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sábado, 17 de novembro de 2018

UNE reedita Cartilha Educação Não é Mercadoria

Publicação traz esclarecimentos sobre poder do dinheiro na educação privada e traz uma série de orientações e instrumentos para os estudantes lutarem por seus direitos
Depois da cartilha com instruções para a formação de CAs e DAs, a UNE está relançando neste mês a Cartilha Educação Não é Mercadoria. O objetivo da publicação é denunciar os abusos que os empresário da educação, donos de grandes complexos educacionais cometem rotineiramente. Os problemas no ensino superior privado vão da questão pedagógica à falta de infraestrutura e abuso no aumento das mensalidades. Para combater o poder do dinheiro sobre a educação, a cartilha da UNE traz uma série de orientações e instrumentos para os estudantes lutarem por seus direitos.
“Este relançamento da cartilha vem com intuito de dar uma um Norte e informar os estudantes das universidades particulares sobre os impactos da Reforma Trabalhista e as mudanças no Fies. A cartilha tem muita informação para ajudar os estudantes a se organizarem e resistirem”, destacou a diretora de universidades privadas da UNE, Keully Meirelles.
Fonte: UNE

Em Barra do Garças-MT, presidente da Funai destaca reinstalação do Comitê Regional das aldeias Xavante

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Foto de capa: participação do cacique da aldeia Cruz Alta e  servidor aposentado da Funai, Eugênio Maware, ativo participante no processo de demarcação da TI São Marcos
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Ao microfone, Mirian Marcos Tsibodowapre, chefe da CTL Campinópolis II (fotos: Hilda Araújo e Gérson Campos/Funai)
"É preciso um diálogo com as Coordenações Regionais e incentivo e perseverança nas pontas". Assim afirmou o presidente da Fundação Nacional do Índio, Wallace Bastos, durante a visita que fez à Barra do Garças-MT para se reunir com servidores da fundação e lideranças indígenas do Povo Xavante. A reinstalação do Comitê Regional foi a principal questão debatida.

Esta instância regional é de suma importância para o trabalho do órgão indigenista e para a população indígena porque possibilita o planejamento e a avaliação das ações da Funai de forma conjunta entre servidores e indígenas. Nos dias 6 e 7 de novembro, o presidente da Fundação participou da reunião ordinário do Comitê Regional na Coordenação Regional Xavante, que atende cerca de 28 mil indígenas no leste do Mato Grosso. Ainda no dia 5, Bastos havia participado de um encontro com os servidores e servidoras das Coordenações Técnicas Locais.
Núbia Rocha, coordenadora-geral de Gestão Estratégica da Funai, disse considerar o Comitê Regional uma importante instância de participação social, que faz enormes contribuições à tarefa dos servidores públicos de planejar melhores formas de executar os recursos públicos de forma participativa, junto à comunidade envolvida.
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Leonardo Juruna, servidor da CTL Barra do Garças, que atende à Terra Indígena São Marcos

O coordenador regional da CR Xavante, Carlos Henrique da Silva, comentou sobre a estrutura renovada da Coordenação Regional e as dificuldades até chegar à situação atual. Ele ressaltou a importância do protagonismo dos servidores na gestão da CR a partir do ano de 2012, realizada com transparência, publicidade e responsabilidade. De acordo com ele, a CR regional realizou prestação de contas para apreciação dos membros do Comitê. Em fevereiro, haverá um novo encontro para apresentação dos planos de trabalho da CR Xavante para 2019.
Após ouvir as considerações dos servidores, o presidente da Funai disse que o objetivo principal da reunião é receber as demandas das Coordenações Regionais e apresentar o que foi realizado durante o exercício da presidência atual. Bastos disse que a questão patrimonial esta sendo tratada de forma cuidadosa, e que a Diretoria de Administração e Gestão (DAGES) vai promover a regularização do patrimônio das Coordenações Regionais no próximo ano.
Em relação à Coordenação-Geral de Promoção ao Etnodesenvolvimento (CGETNO), o presidente Bastos afirmou que será mais equânime o método de distribuição de recursos às Coordenações Regionais da Funai, conforme critérios como número de indígenas atendidos e situações específicas de cada Coordenação Regional.
Reunião com lideranças Xavante
O Cacique Simão disse que as promessas feitas para fortalecimento da Funai não sejam desconsideradas. Ele abordou a necessidade de mobilização das comunidades indígenas ao afirmar "é um problema grave que muitos dos indígenas que vão para cidade tentar uma formação profissional não conseguem emprego e não tem nenhum apoio da Funai ou do governo federal, estadual e municipal", resumiu.
Lucas Madu, da Terra Indígena Parabubure, salientou "o trabalho de plantio de banana e de pequi em sua aldeia, mas é preciso maior apoio da Coordenação Regional e das Coordenações Técnicas Locais para comercializar a produção".
O cacique Odoni, da Terra Indígena Sangradouro alertou para o grande número de índios mortos na BR-070, e que é preciso pagar indenização para os indígenas. Outro problema é a poluição jogada nos rios da TI; e que é preciso mais fiscalização, disse a liderança indígena.

Fonte: FUNAI

No dia 16 de novembro de 1922, nasce José Saramago

Filho e neto de camponeses, José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922, se bem que o registo oficial mencione como data de nascimento o dia 18. Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele não havia ainda completado dois anos. A maior parte da sua vida decorreu, portanto, na capital, embora até aos primeiros anos da idade adulta fossem numerosas, e por vezes prolongadas, as suas estadas na aldeia natal.
Fez estudos secundários (liceais e técnicos) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. O seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico, tendo exercido depois diversas profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance,  Terra do Pecado, em 1947, tendo estado depois largo tempo sem publicar (até 1966). Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na revista  Seara Nova. Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do jornal Diário de Lisboa, onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante cerca de um ano, o suplemento cultural daquele vespertino. 
Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, de 1985 a 1994, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do jornal  Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. Casou com Pilar del Río em 1988 e em Fevereiro de 1993 decidiu repartir o seu tempo entre a sua residência habitual em Lisboa e a ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias (Espanha). Em 1998 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura.
José Saramago faleceu a 18 de Junho de 2010.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Como Euclides da Cunha marcou o jornalismo literário no país

Anunciado o homenageado da 17ª Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, realizada entre 10 e 14 de julho de 2019, será o autor carioca Euclides da Cunha. Jornalista, escritor, engenheiro e militar, Cunha (1866-1909) escreveu “Os Sertões”, um marco nos estudos sobre a formação do Brasil, fruto de sua cobertura sobre a rebelião de Canudos, no interior da Bahia, nos últimos anos do século 19. Em entrevista ao Nexo, a editora e curadora desta edição, Fernanda Diamant, indicou, entre as razões para a escolha, o valor literário e jornalístico da produção do autor, sobretudo de seu livro mais conhecido, e a pertinência da discussão sobre sua obra para o momento atual brasileiro. “[A obra ‘Os Sertões’] faz muito sentido agora, nesse momento que a gente está vivendo no Brasil. Além de ser grande literatura, do ponto de vista formal, trata de muitos assuntos que nos dizem respeito muito intensamente nesse momento”, disse Diamant. Segundo Diamant, o autor “discute sistemas políticos, guerra, exército, a formação do Brasil desde o descobrimento, a importância do jornalismo como revelação da realidade, racismo. Isso tudo está na pauta hoje”. A escolha da curadora também sinaliza um destaque maior a ser reservado à não ficção na programação da 17ª Flip.
A ideia, segundo ela, é dar espaço para a grande literatura feita fora da ficção. Diamant também chama a atenção para o impacto da investigação sobre o autor. Correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, Euclides da Cunha iniciou a reportagem com convicções morais e políticas que foram desafiadas e reavaliadas ao longo da experiência. Conhecer Canudos, o interior do Brasil e o modo de vida no sertão, além da atuação violenta do Estado junto à comunidade, colocaram à prova as crenças do autor sobre o movimento de Antônio Conselheiro e mesmo sobre a República. As mudanças de posicionamento se refletiram na obra. O que há de literário Pela qualidade literária de sua obra jornalística, sobretudo de “Os Sertões”, Euclides da Cunha recebe de estudiosos o título de precursor do jornalismo literário no Brasil. O gênero, que ganharia forte expressão nos EUA somente a partir da década de 1960, em um movimento chamado “New Journalism” (Novo Jornalismo), é caracterizado como  informativo, “porém com ganho em vocabulário, estrutura narrativa e aprofundamento de conteúdo”, na definição de um artigo do site Observatório da Imprensa.“‘Os Sertões’ (…) foi certamente um marco na história do jornalismo brasileiro e das relações do jornalismo com a literatura. Euclides da Cunha era um simples repórter de geral, especializado em cobertura de eventos políticos, mas com uma percepção social tão extraordinária que logo ganhou o título de sociólogo” Reinaldo Cabral Jornalista, no artigo ‘A epopeia de Euclides da Cunha’ A professora emérita da USP e estudiosa de Euclides da Cunha Walnice Nogueira destacou a qualidade do texto do autor: “[sobre a forma literária de fazer reportagem] basta dizer que escrevia muito bem”. Ainda segundo Nogueira, embora Cunha tenha, devido à perenidade de sua obra, ficado para a história como pioneiro, sua maneira de reportar não era uma exceção à época. “O jornal de 100, 150 anos atrás era muito mais literário que o de hoje”, disse.  Para além de ‘Os Sertões’ “CONTRASTE E CONFRONTOS” (1907) Coletânea de artigos publicados na imprensa, o livro reúne textos que “compõem um retrato dos primeiros anos da República, no qual Cunha expõe sua visão a respeito de figuras históricas, como o marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, e de questões sociais que acompanham o país até hoje, como o descaso com as secas do Extremo Norte brasileiro”, define o site do selo editorial Via Leitura. “PERU VERSUS BOLÍVIA” (1907) Ensaio sobre as fronteiras entre os dois países latino-americanos e o Brasil. Os limites de cada país na região vinham sendo disputados e foram redefinidos em tratados nos séculos 18, 19 e início do 20. A obra teria sido encomendada pelo Barão do Rio Branco, então ministro das relações exteriores. “À MARGEM DA HISTÓRIA” (1909, PUBLICADO POSTUMAMENTE) Cunha liderou em 1904 uma missão exploradora na região Alto Purus, composta de brasileiros e peruanos. Além do ensaio “Peru versus Bolívia”, a expedição rendeu uma série de artigos sobre a região amazônica, reunidos e publicados já após a morte do autor. OBRA POÉTICA Foi reunida pela primeira vez em 2009 por uma edição da editora Unesp.
Fonte:   Juliana Domingos de Lima