o presente sob suspensão…
Sou pintora e, como tal, uma pessoa profundamente preocupada com os acontecimentos do meu tempo. Os percalços e assombros destes últimos meses, por certo suspenderam meus pincéis, mas também os suspendi com a mão em punho. Resistir, como pintora e como pessoa.
Evoé, meus mestres do passado e do presente! Que a Musa nos salve do desastre!
Passados os primeiros sintomas de pânico, passados os primeiros dias derramando lágrimas da mais profunda tristeza e desalento, me ergo, volto aos livros, volto aos pincéis, volto à poesia, volto às Belas Artes, volto a Dionísio, aquele que nos inebria e acalenta…
Diminuir frequência nas redes sociais é preciso.
Ler mais poesia, mais Fernando Pessoa, mais Walt Whitman, mais Drummond, mais Vinícius… Ouvir mais música clássica, mais música popular brasileira, mais blues, mais rock-and-roll raiz… Ver mais filmes, ir mais ao teatro, mais aos museus! Ler mais, muito mais! Livros de Literatura, livros de Arte, de Filosofia, de História, de biografias de pessoas grandes, como os grandes mestres! Tudo isso para que eu não enlouqueça de vez, que eu não desanime de vez, que eu não me acabe de vez!
Tudo isso para que eu possa seguir gritando, criando, cantando, louvando, pintando!
Tudo isso para que eu possa seguir conversando com meus amigos, bebendo com meus amigos, sonhando com meus amigos, nossos sonhos os mais belos sobre o futuro de todos!
Ninguém solta a mão de ninguém!
Usarei este espaço como resistência, falando de arte. Quanto mais Arte mais pontes entre as pessoas, mais pessoas melhores como pessoas, mais visão ampla (menos egoísmo), mais contemplação, mais reflexão, mais sabedoria. Mais construção, mais criação, mais elevação, mais civilização.
O futuro – o brilhante – chega mais perto!
E sairemos (como Dante, como dantes…) para retornar a ver as Estrelas 
“Então o assombro um tanto se aquieta,
Que do peito no lago perdurava,
Naquela noite atribulada, inquieta.”*
* primeiros versos da Divina Comédia, trechos do Inferno, de Dante Alighieri

Mazé Leite 

* * Artista plástica, bacharel em Letras-USP, membro do Ateliê Contraponto de Arte Figurativa.