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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

domingo, 24 de setembro de 2017

Arte, uma das formas de resistência

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Além de artistas, várias instituições culturais se posicionaram contra as ações do presidente Trump. O MoMA chegou a retirar das paredes quadros do seu acervo permanente e no seu lugar expôs trabalhos de artistas de nações muçulmanas (Irã, Iraque, Síria, Líbia, Somália e Sudão), cujos cidadãos entraram para a lista de barrados. Saíram do quinto andar Picasso, Matisse e Picabia; entraram, quase numa provocação, obras da arquiteta iraquiana Zaha Hadid e do pintor sudanês Ibrahim el-Salahi, entre outros.
Em entrevista, o sociólogo Miguel Chaia comenta que ficou surpreso com o posicionamento do museu. “Por funcionarem dentro da ordem, as instituições tendem a agir como elementos de controle. Normalmente são os artistas e não os museus que protestam. Mas existem momentos de exceção como esse do MoMA”.
Arte e Resistência 
Essa grande quantidade de manifestações trouxe à tona novamente a ideia do lugar da arte como um espaço de resistência. Isso esteve presente em inúmeros momentos da história. Em entrevista à revista, a psicanalista Suely Rolnik afirma que a arte pode ser uma forma de militância e servir como veículo para uma mensagem política.
No entanto, há uma dimensão mais profunda que ­Rolnik chama de potência política da arte. “Na sociedade ocidental capitalista e colonizada, nós perdemos o contato com os conhecimentos tradicionais e com a potência criadora da natureza. Por conta disso, a única atividade humana na qual é possível manter essa germinação é a arte.” Para a psicanalista, a resistência está, portanto, no próprio ato de criação.
Rolnik ressalta que, ainda assim, com a consolidação do neoliberalismo, na década de 1980, o capital começa a se apropriar até mesmo da arte. “Hoje o capital tem uma inserção muito mais sutil e perversa do que anteriormente. Porque ele se alimenta da própria força de criação e nesse sentido a arte levou uma porrada. Quando a comunidade artística se deu conta, começou uma grande movimentação que permanece até hoje.”
Chaia concorda que no momento prevalece um tipo de produção que se aproxima do ativismo. “A relação entre a arte e a política depende do momento histórico. Com a ascensão de Trump e mesmo a de Temer, presenciamos uma politização da arte. Hoje, o artista ganha força como ativista e cidadão que atua no espaço público.”
Para o pesquisador, a diferença é que, em períodos anteriores, as críticas sociais e políticas estavam implícitas nas próprias obras. “Hoje, a resistência está muito mais no ativismo do que nos trabalhos em si. Quando o artista fala ‘Fora Temer’, ele não está produzindo um objeto estético, é um movimento. Há poucas produções que tratam disso.”
Chaia acredita que essa transformação não é boa nem ruim, sendo reflexo de uma nova conjuntura. “Hoje há uma urgência em se expressar, as coisas acontecem muito rápido, não é como no caso de Guernica, de Picasso, que era uma resposta a uma guerra longa.” Ele também cita as redes sociais como importante ferramenta de mobilização, permitindo que as pessoas tomem posições rapidamente. “Mesmo com a ascensão de políticos como Trump, não há censura e ainda há espaço para as pessoas se manifestarem. Antes, a crítica (de artistas) a um contexto político tinha que ser feita na própria obra, não havia outra forma.”
Outro fator apontado pelo pesquisador é a emergência de diversos coletivos de artistas: “não é mais o tempo de uma vanguarda que aponta para uma única direção, são vários grupos que se manifestam”.
Rolnik também comenta essa nova conjuntura: “Desde os anos 1990, o ativismo foi se distanciando da militância tradicional e incorporando novas formas. Isso se dá em vários setores, inclusive na arte. Hoje o ativismo e a arte estão interligados. Já não é mais como nos anos 60, quando de um lado ficava a prática cultural e, do outro, a militância”.
Chaia ainda pontua que é cada vez mais difícil definir o que é a arte ou a política. “São conceitos polissêmicos, não é possível fazer uma definição fechada. E o interessante é que, hoje, assim como a arte se aproxima da política, também acontece o inverso. Doria, por exemplo, está fazendo performances ao se vestir de gari. E, mais ainda, quando ele lança o programa Cidade Linda, há toda uma concepção de estética, do belo, que tem um sentido muito perigoso e autoritário”, afirma.
Fonte: Brasileiros

Rock in Rio 2017 cumpre lei da Identidade Jovem

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Maior festival de música do Brasil, o Rock in Rio aceitou, na atual edição, a ID Jovem, documento que concede o benefício da meia-entrada a pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos em situação de carência.
Contida na lei 12.933, a ID Jovem é um documento destinado a jovens pertencentes a famílias com renda mensal de até dois salários mínimos, estudantes ou não.
Para garantir o documento, é necessário baixar o aplicativo ID Jovem no celular e preencher o cadastro. Também é possível solicitar o documento por meio do site da Caixa Econômica Federal.
Lançado no fim do ano passado, o documento já contabiliza 278,1 mil emissões. Para garantir a legitimidade da identidade na entrada de eventos, o programa disponibiliza um aplicativo exclusivo para que a produção do evento valide o código contido no documento.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Secretaria Nacional da Juventude

“O velho e o mar”, a redenção literária de Ernest Hemingway

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Por Paulo Henrique Pompermaier
As constatações de que se tratava de um romance muito emocional, estático e sem a precisão estilística característica de Hemingway magoaram o autor, que então se dedicou a escrever sua “obra-prima”. No ano seguinte, junto com os originais de O velho e o mar (1952), ele enviou um bilhete ao seu editor, em que dizia: “Eu sei que isso é o melhor que posso escrever na minha vida toda”.
Hemingway não estava enganado. Publicado há 65 anos, no dia 1º de setembro de 1952, O velho e o mar garantiu o Pulitzer ao autor em 1953 e, no ano seguinte, o Prêmio Nobel de Literatura. “É um consenso crítico que O velho e o mar pode ter sido o ‘canto do cisne’ de Hemingway, sua obra-prima depois de um longo período sem boas recepções”, afirma Daniel Puglia, professor do Departamento de Língua Inglesa da USP.
Último romance do autor publicado em vida, a narrativa é centrada na história de Santiago, um velho pescador cubano. Após 84 dias sem conseguir uma presa, mas instado por um jovem companheiro a continuar tentando, o velho pesca um descomunal peixe Marlim de quase 700 quilos. Depois de horas de luta, Santiago consegue atracar a pesca em seu barco e parte para a costa cubana. Ao chegar em terra, constata que o peixe fora devorado no trajeto, sobrando apenas sua carcaça.
Apesar da brevidade narrativa, a história do velho Santiago tem sido interpretada como uma metáfora do processo artístico do autor e, em última instância, da própria condição humana. “A obra é vista como uma alegoria da dificuldade de alcançar o almejado, o sonho do que seria uma grande obra, reconhecida pelos outros”, afirma Puglia. “Ao mesmo tempo, é uma realização cheia de dor, cheia de pavor, de percalços, do medo de chegar na praia e só encontrar o esqueleto da obra”.
No plano existencial, O velho e o mar seria uma metáfora de uma vida de riscos, de investimentos que, no final, resultam em solidão ao lado de uma carcaça sem valor. Para o tradutor e doutor em linguística pela USP, Caetano Galindo, trata-se de um texto no qual “cabe de fato um mar, um sem fim de possibilidades e sentimentos em torno de uma história simples, direta”. O próprio Hemingway, no entanto, negava essas interpretações alegóricas. “O mar é o mar. O velho é um velho. Todo simbolismo do qual as pessoas falam é besteira”, escreveu em uma carta ao crítico Bernard Berenson.
Independentemente de simbolismo, as relações autobiográficas contidas no livro são latentes: Santiago provavelmente foi inspirado em Gregorio Fuentes, amigo do autor e capitão do seu barco de pesca, Pilar. Como o personagem, o companheiro de pesca do escritor era experiente, magro, tinha olhos azuis e nasceu nas Ilhas Canárias.
Nesse sentido, é possível que O velho e o mar reflita os últimos anos de vida de Hemingway, marcados pela paixão que nutria por Cuba: o autor de O sol também se levanta (1926) mudou-se para uma fazenda a 25km de Havana em 1939, com a terceira esposa, a jornalista e escritora Martha Gellhorn, e os 12 gatos do casal. Escalado para cobrir a Segunda Guerra Mundial, ele passou metade da década de 1940 vivendo na Europa, mas voltou à ilha em 1946, dessa vez com a sua quarta esposa Mary Welsh, também jornalista e escritora.
Lá viveram até 1959, quando a eclosão da Guerra Fria e o rompimento entre Cuba e Estados Unidos obrigaram a família do escritor a se mudar para seu país de origem. Em entrevista ao The New York Times em 1999, o filho do escritor, Patrick Hemingway, relatou que deixar Cuba foi um dos motivos da depressão do pai, que culminou em seu suicídio em 1961.
A influência de Cuba em Hemingway não foi menor que a do escritor na ilha. Seus livros são vendidos em lojas oficiais do governo, seu nome batiza drinks, sua fazenda se tornou um museu e os descendentes do velho Fuentes costumam levar turistas para passear no antigo barco do autor.
Para além dos aspectos biográficos e alegóricos, a obra ainda guarda uma grande atualidade, na opinião do escritor, jornalista e crítico literário José Castello. “O romance trata da solidão – e, apesar da alta tecnologia que nos conecta, nunca estivemos tão sozinhos. Trata de uma luta desesperada. Num tempo de guerras, êxodos forçados e ameaças atômicas, também o desespero exige de nós uma grande abnegação”, afirma. “Trata, enfim, da experiência da derrota, e num país que se desmonta, num mundo que parece prestes a explodir, poucas vezes nos sentimos tão vencidos.”
Fonte: Revista Cult

sábado, 23 de setembro de 2017

CPC/RN PROMOVEU A I NOITE DAS HOMENAGENS EM NATAL

 Foto: Mesa de abertura, homenageados e Eduardo Vasconcelos-CPC/RN
 Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Claudio Lima e imagem da mesa de abertura
 Manoel Euflausino - SINTEST/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Reitor do IFRN, professor Wyllys Tabosa
 Ex prefeito de Nova Cruz, CID ARRUDA
 Egídio Jr - SINDSAÚDE/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Dr. CID ARRUDA
 Deputada Federal, ZENAIDE MAIA
 EDINALDO GOMES - SENALBA/RN
 Radialista, CLAUDIO LIMA
 JOSÉ ALVES (Biró) - SINTAMACOMM
 Assessor da Sen. FÁTIMA BEZERRA, Fábio Henrique
 MANOEL EUFLAUSINO - SINTEST/RN
 Sandoval Lopes - HOTELEIROS-RN
SANTINO ARRUDA - SINAI-RN
MOACIR SOARES - Dirigente da CTB/RN recebendo do Eduardo Vasconcelos, Diploma de HONRA ao MÉRITO

Aconteceu na noite da sexta feira, 22, no auditório do IFRN, na Cidade Alta em Natal, a I NOITE DAS HOMENAGENS promovida pelo Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, em que foram agraciados com Certificado de Honra ao Mérito vários líderes sindicais, lideranças políticas e artistas, marcando as justas homenagens a aqueles que direta ou indiretamente apoiaram ou promoveram ações culturais no nosso estado.

A solenidade foi presidida por Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN e teve como participantes da Mesa de Honra: O Sr. Fábio Henrique, representante da Senadora Fátima Bezerra, a Deputada Federal Zenaide Maia, a representante da ADUERN, Andréia Jane, o Sr. Manuel Euflasino do SINTEST, Santino Arruda do SINAI/RN, e do Professor Willys Abel Farkatt, reitor do IFRN.

Eduardo Vasconcelos, presidente da entidade promotora, em suas palavras enfatizou que, “Aquele momento servira para reconhecer as personalidades, das diversas áreas ali representadas, que contribuíram incisivamente para fomentar as ações desenvolvidas pelo CPC/RN durante estes 7 anos no estado do Rio Grande do Norte e além fronteiras potiguares”.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

É HOJE (22) NOSSA I NOITE DAS HOMENAGENS!!!

IFRN será palco da I NOITE DAS HOMENAGENS - CAMPUS - CIDADE ALTA - NATAL

Hoje (22) de setembro ás 19:30 no Auditório do IFRN - Campus da Cidade Alta - Natal/RN, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, realizaremos a I NOITE DAS HOMENAGENS, cuja finalidade é reconhecer através de DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, entidades de classes, artistas culturais e políticos que tem serviços prestados de forma direta ou indireta apoios as iniciativas do CPC/RN, bem como promoveram e com certeza continuarão promovendo mais ações em defesa e resgate da CULTURAL BRASILEIRA!

Os agraciados foram escolhidos na reunião dos dirigentes do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, realizada dia 11 de julho do ano em curso, cuja pauta foi APROVAÇÃO de nomes de personalidades ilustres que atuam na política e nos movimentos sociais, entre eles o sindical, educacional e cultural.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Não há cura para o que não é doença!

Decisão judicial permite que psicólogos possam tratar homossexualidade como doença 
Há alguns dias, uma notícia tomou conta do assunto de milhares de pessoas nas redes sociais e rodas de conversas: a “cura gay”. Pois é, em pleno século XXI, volta-se à tona a discussão de tratamento para a homossexualidade. A liminar concedida pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª vara do Distrito Federal, na última sexta-feira (15), permite que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e fazer terapias de "reversão sexual", sem que sofram censura.
Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia elaborou uma resolução que orientava psicólogos sobre como atuarem nas questões relativas à orientação sexual. Proibindo a prática que patologiza as LGBT’s e as expõe a tratamentos que são verdadeiras torturas.
Quem entrou na Justiça contra a resolução foi um grupo de psicólogos, entre eles a psicóloga evangélica Rosângela Alves Justino, que foi censurada publicamente pelo CFP, em 2009, por oferecer terapia de reversão sexual.
Em nota, o Conselho Federal de Psicologia, que é contrário à medida, afirma que a ação "representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico". Diz ainda que vai recorrer da decisão.
É importante lembrar que desde a década de 90, a Organização Mundial de Saúde, retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças e desde 1970, as associações norte-americanas de psicologia, por exemplo, não consideram a orientação sexual como transtorno.
Essa decisão demonstra a face cruel da LGBTfobia, reforçando a violência contra as LGBT’s e refletindo as estatísticas que mostra que o Brasil é o País que mais mata LGBT’s no mundo. Legaliza a prática de tortura e a tratamentos desumanos.
Esse discurso de que LGBT’s sofrem de transtorno mental, é o que há de mais atrasado e reacionário. Com isso, a Justiça só reforça os discursos de ódio propagados por reacionários como o deputado Bolsonaro, um LGBTfóbico, racista, machista.
O Sindsaúde-RN e a Secretaria de Opressões, vem manifestar seu total repúdio a essa liminar, que legitima ainda mais a discriminação e a marginalização dessa população que já é excluída pela sociedade.
LGBT’s não são doentes. Amar pessoas do mesmo sexo não é um transtorno que precisa de tratamento. Já LGBTfobia, deve ser encarada como um crime, que mata cada dia mais pessoas que ousaram ser o que sentem.
Autor: Comunicação Sindsaúde - RN

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Vem aí o 23º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação!

O papel da comunicação na organização popular é tema do curso.

O Curso Anual do NPC vem com tudo neste ano de 2017. Vem com a força necessária para encarar um momento grande mudanças no mundo do trabalho no Brasil. A organização dos trabalhadores e a sua comunicação vão estar no centro dos debates no Rio de Janeiro durante cinco dias, de 22 a 26 de novembro. Do velho panfleto à realidade atual, na qual Google e Facebook concentram, juntos, 87% das verbas publicitárias que circulam no mundo.

Já confirmaram presença palestrantes como Flavia Braga, Maria Lúcia Fatorelli, Reginaldo Moraes, Ruy Braga, Francisco Fonseca, Laurindo Leal, Camila Marins, Maisa Lima, Marcela Cornelli, Mauro Iasi, Ricardo Antunes, Beto Almeida, Sylvia Moretzsohn, Claudia Costa, Guilherme Boulos e Adenilde Petrina.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA!

 O curso acontecerá no Rio de Janeiro. A hospedagem será no próprio local do curso ou em hotéis próximos ao salão de eventos. A taxa de inscrição será a mesmo do ano passado: R$ 1.490,00 (com hospedagem) R$ 890,00 (sem hospedagem).
Clique aqui e baixe a ficha de inscrição e garanta sua vaga!

Conheça um pouco mais e veja as edições anteriores do Curso Anual do NPC em: http://nucleopiratininga.org.br/retrospectiva/
Mais informações: http://nucleopiratininga.org.br

Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC)

Nota da FASUBRA contra a decisão da justiça em considerar a homossexualidade uma doença

Para a FASUBRA, a decisão da justiça é arbitrária e ofensiva aos movimentos sociais e demonstra descaso com os atos de opressão sofridos pela população LGBT. 

A FASUBRA Sindical repudia a decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho da 14ª Vara do Distrito Federal, que suspende a resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe o tratamento psicológico de homossexuais e bissexuais como doença. A resolução, publicada em 1999, é embasada na decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que retirou a homossexualidade da lista de doenças.

A Federação pontua que, em toda a história do Brasil, nunca houve uma onda de retrocessos sociais tão perversa. Para a FASUBRA, a decisão da justiça é arbitrária e ofensiva aos movimentos sociais e demonstra descaso com os atos de opressão sofridos pela população LGBT.

A gravidade da situação demonstra claramente uma posição homofóbica por parte do juiz. Para a FASUBRA, a questão de gênero é inerente ao próprio ser humano, o indivíduo deve saber do próprio corpo, não pode ser algo que alguém determine.

O Brasil é o país no mundo que mais mata travestis e transexuais; em 2016 foram notificadas 347 mortes de acordo com o Grupo gay da Bahia (GGB). A preocupação da FASUBRA diante do número de homicídios da população LGBT é de que a decisão do juiz potencialize a situação.

Na última Plenária da Federação, uma técnica-administrativa em educação transgênero relatou a marginalização da população LGBT. Por não encontrar espaço no mercado de trabalho devido a discriminação, muitos trilham o caminho da prostituição, sofrendo diversos tipos de violência, opressão e morte.

Para a FASUBRA, cabe intervenção do Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Psicologia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Histórico de intolerância

No Brasil, todas as vezes que as minorias se levantam, surge uma questão científica que reforça o processo de violência. “Foi assim na década de 30 e 40 com processo de embranquecimento, no levante das mulheres para conquistar seu direito a voto e agora na questão LGBT”.

Colocar a ciência para explicar o modo operante de opressão contra as populações minoritárias é comum, e  sobre isto a FASUBRA é totalmente contra. Esse debate extrapola a questão dos ataques de conservadorismo e ao mesmo tempo se configura como um mecanismo de controle do crescimento  de um segmento no país. A população LGBT atualmente é autônoma, independente e também levanta bandeiras além da própria luta, como a defesa da democracia.

A FASUBRA defende uma política de liberdade do indivíduo sobre a sua vida e próprio corpo, como rege a Constituição Federal. “Devemos permanecer atentos para que esse elemento não se torne comum no país e combater arduamente”.

Direção Nacional FASUBRA Sindical

Ideologia: 'Liberal', MBL oscila entre o Estado mínimo e o conservadorismo moral

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Antes focado na pauta anticorrupção, o MBL diversificou a sua agenda "liberal"
Tomaz Silva / Agência Brasil

Boicote à exposição Queermuseu, que aborda diversidade sexual, aponta avanço do Movimento Brasil Livre sobre a moral e os costumes.
por Débora Melo 

O encerramento precoce da exposição 
Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira pelo Santander Cultural de Porto Alegre foi encorajado por uma campanha de boicote ao banco promovida pelo Movimento Brasil Livre (MBL) nas redes sociais. Com o argumento de que as obras ofendiam a fé cristã e faziam apologia à pedofilia e à zoofilia, o movimento que se diz “liberal” atacou a mostra, que contava com o trabalho de artistas como Candido Portinari, Lygia Clark, Alfredo Volpi, Adriana Varejão e Bia Leite.
Curvando-se à pressão, o banco Santander suspendeu a exposição que abordava a diversidade sexual e tinha estudantes como público-alvo.
Leia também:


Com poder e influência cada vez maiores, o MBL diversificou a sua pauta e não se limita ao discurso do liberalismo econômico e seus ideais de Estado mínimo e livre mercado. Agora, o movimento que ganhou projeção nacional com a defesa do antipetismo e de uma suposta bandeira anticorrupção tem se aventurado a debater moral e costumes. Entre as pautas abraçadas pelo MBL está, por exemplo, o projeto Escola Sem Partido e o combate à discussão de gênero nas escolas.
“Ainda que eles defendam uma ideologia liberal e invoquem autores como [Ludwig Von] Mises e [Friedrich] Hayek, eles mantêm proximidade com militantes e lideranças do campo conservador. Então eu diria que, hoje, o MBL é um movimento liberal-conservador”, afirma a cientista política Camila Rocha, doutoranda na Universidade de São Paulo (USP).
“O boicote à exposição Queermuseu é um indicativo desse conservadorismo. Eles dizem ser contra o patrocínio do Estado a inciativas culturais, mais especificamente a iniciativas culturais que eles identificam como ‘de esquerda’ ou que promovam valores ligados à diversidade sexual, e para isso utilizam uma justificativa conservadora, de que a mostra incentiva a pedofilia e a zoofilia”, continua Rocha, que atualmente pesquisa estratégias de think thanks liberais na América do Sul.
Crianca-Viada

Para Maria Cristina Castilho Costa, professora da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP e autora do livro Censura em Cena: Teatro e Censura no Brasil, o caso do Santander é emblemático porque expôs uma série de fragilidades dos processos de produção artística e incentivo no País.
“Esse é o problema de o Estado abrir mão de sua função de gestor das artes e da cultura. Eu não sou absolutamente contra nenhum tipo de financiamento, uma parceria público-privada pode funcionar em áreas onde há convergência de interesses, mas há certas áreas que precisam de um incentivo estatal", afirma Costa.
Em sua coluna na Folha de S.Paulo, o professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP Pablo Ortellado analisa o modus operandi do MBL e conclui que o grupo tem centrado esforços nas “guerras culturais”, nome dado à disputa entre conservadores que defendem uma autoridade tradicional que puna o desvio da norma e progressistas que preferem uma autoridade diluída e valorizam a diversidade, diz o professor.
Entre as bandeiras adotadas pelo MBL estão, por exemplo, a extinção de políticas afirmativas como cotas raciais e o combate às ideias de desencarceramento. De acordo com Ortellado, as lideranças do MBL “descobriram que as chamadas ‘guerras culturais’ eram um ótimo instrumento de mobilização e que por meio do discurso punitivista e contrário aos movimentos feminista, negro e LGBTT podiam atrair conservadores morais para a causa liberal”.
Para a escritora e jornalista Eliane Brum, agir ora como liberal, ora como conservador faz parte da estratégia de sobrevivência do MBL, pois dá ao movimento “uma consistência que não condiz com a realidade de seu conteúdo”. “Eles são o que lhes for conveniente ser”, escreveu Brum sua coluna no El País Brasil.
“A dificuldade de nomear o que são, é importante perceber, os favorece. [...] Isso lhes facilita se moverem, por exemplo, da luta anticorrupção para as bandeiras morais, agora que não lhes interessa mais derrubar o presidente”, continua a escritora, referindo-se à inércia do MBL em relação a Michel Temer, envolto em diversos escândalos de corrupção.
A necessidade de responder a uma base heterogênea faz com que o MBL não seja coerente, tanto do ponto de vista ideológico quanto estratégico, diz a pesquisadora Camila Rocha. “Eles tentam se coordenar minimamente, mas a impressão que eu tenho é a de que o movimento não é tão coeso. Essa decisão de apoiar o boicote ao Santander, por exemplo, não foi recebida sem conflito pelos simpatizantes do MBL. Teve gente que não gostou.”
Segundo Rocha, as lideranças do campo da direita podem ser divididas em dois grupos principais. Um deles, propriamente liberal, se agrupa em torno de políticas pró-mercado e é favorável a uma liberalização dos costumes ou são alheios a esse debate. O outro compõe o campo liberal-conservador e encampa o discurso da moral e dos costumes.
“Essa é a direita que está alinhada em torno da família [do deputado federal Jair] Bolsonaroe dos políticos de extração religiosa. O campo propriamente liberal está mais a fim do João Doria e tem simpatia também pelo Partido Novo, por exemplo”, afirma a pesquisadora. 
Adriana-Varejao
'Cena de interior II', obra da artista Adriana Varejão
Coerente ou não, fato é que o MBL tem ampliado sua influência. Artigo publicado na segunda-feira 18 pelo jornal O Estado de S.Paulo aponta que o grupo se consolidou como “o principal movimento político virtual brasileiro”, sendo líder no segmento em interações e crescimento no Facebook, de acordo com a ferramenta CrowdTangle, da própria rede social.
“Basta ver a influência que a página do MBL no Facebook tem entre presidenciáveis. No universo de publicações com a palavra 'Doria' no Facebook ao longo de 2017, o MBL foi, de longe, o maior responsável por comentários, likes e compartilhamentos: 8 milhões de interações – quase o dobro das provocadas pela página oficial do próprio João Doria”, diz o artigo. No mesmo período, o MBL foi responsável por 16,9 milhões de interações e 52 milhões de visualizações de vídeos que continuam a palavra 'Lula', mas que “não eram propriamente elogios”, conclui o texto.
A um ano das eleições presidenciais de 2018, não é possível dizer se as questões morais terão algum protagonismo na disputa, como foi em 2010 com a pauta do aborto, ou se a campanha será dominada exclusivamente pela crise econômica. Temas ligados ao universo LGBTQ e à defesa dos direitos das minorias têm sido, contudo, explorados por partidos e ativistas, e não fica difícil constatar que essas bandeiras têm servido a projetos de poder. Basta observar os efeitos do encerramento da exposição Queermuseu.
"Esse fato serve de combustível para as disputas políticas, para alimentar a agenda política dos partidos em época de eleição. Porque, no mundo da comunicação, tudo isso é inócuo: as imagens transitaram pela internet muito mais do que teriam circulado se nada disso tivesse acontecido", conclui a professora Cristina Costa.
Carta Capital

Teatro de Penedo, de Alagoas, é restaurado e entregue à população

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O Theatro Sete de Setembro, de Penedo (AL), foi reaberto à população após passar por restauração viabilizada por meio de recursos do PAC Cidades Históricas. Entregue à população pelo Ministério da Cultura, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Iphan), a obra é a quinta já concluída na cidade com recursos do programa e sua entrega marca também o bicentenário de Alagoas.
“Ações como a restauração do Theatro Sete de Setembro geram melhorias para a qualidade de vida nas cidades ao fomentar as economias regionais, estimulando investimentos, gerando emprego e renda”, ressaltou a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.
O PAC Cidades Históricas ainda selecionou onze ações com previsão de investimentos de aproximadamente R$ 26,5 milhões em Penedo. Além dessas obras, estão em execução a recuperação do Cais da Marina, a requalificação do Largo do São Gonçalo, a restauração do Chalet dos Loureiros e a restauração do Cine Penedo. Esta última com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O PAC Cidades HIstóricas contempla os sítios históricos protegidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O projeto está sendo implantado em 44 cidades de 20 estados, com investimento de R$ 1,6 bilhão, destinado a 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura

Percussionista Mestre Pimpa faz workshop + apresentação dia 23/9, sábado, no Sesc Itaquera – Grátis

Mestre Pimba Sesc Itaquera - 09
O percussionista e baterista Welington Moreira (Mestre Pimpa) ministra workshop e apresentação de graça dia 23 de setembro, sábado, das 14 às 15h30, no Café Aricanduva do Sesc Itaquera. Neste bate-papo e apresentação Mestre Pimpa mostra sua virtuosidade no pandeiro e toda a potencialidade do instrumento na música brasileira. Com formação popular e erudita sob a orientação do maestro Nelson Ayres, o músico atuou como professor de percussão popular e violão clássico e popular no Conservatório Villa-Lobos, e como professor de bateria na Faculdade Marcelo Tupinambá. É especialista em ritmos brasileiros, com larga experiência em produções de shows e estúdio.
Participou em shows e CDs de diversos artistas como Jair Rodrigues, Trovadores Urbanos, Roberta Miranda, Lucila Novaes, Fabiana Cozza e Oswaldinho da Cuíca, Germano Mathias, entre outros, além de ter atuado em trabalhos internacionais com Abelardo Figueiredo (EUA), Agência Jet Set (Porto Rico), Matii Kaspi (Israel) e Seiwa Kanko Ltda. (Japão).
Dia 23 de setembro, sábado, das 14 às 15h30 – No Café Aricanduva – De graça
Sobre a unidade Sesc Itaquera
Localizado em uma reserva ambiental, com mais de 350 mil m², a maior área de Mata Atlântica da zona Leste de São Paulo, na Área de Proteção Ambiental (APA) do Carmo, ao lado do Parque do Carmo, o Sesc Itaquera caminha para se tornar referência em oferecer atividades relacionadas ao meio ambiente e sustentabilidade. A visita ao Sesc Itaquera – equipado com restaurante e lanchonete – é passeio recomendado para toda a família. A programação da unidade é gratuita e acontece de quarta a domingo, reunindo eventos de várias áreas de expressão. Abaixo, dicas de Música.
Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000, Itaquera.
Funcionamento: De quarta a domingo, das 9h às 17h.
Acesso à unidade: Grátis.
Estacionamento: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 24 (demais frequentadores).
Telefone para informações: (11) 2523 9200.
Transporte Público Sesc Itaquera: Metrô Itaquera – 7200m / Terminal São Mateus – 5200m.