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GRUPO DE CAPOEIRA CORDÃO DE OURO-NOVA CRUZ/RN REALIZOU O BATIZADO E TROCA DE CORDA FECHANDO COM CHAVE DE OURO! CONFIRAM!!!

FINAL - FOTO HISTÓRICA  - GRUPO DE CAPOEIRA CORDÃO DE OURO MOMENTO DO "ESQUENTE"  MOMENTOS DECISIVOS - MUITA CONCENTRAÇ...

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Após reunião conjunta, setores do ANDES-SN organizam agenda de lutas


Os representantes das seções sindicais do ANDES-SN dos setores das Instituições Federais (Ifes), Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes) participaram no último fim de semana (13 e 14), em Brasília (DF), da reunião conjunta com os grupos de trabalho de Carreira (GTC), Política Educacional (GTPE) e de Política de Formação Sindical (GTPFS) para discutir os ataques à categoria docente e à Educação Pública. No dia 15, os setores se reuniram separadamente para discutir as pautas específicas e organizar agenda de lutas.

A reunião conjunta, realizada no auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (Adunb - Seção Sindical do ANDES-SN), foi uma deliberação do 37º Congresso do ANDES-SN, que aconteceu em janeiro deste ano, em Salvador (BA),

A primeira mesa, na sexta (13), teve como tema os “Desafios da organização sindical e precarização em contextos de Multicampia”. De acordo com Renata Rena, da coordenação do Setor das Ifes, o debate reiterou o acúmulo que o Sindicato Nacional já tem sobre a temática e ainda apontou os novos desafios.

“Não é uma questão burocrática, que vai dar conta de resolver o desafio da multicampia, mas é uma questão de organização sindical pelo local de trabalho, com base na realidade da seção sindical daquela instância, fazendo com que as particularidades daquela seção sindical não firam o que temos como estatuto do Sindicato Nacional, o qual impede, por exemplo, o voto por procuração, e busca assegurar a maior democracia possível”, destacou. Segundo Renata, o debate sinalizou a necessidade de continuar discutindo a questão no âmbito dos grupos de trabalho locais e do GTPFS nacional.

Na sequência, foram abordadas as “Formas de controle do trabalho docente e ataques à autonomia”, tanto nas IFE quanto nas Iees/Imes. Para a diretora do ANDES-SN, há um avanço alarmante, em ambos os setores, de controle do trabalho docente através de formulários eletrônicos, impostos aos docentes, o que representa ainda uma ampliação do trabalho realizado fora de sala de aula, mas que não é considerado como atividade docente.
“Ficou muito enfático que precisamos realizar um levantamento nas instituições para tirarmos uma ação conjunta, enquanto Sindicato Nacional, para tentar barrar mais esse ataque, que vem crescendo de forma alarmante. São instrumentos que as universidades e institutos têm criado, com diferentes nomes, cujo objetivo é o mesmo, vigiar a produção e o trabalho docente”, explica Rena.

Caroline Lima, da coordenação do Setor das Iees/Imes, reforçou também que o controle do trabalho docente é uma precarização do trabalho imposta a toda a categoria. “Fizemos uma análise de como estamos sendo ainda mais precarizados, como estamos ficando sem tempo livre e isso é evidenciado no processo de adoecimento de professores e professoras. Foi discutido ainda como as relações de poder nas universidades estão ficando muito mais acirradas, com esse modelo atual de gestão e de trabalho, que está sendo imposto à categoria”, comentou Caroline.

Os docentes discutiram também a reforma do Ensino Médio e a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e os ataques promovidos nos diferentes níveis de educação, através da imposição da alteração curricular na Educação Básica e Fundamental. Por fim, a última mesa da reunião conjunta dos setores e GTs tratou do tema “Carreira Docente e Ensino Básico nas Instituições de Ensino Superior: ameaças e precarização do trabalho docente”. Foi feito um resgate do processo histórico do ANDES-SN no debate e na construção de um projeto de carreira.

“Não é uma discussão que se inicia agora, é um projeto que foi construído lá em 2010 no GT Carreira e que, a aprovação de sucessivas alterações na legislação - em 2012, 2013 e 2015 -, frutos de acordos que não foram assinados pelo nosso Sindicato, significaram uma profunda desestruturação da carreira do professor federal”, contou Renata Rena, ressaltando a urgência de se aprofundar o debate e a compreensão de que, ao término do prazo do último acordo assinado, em 2019, não existirá mais, por exemplo, no corpo da Lei, a relação proporcional de remuneração entre os regimes de 40 horas, que era o dobro de 20 horas, e a Dedicação Exclusiva (DE), que deveria ser 210% do valor de 20 horas.



Setor das Ifes
Renata Rena conta que após os debates conjuntos, foram realizadas reuniões específicas de cada setor, que com base no acúmulo dos debates, tiraram indicações de agenda de lutas e encaminhamentos para organizar as ações dos docentes. A reunião do Setor das Ifes apontou a urgente necessidade de apurar dados referentes à situação orçamentária das universidades e institutos, para subsidiar a luta da categoria.


Com isso, a coordenação irá solicitar às seções sindicais, o envio de um levantamento sobre as condições orçamentárias nas instituições federais de ensino, com base na a previsão de verba de custeio e capital para 2018, nos cortes de bolsas de acesso e permanência estudantil, bem como aumento de tarifas de Restaurantes Universitários, e o corte no pagamento de salário e demissões de trabalhadores terceirizados.

“Esses dois últimos pontos são exatamente o estopim da crise na UnB, hoje. Esse cenário também foi apresentado por outras seções sindicais. Então, na próxima reunião do setor, iremos aprofundar essa discussão, a partir de dados de outras instituições”, comentou. 

Outra informação que as seções sindicais deverão encaminhar ao Sindicato Nacional é referente à existência de verbas orçamentárias oriundas de emendas parlamentares. “Sabemos que há deputados oferecendo recursos para algumas reitorias através de emendas, para tapar os buracos dos cortes orçamentários e, assim, não ficar explícito, da maneira como deveria, as consequências da Emenda Constitucional 95. Vamos fazer um debate na próxima reunião do Setor das Ifes em relação a isso, para avaliar quais ações mais concretas podemos tomar”, contou Renata.

A reunião do Setor das Ifes apontou um calendário de mobilização que prevê rodadas de assembleias nas universidades até dia 27 de abril para debater propostas de cronograma para mobilização pela revogação da EC 95, da reforma Trabalhista e da Lei das Terceirizações; a construção unitária de atos no dia 1º de Maio classista, em conjunto com a CSP-Conlutas, entidades do campo da educação, dos servidores federais e movimentos sociais. A próxima reunião do Setor das Ifes ficou agendada para os dias 26 e 27 de maio.
Renata Rena ressalta a importância das seções sindicais se empenharem no levantamento das informações e realização das assembleias. “Precisamos de uma materialidade, pois - apesar de todo o cenário que já visualizamos no dia a dia da universidade que foi radicalmente transformado pelos cortes -, qualificando o debate com dados, criamos uma estratégia de luta mais efetiva para fazer o enfrentamento necessário”, conclui.


Setor das Iees/Imes

Assim como os docentes do Setor das Ifes, os representantes das seções sindicais das Estaduais e Municipais se reuniram para discutir suas questões específicas, com base no acúmulo do debate da reunião conjunta. Caroline Lima, da coordenação do Setor das Estaduais e Municipais contou que os docentes das universidades estaduais vivem hoje uma realidade nacionalizada de arrocho salarial, acordos não cumpridos pelos governos estaduais, e direitos trabalhistas que não estão sendo garantidos.


“Mas isso não significa dizer que não há resistência. A greve da Unimontes é um exemplo disso. A greve vai ser pautada também na Uemg [Universidade do Estado de Minas Gerais]. As estaduais da Bahia estão com indicativo de greve aprovado e com ato e paralisação na pauta, sendo que algumas já aprovaram a paralisação e outras estão com assembleia agendada, e a realização um ato público em Salvador, para lutar contra os ataques às universidades e todos os direitos trabalhistas e, também denunciando o maior arrocho salarial, nos últimos 20 anos, nas universidades estaduais”, acrescentou.
Caroline contou ainda que a reunião do Setor das Iees/Imes também indicou a realização de um Dia Nacional de Paralisação, em 23 de maio, durante a Semana Nacional de Lutas das Estaduais e Municipais, proposta para 21 a 25 de maio. “A ideia é que nesse dia, não haja apenas paralisação, mas sejam realizadas atividades dentro das universidades, para movimentar e ocupar a universidade com atividades, sejam debates, panfletagens, manifestações culturais. Cada seção sindical, a partir da sua realidade, pensará que tipo de atividade pode realizar”, explicou.  

De acordo com a coordenadora do Setor das Iees/Imes, os debates do final de semana mostraram a necessidade de ampliar a mobilização da categoria, frente os ataques postos. “Reforço a importância de a categoria participar da semana de lutas e das ações preparatórias, para que a gente consiga mobilizar todo o setor nacionalmente durante 21 a 25 de maio. Isso é papel de toda categoria”, afirmou Caroline.


Homenagem à Marielle e Anderson

Na manhã do dia 14 (sábado), antes de iniciar os trabalhos, os docentes se reuniram em um ato para marcar os 30 dias do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. “Foi um momento de tristeza, comoção e revolta em relação a esse crime, que completou 30 dias sem solução, mas também um momento de homenagem ao que Marielle representa, e à sua força de luta. Iremos continuar lutando, não só para que haja justiça em relação a esse crime, mas também para que violências dessa natureza não mais ocorram”, contou Renata Rena.

Fonte: FASUBRA


ENTIDADES POLÍTICAS - SINDICAIS - ESTUDANTIS E CULTURAIS CRIARÃO FRENTE POPULAR POR UM BRASIL LIVRE!

 Lideranças reuniram hoje no SINTE - Nova Cruz para pautar reunião do próximo sábado

 Pré reunião foi muito proveitosa

Hoje (19) pela manhã no auditório do SINTE-RN de Nova Cruz, lideranças se reunião em pré reunião e discutiram uma agende de pontos que serão abordados na reunião geral que ocorrerá próximo sábado no Auditório dos Trabalhadores/as em Educação, secção Nova Cruz/RN, ás 9 horas.

Após uma hora e meia de debates foi feita uma pré agenda para ser aprovada no inicio da referida reunião programada para sábado.  Serão agregadas várias entidades para fortalecer o grande ato que acontecera  ainda esse mês em Nova Cruz;

Todos fores, estudantes, entidades culturais e a sociedade como um todo; O Brasil precisa se levantar e ir as ruas para denunciar não só o golpe, mas exigir mais transparências nas ações governistas e que o pleito eleitoral que se aproxima seja transparente e democrático, como também o descaso do governo federal para as ausências das políticas públicas e contra as tiradas de direitos garantidos na /constituição de 88.

Participaram da pró reunião: Antonio Duarte e João Maria Campos, ambos do SINTE-NOVA CRUZ, João CABRAL - SINTRAF-Santo Antonio, Claudio Lima - radialista e professor Eduardo Vasconcelos, representando o PCdo B, STRAF/STTTR-Nova Cruz e o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN.

Desde já a pró comissão conclama toda a sociedade agresteira a se fazerem presentes a reunião do dia 21 (sábado), ás 9 horas na sede do SINTE de Nova Cruz.

Atenciosamente,

Membros da Pró Comissão Frente Brasil - Região Agreste Potiguar

História da Política Cultural no Brasil (1981-1993)

História da Política Cultural no Brasil (1981-1993)

Programa

Esse ciclo de debates joga luz sobre as políticas culturais brasileiras entre 1981 a 93. Procura-se demonstrar como estas impactaram a realidade, provocando transformações, bem como permitindo o envolvimento de novos atores que se tornam partícipes do processo de mudanças da sociedade brasileira.


O ciclo tem a curadoria de Fábio Maleronka Ferron, e propõe discutir esse período, o qual engloba o processo de construção do MinC em 1985 e as polêmicas em torno da pertinência ou não de sua criação; a gestão de Celso Furtado e a criação da Lei Sarney; a campanha presidencial de 1989 e o ano de 1990, quando o presidente eleito impôs uma verdadeira mudança que impactou significativamente o campo cultural. 



A extensão e o significado do impacto causado pelas medidas baixadas naquele ano por Collor, que levaram à extinção do MinC, da Lei Sarney e à dissolução de inúmeras fundações, bem como as repercussões que essas mudanças causaram na vida de artistas, intelectuais e gestores culturais são analisadas. 



E, finalmente, o debate sobre o período de distensão, a gestão Sérgio Paulo Rouanet e a política cultural até o ano de 

1993.
25/04 _ A despedida do Ministério da Cultura e artistas em pé de guerra  (1989- 1990) 
Com Brasílio SallumWagner de Melo RomãoDimitri Pinheiro da Silva e Yacoff Sarkovas.


02/05. Política Cultural em estilo soft e mecenato privado (1991-1993) 
Com Francisco WeffortIsaura BotelhoMaria Arminda do Nascimento Arruda e Nabil Georges Bonduki
Mediação: Fabio Maleronka Ferron.



As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.



Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Foto: Matheus José Faria)

Palestrantes

Nabil Georges Bonduki

Nabil Georges Bonduki

Professor de Planejamento Urbano da FAU-USP. Quando vereador, foi o relator e autor do texto aprovado do Plano Diretor Estratégico de SP (2002/14).

(Foto: Acervo Pessoal)


Albino Rubim

Albino Rubim

Professor do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade e do Programa de Artes Cênicas, ambos da UFBA.

(Foto: Acervo Pessoal)
Angelo Oswaldo de Araújo Santos

Angelo Oswaldo de Araújo Santos

Secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais. Foi presidente do Instituto Brasileiro de Museus. Jornalista, escritor e advogado.

(Foto: Acervo Pessoal)
Brasílio Sallum

Brasílio Sallum

Professor de Sociologia da USP. Participa dos conselhos editoriais das revistas: Lua Nova - Revista de Cultura e Política e Tempo Social - Revista de Sociologia da USP.
Dimitri Pinheiro da Silva

Dimitri Pinheiro da Silva

Possui mestrado e doutorado em Sociologia pela USP. Realizou estágio sanduíche no Women Research Center da Universidade da California.

(Foto: Acervo Pessoal)
Fábio Magalhães

Fábio Magalhães

É diretor artístico do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba. Dirigiu a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Presidiu o Memorial da América Latina.

(Foto: Acervo Pessoal)
Fabio Maleronka Ferron

Fabio Maleronka Ferron

Foi Diretor Geral de Programação e Eventos da Secretaria Municipal de Cultura de SP, e consultor do Ministério da Cultura em Brasília (Centro de Gestão e Assuntos Estratégicos) durante a gestão Gilberto Gil.

(Foto: Acervo Pessoal)
Francisco Weffort

Francisco Weffort

 Foi ministro da cultura entre 1995 e 2002. Foi professor da USP na cadeira de Ciência Política. É autor de O Populismo na Politica Brasileira – (Ed.Paz e Terra), entre outros.

(Foto: Garapa - Coletivo Multimídia. CC 2.0)
Heloisa Buarque de Hollanda

Heloisa Buarque de Hollanda

É diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ, onde desenvolve o projeto Universidade das Quebradas.

(Foto: Marcelo Correa)
Isaura Botelho

Isaura Botelho

Pós-doutora no Département des études, de la prospective et des statistiques do Ministério da Cultura e Comunicação da França. É consultora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

(Foto: Acervo Pessoal)
Joaquim Toledo Jr

Joaquim Toledo Jr

Possui doutorado em Filosofia pela Unicamp. É pesquisador do Núcleo Direito e Democracia (Cebrap) e autor do livro didático Filosofia Cidadã (AJS, 2016).
Lia Calabre

Lia Calabre

Doutora em História pela UFF, onde é professora do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades. Pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa.

(Foto: Acervo Pessoal)
Marcelo Ridenti

Marcelo Ridenti

Professor de Sociologia no IFCH –UNICAMP. Autor de “Em busca do povo brasileiro: artistas da revolução, do CPC à era da tv” (Ed. UNESP).

(Foto: Acervo Pessoal)
Maria Arminda do Nascimento Arruda

Maria Arminda do Nascimento Arruda

É professora do Departamento de Sociologia USP. Autora de “Florestan Fernandes: Mestre da Sociologia Moderna” (Ed. Paralelo 15), entre outros.

(Foto: Cecilia Bastos)
Maria Rita Kehl

Maria Rita Kehl

Psicanalista, ensaísta e jornalista. Autora de "O tempo e o cão - atualidade das depressões", que recebeu o Jabuti do Ano em 2010.

(Foto: Acervo Pessoal)
Pablo Ortellado

Pablo Ortellado

Professor do Curso de Gestão de Políticas Públicas da USP. É coautor do livro "Movimentos em marcha: ativismo, cultura e tecnologia".

(Foto: Acervo Pessoal)
Wagner de Melo Romão

Wagner de Melo Romão

É professor do Departamento de Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. É pesquisador do CEBRAP.

(Foto: Acervo Pessaol)
Yacoff Sarkovas

Yacoff Sarkovas

Sócio e CEO da Edelman Significa e da Zeno, no Brasil. Foi membro fundador da Rede Brasil e da Rede Latino-Americana de Promotores Culturais.

(Foto: Retratos Edelman Significa 217)
Rosa Freire d’Aguiar Furtado

Rosa Freire d’Aguiar Furtado

É tradutora e editora. Recebeu o prêmio Jabuti de tradução e o União Latina de Tradução Científica. É presidente do conselho deliberativo do Centro Celso Furtado.

(Foto: Carlos Will)

Fonte: http://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br

Ouça “História Hoje” 19/04/: Índios ainda lutam para manter identidade étnica mesmo tendo um só dia seu


Eles caçavam, pescavam e garantiam a sobrevivência com o que viesse da natureza. Corriam livres e sem roupa e não sabiam o que era sentir vergonha da própria nudez. Também tinham o dom de entoar conversas em uma língua que mais parecia um canto. E sempre seguiram rituais e brincadeiras quase infantis.
Apresentação Carmen Lúcia
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Curiosamente faziam cerimônias de consultas  aos animais da floresta e aos seus antepassados. Conversavam longamente com os chamados velhos espíritos e diziam ser intuídos por essa gente que já partiu.
E assim traziam do mundo “sobrenatural”, do mundo de lá, segredos, novos ritos e remédios. Praticavam suas curas com ervas, talos, folhas… Uma verdadeira pajelança. E pra quem quem não sabe o que é isso, faço uma pausa nessa prosa e explico: pajelança é um ritual de cura realizado pelo líder espiritual e curandeiro da aldeia.
Quem eram eles? Eles eram, para simplificar a conversa, um povo feliz com suas características e tradições. Mas um povo que foi forçado a “embranquecer…”
E quem é essa gente de quem falo? Nativos? Aborígenes? Indígenas? Qualquer uma dessas palavras os aprisiona, lhes tira o bem maior…  Porque liberdade é sempre o nosso maior bem.
A expressão aborígenes, nativos, ou índios, por definição, é a forma com que fazemos referência às populações que vivem numa determinada área antes da sua colonização ou, ainda, uma forma de nos referirmos a um povo que, após a colonização, não se identifica com o povo que os coloniza.
Desta forma, povo indígena, ao pé da letra, no sentido literal quer dizer “originário de determinado país, região ou localidade.  E apenas isso? Uma definição que não os define!? Depois de colonizados que direitos têm os índios? Como garantir que sua língua e seus costumes não desapareçam?
Com essas questões em mente, em 1940, foi realizado, no México, o I Congresso Indigenista, onde foram discutidos temas referentes à qualidade de vida dos índios. E, para dizer o mínimo, isso balançou com a cabeça de muitos governantes.
Três anos depois, no Brasil, Getúlio Vargas, que era o presidente do país na época, decretou que em todo dia 19 de abril seria comemorado o Dia do Índio. E isso demarcaria uma nova forma de ver, pensar e tratar as questões que iriam garantir aos índios suas terras, sua cultura e suas tradições.
Os indígenas ainda lutam para assegurar às gerações futuras seus territórios ancestrais e sua identidade étnica e cultural. Lutam para que seu povo não desapareça e para que o dia 19 de abril não seja apenas uma data em sua homenagem.
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira.

“Maracatu é religião” dizia Mestre Afonso, que se ‘encantou’ doming


Nem a morte fará desaparecer da memória dos pernambucanos a grande figura do babalorixá Mestre Afonso, líder do centenário Maracatu Nação Leão Coroado, que se encantou na noite do último domingo (15). Seu batuque silenciou, mas o trabalho de duas décadas à frente do Leão Coroado não terá sido em vão, pois uma nova geração continuará, certamente, a obra do Mestre, apesar da inexistência, agora, de um sucessor por ele preparado.
Afonso Gomes de Aguiar Filho nasceu no Recife há 70 anos. Foi de Luiz de França (1901-1997), uma das grandes referências no maracatu de baque virado do estado, que herdou em outubro de 1997 o comando do legítimo maracatu de nação africana, símbolo da resistência negra em Pernambuco, em compromisso com os orixás. Apesar de liderar um grupo vencedor de muitos carnavais, Mestre Afonso discordava dos que consideram o Leão Coroado uma manifestação pagã, uma “agremiação” carnavalesca. “Maracatu, não é carnaval. É religião”, defendeu o Mestre, em 2013, em entrevista ao Jornal do Commercio.
Na mesma entrevista, ele manifestou discordância também quanto à estilização dos maracatus em Pernambuco, que ganhou força na década de 1990. Incomodava o mestre, o fato de outros grupos modificarem elementos tradicionais dos maracatus, com o acréscimo de novas organizações, instrumentos e fundamentos. “Os maracatus saem por aí com toques dos abês. É bonito demais, só que não é coisa de maracatu. No toque do candomblé, da nação nagô, não há abês”, disse ao JC, em referência ao instrumento feito com cabaça coberta por uma rede de miçangas. Esse “desvirtuamento” levou Mestre Afonso a retirar o Leão Coroado do circuito oficial do carnaval do Recife.
A atuação do mestre como dirigente e líder religioso do grupo incluía ainda uma forte defesa da cultura e da tradição africana, negra e pernambucana. Em março deste ano, sob sua liderança, o Maracatu Leão Coroado passou a manter um projeto de salvaguarda do patrimônio imaterial, com o compromisso de registrar os aspectos positivos e também de luta enfrentados pelo grupo.
O corpo de Mestre Afonso foi sepultado no fim da tarde desta terça-feira (17) ao som de toadas africanas e o rufar de tambores e alfaias, numa cerimônia emocionante. O Leão Coroado aguarda a finalização do axexê (cerimônia fúnebre realizada após o enterro de um iniciado no candomblé), que dura sete dias, para definir os rumos da Nação.
Luciana lamenta morte

Em sua página no Facebook, a deputada federal e presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, manifestou sua tristeza pelo falecimento de Mestre Afonso. “Neste domingo recebemos a triste notícia do falecimento do Mestre Afonso. Aos 70 anos ele era símbolo de resistência negra e cultural em Pernambuco e estava à frente do Maracatu Leão Coroado, agremiação mais antiga do estado, há mais de 20 anos, sucedendo o mestre Luís de França que exerceu a função de 1954 até 1997.

Mestre Afonso esteve conosco nas mobilizações pela instituição de um dia nacional do Maracatu e em tantas outras atividades em defesa da cultura pernambucana. Dedicou seu tempo a compartilhar seu conhecimento e seu amor pelas expressões culturais através de atividades educativas como aulas de percussão e toque de candomblé, oficinas de feitura e manutenção dos instrumentos musicais, além de confecção do vestuário do maracatu, entre outras ações de reunião e fortalecimento do maracatu e suas tradições. Um legado que inspira respeito e homenagens”.
Secult/Fundarpe

Em Nota divulgada nesta segunda-feira (16), a Secretaria de Cultura do Estado e a Fundarpe destacam : “Afonso sempre se mostrou um mestre generoso, dedicando seu tempo a atividades educativas como aulas de percussão e toque de candomblé, oficinas de feitura e manutenção dos instrumentos musicais, além de confecção do vestuário do maracatu”.

Patrimônio Vivo
O Maracatu Nação Leão Coroado foi fundado em 1863, sendo uma das mais antigas nações em atividade. Suas cores oficiais são o vermelho e o branco, em honra ao orixá Xangô, patrono do grupo. Foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2005.
Maracatu Nação de baque virado, o Leão Coroado é uma forma de expressão que congrega conjunto musical percussivo a um cortejo real e alcança maior destaque nas saídas às ruas para desfiles e apresentações no período carnavalesco. É realizado por comunidades situadas, em sua maioria, nos bairros periféricos da Região Metropolitana de Recite.
A tradição do Maracatu Nação articula relações comunitárias, práticas culturais, memórias e vínculos fundamentais com o sagrado, sobretudo por meio da relação desses grupos com os Xangôs e com a Jurema Sagrada. Enquanto expressões culturais enraizadas nas comunidades detentoras, carregam elementos essenciais para a memória e identidade da população afro-brasileira, parte constituinte da diversidade cultural do país. Recebeu o título de Patrimônio Cultural do Brasil em 2014.
Do Recife, Audicéa Rodrigues, com informações da Internet, Iphan e jornais locais.

Ciclo de debates no Sesc discute a história da Política Cultural no Brasil


Este mês, o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – São Paulo / SP) realiza um ciclo de debates sobre as políticas culturais brasileiras entre 1981 e 1993. A ideia é demonstrar como estas políticas impactaram a realidade, provocando transformações, bem como permitindo o envolvimento de novos atores que se tornam partícipes do processo de mudanças da sociedade brasileira. 

Com curadoria de Fábio Maleronka Ferron, o ciclo propõe discutir esse período e nesta quarta (18) o assunto será sobre Os ensaios sobre a Cultura (1986-1988), com participação de Angelo Oswaldo de Araújo Santos, secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais; Fábio Magalhães, diretor artístico do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba; Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da USP; e Rosa Freire d’Aguiar Furtado, tradutora e editora. No dia 25, o tema será A despedida do Ministério da Cultura e artistas em pé de guerra, e no dia 2 de maio, o ciclo se encerra falando sobre a Política Cultural em estilo soft e mecenato privado. Os encontros acontecem sempre das 19h às 21h e o investimento é de R$ 60. Para mais informações, clique aqui.