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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Mostra em Recife traz como um dos enfoques as lutas políticas atuais

Até a 18 de agosto 21 filmes (oito inéditos no Recife) serão exibidos no Jardim Botânico, Cinema São Luiz, UFPE e na comunidade Ilha de Deus, com presença de realizadores. Oficinas, saraus, debates e atividades culturais completam a programação em três eixos temáticos: Cidades & Conflitos, Povos & Territórios e Ecossistemas & Biodiversidade; sessão especial de “Terra em Transe” marca os 50 anos da obra de Glauber Rocha.
A arte oficial do evento traz um conceito de encaixes gráficos desenvolvido pelo animador Bruno Cabús. A curadoria do crítico e pesquisador André Dib é composta por três longas e 17 curtas-metragens, além da Sessão Guerrilha, com filme surpresa na UFPE.
Segundo o coordenador da mostra e produtor cultural Rafael Buda, a terceira edição da MARÉ pretende trazer à tona questões que apesar de urgentes, não são debatidas com profundidade pela população da Região Metropolitana do Recife. ”A 3ª MARÉ se consolida com um debate urgente sobre a cidade que temos e a cidade que queremos. Seus conflitos, a interação do homem com o meio ambiente e as lutas políticas atuais são fios condutores para uma reflexão que permeia toda a programação. Assim, como o fluxo da maré, apresentamos filmes que traduzem esse sentimento e escancaram nossas contradições”.
Nessa edição, a MARÉ não abordará uma única temática, como em edições anteriores. Três temas guiarão as sessões de exibição, assim como os debates e demais atividades. Os desafios da mobilidade urbana, a luta pelo direito à moradia, o desmonte dos espaços públicos coletivos e outros tópicos estarão reunidos no debate acerca das Cidades & Conflitos.
Já o processo de homogeneização das tradições e culturas, provocadas pela globalização, serão refletidas no eixo Povos & Territórios, que discutirá a busca por um equilíbrio entre o desenvolvimento e a valorização da cultura popular, o respeito pelas diferentes etnias e a manutenção dos povos tradicionais. E como não poderia deixar de ser em uma mostra ambiental, problemáticas atuais envolvendo Ecossistemas & Biodiversidade serão discutidas.
A MARÉ será dividida em duas etapas. A primeira, de 07 a 11 de agosto, com a realização das oficinas de Sensibilização Ambiental (com Daniele Carvalho, bióloga, professora, educadora ambiental e coordenadora de formação da MARÉ) e Vídeo ambiental (com Lilian Alcântara, cineasta), na Escola Professor José da Costa Porto, localizada na Ilha de Joana Bezerra (comunidade do Coque) e na Escola Poeta Jonatas Braga, em Campo Grande. A segunda etapa acontece entre os dias 12 e 18 de agosto, com a apresentação da mostra audiovisual, debates e atividades culturais no Jardim Botânico do Recife, no Cinema São Luiz, na UFPE e na Ilha de Deus.
Seis curtas-metragens abrem a MARÉ no Jardim Botânico do Recife: História Natural (PE), de Júlio Cavani; Retratos da Alma (DF), de Leo Bello; Ruínas (PE), do coletivo Jacaré Vídeo; Frequências (PE), de Adalberto Oliveira; Disforia Urbana (PE), de Lucas Simões; e Da margem do rio o mar (GO), de Rei Souza. Nesse dia, também será ofertada uma oficina de Sensibilização Ambiental. Já no segundo dia, haverá mais quatro curtas-metragens: a ficção paulista Animais (SP), de Guilherme Alvernaz; Exília (PE), de Renata Claus; Lá do alto (RJ), de Luciano Vidigal; e Em busca da terra sem males (RJ), de Anna Azevedo. O Sarau Poético Cordel Animado fecha a programação do Jardim Botânico.
De segunda a quarta (14 a 16 de agosto) o Cinema São Luiz será a casa da MARÉ, numa programação com mesas de debate e filmes exibidos no padrão profissional DCP, com entrada ao preço único de R$ 5 (bilheteria abre às 18h). Seis filmes serão exibidos, quatro deles inéditos no Recife; antes de cada sessão será formada uma mesa com debatedores que tratarão sobre os temas: “A contradição do capital tem gênero, cor e orientação sexual”; e “O colapso ambiental e a segunda natureza”.
Ocorrerá também, no mesmo cinema, a sessão comemorativa de 50 anos de Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha. O filme reflete sobre a sociedade brasileira da década de 1960, e continua muito atual dentro da conjuntura política do país. Após ser restaurado em 2007 por Paloma Rocha, cineasta e filha do diretor do filme, a obra voltou as salas de cinema nesse ano de 2017. A MARÉ será a responsável pela primeira exibição no Recife, no dia 14 de agosto, as 19h30. A sessão será precedida pelo debate: “Terra em Transe – 50 anos depois num país em transe”, que contará com a participação de Alexandre Figueiroa, que é professor e crítico de cinema, e com mediação de Luiz Joaquim, também professor e crítico de cinema.
No último dia de atividades, o evento acontecerá na comunidade da Ilha de Deus, que fica localizada no bairro da Imbiribeira. Os presentes participarão de uma visita guiada e ao chegar na comunidade, serão recepcionados pelo Sarau Poético “As Cumade”. Logo após, será formada uma mesa com o tema “Fissura no capital e o turismo de base comunitária” e serão exibidos, na sequência, cinco curtas: os pernambucanos Pequena área, de Tiago Martins Rêgo e Sebba Cavalcante; Fora Presídio, do Coletivo Ficcionalizar; Fotograma, de Luís Henrique Leal e Caio Zatti; Iluminadas, de Gabi Saegesser; e o baiano Latosolo, de Michel Santos.
O festival contará ainda com três saraus: “O Cordel Animado”, no domingo (13) projeto integrado pela escritora e contadora de histórias Mariane Bigio, e sua irmã, a musicista Milla Bigio. A dupla prepara um repertório de histórias autorais em Cordel, permeadas por música e sonoplastia; “SLAM da Maré”, na quinta (17), que será comandado pelo Coletivo recifense Controverso Urbano e consiste numa batalha poética em que pessoas leem ou recitam textos autorais. O SLAM é visto como um espaço livre de expressão da cena artística alternativa e jovem, principalmente da periferia; por fim, na sexta (18) haverá o espetáculo “As Cumade”, formado pelas poetas Anaíra Mahin e Lu Rabelo, que desenvolvem um trabalho hibrido com poesia, teatro e música. As apresentações performáticas e temáticas possuem grande viés político de conscientização.
A MARÉ é uma realização Asaga Audiovisual e conta com produção da Bonsucesso Comunicação e Cultura, incentivo do Fundo Municipal de Meio Ambiente do Recife e apoio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentabilidade e Meio Ambiente do Recife.
Confira a programação completa do festival:
Sábado 12/08
Jardim Botânico do Recife (Entrada franca)

09h – Mostra de curtas
História natural (PE, 2014, 14’), de Júlio Cavani
Retratos da alma (DF, 2017, 20’), de Leo Bello *
Ruínas (PE, 2017, doc, cor, HD, 3’24’’), do Coletivo Jacaré Vídeo

10h – Mostra de curtas
Frequências (PE, 2017, doc, cor, DH, 19’), de Adalberto Oliveira
Disforia Urbana (PE, 2015, doc, cor, HD, 12’), de Lucas Simões
Da margem do rio o mar (GO, 2017, doc, cor, HD, 13’), de Rei Souza *
10h – Oficina de Sensibilização Ambiental

Domingo 13/08
Jardim Botânico do Recife (Entrada franca)

09h – Mostra de curtas – 60 minutos
Animais (SP, 2016, fic, cor, HD, 13’), de Guilherme Alvernaz *
Exília (PE, 2016, doc, cor, HD, 24’), de Renata Claus
Lá do alto (RJ, 2016, fic, cor, HD, 8’), de Luciano Vidigal *
Em busca da terra sem males (RH, 2017, doc, cor, HD, 15’), de Anna Azevedo *
10h – Sarau Poético: Cordel Animado

Segunda 14/08
Cinema São Luiz (Preço único: R$ 5)

17h – Mesa: “Terra em Transe – 50 anos depois num país em transe”, com Alexandre Figueiroa (professor e crítico de cinema) e mediação de Luiz Joaquim (professor e crítico de cinema)
19h30 – Exibição:
Em busca da terra sem males (RJ, 2017, doc, cor, HD, 15’), de Anna Azevedo *
Terra em Transe (Brasil, 1967, fic, pb, 35mm, 111’), de Glauber Rocha ** SESSÃO COMEMORATIVA DE 50 ANOS

Terça 15/08
Cinema São Luiz (Preço único: R$ 5)

17h – Mesa: “A contradição do capital tem gênero, cor e orientação sexual”,
Com Fabiana Moraes (jornalista e cineasta), Cida Pedrosa (poeta e Secretária da Mulher do Recife) e Laudijane Domingos (Presidenta da União Brasileira de Mulheres / PE)
Mediação: Daniele Carvalho (bióloga e educadora ambiental)
19h30 – Exibição:
Dia de Pagamento (PE, 2016, doc, cor, HD, 28’), de Fabiana Moraes **
Cidades Fantasmas (2017, doc, cor, HD, 71’), de Tyrell Spencer *

Quarta 16/08
Cinema São Luiz (Preço único: R$ 5)

17h – Mesa: “O colapso ambiental e a segunda natureza”,
Com Rafael Amorim (cineasta), Maurício Guerra (Secretário Executivo de Meio Ambiente do Recife) e Augusto Semente (Movimento Mata Uchôa)
Mediação: Patrícia Caldas (geógrafa e pesquisadora)
19h30 – Exibição:
Nanã (PE, 2017, doc, cor, HD, 25’), de Rafael Amorim * **
O Botão de Pérola (El botón de nacár, Chile, França, Espanha, 2015, doc, cor, HD, 82’), de Patricio Guzmán *

Quinta 17/08
UFPE – Praça do CAC (Entrada franca)

17h – SLAM da MARÉ
Com o Coletivo Controverso Urbano
18h – Sessão Guerrilha
19h – Mesa: “A produção do espaço e a gentrificação da cidade”
Com Cristina Araújo (professora DAU-UFPE), Tiago Delácio (cineasta e mestrando em DAU-UFPE) e Luana Varejão (advogada popular e mestranda em DAU-UFPE)
Mediação: Rafael Buda (produtor cultural e coordenador da MARÉ)

Sexta 18/08
Ilha de Deus (Entrada franca)

16h – Visita guiada na Ilha de Deus
17h – Sarau Poético: As Cumade
18h – Mesa: “Fissura no capital e o turismo de base comunitária”,
Com João Paulo (turismólogo e doutorando no MDU-UFPE) e Josenilda Pedro – Nalvinha (Centro Educacional Saber Viver)
18h30 – Mostra de curtas –
Pequena área (PE, 2014, doc, cor, HD, 12’), de Tiago Martins Rêgo e Sebba Cavalcante **
Fora presídio (PE, 2016, doc, cor, HD, 13’), de Coletivo Ficcionalizar **
Fotograma (PE, 2016, doc, cor, HD, 9’11’’), de Luís Henrique Leal e Caio Zatti **
Iluminadas (PE, 2016, doc, cor, HD, 13’), de Gabi Saegesser **
Latossolo (BA, 2017, doc, cor, HD, 18’), de Michel Santos *

* filmes inéditos no Recife
** presença de realizadores e / ou equipe

Sinopses dos filmes:
Animais (SP, 2016, fic, cor, HD, 13’), de Guilherme Alvernaz
Sinopse: Sob a rígida lei da selva, cada um procura defender como pode seu bem mais precioso, a vida.

Exília (PE, 2016, doc, cor, HD, 24’), de Renata Claus
Sinopse: Dona Bernadete visita Dona Leriana, sua antiga vizinha na Ilha de Tatuoca.

Lá do alto (RJ, 2016, fic, cor, HD, 8’), de Luciano Vidigal
Sinopse: Um menino sonhador tenta convencer seu pai a levá-lo ao alto de uma pedra, na favela do Vidigal. Ali, perto do céu, ele acredita que poderá se comunicar com a avó, de quem sente saudades.

Em busca da terra sem males (RJ, 2017, doc, cor, HD, 15’), de Anna Azevedo
Sinopse: Na mitologia Guarani, Terra sem males é o lugar onde os índios encontram a paz. Nos arredores da cidade do Rio de Janeiro, um grupo indígena sem terra ergue uma pequena aldeia chamada Ka´aguy hovy Porã, Mata Verde Bonita. Ali, crianças crescem entre as antigas tradições, como a língua Guarani, e a cultura das grandes cidades contemporâneas, como o rap. Mas sempre sob a tensão de um dia surgir “os donos da terra” e o eterno pesadelo de, outra vez, terem que sair em busca da terra sem males.

História natural (PE, 2014), de Júlio Cavani
Sinopse: Um homem encontra um misterioso objeto orgânico no topo da árvore mais alta de uma floresta.

Retratos da alma (DF, 2017, 20’), de Leo Bello
Sinopse: O documentário conta as histórias de pessoas que têm uma estreita relação com o meio ambiente, e nos convidam a refletir sobre a natureza humana.

Ruínas (PE, 2017, doc, cor, HD, 3’24’’), de Jacaré Vídeo
Sinopse: Novo episódio do É Por Aí Mobilidade, série de programas produzida pela Jacaré Vídeo, mostra o que está acontecendo nas ruas e os problemas de locomoção enfrentados no Recife.

Frequências (PE, 2017, doc, cor, HD, 19’), de Adalberto Oliveira
Sinopse: Na retina, raios luminosos que giram revelam um novo mundo.

Disforia Urbana (PE, 2015, doc, cor, HD, 12’), Dir. Lucas Simões
Sinopse: A vida na cidade, com todo seu movimento e celeridade, é na verdade solitária e monótona.

Da margem do rio o mar (GO, 2017, doc, cor, HD, 13’), de Rei Souza
Sinopse: Breve ensaio sobre a beira da rua

Terra em Transe (Brasil, 1967, fic, cor, 35mm, 108’), de Glauber Rocha
Sinopse: País fictício da América Latina, Eldorado, é palco de uma convulsão interna desencadeada pela luta em busca do poder.

Dia de Pagamento (PE, 2016, doc, cor, HD, 28’), Fabiana Moraes
Sinopse: Em Rio da Barra, sertão de Pernambuco, a transposição de um rio possibilitou a compra de biscoito, casa, suco de caixinha, perfume, terreno. Quase todos foram usados como substitutos da cidadania.

Cidades Fantasmas (2017, doc, cor, HD, 71’), de Tyrell Spencer
Sinopse: Deserto chileno, Amazônia brasileira, Andes colombianos e Pampa argentino. Quatro destinos na América Latina, onde as ruínas e o silêncio são o plano de fundo da nossa jornada. Alguns de seus antigos moradores ainda guardam na memória o que viveram ali e, através de relatos mais intimistas, evocam lembranças de um passado que não querem esquecer. Com um olhar contemplativo sobre o que restou, refletimos sobre o que deixamos e podemos deixar do nosso legado, entendendo que tudo pode ter um fim e que nada está livre da luta contra o esquecimento.

Nanã (PE, 2017, doc, cor, HD, 25’), de Rafael Amorim
Sinopse: Em um complexo portuário e industrial, a população enfrente o processo de gentrificação do território. A resistência é a terra.

O botão de pérola (El botón de nacár, Chile, França, Espanha, 2015, doc, cor, HD, 82’), de Patrício Guzman
Sinopse: O oceano contém a história de toda a humanidade. No mar estão as vozes da Terra e de todo o espaço. O litoral chileno esconde o segredo de dois misteriosos botões encontrados no fundo do mar. Com mais de 4 mil km de costa e o maior arquipélago do mundo, o Chile apresenta uma paisagem sobrenatural, com vulcões, montanhas e glaciares. Nessa paisagem estão as vozes da população indígena da Patagônia, dos primeiros navegadores ingleses que chegaram ao país, e também a voz dos presos políticos do governo de Augusto Pinochet. Alguns dizem que a água tem memória. Este filme mostra que ela também tem voz.

Fotograma (PE, 2016, doc, cor, HD, 9’11’’), de Luís Henrique Leal e Caio Zatti
Sinopse: Uma mulher negra caminha por um bairro de classe média alta no Recife, Brasil. Um muro e duas câmeras de segurança a separam de um condomínio de luxo. “Fotograma” disseca esta imagem cotidiana, buscando pensar suas inscrições históricas. Imagens da cultura e inscrições da barbárie.

Iluminadas (PE, 2016, doc, cor, HD, 13’), de Gabi Saegesser
Sinopse: Luz, sombra, mistério: uma abordagem poética do cotidiano de parteiras que atuam na capital, zona da mata e agreste pernambucanos.

Latosolo (BA, 2017, doc, cor, HD, 18’), de Michel Santos
Sinopse: A relação do homem com seu ambiente natural, e a ocupação de uma cidade localizada sobre o latossolo vermelho amarelo.


Serviço:
Quando: de 07 a 18 de agosto de 2017
Onde: Jardim Botânico do Recife, Cinema São Luiz, CAC-UFPE e Comunidade Ilha de Deus.
Quanto: Entrada franca (exceto Cinema São Luiz, R$ 5 – preço único; bilheteria abre às 17h)

PRESIDENTE DO CPC/RN VIAJA AO SERIDÓ PARA DAR POSSE AOS NOVOS DIRETORES/AS

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO CPC-RN
Fotos da Assembleia Geral Extraordinária do CPC/RN, realizada no último domingo (6), no Auditório da Escola Estadual ROSA PIGNATARO - NOVA CRUZ/RN
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO CPC-RN

Nesta quinta-feira (10) o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, viaja ao Seridó Potiguar para em Currais Novos e Parelhas dá posse aos novos diretores Vices Regionais, eleitos na última Assembléia Geral Extraordinária, realizada no último domingo (6) domingo no Auditório da Escola Estadual ROSA PIGNATARO - Nova Cruz/RN.  São eles: EMERSON SILVA DO NASCIMENTO – CPF nº 708.072.734-06 e RG nº 003.507.476/SSP/RN e LUCAS MACEDO RODRIGUES – CPF nº 016.479.976-47 e RG nº 003.487.550-SSP/RN , ambos da cidade de Curais Novos e  MARIA DAS GRAÇAS FERNANDES – CPF nº 023.588.654-86 e RG nº 001.605.896-SSP/RN, JOSÉ RICARDO DA SILVA – CPF nº 086.661.454-94 e RG nº 2.611.276/SSP/RN todos residentes em Parelhas.

Com a posse dos nobre colegas o CPC avança no objetivo de germinar a semente na busca de identificações novos talentos e na defesa da cultura potiguar.

Em Parelhas além da posse dos novos dirigentes, o presidente do CPC/RN coordenadora a Assembleia Geral para aprovação dos Estatutos e Eleição da Associação Brasileirinhos Sensação Nordestina - ABSN, que ocorrerá no Auditório da Escola Municipal Arnaldo Bezerra - EMAB, ás 19h.

Breve será a vez das regiões do Litoral, Oeste e Alto Oeste.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Não Esqueça: Dia 22 de Agosto – Dia do Folclore



FOLCLORE

Lembrando que todo dia 22 de agosto é destinado à  comemoração do folclore brasileiro. Dia do Folclore Nacional. Uma forma de valorizar as histórias e personagens do folclore brasileiro.
Desta forma, a cultura popular ganha mais importância no mundo cultural brasileiro e mais uma forma de ser preservada. O dia 22 de agosto é importante também, pois possibilita a passagem da cultura folclórica nacional de geração para geração.
Comemoração
O Dia 22 de agosto é marcado por várias comemorações em todo território nacional. Nas escolas e centrou culturais são realizadas atividades diversas cujo objetivo principal é passar a diante a riqueza cultural de nosso folclore. Os jovens fazem pesquisas, trabalhos e apresentações, destacando os contos folclóricos e seus principais personagens. É o momento de contarmos e ouvirmos as histórias do Saci-Pererê, Mula-sem-cabeça, Curupira, Boto, Boitatá, etc.
Nesta data, também são valorizadas e praticadas as danças, brincadeiras e festas folclóricas.
BRASIL CULTURA

Viagem Literária – SP

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Desde de 7 de agosto, o Viagem Literária, programa do Governo do Estado de São Paulo que proporciona o contato de autores consagrados com cidadãos paulistas em bibliotecas municipais de todo o estado, deu início ao seu terceiro módulo. Participarão das atividades escritores voltados ao público adulto, que visitarão bibliotecas do interior, litoral e Grande São Paulo para um bate-papo com o público.
Entre os convidados estão Ignácio de Loyola Brandão, Daniela Arbex, vencedora do Prêmio Jabuti de 2016 e Eduardo Spohr, autor do best-seller A Batalha do Apocalipse, além de Santiago Nazarian, Rafael Gallo (um dos vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura 2016), Ricardo Lísias, Marcia Tiburi, João Anzanello Carrascoza, Joca Reiners Terron, Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, Luiz Ruffato, Santana Filho, Marcelo Maluf, Ferréz, Bruna Beber, Evandro Affonso Ferreira, Estevão Azevedo e Michel Laub. Cada autor visitará cinco cidades.
As cidades participantes do terceiro módulo do Viagem Literária são: Anhumas, Mirante do Paranapanema, Santo Anastácio, Dracena, Adamantina, Presidente Prudente, Tupã, Tarumã, Paraguaçu Paulista, Echaporã, Floreal, Santa Fé do Sul, Mirandópolis, Buritama, Araçatuba, Votuporanga, Lourdes, Guararapares, Birigui, Avanhandava, Lutécia, Oscar Bressane, Herculândia, Penápolis, Lins, Tabapuã, São José do Rio Preto, Mirassol, Guaiçara, Novo Horizonte, Olímpia, Jaboticabal, São Simão, Araraquara, Descalvado, Franca, Sales Oliveira, Mococa, Vargem Grande do Sul, Santa Cruz das Palmeiras, Ribeirão Corrente, Santa Cruz da Esperança, Santa Rita do Passa Quatro, Casa Branca, Aguaí, Águas de Lindóia, Espírito Santo do Pinhal, Leme, Limeira, Monte Mor, Socorro, Louveira, Franco da Rocha, Arujá, Cotia, Ourinhos, Pirajú, Fartura, Barão de Antonina, Taguaí, Santa Cruz do Rio Pardo, Garça, Pederneiras, Lençóis Paulista, Torrinha, Taquarituba, Apiaí, Pilar do Sul, Alambari, Alumínio, Botucatu, Itapetininga, Tatuí, Boituva, Salto de Pirapora, Votorantim, Araçariguama, Santana de Parnaíba, Itapevi, Vargem Grande Paulista, Ilha Comprida, Itanhaém, Praia Grande, Cubatão, Diadema, Ilhabela, Ubatuba, Caraguatatuba, Santo André e Ferraz de Vasconcelos.
A programação do Viagem Literária, que completa dez anos em 2017, não para por aí: entre setembro e dezembro acontece em bibliotecas de todo o estado o módulo de escrita criativa, com material elaborado pela escritora Noemi Jaffe, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2016.
A programação completa do Viagem Literária está disponível no site www.viagemliteraria.org.br
Sobre o Viagem Literária
Lançado em 2008, o Viagem Literária integra o conjunto de ações do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) e já foi prestigiado por mais de 285 mil participantes, entre adultos e crianças. Além da programação de encontros com os escritores, o programa traz em suas diretrizes a capacitação dos profissionais de biblioteca e também as oficinas de criação literária.

Já participaram das atividades nomes como Marcia Tiburi, Raphael Draccon, Ilan Brenman, Carla Caruso, Marcelino Freire, Cristovão Tezza, Luiz Ruffato, Daniela Arbex e Ignácio de Loyola Brandão, que já participou de diversas edições do programa: “a plateia ouve, pergunta, também conta histórias. Nada melhor para atrair uma criança, jovem, e por que não um adulto, que uma história? Sabemos que hoje competimos com celulares, tablets, vídeo games, toda aparelhagem tecnológica. No entanto por 35 anos de experiência em viagens e encontros, sabemos que a presença de um autor tem um efeito diferente, carismático”, comenta o autor.
BRASIL CULTURA

terça-feira, 8 de agosto de 2017

“Imperialismo do Século XXI: o lobo em pele de cordeiro”

Henrique Domingues, estudante da FATEC e integrante do Comitê Organizador Internacional do XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes reflete sobre a política externa atual

Quando se ouve falar de “imperialismo” quase que automaticamente nossa memória nos remete às aulas de história, quando estudamos aquele punhado de impérios que se levantaram e depois sucumbiram ao longo do desenvolvimento político, social e econômico da humanidade no decorrer dos anos. Império romano, Império persa, Império turco-otomano, entre outros. Todos, em tese, muito distantes da nossa realidade, seja pelo modo como se organizavam ou mesmo pelas centenas ou milhares de anos que separam aqueles tempos dos atuais.
Existem ainda bons exemplos de movimentações que carregam relevantes motivações imperialistas em nossa história recente. Ao final do século XIX e durante boa parte do século XX, guerras foram estimuladas com o objetivo de garantir e expandir a supremacia política, cultural e econômica de países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Japão e Alemanha. Sendo as duas grandes guerras mundiais o ápice da violência e da ganância imperialistas, que custaram centenas de milhões de vidas, cidades e países inteiros, deixando marcas e sequelas para toda a eternidade.
Ao contrário do que imaginamos, políticas imperialistas seguem sendo sofisticadas e aplicadas em todo o mundo. O que configura um grave ataque à autodeterminação, soberania, liberdade e independência de países e nações que buscam se estabelecer e desenvolver-se. Sendo o mundo divido entre nações desenvolvidas e subdesenvolvidas, é possível notar que entre os desenvolvidos estão aqueles que atingiram tal patamar através de iniciativas imperialistas. Curiosamente, entre os subdesenvolvidos podemos encontrar as vítimas dos impérios.
O império estadunidense que se amplia cotidianamente após a 2º Grande Guerra, produz exemplos de como desenvolve o caráter imperialista de sua política externa em todo o mundo, com intervenções na Ásia, Oriente Médio, Europa e sobretudo na América Latina. Aqui, começaram primeiro com a Operação Condor, que financiou e respaldou politicamente a ascensão dos regimes militares que assaltaram o poder em diversos países latinos, inclusive no Brasil com o golpe de Estado de 1964. Naquele período, o grande objetivo era neutralizar a influência soviética na região e impor o domínio norte-americano.
Já no século XXI, o movimento se repete: Frente a ascensão de governos populares, democráticos, progressistas e patrióticos o império se articula novamente. Agora com nova roupagem a “Operação Condor 2.0” ou Plano Atlanta, tem por objetivo derrotar o projeto desenvolvimentista soberano de integração e cooperação latino-americana, não mais com a presença de militares mas com todo o apoio da grande mídia, do parlamento e do judiciário. Ignoram-se as regras da democracia e, de maneira “branda”, deslocam governos eleitos em detrimento de uma falsa maioria política. Brasil (2016), Paraguai (2012) e Honduras (2009) são grandes provas.
Há, contudo, valiosos exemplos de resistência no nosso continente. Cuba que segue firme mesmo após meio século de um embargo que a impediu de se relacionar política e economicamente de maneira plena com outros países. E também a Venezuela que passa por um duro ataque midiático e econômico que visa pôr fim à revolução bolivariana responsável por elevar a qualidade de vida de dezenas de milhões de venezuelanos nas últimas décadas. Ante a sanha para controlar as maiores reservas de petróleo do mundo, os EUA esmagam a soberania e a dignidade do povo venezuelano para alcançar os mais obscuros objetivos políticos.
O imperialismo é uma realidade. Conta com aliados nas mais variadas esferas da sociedade globalizada. É fundamental, portanto, que a juventude rompa com o senso comum, com o bombardeio midiático e busque informações para além dos meios tradicionais. Apenas desse modo será possível organizar uma resistência popular que garanta o desenvolvimento das forças produtivas nacionais e de todos os povos. Nossa agricultura, nossa indústria, nossos postos de trabalho, nossos bancos e toda a nossa estrutura deve prevalecer às intentonas imperialistas. Só o próprio povo pode garantir o desenvolvimento que o país precisa.
Caso contrário seguiremos encarando com absoluta normalidade nos locomovermos em nossos veículos “General Motors”, rumo a um cinema para assistir um filme de “Hollywood” e depois comer um sanduíche no “Burger King” em algum “Shopping Center” qualquer.
Que floresça a primavera anti-imperialista. Que vença a soberania dos povos de todo o mundo!
Rumo ao XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes!
*Henrique Domingues é estudante da FATEC e do COI – Comitê Organizador Internacional do XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes.

Imperialismo no século XXI: O lobo faminto em pele de cordeiro – Por Henrique Domingues

Quando se ouve falar de “imperialismo” quase que automaticamente nossa memória nos remete às aulas de história, quando estudamos aquele punhado de impérios que se levantaram e depois sucumbiram ao longo do desenvolvimento político, social e econômico da humanidade no decorrer dos anos. Império romano, Império persa, Império turco-otomano, entre outros. Todos, em tese, muito distantes da nossa realidade, seja pelo modo como se organizavam ou mesmo pelas centenas ou milhares de anos que separam aqueles tempos dos atuais.
Existem ainda bons exemplos de movimentações que carregam relevantes motivações imperialistas em nossa história recente. Ao final do século XIX e durante boa parte do século XX, guerras foram estimuladas com o objetivo de garantir e expandir a supremacia política, cultural e econômica de países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Japão e Alemanha. Sendo as duas grandes guerras mundiais o ápice da violência e da ganância imperialistas, que custaram centenas de milhões de vidas, cidades e países inteiros, deixando marcas e sequelas para toda a eternidade.
Ao contrário do que imaginamos, políticas imperialistas seguem sendo sofisticadas e aplicadas em todo o mundo. O que configura um grave ataque à autodeterminação, soberania, liberdade e independência de países e nações que buscam se estabelecer e desenvolver-se. Sendo o mundo divido entre nações desenvolvidas e subdesenvolvidas, é possível notar que entre os desenvolvidos estão aqueles que atingiram tal patamar através de iniciativas imperialistas. Curiosamente, entre os subdesenvolvidos podemos encontrar as vítimas dos impérios.
O império estadunidense que se amplia cotidianamente após a 2º Grande Guerra, produz exemplos de como desenvolve o caráter imperialista de sua política externa em todo o mundo, com intervenções na Ásia, Oriente Médio, Europa e sobretudo na América Latina. Aqui, começaram primeiro com a Operação Condor, que financiou e respaldou politicamente a ascensão dos regimes militares que assaltaram o poder em diversos países latinos, inclusive no Brasil com o golpe de Estado de 1964. Naquele período, o grande objetivo era neutralizar a influência soviética na região e impor o domínio norte-americano.
Já no século XXI, o movimento se repete: frente a ascensão de governos populares, democráticos, progressistas e patrióticos o império se articula novamente. Agora com nova roupagem a “Operação Condor 2.0″ ou Plano Atlanta, tem por objetivo derrotar o projeto desenvolvimentista soberano de integração e cooperação latino-americana, não mais com a presença de militares mas com todo o apoio da grande mídia, do parlamento e do judiciário. Ignoram-se as regras da democracia e, de maneira “branda”, deslocam governos eleitos em detrimento de uma falsa maioria política. Brasil (2016), Paraguai (2012) e Honduras (2009) são grandes provas.
Há, contudo, valiosos exemplos de resistência no nosso continente. Cuba que segue firme mesmo após meio século de um embargo que a impediu de se relacionar política e economicamente de maneira plena com outros países. E também a Venezuela que passa por um duro ataque midiático e econômico que visa pôr fim à revolução bolivariana responsável por elevar a qualidade de vida de dezenas de milhões de venezuelanos nas últimas décadas. Ante a sanha para controlar as maiores reservas de petróleo do mundo, os EUA esmagam a soberania e a dignidade do povo venezuelano para alcançar os mais obscuros objetivos políticos.
O imperialismo é uma realidade. Conta com aliados nas mais variadas esferas da sociedade globalizada. É fundamental, portanto, que a juventude rompa com o senso comum, com o bombardeio midiático e busque informações para além dos meios tradicionais. Apenas desse modo será possível organizar uma resistência popular que garanta o desenvolvimento das forças produtivas nacionais e de todos os povos. Nossa agricultura, nossa indústria, nossos postos de trabalho, nossos bancos e toda a nossa estrutura deve prevalecer às intentonas imperialistas. Só o próprio povo pode garantir o desenvolvimento que o país precisa.
Caso contrário seguiremos encarando com absoluta normalidade nos locomovermos em nossos veículos “General Motors”, rumo a um cinema para assistir um filme de “Hollywood” e depois comer um sanduíche no “Burger King” em algum “Shopping Center” qualquer.
Que floresça a primavera anti-imperialista. Que vença a soberania dos povos de todo o mundo!
Rumo ao XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes!

CELEBRAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS 2017 – RJ

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A celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas ocorrerá nos dias 12 e 13 de agosto, das 9h às 18h, com exposição e venda de artesanatos; pintura corporal com grafismos étnicos; apresentações de cantos e danças indígenas; contação de histórias; e debates na Oca Huni-kuin do Parque Lage.
Uma grande feira cultural indígena, para adultos, jovens e crianças, com entrada franca. Excelente programa para o público carioca curtir em família e também para os turistas em visita ao Rio.
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A energia da floresta paira sobre as árvores da bela área verde do Parque Lage e dos jardins do palacete onde funciona a Escola de Artes Visuais (EAV). Neste local, ideal para celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, no final de semana de 12 a 13 de agosto, das 9 às 18 horas, dezenas de indígenas de diferentes etnias de todo o Brasil se reúnem para entoar cantos e danças indígenas, expor e vender seu artesanato tradicional, fazer pintura corporal, contar histórias e promover debates sobre a questão indígena.

O evento está em sua sétima edição e é realizado pela Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e a Escola de Artes Visuais (EAV). A programação é a seguinte:
Sábado 12/08 e Domingo 13/08
  • 9h – Abertura da Feira de Artesanato Indígena*;
  • Das 10h às 12h30 – Apresentações de grupos culturais indígenas;
  • Das 12h30 às 14h – Contação de histórias na Oca Huni-kuin;
  • Das 14h às 16h30 – Mesas de debates indígenas na Oca Huni-kuin;
  • Das 16h30 às 17h30 – Roda de cantos e danças com o público presente ao evento
  • 18h – Encerramento.
* Exposição e venda de artesanato indígena em 40 barracas por mais de 100 indígenas de diversas etnias; apresentações de cantos e danças indígenas; pintura corporal étnica; contação de histórias.
Mesas de Debates
SÁBADO (12/08), das 14h às 16h30
“A Saga da Aldeia Maracanã: sua história de lutas, conquistas e desafios atuais”
Palestrantes: lideranças da Aldeia Maracanã
  • Carlos Tukano, presidente da AIAM
  • Marize Guarani
  • Arassari Pataxó
  • Dauá Puri
DOMINGO (13/08), das 14h às 16h30
“Ameaças a demarcação das terras indígenas e a inconstitucionalidade do marco temporal”
Palestrantes: lideranças do movimento indígena nacional
  • Luiz Eloy Terena, advogado indígena da APIB e doutorando em Antropologia pelo Museu Nacional/RJ;
  • Felipe Cruz Tuxá, pesquisador indígena e Mestre em Antropologia Social pela UnB ;
  • Edson Kayapó, professor indígena e doutor em História pela USP.
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O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.
A diversidade do artesanato, o grafismo étnico das pinturas corporais e a riqueza musical dos povos originários contam a história ancestral de uma cultura dos primeiros habitantes da terra hoje chamada Brasil.
Indígenas Pataxó, do sul da Bahia, Kaingang do Rio Grande do Sul, Fulni-ô, de Pernambuco, povos do Alto Xingu, os Guarani e Puri do Rio de Janeiro, Tukano do Amazonas, Guajajara do Maranhão, Kariri-Xocó e Potiguara do nordeste serão algumas das etnias presentes à celebração, que também contará com apresentações do Grupo Multiétnico da Aldeia Maracanã.
Além dos rituais, cantos e danças, muitas contações de história serão feitas por indígenas do movimento da Aldeia Maracanã, que reúne diferentes etnias em contexto urbano na cidade do Rio de Janeiro.
“Cada qual aprende com outro e, assim, temos uma potência cultural no plano nacional. Representamos a cultura viva dos povos indígenas de todo Brasil”, explica Carlos Tukano, cacique da Aldeia Maracanã e presidente da AIAM, liderança do povo Tukano da região do Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.
A preservação de uma cultura se dá através do reconhecimento de suas práticas e crenças, e a oportunidade de encontro entre várias etnias aproxima narrativas e expande a interação entre os povos e o público, demonstrando a força e a diversidade da cultura indígena.
Este ano, com o agravamento das ameaças aos direitos dos povos indígenas, o evento será enriquecido através de mesas de debates ao longo dos dois dias.
A mesa de sábado (12/08 – 14h), será sobre “A Saga da Aldeia Maracanã: sua história de lutas, conquistas e desafios”, e será composta por Carlos Tukano, Marize Guarani, Arassari Pataxó e Dauá Puri, lideranças da origem do movimento Aldeia Maracanã que, em 20 de outubro de 2006, iniciaram a ocupação cultural indígena do prédio do antigo Museu do Índio.
A mesa de domingo (13/08 – 14h) tratará das “Ameaças a demarcação de terras indígenas e inconstitucionalidade do marco temporal”, e contará com a presença de Luiz Eloy Terena, advogado e militante indígena, natural da aldeia Ipegue, na região de Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.
Luiz Eloy é uma jovem liderança de 27 anos, ameaçado por pistoleiros da região devido ao seu trabalho na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e na defesa dos direitos indígenas e na luta contra o assassinato de muitas lideranças indígenas dos povos Guarani Kaiowá e Terena, no Mato Grosso do Sul.
Nessa mesa também estarão as lideranças indígenas Felipe Cruz Tuxá, doutorando em Antropologia pelo Museu Nacional do Rio, e Edson Kayapó, professor e doutor em História pela USP.
O DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS
Celebrada mundialmente no dia 9 de agosto, a data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995 para expressar o reconhecimento internacional em relação aos povos que ainda carecem da manutenção de seus direitos mais básicos, como a autodeterminação de suas condições de vida e cultura, respeito a sua espiritualidade, bem como o direito a seus territórios ancestrais e a preservação de suas próprias línguas, costumes e saberes tradicionais.
A ASSOCIAÇÃO INDIGENA ALDEIA MARACANÃ (AIAM)
Após a truculenta desintrusão dos indígenas da Aldeia Maracanã pela tropa de choque da Polícia Militar, ocorrida em 22 de março de 2013, as principais lideranças indígenas do movimento concluíram que, para ter sucesso em sua luta pela preservação do prédio do antigo Museu do Índio e outras conquistas, seria necessário estruturar uma associação para fortalecer seu diálogo junto ao poder público e encaminhar soluções concretas e políticas públicas para os indígenas residentes no Estado Rio de Janeiro. Assim, em janeiro de 2015 foi formalmente criada a Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), formada por cerca de 50 associados indígenas representando mais de 20 povos indígenas do Brasil.
– Abrimos diálogo porque os povos precisam de respostas e não-indígenas precisam saber quem somos, o que queremos e o que temos a oferecer. O cidadão comum do Rio de Janeiro não conhece a história de sua própria terra. O passado indígena nunca foi colocado na historia da construção do Brasil. Hoje, nós sabemos falar português, não precisamos de tradutores, e temos capacidade de discutir direitos para cumprir deveres – explica Carlos Tukano, cacique da Aldeia Maracanã e presidente da AIAM.
Através desse diálogo, várias conquistas foram possíveis tais como: o tombamento pelo INEPAC e pelo IRPH do prédio do antigo Museu, que sediou o SPI de Rondon e o Museu do Índio de Darcy Ribeiro; e a publicação em 16/12/13 de um decreto do governador do Rio de Janeiro destinando o prédio ao “Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígenas”, a ser implantado no emblemático prédio após seu restauro, com gestão compartilhada com os próprios índios.
No momento, em função da grave crise financeira que acomete o Estado do Rio e restringiu seus recursos para investimentos, a AIAM está articulando com a Secretaria de Estado de Cultura um projeto para captação de recursos que viabilizem o restauro do prédio e a breve implantação do prometido centro cultural indígena no local.
Desde 2014, a AIAM vem realizando também diversos eventos culturais indígenas, como a celebração da “Semana do Índio no Parque Lage 2017”, realizada no Parque Lage pela sexta vez; o Seminário “O Rio continua Índio”, realizado em parceria com o Museu da Justiça em 2015; a “Grande Feira Cultural Indígena” na Fundição Progresso durante a Rio 2016; entre várias outras atividades voltadas a valorização e divulgação da cultura indígena no âmbito do Rio de Janeiro.
Outra iniciativa importante liderada pela AIAM foi a criação do Conselho Estadual dos Direitos dos Povos Indígenas, articulada em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em fase final de publicação no Diário Oficial do Estado para sua criação e início de funcionamento.
Serviço:
Data: Sábado (12/08) e Domingo (13/08)
Horário: das 9h às 18h
Local: Parque Lage – Rua Jardim Botânico, 414, Rio de Janeiro, RJ
Entrada franca
Mais informações:
Toni Lotar
Indigenista Responsável pelo evento – Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM)
Telefone: (21) 98881-4419
Assessoria de Imprensa – Sandra Menezes – smenezescomunicacoes@gmail.com
21 – 9 97669787
Fonte: BRASIL CULTURA

Brasil adere a Programa de Crédito para ampliar turismo na Rota das Missões

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O ministro do Turismo, Marx Beltrão, participou nesta segunda-feira (7), em São Miguel das Missões (RS), da primeira reunião do Conselho Executivo da Rota Jesuítica Internacional da América do Sul. Durante o encontro, o ministro assinará uma carta de adesão do Brasil ao Programa Global de Crédito, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para a Integração Regional dos Países da Bacia do Prata, com o intuito de integrar o turismo regional. O valor total da iniciativa é de US$ 100 milhões para os cinco países.
“O Ministério do Turismo tem total interesse no sucesso desta rota integrada. Por isso, fiz questão de aproveitar este ato para assinar na frente de todos aqui presentes a carta de crédito que representa o ponta pé inicial para termos acesso aos recursos do BID para o nosso projeto”, afirmou o ministro Marx Beltrão.
A rota, composta por destinos do Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Argentina, é um tema fundamental para o desenvolvimento econômico da região. O evento contou ainda com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra; o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, – que assinou, como testemunha, a carta de adesão – e de representantes da Argentina e Paraguai.
No encontro, organizado pela Associação dos Municípios das Missões (AMM), os países participantes discutiram, ainda, estratégias para consolidar a rota, que recebe cerca de 250 mil visitantes por ano em seus mais de 30 atrativos integrados. Na parte brasileira, a expectativa é triplicar o número de visitantes da região em dois anos, passando dos atuais 100 mil anuais para 300 mil.
“Sabemos que não adianta investirmos em infraestrutura se não promovermos os destinos. Por isso, imagens de atrativos da Rota das Missões vão entrar na campanha do Sul do país que vamos lançar no próximo dia 24, com o objetivo de divulgar tudo os que essa região tem de melhor”, concluiu o ministro.
Também foram debatidos a maior interação do setor público com a iniciativa privada nos atrativos do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, além de assuntos relacionados a linhas de financiamento para promoção e estruturação da rota e diretrizes sobre formatação e comercialização do roteiro no mercado internacional.
Ministro Marx beltrão assina carta de adesão. Crédito: Roberto Castro
ROTEIRO – A beleza e importância das Ruínas de São Miguel das Missões (RS), garantiram ao conjunto remanescente dos Sete Povos das Missões Jesuíticas na América o título de patrimônio cultural da humanidade, concedido pela Unesco. O local conta um pouco da história da Companhia de Jesus, que tinha os objetivos de doutrinar e catequizar a população indígena da região.
Integram o roteiro turístico, na parte brasileira, a Aldeia Guarani, o Museu das Missões, a Cruz Missioneira, a Fazenda da Laje, a Fonte Missioneira, o Ponto de Memória Missioneira e o Pórtico com escrita em guarani – CO YVY OGUERECO YARA, que significa “esta terra tem dono”. O visitante pode aproveitar para conhecer outros atrativos da região como a Catedral Angelopolitana, de Santo Ângelo, e os Sítios Arqueológicos de São João Batista, São Lourenço e São Nicolau.
BRASIL CULTURA

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Colóquio sobre a Arte e a Revolução de Outubro dia 16 em São Paulo

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O programa do Colóquio Arte & Revolução terá como foco a arte russa e seu importante papel influenciador dos movimentos artísticos do século XX. Os temas, com seus apresentadores, são estes:
Cinema soviético: apresentação de Jeosafá Fernandes, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, cineclubista de longa data e estudioso do cinema russo. Jeosafá também é poeta e escritor.
Pintura realista russa: apresentação de Mazé Leite, artista plástica, bacharel em Letras-USP e pesquisadora de história da arte e de pintura russa. Do Ateliê Contraponto de Arte de São Paulo.
A poesia de Maiakovski: apresentação de Alexandre Pilati, doutor pela Universidade de Brasília, poeta, crítico literário e escritor. Professor de Literatura Brasileira na UnB.
Este é um momento de grande importância para os trabalhadores de todo o mundo, assim como para seus aliados do campo político, intelectual e cultural. A Revolução de 1917 foi o acontecimento mais importante da história do século XX, trazendo para todo o globo as fortes e luminosas cores do Socialismo sendo construído pela primeira vez em um grande país como a Rússia. Este evento inspirou ondas de movimentos revolucionários em todo o planeta, carregando consigo o sonho e a esperança de um mundo justo, socialista. Sonho que inspirou não só os trabalhadores das cidades e dos campos, mas também diversas gerações de intelectuais e de criadores em geral no campo da Cultura e da Arte.
Célula

O Partido Comunista do Brasil, nascendo em 1922, surge como fruto desse amplo movimento revolucionário, aqui também atraindo para dentro de seus quadros milhares de trabalhadores, de intelectuais e de artistas. O Partido Comunista, em terras brasileiras, inspirou movimentos culturais de grande profundidade e alcance, marcando indelevelmente as nossas artes e a nossa cultura.

Célula Comunista de Cultura Paulistana, que nasceu em 2010, é um Organismo de Base do PCdoB que vem atuando ininterruptamente ao longo destes sete anos, reunindo poetas, cineclubistas, ilustradores, quadrinistas, pintores, jornalistas, escritores e professores em torno de atividades políticas e culturais. Como base de atuação partidária – em acordo com o modo leninista de funcionamento do Partido Comunista – nestes 7 anos desenvolvemos diversas atividades culturais, entre elas:  criação do Forum Mudar São Paulo de Cultura e Educação; lançamentos de livros; exposições de arte; sessões de cinema seguido de debates no Cineclube Baixa-Augusta e recentemente no Cineclube Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas; seminários internos sobre temas atuais, como pós-modernidade, educação, cultura popular; seminários abertos como os em homenagem a Jorge Amado e Nelson Weneck Sodré, em parceria com a FMG; atividades culturais em parceria com o movimento hip-hop de São Paulo; palestras sobre arte e cultura em diversos locais, incluindo universidades, como a PUC-SP e UnB.
Além disso, nas atividades políticas, estivemos presentes em ações e atividades recentes em defesa da Democracia, contra o Golpe; nas campanhas eleitorais, apoiando candidatos comunistas ou progressistas; nos atos políticos em defesa do Brasil, da cultura brasileira e do legado histórico deixado pelos governos Lula-Dilma.
Serviço:
Colóquio Arte & Revolução
DIA 16 de agosto, às 18h30
Auditório da Sede Nacional do PCdoB (Rua Rego Freitas, 192, República, São Paulo)
Com: Jeosafá Fernandes, Mazé Leite e Alexandre Pilati.

FONTE: Brasil Cultura

Filme da Lava Jato é fantasia!



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Policiais reprovam "A lei é para todos, menos para tucanos"
Policiais Federais estão irritados com a produção do filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos“. Segundo eles, a trama sobre a Operação Lava-Jato não corresponde à realidade.

“Delegado não investiga. É um burocrata que não entende como funciona uma investigação policial. Romantizaram o trabalho deles e ignoraram o esforço dos agentes, que fizeram todo o trabalho”, disse um dos policiais. (...)

Fonte: CONVERSA AFIADA