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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Exposição com cartas de D. Pedro II no Museu Imperial deve alavancar turismo em Petrópolis

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O acervo de cerca de 300 mil itens do Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), ganhou ainda mais relevância com a inauguração, nesta segunda-feira (4), da exposição Missivas Imperiais: cartas de Dom Pedro II. São cinco correspondências originais do último imperador brasileiro, que agora integram o museu, que é referência nacional sobre informações do período monárquico.

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, participou da cerimônia de abertura da exposição e anunciou programação cultural para a cidade fluminense a partir de 2018, em comemoração aos 200 da Independência nacional, a serem completados em 2022. As atividades serão anunciadas em breve e terão como epicentro o Museu Imperial e, consequentemente, a cidade de Petrópolis.

O Museu Imperial é responsável por trazer, todos os anos, milhares de visitantes à cidade serrana, incrementando o turismo e economia locais. Em 2016, a instituição registrou mais de 367 mil visitantes, recorde entre os 30 museus administrados diretamente pelo Instituto Brasileiro de Museu (Ibram), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

“Este será mais um atrativo para o museu e para aqueles interessados em visitar ou revisitar o espaço”, declarou o ministro, ao citar o Museu Imperial como a instituição federal mais visitada do País. “As cartas são muito significativas da personalidade, preocupações e até do gosto cultural e artístico de Dom Pedro II e constituem um reforço importante ao acervo”, destacou.

O diretor do Museu Imperial, Maurício Ferreira, explicou que uma das cartas completa um ciclo de correspondências entre o imperador Dom Pedro II e o escritor Sully Prudhomme, primeiro ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Em 1890, Dom Pedro leu em um jornal literário o poema Ato de Felicidade e enviou ao poeta francês uma carta solicitando o poema. A carta de resposta ao imperador já estava no Museu Imperial desde 1948. Agora, a correspondência de solicitação de Dom Pedro II também integra o acervo.
As correspondências doadas ao Museu foram um presente do presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao presidente da República, Michel Temer, durante visita oficial ao país europeu em junho deste ano.

Durante a visita ao Museu, o ministro e demais convidados assistiram à apresentação da artista Rosana Lanzellote, que tocou a Sonata K 141, de Domenico Scarlatti, na espineta – instrumento produzido em 1785 e pertencente ao acervo do museu. O museu tem como sede o antigo Palácio Imperial de Petrópolis, residência de verão do imperador de 1849 a 1889. Ao redor do museu se desenvolveu a cidade fluminense.

Também participaram da cerimônia o presidente do Ibram, Marcelo Araújo, o membro da família imperial Dom Manuel de Orleans e Bragança, o prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi, e a deputada Federal Cristiane Brasil.

Fonte: Brasil Cultura

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA: PREPARE-SE PARA O 10º SNE!

Trazemos aqui algumas informações e dicas para os participantes do 10º Seminário Nacional de Educação (SNE) do SINASEFE que estarão viajando à Santa Maria-RS nos próximos dias.
Temperatura
De acordo com o site Clima Tempo, a previsão do tempo em Santa Maria-RS (sede do 10º SNE) para os dias 7 a 10 de dezembro é de máxima de 33º e mínima de 19º, com chuvas em pelo menos um desses dias.
Coloque em sua mala roupas apropriadas ao clima da cidade!
Notebook
Tanto o Caderno de Textos (com as contribuições das bases que serão apresentadas nos Grupos de Trabalho) quanto a Proposta de Resolução da Pasta de Políticas Educacionais e Culturais (que será debatida na Plenária Final) serão disponibilizadas em pendrive, no formato PDF, aos participantes do 10º SNE.
Leve seu notebook ao evento para visualizar os textos – que já estão disponíveis aqui em nosso hotsite e podem ser impressos por quem preferir eles na forma física!
Participe do 10º SNE
Certificados serão distribuídos ao final do evento aos participantes e aos que apresentarem trabalhos nos GTs. Apenas quem tiver frequência de pelo menos 75% nas atividades do 10º SNE irá receber o certificado de participante.

HISTÓRIA DO SINASEFE: UM SINDICATO UNIFICADO E DE LUTA SEU SURGIMENTO E SUA TRAJETÓRIA

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O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica - SINASEFE surgiu a partir da  Federação Nacional das Associações de Servidores das Escolas Federais de 1º e 2º graus – FENASEFE, no Encontro Nacional das Associações de Servidores das Escolas Federais de 1° e 2° graus, ocorrido na Cidade de Salvador-BA, no dia 11 de novembro de 1988, logo após a aprovação da constituição federal "cidadã" de 1988, que consolidou o direito constitucional de sindicalização aos Servidores Públicos.
Dez anos depois, no Congresso Nacional da categoria, em 11 de novembro de 1998, na cidade de Manaus-AM, a entidade dá um grande passo, oportunizando a sindicalização de todos os trabalhadores e trabalhadoras da Rede Federal de Ensino, lotados nas Instituições de 1º e 2º graus da Educação Básica e passando a se chamar Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional. Neste momento a entidade foi além da sua representação anterior, apenas na área tecnológica e se ampliando enquanto entidade organizativa de todos os trabalhadores da Rede Federal da Educação Básica, Profissional, Científica e Tecnológica. Mudança esta que se manteve e vem ampliando a entidade até os dias de hoje.

PELO QUE LUTAMOS NO SINASEFE

O SINASEFE tem como princípio fundamental a defesa dos interesses da categoria que representa e a luta em defesa da educação pública de qualidade, gratuita e laica, com referência social e em consonância com os interesses da classe trabalhadora. Missão indissociável da liberdade de pensamento como direito inalienável do cidadão e que tem como compromissos desenvolver, organizar e apoiar, nos aspectos políticos, educacionais, econômicos, sociais e culturais, todas as ações que visem às conquistas de melhores condições na educação, de vida e de trabalho para toda a Classe Trabalhadora.

NOSSAS BANDEIRAS E CONQUISTAS

  • Educação Pública, Gratuita, Laica, com Referência Social;
  • Por uma Sociedade sem explorados;
  • Democratização das Instituições Federais de Ensino;
  • Redução da Jornada de Trabalho, sem redução salarial;
  • Reajuste Linear e constante da remuneração não permitindo a redução salarial a partir da corrosão inflacionária;
  • Por uma Carreira Única dos Trabalhadores (as) em Educação;
  • Paridade entre ativos e aposentados;
  • Contra todo tipo de discriminação ou intolerância racial, homofóbica ou de gênero;
  • Autonomia dos Trabalhadores (as) frente ao Estado.
Enfim, o que o SINASEFE tem de mais importante na sua trajetória e na sua própria organização de trabalhadores (as) está no fato de ser um Sindicato Nacional que não divide estes trabalhadores (as) no seu local de trabalho, organizando a Docentes e Técnico-Administrativos, em uma mesma categoria, mantendo as especificidades de cada um, mas sem perder a necessidade da unidade que a Classe Trabalhadora deve construir na luta contra os governos e patrões.

O SINASEFE é Filiado à CSP CONLUTAS - Central Sindical e Popular e à CEA - Confederação dos Educadores Americanos
Fonte: SINASEFE

Urariano Mota: Lampião, o bandido de volta

O artigo de Elise Jasmin hoje na Folha de São Paulo resgata preconceitos que julgávamos mortos no século passado.

Por Urariano Mota
“Guerreiros valentes para uns, brutos sanguinários para outros, os cangaceiros sob o comando de Lampião atuaram de 1922 a 1938, data em que as forças da ordem puseram fim a seu reinado de terror”
Primeiro, terror para quem? Para os agricultores miseráveis? Certamente, não. Segundo, em várias frases a historiadora se mostra como uma pesquisadora que não foi além dos jornais da época. Se ela houvesse pesquisado fora dos registros comuns, se houvesse procurado velhos cangaceiros, veria que os relatos dos sobreviventes se opõem às versões publicadas pelos jornais da época, que geralmente tinham a polícia como principal fonte. O que, pensando bem, não mudou muito. Mas olhem:
“Perseguidos sem trégua durante aproximadamente 20 anos pelas forças da ordem, Lampião e seu bando de cangaceiros atravessaram, devastaram e saquearam o sertão do Nordeste”
O artigo chega a cometer inverdades maiores como esta:
“Lampião, a princípio, é fruto de uma sociedade marcada pela violência, na qual é forte a tradição do banditismo de honra”
Amigos leitores, prestem muita atenção: Serra Talhada, a cidade onde nasceu Lampião, não é o lugar da tradição do banditismo de honra, nem muito menos lugar natural de bandidos. Poderia ser dito que ali, como em todo interior nordestino, era marcante o valor de honra como um patrimônio natural das pessoas. Um valor atrasado em muitos aspectos brutais, era certo, mas que nada tinha a ver com a terra da seca de honestidade, que gerasse bandidos saqueadores.
No entanto, o artigo continua mais aqui:
“Enquanto as forças da ordem não conseguiam agarrar o Rei do Cangaço em seu antro, este último teve o topete de aceitar a oferta do fotógrafo e cameraman Benjamin Abrahão para fazer um filme sobre a atividade de seu bando”  (Negrito deste autor)
Ora, já antes, quando escrevi o artigo “Lampião, bandido de marketing”, em setembro de 2006, pude observar esse engano da historiadora. Ela falava então sobre as imagens de Benjamin Abrahão:
“Estas imagens dos bandidos no auge de sua glória e poder, ao lado das fotos com o jogo cênico de suas mortes, fazem parte desta espetacularização da violência que encontramos nas sociedades modernas. É um fenômeno que vemos se desenvolver especialmente nas grandes cidades atingidas pelo crime organizado. Lampião e seu grupo foram os primeiros a se apropriar deste modo de comunicação, a instrumentalizá-lo, para desafiar seus adversários, impor seu poder e mostrar que seu sistema de valores, a vida que levavam, tinha um sentido para eles.”
Para responder a tamanha viagem, pude escrever que a chamada espetacularização, neologismo em português, mas que bem entendemos como uma mistura de especulação com espetacular, esse fazer da violência um espetáculo não foi uma criação dos bandidos sertanejos em 1936. Eles não são os agentes do espetáculo. As lentes de Benjamin Abrahão, que os filmou, é que fazem o espetacular. Em um filme, isto é básico, o ator não é bem o agente. Quem dirige é quem age. Nas imagens os cangaceiros se mostram, se exibem, mas a direção, o agente, está por trás do que eles fazem e encenam. A pedido, deve-se dizer. Diríamos até, a existência do espetáculo havia sido feita antes por toda a imprensa brasileira. Lampião jamais se declarou ou se julgou o rei do cangaço, por exemplo. Isto foi uma criação da imprensa e do cinema, nos estúdios Vera Cruz. Quem utilizava quem? Quem fazia espetáculo de quem?
Mas agora o bandido voltou:
“À frente de seu bando de cangaceiros, Lampião atacava e arrasava propriedades e vilarejos, extorquia parte da população, introduzindo o rapto em seus métodos crapulosos e jogando sutilmente com os antagonismos de clã entre os potentados locais.
O recurso a uma violência sem limites, à castração, às mutilações, à marcação com ferro em brasa permitiu a Lampião aterrorizar os sertanejos que não o apoiavam e consolidar sua reputação de crueldade”

O vilão sertanejo retorna, cumpre o seu “I’ll be back”
Fonte: BRASIL CULTURA

Wagner Moura lançará filme sobre Marighella

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Wagner Moura sabe que o tema que escolheu para seu primeiro filme como diretor será visto como um manifesto político de um ator associado a uma ideologia de esquerda. Mas ele não se importa, pelo contrário: “A gente tem que sair das cordas e partir para o ataque”, diz.
Produzido pela O2, o filme vai acompanhar a vida de Marighella entre 1964 e 1969, até sua morte por policiais numa emboscada em São Paulo.
“Eu quero que o filme seja um depoimento nosso contra a escrotidão, contra a injustiça, a falácia, a opressão, o golpe. Contra o golpe. Não tem essa de dizer que o filme é imparcial. Meu filme não será imparcial, será um filme sobre quem está resistindo. A esquerda está numa situação difícil, a gente está nas cordas. Os artistas estão ao ponto de ter que dizer que não são pedófilos. A gente tem que sair das cordas e partir para o ataque”, diz o diretor.
Wagner ainda comentou que sofreu alguns boicotes, como o de pessoas que não patrocinaram o filme por tratar de Marighella, de forma explicita, enquanto outros saíram pela tangente: “com certeza toda polarização tende a ser burra. A inteligência mora em algum lugar entre uma coisa e outra, e sou completamente refratário a qualquer tipo de boicote. Mas é natural que a quentura da política norteie que filme ou peça você vai ver. Eu não vi nenhum desses filmes, mas o que eu sei é que o filme da Lava-Jato (“Polícia Federal”) custou R$ 16 milhões, e ninguém sabe de onde veio o dinheiro. Enquanto eu sou chamado de ‘ladrão da Lei Rouanet’, tem uma galera fazendo com mais facilidade seu trabalho. Não estou julgando, nem os conheço e torço para que o filme tenha sido bem-sucedido. Mas esse momento de polarização gera distorções como essa. Tem sido muito difícil para a gente captar por causa do tema, e parece que foi mais fácil para a galera fazer o outro.”
Para ele, o filme é feito sobre e para aqueles que decidiram resistir, não só nos tempos da ditadura, mas inclusive hoje. “Este filme não vai ter nenhum sentido se não representar alguma coisa, sobretudo para as pessoas pelas quais ele lutava. Contar a história de um homem negro que liderou a maior resistência a um poder opressor nos anos 60 não é falar daquela época. É falar do agora”, completa o ator.
Do Portal Vermelho, com informações do Globo

ELE É POTIGUAR E ENTRA PARA A HISTÓRIA!16 anos, negro, nordestino: Pedro Gorki é o novo presidente da UBES

Congresso da maior entidade estudantil secundarista do Brasil terminou neste sábado (2) em Goiânia.

Terminou neste sábado (2), em Goiânia, o 42º Congresso da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), a maior organização estudantil do país ao lado da UNE. Os milhares de estudantes do ensino fundamental, médio, técnico e preparatório escolheram Pedro Gorki, 16 anos, estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, como presidente da entidade pelos próximos dois anos.
A chapa de Pedro, “Secundas Em luta, em defesa da educação e do Brasil” obteve 2.101 votos de um total de 2.513 delegados, representando 83,7% da votação, Também participaram a chapa “Oposição UBES na rua”, que obteve 391 dos votos, contabilizando 15,5%, e “Articulação de Esquerda”, com 21 dos votos, totalizando 0,8% do pleito.
O Congresso da UBES reuniu cerca de 10 mil estudantes do ensino fundamental, médio e técnico do Brasil na capital de Goiás desde a última quarta (29). Foram realizados mais de 10 debates, com mais de 60 convidados das áreas da política, cultura e dos movimentos sociais.
Em uma grande passeata, os estudantes marcaram a sua posição contra a censura nas escolas e o projeto da Escola Sem Partido. A UBES também definiu a oposição da juventude às reformas do governo de Michel Temer e a adesão à greve geral convocada pelas centrais sindicais para o próximo dia 5 de dezembro.
Pedro Gorki durante manifestação pelas ruas de Goiânia


Um menino com o coração nos olhos

Pedro Lucas Gorki, natural de Natal, Rio Grande do Norte, é desses adolescentes que parece sorrir com a mesma frequência que respira. Quando conversa com os outros, quase sempre sobre política, transmite um otimismo improvável para quem vive um dos momentos de maior descrédito da população no futuro do país. Sereno, voz doce e sotaque nordestino, emociona-se facilmente no meio de um assunto e não tem medo de que o interlocutor veja os seus olhos quando as lágrimas chegam. Porém, os que apostam na tese de uma pessoa frágil não sabem que ali na sua frente está um dos principais líderes da ocupação radical de escolas no Brasil nos últimos anos e agora presidente da maior organização de juventude secundarista de toda a América Latina.
Negro, com a idade de apenas 16, nascido em um bairro de pescadores e operários na periferia da capital potiguar, o novo presidente da UBES é um prato cheio para quem busca um cardápio de quebra de expectativas. A idade e o rosto indisfarçável de menino trazem a ideia de alguém ainda inexperiente na vida e na militância. No entanto, Gorki começou – inacreditavelmente – aos sete anos, quando falou em solidariedade às crianças palestinas em um ato de repúdio aos violentos ataques de Israel aos territórios ocupados no Oriente Médio, no ano de 2008. Na mesma época, batizou seu cachorro com o nome de Lênin e juntou-se a uma companheira da mesma idade em um projeto de fundação da União das Crianças Socialistas.
Os pais, embora atuantes no movimento sindical e na política de Natal, enfrentaram o desafio de lidar com a precocidade do filho. Quando Pedro tinha 11, foram chamados ao Colégio Nossa Senhora das Neves para ouvir a preocupação da coordenação com um livro encontrado com o menino. Era “Assim falava Zaratrusta”, do filósofo alemão Friedrich Nietzche. Aos 12, já estava lendo “Casa Grande e Senzala”, do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre, falando no microfone durante greves, manifestações e participando ativamente das jornadas de junho de 2013 que mudaram o país. Naquela época, pediu à mãe para ficar acampado na ocupação da Câmara Municipal de Natal, mas o pedido foi negado.
Gorki em marcha contra lei da mordaça

Porém, em 2016, quando tinha 15 e o Brasil começava presenciar a explosão da resistência nas escolas contra o governo Temer, a Reforma do Ensino Médio e o desmonte na educação do país, as ocupações e Pedro iriam finalmente se encontrar. Ele planejou e liderou centenas de outros jovens na tomada do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, a maior instituição do gênero no estado. Em seguida, levou a mesma ação a dezenas de outras escolas da capital e transformou o Rio Grande do Norte em um dos pólos do movimento no país. A ação mais radical ainda estaria por vir: a ocupação da secretaria de Educação do estado, pelos estudantes, que tornou Gorki uma liderança nacional e chamou a atenção dos movimentos de juventude de todo o país. A ocupação durou dez dias e o grupo de Pedro conseguiu pressionar o governador Robinson Faria (PSD), que foi obrigado a se reunir e negociar com os estudantes.
A ocupação trouxe vitórias como a melhoria na rede pública estadual e a reconstrução da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Natal (UMES), que estava desativada. Pedro foi eleito presidente da organização ainda no final de 2016 e, menos de um ano depois, já chegou a presidente da UBES, representando quase 50 milhões de estudantes brasileiros do ensino fundamental, médio, técnico e profissionalizante. “Acredito que a UBES é uma entidade histórica, que completa agora seus 70 anos e que já demonstrou com as ocupações que pode ser uma força capaz de mudar o jogo de forças no Brasil. Este será um novo período de muita luta nas escolas”, promete.
Entre as prioridades de Gorki está o combate à censura nas escolas, à lei da mordaça e projetos como o da Escola Sem Partido: “A sociedade brasileira está cansada e desanimada com tudo o que vem acontecendo. Em um momento assim, infelizmente aparecem projetos autoritários como esse, assim como foi na Alemanha antes do nazismo, na Itália antes do fascismo. Isso precisa ser combatido. A escola que queremos é democrática, transformadora, libertadora”, justifica. Ele também destaca a necessidade de revogar a PEC do congelamento dos investimentos públicos na educação e garantir o acesso dos jovens pobres à universidade.
Camila Lanes passa presidência para Pedro Gorki
Consciente de quem é, da sua cor e de onde veio, Pedro se lembra de apenas um momento quando a mansidão e a calma do seu temperamento ferveram e entornaram o caldo. Com um soco, atingiu um colega de escola que o chamou de “negro imundo”. Chegou a se arrepender, chorar e receber o pedido de desculpas do garoto nos dias seguintes, mas fortaleceu as suas convicções na luta contra o racismo no Brasil. Assumindo a UBES após três meninas na sequência (Manuela Braga, Bárbara Melo e Camila Lanes), ele diz que busca entender cada vez mais as conseqüências do machismo na sociedade e o desafio da igualdade entre os gêneros. Afirma que fará uma gestão com ampla participação feminina e LGBT.
Por incrível que pareça, Pedro ainda é um jovem normal, interessado em se divertir e aproveitar a sua idade. É apaixonado por futebol e torcedor aguerrido do América –RN, que hoje disputa a série D do campeonato brasileiro.Vai ao cinema e também assiste a seriados em casa, é fã de literatura e possui mais livros do que roupas no armário. Na música, gosta de muita coisa, do rock à MPB. Tem como um dos ídolos o cearense Belchior, cuja morte lamentou em 2017. É dele a autoria de uma das frases favoritas de Pedro: “Amar e mudar as coisas me interessa mais.” A partir de hoje, o que interessa a esse menino também interessa ao futuro de toda a juventude Brasil.
Por Artênius Daniel, de Goiânia.
Fotos: Nilmar Lage, Léo Souza e Gui Silva.
UBES

sábado, 2 de dezembro de 2017

Moqueca de siri

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Moqueca feita com carne de siri, leite de coco, pimentão verde e tomates. Use azeite de oliva ou de dendê, conforme seu gosto.

Ingredientes
Serve: 8
  • 3 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola grande picada ou 2 cebolas pequenas
  • 3 dentes de alho amassados
  • 800 g de carne de siri limpa
  • Suco de 1 limão
  • 5 tomates sem sementes picados
  • 1 pimentão verde pequeno sem sementes e picado
  • 3 colheres (sopa) de cebolinha picada
  • 3 colheres (sopa) de coentro picado
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 vidro (200 ml) de leite de coco
  • Molho de pimenta a gosto (opcional)
  • 1 colher (sopa) de coentro para polvilhar (opcional)
Modo de preparo
Preparo:5mins  ›  Cozimento: 25mins  ›  Pronto em:30mins
  1. Ponha o azeite numa panela grande. Leve ao fogo médio. Refogue a cebola e o aho no azeite quente. Acrescente a carne de siri e o suco de limão. Mexa por aproximadamente 2 minutos.
  2. Junte o tomate, o pimentão, a cebolinha, o coentro, o sal e o leite de coco. Misture tudo. Abaixe o fogo, tampe a panela.
  3. Deixe o siri cozinhar por mais 10 minutos, mexa de vez em quando. Acrescente o molho de pimenta, se estiver usando. Acerte o sal, polvilhe com coentro e sirva.
BRASIL CULTURA

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Parque Nacional do Iguaçu vive expectativa de quebrar recorde de visitantes em 2017

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Parque Nacional do Iguaçu, detentor do título de uma das Sete Maravilhas do Mundo – as Cataratas do Iguaçu -, está perto de bater um recorde histórico no que diz respeito ao recebimento de turistas. A expectativa é de que a unidade de conservação ultrapasse, até o fim de 2017, seu maior número de visitantes: um milhão e 642 mil visitantes.
De janeiro até a última segunda-feira (27), o local já recebeu um milhão e 602 mil pessoas, demonstrando um crescimento de 15% se comparado ao mesmo período do ano anterior. O fato de ainda faltarem pouco mais de 30 dias para o final do ano comprova que o recorde deverá ser quebrado.
Considerado número 1 no ranking de atrativos naturais, nos últimos três estudos de competitividade do Turismo do Fórum Econômico Mundial, o Brasil deve comemorar um crescimento de 11,5% no número de visitantes em parques nacionais brasileiros, de acordo com o Euromonitor International, organização voltada para análises de mercado. A expectativa é que o ano termine com os parques tendo recebido 7,8 milhões de pessoas.
Somente os quatro parques concedidos atualmente no Brasil – Parque Nacional do Iguaçu, Parque Nacional da Tijuca, Serra dos Órgãos e Fernando de Noronha – foram responsáveis por 68,7% do total de visitantes em 2016 – 7,031 milhões -, o que mostra o sucesso da iniciativa. Por esse motivo, Ministério do Turismo tem discutido junto ao Ministério do Meio Ambiente a concessão dos parques nacionais para estimular o aproveitamento de todo o potencial turístico das unidades. O país conta com 72 parques nacionais.
A administração do Parque Nacional do Iguaçu já comemora os novos números. “Esse recorde que se aproxima é resultado de uma junção de fatores: a beleza das Cataratas, que atrai por si só os turistas; a organização do Parque para receber as pessoas de forma adequada; a estrutura turística de Foz do Iguaçu, que faz com que a cidade esteja apta para amparar turistas de diferentes culturas; e as estratégias de divulgação do destino não só para turismo interno como para os demais países”, ressalta Ivan Baptiston, chefe do Parque Nacional do Iguaçu.
TURISMO E RENDA – Tendo como atração principal as Cataratas do Iguaçu, o Parque Nacional do Iguaçu é o segundo mais visitado do país, ficando atrás do Parque Nacional da Tijuca (RJ), que recebe mais de três milhões de visitantes por ano.  Ele é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão federal responsável pela administração das unidades de conservação do Brasil. Desde 1999, o local conta com os serviços de visitação turística do Grupo Cataratas.
O Parque Nacional do Iguaçu fomenta turismo não só pelas Cataratas, mas por ser amplo em biodiversidade de fauna e flora. Criado em 1939, o local movimenta a economia dos 14 municípios que estão ao seu redor e é considerado um santuário ecológico por ter a responsabilidade de proteger algumas espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o puma, o jacaré-de-papo-amarelo e o gavião-real.
BRASIL CULTURA

Turismo participa de encontro de cidades históricas

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O Ministério do Turismo marcou presença no amplo debate sobre desafios e oportunidades para o turismo nas cidades históricas e patrimônios naturais e culturais que ocorre até 30 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR). Trata-se do Diálogo Municipalista e do 4º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas e Patrimônio Mundial que reúne representantes de instituições públicas e privadas, prefeituras e de países sul americanos.
Na abertura do evento, organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o secretário executivo do MTur, Alberto Alves, falou sobre as iniciativas da Pasta em prol preservação do patrimônio cultural brasileiro, gestão dos destinos e apoio às cidades históricas. São mais de R$ 230 milhões investidos na restauração de prédios históricos, implantação e recuperação de museus, revitalização de centros históricos, implantação de vias de acesso a atrativos culturais, entre outras obras.
“Sabemos da importância dos atrativos históricos para alavancar o turismo no nosso país. Por isso, encaminhamos na última semana ao TCU o Plano de Ação para Formulação de uma Política Nacional de Gestão Turística de Sítios Declarados Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade. Seu conteúdo, bem como o detalhamento dos próximos passos para implementação dessa política serão debatidos aqui neste encontro e estamos confiantes do sucesso deste debate”, afirmou Alberto Alves.
Cultura Brasil

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÕES

O Presidente da Diretoria Executiva da APURN, no uso de suas atribuições e com base no Artigo 51 do Estatuto, convoca os associados em pleno gozo de seus direitos a comparecerem às Eleições para Escolha da Diretoria Executiva, biênio 2018/2020 e renovação dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que serão realizadas no dia 21 de dezembro de 2017, no horário das 08:00 h. às 17:00 h. em sessão eleitoral no Centro de Convivência do Campus Central da UFRN. O processo será coordenado pela Comissão Eleitoral designada pelo Conselho Deliberativo para esta finalidade, orientando-se pelo que estabelece os Artigos 43, 44 e 45 do Estatuto e o registro de candidaturas será realizado no período de 20 a 23 de novembro de 2017, na Secretaria da APURN, no horário das 08 h. às 12 h. e 13 h. às 17 h.
Natal (RN), 17 de novembro de 2017
José Melo de Carvalho
Presidente da APURN

Racismo na infância e na escola ainda é pouco discutido - A Cor da Cultura - Bruna e a Galinha d'Angola


Apesar de pouco discutido, o racismo na infância e nas escolas existe e precisa ser enfrentado, na opinião de professores e especialistas ouvidos na reportagem. Eles destacam a pouca representação de crianças negras nos meios de comunicação como uma das causas do problema.

“Enfrentar o racismo na infância é crucial e deve mobilizar toda a sociedade brasileira, porque ali estão sendo moldadas todas as possibilidades de identidade das pessoas”

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

Fonte:colunas.revistaepoca.globo.com/

PRESIDENTE DO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA PARTICIPA DA PLENÁRIA DA FASUBRA APÓS ATOS PROMOVIDOS EM BRASÍLIA

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 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN parabeniza as últimas ações recentemente promovida pela FASUBRA, que com essa ação garantiu em breve uma reunião com os Ministérios do Planejamento e da Educação

Momento da aprovação do relatório/Ata. 4 horas de debates, presentes aprovam relatório feito pela FASUBRA

Gibran Jordão finalizando/lendo o relatório final das últimas ações da FASUBRA (28 e 29/11)
 Plenária na FASUBRA realizada ontem (29) no auditório do SINTFUB
 ROBERTO LUIZ (Robertinho) - SINTEST/RN-FASUBRA fazendo suas intervenções a favor dos trabalhadores e prestando conta de suas ações nos últimos 3 dias...Um Guerreiro!
 Comando de greve e representantes dos estados.
 Robertinho - SINTEST/RN-FASUBRA fazendo suas intervenções a favor dos trabalhadores e prestando conta de suas ações nos últimos 3 dias...Um Guerreiro!

Ontem (29), o Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos a convite da Plenária de Avaliação das últimas ações promovidas pela FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Técnicos administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil). A Plenária aconteceu no auditório do SINTFUB - (Sindicato dos Trabalhadores da Fundação  Universidade de Brasília - UNB), inicio da tarde.

Após dezenas de intervenções dos presentes, foi aprovado o relatório de avaliação das ações dos últimos dias (27 e 28/11) e agenda dos próximos 10 dias.

É bom que o SINTEST/RN foi uma das maiores delegações a fazer presente aos dois atos promovido e convocado pela FASUBRA.

O resultado foi positivo, pois logo no dia 27 e 28 de novembro, pois foram recebidos pelo secretário  do Ministério do Planejamento, onde o mesmo se prontificou após reunião com o comando de greve/FASUBRA a marcar em duas semanas uma nova reunião com a presença do MEC e a outra vitória foi a audiência no dia 28 com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que "se prontificou-se" a encaminhar as propostas da FASUBRA com relação a Previdência Social.

Para Eduardo Vasconcelos os atos foram positivos, onde milhares de trabalhadores na educação superior junta-se e siaram vitoriosos, onde a sociedade os apoiaram.  Nova ações virão para que mais e mais universidades tomem suas decisões de aderirem a GREVE GERAL, única forma de "forçar" o Governo Federal negociar com o Comando de Geral de Greve e o CPC/RN apoia essa luta da FASUBRA e dos sindicatos envolvidos nessa ação. Concluiu Eduardo Vasconcelos.

A cultura como ferramenta de resistência negra no Brasil


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Por Teddy Falcão*
A história dos negros no Brasil mostra o quanto o país escravizou de forma extrema os afrodescendentes tornando-se um dos países mais escravistas do mundo. Com uma herança de violência e total desrespeito a qualquer direito que a pessoa humana poderia ter.
O Brasil nasceu escravizando e nem mesmo após a “abolição” o negro foi realmente livre. Pois da escravidão do Brasil colônia até hoje, o negro é impedido de viver a sua liberdade, sempre sendo posto à margem. Condenado à separação movida essencialmente por causa da sua cor.
A contribuição histórica, social e cultural dos afrodescendentes para a formação da sociedade brasileira é inegável. Mesmo com a tendência que a história tem de apagar ou esconder o negro, ainda há a resistência quase natural da negritude brasileira.
Em contrapartida a uma literatura em que não existem as “pessoas de cor”, há a música e sons que ecoam o “ser negro” de forma que ao ouvir, brancos, asiáticos, todos conseguem ter a dimensão do que significa fazer parte de um povo que precisa se reinventar sempre para continuar existindo, sobrevivendo.
Nas artes então, estão muitos elementos que formam e mostram a identidade do negro brasileiro.
A cultura afrodescendente mostra, por meio dos mais diversos segmentos, essa história, na história do Brasil. A religião, a dança, as artes plásticas, mais que cultura, ferramenta para a sobrevivência de um povo.
Estas questões são mais que identitárias, são políticas. O negro guerreiro não é só o capoeirista, o dominador das formas de luta. Mas também o artista, o intelectual, o político.
Uma roda de capoeira, um culto de candomblé transforma-se em algo a mais: um ato político. Fazendo nascer as articulações e organizações para lutar por direitos básicos para o afrodescendente do Brasil. Isso num contexto histórico em que o Brasil começa a desenvolver sua identidade como nação. Um país com muitas faltas para com os seus, seguindo adiante sem nenhuma pretensão de ao menos amenizar toda a situação criada através dos anos desde a chegada dos portugueses. O Brasil de tantos erros, mesmo após tanta história de violência contra o seu próprio povo ainda se mostra indiferente com a população negra.
Infelizmente o Brasil ainda é um dos países que mais matam negros. O racismo carregado de história, repercute em 2017 muito da violência que os negros sempre sofreram no país onde sociedade e estado continuam colocando o negro à margem.
O afrodescendente é herdeiro de uma história que o Brasil já deveria ter revertido. Uma história que deveria ser lembrada para que não voltasse a se repetir. Mas que apenas tomou novas formas, fazendo nascer novos personagens através das idades. Pessoas que nascem em desvantagem em uma sociedade minoritariamente branca, forçadas a dar continuidade à história de exploração dos negros no Brasil.
A formação da Sociedade Brasileira de forma desordenada, aconteceu até hoje sem se preocupar em reparar erros e atrocidades que não deveriam ser deixados de lado. E assim, permitiu-se que o negro continuasse a ser escravizado, explorado, seja pela herança da escravidão, pelo racismo, formas que continuam a repercutir na história do Brasil sem que haja quaisquer impedimentos.
A identidade cultural do negro brasileiro é sua principal arma de luta contra tudo o que a sociedade sempre lhe impôs.
O negro no Brasil não é apenas cor. É quilombola, capoeirista, candomblecista, musicista, artista. A sociedade negra brasileira se forma com o passar dos tempos com base na sua própria história, que está contida na história do Brasil. É triste o fato de que há essa separação. Separação que o Brasil impôs desde a colônia, República, ditaduras, golpes.
Preencher as lacunas que a história do Brasil deixou, só será possível quando a sociedade brasileira se perceber como multicor que é. Isso leva tempo, e é preciso disposição política e principalmente social e cultural.
O Brasil precisa se descobrir como país indígena e afrodescendente que é.
*Teddy Falcão é realizador audiovisual e cineclubista acreano, mestrando em educação, arte e história da cultura na Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), membro do Conselho Nacional de Cineclubes e do Cineclube Opiniões, e pesquisador do Laboratório de artes cinemáticas e visualização – LABCINE.
BRASIL CULTURA

Cultura – Arte & Cidadania - A doce poética do ferro

A doce poética do ferro

Pensar a Arte-cidadania significa refletir sobre o lugar da arte em nosso mundo, sob uma perspectiva abcrangente e democrática, que reconhece indivíduos e comunidades como agentes da construção de nossa diversidade cultural e que reitera a importância da participação cultural na conquista das autonomias individuais e coletivas. Significa considerar um novo campo para a política pública de cultura no país. “ 
Além disso, as tendências de futuro mostram que, no século XXI,  a cultura e as indústrias criativas são o mais importante elemento para alavancar o desenvolvimento.
Porém, para que tudo isso seja possível é preciso uma “mudança cultural” em relação à cultura: é necessário que os vários setores da sociedade, inclusive o cultural, tenham maior consciência dcukturao papel da cultura e da arte nos processos de desenvolvimento e cidadania.
Fonte: Brasil Cultura

Filmes de premiado diretor boliviano serão exibidos em São Paulo

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A mostra tem o objetivo de difundir o trabalho cinematográfico comunitário e indígena boliviano. Nascido na capital La Paz, em 1936, o diretor Jorge Sanjinés, ao longo de seus mais de 50 anos de carreira, tem sido o primeiro cineasta do país a incorporar as línguas Quéchua e Aymara nos filmes bolivianos. Também professor e escritor, Sanjinés é autor do livro Teoria e Prática de um Cinema Junto ao Povo, tendo desenvolvido uma estética cinematográfica voltada para um imaginário contra-hegemônico, junto às comunidades indígenas.
Sanjinés também foi diretor do Instituto de Cinematografia Boliviana, e um dos fundadores do movimento Nuevo Cine Latinoamericano.
O diretor já foi premiado nos Festivais de Berlim, Veneza e Locarno, tendo dirigido mais de uma dezena de longas-metragens.
Entre os filmes exibidos, estará seu longa mais recente, Juana Azurduy, guerrilheira da pátria, que estreou no Festival de Berlim em 2016 e foi premiado como melhor filme no 2º Festival Internacional de Cinema de Guayaquil, no Equador. Também comporão a mostra os filmes Ukamau, primeiro longa-metragem do diretor; A Coragem do Povo; e O Inimigo Principal, que será exibido em película 35mm.
O evento também contará com uma conferência para debater a produção cinematográfica latino-americana, que terá a presença da professora da Universidade de Buenos Aires (UBA) María Aimaretti, e da professora de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Yanet Aguilera. A atividade acontecerá no dia 2 de dezembro.
A Mostra Jorge Sanjinés tem o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, da Prefeitura Municipal de São Paulo, do CCSP e do Circuito SPCine, e é produzida pela Associação Cultural Fábrica de Cinema em parceria com a Buena Onda Produções. O evento tem entrada gratuita e a bilheteria será aberta às 14h para retirada de ingressos das sessões do dia.
Fonte: Brasil de Fato

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

EDUARDO VASCONCELOS - CPC-RN PRESENTE AO ATO DA FASUBRA HOJE (28) EM BRASÍLIA

 Eduardo Vasconcelos (esquerda) ao lado de amigos/as (Léa - FASUBRA)

Eduardo Vasconcelos ao lado de Léa - FASUBRA
 Lideres sindicais do SINTEST
 LIDERANÇAS DO SINTEST/RN

O presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos participou ativamente  do ato promovido pela FASUBRA em Brasília, apoiando assim as lutas dos trabalhadores nas universidades federais.  

O resultado foi satisfatório, pois o governo recuou e atendeu, através do secretário do Ministério do Planejamento a comissão formada para levar as reivindicações dos trabalhadores.

Ficou abordado que haverá uma nova reunião de negociação com a presença do MEC.

Eduardo Vasconcelos além de ser presidente do CPC/RN, também é coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região do Agreste Potiguar.