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quinta-feira, 28 de junho de 2018

1967 – VERDADE E LENDA SE MISTURAM NA HISTÓRIA DE CANGUARETAMA

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Celebração em Canguaretama, Rio Grande do Norte, do Massacre dos Mártires de Cunhaú – Fonte – http://www.vntonline.com.br/2016/07/canguaretama-rn-celebra-371-anos-dos.html

Autoria original deste texto é do repórter Antônio Melo e as fotografias mais antigas foram feitas por Paulo Saulo, tendo o material sido publicado originalmente no Diário de Natal, nas edições de quarta feira, 5 de abril de 1967 (Pág. 4), e sábado, 8 de abril (Pág. 5).
TOK DE HISTÓRIA traz na íntegra a reprodução desta matéria jornalística que mostra como a tradição oral na cidade de Canguaretama informava sobre os ricos e interessantes episódios da rica história da região. Um exemplo é o Massacre da Igreja do Engenho Cunhaú, mesmo tendo passado 322 anos dos sangrentos episódios em 1967, eles eram narrados conforme haviam sido transmitidos pelos mais velhos da região.
Dedico o resgate e a democratização deste texto ao meu amigo Professor Francisco Galvão, um orgulhoso e dedicado filho de Canguaretama.
Boa leitura!
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A seis quilômetros da cidade de Canguaretama e a um quilometro da estrada pavimentada que liga Natal àquela cidade, em meio a uma mata cerrada e quase intransponível, existe uma caverna com sete entradas, que sempre esteve, para os habitantes da região, cercada de mistérios e de estórias sobre “almas penadas”. Três denominações ela possui – “Gruta do Bode”, “Caverna das Sete Bocas” e “As Sete Bocas do Inferno”.
Poucos foram os que se aventuraram a atravessar aquelas bocas escuras, e menos dentre os moradores, gente simples cheia de crendices, daquela região aonde o progresso não chegou. No que concerne ao que os olhos humanos podem ver, existem morcegos enormes, de tamanhos variados, voando através das sete bocas e fazendo dos confins da caverna o seu refúgio. Quanto as “almas do outro mundo”…
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Canguaretama na década de 1960, ou 1970 – Fonte – http://museudoagreste.blogspot.com.br/2011/09/fundacao-da-cidade-de-canguaretama.html

Histórias e Estórias
Os moradores de Canguaretama e pessoas que residem mais perto da “Caverna das Sete Bocas” contam que, sempre souberam que foram os holandeses que ergueram aquela construção hoje misteriosa. As ruínas de uma velha cadeia no vizinho município de Vila Flor, e de uma igreja de eu hoje restam apenas as paredes carcomidas pelo tempo, tem fatos históricos que comprovam terem sido aqueles lugares palcos de enredos do período de ocupação holandesa no Nordeste brasileiro.
Mas tudo está envolvido com lendas, para o povo simples da região, e o real mistura-se ao irreal, não se sabendo onde termina a história e começa o lendário. Há pessoas que afirmam, jurando pelos nomes sagrados, terem visto aparecer ali, em noites em que foram obrigados a cruzar por aqueles caminhos próximos à gruta, fantasmas de antigos escravos e velhos senhores “que foram ricos e maus e hoje penam pelo mundo, à custa dos seus pecados”.
Traição e Morte
João Glicério é funcionário do Ministério da Agricultura e trabalha em propriedades a alguns quilômetros de Canguaretama pertencentes ao governo federal. Serviu de cicerone a reportagem do Diário de Natal e contou estórias sobre “As Sete Bocas do Inferno”. Uma dessas estórias diz respeito ao morticínio verificado na Igreja localizada no Engenho Cunhaú, cujo proprietário é o Sr. Hugo de Araujo Lima.
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Capela dos Mártires de Cunhaú – Fonte – http://www.vntonline.com.br/2018/05/canguaretama-rn-segue-no-mapa-do.html

Conta Seu Glicério – “Por volta de 1637, quando os holandeses se encontravam no Nordeste, aconteceu que existia uma espécie de resistência contra os invasores, aqui pelo município. Essa revolta era comandada pelo Padre André de Several (SIC). Os holandeses tinham dificuldade de chegar ao Rio Grande do Norte, rico em minérios”.
“Certa noite veio ter com o Padre Several o comandante das forças invasoras sediadas em Paraíba, justamente em Baía da Traição. O comandante parece que se chamava Jacó Rabi e era tenente. Disse ao Padre que, à noite, viria trazer a população da cidade uma carta do governo do seu país, falando em termos de paz e anunciando vir tratar das condições para o estabelecimento definitivo no Brasil. O Padre reuniu toda gente daqui (71 pessoas ao todo, naquele tempo). Dessas 71, 69 foram para a Igreja e as duas restantes, um velho e uma senhora que havia dado à luz uma menina naquele dia, ficaram em casa”.
“À noite, o Padre fez uma preleção para os que estavam na Igreja, exaltando o sentimento patriótico de todos e a necessidade de cada um defender a terra contra o invasor. Mas pediu para tivesse um entendimento pacífico, sem derramamento de sangue. Após preleção a Igreja foi invadida por centenas de homens armados, do Exército holandês, que realizaram a matança, sem defesa, pois os moradores do lugar estavam sem armas, na ocasião. Morreram todos os 69, mais o Padre Several. Restaram o velho e a mulher que ficaram em casa. Esse morticínio ainda hoje (1967) rende muita estória na boca do povo de Canguaretama”.
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Casa de Câmara e Cadeia da cidade de Vila Flor, Rio Grande do Norte, em 1931

Prisão de Escravos
Em Vila Flor, a nove quilômetros da “Caverna das Sete Bocas”, existe bem no centro da cidadezinha, uma velha cadeia, com paredes que têm um metro de espessura e quase 18 metros de altura. As ruinas encerram dois corredores e um salão principal, tendo no centro um mourão, grosso toco de madeira cravado no chão, com dois metros de altura. Tudo é vestígio de uma prisão, onde os detidos também eram açoitados naquele mourão.
Restos de madeiras em vários lugares da construção e a grande altura fazem imaginar que o prédio formado por dois pavimentos e que um deles, em virtude do tempo, tenha caído. As grades da velha cadeia foram retiradas e levadas para não se sabe onde. Uns dizem que foram para uma cadeia da Paraíba. As grades, dizem que eram feitas de bronze. 
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O mesmo local nos dias atuais – Fonte – http://mapio.net/pic/p-28751279/

“Caverna das Sete Bocas” Encerra Estórias de Ouro
Após seguidas tentativas de chegar ao final do túnel das “As Sete Bocas do Inferno” (frustradas porque as “bocas” se encontram obstruídas pelos desmoronamentos contínuo das pedras), tomamos a única decisão cabível – a desistência. Voltamos ao centro da cidade de Canguaretama e tornamos as estórias das pessoas do lugar.
João Glicério, o nosso guia, ainda contava – “Os bandeirantes , quando da colonização do Brasil, retiraram ouro do País para levar para Portugal. Aqui em Canguaretama existia um homem que atendia pelo nome de Arcoverde, tinha muitos escravos (negros e índios) que alugava aos bandeirantes a troco de ouro. Ganhou muito ouro em troca de escravos”. E para onde foi esse ouro? Foi o que a reportagem quis saber de Seu Glicério.
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Instantâneo realizado pelo fotografo alemão Bruno Bourgard, onde vemos os participantes de um ágape oferecido pelo coronel Joaquim Manuel de Carvalho e Silva a seu irmão, o Padre Miguel de Carvalho, por ocasião desse realizar sua primeira missa, em 8 de dezembro 1902. Foto originária da Revista da Semana, do Rio de janeiro, edição de 29 de março de 1903, página 150 e disponível em http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx

O Ouro Enterrado
Seu Glicério contou sua estória, que não se sabe se tem base na verdade, ou cresceu em legenda na memória do povo.
“Soube Arcoverde que os holandeses, após a chacina do engenho Cunhaú, mostravam-se interessados no seu ouro. Vendo que não havia escapatória nem para si nem para o ouro, pegou um dos escravos, e mandou o homem enterrar sua fortuna. Foi o negro sozinho, pois os demais tinham caído em debandada, com medo dos holandeses”.  
“O negro trabalhou sozinho toda uma noite. Arcoverde foi avisado de que os holandeses estavam a menos de uma légua e como o trabalho demorava, o senhor de escravos ordenou que o restante do ouro, ainda por enterrar, fosse jogado dentro de um açude, perto da cidade. Concluído o trabalho, Arcoverde chamou seu escravo a tomar uma cachacinha como paga do serviço”.
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Foto antiga da Prefeitura Municipal de Canguaretama.

E continua Seu Glicério – “O preto estava muito cansado e estava enterrando as últimas cargas de ouro, quando seu dono pediu que apressasse o serviço, para ambos tomarem uma bebidinha. O negro animou-se e concluiu depressa a tarefa. Contente foi sentar para beber, não sabendo que havia veneno na bebida. Assim fizera Arcoverde, colocando também veneno no próprio copo. Ambos morreram, bebidos os primeiros goles. Senhor e escravo levaram o segredo do ouro, que os holandeses não levaram Dizem até que Arcoverde morreu sorrindo”.
As Moedas de Ouro
Habitantes de Canguaretama contam que, anos atrás, pessoas que realizavam reparos na Igreja de Cunhaú, encontraram ali algumas moedas de ouro. E afirma-se que elas faziam parte do tesouro enterrado de Arcoverde.
Um estudioso dinamarquês que reside em Natal e que pediu não disséssemos seu nome, compareceu, ontem, a redação do Diário de Natal, narrando o que disse ser resultados de seus estudos sobre a “Caverna das Sete Bocas” de Canguaretama.
Disse ele que a caverna é resultado de escavações realizadas pelos índios, à procura de pedra para seus machados, setas e outras armas de guerra e caça. Acredita o dinamarquês que as escavações datam muito antes da vinda dos holandeses para o Nordeste brasileiro, divergindo assim da memória oral do povo de Canguaretama.
Adiantou considerar “uma loucura” tentar penetrar naquela gruta pois ela poderia desabar e deve guardar animais venenosos eu seu interior, como serpentes.
Fonte: tokdehistoria.com.br

Assessoria Papo Cultura


O nome Papo Cultura surgiu da ideia da conversa, do papo sobre cultura. Ou mesmo da pejoração do papar, no sentido de consumir cultura. As cores são inspiradas na bandeira do Rio Grande do Norte. Em suma: uma marca pensada para transmitir a ideia de consumo e conversa sobre cultura potiguar.
Isso a partir da experiência do editor do site, o jornalista Sergio Vilar, repórter por nove anos do Diário de Natal, sendo cinco deles dedicado à editoria de Cultura. Depois, editor e repórter da mesma editoria no Portal NoAr, e desde o século passado inserido nesse universo virtual de blogs.
O blog Diário do Tempo marcou época no jornalismo cultural independente de Natal como um dos espaços independentes de crítica e divulgação da cultura local. Nos últimos três anos integrou o time do portal de cultura Substantivo Plural ao lado dos jornalistas Tácito Costa e Conrado Carlos.
Com a ideia de abrir um novo espaço aos artistas, criou este Papo Cultura – um projeto que promete dar voz à arte e à agenda local, com boas reportagens e atualização constante. E unido ao novo projeto, o serviço de Assessoria de Imprensa para projetos e eventos.
O serviço de assessoria pretende unir a experiência do jornalista, cobertura fotográfica profissional, opção de material audiovisual e, claro, todas as redes sociais do Papo Cultura disponíveis ao assessorado. Um pacote completo de divulgação e promoção, aliado à credibilidade e à qualidade.
Papo Cultura Assessoria de Imprensa
Sergio Vilar: (84) 9 9929 6595 (zap)

"VALE A PENA LER DE NOVO!" - OPINIÕES A TRISTE SITUAÇÃO DO RICO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

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Rostand Medeiros – Escritor e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN

Desde 2005 que eu frequento o nosso Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Norte e desde essa época ele está localizado na antiga sede do extinto supermercado “Superete Queiroz”, na esquina da Avenida Coronel Estevam, antiga Avenida “9”, com a Rua Dr. Alfredo Lyra, no Alecrim.
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Também desde 2005 existe a promessa de mudança do Arquivo para uma sede definitiva, mas nada até o presente momento foi feito. Acompanhei nesta época o trabalho árduo, mas infelizmente infrutífero, do Promotor de Justiça João Batista Machado na busca de uma solução para o local.
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Em agosto de 2017 eu solicitei ao então Diretor da casa, o Professor Claudio Augusto Pinto Galvão, para fotografar alguns exemplares do jornal “A República” para uma pesquisa que atualmente realizo. Durante este trabalho eu testemunhei o esforço do Professor Claudio e dos abnegados funcionários da casa solicitando apoio a Secretaria da Administração do Estado para a solução dos problemas ali existentes. Mas nada vi de solução durante o período que lá estive.
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E que problemas são estes?
Muito mofo, estrutura deficiente, o gesso do teto prestes a cair, falta de pessoal, de material, muitas goteiras que formavam poças na parte interna e outros mais! 
Os problemas são tantos e tão visíveis, que prefiro lhes trazer as fotos que fiz no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Norte em setembro passado.
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Recentemente o Sobre o Professor Claudio Galvão me enviou um vídeo de uma verdadeira “cachoeira” dentro do Arquivo. A gravação foi realizada recentemente, neste último período de chuvas mais fortes que atingiram Natal agora em fevereiro. 
Veja o vídeo neste link
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Se nada for realmente feito, tudo ali corre perigo.
Às vezes penso que o atual estado do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Norte é uma ação deliberada de grande parte da classe política do nosso estado. 
Bem eu acredito que todos no Rio Grande do Norte sabem que grande parte da estrutura política potiguar é tradicionalmente formada por oligarquias. Sendo assim, penso que no intuito de evitar que  pesquisadores mostrem através de suas pesquisas históricas os erros dos membros mais velhos destas oligarquias ao longo de sua trajetória política, o melhor era que o Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Norte e seu acervo fossem totalmente destruídos.
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Grande parte da memoria estadual, inclusive do judiciário, repousa naquele local. A quantidade de tesouros ali existentes é fenomenal. Creio que a perda deste patrimônio será um duro golpe na memória e na formação do pensamento do povo potiguar sobre sua própria existência.
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Enfim não podemos esquecer que para muitos políticos a melhor maneira de conduzir seus eleitores como se fosse gado, ocorre quando esse povo não tem nenhuma noção sobre a História e a formação do seu lugar, nem como essas pessoas se enquadram no contexto histórico de sua região. Como resultado desse desconhecimento o povo dessa terra acaba por não ter muito orgulho do seu lugar, de suas tradições e de sua herança cultural.
No final esse povo acaba sem saber quem ele realmente é, de onde veio e a razão do porque está aqui.
Fonte: tokdehistoria.com.br

Cooperação para fortalecimento do turismo rural


Estimular o turismo rural e impulsionar ganhos econômicos do segmento. Este é o objetivo de um acordo de cooperação técnica assinado em Brasília, entre o Ministério do Turismo e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD), que prevê ações como a comercialização e a promoção de produtos e serviços do setor. A medida integra um conjunto de iniciativas anunciado pelo presidente da República, Michel Temer, para fortalecer a agricultura familiar, responsável por 38% do valor bruto da produção agropecuária brasileira.
A parceria envolve o apoio do MTur à oferta de hospedagem em propriedades do ramo e a criação de roteiros gastronômicos, além de capacitação voltada a extensionistas rurais. O secretário nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Bob Santos, que assinou o acordo durante um evento no Palácio do Planalto, aponta benefícios do trabalho conjunto. “Falar de parcerias com o turismo é falar de soluções para o crescimento e a recuperação da nossa capacidade de gerar emprego e renda. Estamos muito felizes por poder transformar o potencial e vocação do turismo em negócios que beneficiem o produtor rural”, declarou.
As iniciativas divulgadas nesta terça incluem ainda acordos com a Associação Brasileira de Supermercados, para a disponibilidade de produtos da agricultura familiar em gôndolas específicas, e com o Ministério do Meio Ambiente, a fim de promover o desenvolvimento rural sustentável com a inclusão produtiva de comunidades tradicionais. O titular da SEAD, Jefferson Coriteac, destacou a necessidade de ações integradas. “Para o agricultor produzir, não basta apenas crédito, é preciso que ele tenha capacidade de realizar uma boa comercialização dos seus produtos”, apontou.
As novidades serão acrescentadas ao Plano Safra Plurianual 2017/2020, lançado no ano passado pelo governo federal. O documento prevê um total de R$ 31 bilhões em crédito ao setor por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 4,6%. O presidente Michel Temer frisou a importância do suporte ao ramo. “É fundamental privilegiar a agricultura familiar. Trata-se da base econômica da maior parte dos pequenos municípios do Brasil. Ela é fonte de empregos e tem peso decisivo no abastecimento do mercado interno”, enalteceu.
POTENCIAL – A parceria MTur/SEAD ajuda a dinamizar a associação entre turismo e natureza no país, que ganha uma crescente importância. Conforme o Estudo de Demanda Turística Internacional de 2017, ‘natureza, ecoturismo e aventura’ é a segunda motivação dos estrangeiros que visitam o Brasil a lazer, atrás apenas do turismo de sol e praia.
A agricultura familiar reúne aproximadamente 40 milhões de produtores no país, que representam 84% dos estabelecimentos rurais e são responsáveis por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Atualmente, o Brasil é o 8º maior produtor do mundo no cultivo de alimentos oriundos da agricultura familiar.
Estimular o turismo rural e impulsionar ganhos econômicos do segmento. Este é o objetivo de um acordo de cooperação técnica assinado nesta terça-feira (26), em Brasília, entre o Ministério do Turismo e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD), que prevê ações como a comercialização e a promoção de produtos e serviços do setor. A medida integra um conjunto de iniciativas anunciado pelo presidente da República, Michel Temer, para fortalecer a agricultura familiar, responsável por 38% do valor bruto da produção agropecuária brasileira.
A parceria envolve o apoio do MTur à oferta de hospedagem em propriedades do ramo e a criação de roteiros gastronômicos, além de capacitação voltada a extensionistas rurais. O secretário nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Bob Santos, que assinou o acordo durante um evento no Palácio do Planalto, aponta benefícios do trabalho conjunto. “Falar de parcerias com o turismo é falar de soluções para o crescimento e a recuperação da nossa capacidade de gerar emprego e renda. Estamos muito felizes por poder transformar o potencial e vocação do turismo em negócios que beneficiem o produtor rural”, declarou.
As iniciativas divulgadas nesta terça incluem ainda acordos com a Associação Brasileira de Supermercados, para a disponibilidade de produtos da agricultura familiar em gôndolas específicas, e com o Ministério do Meio Ambiente, a fim de promover o desenvolvimento rural sustentável com a inclusão produtiva de comunidades tradicionais. O titular da SEAD, Jefferson Coriteac, destacou a necessidade de ações integradas. “Para o agricultor produzir, não basta apenas crédito, é preciso que ele tenha capacidade de realizar uma boa comercialização dos seus produtos”, apontou.
As novidades serão acrescentadas ao Plano Safra Plurianual 2017/2020, lançado no ano passado pelo governo federal. O documento prevê um total de R$ 31 bilhões em crédito ao setor por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 4,6%. O presidente Michel Temer frisou a importância do suporte ao ramo. “É fundamental privilegiar a agricultura familiar. Trata-se da base econômica da maior parte dos pequenos municípios do Brasil. Ela é fonte de empregos e tem peso decisivo no abastecimento do mercado interno”, enalteceu.
POTENCIAL – A parceria MTur/SEAD ajuda a dinamizar a associação entre turismo e natureza no país, que ganha uma crescente importância. Conforme o Estudo de Demanda Turística Internacional de 2017, ‘natureza, ecoturismo e aventura’ é a segunda motivação dos estrangeiros que visitam o Brasil a lazer, atrás apenas do turismo de sol e praia.
A agricultura familiar reúne aproximadamente 40 milhões de produtores no país, que representam 84% dos estabelecimentos rurais e são responsáveis por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Atualmente, o Brasil é o 8º maior produtor do mundo no cultivo de alimentos oriundos da agricultura familiar.
Fonte: BRASIL CULTURA

Cinemateca recebe Mostra de Cinema LGBTQI


 A partir de hoje, quinta-feira (28/06), as 19h, a Cinemateca de Curitibasedia o evento “Corpos Dissidentes – Mostra Nacional de Cinema LGBTQI“. A programação vai até sábado (30/06), e reúne 19 obras. Também haverá duas mesas de discussão e mais de 150 artistas envolvidos, que vão abordar a pluralidade da comunidade LGBTQI por meio de conversas sobre cultura, raça, classe, identidade e expressão de gênero e idade. A mostra tem curadoria de Renan de Cillo.
Veja a programação completa da Mostra Nacional de Cinema LGBTQI:
Quinta – 28 de junho:
19h – Conferência de abertura: (R)existências de gays afeminados, viados e bichas pretas. Com a Prof.ª Dr.ª Megg Rayara Gomes de Oliveira.
20h – Madame Satã, Karim Aïnouz, RJ-Brasil, 2001, 100′ (Cl: 16)____________________________________________________________ 
Sexta – 29 de junho:
14h – Mostra de curtas “INFÂNCIAS QUEERS” (69′, Cl:14)
– Shala, João Inácio, PA-Brasil, 2016, 11′
– As verdades de Ale em nós, Juslaine Abreu-Nogueira, PR-Brasil, 2017, 24′
– Retorno pro armário, Sebastian Pettersen e Thiago Takemori, PR-Brasil, 2017, 01′
– Entre os ombros, Carolina Castilho, SP-Brasil, 2016, 20′
– Pele suja minha carne, Bruno Ribeiro, RJ-Brasil, 2016, 13′
16h – Mesa “Em defesa da criança queer: descolonizando corpos infantis” com Jamil Cabral Sierra, Juslaine Abreu-Nogueira, Letízia Nicoli e Stênio Soares. Mediação de Renan de Cillo
18h – Guigo Offline, René Guerra, Brasil, SP-Brasil, 2017, 52′ (Cl: L)
20h – Lampião da Esquina, Livia Perez, Brasil, 2016, 85′ (Cl: 18)_____________________________________________________________
Sábado – 30 de junho:
14h – Mostra de curtas “VISIBILIZAÇÃO LBT” (82′, Cl:14)
– Na esquina da minha rua favorita com a tua, Alice Name-Bomtempo, RJ-Brasil, 2017, 18′
– Tailor, Calí dos Anjos, RJ-Brasil, 2017, 10′
– Ainda não, Julia Leite, SP-Brasil, 2017, 21′
– Ocorridos do dia 13, Débora Zanatta e Estevan de la Fuente, PR-Brasil, 2016, 19′
– Fragmentos, Karen Antunes, Nyandra Fernandes e Viviane Laprovita, RJ-Brasil, 2017, 7′
– CorpoStyleDanceMachine, de Ulisses Arthur, BA-Brasil, 2017, 7′
16h – Mesa “Visibilização LBT: interseccionalidades de resistência”, com Camila Macedo, Débora Zanatta, Laysa Carolina Machado e Preticia Jerônimo. Mediação de Bruna Teodoro
18h – Meu corpo é político, Alice Riff, SP-Brasil, 2017, 72′ (Cl: 12)
20h – Sessão regional de curtas + debate com os realizadores (74′, Cl: 16):
– Antes de virar areia, Helena Volani e Julia Gasparoto, PR-Brasil, 6′
– Tupinikuirs, Jeffe Grochovs, PR-Brasil, 2016, 16′
– Elle, Mariana Boaventura, PR-Brasil, 2018, Cl: 14, 16′
– Copiloto, Andrei Bueno Carvalho, PR-BR, 18′
– Lui, Denise Kelm, PR-Brasil, 2017, 18′
Serviço: Mostra Nacional de Cinema LGBTQI de Curitiba
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti1174
Horários e datas:  dia 28 a partir das 19h
Dias 29 e 30 a partir das 14h
Ingresso: gratuito
BRASIL CULTURA