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domingo, 5 de agosto de 2018

A contrarreforma que nega o acesso ao conhecimento

Em entrevista exclusiva à Giz, a revista digital do SinproSP, o professor Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da USP, critica a Base Nacional Curricular Comum do Ensino Médio. Entre outros problemas, a proposta tenta vender a falsa ideia de uma escola sempre prazerosa, na qual o aluno vai escolher o que e como estudar. Para o professor, a BNCC representa a negação das razões de qualquer escola: garantir o acesso ao conhecimento. Confira a entrevista
Fonte: SINPRO/SP

Bolsonaro versus Cotas

 por Renata Bars.
O que o candidato à presidência diz sobre as políticas afirmativas e como elas funcionam de fato
Muito se fala sobre a política de cotas nas universidades brasileiras e de como ela supostamente afetaria os vestibulares ”tirando” vagas de quem alcança boas notas para beneficiar cotistas negros, pobres, oriundos das escolas públicas com notas abaixo da média. Esse é o discurso do candidato à presidência Jair Bolsonaro, que se espalha pelo país dizendo-se abertamente contra as cotas. Mas, será que é desse modo que elas funcionam mesmo?
Em texto publicado no Facebook, o ex-ministro da educação Renato Janine Ribeiro refutou o discurso do candidato e explicou o mecanismo das cotas nas universidades e institutos federais.
”Metade das vagas são de cotas, metade de competição universal. Os 50% de cotistas são para alunos que vêm do ensino público. As cotas de negros e indígenas ficam dentro desses 50%. Isto é: eles têm que vir do ensino público (portanto, um negro que vem do ensino particular não tem direito a cota) e correspondem ao porcentual de negros ou indígenas no Estado”, escreveu.
Dessa forma, continuou o ex-ministro, ”nos cursos que exigem notas altas para entrar, como Medicina, a nota terá que ser alta tanto para o cotista quanto o não-cotista. Isto é: pode acontecer de um branco, egresso de escola particular, não entrar com nota 5,5 – enquanto um branco, vindo de escola pública (e portanto cotista),entre com nota 5. Ou que entre um negro, de escola pública mas o exemplo que Bolsonaro deu não existe”, afirmou.
A fala de Renato Janine deixa claro que cotistas e não-cotistas não competem entre si, mas apenas concorrem dentro do percentual de vagas destinadas a cada grupo.
Na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) a situação é ainda melhor. Anunciadas no último dia 27 de julho, as cotas para pessoas trans, travestis, pessoas enquadradas no espectro autista e ciganos sairão dos 5% de vagas adicionais criados para esse público, ou seja, haverá vagas além das que já são ofertadas atualmente.

A LEI DE COTAS

Às vésperas de completar seis anos, a Lei de Cotas (12.711), de 29 de agosto de 2012, garante a reserva de vagas em todas as universidades e institutos federais do país para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Em 2015, segundo dados do Ministério da Educação as instituições destinaram pelo menos 37,5% de suas vagas para as cotas.
Em 2017, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), duas das maiores do país, também anunciaram a inclusão do sistema de cotas em seus vestibulares.
A presidenta da UNE Marianna Dias lembra que as cotas são fruto de muita luta do movimento social e estudantil e não podem ser desmerecidas.
”As cotas são uma verdadeira revolução na inclusão social e racial no país. Atualmente mais de 50% das vagas são preenchidas por cotas. Isso significa que milhares de estudantes de escola pública, negros e indígenas, antes sem grandes oportunidades de estudos, estão podendo ingressar na universidade pública”, destacou.

COTISTA SABE MENOS?

Outro aspecto importante sobre as cotas é que elas já quebraram o mito de que estudantes cotistas não conseguem acompanhar os cursos da mesma forma que os não-cotistas.
Em 2015, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresentou dados que comprovavam o desempenho acadêmico de cotistas igual ou superior aos demais alunos.
Ainda, um levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo no ano de 2017 analisou o desempenho de estudantes que ingressaram nas universidades por meio de cotas. De acordo com o resultado, eles se formam com a performance igual a dos demais estudantes, exceto em ciências exatas.
O jornal analisou o desempenho de 252 mil estudantes participantes das edições do Enade de 2014 a 2016.
Em 33 dos 64 cursos, a nota média dos estudantes beneficiados por cotas ou outra ação afirmativa foi superior ou até 5% inferior -desempenho considerado semelhante, pois representa diferença de até dois pontos em cem possíveis em uma prova.
Fonte: UNE

A rainha sem coroa

Dona Madalena foi quem me contou a história. No tempo em que eu tomei por obrigação conhecer e registrar os brinquedos populares de Recife, armado de um pequeno gravador e de uma máquina fotográfica. O meu parceiro Bérgson Queiroz preparou uma lista de vinte perguntas, que fazíamos aos entrevistados. Quando um dono de caboclinho, la ursa ou maracatu falava demais, era um prejuízo. Nosso dinheiro curto só permitia a compra de poucas fitas e cada entrevistado não podia falar mais de uma hora. Com uma disciplina de monges budistas, todas as noites subíamos morros e descíamos ladeiras atrás dos brinquedos que se apresentavam no carnaval. Nesse tempo, não fazia medo se meter pelo Córrego do Jenipapo ou pela Linha do Tiro.
Nas andanças, que duraram alguns anos, eu tive a certeza dos vários Recifes que formam a nossa cidade. Descobri etnias, estratos de culturas, religiões e trabalhos. Constatei que os artistas populares guardam um saber arcaico na forma de narrativas, danças, gestos, cantos, risos e falas. Nada teorizam sobre essa memória, importando-se apenas em repeti-la e ensina-la.
Quando a história aconteceu, dona Madalena era rainha do Indiano, e dona Santa reinava absoluta no carnaval de Recife, como última rainha coroada, segundo a tradição dos reis de Congo. Os colonizadores brancos criaram esse ritual no século XVII e o objetivo é bem fácil de adivinhar. Desejavam manter os escravos agregados em torno das “majestades” e de uma corte eleita por dois anos, em tudo semelhante às cortes européias. Com isso evitavam a insubordinação e as fugas. Os reis e rainhas dos negros eram coroados na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, por um padre ou bispo católico, na presença de autoridades políticas. Após a solenidade, desfilavam pelas ruas da cidade, seguidos de cortejo e batuque. Essa é a origem mais provável do maracatu, que terminou achando lugar no carnaval, como tudo em Pernambuco.
O reinado de Santa começou no Leão Coroado. Dizem que ela assumiu o Elefante para substituir a mãe, que morrera, ou porque se casou com o dono do Maracatu. Ninguém sabe ao certo. O que todos afirmam é a sua imponente majestade. Madalena, antes de ser rainha do seu próprio maracatu, dançara na corte de Santa. Espalharam que as duas não se gostavam, o que não sei se é verdade. Além das disputas entre maracatus, que às vezes terminavam em pancadarias e mortes, Madalena nutria um despeito contra Santa, porque não fora coroada oficialmente. A Igreja Católica, que sempre estivera a serviço do poder instituído, recusava-se a fazer novas coroações. Santa era, portanto, a única rainha de direito. Só ela, além de padres e bispos, poderia coroar uma sucessora.
Costumavam celebrar o aniversário de dona Santa, na sua residência no Ponto de Parada, com o fausto devido a uma rainha. No ano em que a história se passa, convidaram caboclinhos, blocos, troças, alguns maracatus, mas não chamaram o Indiano, nem Madalena. As duas mulheres, poderosas no meio do seu povo humilde, eram também ialorixá, mãe de santo, com uma legião de filhos e mães pequenas. Santa, pelo costume de trajar sempre a cor branca, seria filha de Orixalá e naturalmente calma. Mas não tenho certeza. Madalena era filha de Ogum, orixá dos ferros e da guerra, recebia uma corrente forte, de determinação e luta. Juntou o povo da sua corte e comunicou que todos iriam à festa de Santa e do Elefante, mesmo não tendo sido convidados. Houve protestos, temores, gritos. Consultaram Ifá, o oráculo. Ele mandou que fossem.
Na manhã da celebração, Madalena e os seus desceram o Alto do Pascoal, vestidos a caráter: estandarte na frente, damas de paço, damas de calunga, corte, rei e rainha resguardados do sol pela umbela. Quando avistaram a casa terreiro de Santa, cantaram uma toada. Silêncio. Madalena enviou um emissário e aguardou resposta. Os minutos duravam horas. O emissário retornou acompanhado de um pajem com o estandarte do Elefante. O vassalo curvou-se diante do estandarte do Indiano, cruzando as duas bandeiras no alto, em sinal de cumprimento e boas vindas. O cortejo foi recebido e Dona Santa, sentada num trono, pediu que Madalena ficasse à sua direita durante toda a festa.
– Madalena – perguntou Santa –, você sabe como é que se coroa uma rainha?
–Não sei não, senhora – respondeu a majestade do Indiano.
– É na Igreja do Rosário dos Pretos. Venha me visitar uma tarde dessas, que eu lhe ensino tudo. Vou coroar você rainha.
O resto não se escutou. Os batuques de todos os maracatus presentes à festa decidiram tocar juntos. As vozes ficaram abafadas como a verdade dos povos negros, que teimam em resistir. Apesar dos empresários da cultura, que a cada ano lançam na rua os seus maracatus caça-níqueis, sem linhagem de santo, sem vínculo de nação. Simulacros grotescos, cortejos mortuários de nagôs, jejes e xambás. Estilizações, arremedos exaustos de gestos milenares, sem qualquer tradição. Alheios aos sentimentos que moviam Santa, o desejo de coroar uma sucessora.
Coisa que não fez. A morte a levou alguns dias depois da promessa.
Fonte: Blog de Ronaldo Correia de Brito

ABERTA INSCRIÇÕES PARA CONCESSÃO DE RÁDIO COMUNITÁRIA

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações publicou, sexta-feira (3), edital convocando fundações e associações interessadas em prestar serviço de radiodifusão comunitária nos estados de Alagoas, Maranhão, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As entidades precisam estar sediadas na área para qual pretendem atuar.
O prazo para inscrições é de 60 dias, a contar a partir de hoje. A íntegra do edital, e seus anexos, encontram-se disponível fisicamente no Espaço do Radiodifusor do MCTIC, na Esplanada dos Ministérios, Bloco R, Anexo B, Sala 307B Oeste, Brasília/DF. Também pode ser acessado no sítio eletrônico (http://www.mctic.gov.br ), disponível no Espaço do Radiodifusor => Rádio Comunitária => Publicações.
Fonte: Brasil Cultura