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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Cultura Beth Carvalho – mais uma estrela no céu Por Luciana Santos

  
"O coisinha tão bonitinha do pai/ O coisinha tão bonitinha do pai".  Em 1997, foi com estes versos cantados pela Madrinha do Samba, Beth Carvalho, que um robô, programado pela engenheira brasileira da Nasa, Jacqueline Lyra, acordou em Marte, tão longe da Terra e do Rio de Janeiro. 

Nem a própria Beth Carvalho poderia ter imaginado que sua voz e sua música iriam tão longe! Hoje, 30 de abril, ela deve estar encantando os anjos: nesta terça-feira a Madrinha do Samba despediu-se da vida.



Foram mais de 50 anos dedicados à música – desde a década de 1960, e profissionalmente desde 1968. Esta brasileira incrível fez o Brasil e grande parte do mundo cantar e dançar na cadência do samba – e, depois, do pagode. 

Filha de uma família que vivia a música, desde o início uniu sua voz à luta do povo, e sempre apoiou sindicatos, movimentos populares, partidos de esquerda. Sempre ao lado daqueles que lutam pela democracia e pelos direitos do povo. Lições que trouxe do berço – em 1964 seu pai, o advogado João Francisco Leal de Carvalho, foi cassado pelo golpe militar. Seu crime: ter ideias avançadas e não aceitar a ruptura da legalidade democrática. 

Beth Carvalho, que naquele ano completaria 18 anos, arregaçou as mangas e, com a mãe e a irmã Vania, trataram de enfrentar as dificuldades e prover o sustento da família. Ela, cantando, como sempre.



Nesta terça-feira a Madrinha dos brasileiros enriqueceu o céu com mais uma estrela de brilho forte. Em sua homenagem, que soem os tamborins!

Recife, 30 de abril de 2019

Luciana Santos
Presidente do Partido Comunista do Brasil- PCdoB

3ª CAVALGADA DO AGRICULTOR FOI UM SUCESSO!!! PARTE I

 III CAVALGADA RUMO A COMUNIDADE DO SÍTIO CONCEIÇÃO  
   Assessor de Comunicação do STRAF de Nova Cruz, Eduardo Vasconcelos no CLIC dos melhores momentos da CAVALGADA 
  Linda cavalgada!

 Dr. Marcos George - Assessor Jurídico da FETARN presente a 3ª Cavalgada
 Líderes sindicais - juntas estarão na MARCHA DAS MARGARIDAS em agosto - Brasília: Daniele - Tesoureira do STRAF de Nova Cruz, Gabriela, Secretária da Mulher - FETARN e Divina - Secretária de Comunicação da FETARN
Dr. MARCOS GEORGE e Drª MARIONE

Hoje (01) de maio dia alusivo ao DIA DO TRABALHADOR em Nova Cruz já virou tradição! Pois o STRAF (Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Nova Cruz, Rio Grande do Norte promove CAVALGADA DO AGRICULTOR desde de 2017 e já entrou no calendário de grandes eventos voltado para o trabalhador.  Sem falar que também é uma data importante para o STRAF, pois se comemora os 58 anos de fundação do sindicato!

Após o café reforçado aos participantes da residência da Drª Veterinária, Marione, que em seguida o Padre AERTON, pároco de Nova Cruz concedeu as bençãos aos participantes. Após as bençãos iniciou-se a cavalgada rumo a comunidade de Conceição, passando pelo Assentamento José Rodrigues Sobrinho.

Chegando na comunidade do Conceição centenas de agricultores/as e convidados esperam ansiosos pela cavalgada. Ouve discursos das autoridades presentes e da própria representação da comunidade, em seguida foi servido uma feijoada ao som de forró pé de serra.

Várias líderanças prestigiaram o evento, entre elas estavam Marcos George, Divina e Gabriela, todos da FETARN, Prefeito de Nova Cruz, Flávio Nogueira, Secretários Municipais, Gerson Vitor, Venceslau Bráz, entre outros. A líder sindicação, Navegantes do Sindicato das Costureiras do RN, representando a CTB/RN, presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, Janaína, Damião Gomes da Silva, presidente do Conselho Municipal do Desenvolvimento Sustentável de Nova Cruz, entre outras. Além é claro de Edmilson Gomes da Silva, presidente do STRAF.

Obs. Na II etapa desta matéria falaremos mais dos acontecimentos da cavalgada e divulgaremos mais nomes que estiveram presentes.

Projeto Raízes do Capão da Imbuia – Quirera e Roda de Samba

CURITIBA – Mansueden dos Santos Prudente, o Mestre Chocolate, que criou o Bloco Carnavalesco Ideias do Ritmo, é ainda uma das figuras mais influentes da cultura negra curitibana. Em sua casa, no Capão da Imbuia, diversas expressões culturais, artísticas e religiosas da cultura do samba paranaense, perseguidas na época, encontraram um espaço de liberdade e manifestação.
Referência até os dias de hoje, Mestre Chocolate empreendeu há mais de 50 anos ações sociais e movimentos alinhados com pautas debatidas atualmente como o feminismo, racismo, politica, tolerância religiosa e o fazer e cantar samba.
Bloco Carnavalesco Ideias do Ritmo
Em 14 de janeiro 1970, depois de uma passagem pela lendária Escola de Samba Colorado, Mansueden dos Santos Prudente, o Mestre Chocolate, criou o Bloco Carnavalesco Ideias do Ritmo, com sede e samba no Capão da Imbuia, bairro em que o sambista morava há 20 anos. A agremiação fez história ao “botar” seu bloco na rua. Em 1971 a escola sagrou-se campeã com o samba “Réquiem para mamangava”. Neste memorável ano, compunham a mesa de jurados os lendários sambistas Cartola (deu a nota 9,5 para o samba) e Leci Brandão. Durante muitos anos o Bloco movimentou o bairro, numa época em que o carnaval levava muita gente para Avenida.

Foi uns dos grandes articuladores para manter vivas diversas vertentes das culturas de matriz africana. Ele é certamente figura essencial no processo de formação da nossa identidade paranaense. No início da década de 80 ajudou a refundar a Associação das Escolas de Sambas e Blocos Carnavalescos com a presidência de Cláudio Ribeiro e vice de Delci D’avila.
A Volta em Grande Estilo
Bloco Carnavalesco Ideias do Ritmo comemora seu jubileu de ouro em 2020. E nada melhor do que o dia do Trabalhador para iniciar as atividades. Neste 1º de Maio, os remanescentes do Bloco se reúne na casa de uns dos bambas, na rua Leopoldo Belczak, para compor a nova diretoria e definir o tema para o Carnaval do ano que vem. Levado a revelar como será a homenagem aos 50 anos do bloco, Moysés Ramos sai pela tangente, puxando um samba antigo “Somos um bloco pequeno, porém decente e até alinhado”, e lembra uma máxima usado pelo saudoso Chocolate “Eu mordo o Cão e às vezes a Prefeitura”.

Neste domingo (04), “Quirera com Frutos de Suíno”, por conta da Confraria e Roda de Samba. E você leva sua bebida.
Além de desfrutar a música de raiz e um repertório que inclui clássicos desse ritmo tão brasileiro e com sambas de Chocolate, os “lá chegados” saboreiam a Quirera exclusiva, preparada com a tradicional amizade dos Amigos do Capão da Imbuia e dos componentes do Bloco Carnavalesco Ideais do Ritmo.
INFORMAÇÕES: Moysés Ramos (041) 999363342








Governo Bolsonaro retira apoio à divulgação do cinema brasileiro em Cannes

O programa Cinema do Brasil ficou sem o apoio do governo federal para divulgar os filmes brasileiros no Festival de Cannes. É que, conforme informa a coluna de hoje de Mônica Bergamo, a iniciativa era patrocinada pela Apex, mas o contrato venceu e não foi renovado. Com isso, os produtores de cinema tiveram que recorrer ao apoio de empresas e de sindicatos. Sem isso, o cinema brasileiro ficaria sem divulgação em um dos mais importantes eventos do setor no mundo. Sempre é bom lembrar: o cinema ajuda a divulgar a imagem do Brasil no exterior e, com isso, atrai negócios e interesses que podem ser positivos para o país. O Brasil bateu o recorde de produções selecionadas para Cannes. Foram sete.
Um dos filmes selecionados, que concorre à Palma de Ouro, é do diretor pernambucano Kléber Mendonça Filho, que já exibiu em Cannes seu filme Aquarius, em 2016.
Desta vez, ele o longa Bacurau, em codireção com Juliano Dornelles. O filme foi descrito como uma mescla de gêneros como faroeste e ficção científica em pleno sertão nordestino.
Fonte: Brasil Cultura

História do Dia do Trabalho

gg trabalho
No Brasil (assista aqui o discurso de Getúlio Vargas no dia Primeiro de maio de 1951) e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.
A História  o Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos).
No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores. Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes.
Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais.
No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles.
Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes.
O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas. Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho.
Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.
Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.
ANTES DE ASSISTIR O VÍDEO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA

Getúlio Vargas – Discurso do Dia do Trabalho de 1951

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:
– Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)
– Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
Até o início da Era Vargas (1930-1945) eram comuns nas grandes cidades brasileiras certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris (o que não constituía, no entanto, um grupo político muito forte, dada a pouca industrialização do país).
Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo (uma espécie de “ideologia” que não está interessada na desconstrução do capital, mas em sua colaboração com o trabalho).
O trabalhismo foi usado pela propaganda do regime varguista como um instrumento de controle das massas urbanas: isto se vê refletido na forma como o trabalho é visto cada vez mais como um valor.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país.
A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, trasnforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalho.
Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia, até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalho passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.
Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradiconalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PTB) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casas próprias e similares.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalho, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo.
O internacionalismo e o Dia do Trabalho
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A obra teórica de Karl Marx conferiu ao movimento operário um conteúdo ideológico mais sólido que o de outras tendências socialistas. O anarquismo imprimiu um sentido moral e universalista à revolução, que passou a ser o objetivo político do proletariado e do campesinato de alguns dos países mais atrasados no processo de industrialização, como Espanha e Rússia. As duas tendências, representadas por Marx e Bakunin, respectivamente, se uniram em 1864 sob a bandeira da Associação Internacional de Trabalhadores (AIT). Mais conhecida como Primeira Internacional, a AIT foi fundada em Londres com o objetivo de fomentar a solidariedade proletária e promover a conquista do poder por aquela classe social.

Inicialmente, os sindicatos ingleses e franceses detinham a maior representação na Internacional; a partir de 1868, porém, foram criadas seções regionais na Bélgica, Espanha, Suíça, Itália e outros países. A desagregação da Primeira Internacional ocorreu por causa da perseguição movida pelos governos aos seus dirigentes, mas sobretudo pelas discordâncias entre Marx e Bakunin. A derrota da Comuna de Paris em 1871, ensaio frustrado de governo socialista que teve a participação dos internacionalistas, precipitou a dissolução da organização. Durante o Congresso de 1872 em Haia, as seções bakunistas se separaram da AIT e se integraram à Aliança Internacional, uma nova organização anarquista. O fim estava próximo: a Primeira Internacional acabou em 1876, e a Aliança realizou seu último congresso no ano seguinte.
Enquanto isso, a expansão do capitalismo e sua evolução para a etapa imperialista, que se caracterizou por “exportar” para a periferia as contradições do sistema, tornaram possível a concessão de benefícios sociais nos países industrializados. O movimento operário tendeu a orientar suas atividades no sentido de criar organizações sindicais consolidadas e partidos social-democratas nacionais. Em 1889, foi fundada a Segunda Internacional, em que predominava o Partido Social Democrata Alemão. O principal teórico da revisão do marxismo foi Eduard Bernstein, que concebeu a idéia de alcançar o socialismo por um processo de aperfeiçoamento do capitalismo.
Os ideais do dia do trabalho sofreram um duro golpe com a deflagração da primeira guerra mundial  e demonstrou a fragilidade do conteúdo internacionalista dos partidos social-democratas da época, pois cada um apoiou o governo de seu país em lugar de trabalhar pela solidariedade operária entre os países em guerra.
Revolução russa e evolução do movimento operário
Diante do “revisionismo” dos socialistas e social-democratas, os revolucionários russos — principalmente Lenin — promoveram a criação de um partido profissional, que representasse a vanguarda do proletariado. O sucesso da revolução russa de 1917 alimentou, na classe operária de outros países, a ilusão de uma rápida vitória do comunismo internacional, e com isso a Europa viveu, entre 1918 e 1922, um novo período de explosões revolucionárias. Em 1919 fundou-se em Moscou a Terceira Internacional, ou Internacional Comunista. Os partidos social-democratas da Hungria, no poder, combateram a revolução proletária. Nos demais países da Europa, fracassaram as revoltas isoladas dos novos partidos comunistas.
Em reação ao ativismo comunista, surgiram os partidos fascista e nazista, que chegaram ao poder na Itália e na Alemanha, respectivamente. Esses partidos tinham tendência a incorporar, em seus programas, elementos do trabalhismo e do sindicalismo.
O movimento comunista se dividiu em 1938, quando Leon Trotski fundou a Quarta Internacional, oposta ao stalinismo. O anarquista perdeu terreno, na primeira metade do século XX, para a social-democracia e para o comunismo.
Depois de um período de isolamento e decadência, os partidos comunistas voltaram a crescer na Europa, após a segunda guerra mundial, principalmente na França e na Itália. A recuperação econômica do continente fez com que esses partidos assumissem papéis compatíveis com os estados capitalistas democráticos. Os grandes sindicatos socialistas e comunistas da Europa, assim como os sindicatos americanos, se transformaram em instituições integradas ao sistema econômico e social capitalista e chegaram mesmo a colaborar com os governos nos planos de austeridade adotados em épocas de crise. A participação operária em alguns escassos episódios revolucionários, como o de maio de 1968 em Paris, ocorreu à margem das diretrizes sindicais.
O fenômeno de institucionalização do sindicalismo se manifestou com maior intensidade dentro dos regimes comunistas, na União Soviética e nos países do leste europeu. Os tímidos movimentos populares de oposição aos regimes centralizadores ganharam expressão no final da década de 1980. Com a dissolução da União Soviética, em 1991, os trabalhadores dos antigos países comunistas passaram a apoiar abertamente o retorno à economia de mercado. O final do século XX encontrou o movimento operário europeu dividido e ameaçado por conflitos nacionalistas, étnicos e religiosos, no leste, e pelo recrudescimento do nazi-fascismo e do racismo, no oeste.
Atualmente o dia do trabalho é comemorado em quase todo o mundo e representa todas essas lutas do passado.