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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Celso Marconi: O pioneiro filme Crônica de um Verão

Apesar do título simples, esse Chronique d’ un Été, criado no final dos anos 50 por Jean Rouch e Edgar Morin, e lançado e premiado no Festival de Cannes de 1961, é uma das mais importantes obras do ponto de vista histórico para o cinema, tendo começado o cinéma verité (cinema verdade).
Por Celso Marconi*
Cena do documentário Crônica de um Verão, de Edgar Morin e Jean Rouch.
Certamente, ainda existem moradores em João Pessoa (PB) que lembram da passagem demorada de Jean Rouch pela cidade e muitos dos seus ensinamentos, que ficaram plantados para o pessoal dos anos 70. Mas todos os outros estudantes de cinema, não só da Paraíba, poderão retomar os debates da época se colocarem a obra Crônica de um Verão no acervo ativo das suas escolas.
Por sinal, o crítico e professor André Dib, que mora e atua na Paraíba, me avisa que o filme está programado para passar no próximo dia 1º de agosto em João Pessoa, às 18 horas, no IFPB Jaguaribe.
Foram dois cientistas sociais que criaram o nome cinéma verité a partir desse filme feito em Paris. Ambos eram ligados aos estudos sociais. Jean Rouch era antropólogo, e Edgar Morin, sociólogo e antropólogo. Nos anos 50, Edgar Morin já era conhecido no Brasil – e no Recife lemos alguns dos seus trabalhos.

Edgar Morin e Jean Rouch, a dupla por trás de Crônica de um Verão
Vendo o filme agora, sentimos que a presença de Rouch é preponderante para a criação de um contexto cinematográfico. Embora ele pense tanto no que deve ser o novo cinema, demonstra uma extraordinária capacidade para a criação de uma linguagem esteticamente notável.
Mesmo que o principal seja criar um conteúdo, isso não impede que o filme tenha em todos os momentos um muito bom ritmo narrativo. E tenha momentos de grande beleza plástica, como nas imagens em que uma das moças caminha pela praça Concorde e também quando segue por um imenso túnel e a cena termina com uma dança coletiva ao som de uma banda de harmônica.
Edgar Morin certamente influencia mais na composição conteudística, estabelecendo as pesquisas nas ruas de Paris sobre o que é felicidade e depois conduzindo os estudos mais aprofundados em torno do que cada um faz para construir suas vidas. Mas são muito importantes todos os debates que se desenvolvem durante grande parte do filme sobre como se comportar ou não diante das câmeras. É bom lembrar que a produção contou com Jean-Jacques Tarbès, Michel Brault, Roger Maurice e Raoul Coutard – este se transformou num dos maiores fotógrafos do cinema europeu.
Com o chamado “cinema verdade”, os cineastas ficaram dispensados de criar um roteiro acadêmico, um som para acompanhar todas as cenas, o ambiente conduzir a estrutura cinematográfica, e a câmera ou o cameraman ficou livre para criar movimentos no próprio momento da filmagem, o que modificou também muitos outros elementos fílmicos.
O filme é pensado com antecedência, mas durante a produção há sempre uma maior liberdade para criar. Artistas como Glauber Rocha e Jean-Luc Godard se interessaram muito pelos ensinamentos do cinéma verité.
* Celso Marconi, 89 anos, é crítico de cinema, referência para os estudantes do Recife na ditadura e para o cinema Super-8

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Sebastião Biano, 100 anos, toca a história da Banda de Pífanos de Caruaru

Com 100 anos, completados em junho, Sebastião Biano segue na ativa e mostra sua arte
Único remanescente do grupo original, Seu Biano se apresenta neste final de semana no Sesc Pompeia, em São Paulo.

São Paulo –Sebastião Piano assoprou um pífano (uma espécie de flauta) pela primeira vez aos 5 anos, em 1924, quando o pai, Manuel, agricultor e vaqueiro, criou um grupo que inicialmente tocava em cerimônias religiosas – enterros de “anjos” (crianças). Seu talento consolidou-se pelo interior, mas só criou fama nacional a partir dos anos 1970, quando Gilberto Gil, que voltara havia pouco ao Brasil, se encantou e gravou Pipoca Moderna, com a  Banda de Pífanos de Caruaru . É a primeira faixa do LP Expresso 2222, de 1972, quando a própria banda lançou seu primeiro álbum. Em 1975, seria a vez de Caetano Veloso gravar Pipoca Moderna, com letra. Pois “seu” Biano, como é conhecido, continua na ativa, aos 100 anos. Único remanescente da formação original, ele tocará neste final de semana em São Paulo.

O centenário foi completado em 23 de junho, quando Sebastião Biano – que mora na capital paulista desde 1978 – foi homenageado durante a tradicional festa de São João de Caruaru, onde o grupo se estabeleceu em 15 de julho de 1939, em uma região rural. Nascido em Mata Grande, sertão alagoano, ele já contou que “quando estava seco e não tinha o que comer” o pai mudava para “um canto melhor”, e assim ia fazendo, desde 1926 até conseguir se fixar em Caruaru, em 1939. Aos 7 anos, o menino tocou para Lampião.

As apresentações de “seu” Biano ocorrem no sábado (27), às 21h, e no domingo (28), às 18h30, no Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, na zona oeste de São Paulo). No primeiro dia, o show tem participação de Zeca Baleiro. No segundo, Biano se apresenta com o grupo paulista A Barca. O ator Gero Camilo estará no palco nos dois dias, contando “causos”.

Operário durante duas décadas, Sebastião nunca largou a música. Já tocou com ícones da música modernista e brasileira, como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo. Mas o primeiro álbum solo só saiu em 2015, aos 96 anos. “Às vezes falta fôlego no começo ou no fim da música”, diz ele, acompanhado pelo grupo Terno Esquenta Muié, com Júnior Kaboclo (segundo pífano), Eder “O” Rocha (zabumba e bateria), Renata Amaral (baixo) e Filpo Ribeiro (viola, rabeca e marimbau).

No ano passado, Sebastião Biano participou do programa Hora do Rango, na  Rádio Brasil Atual. Confira na página da RBA no Facebook.


José Mauro de Vasconcelos faleceu em São Paulo, no dia 24 de julho de 1984.

José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) foi um escritor brasileiro, autor do romance juvenil “Meu Pé de Laranja Lima”, obra que se tornou um clássico da literatura brasileira.
José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) nasceu em Bangu, no Rio de Janeiro, no dia 26 de fevereiro de 1920. Filho de imigrante português foi criado pelos tios, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Com 15 anos voltou para o Rio de Janeiro onde trabalhou em diversos empregos para se sustentar, foi carregador de bananas numa fazenda no litoral do estado, foi instrutor de boxe e operário. Mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como garçom de boate. Iniciou o curso de Medicina, mas abandonou a universidade. Recebeu uma bolsa para estudar na Espanha, mas também não se adaptou à vida acadêmica.
José Mauro e Vasconcelos se aventurou junto aos irmãos Villas-Boas, em uma viagem pelos rios da região do Araguaia. O resultado foi seu livro de estreia “Banana Brava” (1942), onde relata o mundo do garimpo da região. Em 1945 publica “Barro Branco”, seu primeiro sucesso de crítica. Escreveu “Longe da Terra” (1949), “Vazante” (1951), “Arara Vermelha” (1953), “Arraia de Fogo” (1955).
Seu primeiro grande sucesso veio com “Rosinha Minha Canoa” (1962). A obra foi utilizada no curso de Português na Sorbonne, em Paris. Nos anos seguintes escreveu “Doidão” (1963), “Coração de Vidro” (1964) e em 1968 seu maior sucesso popular, “Meu Pé de Laranja Lima”, onde relata a vida sofrida na infância e as buscas por mudanças. A obra foi adaptada para a televisão e para o cinema.
José Mauro de Vasconcelos trabalhou em diversos filmes, entre eles, Modelo 19 (1950), que lhe valeu o Prêmio Saci de Melhor Ator Coadjuvante, O Canto do Mar (1953), onde atuou como roteirista, Garganta do Diabo (1960), A Ilha (1963) e Mulheres & Milhões (1961), que também lhe valeu o Prêmio Saci de Melhor Ator.
Escreveu também: “Rua Descalça” (1969), “O Palácio Japonês” (1969), “Farinha Órfã” (1970), “Chuva Crioula” (1972), “O Veleiro de Cristal” (1973) e “Vamos Aquecer o Sol” (1974).
José Mauro de Vasconcelos faleceu em São Paulo, no dia 24 de julho de 1984.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

MTur valida municípios do novo Mapa do Turismo Brasileiro até 30 de julho

O Ministério do Turismo tem até o próximo dia 30 de julho para validar a atualização do Mapa do Turismo Brasileiro 2019-2021, que vem cadastrada por Estados e municípios no Sistema de Informações do Programa de Regionalização do Turismo desde o dia 1º de abril. O trabalho dos governos estaduais e municipais foi feito com a orientação do MTur, que disponibilizou vídeo e documentos orientadores com o objetivo de sanar as dúvidas e auxiliar as cidades a se cadastrarem no programa. Atualmente, o Mapa do Turismo possui 3.285 municípios, que estão divididos em 328 regiões turísticas.
Para o ministro do Turismo interino, Daniel Nepomuceno, “é muito importante que os estados fiquem sob alerta para os critérios apresentados, pois com eles poderemos definir políticas públicas precisas para desenvolver o turismo em cada região. Com o Mapa, identificaremos as cidades que possuem vocação turística, o que facilitará a gestão e aplicação dos recursos da Pasta e beneficiando os destinos em suas necessidades e talentos”, destacou.
Todos os municípios inseridos nas regiões do Mapa são considerados, pelo Programa de Regionalização do Turismo do MTur, destinos de vocação turística ou destinos de apoio que podem contribuir ou se beneficiar da geração de emprego e renda induzidos pela atividade do setor. O Mapa do Turismo Brasileiro foi instituído em dezembro de 2013 e passou a ser atualizado de dois em dois anos a partir de 2016. Os estados, em parceria com os municípios, têm autonomia para a definição das regiões turísticas, incluindo ou removendo destinos.
A previsão é de que em agosto seja publicada a portaria que define o número de municípios e regiões turísticas que deverão compor o Mapa do Turismo Brasileiro 2019.
Brasil Cultura

Ana Paula Sousa: Cinema nacional em desespero e espanto com Bolsonaro

As notícias sobre as mudanças na estrutura institucional sobre a qual se apoia o cinema brasileiro foram recebidas com um misto de desespero e espanto pelo setor. Desespero ante as ameaças de que o edifício normativo erguido nas duas últimas décadas comece a ruir. Espanto diante das incongruências presentes num texto, originado num blog, que teria induzido Jair Bolsonaro a questionar os princípios da política audiovisual.
Por Ana Paula Sousa*
Bolsonaro dá sinais de que puxou o cinema para mais perto de si porque deseja interferir no tipo de filme que se produz.
Na manhã desta quinta-feira, temia-se a extinção da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Mas, ao longo do dia, foi ficando claro que tal medida era improvável. Primeiro, porque a dissolução de uma agência reguladora tem de passar pelo Congresso Nacional. Depois, porque o próprio governo acabou por anunciar a transferência do Conselho Superior de Cinema (CSC) do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. Isso significa, na prática, que o Conselho, encarregado de formular e monitorar a política, passa a ficar mais perto do presidente.
A mudança não é algo que Bolsonaro tenha tirado da cartola. O texto original da MP 2228-1, de 2001, que fornece as bases da política em vigor, estabelecia um tripé composto pelo CSC, pela Ancine e pela Secretaria do Audiovisual (SAv). Cada órgão tinha uma função e ficava subordinado a um ministério: o Conselho, na Casa Civil, a Ancine, num ministério da área econômica, e a SAv, no Ministério da Cultura (MinC) – hoje incorporado à Cidadania. Mas o governo Lula, ao assumir, deixou as três estruturas sob o MinC.
Ou seja, a medida retoma a estrutura original do projeto que criou a Ancine. A grande questão são as motivações por trás da medida. O próprio Bolsonaro já dá sinais de que puxou o Conselho para mais perto de si porque deseja interferir no tipo de filme que se produz. Tal posicionamento vai, inclusive, contra os princípios legais da distribuição de dinheiro público, que não pode impor barreiras temáticas ou julgar conteúdos.
Apesar de o texto do blog que supostamente inspirou Bolsonaro propalar, em tom de denúncia, que a Ancine apoia obras com temática transexual ou indígena, o fato é que a agência dá suporte a todo tipo de produção. É fácil encontrar, entre os contemplados com recursos públicos, filmes e séries religiosos ou policiais. Houve, por exemplo, na década passada, uma onda de filmes espíritas; neste ano, a agência aprovou a superprodução Assembleia de Deus – O Filme, sobre um casal de missionários suecos que, no início do século 21, chega a Belém para instalar a congregação.
Para além dessa aparente ameaça de interferência nas obras, a reordenação institucional é preocupante pelo fato de que, desde o início do ano, a Ancine vem passando por um processo de fragilização. Em abril, o Tribunal de Contas da União questionou o modelo de prestação de contas da agência, levando à paralisação parcial das atividades. Desde janeiro, aguarda-se a publicação do decreto da Cota de Tela, que estipula um determinado número de dias obrigatórios para que os cinemas exibam filmes brasileiros. Há dois meses, o ministro Osmar Terra assinou o decreto; mas sua publicação no Diário Oficial da União depende da assinatura presidencial.
Depende também de uma assinatura do presidente a definição do CSC, cuja composição foi refeita no fim de 2018, mas jamais oficializada. E não é só o Conselho que está esvaziado. O Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que decide como alocar os recursos do FSA, aguarda a escolha de novos nomes; e uma das quatro cadeiras da diretoria da agência está vaga.
É pela ocupação desses vazios (não só de lugares) que deve se dar, a partir de agora, a grande batalha política, econômica e cultural do audiovisual brasileiro.
* Ana Paula Sousa, jornalista, é doutora em Sociologia da Cultura pela Unicamp
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

terça-feira, 23 de julho de 2019

PRESIDENTE DO CPC/RN TERÁ AGENDA HOJE (23) EM NATAL/RN

Eduardo Vasoncelos
CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN
Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN 2009/2019 - "10 anos de lutas, história e conquistas!"

Durante todo o dia de hoje (23) o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos terá agenda extensa em Natal, onde tratará de assuntos ligados a cultura e em um outro momento também terá um momento político.

Eduardo Vasconcelos estará na Reitoria do IFRN tratando de assuntos ligado a estrutura da III Noite das Homenagens, que ocorrerá em dezembro deste ano em duas etapas, em um outro momento o mesmo cumprirá agenda na SEEC/RN, também tratando de assuntos culturais, em seguida irá a Fundação José Augusto - FJA e por último estará na Vice Governadoria, tratando de assuntos inerentes a região do Agreste Potiguar. 

Mas antes de toda esta agenda o mesmo irá ao seu médico (retorno) para mostrar exames médicos.

Portanto, agenda cheia!

Folclorista Inami Custódio Pinto

Inami Custódio Pinto, um dos maiores folcloristas, pesquisadores e compositores que o Paraná já produziu, dedicou a vida ao registro de tradições culturais, ritmos, danças, músicas e marcas da identidade dos habitantes desta parte específica do planeta.
Inami nasceu dia 19 de outubro de 1930, em Curitiba, e se formou na Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Seu nome, Inami, significa em tupi-guarani: “água azul”. Inami tornou-se uma referência ao pesquisar e publicar trabalhos sobre os indígenas e a coletividades que conservam a memória de mitos, lendas, superstições, crenças, tabus e onde ocorrem manifestações de danças, autos, poesias, além do cultivo de artesanato. Além disso, entre as obras compostas por ele, está, por exemplo, o hino da cidade de Toledo.
Criador de mais de 200 músicas (muitas delas já gravadas por nomes como Ary Fontoura, Odelair Rodrigues e Os Calouros do Ritmo), Inami compôs a conhecida música “Gralha Azul”.
Nas pesquisas voltadas ao folclore paranaense ele desenvolveu trabalhos sobre figuras relevantes para a história do Estado, como a gralha azul, fandango e música folclórica. Fez suas primeiras pesquisas no litoral paranaense por meio de contato com pescadores e nativos das ilhas da região e realizou os primeiros registros em áudio e vídeo do Fandango Paranaense.

No meio acadêmico ministrou aulas da disciplina de “Folclore”, na Faculdade de Educação Musical do Paraná, depois, na Faculdade de Artes do Paraná, realizou várias palestras. Foi também presidente da Primeira Jornada de debates sobre o Folclore Nacional e participou de vários projetos culturais do Estado do Paraná.

O que é Sociologia

Sociologia é a ciência que estuda as relações entre as pessoas que pertencem a uma comunidade ou aos diferentes grupos que formam a sociedade.
É uma ciência que pertence ao grupo das ciências sociais e humanas. O objeto de estudo da sociologia engloba a análise dos fenômenos de interação entre os indivíduos, as formas internas de estrutura (as camadas sociais, a mobilidade social, os valores, as instituições, as normas, as leis), os conflitos e as formas de cooperação geradas através das relações sociais.
A sociologia estuda as relações de formalidade presentes na vida e nas sociedades. Como é relativa aos fatos e à realidade, não determina regras dos estados sociais e das particularidades da conduta humana, porque esse é objetivo da filosofia e ética social. A palavra “sociologia” foi criada por A. Comte, mas o conceito surgiu através do pensamento social e filosófico do iluminismo (por exemplo: em Montesquieu e Hobbes) e no idealismo alemão (por exemplo: Hegel).
A sociologia abrange várias áreas, existindo sociologia comunitária, sociologia econômica, sociologia financeira, sociologia política, sociologia jurídica, sociologia do trabalho, sociologia familiar, etc.
Através das pesquisas sobre os fenômenos que se repetem nas interações sociais, os sociólogos observam os padrões comuns para formularem teorias sobre os fatos sociais. Os métodos de estudo da sociologia envolvem técnicas qualitativas (descrição detalhada de situações e comportamentos) e quantitativas (análise estatística).
Surgimento da Sociologia
A sociologia surgiu no século XVIII como disciplina de estudo sobre as consequências de dois grandes acontecimentos, a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, que causaram profundas transformações econômicas, políticas e culturais na sociedade daquele período.
O termo sociologia foi utilizado primeiramente com o filósofo francês Auguste Comte no seu Curso de Filosofia Positiva, em 1838, na tentativa de unificar os estudos relativos ao Homem, como a História, a Psicologia e a Economia. A corrente sociológica positivo-funcionalista, fundada por Comte, foi mais tarde desenvolvida por Émile Durkheim.
Outros importantes correntes sociológicos foram iniciados por Karl Marx e Max Weber.
Sociologia da educação
A sociologia da educação é vista como uma área da sociologia, que tem como finalidade estudar a interação entre a escola (que é vista como um elemento de socialização) e a sociedade onde está inserida. Além disso, também contempla a escola como uma organização e instituição social.
Sociologia do trabalho
A sociologia do trabalho estudo os fenômenos sociais que ocorrem no mundo do trabalho. Além disso, a sociologia do trabalho estuda a organização e evolução na área do trabalho e a sua influência social desses fenômenos.
Sociologia do direito
A sociologia do direito remete para os fenômenos jurídicos ou da área do direito na nossa sociedade.

Um Pouco de História que a História não Conta

Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca foi acordado em meio à madrugada para realizar o histórico ato. Um detalhe curioso é que Deodoro estava com um ataque de dispneia, o que lhe fazia sentir diversas dores em seu ventre.
Não houve qualquer tipo de derramamento de sangue durante a Proclamação da República, exceto o Ministro da Marinha, José da Costa Azevedo, por ter reagido à voz de prisão, após as tropas se perfilarem para ouvirem o Hino Nacional brasileiro.
De acordo com relatos oficiais, a reação da nobreza brasileira foi a seguinte: Tereza Cristina chorou ininterruptamente, Isabel ficou relativamente muda por um longo intervalo de tempo e Dom Pedro II entoava constantemente que todos estavam literalmente loucos.
Esses foram os dizeres do Imperador Dom Pedro II, em uma carta aos brasileiros: “…Resolvo partir com a minha família para a Europa amanhã… Ausentando-me, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança,e faço os mais sinceros votos para que atinja a sua grandeza e a merecida  prosperidade…”.
Dom Pedro II morreu deitado em cima de um travesseiro, que ele havia enchido de terra do solo brasileiro.

domingo, 21 de julho de 2019

ALÉM DO SEU TEMPO - Peça mergulha no universo de Carolina de Jesus, a autora do clássico “Quarto de despejo”

PAULO PEREIRA/DIVULGAÇÃO

Espetáculo retrata a vida e a obra dessa mulher negra e pobre, cuja obra revelou um Brasil que o Brasil insiste em esconder.

Publicado por Redação RBA

O livro "Quarto de despejo" foi traduzido para 13 línguas e vendido em 80 países. Política, história e sociologia se fundem na obra de Carolina de Jesus

São Paulo — Um “enigma” e um “poço sem fundo”. Assim a atriz, dramaturga e arte-educadora Dirce Thomaz define Maria Carolina de Jesus, a catadora de papel descoberta pelo jornalista Audálio Dantas na favela do Canindé, em São Paulo, e autora do livro Quarto de despejo, lançado em 1960 e que logo se transformou em estrondoso sucesso.

Para Dirce Thomaz, o diário de Carolina de Jesus é “forte, real e visceral”. A atriz está em cartaz com a peça Eu e Ela: visita a Carolina de Jesus, espetáculo em que interpreta Carolina e no qual é também a diretora. A peça, baseada no diário de Carolina de Jesus, está em cartaz na Funarte, em São Paulo, até o dia 10 de agosto.

Poeta, compositora e feminista, Carolina de Jesus ainda cantava e dançava. “Uma mulher além do seu tempo. Quando falo que ela era um poço, agora estão descobrindo que Carolina também escreveu para teatro. A cada dia se descobre alguma coisa de Carolina”, afirma Dirce, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual.

A atriz conta estar mergulhada no universo desde 1988. Atuou no curta-metragem O papel e o Mar e, em 2009, interpretou Carolina de Jesus no cinema. “E daí não teve mais jeito, foi um mergulho nessa mulher incrível que é Maria Carolina de Jesus, esse universo incrível.” Dirce lembra que, ao ser lançado, Quarto de despejo vendeu mais que Jorge Amado. “Foi um best seller, foi uma fama, uma coisa muito louca.”

Carolina de Jesus aprendeu a ler aos 7 anos de idade, a idade correta para uma criança ser alfabetizada, mesmo ela sendo uma criança muito pobre vivendo na cidade grande. “Ela saia na rua lendo tudo, ela se encontrou ali. Fazia crítica à política, à história e à sociedade. A obra de Carolina não é só o diário do que ela passava na favela, é uma obra política e social de peso”, afirma a dramaturga. Quarto de despejo foi traduzido para 13 línguas, em 80 países.

“Ela só não é muito respeitada no Brasil. A Academia Brasileira de Letras não a reconhece como poeta, porque fala que ela teve só o segundo ano primário. Ela estudou muito. O Brasil sempre não quer falar das suas mazelas”, reclama Dirce. “Como vamos ficar falando da história das favelas, história de mulher negra favelada?”, ironiza.

Após o sucesso de Quarto de despejo, Carolina de Jesus não conseguiu mais espaço para editar novos trabalhos, e decidiu então editar a própria obra. “A gente (o povo negro) esperneia desde o período colonial, para sobreviver, para chegar em algum lugar, para estudar, para trabalhar. E a Carolina é um espelho muito grande para as mulheres negras sobre tudo o que acontece com a população negra. Carolina foi e é um marco na história do Brasil, uma referência forte para as mulheres negras.”

Eu e Ela: visita a Carolina de Jesus
Até o dia 10 de agosto
Funarte - Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos, São Paulo 
Sextas e sábados, às 19h, e domingos, às 18h 

EDUCAÇÃO: "INSTADO" Programa ‘Future-se’ cria instabilidade financeira nas universidades, alerta Renato Janine Ribeiro

Colaboração com as empresas, mote do Future-se, "é algo que as universidades já fazem", segundo o ex-ministro.

Ex-ministro diz ainda que programa não foi debatido com a comunidade acadêmica, proposto por um governo que vê a educação como inimiga.

São Paulo – Anunciado pelo Ministério da Educação como forma de garantir autonomia financeira às universidades e institutos federais, a partir de fundos associados ao mercado, o programa “Future-se vai acabar criando instabilidade na financiamento do ensino superior no Brasil, alerta o ex-ministro Renato Janine Ribeiro. Ele lembra que as instituições de ensino superior já contam com autonomia na captação de recursos, e que não prospera, muitas vezes, pela falta de apoio da iniciativa privada. As diretrizes do programa foram decididas de cima para baixo, sem negociação com a comunidade acadêmica, e ferem ainda o princípio da autonomia acadêmica, garantido na Constituição.

“O mercado é, por definição, instável. Pode subir ou cair. Logo, o orçamento das universidades poderia aumentar, mas também poderia cair. É um risco muito grande. Se temos algo chamado ‘Estado’ é justamente porque tem que deixar estáveis uma série de políticas. Não é um ‘instado'”, afirmou Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, para o Jornal Brasil Atual, nesta sexta-feira (19). Ele diz que o patrimônio educacional, que inclui, além dos campi universitários, uma rede de milhares de cientistas e pesquisadores, não pode ficar a mercê das flutuações capitalistas.

Sem diálogo
Janine diz que a elaboração de um projeto como o “Future-se” deveria contar com a participação dos representantes das universidades, que conhecem melhor do que ninguém as suas próprias necessidades e limitações. “Mesmo a colaboração com as empresas, um dos pontos ‘fortes’ do projeto, é algo que as universidades já fazem. Se essa colaboração não é maior, não é só por causa das universidades. É porque, muitas vezes, as empresas também não querem”, disse o ex-ministro. Ele citou esforços, desde a década de 1990 até os governos Lula e Dilma, de integração entre a pesquisa acadêmica e inovação.

Outro problema no Future-se constatado pelo ex-ministro é a criação de um comitê gestor para supervisionar e acompanhar a implementação das diretrizes do programa que, dentre outras incumbências, poderá interferir na seleção dos reitores das universidades, ao definir critérios para a aceitação de certificações dos candidatos. “É um cheque em branco dado a pessoas que não se sabe quem são e o que farão”, critica Janine. Ele lembra que o governo Bolsonaro já editou decreto que estabelece que a nomeação de vice-reitores e pró-reitores deve  passar pelo “crivo” da Casa Civil, em mais um ataque à autonomia das universidades.

Educação como inimiga
Janine fundamenta suas preocupações no fato inédito de que Bolsonaro foi eleito sem jamais ter feito a defesa da educação pública no país. Pelo contrário, durante a campanha, o então candidato fez reiteradas críticas ao educador Paulo Freire e a avanços na igualdade de gênero – além de ataques às leis de cotas. “Isso incomoda uma parte substancial da base do governo, que responsabiliza a área educacional (por esses avanços). Olham a educação com certa desconfiança. Esse é um problema sério.”

Fonte: Rede Brasil Atual

Tropeirismo no Paraná

Após a diminuição considerável da atividade de mineração, em vista da escassez dos veios auríferos e da descoberta das Minas Gerais, Curitiba e região foram gradualmente se adaptando às novas atividades, como a criação e o comércio de gado, e a incipiente extração da erva-mate. Porém, o comércio de gado dependia muito de Minas Gerais e a crise desse mercado acabou de vez com a circulação de riquezas na região, afastando a cidade de Curitiba e arredores da rota comercial da época. (DUDEQUE, 1995, p.116-117).
A cidade de Curitiba, nessa época, não passava de um agrupamento de casas de moradores das redondezas que as ocupavam somente nos dias de festas e deveres religiosos. Não possuía mais do que dez ruas, de traçado irregular, agrupadas em torno da Praça Matriz, sem iluminação pública e localizada entre os rios Belém e Ivo.
A necessidade de buscar uma nova alternativa econômica para o Estado, ou melhor para as cinco comarcas da província de São Paulo, foi a conquista e exploração do território dos Campos Gerais.
As principais ocupações nos Campos Gerais foram feitas pelos “homens ricos” de São Paulo, Santos e Paranaguá, e que não possuíam um caráter de colonização e povoamento. As primeiras posses foram feitas “simplesmente como um negócio a ser explorado comercialmente para abastecer São Paulo, e as áreas de mineração nas Minas Gerais”. As sesmeiras dos Campos Gerais paranaenses, procuravam se localizar às margens do caminho de Curitiba – Sorocaba – São Paulo.
Como Curitiba ficava à margem, a cidade só começou a ter lucros com a conquista do centro e norte dos Campos Gerais, devido a abertura da estrada de Viamão – Sorocaba. Essa abertura propiciou a conquista dos campos ao sul de Curitiba, tendo como centro a Lapa.
Depois da segunda metade do século XVIII é que a região começou realmente a ser povoada, e isso aconteceu no rastro do tropeiro. Em 1772, na extensão toda dos Campos Gerais, desde de Itararé, no norte, até a Lapa, no sul, podíamos somar cerca de 50 fazendas e em torno de 125 sítios que povoavam a região. A estrada das tropas servia como eixo, e ao longo dela destacavam-se como povoações: Ponta Grossa, Palmeira, Castro, Imbituba e a Lapa.
O ouro das Minas Gerais foi nos últimos anos do século XVII o ponto alto da colônia. O Brasil era o maior produtor do metal. E isso atingiu o Paraná, agora de forma diferente da exploração do ouro de Paranaguá e região. As minas preciosas precisavam em grande escala de bois e cavalos (muares em especial) para transportar o ouro até o Porto do Rio de Janeiro, e de lá receber as cargas que importava. Como o gado estava nos Pampas, o Caminho de Viamão atravessava os planaltos dos atuais três estados do Sul, e ligava o Rio Grande à São Paulo. Por mais de 100 anos desfilaram por esse caminho tropas e tropeiros. Eles cortavam os campos, inclusive Curitiba, que passaram a ter utilidade como postos de recuperação do gado que chegava extenuado após uma longa jornada. Assim, a pecuária passa a dominar a economia regional.
As fronteiras dos Campos Gerais foram ampliadas, as atividades econômicas paralelas, em função do ciclo, desenvolveram-se, e com a decadência da exploração do ouro, no final do século XVIII, o tropeirismo entra em recessão. No entanto, ainda não era o fim, pois com a expansão da economia cafeeira, depois da independência do Brasil, o tropeirismo ganha novo fôlego e novos mercados, chegando ao seu apogeu em meados do século XIX. O tropeirismo paranaense não busca agora gado somente no Rio Grande do Sul, ele também os busca na província argentina de Corrientes.

O ciclo dos tropeiros chega ao fim definitivo nos fins do século XIX, com a construção das rodovias em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A economia fica estagnada e a subsistência passa a ser a atividade principal. A pecuária surge também como uma nova economia, e podemos dizer que ela, assim como o tropeirismo, teve um papel importante no povoamento do Paraná, pois devido a eles surgiram vários arraiais e vilas.
Assim, na travessia do Rio negro, nasceu um povoado chamado de Capela da Mata, que originou as cidades de Rio Negro e Mafra. Em 1829, teve início o primeiro núcleo de agricultores europeus (alemães) no terriórtio paranaense. Ao fim do século XVIII quase toda a área dos Campos Gerais estava povoada. Nessa época, o planalto adquiri a supremacia econômica e social sobre o litoral. E, em 1812, a sede da comarca é transferida de Paranaguá para Curitiba.
Embora Curitiba ainda fosse inferior comercialmente à Paranaguá, em 1812 já existiam indícios que as condições geográficas da cidade iriam lhe conferir vantagens políticas, sociais e administrativas.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Violão no Brasil

O primeiro instrumento de cordas que se tem notícias que chegou ao Brasil foi a viola de dez cordas ou cinco cordas duplas, muito popular entre os portugueses e precursora do violão, trazida pelos jesuítas portugueses que aqui chegaram para catequisar os índios e a usavam durante a catequese.
A primeira notícia que se tem sobre este instrumento no Brasil, ocorre no século XVII em São Paulo, vendida por um preço exorbitante na época, por dois mil réis e pertencente a um bandeirante chamado Sebastião Paes de Barros.
Sobre a viola, o escritor Mário de Andrade cita em uma de suas obras, um cidadão chamado Cornélio Pires, para quem a viola era um dos instrumentos que o acompanhava  nas danças populares de São Paulo. A confusão entre a viola e violão começa em meados do século XIX, quando a viola é usada com uma afinação própria do violão, isto é, lá, ré, sol, si, mi.
Mas, o uso da nomenclatura usada como referência ao instrumento viola/violão, continua conforme  afirma Manuel Antônio de Almeida, autor da Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55), quando se refere muitas vezes com terminologia da época do final da colônia, a viola em vez de violão ou guitarra sempre que trata de designar o instrumento urbano com o qual se acompanhava as modinhas.
Atualmente, a viola passou-se a ser denominada de viola caipira, por ser um instrumento típico do interior do país, e a nomenclatura violão, ao instrumentoque era característico de uso urbano e ter  sua forma atual estabelecida no final do século XIX.
Com isso, o violão passou a tornar-se o instrumento favorito para o acompanhamento vocal, como no caso das modinhas, na música instrumental, acompanhando a flauta e o cavaquinho, e com isso formando a base de um conjunto de chorinho.
violão por ser um instrumento muito usado na música popular brasileira e pelo povo, passou a ter uma má fama, sendo considerado por muitos como um  instrumento de boêmios, presente entre seresteiroschorões, tornando-se um símbolo de vagabundagem e, carregando consigo este estigma por muitos anos.
Em virtude desta discriminação sofrida pelo violão no Brasil e sua associação, os primeiros que tentaram desmistificar esse ranço pejorativo e discriminatório do violão, divulgando-o como um instrumento sério foram considerados verdadeiros heróis.

Um dos precursores do violão moderno no Brasil foi o fundador da revista “O Violão”, publicando-a em 1928, foi Joaquim Santos (1873-1935) ou Quincas Laranjeira, considerado o “Pai do violão moderno” que nos últimos anos de sua vida dedicou-se a ensinar a tocar o violão pelo método de Tárrega.
violão no Brasil desenvolveu-se, basicamente, em dois grandes eixos da expressão da arte no Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo. Onde surgiram a grande maioria dos grandes violonistas brasileiros, que obtiveram sua formação instrumental com os professores que moravam nestas cidades.
Na cidade de São Paulo, através do violonista uruguaio Isaías Savio (1900-1977), que teve sua formação violonística com Miguel Llobet, resultou a fundação de uma das melhores escolas de violonistas da América do Sul, vindo morar no Brasil, em São Paulo, onde desenvolveu a maior parte do seu trabalho fundando a Associação Cultural Violonística Brasileira, e em 1947, e tornou-se professor de violão do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo,  fundando a primeira  cadeira de violão no país.
Em 1951, ele participou da fundação da Associação Cultural de Violão de São Paulo, sendo responsável pela composição de  mais de 100 obras para o violão e cerca de mais ou menos 300 transcrições e revisões, sendo seus trabalhos usados atualmente por muitas escolas de música em todo o Brasil e fora dele.
O Brasil teve e tem a sua própria safra de violonistas, podemos citar:
  • Clementino Lisboa: iniciou as apresentações de violão em público, apresentando o instrumento para a elite carioca;- Joaquim Santos: fundador da revista “O violão”;
  • Aníbal Sardinha: precursor da bossa-nova.
Ainda citamos alguns como Jorge do FusaAmérico JacominoNicanor Teixeira e Egberto Gismonti.
A música brasileira para violão tem por base a pequena obra de Villa-Lobos, que foi um importante compositor e violonista brasileiro, que conta basicamente com 12 estudos sobre violão.

4 razões para incluir o caldo de cana na dieta

O caldo de cana, também conhecido como garapa, é uma bebida altamente nutritiva. Apesar de ser bastante doce, ela é indicada para atletas e até para pessoas portadoras da diabetes do tipo 1. Além disso, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de cana-de-açúcar, o que a torna acessível em preço e disponibilidade.
Veja abaixo quatro motivos para incluir o caldo de cana na dieta.
  1. Rica em açúcares bons
O açúcar contido na cana é a forma bruta, ao contrário dos refinados, que tem nutrientes e minerais removidos e possuem apenas carboidratos e calorias. Por isso, o caldo de cana possui baixo índice glicêmico, ajudando a controlar o açúcar do organismo.
  1. Ótimo pós-treino natural
Se você é atleta e costuma sentir a fadiga nos músculos após o treino, o caldo de cana pode ser um ótimo aliado na sua recuperação. Por ser fonte de glicose, ele é ótima fonte de energia para os músculos e também uma bebida que reidrata o corpo rapidamente.
  1. Ajuda a combater doenças
A cana-de-açúcar possui propriedades antioxidantes e alcalinas. Isso significa que este alimento ajuda a manter o organismo saudável e a combater enfermidades como o câncer, doenças consequentes do envelhecimento e problemas cardiovasculares.
  1. Fonte de vitaminas e minerais
Esta planta possui alto teor de minerais, como o ferro, cálcio, potássio e o magnésio, que ajudam a manter sangue e ossos saudáveis. Além disso, este alimento é fonte de vitaminas A, B e C.
Sugestões:
A cana-de-açúcar pode ser consumida in natura ou na forma de caldo. Neste caso, é possível acrescentar outros alimentos à bebida, de forma a torna-la ainda mais nutritiva e saborosa. Ele pode ser incluído sem medo a dieta, pois não engorda e não provoca o excesso de açúcar no sangue. No entanto, o consumo constante não é indicado para quem tem diabetes do tipo 2.
Redação CicloVivo