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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Carnaval está chegando! Conheça os destinos mais procurados para as festas de 2018


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Rio de Janeiro

Arquivo/ Agência Brasil
O Carnaval é uma das datas mais importantes para o turismo do Brasil. De acordo com o Ministério do Turismo (Mtur), neste ano, a festa deve registrar recorde de movimentação, com 400 mil turistas estrangeiros, que se juntarão aos 10,6 milhões de brasileiros que viajarão no período. A expectativa é que sejam injetados 11,14 bilhões na economia do País. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) acredita que as festas do próximo final de semana atinjam 95% de ocupação em vários estados.
Conheça os destinos mais procurados:

Salvador

Arquivo/ Prefeitura
Carnaval com blocos de rua é tradição do estado

Na capital do axé, são sete circuitos oficiais: Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Campo Grande), Batatinha (Centro Histórico), Riachão (Garcia/Campo Grande), Sérgio Bezerra (Barra), Orlando Tapajós (Ondina/Barra) e Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina).

Pernambuco

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Os principais polos carnavalescos são o Centro Histórico do Recife e o Centro Histórico de Olinda

Em Recife, são mais de duas mil apresentações distribuídas em 63 Polos Carnavalescos. Destes, quatro são dedicados às crianças.

Belo Horizonte

Divulgação/ Prefeitura
Prefeitura de Belo Horizonte já divulgou programação do feriado na cidade

A programação da festa na capital mineira conta com nove palcos, em mais de 100 horas de música. Dois dos palcos serão focados na programação infantil.

São Paulo

Arquivo/ Agência Brasil
O samba também toma conta do carnaval em São Paulo

Além do tradicional desfile das escolas de Samba, Pirituba recebe palco fixo do carnaval de rua durante os dias 10 e 11 de fevereiro. Já o Vale do Anhangabaú terá atração no palco principal todos os dias.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O maracatu feminista de Nazaré da Mata

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As canções do grupo utilizam surdo, tarô, minero, porca, gonguê e sopro para musicalizar temáticas como feminicídio, violência, conquistas e reivindicações. Tudo que envolve o interesse da mulher, segundo a representante Eliane Rodrigues. A agremiação lançou dois CDs com músicas compostas por elas e cantadas pelas mestras e contramestras.
As luas (versos) que retratam o universo feminino gritam para quem quiser ouvir que a participação social da mulher também cabe na cultura popular. Sua peculiaridade fez com que o Maracatu Feminino de Baque Solto Coração Nazareno servisse de material de estudo para diversas áreas, participando de documentários nacionais e internacionais, livros, TCCs e teses de mestrado.
A proposta da agremiação é tirar a mulher da posição coadjuvante e colocá-la como protagonista. O símbolo é uma tulipa com uma mulher desabrochando. Os trajes são lilás e cor de rosa. Os 16kg dos trajes das caboclas deixa clara a mensagem do grupo: com muito brilho, levam a fortaleza que há em cada mulher.
“Somos feministas quando vamos para a rua brigar por um espaço que também é nosso por direito. Todas as mulheres do maracatu têm essa consciência”, afirma Eliane. O grupo abre espaço para artistas como Lucicleide Silva, que há 11 toca surdo e encontrou nele uma forma de autonomia carnavalesca: “Quase não se via mestras, musicistas ou caboclas. Me faz sentir importante, empoderada e feliz.”
Lucicleide reforça a importância da mulher ser livre para mostrar o potencial em um cenário predominado por homens como forma de quebrar tabus. Antes, brincava em blocos, mas sem um papel de destaque. Com o Coração Nazareno, cada vez mais se força a aprender e multiplicar cultura e conhecimento para crescer e levar mais mulheres com ela, colocando em prática o conceito de sororidade.
O Maracatu Feminino de Baque Solto Coração Nazareno é um dentre os vários projetos da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam). Atualmente, desfilam cerca de 68 mulheres que perpassam várias gerações e unem foliãs de crianças de colo a idosas. A Rádio Comunitária, também organizada e coordenada por elas, é integrada a outras atividades e apresenta para as mulheres de Nazaré da Mata a cultura regional enquanto arte, valorizando sempre a cultura de paz.
Fonte: Revista Nabuco

Cultura – Arte & Cidadania

Pensar a Arte-cidadania significa refletir sobre o lugar da arte em nosso mundo, sob uma perspectiva abrangente e democrática, que reconhece indivíduos e comunidades como agentes da construção de nossa diversidade cultural e que reitera a importância da participação cultural na conquista das autonomias individuais e coletivas. Significa considerar um novo campo para a política pública de cultura no país. “ 
Além disso, as tendências de futuro mostram que, no século XXI,  a cultura e as indústrias criativas são o mais importante elemento para alavancar o desenvolvimento.
Porém, para que tudo isso seja possível é preciso uma “mudança cultural” em relação à cultura: é necessário que os vários setores da sociedade, inclusive o cultural, tenham maior consciência do papel da cultura e da arte nos processos de desenvolvimento e cidadania.
Brasil Cultura

Luz, câmera e samba na avenida, os últimos detalhes antes da folia

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Em meio à correria de uma sexta-feira de carnaval, a presidenta da Associação, Izaura Panfili, parou uns minutinhos para conversar com o Vermelho. Ela explicou que este trabalho já vai completar 18 anos. Ao longo destas quase duas décadas, gerações de sambistas passaram pelo camarim da Adesp antes de brilhar na avenida.
“Nós cuidamos dos últimos detalhes das fantasias, da maquiagem, temos costureiras, aderecistas, maquiadores, marceneiros, fazemos o possível para o desfile sair impecável”, explica Izaura que também é artista plástica.
A paixão pelo carnaval ocupa mais da metade do ano de Izaura que em meados de junho, julho, começa a organizar os cursos oferecidos pela Adesp para quem vai trabalhar no Carnaval do ano seguinte. Quem faz estas aulas preparatórias trabalha de forma voluntária nos bastidores da folia ao lado de grandes artistas, estilistas e artesãos.
“Nós valorizamos o trabalho do artesão, e os voluntários aprendem muito, além de ganhar um certificado da Adesp, que eles podem usar para ingressar em outros cursos, eles também adquirem experiência para trabalhar com costura, maquiagem… são muitas portas que se abrem para quem pretende trabalhar com Carnaval”, afirma.

Além de cuidar de todos os detalhes para as fantasias e as maquiagens entrarem na avenida impecáveis, a Adesp tem o cuidado com a segurança dos foliões. Entre os trabalhos desenvolvidos pela Associação está a conscientização sobre a necessidade de se desenvolver mecanismos eficazes de segurança para reduzir ao máximo os acidentes.
Quando vemos aqueles carros alegóricos imensos, todo o sistema elétrico e mecânico que dão conta de tamanho show, precisam ser pensados e desenvolvidos de forma a manter a segurança dos foliões que muitas vezes desfilam há metros de distância do chão. Os voluntários da Adesp colocam a mão na massa para cuidar de cada detalhe.
O camarim serve ainda para armazenar grandes fantasias que devido ao peso e volume precisam ser preparadas com muitas horas de antecedência ao desfile. E cada detalhezinho é pensado com carinho pelos artesãos que passam meses em função de fazer a festa na avenida acontecer.
Neste ano, que a entidade vai completar a maioridade, uma comitiva do consulado da África do Sul foi conhecer o trabalho dos voluntários, às vésperas do Carnaval, nesta sexta-feira (9). Esta é uma forma de promover o intercâmbio das culturas e apresentar ao país irmão um pedacinho da cultura do Brasil.
Segundo Izaura, qualquer pessoa pode participar deste processo, basta participar do curso ao longo dos meses que antecedem o Carnaval. Não precisa, necessariamente, já ter experiência na área. Quem tiver interesse pode entrar em contato com a associação através do e-mail adespcarnavalsp@gmail.com
Do Portal Vermelho, Mariana Serafini

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Confira os principais pontos da proposta de reforma da Previdência que estará na pauta da Câmara a partir do dia 19 de fevereiro

  
A FASUBRA orienta a participação das entidades de base a realizarem, onde for possível, paralisação com atos nas ruas e aeroportos, pressionando os deputados para votar contra a reforma.

As discussões sobre o projeto de reforma da Previdência (PEC 287/16) após o anúncio do governo da Emenda Aglutinativa começam no dia 19 de fevereiro. Também no dia 19, centrais sindicais e movimentos populares organizam uma paralisação em todo o país.

       A FASUBRA orienta a participação das entidades de base a realizarem, onde for possível, paralisação no dia 19/02 com atos nas ruas e aeroportos, pressionando os deputados para votar contra a reforma, mantendo a agenda de atividades no decorrer da semana. Além disso, considerando que a previsão é de que a votação seja concluída até 28 de fevereiro, orientamos as entidades de base a realizarem paralisação no dia 2 de fevereiro conforme deliberação do Fórum Nacional das Entidades do Serviço Público Federal (FONASEFE).

Confira os principais pontos da proposta de reforma da Previdência que estará na pauta de votação do plenário Câmara dos Deputados no dia 20 de fevereiro.



  








  





  




















  
Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

Campanhas para combater o assédio e violência à mulher no Carnaval

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A preocupação não é à toa. Entre o carnaval de 2016 e 2017, os casos de violência sexual contra mulheres registrados pela Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) aumentaram 88%. Uma das iniciativas deste ano é a campanha #AconteceuNoCarnaval, que vai atuar em cidades como Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, João Pessoa, Campina Grande e Ouro Preto.
“Orientamos as mulheres para que fiquem atentas umas às outras, porque pode ter alguém precisando de socorro, de ajuda e, muitas vezes, sem conseguir verbalizar isto”, diz a mobilizadora Madalena Rodrigues. O grupo vai distribuir “fitinhas da sororidade” durante a folia, para identificar mulheres dispostas a ajudar em situações de abuso ou violência. Também estão sendo colados cartazes pelas cidades, com frases da campanha contra o machismo e o assédio e em favor da liberdade das mulheres.
Orientamos as mulheres para que fiquem atentas umas às outras, porque pode ter alguém precisando de socorro
A campanha vai recolher relatos de mulheres para contabilizar e mapear os casos de assédio durante as festas e elaborar um relatório que servirá para pressionar o Poder Público por políticas de prevenção e de combate à cultura de assédio no carnaval. Os relatos podem ser feitos pelo whatsapp: (81) 99140-5869, de forma anônima. A iniciativa é de quatro organizações sociais: Rede Meu Recife, Mete a Colher, Women Friendly e Minha Sampa.
“Sabemos que não é um problema específico do carnaval. A falta de respeito, a violência contra as mulheres existe todos os dias do ano. Mas como o carnaval é uma festa conhecida pelas brincadeiras, pela liberdade, muita gente confunde e acaba da forma que a gente não quer e está combatendo”, diz Madalena.
Ajuda mútua

Em Brasília, a campanha Folia com Respeito também prega a união entre as mulheres, principalmente no carnaval. Com o slogan “Uma mina ajuda a outra”, as peças da campanha orientam as foliãs a prestar atenção se outras mulheres podem estar em situação de perigo.

“O mote da campanha é todo mundo se sentir a heroína sua e do próximo, além de ter essa questão de interferir ou apoiar alguma menina que estiver passando mal, desacordada, tentar oferecer uma água, ver se precisa chamar alguém”, explica Letícia Helena, roteirista e diretora das peças da campanha.
Em vídeos e fotos publicados nas redes sociais, a campanha dá algumas orientações para as mulheres durante o carnaval. “Se o cara está incomodando a mina, forçando beijo, passando a mão, segurando pelo braço, chame as amigas e faça um escândalo. Não é não!”, diz um dos vídeos. Outro diz para prestar atenção a casos de agressão. “Tá rolando briga, ceninha ou violência com a mina na tua frente? Não ignore, que tal meter a colher e ajudar a mulher?”

A iniciativa é de um grupo de 34 blocos de carnaval de rua de Brasília e foi financiada por meio de “vaquinha”, que arrecadou R$ 1 mil para a produção das peças publicitárias. “Desde o final do ano passado, verificamos que após a festa, no dia seguinte várias pessoas estavam contando casos de assédio que sofreram durante o carnaval”, diz Letícia.

No último sábado (3), foram registrados relatos de assédios, agressões e roubo de celulares por pessoas que participaram do bloco carnavalesco Quem Chupou Vai Chupar Mais, na região central de Brasília.
Denúncia
As campanhas também orientam as mulheres a fazer o registro da ocorrência, no caso de abuso ou violência. “Não precisa de advogado, não é obrigatório ser em uma delegacia especializada da mulher e você não precisa saber todos os dados do agressor. Esses são alguns mitos que estamos querendo derrubar”, diz Madalena.
No caso de a mulher sofrer algum tipo de violência sexual, o grupo orienta a procurar ajuda médica, principalmente pela necessidade de tomar remédios preventivos a doenças sexualmente transmissíveis, o que deve ser feito em até 72 horas.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

STF julga constitucional decreto sobre regulamentação fundiária de terras quilombolas

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Imagens do Google

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Foto Google
O STF julgou nesta quinta-feira, 8, por maioria, constitucional o decreto 4.887/03, assinado pelo então presidente Lula, sobre a regulamentação fundiária de terras ocupadas por comunidades remanescentes de quilombos. A norma regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras, de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias:
Art. 68. Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.
Votaram pela improcedência da ação a ministra Rosa Weber, a qual foi acompanhada pelos ministros Fachin, Barroso, Fux, Celso de Mello e Cármen Lúcia. Lewandowski e Marco Aurélio entenderam pela inadmissibilidade da ação e, superado o conhecimento, pela improcedência.
Ficaram vencidos o relator, ministro aposentado Cezar Peluso, cujo voto foi pela inconstitucionalidade da norma com efeito ex nunc, e os ministros Toffoli e Gilmar Mendes, que votaram pelo parcial provimento.
ADIn
A ação foi ajuizada pelo DEM. De acordo com o partido, o texto determinava indevidamente a realização de desapropriação pelo Incra das áreas que supostamente estejam em domínio particular para transferi-las aos remanescentes das comunidades dos quilombos.
Também reclama que a regulamentação não devia ter sido feita através de decreto, mas através de lei. O DEM ainda é contrário ao direito concedido por autodeclaração como remanescentes das comunidades dos quilombos.
Vista
O processo se arrastava há anos na Corte. Em 2012 o relator, ministro Cezar Peluso, votou pela inconstitucionalidade do decreto. Para ele, houve violação do princípio da reserva legal, ou seja, o decreto somente poderia regulamentar uma lei, jamais um dispositivo constitucional. Ele também apontou inconstitucionalidade na desapropriação de terras nele prevista.
Na ocasião, houve pedido de vista da ministra Rosa, que, em 2015, retomada a discussão, inaugurou a divergência votando pela improcedência da ação, por entender que o dispositivo é autoaplicável e não necessita de lei que o regulamente, e que, portanto, não houve invasão da esfera de competência do Poder Legislativo pela presidência.
Em seguida, Toffoli pediu vista. A discussão foi novamente retomada na Corte em novembro de 2017, com o voto-vista do ministro. Toffoli inaugurou uma terceira corrente, entendendo pela parcial procedência da ação, para se dar interpretação conforme a Constituição ao parágrafo 2º ao artigo 2º do decreto 4.887/2003.
Foi, então, a vez do pedido de vista de Fachin, cujo voto-vista retomou a discussão na sessão de hoje.

  • Processo: ADIn 3239
  • Fonte: migalhas.com.br

Flávio Rocha e a Riachuelo não ganham mais um centavo do meu dinheiro LGBT. Por Alexandre Putti


Flávio entre os rapazes do MBL, Huguinho e Zezinho

Publicado no Facebook de Alexandre Putti
Momento de tristeza.
Há um mês eu entrei, pela primeira vez, na Riachuelo. Estava procurando uma sunga e acabei adorando as roupas da loja.
Não resisti, fiz o cartão e comprei um monte de brusinha. Estava aguardando ansiosamente liberar o limite para comprar mais.
Aí essa semana me deparei com uma notícia a qual dizia que o dono da marca, o empresário Flávio Rocha, começou a apoiar uma campanha que pretende eleger 200 nomes para o Congresso ligados à bancada da Bíblia, com pautas conservadoras, entre elas o combate à “ideologia de gênero” e a proibição do casamento LGBT.
Flavio não descarta a possibilidade de se candidatar à presidência com o apoio do MBL.
Ele só esqueceu de um detalhe: muitos dos seus clientes são essas pessoas que ele quer combater.
Pois bem, agora ele não ganha mais nenhum centavo do meu dinheiro. Dinheiro LGBT. Pink money. Já que é pelo dinheiro que ele quer nos destruir, é pelo dinheiro que destruiremos ele.
Peço a todos meus amigos (LGBTs ou não) que se juntem a essa causa, por uma questão de sobrevivência das manas que morrem todos os dias no nosso país vítimas do preconceito e da opressão de pessoas como Flávio. 
Para quem está dizendo que é fake news:
A data 2017/12 do cartão é de quando eu fiz minha conta na loja, e não de vencimento. Esse tipo de cartão não vence.
Nenhum texto alternativo automático disponível.
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/flavio-rocha-e-riachuelo-nao-ganham-mais-um-centavo-do-meu-dinheiro-lgbt-por-alexandre-putti/

Blocos mostram que carnaval também é espaço de política

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Na lista dos blocos que trazem como pano de fundo alguma demanda ou questionamento, está o Planta na Mente, que foi criado há cerca de sete anos e reúne foliões em desfile que vai dos Arcos da Lapa até a Praça Tiradentes, na tarde quarta-feira de cinzas (15), a partir das 16h20. O bloco tem como pauta principal a legalização da maconha, como explica uma de suas percussionistas, a antropóloga Flávia Medeiros.
“A gente considera que o carnaval de rua já é manifestação política, ao ocupar e demandar o espaço público da cidade com festa, música e expressão artística. O Planta tem o objetivo de socializar a discussão da legalização da maconha. Fazemos isso através da música, das fantasias, das brincadeiras, linguagens diferentes do modo de fazer política tradicional” afirma.
Mas não só a legalização da maconha que o bloco pretende trazer como discussão. “Tivemos um debate muito grande dentro do bloco, somos formados em grande parte por pessoas negras e a maioria mulheres negras, por isso, também tentamos passar pela questão do machismo e racismo. Estamos construindo uma militância que se reúne em torno da legalização da maconha, mas vai muito além dessa pauta” acrescenta.
Algumas das mulheres que formam a bateria do Planta na Mente estão também no bloco Mulheres Rodadas, que vai completar seu quarto carnaval neste ano. No desfile, as músicas tratam sobre feminismo, liberdade e empoderamento das mulheres, de forma divertida e com muita purpurina. O bloco, que a cada ano reúne mais pessoas, sai pelas ruas do Rio na quarta (15), a partir das 9h. O local da concentração será anunciado na página no Facebook.
Também famoso por tratar de política em seus sambas enredo todos os carnavais, o Comuna que Pariu deste ano vai tratar sobre o assalto aos direitos dos trabalhadores, principalmente, das reformas trabalhista e da Previdência, com direito a Fora Temer e Crivella em seus versos. O bloco desfila na rua Alcindo Guanabara, no Centro, na segunda-feira (13), a partir das 15h.
As reformas propostas por Temer também serão tema do desfile da escola de samba Paraíso de Tuiuti. No ano em que a Lei Áurea completa 130 anos, o samba enredo da escola de São Cristóvão fala sobre as relações entre patrões e empregados durante o tempo e questiona se a escravidão, de fato, acabou no Brasil. A escola, que teve imagens de suas fantasias viralizadas na internet e foi tema de reportagens na imprensa nacional e internacional, será a quarta a desfilar no domingo (12) na Marquês de Sapucaí.
Blocos criticam política de Crivella para o carnaval
Também na onda dos sambas políticos, o bloco Simpatia é Quase Amor, um dos mais tradicionais do carnaval carioca, terá pela primeira vez um enredo crítico, tendo prefeito Marcelo Crivella (PRB) como alvo. A letra critica a relação do prefeito com o carnaval e a cultura popular na cidade, marcada por cortes de investimento e intolerâncias ao principal festejo da população carioca.
Para Tiago Rodrigues, trompetista do bloco Orquestra Voadora, o modelo de financiamento do carnaval é justamente o principal problema trazido pela atual gestão. “O que ameaça o carnaval é o fato de os blocos não conseguirem pagar as contas. A gente faz tudo por conta própria, temos um auxílio da Secretaria de Cultura do estado, mas isso não paga metade dos custos. Fazemos vaquinha, vendemos camisetas, nos viramos, mas muitos ainda tem que tirar dinheiro do bolso. E como resposta temos que cumprir mais e mais exigências sem dinheiro”, explica.
Na última semana, dirigentes de grandes blocos do Rio de Janeiro foram pegos de surpresa com a possibilidade de não desfilarem este ano, por conta de uma lista da secretaria estadual de Defesa Civil que classifica 33 blocos como inadequados por não atenderem às normas de segurança contra incêndio e pânico estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros. Na lista aparecem blocos tradicionais como Orquestra Voadora, Quizomba, Escravos da Mauá e Amigos da Onça.
“Nós fizemos a nossa parte, temos o aval da Riotur, órgão da prefeitura, e bola para a frente nem se cogita não sair o desfile este ano. Isso é um erro de comunicação dessa estrutura burocrática. Esse é o nosso décimo desfile, nunca tivemos nenhum registro de brigas, confusão com mais de 100 mil pessoas. As pessoas vão se divertem e nós vamos continuar fazendo carnaval”, finaliza.
Por Mariana Pitasse no Brasil de Fato

Veja a ordem dos desfiles do carnaval de SP em 2018

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As apresentações do Grupo Especial acontecem na sexta-feira e sábado, dias 9 e 10.  Confira abaixo a ordem das agremiações em cada dia.
9 de fevereiro de 2018 – Sexta-feira
1 – Independente Tricolor
2 – Unidos do Peruche
3 – Acadêmicos do Tucuruvi
4 – Mancha Verde
5 – Acadêmicos do Tatuapé
6 – Rosas de Ouro
7 – Tom Maior
10 de fevereiro de 2018 – Sábado
1 – X-9 Paulistana
2 – Império de Casa Verde
3 – Mocidade Alegre
4 – Vai-Vai
5 – Gaviões da Fiel
6 – Dragões da Real
7 – Unidos de Vila Maria
11 de fevereiro de 2018 – Domingo
  • 21h – Barroca Zona Sul
  • 22h – Leandro de Itaquera
  • 23h – Nenê de Vila Matilde
  • 0h – Colorado do Brás
  • 1h – Camisa Verde e Branco
  • 2h – Águia de Ouro
  • 3h – Pérola Negra
  • 4h – Imperador do Ipiranga

  • Fonte: BRASIL CULTURA