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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

agenda cultural / artes visuais Funarte SP recebe mostra de xilogravuras sobre o imaginário nordestino

Bestiario-nordestino-1-Foto-divulgacao

Mostra 'Bestiário Nordestino'. Foto: divulgação

Dias:De 22 de outubro a 26 de outubro de 2018Horário:11:00 às 19:00Local:Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos

sobre o evento

Inédita no país, a mostra Bestiário Nordestino, que ocupa a Galeria Flávio de Carvalho, no Complexo Cultural Funarte SP, é composta por dezenas de obras de xilogravura. A curadoria dos artistas Rafael Limaverde e Marquinhos Abu reúne imagens que resgatam a história e o imaginário do povo do Nordeste. O projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais – Galerias Funarte de Artes Visuais São Paulo. A visitação se estende de 5 de outubro a 25 de novembro, de segunda a sexta, de 11h às 19h; sábado e domingo, das 11h às 21h.
A exibição de obras de 15 artistas de seis cidades, executadas com a tradicional técnica de gravação sobre pranchas de madeira, começa a deslocar-se para fora do Ceará a partir desta temporada em São Paulo. Entre os destaques estão José Costa Leite, J. Borges e Abraão Batista, referências nacionais, já com uma longa história na xilogravura, e que ainda continuam a produzir. Também ficam em evidência as obras do acervo do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC), considerado a maior coleção de matrizes do país – sendo que, pela primeira vez, são expostos fora da instituição trabalhos de três artistas de Juazeiro do Norte (CE): Damásio Paulo, Walderêdo Gonçalves e Antônio Lino.
“As obras transitam do grotesco ao fantástico. O conjunto promete encantar a todos”, comentam Limaverde e Abu, que acrescentam: “Não é possível falar da cultura do Nordeste sem tocar na xilogravura”. Os curadores lembram que a técnica sempre estampou as capas dos cordéis. Além de sua função literária, os livretos teriam o papel de “registrar a memória oral de um povo” e colaborar na sua alfabetização. A partir desse ponto de vista, a curadoria reuniu, para a mostra, o acervo de uma viagem de três anos de pesquisa por todo o Nordeste.
Depois de São Paulo, Bestiário Nordestino segue para o Centro Cultural Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte (CE).
Galeria Flávio de Carvalho – Complexo Cultural Funarte SP
(Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos)
Exposição: Bestiário Nordestino
Curadoria: Rafael Limaverde e Marquinhos Abu
Visitação: de 5 de outubro a 25 de novembro. De segundas a sextas, das 11h às 19h, sábados e domingos, das 11h às 21h
Entrada franca
Mais informações:
(11) 3662-5177
funartesp@gmail.com

Livro de Sérgio Brandão com lançamento para dia 25 de outubro, no mês de aniversário do Coritiba F.C.

Crônicas do jornalista Sérgio Brandão, que descrevem a história do Coritiba F.C. Na literatura e no jornalismo, uma crónica ou crônica é uma narração curta, produzida essencialmente para ser veiculada na imprensa, como é o caso dessas extraídas do site COXAnautas, nos últimos 4 anos.
O Coritiba de suas glórias, sua história, sua torcida, suas conquistas e seus heróis.
Editado pelo Instituto Memória, o lançamento de autoria do jornalista Sérgio Brandão está previsto para 25 de outubro, mês de aniversário do Coritiba.
“O livro é resultado de um grande desafio, principalmente porque a atual fase do clube anda na contramão.
“ Coritiba… seu futebol, sua história , seu futuro” – do ponto de vista de sua torcida, quer contribuir neste momento importante da centenária história do Coritiba.
Não esperem o relato de um trabalho histórico, como bem fez o grupo Helênicos, no belíssimo livro que resgata a história Coxa.
Não tivemos a preocupação cronológica, tão pouco de apontar soluções para os já conhecidos e exaustivamente debatidos problemas internos do clube.
“Coritiba… seu futebol, sua história, seu futuro”, é um jeito de contar uma história através de crônicas, em meio a um conjunto de debates feitos com amigos que em comum temos o Coritiba.
O livro conta de forma leve e bem humorada, alguns fatos vividos desde os seus melhores tempos. De um Coritiba vitorioso, que a geração nascida nos anos 80 não viu, ao Coritiba de hoje, que todos certamente não gostariam de estar vendo.
Em contraponto com o Coritiba de hoje – este time que nos dão para torcer – vamos lavando nossa roupa suja, tentando contribuir de alguma forma com o futuro do nosso Coritiba Foot Ball Club. Recuperando nossa gloriosa história, para a partir dela lembrar que ainda sonhamos e queremos voltar a ser grandes.
O lançamento acontece no dia 25 de outubro, no Centro de Estudos Bandeirantes, na rua XV, 1050, entre a Tibagi e Mariano Torres, a partir das 6 da tarde em Curitiba.
Jornalista e Escritor – Sérgio Brandão
Desenho da capa, da artista plástica, Iara Teixeira. Fotos de arquivo pessoal, sites de notícias e Maringas Maciel
Fonte: Brasil Cultura

Manifesto pela democracia e contra Bolsonaro recebe milhares de apoios

O manifesto “Por uma Frente Progressista do tamanho do Brasil” ocupou uma página inteira da edição deste sábado (20) do jornal Folha de São Paulo. O documento alerta: “Não cabe a neutralidade ou abstenção diante de uma situação que pede de nós ação imediata. A omissão dos democratas poderá levar o Brasil a uma escalada autoritária”. Mais de 22 mil artistas, intelectuais e personalidades se posicionam em favor de Fernando Haddad (PT) e contra a eleição de Jair Bolsonaro.
Por Verônica Lugarini
Os leitores que abriram a edição impresssa do jornal Folha de S.Paulo deste sábado devem ter se surpreendido com um “informe publicitário” um tanto quanto diferente. Nada de venda de carros ou vendas de apartamentos – eles estavam presentes na edição – todavia, uma página amarela com detalhes em verde chamou atenção. No topo escrito: “Por uma Frente Progressista do tamanho do Brasil” e logo depois, mais de 200 assinaturas de intelectuais, artistas, ativistas e politicos que assinaram o manifesto pela democracia.
Artistas que já haviam se posicionado em relação a necessidade de defesa pela democracia estão presentes, como os cantores Caetano Veloso e Chico Buarque, o ator Wagner Moura, a socióloga Djamila Ribeiro, a professora Lilia Schwarcz e o próprio colunista da Folha, Antonio Prata.
Mas novos nomes aparecem nas cores impressas da bandeira do Brasil: como o ex-economista da candidata Marina Silva, Eduardo Giannetti; Charles Cosac, criador da icônica, porém extinta Cosac Naify; o filósofo Marcos Nobre; Marcos Nisti do Instituto Alana e o editor da CIA das Letras Jorge Schwartz.
Também assinaram Cacá Diegues, Boris Fausto, Walter Salles, Celso Amorim, Milton Hatoum, o filósofo Marcos Nobre, Ilona Szabó e Chico Buarque e mais 22 mil brasileiros assinaram a petição disponível online aqui.
O manifesto “Por uma Frente Progressista do tamanho do Brasil” é suprapartidário e redigido por cidadãos brasileiros que têm o firme intuito de cobrar dos políticos progressistas sua união na defesa da democracia brasileira.
A petição chama atenção para a importância da Constituição de 1988 que é insubstituível. Segundo o texto, a Constituição é moderna nos “direitos, sensível às minorias políticas, avançado nas questões ambientais, empenhado em prever meios e instrumentos para a participação popular e a contenção do poder do Estado sobre o cidadão”. Sendo necessário mantê-la intacta diante da instabilidade política pela qual o país atravessa.
O texto do manifesto lembra também o início das radicalizações no Brasil, após junho de 2013, a operação Lava Jato e a crise econômica que levaram a um quadro perigoso de instabilidade e de radicalizações por todos os lados.
“Não restam dúvidas de que os candidatos que disputam a vaga para a presidência representam dois polos da política brasileira. Não é razoável, contudo, supor que ambos têm o mesmo compromisso com a democracia, ou que cada um deles tenha cumprido o mesmo papel durante esses anos. São inúmeras as manifestações de Jair Bolsonaro nos seus 28 anos como Deputado Federal que evidenciam seu pouco apego à democracia e aos direitos humanos”, diz o texto.
Diante de uma possível ascensão do candidato Jair Bolsonaro (PSL), o manifesto destaca que, diante deste cenário, “não existem, portanto, ‘extremismos idênticos’. Não cabe a neutralidade ou abstenção diante de uma situação que pede de nós ação imediata”.
“Cobramos de todas as lideranças políticas democráticas e da sociedade civil que se empenhem num entendimento mais amplo para enfrentar o risco que a eleição de Bolsonaro significa para o Brasil. A omissão dos democratas neste momento poderá levar o Brasil a uma escalada autoritária, como se tem observado em outros países”, afirma e finaliza:
“É chegada a hora de formar uma frente democrática que renove as esperanças de um Brasil mais generoso, justo, plural e inclusivo. É chegada a hora de passarmos por cima de nossas diferenças internas. Unindo-se por um objetivo maior, os políticos progressistas e os brasileiros demonstrarão que a prática política pode e deve ser uma atividade exercida com grandeza, a serviço do país e de sua população”.
Veja a página na íntegra:

domingo, 21 de outubro de 2018

Movimento independente lança “Manifesto da Literatura pela Democracia”

O texto, escrito por Julián Fuks, conta com assinaturas de Chico Buarque, Raduan Nassar, Bernardo Kucinski e Lygia Fagundes Telles, entre outros
O escritor, crítico literário, e tradutor de diversos títulos – alguns presentes nas indicações da categoria “Imperdíveis“, Julián Fuks, publicou em suas redes sociais o “Manifesto da Literatura pela Democracia”, por ele escrito.
O texto posiciona a classe literária assinante frente à fragilidade democrática instaurada pelo cenário político do país, que aproxima-se do 2º turno eleitoral.
“Diante do descalabro que parece iminente nestas eleições, me pediram que escrevesse este ‘Manifesto da Literatura pela Democracia’, a ser subscrito por escritores e escritoras e demais profissionais do livro”, escreveu Julián.
Nomes como Raduan Nassar, Chico Buarque, Lygia Fagundes Telles, Luis Fernando Veríssimo, Roberto Schwarz, Diamela Eltit, Mia Couto, Bernardo Kucinski, Gregorio Duvivier, Alberto Martins, Maria Betânia Amoroso, Mirna Queiroz, entre muitos outros, assinaram o Manifesto. Para assinar, acesse o link.
Fuks chama também para um ato na Tapera Taperá, em São Paulo, no dia 26/10, às 19h. “Para reunirmos forças e palavras, e para enfrentarmos juntos esse horror que nos afronta. Cedo ou tarde, a democracia, a liberdade, a empatia, hão de se impor”, finaliza.
Confira o texto na íntegra:

Manifesto da Literatura pela Democracia

“Se o país não estivesse imerso em tanta fúria, tanto ódio, tanto grito, se por um instante se instalasse algum silêncio, talvez todos ouvissem o sinal de alarme: algo está em perigo. Funcionam os hospitais, os tribunais, as delegacias, abrem-se as repartições, mas não há nenhuma normalidade em nossos dias, nenhuma tranquilidade é possível. Em pouco tempo caminharemos às urnas com as mãos desarmadas, exerceremos com liberdade o ofício do voto, e ainda assim o alarme soará por toda parte: a democracia está em perigo.
A democracia não se resume à possibilidade de depositar um voto na urna; supõe, antes disso, o direito de todos e todas, pleno e absoluto, à existência. O candidato Jair Bolsonaro fere a democracia porque defende o desaparecimento de muitos: de seus adversários, que anseia por banir da política; dos ativistas, que quer extirpar do país; de quilombolas e índios, que pretende privar de suas terras; da comunidade LGBT, intimidada a conter em público seu afeto; dos jornalistas críticos, constantemente ameaçados por ele próprio ou por seus seguidores.
A democracia não sobrevive apenas com um respeito momentâneo às normas; sua preservação requer um compromisso constante com o Estado de Direito. Bolsonaro vem ferindo a democracia há décadas, em seu louvor às opressões da ditadura, em sua defesa insistente da tortura e do extermínio. Ameaçou a democracia no passado, e sua candidatura a ameaça no futuro, com o aceno a medidas autoritárias. A cada declaração ou insinuação, o sinal de alarme soa mais alto.
A cultura ele também quer abater, mas a cultura não se abate. A literatura ele quer calar, mas a literatura não se cala. Contra a censura, contra o desprezo, contra o desdém, contra a imposição de falsas verdades e de equívocas certezas, escritores e escritoras sempre souberam se erguer. Eis o ativismo da literatura, o ativismo que ele não poderá extirpar: a literatura será sempre um dos grandes antídotos para a desumanidade e a indiferença.
Por isso aqui nos erguemos, escritores e escritoras, críticos e críticas, editores e editoras, exercendo nosso ofício da palavra, ouvindo como outros o ruído das sirenes. Por isso clamamos por uma união de todos e todas que prezem pela democracia, que valorizem a existência da diversidade e do dissenso. A literatura, afinal, tem como ideal e como fim a aproximação ao outro, a compreensão de suas aflições, de seus suplícios, o encontro entre diferentes. E ainda que resista às circunstâncias mais adversas, como resistimos e resistiremos, a liberdade há de ser sempre o seu maior instrumento.”
Fonte: PáginaB!
Com Brasil Cultura

Hatoum: Bolsonaro “disputa com seu vice baixeza ética e intelectual”

Vencedor do Troféu Juca Pato de intelectual do ano de 2018, o romancista amazonense Milton Hatoum, 66, reafirma o voto no segundo turno em Fernando Haddad (PT) e se posiciona contra o extremista de direita Jair Bolsonaro (PSL). Para Hatoum, o ex-capitão, que defende torturadores e ditaduras, “será um vexame como chefe ou chefete de Estado”, se ganhar a eleição presidencial.
Por Claudio Leal
Divulgação Milton Hatoum recebeu o Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano 2018 Milton Hatoum recebeu o Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano 2018
“O novo que Bolsonaro propõe é uma volta à prática mais velha, insidiosa e violenta da política. Durante 15 anos ele fez parte do PP, o partido mais corrupto, mais citado pela Lava Jato”, afirma o autor dos romances Dois Irmãos (2000) e A noite da espera (2017).
“Ele disputa com o seu vice [Hamilton Mourão] a baixeza moral, ética e intelectual. Juntos, representam o par perfeito da indignidade, da fúria e do ressentimento anti-intelectual”, acrescenta.
Confira a íntegra da entrevista:
Como você avalia a onda de violência na campanha e o sentimento crescente de medo político na sociedade brasileira, num momento em que candidatos com propostas autoritárias recebem grandes votações?
O anti-petismo prevalece no discurso de baixo nível dos eleitores de Bolsonaro. Mas está misturado com outras fobias. Nos últimos anos, grande parte da imprensa atribuiu todos os males da política ao PT. Essa imprensa inventou fantasmas poderosos: a ameaça da “venezuelização” do Brasil; a corrupção como atributo de um único partido, uma falácia alimentada por um setor do poder judiciário totalmente partidário ou anti-petista. A equipe de Bolsonaro vem trabalhando há anos na formação de grupos de milicianos nas redes sociais. Eles propagam notícias falsas e asquerosas, como o kit gay, a ameaça do comunismo e tantas outras. A lavagem cerebral casou muito bem com a frustração, o ressentimento, o desemprego, o desamparo. Esse jogo sujo foi maciçamente financiado por políticos e empresários ligados à indústria de armas, às igrejas evangélicas e ao agronegócio. Fui contra o impeachment de Dilma Rousseff, mas é preciso admitir que ela cometeu erros muito graves nas políticas econômica, ambiental, indigenista. Em várias entrevistas Fernando Haddad reiterou essa crítica, mas a maioria dos eleitores quer uma mudança: a ilusão de algo novo. O novo que Bolsonaro propõe é uma volta à prática mais velha, insidiosa e violenta da política. Durante 15 anos ele fez parte do PP, o partido mais corrupto, mais citado pela Lava Jato. O patrimônio de um dos filhos do capitão quadruplicou em pouco tempo. A família Bolsonaro enriqueceu como num passe de mágica. Quando a Folha questionou a origem dessa riqueza súbita e misteriosa, o pai e os filhos (todos políticos) não responderam. Bolsonaro é a personificação perfeita do político muito abaixo da mediocridade. Não sabe argumentar. Mal sabe ler e falar. Ele disputa com o seu vice a baixeza moral, ética e intelectual. Juntos, representam o par perfeito da indignidade, da fúria e do ressentimento anti-intelectual. Basta lembrar que o livro de cabeceira do capitão (punido por indisciplina) é a obra asquerosa de um torturador. Essa é a leitura de quem pretende ser presidente do Brasil. Será um vexame como chefe ou chefete de Estado. Fernando Haddad reúne todas as qualidades de um grande candidato: o trabalho exitoso como gestor e executor de políticas de inclusão social como prefeito de São Paulo e ministro da Educação. Um professor competente da USP e do Insper. Uma competência e uma dignidade que Ana Estela Haddad também possui. Acho que essas qualidades incomodam e até atormentam os fanáticos boçais e ignaros. Os eleitores indecisos, e os que votaram branco/nulo devem refletir sobre isso.
O que você diria a quem acredita em saídas autoritárias para o Brasil?
Não saída, e sim impasse, como num romance trágico. Haverá mais violência e miséria, os pobres e a classe média serão mais penalizados. Ele terá o apoio dos políticos mais corruptos. Se não formar uma maioria no congresso, recorrerá à força. Será uma ditadura disfarçada, mascarada.
Mas cedo ou tarde as máscaras caem ou são arrancadas pelo povo. Os seguidores mais brutos e ignorantes do capitão alardeiam o perigo da “venezuelização”, caso Haddad seja eleito. Bolsonaro apoiou explicitamente o comandante Chávez. Isto foi gravado, todos podem ver e ouvir. Com Bolsonaro e seus militares no poder, essa perspectiva é real. Ironicamente, o caos da Venezuela poderá emergir no Brasil. São as ironias trágicas da História. Será preciso resistir com lucidez e serenidade. Como dizia Graciliano Ramos, com uma ponta de ironia: “nossas armas são fracas: caneta, papel”. Todo governo autoritário teme a reflexão, a imaginação e as artes. Por fim, me vem à mente os versos de Murilo Mendes: “Para a catástrofe/Em busca da sobrevivência/Nascemos”.
Fonte: Bravo!
Com BRASIL CULTURA

Pelas redes sociais, artistas cobram ministra Rosa Weber, do TSE, sobre escândalo #caixa2doBolsonaro

Caetano Veloso, Teresa Cristina, Sônia Braga, Letícia Sabatella, Vladimir Brichta, Sophie Charlote e dezenas de outros artistas foram às redes sociais cobrar uma posição da ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre o escândalo #caixa2doBolsonaro.
“E então ministra Rosa Weber, qual sua reação diante desses escândalos de fake news e crimes eleitorais”, afirmou Caetano em vídeo no seu instagram. Reunidos sob a hashtag #342artes, pedem uma posição firme da Justiça sobre os crimes eleitorais. “Senhora ministra, qual a posição do TSE. Nós queremos o melhor para o Brasil. Nós queremos justiça”, disse Sônia Braga, em vídeo.

 Fonte: BRASIL CULTURA

Ministério da Cultura divulga municípios selecionados no edital das Cidades Criativas

Foi publicado nesta sexta (19), no Diário Oficial da União, o resultado final do edital do Ministério da Cultura (MinC) que selecionou municípios para receber consultoria com o objetivo de desenvolver candidatura à Rede das Cidades Criativas da UNESCO.Foram contempladas 15 cidades, em quatro categorias: Diamantina (MG), Campinas (SP), Rio das Ostras (RJ), Pelotas (RS), Aracajú (SE) e Taubaté (SP), em música; Cataguases (MG), Niterói (RJ) e Novo Hamburgo (RS), em cinema; Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), em gastronomia; Itaboraí (RJ), Imbituba (SC) e Santana de Parnaíba (SP), em artesanato e artes folclóricas; e Duque de Caxias (RJ) em artes midiáticas.
A rede tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável.
Plano de desenvolvimento da candidatura
Para estender o apoio ao maior número de cidades possível, o MinC convocou todos os candidatos com nota igual ou superior a 60 (sessenta). Assim foram selecionados os 15 municípios que receberão a consultoria, contratada pelo MinC, para elaborar dossiê de suas candidaturas para a próxima seleção de Cidades Criativas da Unesco, prevista para 2019. A candidatura deve demonstrar de forma clara e prática a disposição, o compromisso e a capacidade do município em contribuir com os compromissos da Rede.
Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas a serem executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa, além de identificar a área temática preferencial, que já seja significativa para a cultura e a economia locais. Os setores criativos possíveis são: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música.
Além de auxiliar as cidades vencedoras na construção do dossiê, o MinC também busca estimular as cidades na elaboração de planos de desenvolvimento com o edital, que impulsionem a economia criativa, tenham a cultura como base e que contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU. Com o encerramento do processo seletivo e a designação das categorias das cidades selecionadas, a previsão é de que as consultorias sejam iniciadas já em novembro.
Brasil e as Cidades criativas
Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da Rede. Oito cidades brasileiras já são consideradas Cidades Criativas pela UNESCO: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR) no do design; João Pessoa (PB), artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), música; e Santos (SP), cinema.

sábado, 20 de outubro de 2018

CPC/RN ELEGE SUA DIRETORIA GESTÃO 2019/2021

 Presidente do CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS abre a Assembleia saudando os presentes e falando sobre as atividades realizadas pela atual gestão.
 No decorrer do debate os presentes deram suas opiniões e propostas para o CPC/RN, como o caso da liderança de Sagi-BF, JOÃO PAULO
 Daniele/STRAF clicando mais um momento da discussão
 Na discussão da assembleia foi lido o edital de convocação seus temas e em seguida entrou-se no debate
Após aprovarem as propostas, eleição da nova diretoria do CPC/RN, todos pousaram para as fotos, após é claro da entrega dos certificados.

O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN realizou hoje (20) sua Assembleia Geral na Escola Estadual PAULO FREIRE na cidade de Baía Formosa/RN, onde após a leitura do edital de convocação, publicado no Diário Oficial do Estado - DOE/RN, o presidente Eduardo Vasconcelos prestou contas das atividades do CPC/RN na gestão que se encerra, prestando conta. Em seguida, Eduardo Vasconcelos levou ao conhecimento dos presentes, as propostas que a próxima gestão encaminhara nos próximos 03 (três) anos, após suas leitura e concordância da plenária, o mesmo adiantou que as mesmas serão encaminhadas aos presentes e aos que que justificaram suas ausências via e-mail . Aproximadamente 04 horas de debates, foi apresentada uma única proposta de formação de chapa/diretoria, que foi aprovada por unanimidade pelos presentes. Abaixo a seguir!

Presidente: EDUARDO HENRIQUE FÉLIX DE VASCONCELOS; Vice Presidente: GERALDO GOMES DOS SANTOS JUNIOR; Tesoureiro Geral: CLAUDIO PEREIRA DE LIMA; Primeiro Tesoureiro: WASHINGTON BARAÚNA DA SILVA; (a) Secretário Geral: HELOIZA VICTÓRIA BARBOSA DE VASCONCELOS (a); Primeiro Secretário: ELAINE JUSTINO ; Conselho Consultivo: MARIA DANIELE SILVA; MARIA ZULENE OLIVEIRA COSTA e PAULO CESAR FERREIRA DE ANDRADE JUNIOR; Conselho Fiscal: LENILSON FERREIRA DE OLIVEIRA; MARCOS ANTONIO CONFESSOR; HEITOR BARBOSA e JOÃO PAULO DO NASCIMENTO, representante do CPC/RN no Litoral Sul Potiguar.

Estiveram presentes a assembleia, além dos dirigentes e fundadores, convidados, como Daniele Silva, tesoureira do STRAF de Nova Cruz, Damião Gomes da Silva, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimentos Sustentável - CMDS - NOVA CRUZ/RN, Claudio Lima, radialista, blogueiro e coordenador do Programa "Nação Nova Cruz" - Rádio Agreste FM - 107.5, entre outras.

Após os agradecimentos, EDUARDO VASCONCELOS, já empossado comunicou que logo após as eleições convocará uma reunião com a diretoria eleita, data a ser repassada para os demais.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Cultura Não acabo amizade por causa de política.

 

Ilustração: Laerte

Texto de autor desconhecido em circulação no Facebook.


Se você concorda que os portugueses não pisaram na África e que os próprios negros enviaram seus irmãos para nos servir, acabo a amizade pelo desconhecimento da História.

Se você concorda que de 170 projetos, apenas 2 aprovados, é o mesmo que 500, acabo a amizade por causa da Matemática.

Se você concorda que o alto índice de mortalidade infantil tem a ver com o número de nascimentos prematuros, acabo a amizade por causa da Ciência.

Se você concorda que é só ter carta branca para que a PM e a Civil matem quem julgarem merecer, acabo a amizade por causa do Direito.

Se você concorda que não há evidências de uso indevido do dinheiro público, mas acha que é mito quem usa apartamento funcional "pra comer gente", acabo a amizade pela Moral.

Se você concorda que Carlos Brilhante Ustra não foi torturador e que merece ter suas práticas exaltadas, acabo a amizade por falta de Caráter.

Se você concorda que o Bolsonaro participou, aos 16 anos, da perseguição ao Lamarca, acabo a amizade por falta de Verossimilhança.

Se você concorda que não temos dívida social com um povo que foi arrancado do seu mundo pra servir a outro e que diferenças de tratamento étnico-racial é historinha, acabo a amizade por Racismo.

Se você concorda que as mulheres devem ganhar menos por gerar vidas e que são frutos de fraquejadas, merecendo serem estupradas ou não, de acordo com a sua aparência, acabo a amizade por Misoginia.

Se você concorda que não há possibilidade das pessoas viverem sua sexualidade livremente, com direitos e deveres como qualquer cidadão ou cidadã, mas que devam apanhar para aprender o que é certo, acabo a amizade por Homofobia.

Como vocês podem ver, não acabo a amizade por causa de política.

Acabo pela ignorância, truculência e pelo desrespeito que acompanha quem diz que não se acaba amizade por causa de política.

O fascismo não se discute, se combate.

Fonte: Portal Vermelho

ANDES NACIONAL: #ELENÃO

Docentes se posicionam contra o projeto fascista e contra o voto branco e nulo
"O ANDES-SN reafirma a sua luta histórica contra o projeto fascista e de extrema direita, o projeto ultraliberal e as ações de ódio que estão sendo difundidas pelo Brasil. Este sindicato se integra às frentes antifascistas suprapartidárias, criadas nos estados e nas instituições públicas de ensino superior, e se posiciona contra o voto nulo e em branco no segundo turno das eleições, indicando a participação ativa nos atos e mobilizações em defesa da democracia e contra o fascismo, bem como nas atividades do movimento #EleNão”.
Reunião conjunta dos Setores do ANDES-SN reforça luta contra fascismo
Há um clima de insegurança instaurado nas instituições de ensino superior. Pessoas armadas, casos de violências verbal e física, intimidações a docentes em salas de aula, pichações racistas, machistas e lgbtfóbicas passaram a compor o cenário universitário brasileiro.
Seções Sindicais se posicionam contra o fascismo e pelas liberdades democráticas
Seguindo a orientação da reunião conjunta dos Setores das Instituições Federais (Ifes) e Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes), as seções sindicais do ANDES-SN estão realizando assembleias desde o último dia 10, para discutir a conjuntura eleitoral brasileira. Docentes de diversas instituições estão se posicionando contra a ultra direita.
17 de outubro: Dia de Combate aos assédios sexual e moral
17 de outubro é dia de combate aos assédios sexual e moral nas instituições de ensino superior. Definida no Congresso do ANDES-SN, a data foi incorporada pela Csp-Conlutas e pelo Fonasefe em seus calendários de lutas. Caroline Lima, da direção do ANDES-SN, explica que as instituições de ensino superior têm sido negligentes com as denúncias de casos de assédio sexual e moral. “Nossa ideia, com a data, era abrir um espaço para debater os casos de assédio moral e sexual, que na maior parte das vezes são jogados para debaixo do tapete”, diz.
Agressões e cerceamento ao debate: cresce a onda de ódio
Novos casos de agressão e de cerceamento do debate político surgiram no Brasil na última semana. As universidades e demais instituições de ensino têm sido palco desses ataques de ódio motivados por questões políticas, em especial após os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.
Saudando o Dia d@s Professor@s, ANDES-SN resgata a educação emancipatória de Paulo Freire
Paulo Freire foi pedagogo, filósofo e é um dos grandes nomes da educação mundial. Nascido em 1921, em Recife (PE), ficou conhecido internacionalmente pela sua teoria de que a educação é o caminho para a emancipação e para o empoderamento de sujeitos para que transformem sua realidade por meio da reflexão crítica. O seu trabalho de alfabetização de adultos é reconhecido mundialmente. Entre as inúmeras obras publicadas está a trilogia: “Pedagogia do Oprimido”, “Pedagogia da Esperança”, “Pedagogia da autonomia”.

Fonte: ANDES SN

Bolsolão: MPE vai apurar suspeita de doações ilegais à campanha de Bolsonaro


Esquema de fake news no WhatsApp pode resultar na cassação da chapa bolsonarista

Da EBC:
O Ministério Público Eleitoral (MPE) vai apurar a suspeita de que empresas privadas estejam fazendo doações ilegais para a campanha do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). Pelo menos dois pedidos de investigação já foram protocolados hoje (18) na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). A expectativa é que outras representações sejam apresentadas diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com reportagem publicada hoje (18) pelo jornal Folha de S.Paulo, empresas que apoiam Jair Bolsonaro estariam pagando pelo serviço de disparo de mensagens pelo WhatsApp a fim de favorecer o candidato Jair Bolsonaro. Procurado para comentar a denúncia publicada pelo jornal, o vice-procurador eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros informou, por meio da assessoria do MPE, que não concederá entrevistas, pois o órgão não pode antecipar qualquer posicionamento sobre casos em análise. A atuação dos pedidos de investigação apresentados ao órgão será feita no âmbito das demais representações que forem encaminhadas ao TSE.
A reportagem diz ter apurado que alguns contratos podem chegar a R$ 12 milhões. A prática, conforme lembra o jornal, é ilegal, pois, se confirmada, trata-se de doação de campanha vedada por lei e, evidentemente, não declarada à Justiça Eleitoral.
Ainda segundo o jornal, as empresas de marketing digital se valem da utilização de números no exterior para enviar centenas de milhões de mensagens, burlando as restrições que o WhatsApp impõe a usuários brasileiros. As atividades envolvem o uso de cadastros vendidos de forma irregular. A legislação eleitoral só permite o uso de listas elaboradas voluntariamente pelas próprias campanhas. O financiamento empresarial de campanha também é proibido.
Bolsonaro defendeu-se da acusação por meio de sua conta no Twitter. “O PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela verdade. Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!”, escreveu o candidato, alegando que o PT “desconhece e não aceita apoio voluntário”.
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), em representação na Procuradoria-Geral Eleitoral, classifica o resultado da apuração do jornal como uma “grave denúncia” envolvendo a “ocorrência de ao menos três atos ilícitos de gravidade avassaladora, uma vez que podem viciar a vontade do eleitor e, assim, fraudar o resultado da eleição”.
O PDT também anunciou que ingressará ainda esta semana com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral contra a candidatura de Bolsonaro. A decisão foi tomada no início da tarde de hoje, durante reunião do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, com a assessoria jurídica e outros integrantes da sigla. O PDT, que declarou “apoio crítico” a Haddad no segundo turno, definiu a suspeita de que um dos candidatos esteja sendo favorecido pela suposta compra de pacotes de divulgação em massa de notícias falsas como crime de abuso do poder econômico.
Mais cedo, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, defendeu que, diante da gravidade das suspeitas, o correto seria que a candidatura de Bolsonaro fosse impugnada e que o candidato Ciro Gomes (PDT), que terminou o primeiro turno em terceiro lugar, disputasse com ele o cargo. Ciro obteve 12,47% dos votos válidos, terminando atrás de Haddad.
*Colaboraram André Richter e Paulo Victor Chagas
Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

Capela Santa Maria em Ctba recebe feira de troca de roupas, livros e CDs

Destinada a servidores da prefeitura e a comunidade em geral, nesta sexta-feira (19/10), das 14h30 às 17h, a Capela Santa Maria recebe a abertura da edição 2018 da Semana Lixo Zero. No mesmo período o local também vai promover a Sustentroca, que é uma feira de trocas de roupas, acessórios, livros, CDs, objetos decorativos, etc. Os organizadores pedem para que os participantes tragam itens que não usem mais, em bom estado, para troca. Para participar os interessados precisam fazer inscrição – informações abaixo.
O objetivo da ação é dar visibilidade às boas práticas de consumo e empoderar a sociedade rumo ao Lixo Zero, por meio de sensibilização, educação, redução, reuso, reciclagem, compostagem e design.
A programação conta com palestra de Jessica Pertile, bióloga pela PUC-PR e pós-graduada em Gestão Ambiental pela UFPR. Ela é uma das fundadoras do Coletivo Lixo Zero e também atua na empresa Beegreen – Sustentabilidade Urbana. Na apresentação, a bióloga vai explanar o conceito e os objetivos do Lixo Zero e mostrar as ações realizadas em Curitiba pelo coletivo.
O evento terá ainda exposição e comercialização de produtos agroecológicos, orgânicos e artesanais dos seguintes grupos: Alimentos da Graciosa, Floresta Orgânica, Raízes Gaúcha, Ilha do Sapo, Porto de Cima, Terra Graciosa e Mago Jardineiro. A feira ficará montada até às 20h – horário de início de um concerto no local.
A abertura da Semana Lixo Zero 2018 faz parte do programa de formação continuada em conscientização ambiental “Nós e o Meio Ambiente”, desenvolvido pela Fundação Cultural.
Inscrições:
Para participar os interessados devem realizar a inscrição, nas opções abaixo:
Acessando o link:
via e-mail: cursosfcc@fcc.curitiba.pr.gov.br , com os seguintes dados:
– servidores municipais: nome, matrícula e órgão
-membros da comunidade: nome, CPF, e-mail, data de nascimento e telefone.
Serviço:
Abertura da Semana Lixo Zero 2018 e Sustentroca
Local: Espaço Cultural Capela Santa Maria (Rua Conselheiro Laurindo, 273) Curitiba
Data: 19 de outubro de 2018
Horário: das 14h30 às 17h
Até as 20h – feira de orgânicos
Evento gratuito
Vagas limitadas

Crime eleitoral da campanha de Bolsonaro não pode ficar impune

Não há como negar que as ações de campanha da extrema direita, pautadas por ilegalidades, violências e coações abusivas, afrontam os mais elementares princípios democráticos.
A revelação, pela Folha de S. Paulo, de um esquema criminoso contratado por empresários que apoiam Jair Bolsonaro para atacar a chapa Fernando Haddad-Manuela d’Ávila é apenas a ponta de um enorme iceberg, que precisa ser revelado na sua inteireza. Especialistas afirmaram que a fraude bolsonarista das notícias falsas nas redes sociais impactam o resultado das pesquisas eleitorais e, decisivamente, o resultado das votações.
Ao se passar esse processo a limpo com rigor, certamente emergirá que desde o primeiro turno a campanha de Bolsonaro contaminou a disputa com fraudes e ações que pisoteiam as leis. A votação obtida pelo candidatodo PSL,portanto, está contaminada por ilícitos. E tem mais. A citada reportagem denunciou que há uma grande operação criminosa de disseminação de fakes para a última semana da campanha. … Essa prática de gangsterismo eleitoral, é bom que se diga, se coaduna com a verborragia protofascista dos candidatos da chapa da extrema direita, Bolsonaro e Mourão, que nada têm a oferecer ao país senão desesperança, miséria, rapinagem por grandes grupos econômicos e violência contra o povo.
É evidente que esses métodos ilegais influenciaram a preferência de grande parcela do eleitorado. Ninguém minimamente informado embarcaria nessa canoa furada, cujo destino é tão previsível quanto um dia depois do outro. Além do crime propriamente dito, Bolsonaro e seus apaniguados incorrem em outro delito eleitoral ao promover, cinicamente, o que não vão entregar, com a grave consequência de que com esses dois métodos de charlatanismo eles pretendem praticar um dos maiores assaltos ao país e ao povo da história.
Esse submundo da campanha de Bolsonaro que começa a emergir, tem provocado grande sentimento indignação em todos os segmentos democráticos e progressistas, merece, além de ser denunciado por todos os meios possíveis para que seja punido com os rigores da lei, ser enfrentado com uma campanha de massas nessa reta de chegada da campanha eleitoral. Esse dado agora revelado pode ser mais uma importante ferramenta para que a militância democrática e progressista fure a barreira das fakes news bolsonaristas e diga ao povo, com dados e fatos, quais são as reais intenções desses candidatos neofascistas.
O Brasil tem experiência com esse tipo de gangsterismo político. Na história da República, pode ser lembrado, entre outros, o caso do “Plano Cohen”, um documento forjado pelo capitão integralista (fascista) Olímpio Mourão Filho, simulando a iminência de uma “revolução comunista”, pretexto para o golpe do Estado Novo em 1937. O mesmo expediente, com novas formas, se repetiu em 1964, quando foi instaurada a ditadura militar. Em 1982, tentaram impedir a eleição do histórico líder trabalhista Leonel Brizola no que ficou conhecido como Escândalo da Proconsult. Outros episódios da história, marcados pela embuste e a fraude, também serviram de instrumentos para afrontar a democracia e a soberania popular, como ocorreu com o golpe de 2016.
Esses métodos da chapa da extrema direita, agora expostos como esgoto a céu aberto, são, sem dúvida, um dos mais graves dessa galeria histórica de crimes políticos e revelam prática de corrupção através de “caixa dois” com a evidente intenção de fraudar a eleição. A campanha Bolsonaro, simulando atuar nos marcos da democracia constitucional, na verdade tramam para pôr abaixo o que resta de Estado Democrático de Direito e assim abrir as portas da nação para a rapinagem e a exploração dos trabalhadores pelos monopólios econômicos internacionais, domados pelos interesses do parasitismo financeiro, que estão por trás dessas candidaturas.
Diante dessa fato novo de grande significado, a conclamação às manifestações do dia 20 pelo movimento #todospeloBrasil redobra a sua importância.
Fontes: Portal Vermelho e Brasil Cultura

Escritores, editores e livreiros declaram apoio a Haddad

Escritores, editores, livreiros e trabalhadores do mercado editorial declaram apoio a Fernando Haddad (PT) para a presidência da República. Entre os apoiadores do presidenciável, destacam-se intelectuais como Angela Davis, Arnaldo Antunes Augusto de Campos, Chico Buarque, Conceição Evaristo, David Harvey, Fernando Morais, Lilia Schwarcz, Leonardo Padura, Lira Neto, Luiz Schwarcz, Luís Fernando vVríssimo, Marilena Chauí, Milton Hatoum e Noam Chomsky.
Divulgação/Boitempo Intelectuais brasileiros e estrangeiros declaram apoio a Haddad em defesa da democracia e da educação Intelectuais brasileiros e estrangeiros declaram apoio a Haddad em defesa da democracia e da educação
Intitulado “Manifesto do Livro” o documento destaca a atuação de Haddad como acadêmico e político. “Professor, pesquisador, ministro da Educação e prefeito de São Paulo, Haddad demonstrou compromisso claro com valores que são essenciais para a vida intelectual e literária de um país democrático: a promoção do letramento e da democratização da vida escolar, a defesa intransigente da liberdade de opinião e a busca pela igualdade de vozes no debate político, cultural e pedagógico”.
Ao mesmo tempo, os intelectuais acreditam que Jair Bolsonaro (PSL) represente “risco de retrocessos” por “apoiar projetos como o Escola sem Partido, que, a pretexto de instituir uma educação “neutra” – ficção em qualquer país do mundo -, visa a doutrinar os alunos com o que há de mais retrógrado e a introduzir a delação na atividade docente”.
O manifesto também rechaça a “difusão incessante” de “mentiras sobre Fernando Haddad e Manuela D’Ávila e a defesa da censura de livros e das restrições à liberdade de pensamento”.
Para os intelectuais a atuação política de Haddad se traduziu “em avanço na escolarização, na diversidade nas escolas – como a inclusão de pessoas com deficiência – e na ampliação do acesso à universidade. Seu programa de governo promete aprofundar essas mudanças essenciais para a democracia e a bibliodiversidade”.
“Sendo assim, em favor da democracia duramente conquistada e de um país melhor e menos desigual, nosso voto não poderia ser outro”, afirmam.
Fonte: BRASIL CULTURA