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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

10º SNE: fique por dentro das informações mais atualizadas do evento, que acontecerá de 7 a 10/12, em Santa Maria-RS

        O 10º Seminário Nacional de Educação (SNE) do SINASEFE se aproxima: falta menos de um mês para o início do evento. O Seminário, que aconteceu pela última vez em 2015, voltará a ser realizado pela Direção Nacional (DN) e pela Pasta de Políticas Educacionais e Culturais do nosso sindicato.
        Nesta matéria trazemos as informações mais novas do evento, reafirmando parte do que publicamos no início de setembro e atualizando você com o que de mais recente a DN, a Pasta de Políticas Educacionais e a seção anfitriã (Santa Maria-RS) prepararam para divulgação do SNE e orientação aos futuros participantes.

        Local e data
        A sede do 10º SNE será a cidade de Santa Maria-RS, que receberá o evento no período de 7 a 10 de dezembro deste ano.
        Uma parte do Seminário será realizado no Itaimbé Palace Hotel (dias 7, 9 e 10) e outra parte na Universidade Federal de Santa Maria (dia 8).
        O Sinasefe Santa Maria-RS será a seção sindical anfitriã do Seminário, conforme deliberação da 150ª PLENA do SINASEFE e modificação da data (inicialmente prevista para novembro) pela 151ª PLENA.

        Temário
        Em consonância com a conjuntura atual do cenário pós-golpe de estado, o tema do 10º SNE será “Educação em tempos de crise: por uma educação classista e emancipatória”, visando colocar em debate os desafios que a educação enfrenta na ordem do dia, tais como a ofensiva do Movimento Escola Sem Partido e a Reforma do Ensino Médio já sancionada por Michel Temer.
        Inscrições
        As inscrições para o evento estão disponíveis no hotsite do SNE, devendo ser feitas até o dia 24 de novembro.
        O valor por inscrito será de R$ 70,00, devendo ser depositado com a devida identificação na conta do SINASEFE NACIONAL. Este valor não inclui alimentação, jantar da noite de 08/12 (sob taxa de adesão de R$ 30,00 por pessoa), hospedagem e nem o transporte do aeroporto de Porto Alegre-RS ao hotel em Santa Maria-RS (mais informações logo abaixo).
        Deslocamento: ida à Santa Maria-RS e retorno a Porto Alegre-RS
        Para facilitar a logística dos participantes do 10º SNE, a seção Santa Maria-RS organizou um transfer em três horários, com idas de Porto Alegre-RS à Santa Maria-RS em 6 e 7 de dezembro e retornos de Santa Maria-RS a Porto Alegre-RS em 10 e 11 de dezembro.
        Para aquisição do transfer, o depósito identificado de R$ 160,00 (custo de ida e volta por pessoa) deve ser feito na conta da seção sindical até o dia 24 de novembro e o comprovante do mesmo enviado ao e-mail sinasefesm@gmail.com.
        Dados como nome completo, RG, telefone para contato e seção sindical à qual pertence devem ser enviados no mesmo e-mail do envio do comprovante por quem adquirir o transfer.
        Os horários e datas para o transfer serão os seguintes:
        • Chegada 06/12 – 21 horas
        • Chegada 07/12 – 10 horas
        • Chegada 07/12 – 14 horas
        • Saída 10/12 – 14 horas
        • Saída 10/12 – 18 horas
        • Saída 11/12 – 8 horas
        Apresentações de trabalhos
        A remessa de trabalhos para apresentação no 10º SNE também será permitida, repetindo o formato das edições anteriores do Seminário.
        O envio deve ser feito no link da inscrição até o dia 24 de novembro. São três os eixos para produção e submissão de textos:
        1. As tarefas do nosso sindicato e a Educação Classista (apresentações em 08/12, às 14 horas)
        2. Ataques à Educação Brasileira – como resistir? (apresentações em 08/12, às 16 horas)
        3. Educação Laica e Gênero (apresentações em 09/12, às 14 horas)
        Todos os arquivos recebidos serão avaliados pela comissão científica do Seminário entre os dias 25 e 30/11, com o caderno de textos submetidos ao 10º SNE por nossos sindicalizados sendo publicado no hotsite em 1º de dezembro.
        Os formatos dos trabalhos enviados devem ser em *.doc, *.docx ou *.odt.
        Programação
        Conheça abaixo a nova programação prevista para os quatro dias de atividades do 10º SNE, atualizada em 4 de novembro pela comissão organizadora do Seminário.
        Os nomes dos palestrantes e mediadores dos Grupos de Trabalho (GTs) propostos estarão sujeitos à alterações de acordo com a disponibilidade/confirmação dos/pelos mesmos.
        07/12 (quinta-feira) – local: Itaimbé Palace Hotel
        14 às 16 horas: Credenciamento e exposição de livros e arte
        16 às 16h30min: Abertura e apresentação artística
        16h30min às 18 horas: Mesa 1 – O impacto na educação após os 100 anos da Revolução Russa
        Palestrantes: Camila Marques (IFG), Diorge Konrad (UFSM) e Magda Furtado (Colégio Pedro II)
        18 às 18h30min: Apresentação do Coral da Escola Marista Santa Maria
        18h30min às 21 horas: Mesa 2 – Reforma Educacional no contexto de perda de direitos e precarização da Educação
        Palestrantes: Eliane Neves, Giane Carvalho (IFSC), Giovani Frizzo (UFPel), Sadi Del Roso e Shilton Roque (IFRN)
        21 às 23 horas: Coquetel e apresentação artística – Miguel Brasil
        08/12 (sexta-feira) – local: Salão de Eventos da UFSM
        9 às 10 horas: Apresentação artística
        10 às 12 horas: Mesa 3 – O papel do SINASEFE frente ao Sistema Educacional Brasileiro: emancipatório, politécnico e classista
        Palestrantes: Claudia do Amaral, Ronaldo Naziazeno (IFBA) e Ricardo Velho (IFC)
        12 às 14 horas: Almoço (Colégio Politécnico – campus da UFSM)
        14 às 16 horas: Grupos de Trabalho – Tema 1: As tarefas do nosso sindicato e a Educação Classista
        Mediadores: Adão Assis, Cátia Farago (IF Baiano), Hugo Brandão (IFAL) e Ronaldo Naziazeno (IFBA)
        16 às 18 horas: Grupos de Trabalho – Tema 2: Ataques à Educação Brasileira – como resistir?
        Mediadores: Alejandro, Narà Quadros (UFSM), Rosane Rosa e Taíse.
        18 às 21 horas: Roda de conversa sobre opressões e exibição do filme “1917: A Greve Geral” de Carlos Pronzato
        Mediador: Alex Cortês (Colégio Pedro II)
        21 às 23 horas: Jantar típico gaúcho (taxa de adesão de R$ 30,00) e apresentação artística
        09/12 (sábado) – local: Itaimbé Palace Hotel
        8h30min às 10h30min: Mesa 4 – As opressões na Educação atual e na Educação classista
        Palestrantes: Guilherme Howes (Unipampa), Marcela Azeredo (Colégio Pedro II), Maria Rita Pi (UFSM) e Paula Vielmo (IFBA) | Mediadora:Socorro Silva (IFRN)
        10h30min às 12 horas: Apresentação da proposta de resolução da Pasta de Políticas Educacionais e Culturais
        12 às 14 horas: Almoço
        14 às 16 horas: Grupos de Trabalho – Tema 3: Educação Laica e Gênero
        Mediadoras: Adriana Bonumá (UFSM), Cristiane Gonzaga (IFCE), Elenira Vilela (IFSC) e Socorro Silva (IFRN)
        16 às 20 horas: Sistematização
        10/12 (domingo) – local: Itaimbé Palace Hotel
        8 às 12 horas: Plenária final
        Sugestão: Visita à Vinícola Velho Amâncio
        Creche
        Seguindo a deliberação do 30º CONSINASEFE, o 10º SNE disponibilizará creche para os filhos dos participantes do evento.
        A reserva das vagas poderá ser feita até o dia 30 de novembro pelo telefone (61) 2192-4050 e/ou pelo e-mail dn@sinasefe.org.br.
        Divulgação
        Nossa divulgação do 10º SNE já está disponível. Clique aqui para se inscrever no evento público do Seminário no Facebook e ter acesso às informações mais atualizadas e clique aqui para conhecer o hotsite dos Seminários Nacionais de Educação do SINASEFE.
        Com informação da Assessoria de Comunicação do SINASEFE Nacional

      Racismo não é opinião, é crime e o Pondé não diz nada com nada. Por Wagner Francesco

      Pondé
      Publicado no Justificando
      POR WAGNER FRANCESCO, teólogo
      Luiz Felipe Pondé, conhecido digital influencer em nossa terra tupiniquim, escreveu no Jornal Folha de São Paulo um artigo onde ele pergunta: “Por que linchar ladrões é injusto, mas é ‘progressista’ linchar Waack”?
      Ora, é como perguntar: “por que a goiaba que dá no pé de manga não é tão doce quanto a maça que dá no pé de uva?”.
      O Pondé quer misturar tudo numa coisa só para fantasiar suas más intenções na defesa de um sujeito que, se não é racista, falou algo típico de quem é.
      Por que linchar ladrões é injusto? Importante: mas do que injusto, é crime. O nosso ordenamento jurídico proíbe o exercício arbitrários das próprias razões. Está lá, previsto no artigo 345 do Código Penal:
      “Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite:Pena – detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à violência.”
      O que se deve fazer “com ladrões”? Denunciar e esperar o poder público agir.
      Porém, outra coisa é importante: linchamento pressupõe violência física. E mais uma vez: é por isso que o linchamento não é só injusto, mas crime. Por causa de um furto, querem que o acusado pague com “uma tira do corpo” – com sangue e tudo, sem valer o argumento que prevaleceu no filme “O auto da compadecida”.
      Não! Não se deve linchar ladrões. Também não se deve linchar o Waack. Mas quem o linchou? Ele foi exposto pelo que, claramente, disse. Assim como “ladrões”, o Waack foi denunciado. E só. E afastado do trabalho. Coerente o afastamento, não é?
      Como uma emissora que num dia nos disse que era “toda Maju”, de repente se tornaria “toda Waack”? Não dá.
      Mas o Pondé, em seu artigo, não cansou de nos cansar com sua pseudo intelectualidade – mascarada sobretudo em seus vídeos, fumando, com cara de personagem do século 19, um charuto (que coisa “old!”) – quando, para defender o Waack, disse:
      “O politicamente correto destruiu qualquer possibilidade de reflexão minimamente honesta sobre virtudes na vida pública contemporânea. Essa discussão está morta.”
      Para o Pondé, a frase racista do Waack deve ser vista como uma reflexão minimamente honesta – mas, ele acusa, o politicamente honesto destruiu essa possibilidade de reflexão.
      Na minha opinião, o que o Waack falou pode até ser minimamente honesto, mas não é nenhuma reflexão – no sentido estrito do termo. Quem reflete não fala o que ele falou – e tanto não refletiu que pediu desculpas.
      Não vi ninguém desejando a morte do Waack, ou ameaçando sua integridade física, ou dizendo que ele disse uma coisa que não disse. Não há que se falar em “linchamento virtual” – muito embora este exista e o Pondé saiba fazer muito bem.
      O problema é que o Pondé, em sua enfadonha luta contra o politicamente correto, cria um politicamente correto à sua moda: ele quer que todos falem o que quiserem, mas que não sejam obrigados a ouvir o que não querem. Criou a patrulha contra os que denunciam as falas dos outros.
      Expor o racismo não é linchamento. E racismo não é opinião, é burrice – como dizia Gabriel, o Pensador.
      Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

      Funeral de Fidel e sua relação como povo é tema de livro de fotografia

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      Fidel Castro faleceu em 26 de novembro de 2016. O anúncio foi realizado em cadeia nacional pelo seu irmão, Raul Castro, emocionando a maior parte dos cubanos que vivem na Ilha. Em todos os rincões de Cuba foram realizadas homenagens, sobretudo a partir do cortejo fúnebre que cortou a Ilha de ponta a ponta com gritos de “Yo soy Fidel”.
      A viagem dos jornalistas, de aproximadamente 10 dias, rendeu mais de 2 mil quilômetros entre Havana até Santiago de Cuba, a derradeira despedia do comandante.
      No livro, é possível acompanhar a viagem, saber sobre o funeral e entender um pouco mais sobre a relação do povo cubano com Fidel, com seu próprio país e visão de mundo.
      “A narrativa é construída a partir dos personagens que encontramos no caminho. Contamos nossas experiências e deixamos que as pessoas, os cubanos, contem quem era Fidel Castro para eles e como vivem. Não há a pretensão de ser um material definitivo sobre Cuba, de forma alguma, mas joga um pouco de luz em um tema onde há tanta sombra”, explica o jornalista Gibran Mendes.
      Registro histórico

      O livro contém 120 páginas, aproximadamente 90 fotografias e uma extensa reportagem que ilustra a viagem dos três jornalistas a bordo de um Dodge 1956, batizado de “Princesa”, por Pedro, motorista que os acompanhou em boa parte da viagem.

      “Fidel Castro é uma figura mundial. Sua importância extrapola a ilha do Caribe. Esses relatos vão ajudar as pessoas conhecer um pouco mais sobre sua história e relevância para o mundo”, pondera o jornalista Leandro Taques.
      Tadeu Vilani, por sua vez, explica que a publicação do livro é uma forma de compartilhar essa experiência em um momento considerado histórico. “Fotografar e vivenciar um momento histórico, de um dos personagens mais importantes da história contemporânea foi uma grande experiência, conviver com o povo se despedindo do seu grande líder, sentir a energia que se espalhou aos longos dos 900 km entre Havana e Santiago de Cuba”, garante.
      Lançamento do livro “Yo Soy Fidel”

      Data: Quinta-feira, 23 de novembro

      Horário: A partir das 19h
      Local: “A Caiçara”, Rua Dr. Claudino dos Santos, 90, Bairro São Francisco. No Largo da Ordem, em frente ao Memorial de Curitiba
      Fonte: Brasil de Fato

      Dia do Músico 22 de Novembro

      musicas
      O Dia do Músico é comemorado anualmente em 22 de novembro.
      Esta data homenageia os artistas que criam, tocam e estudam melodias e harmonias que encantam a humanidade há milhares de anos.
      O Dia do Músico é comemorado no Dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos e bastante reconhecida pelos católicos no Brasil.

      Mensagem para o Dia do Músico

      Sem música, provavelmente, a raça humana já teria sido extinta há muito tempo! A música traz amor, harmonia e alegria para o mundo! E você é parte essencial deste ciclo. Obrigado por salvar o planeta!
      Você que cria trilhas sonoras para a vida, parabéns pelo seu talento! Feliz Dia do Músico!
      Como pode tanto talento, criatividade e sensibilidade existir dentro de uma só pessoa… Mas existe! Você é uma inspiração! Parabéns e Feliz Dia do Músico!
      Além de todo o sucesso do mundo que você merece, neste dia eu também desejo que o seu talento seja cada vez mais reconhecido. Parabéns!

      Origem do Dia do Músico (Dia de Santa Cecília)

      O Dia do Músico é celebrado em 22 de novembro em homenagem à figura de Santa Cecília, considerada a padroeira dos músicos, de acordo com a tradição Católica.
      Santa Cecília nasceu em Roma em meados do século III. A jovem costumava participar das missas do Papa Urbano e era bastante devota de Jesus Cristo. No entanto, um dia, sem saber, foi prometida por seu pai para se casar com Valeriano, um homem pagão.
      Diz a lenda que, na noite de núpcias, Cecília recusou-se a perder a virgindade e cantou para o esposo a beleza de manter a castidade.
      O canto de Cecília convenceu Valeriano a manter a esposa virgem. Na verdade, o marido se emocionou tanto que decidiu se converter ao catolicismo e sair da vida pagã.

      Lenda Grega sobre a Música

      De acordo com a lenda grega, os deuses pediram para que Zeus criasse divindades que pudessem cantar em celebração às vitórias contra os Titãs.
      Zeus, atendendo aos pedidos, passou 9 noites de amor com Mnemosia, a deusa da memória, e nasceram 9 entidades.
      Entre as suas novas criações, estava Euterpe, a deusa da música, que formou par com Apolo, deus do Sol e da música, para louvar as vitórias dos outros deuses.
      Brasil Cultura

      terça-feira, 21 de novembro de 2017

      “A nação brasileira nunca fez nada pela massa negra que a construiu”: Darcy Ribeiro e o negro


      Por
       Diario do Centro do Mundo

      Para Darcy Ribeiro, a possibilidade de existência de uma democracia racial está vinculada com a prática de uma democracia social, onde negros e brancos partilhem das mesmas oportunidades sem qualquer forma de desigualdade.
      Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, leia abaixo trechos do livro “O Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro, uma das obras mais relevantes da história do Brasil.
      CLASSE E RAÇA
      A distância social mais espantosa no Brasil é a que separa e opõe os pobres dos ricos. A ela se soma, porém, a discriminação que pesa sobre negros, mulatos e índios, sobretudo os primeiros.
      Entretanto, a rebeldia negra é muito menor e menos agressiva do que deveria ser. Não foi assim no passado. As lutas mais longas e cruentas que se travaram no Brasil foram a resistência indígena secular e a luta dos negros contra a escravidão, que duraram os séculos do escravismo. Tendo início quando começou o tráfico, só se encerrou com a abolição.
      Sua forma era principalmente a da fuga, para a resistência e para a reconstituição de sua vida em liberdade nas comunidades solidárias dos quilombos, que se multiplicaram aos milhares. Eram formações protobrasileiras, porque o quilombola era um negro já aculturado, sabendo sobreviver na natureza brasileira, e, também, porque lhe seria impossível reconstituir as formas de vida da África. Seu drama era a situação paradoxal de quem pode ganhar mil batalhas sem vencer a guerra, mas não pode perder nenhuma. Isso foi o que sucedeu com todos os quilombos, inclusive com o principal deles, Palmares, que resistiu por mais de um século, mas afinal caiu, arrasado, e teve o seu povo vendido, aos lotes, para o sul e para o Caribe.
      Mas a luta mais árdua do negro africano e de seus descendentes brasileiros foi, ainda é, a conquista de um lugar e de um papel de participante legítimo na sociedade nacional. Nela se viu incorporado à força. Ajudou a construí-la e, nesse esforço, se desfez, mas, ao fim, só nela sabia viver, em função de sua total desafricanização. A primeira tarefa do negro brasileiro foi a de aprender a falar o português que ouvia nos berros do capataz.
      Teve de fazê-lo para poder comunicar-se com seus companheiros de desterro, oriundos de diferentes povos. Fazendo-o, se reumanizou, começando a sair da condição de bem semovente, mero animal ou força energética para o trabalho. Conseguindo miraculosamente dominar a nova língua, não só a refez, emprestando singularidade ao português do Brasil, mas também possibilitou sua difusão por todo o território, uma vez que nas outras áreas se falava principalmente a língua dos índios, o tupi-guarani.
      Calculo que o Brasil, no seu fazimento, gastou cerca de 12 milhões de negros, desgastados como a principal força de trabalho de tudo o que se produziu aqui e de tudo que aqui se edificou. Ao fim do período colonial, constituía uma das maiores massas negras do mundo moderno. Sua abolição, a mais tardia da história, foi a causa principal da queda do Império e da proclamação da República. Mas as classes dominantes reestruturaram eficazmente seu sistema de recrutamento da força de trabalho, substituindo a mão de obra escrava por imigrantes importados da Europa, cuja população se tornara excedente e exportável a baixo preço.
      O negro, sentindo-se aliviado da brutalidade que o mantinha trabalhando no eito, sob a mais dura repressão –inclusive as punições preventivas, que não castigavam culpas ou preguiças, mas só visavam dissuadir o negro de fugir– só queria a liberdade. Em consequência, os ex-escravos abandonam as fazendas em que labutavam, ganham as estradas à procura de terrenos baldios em que pudessem acampar, para viverem livres como se estivessem nos quilombos, plantando milho e mandioca para comer. Caíram, então, em tal condição de miserabilidade que a população negra reduziu-se substancialmente. Menos pela supressão da importação anual de novas massas de escravos para repor o estoque, porque essas já vinham diminuindo há décadas. muito mais pela terrível miséria a que foram atirados. não podiam estar em lugar algum, porque cada vez que acampavam, os fazendeiros vizinhos se organizavam e convocavam forças policiais para expulsá-los, uma vez que toda a terra estava possuída e, saindo de uma fazenda, se caía fatalmente em outra.
      As atuais classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos de antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil. Para seus pais, o negro escravo, o forro, bem como o mulato, eram mera força energética, como um saco de carvão, que desgastado era facilmente substituído por outro que se comprava. Para seus descendentes, o negro livre, o mulato e o branco pobre são também o que há de mais reles, pela preguiça, pela ignorância, pela criminalidade inatas e inelutáveis. Todos eles são tidos consensualmente como culpados de suas próprias desgraças, explicadas como características da raça e não como resultado da escravidão e da opressão. Essa visão deformada é assimilada também pelos mulatos e até pelos negros que conseguem ascender socialmente, os quais se somam ao contingente branco para discriminar o negro-massa.
      A nação brasileira, comandada por gente dessa mentalidade, nunca fez nada pela massa negra que a construíra. Negou-lhe a posse de qualquer pedaço de terra para viver e cultivar, de escolas em que pudesse educar seus filhos, de qualquer ordem de assistência. Só lhes deu, sobejamente, discriminação e repressão. Grande parte desses negros dirigiu-se às cidades, onde encontraram, originalmente, os chamados bairros africanos, que deram lugar às favelas. Desde então, elas vêm se multiplicando, como a solução que o pobre encontra para morar e conviver. Sempre debaixo da permanente ameaça de serem erradicados e expulsos.
      Darcy Ribeiro
      BRANCOS VERSUS NEGROS
      Examinando a carreira do negro no Brasil, se verifica que, introduzido como escravo, ele foi desde o primeiro momento chamado à execução das tarefas mais duras, como mão-de-obra fundamental de todos os setores produtivos. Tratado como besta de carga exaurida no trabalho, na qualidade de mero investimento destinado a produzir o máximo de lucros, enfrentava precaríssimas condições de sobrevivência. Ascendendo à condição de trabalhador livre, antes ou depois da abolição, o negro se via jungido a novas formas de exploração que, embora melhores que a escravidão, só lhe permitiam integrar-se na sociedade e no mundo cultural, que se tornaram seus, na condição de um subproletariado compelido ao exercício de seu antigo papel, que continua sendo principalmente o de animal de serviço.
      Enquanto escravo poderia algum proprietário previdente ponderar, talvez, que resultaria mais econômico manter suas “peças” nutridas para tirar delas, a longo termo, maior proveito. Ocorreria, mesmo, que um negro desgastado no eito tivesse oportunidade de envelhecer num canto da propriedade, vivendo do produto de sua própria roça, devotado a tarefas mais leves requeridas pela fazenda. Liberto, porém, já não sendo de ninguém, se encontrava só e hostilizado, contando apenas com sua força de trabalho, num mundo em que a terra e tudo o mais continuava apropriada. Tinha de sujeitar-se, assim, a uma exploração que não era maior que dantes, porque isso seria impraticável, mas era agora absolutamente desinteressada do seu destino. Nessas condições, o negro forro, que alcançara de algum modo certo vigor físico, poderia, só por isso, sendo mais apreciado como trabalhador, fixar-se nalguma fazenda, ali podendo viver e reproduzir. O débil, o enfermo, o precocemente envelhecido no trabalho, era simplesmente enxotado como coisa imprestável.
      Depois da primeira lei abolicionista –a Lei do Ventre Livre, que liberta o filho da negra escrava–, nas áreas de maior concentração da escravaria, os fazendeiros mandavam abandonar, nas estradas e nas vilas próximas, as crias de suas negras que, já não sendo coisas suas, não se sentiam mais na obrigação de alimentar. Nos anos seguintes à Lei do Ventre Livre (1871), fundaram-se nas vilas e cidades do Estado de São Paulo dezenas de asilos para acolher essas crianças, atiradas fora pelos fazendeiros. Após a abolição, à saída dos negros de trabalho que não mais queriam servir aos antigos senhores, seguiu-se a expulsão dos negros velhos e enfermos das fazendas. Numerosos grupos de negros concentraram-se, então, à entrada das vilas e cidades, nas condições mais precárias. Para escapar a essa liberdade famélica é que começaram a se deixar aliciar para o trabalho sob as condições ditadas pelo latifúndio.
      Com o desenvolvimento posterior da economia agrícola de exportação e a superação consequente da auto-suficiência das fazendas, que passaram a concentrar-se nas lavouras comerciais (sobretudo no cultivo do café, do algodão e, depois, no plantio de pastagens artificiais), outros contingentes de trabalhadores e agregados foram expulsos para engrossar a massa da população residual das vilas. Era agora constituída não apenas de negros, mas também de pardos e brancos pobres, confundidos todos como massa dos trabalhadores “livres” do eito, aliciáveis para as fainas que requeressem mão-de-obra. Essa humanidade detritária predominantemente negra e mulata pode ser vista, ainda hoje, junto aos conglomerados urbanos, em todas as áreas do latifúndio, formada por braceiros estacionais, mendigos, biscateiros, domésticas, cegos, aleijados, enfermos, amontoados em casebres miseráveis. Os mais velhos, já desgastados no trabalho agrícola e na vida azarosa, cuidam das crianças, ainda não amadurecidas para nele engajar-se.
      Assim, o alargamento das bases da sociedade, auspiciado pela industrialização, ameaça não romper com a superconcentração da riqueza, do poder e do prestígio monopolizado pelo branco, em virtude da atuação de pautas diferenciadoras só explicadas historicamente, tais como: a emergência recente do negro da condição escrava à de trabalhador livre; uma efetiva condição de inferioridade, produzida pelo tratamento opressivo que o negro suportou por séculos sem nenhuma satisfação compensatória; a manutenção de critérios racialmente discriminatórios que, obstaculizando sua ascensão à simples condição de gente comum, igual a todos os demais, tornou mais difícil para ele obter educação e incorporar-se na força de trabalho dos setores modernizados. As taxas de analfabetismo, de criminalidade e de mortalidade dos negros são, por isso, as mais elevadas, refletindo o fracasso da sociedade brasileira em cumprir, na prática, seu ideal professado de uma democracia racial que integrasse o negro na condição de cidadão indiferenciado dos demais.
      Florestan Fernandes assinala que “enquanto não alcançarmos esse objetivo, não teremos uma democracia racial e tampouco uma democracia. Por um paradoxo da história, o negro converteu-se, em nossa era, na pedra de toque da nossa capacidade de forjar nos trópicos esse suporte da civilização moderna”.
      Fonte: DCM

      O lamento de Ives Gandra, o espancamento do ator negro e a necessidade do Dia da Consciência Negra. Por Sacramento

      Por
       Marcos Sacramento
      Está virando tradição. Basta chegar o Dia da Consciência Negra para a internet exumar parte da entrevista de Morgan Freeman ao “60 Minutes”.
      O trecho, em que ele defende a ideia de que o racismo vai desaparecer se deixarem de falar nele, tem sido usado há algum tempo por quem rejeita a existência da discriminação contra os negros.
      Nesta segunda, data em que é celebrada a morte de Zumbi dos Palmares, o nome “Morgan Freeman” ficou entre os assuntos do momento no Twitter, alavancado, em grande parte, por gente com a conversa fiada de que “somos todos humanos”.
      Fernando Holiday, o vereador negro que ainda será condecorado pela Ku Klux Klan, foi um dos que invocaram o ator famoso para subestimar a existência do racismo.
      Para esta claque, o percentual de 71% de negros entre as vítimas de homicídios, segundo pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, não tem relação com o racismo estrutural.
      Na cabeça deles, as diferenças raciais evaporaram com a assinatura da Lei Áurea e qualquer reivindicação dos negros ou de movimentos organizados da causa negra por representatividade e igualdade não passa de um pedido descabido.
      Aos que pensam assim, deixo dois exemplos da importância do Dia da Consciência Negra. São duas histórias a princípio díspares, mas com raízes comuns no passado colonial do país. Dois homens, um negro e um branco. Um financeiramente abastado, outro nem tanto.
      Diogo Cintra, ator, negro, foi abordado por assaltantes durante a madrugada no centro de São Paulo. Conseguiu correr e buscou abrigo em um terminal de ônibus. Enquanto pedia ajuda aos seguranças do local, foi alcançado pelo grupo que havia tentado roubá-lo.
      Os velhacos inverteram a história e convenceram os guardas do terminal que a vítima seria o autor do roubo. O rapaz foi entregue pelos seguranças ao assaltantes, que o espancaram.
      Por pouco Diogo não entrou para a estatística dos jovens negros assassinados. Caso entrasse, seu drama nem viraria notícia.
      O avesso de Diogo é o jurista Ives Gandra da Silva Martins. Poucos dias antes do espancamento do ator, deu um testemunho onde altera a pirâmide social e coloca a casta dos homens héteros, cristãos e brancos como a mais discriminada entre todas as outras.
      “Como modesto professor, advogado, cidadão comum e além disso branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço nesta sociedade, em terra de castas e privilégios, deste governo”, diz parte do seu manifesto.
      Só fará sentido não falar da consciência negra quando homens como Gandra, besuntados de privilégios, deixarem de lamentar a falta de espaço na sociedade.
      Enquanto esse momento não vem e jovens como Diogo continuarem a correr risco de vida por causa da cor da pele, um único dia no ano para celebrar a Consciência Negra será pouco, por mais que racistas enrustidos se aproveitem do Morgan Freeman para afirmar o contrário.
      Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

      Os donos da mídia: pesquisa analisa o controle da imprensa no Brasil

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      Segundo Pasti, o sistema de mídia no Brasil tem sinal vermelho ao mostrar alta concentração de audiência e de propriedade, alta concentração geográfica, falta de transparência, além de interferências econômicas, políticas e religiosas.
      Ainda durante a conversa, o coordenador da pesquisa destacou que quase 70% do comando dos grupos mídia estão concentrados na região metropolitana de São Paulo.
      Para acessar os dados e a pesquisa CLIQUE AQUI.
      Assista ao vídeo na íntegra:
      Fonte: Brasil Cultura

      segunda-feira, 20 de novembro de 2017

      EDUARDO VASCONCELOS PRESIDENTE DO CPC - RN CONCEDE ENTREVISTA NA RÁDIO CURIMATAÚ


      Hoje (20) pela manhã, o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS esteve no Programa "CONEXÃO JOVEM", transmitido diariamente pelas ondas da Rádio FM Curimataú - Nova Cruz/RN, na coordenação do radialista, IGOR FERNANDES.

      Cujo objetivo foi para falar sobre o dia da Consciência Negra, comemorada em todo o país, hoje, 20 de novembro.  Eduardo Vasconcelos primeiro agradeceu o espaço e passou os informes sobre a realização do 8º Encontro Estadual da CONSCIÊNCIA NEGRA, que ocorreu na última sexta-feira (17) no auditório do IFRN - Nova Cruz e em seguida falou sobre a importância do dia de hoje (20 de novembro), do patrono Zumbi do Palmares e do Projeto de Lei que se encontra na Câmara dos Deputados para ser votado, projeto esse que transforma o dia 20 de novembro feriado nacional da Consciência Negra.

      Reconhecendo os méritos das lutas dos negros que lutaram e muitos morreram pela liberdade e contra a escravidão no Brasil, a exemplo de ZUMBI!

      Igor Fernandes endossou a luta e Eduardo Vasconcelos reforçou a necessidade de estarmos juntos nesta luta contra qualquer tipo de discriminação, intolerância e preconceito. Finalizou, Eduardo.

      Consciência Negra – 20 DE NOVEMBRO

      Dia-da-Consciência-Negra

      A data faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares. Ele foi um dos maiores líderes negros do Brasil que lutou para a libertação do seu povo e contra o sistema escravista.

      Importância da Data e Temas

      A importância da data está no reconhecimento dos descendentes africanos na constituição e na construção da sociedade brasileira.
      Os principais temas que podem ser abordados nessa data são o racismo, a discriminação, a igualdade social, a inclusão do negro na sociedade, cultura afro-brasileira, dentre outros.

      Como surgiu o Dia da Consciência Negra?

      Durante o governo Lula, a Lei nº 10.639 de 9 de janeiro de 2003, informou sobre a inclusão da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar.
      Nesse mesmo documento, ficou estabelecido que as escolas iriam comemorar a consciência negra:
      “Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.”
      No entanto, foi somente no governo de Dilma Rousseff e através da Lei nº 12.519 de 10 de novembro de 2011, que essa data foi oficializada.
      Nesse documento foi criado o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”, sem obrigatoriedade de que ele fosse feriado.

      O Dia da Consciência Negra é Feriado?

      Em mais de mil cidades no Brasil a data é feriado. Esse acordo foi estabelecido por algumas leis municipais e decretos estaduais, no caso de Estados inteiros.
      Alguns Estados em que todas as cidades é feriado são: Rio de Janeiro, Mato Grosso, Alagoas, Amazonas, Amapá e Rio Grande do Sul.

      Quem foi Zumbi dos Palmares?

      zumbi dos palmares
      Representação de Zumbi, o líder dos Palmares

      Popularmente chamado de Zumbi dos Palmares, ele foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares durante o período colonial.

      Filho de escravos e nascido nesse quilombo, atual Alagoas, o Zumbi lutou para a libertação dos negros até sua morte.
      Em 1695, com 40 anos, Zumbi foi assassinado pelo capitão Furtado de Mendonça e seus restos mortais foram expostos em praça pública.
      Fonte: Brasil Cultura

      Valeu Zumbi

      zumbi
      Como uma espécie de rei do Quilombo de Palmares, Zumbi incentivou a fuga dos escravos e enfrentou várias expedições de extermínio até retirar-se para a guerrilha.
      Capturado ainda menino, no ano de 1655, foi batizado e alfabetizado, mas nunca concordou em ser escravo. Aos 15 anos, fugiu e adotou o nome de Zumbi.
      Tornou-se Rei de Palmares em 1678, assumindo a liderança do Quilombo. E para defender seu povo, participou de várias lutas, como a de 1692, quando derrotou a expedição do bandeirante Domingos Jorge Velho.
      Mas nem tudo foi sucesso. Ele acabou sendo traído e foi morto numa emboscada, em 1695, aos 40 anos.
      ANTES DE OUVIR O ÁUDIO E O VÍDEO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA



      Comissão aprova criação da Política Nacional de Leitura e Escrita

      livros
      A Comissão de Educação da Câmara aprovou proposta do Senado que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita (PL 7752/17), como estratégia permanente para promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil.
      Proposta pela senadora Fátima Bezerra (PT-RN), a política será elaborada a cada dez anos ministérios da Cultura e da Educação, de forma participativa, assegurada a manifestação do Conselho Nacional de Educação, do Conselho Nacional de Política Cultural e de representantes de secretarias estaduais, distritais e municipais de cultura e de educação, da sociedade civil e do setor privado.
      As metas e ações estabelecidas serão implementadas pelos ministérios, em cooperação com os estados, o Distrito Federal e os municípios e com a participação da sociedade civil e de instituições privadas.
      As diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita incluirão:
      – a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas;
      – o reconhecimento da leitura e da escrita como um direito;
      – o fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas;
      – a articulação com as demais políticas de estímulo à leitura, ao conhecimento, às tecnologias e ao desenvolvimento educacional, cultural e social do País, especialmente com a Política Nacional do Livro, instituída pela Lei 10.753/03;
      – o reconhecimento das cadeias criativa, produtiva, distributiva e mediadora do livro.

      AMPLO DEBATE
      O parecer do relator, deputado Waldenor Pereira (PT-BA), foi favorável ao PL 7752/17 e pela rejeição do PL 5270/16, do Poder Executivo, que tramita apensado e tem o mesmo objetivo.
      “Ambas as propostas são resultado de um grande debate entre o segmento editorial, a sociedade civil organizada e o poder público”, disse. Ele optou por sugerir a aprovação da proposta da senadora Fátima Bezerra, por estar com tramitação mais avançada, uma vez que já foi aprovada pelo Senado Federal.
      Pereira citou a 4ª Edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro, que apontou que 44% dos brasileiros com cinco anos ou mais não são leitores. Leitor, segundo essa pesquisa, é aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos últimos três meses. “A proposta com certeza é uma ação adequada para reverter esse quadro”, afirmou.
      Já aprovado pela Comissão de Cultura, o projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
      Fonte: Brasil Cultura