Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

A reconstrução de África

 
por Marcos Neves Jr.
“Aqui houve grandeza destruída pela bárbara invasão/Aqui reside o útero da vida e o umbigo do mundo/Aqui é o berço da História/Do Cabo ao Cairo o vento geme como quem ri e chora”. Os versos do poema Deixo-te a maior missão: a reconstrução de África, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, apresentam o sentimento de quem sabe reconhecer o quão grandiosa é a terra que abriga o seu povo e entende a responsabilidade de resgatar a própria trajetória a partir de suas narrativas.
Apesar de todo o tipo de revisionismo que se tem tornado moda atualmente, África, africanos e seus descendentes não deixam que a História seja negada. Da barbárie promovida no continente pelos invasores colonialistas às execuções em periferias de grandes cidades brasileiras, o negro sofre na pele e por causa da cor da pele as consequências do racismo, seja velado ou institucionalmente declarado, além de diversos outros preconceitos que matam, discriminam, tolhem o direito à voz e inferiorizam sua cultura ao longo dos séculos.
Certamente esse é um povo que tem muita história para contar, mas quão atentos estão os leitores? Potencialmente, a capacidade africana de transformar um papel em branco em escrito poético ou suas tradições, lendas e cotidianos em literatura é a mesma de trovadores portugueses, formalistas russos, modernistas brasileiros e tantos outros integrantes de escolas literárias ao redor do mundo. Por que, então, autores daquele continente não são tão populares e lidos no Brasil?
Para a professora de Literatura e Linguística Espanhola da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Izabel Nascimento, a questão passa necessariamente pelo mercado editorial. “Poucas editoras têm cardápio de literatura africana. Publica-se, como nos demais casos, apenas autores consagrados, e estes normalmente não são africanos. Há nomes poderosíssimos, mas ainda sem capilaridade entre o público não especializado. É preciso divulgar que esses autores são excelentes para criar demanda”, explica a docente.
Além de excelentes, como diz Izabel, são laureados. Ainda que algumas controvérsias envolvam premiações como o Nobel e o Camões, especialmente em relação ao júri e aos critérios de escolha, nomes importantes da literatura de África já receberam esses reconhecimentos. Entre os vencedores do Nobel, estão Wole Soyinka (1986), Naguib Mahfouz (1988), Nadine Gordimer (1991) e J. M. Coetzee (2003). Já o Camões, exclusivo para a produção literária de língua portuguesa, tem em sua galeria de honra Jorge Craveirinha (1991), Pepetela (1997), Luandino Vieira (2006), Armênio Vieira (2009), Mia Couto (2013) e Germano Almeida (2018).
Se por um lado, com algumas raríssimas exceções, as editoras negligenciam esses autores, as universidades também precisam mudar algumas posturas nesse aspecto. Na opinião do diretor geral da Associação Internacional de Estudos Culturais e Literários Africanos (Afrolic), professor Sávio Fonseca de Freitas, muitas universidades têm optado por um conservadorismo teórico, privilegiando o estudo mais tradicional da literatura.
“A língua portuguesa deve ser pensada em suas mais diversas formas de manifestação artística e literária. Por isso não podemos omitir ou tornar invisível a literatura africana escrita nesse idioma, principalmente pelo fato de ser a literatura brasileira uma fonte de recorrência de leitura por parte de escritores africanos, que veem em nossa literatura um modelo estético e ideológico de sistema literário”, alerta Sávio, que é professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Entre autores da literatura africana há nomes premiados com o Nobel e o Camões – Foto: Anastácia Vaz
Desinteresse mercadológico de editoras e pouca atenção da academia podem ter, no entanto, um elemento mais amplo como pano de fundo. “No Brasil, foi preciso implantar uma lei para que fossem apresentadas nas escolas a cultura e a literatura africanas. Esse é o peso do racismo no país”, afirma a professora do Departamento de Letras da UFRN, Tania Lima, que também é vice-presidente da Afrolic.
Confira aqui áudio da entrevista com a professora Tania Lima
Sancionada em 2003, a lei em questão é a de n° 10629/2003. Ela inclui na Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional a obrigatoriedade de que os currículos abordem o assunto História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, além de instituir o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, como data oficial no calendário escolar. Mas mesmo 16 anos depois de entrar em vigor, ainda há muito a avançar na representatividade de negros na sociedade e no enfrentamento ao racismo.
Construção da Afrolic
Em meio a esse cenário de reconstrução da identidade africana no Brasil, por meio do combate ao racismo, da promoção da cultura afro e da educação, nasceu, em 2010, a Afrolic, uma associação de professores envolvidos com o estudo das Literaturas Africanas. A entidade está cadastrada no CNPq como um grupo de pesquisa que acolhe estudiosos de todo o mundo e tem como principal meta disseminar o conhecimento sobre o continente africano com base nas diversas áreas das Humanidades.
Desde a sua fundação, a Afrolic vem realizando a cada cada três anos um congresso internacional, em associação ao Encontro dos Professores de Literaturas Africanas, evento que acontece desde 1991 e originou a associação. Sediado anteriormente nas universidades federais do Rio Grande do Sul (2013) e de Pernambuco (2016), este ano o congresso aconteceu na UFRN durante os três últimos dias de julho e recebeu pesquisadores de diversos países.
Sob o tema Literatura, desigualdade e ensino, o evento debateu como a escola e as universidades têm lidado com a relação África-Brasil, o racismo e a contribuição da literatura africana na formação do sistema literário brasileiro. “Essa cultura precisa ser reconhecida, precisa ser lida. É interessante, os africanos nos leem”, ressalta a professora Tania.
Afrolic reuniu pesquisadores em literatura e cultura africanas – Foto: Thamise Cerqueira
Desconstrução do eurocentrismo
Uma das grandes questões que permeiam os debates sobre África atualmente e que foi suscitada no encontro é o eurocentrismo, com base em estudos do teórico camaronês Achille Mbembe. “Africanos vão para outras partes do mundo estudar. Vêm para o Brasil, vão para Alemanha, Portugal, França, Estados Unidos. Então, eles acabam bebendo direto na fonte eurocêntrica. Quando voltam, ficam na comparação entre Europa e África, entre o sistema colonizador e o colonizado, e não saem disso, o que aprisiona a própria construção do universo do negro”, explica.
Para reconstruir África é necessário desconstruir a visão europeia do continente, o que não parece uma tarefa tão simples diante de séculos de acreditação pouco contestada. Quando a poeta escolhe a palavra “missão” para definir a restauração africana, certamente tem em conta quão árdua ela pode ser. Afinal, menos de meio século atrás havia países cuja independência não era reconhecida ainda por colonizadores. A “grandeza destruída pela bárbara invasão” necessita da reavaliação de certos paradigmas teóricos.
Na opinião de Tania Lima, no Brasil, um desses casos é a obra Casa-Grande & Senzala, do sociólogo Gilberto Freyre, publicada em 1933. “Naquele momento foi importante porque ele diz que negro é uma categoria cultural, não biológica, que precisa ter a linguagem, a religiosidade entendidas, mas isso tem um limite. Da mesma forma que ele traz isso como algo positivo e insere o negro na cultura brasileira, tanto em Casa-Grande & Senzala como em Sobrados e Mucambos, por outro lado, nas entrelinhas dessas obras, percebe-se um racismo incutido, que vem da casa-grande. Isso se manifesta ao dizer, por exemplo, que o negro comia melhor quando estava na senzala”, pondera.
Ou seja, para a professora o ensino de literatura africana tem de pensar a partir do seguinte questionamento: como esse sujeito se percebe? Do ponto de vista europeu? “Eu vejo como Lévi Strauss, Gilberto Freyre ou de acordo com o pensamento indígena, do filósofo africano? Ainda prevalece um olhar dual; ou é casa-grande ou é senzala, mas e o quilombo? Quilombo é a revolta, a indignação, a não subserviência. Precisamos ver essa filosofia para nos emanciparmos”, afirma Tania.
Reconstrução de África no Rio Grande do Norte
Nos últimos nove meses, a UFRN sediou dois dos maiores congressos sobre estudos africanos do país. Além do encontro da Afrolic, a universidade recebeu, em novembro de 2018, o IV Congresso Internacional de Literaturas e Culturas Africanas (Griots), que teve como tema Literaturas e Direitos Humanos. Mas alguém pode questionar: existe essa ligação toda do Rio Grande do Norte com África? Fala-se muito sobre os holandeses do período colonial e dos estadunidenses durante a II Guerra Mundial, porém africanos nem sempre são lembrados.
“É preciso mostrar uma relação do estado com a África que é negligenciada. Temos leituras de Câmara Cascudo, que esteve em África e fez um livro sobre isso, Made in Africa. O congolês Kabengele Munanga, uma das maiores autoridades nos estudos africanos e que hoje é titular na Universidade de São Paulo, estabeleceu-se no Brasil como professor da UFRN nos anos 1980, quando deu aulas de antropologia. Há mapeados cerca de 60 quilombos em terras potiguares e muita gente esquece disso. Sim, nós temos muito de África aqui”, afirma contundentemente Tania.
“Não existe combate ao racismo sem investimento em educação”, afirma professora Tania Lima – Foto: Anastácia Vaz
Em 2015 foi criada uma especialização piloto no Rio Grande do Norte nesta área que envolvia, entre outros assuntos, o combate ao racismo nas escolas. Esse projeto teve a primeira perna quando foram capacitados mais de 200 professores de colégios públicos do Seridó, todo ele patrocinado pelo Ministério da Educação. A experiência deu certo e foi relatada no livro Tessitura de Vozes, lançado em 2018, mas diante das seguidas diminuições dos recursos federais destinados à área da educação, o curso ainda não teve uma segunda edição.
Enquanto esse projeto segue em compasso de espera, outros desafios permanecem na pauta diária de docentes, especialmente o de promover o conhecimento dessa literatura. “Vejo que entre os alunos existe uma demanda muito grande. Infelizmente ainda estamos no ponto de despertar a curiosidade, mas essa é uma briga contínua”, relata a professora Izabel Nascimento.
No mesmo sentido, dizendo que é uma batalha infinda, Tania Lima ressalta a importância da inclusão. “Não existe combate ao racismo sem investimento em educação. É necessário pensar em inclusão. A política da exclusão de negros, indígenas, crianças, mulheres só pode ser enfrentada a partir de um processo educacional sério”.
Aliás, não só leitores, mas autores negros também precisam ser incluídos. No Brasil, escritores consagrados como Machado de Assis e Lima Barreto são apresentados em ilustrações e fotos manipuladas com um tom de pele bem mais claro que o real. Em África, entre os laureados com os prêmios Nobel e Camões pouquíssimos são negros. Imagina-se que não seja por falta de opções, pois Sónia Sultuane, Paula Tavares, José Luis Mendonça e Paulina Chiziane são nomes que certamente merecem o reconhecimento dentro e fora da academia e do meio especializado.
E, nessa digressão entre construções, desconstruções e reconstruções, há muito mais poetas, romancistas, contistas e cronistas a serem descobertos. Do Cabo ao Cairo, existe literatura tão cheia de subjetividade e beleza como tantas outras distribuídas nos países que se podem encontrar nos mapas. “Nós que pensamos às margens temos de fazer essa leitura”, afirma Tania, que conclui: “o mundo precisa de leitores e nós temos de abrir a sociedade a partir do livro”.

Fonte: Portal da UFRN

Filme com roteiro de egresso da UERN conquista oito premiações no 47º Festival de Cinema de Gramado


Com oito premiações, o filme “Pacarrete” foi o grande destaque da noite de premiações do 47º Festival de Cinema de Gramado, na serra gaúcha. O longa conquistou Kikitos nas categorias de melhor filme pelo júri oficial e popular, melhor atriz, melhor ator e atriz coadjuvantes, melhor direção, roteiro e desenho de som.
“Pacarrete foi meu primeiro roteiro de longa-metragem, resultado de muita troca, afetos, pesquisa e trabalho, mas também dúvidas e aperreios, como qualquer processo criativo. As oito premiações revelam o comprometimento de toda equipe em contar a história de uma bailarina tida como louca que ousou viver da sua arte”, declarou o roteirista André Araújo, egresso do curso de Comunicação Social – habilitação Rádio e TV, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em seu Instagram.
O filme é composto por profissionais nordestinos. O cearense Allan Deberton é diretor do longa e também assina o roteiro, juntamente com Samuel Brasileiro, Natalia Maia e André Araújo.
No elenco, estão a premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo, que dá vida a Pacarrete e conquistou o Kikito de melhor atriz; as atrizes paraibanas Zezita Matos (“Onde Nascem os Fortes”) e Soia Lira (“Tatuagem”), o ator baiano João Miguel (“3%”), os cearenses Débora Ingrid (“A História da Eternidade”), Samya de Lavor (“O último Trago”), Edneia Tutti e Rodger Rogério (Bacurau), além da participação de atores e atrizes de Russas (CE), cidade onde o filme foi gravado.
O filme conta a história de Maria Araújo Lima, uma icônica moradora de Russas (CE), que gostava de ser chamada de Pacarrete. “Ela é minha tia-avó. Assim como Pacarrete, eu também sou cearense de Russas. Cresci ouvindo histórias sobre ela, sobre o seu jeito afetado e afrontoso, muitas vezes incompreendido”, contou André Araújo. “Pacarrete” é uma jornada pela mente de sua protagonista e “estabelece um diálogo entre o presente e o passado, a realidade e a utopia. O tom biográfico é atravessado pelo universo fantasioso da personagem que mescla instantes de lucidez e loucura”, conta.
KIKITO
O Kikito é o símbolo e prêmio máximo concedido no Festival de Gramado. Este nome foi atribuído por Elisabeth Rosenfeld, artesã da cidade de Gramado, e responsável pela criação da estatueta com que são laureados os vencedores. Inicialmente, o Kikito era o símbolo da cidade e, mais tarde, tornou-se o troféu do festival. O Kikito é uma figura risonha, um “deus do bom-humor”, com 33 centímetros de altura.
O FILME
Pacarrete é um longa-metragem de ficção, inspirado na história de vida da bailarina Pacarrete. O filme foi gravado na cidade de Russas-CE e aborda questões como a loucura, a permanência do sonho e o drama da velhice de uma bailarina clássica. Registrada como Maria Araújo Lima, ela se autobatizou como Pacarrete, margarida em francês, e assim é lembrada até hoje por todos na cidade.

Nascida e criada em Russas, alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela consegue estar no centro dos palcos como bailarina clássica e se tornar professora de ballet. Com a aposentadoria, a russana retorna a sua cidade natal, onde pretende dar continuidade ao seu trabalho artístico, mas só se depara com desrespeito à sua arte.
Pacarrete continua respirando ballet e traduzindo sua vida em sequências de pliés e demi-pliés, à guisa de ribalta, nas calçadas e praças da cidadezinha. Em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com a troça e o despeito daqueles que cruzam seu caminho. A bailarina de outrora, que acredita ainda ser, transformou-se, no imaginário popular, na “Louca da cidade”.
Fonte: Portal da UERN

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O primeiro automóvel do Brasil

O primeiro automóvel do Brasil é licenciado no Rio de Janeiro, como propriedade de Francisco Leite de Bittencourt Sampaio em 29 de agosto de 1903.

Mas o primeiro automóvel mesmo, de motor a explosão, do Rio, foi de Fernando Guerra Duval, então estudante de engenharia, irmão de Adalberto Guerra Duval, poeta, embaixador do Imperador na corte do czar da Rússia.
O carro de Guerra Duval era um “Decauville” e aqui circulou em agosto de 1909. O carro era aberto, sem capota, a direção em forma de guidon de bicicleta, motor a gasolina, de 2 cilindros. Com escapamento livre ele fazia muito barulho!
O interessante é que na falta do combustível, Guerra Duval ia às farmácias e comprava benzina.

O carro também circulou em Petrópolis – foto acima – e para lá foi transportado pela estrada de ferro.
A foto acima traz erradamente ,na legenda, Armando como o primeiro nome de Guerra Duval.
Portal BRASIL CULTURA

Lembrando Nelson Cavaquinho

Nelson Cavaquinho, nome artístico de Nelson Antônio da Silva, (Rio de Janeiro, 28 de outubro de 1911 – Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1986) foi um importante músico brasileiro. Sambista carioca, compositor e cavaquinista na juventude, na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um estilo inimitável de tocá-lo, utilizando apenas dois dedos da mão direita.
Seu envolvimento com a música inicia-se com na família. Seu pai, Brás Antônio da Silva, era músico da banda da Polícia Militar e seu tio Elvino tocava violino. Depois, morando na Gávea, passou a frequentar as rodas de choro. Foi nessa época que surge o apelido que o acompanharia por toda a vida.
Casou-se por volta dos seus 20 anos com Alice Ferreira Neves, com quem teria quatro filhos e na mesma época consegue, graças a seu pai, um trabalho na polícia fazendo rondas noturnas a cavalo. E foi assim, durante as rondas, que conheceu e passou a frequentar o morro da Mangueira, onde conheceu sambistas como Cartola e Carlos Cachaça.
Deixou mais de quatrocentas composições, entre elas clássicos com “A Flor e o Espinho” e “Folhas Secas”, ambas em parceria com Guilherme de Brito, seu parceiro mais frequente. Por falta de dinheiro, depois de deixar a polícia, Nelson eventualmente “vendia” parcerias de sambas que compunha sozinho, o que fez com que Cartola optasse por abandonar a parceria e manter a amizade.
Sua primeira canção gravada foi “Não Faça Vontade a Ela”, em 1939, por Alcides Gerardi, mas não teve muita repercussão. Anos mais tarde foi descoberto por Cyro Monteiro que fez várias gravações de suas músicas. Começou a se apresentar em público apenas em 1960, no Zicartola, bar de Cartola e Dona Zica no centro do Rio. Em 1970 lançou seu primeiro LP, “Depoimento de Poeta”, pela gravadora Castelinho.
Suas canções eram feitas com extrema simplicidade e letras quase sempre remetendo a questões como o violão, mulheres, botequins e, principalmente, a morte, como em “Rugas”, “Quando Eu me Chamar Saudade”, “Luto”, “Eu e as Flores” e “Juízo Final”.
Com mais de 50 anos de idade, conheceria Durvalina, trinta anos mais moça do que ele, sua companheira pelo resto da vida. Morreu na madrugada de 18 de fevereiro de 1986, aos 74 anos, vítima de um enfisema pulmonar.

"SÓ LEMBRANDO!" - Criada Comenda de Incentivo à Cultura Luís da Câmara Cascudo por iniciativa da senadora Fátima Bezerra - PT-RN


Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou, nesta terça-feira (26), o Projeto de Resolução do Senado 14 /2017, de iniciativa da senadora Fátima Bezerra, que cria a comenda de Incentivo à Cultura Luís da Câmara Cascudo. A proposta foi relatada pelos senadores Lindbergh Farias e Cristovam Buarque (Ad hoc), que apresentaram parecer favorável à iniciativa legislativa. A Mesa do Senado agora deve definir os procedimentos para a instituição da comenda.

Um dos mais respeitados pesquisadores do folclore e da etnografia do país, Câmara Cascudo deixou sua marca em vários outros campos da literatura, como gastronomia, história e cultura da infância, o que denota a riqueza de sua pesquisa.

Para a autora da proposta, a comenda incentivará a cultura no país e eternizará a memória de Luís da Câmara Cascudo, que foi um dos maiores estudiosos da cultura popular brasileira.   “O Senado tem comenda na área de Direitos Humanos, de empoderamento das mulheres e, agora, nada mais oportuno do que criar esta comenda na área cultural”, disse. “Na condição de senadora, representando o povo potiguar, chão onde Cascudo nasceu, viveu e morreu, é gratificante ter a oportunidade dessa iniciativa. Esta é uma justa homenagem ao grande brasileiro, jornalista, escritor e pesquisador, que tanto contribuiu para a cultura brasileira”, completou emocionada a parlamentar.

A Comenda será conferida anualmente a cinco personalidades, instituições e grupos que desenvolvem trabalhos na área cultural. A indicação dos candidatos será realizada pelos senadores.

Também será constituído o Conselho da Comenda de Incentivo à Cultura Luís da Câmara Cascudo, composto por um representante de cada um dos partidos políticos com assento no Senado Federal. Caberá ao conselho definir os agraciados e a data de premiação.

A iniciativa da senadora Fátima Bezerra foi bastante elogiada pelos parlamentares. Parabenizaram a proposta os senadores, Antonio Anastasia, Cristovam Buarque, Ana Amélia Lemos e Lúcia Vânia. A proposta segue, agora, para a Mesa Diretora do Senado.

Fonte: culturadorn.blogspot.com

DESAPEGA OU NEM SE ESTRESSA!

Desfaça os nós com aqueles que já foram importantes, crie novos vínculos e sinta-se melhor. Esqueça a mensagem enviada, visualizada e por um certo alguém, ignorada. Toma banho, escova os dentes e tudo bem, nem todo dia pertence ao caçador. 

Não desanima se o dia de ontem não foi bacana, tampouco chore por aquilo que não lhe acrescenta. Hoje é um novo dia, e a porra do mundo não gira em torno do nosso redor. Não adianta fazer cara de quem comeu e não gostou, nem se fazer de vítima só porque o ônibus atrasou, sabe? Acontece. Ás vezes, só não é o nosso dia...então faça valer a pena pelas oportunidades. 

Aproveita a folga no fim de semana, compra uma roupa nova e vai no shopping. No shopping, na praia, no cinema...barzinho talvez. Chama aquele amigo que você não conversa há meses e faz isso: compra bastante guloseima e se empanturra de batata frita, refrigerante e chocolate. 

Nada de se abater pelo fora que lhe deram na balada no dia anterior...não adianta! Gente cabeça dura e sem conteúdo não faz falta...faz favor. Se o dia não melhorar, pega aquelas fotos bem antigas e chore. 

Chore pois nada melhor do que lavar a alma, se limpar por dentro e por fora pra poder renascer...porquê viver é isso, é amadurecer, crescer, se abater, se doar e se doer. Eu sei que uma palavra amiga, um cafuné antes de dormir e uma orelha pra cheirar faz falta, mas infelizmente não amamos por dois. 

Felizmente caminhamos sós, ainda que de mãos dadas, você me entende? Aparentemente, mesmo que aquela pessoa que você quer tanto bem esteja distante, sentimentalmente ela pode ter você em seus pensamentos. Então, desapega. Desapega ou nem se estressa, poxa. Faz valer a pena quem fez por você valer. Coloca a reciprocidade como critério não só de vida, mas também da alma.

Amazônia por quem sabe - Erica Berenguer

Erica Berenguer: “De 2004 para cá o Brasil reduziu a taxa de desmatamento em 70%. É possível sim combatermos o desmatamento, mas isso depende tanto da pressão da sociedade quanto da vontade do governo de assumir a responsabilidade pelas atuais taxas e parar com discursos que promovam a impunidade no campo”.

Erica Berenguer: “De 2004 para cá o Brasil reduziu a taxa de desmatamento em 70%. É possível sim combatermos o desmatamento, mas isso depende tanto da pressão da sociedade quanto da vontade do governo de assumir a responsabilidade pelas atuais taxas e parar com discursos que promovam a impunidade no campo”.

Há 12 anos eu trabalho na Amazônia e há 10 pesquiso sobre os impactos do fogo na maior floresta tropical do mundo. Meu doutorado e meu pós-doutorado foram com isso e já vi a floresta queimando sob os meus pés mais vezes do que gostaria de lembrar. Me sinto então na obrigação de trazer alguns esclarecimentos enquanto cientista e enquanto brasileira, já que pra maioria das pessoas a realidade amazônica é tão distante:

Primeiro, e mais importante, é que incêndios na floresta amazônica não ocorrem de maneira natural – eles precisam de uma fonte de ignição antrópica ou, em outras palavras, que alguém taque o fogo. Ao contrário de outros ecossistemas, como o Cerrado, a Amazônia NÃO evoluiu com o fogo e esse NÃO faz parte de sua dinâmica. Isso significa que quando a Amazônia pega fogo, uma parte imensa de suas árvores morrem, porque elas não tem nenhum tipo de proteção ao fogo. Ao morrerem, essas árvores então se decompõem liberando para a atmosfera todo o carbono que elas armazenavam, contribuindo assim pras mudanças climáticas. O problema nisso é que a Amazônia armazena carbono pra caramba nas suas árvores, a floresta inteira estoca o equivalente a 100 anos de emissões de CO2 dos EUA, então queimar a floresta significa colocar muito CO2 de volta na atmosfera.

Os incêndios, que são necessariamente causados pelo homem, são de 2 tipos: aquele usado pra limpar o roçado e o usado pra desmatar uma área; o que estamos vendo é do segundo tipo. Para desmatar a floresta, primeiro corta-se ela, normalmente com o que é chamado de correntão – dois tratores interligados por uma imensa corrente, assim com os tratores andando, a corrente entre eles vai levando a floresta ao chão. A floresta derrubada fica um tempo no chão secando, geralmente meses a dentro da estação seca, pois só assim a vegetação perde umidade suficiente pra ser possível colocar fogo nela, fazendo toda aquela vegetação desaparecer, e sendo então possível de plantar capim. Os grandes incêndios que estamos vendo agora e que fizeram o céu de São Paulo escurecer representam então esse último passo na dinâmica do desmatamento – transformar em cinzas a floresta tombada.

Além da perda de carbono e de biodiversidade causadas pelo desmatamento em si, existe também uma perda mais invisível – aquela que ocorre nas florestas queimadas. O fogo do desmatamento pode escapar para áreas não desmatadas e caso esteja seco o suficiente, queimar também a floresta em pé. Uma floresta que então passa a estocar 40% a menos de carbono do que anteriormente ela armazenada e, de novo, carbono esse que foi perdido para a atmosfera. As florestas queimadas deixam de ser de um verde luxuriante, esbanjando vida e a cacofonia de sons dos mais diversos bichos se silencia – a floresta adquire tons de marrons e cinzas, com os únicos sons sendo aqueles de árvores caindo.

A estação seca na Amazônia sempre trouxe queimadas e há anos tento chamar a atenção pros incêndios florestais, como os de 2015, quando a floresta estava excepcionalmente seca devido ao El Niño. O que tem de diferente esse ano é a dimensão do problema. É o aumento do desmatamento aliado aos  inúmeros focos de queimada e ao aumento das emissões de monóxido de carbono (o que mostra que a floresta está ardendo), o que culminou na chuva preta em São Paulo e no desvio de vôos de Rondônia pra Manaus, cidades situadas a meros mil quilômetros de distância. E o mais alarmante dessa história toda é que estamos no começo da estação seca. Em outubro, quando chegar ao auge do período seco no Pará, a tendência infelizmente é da situação ficar muito pior.

Em 2004 o Brasil chegou a 25000 km2 de floresta desmatados no ano. De lá pra cá reduzimos essa taxa em 70%. É possível sim frearmos e combatermos o desmatamento, mas isso depende tanto da pressão da sociedade quanto da vontade política. Depende do governo assumir a responsabilidade pelas atuais taxas de desmatamento e parar com discursos que promovam a impunidade no campo. É preciso entender que sem a Amazônia não há chuva no resto do país, seriamente comprometendo nossa produção agrícola e nossa geração de energia. É preciso entender que a Amazônia não é um bando de árvore juntas, mas sim nosso maior bem.

É de uma dor indescritível ver a maior floresta tropical do mundo, meu objeto de estudo, e meu próprio país queimarem. O cheio de churrasco acompanhado do silêncio profundo numa floresta queimada não são imagens que vão sair da minha cabeça jamais. Foi um trauma. Mas na escala atual, não vai precisar ser pesquisador ou morador da região pra sentir a dor da perda da Amazônia. As cinzas do nosso país agora buscam a gente até na grande metrópole. 

By Erica Berenguer
Imagem relacionada

"O castigo dos bons que não fazem política é

serem governados pelos maus."

terça-feira, 27 de agosto de 2019

CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN ABRIRÁ ESTA SEMANA AS INSCRIÇÕES: PROJETO TALENTO POTIGUAR NAS CASAS DE CULTURA POPULAR 2019 APRESENTAÇÃO

Resultado de imagem para TALENTOS - CANTOR FERNANDO LUIZ
PROJETO TALENTO POTIGUAR NAS CASAS DE CULTURA POPULAR 2019 APRESENTAÇÃO 

O projeto Talentos das Cidades nas Casas de Cultura Popular 2019 tem como objetivo percorrer 12 Casas de Cultura Popular localizadas no interior do Estado, fazendo um trabalho de prospecção de talentos em diversas regiões do Rio Grande do Norte. 

O projeto tem como objetivos: 

1) Descobrir talentos em várias regiões do território potiguar; 

2) Fortalecer a arte e a cultura potiguar; 

3) Fomentar a atividade cultural, estimular a criatividade e as habilidades dos indivíduos ou grupos atuantes nos segmentos da arte e da cultura, e contribuir para o fortalecimento da Economia Criativa nos municípios visitados e localidades adjacentes; 

4) Proporcionar aos artistas sem oportunidade de mostrar seu potencial e sem espaço na mídia uma maior divulgação da sua arte, contribuindo desta maneira, para ampliar o mercado de trabalho; 

5) Contribuir com a descoberta de novos valores na área da música, da dança, e de outros segmentos da cultura, além de contribuir para preservação das nossas tradições artísticas e culturais. 

6) Ocupar os espaços das Casas de Cultura Popular que muitas vezes se tornam ociosas por falta de políticas públicas na área da Cultura. 

JUSTIFICATIVA 

O projeto Talentos das Cidades nas Casas de Cultura Popular 2019 justifica-se: 

A) Pela carência, no nosso estado de eventos artísticos e culturais que possam promover, através da música, a integração sociocultural das diversas regiões do Rio Grande do Norte; 

B) Pela ausência, no Rio Grande do Norte, de políticas públicas permanentes que visem o fortalecimento da cena cultural potiguar a partir da descoberta de novos talentos no interior do Rio Grande do Norte e da promoção das potencialidades artísticas e culturais de diversas regiões do estado. 

C) Pelo fato de contribuir decisivamente para a valorização de artistas que não têm espaço no mercado de trabalho e na mídia; 

D) Pela importância de levar cultura e lazer a populações do interior e a cidades cujo potencial artístico e cultural ficam ocultos por falta projetos desta natureza; 

E) Por dar oportunidade a inúmeros atores da cena cultural potiguar, através da divulgação por meio de um programa de TV, do Youtube, do Facebook e do Instagram, contribuindo para que se tornem conhecidos dos formadores de opinião, da imprensa, de produtores culturais em do público em geral. 

FORMA DE REALIZAÇÃO

O projeto Talento das Cidades nas Casas de Cultura Popular 2019 será realizado da seguinte forma: 

1. Shows artísticos com o cantor Fernando Luiz para a realização do Concurso A Mais Bela Voz Potiguar em 12 Casas de Cultura existentes no interior do estado, indicadas pela Fundação José Augusto; Rua João Pessoa, 267 – Sala 209 Edifício Cidade do Natal – Centro – Natal/RN CEP: 59025 500 – 9 8868 8671 - 9 9983 4321 

FORMA DE REALIZAÇÃO (Continuação) 

2. Os shows serão realizados por meio de um Circuito Cultural, em dias da semana, no horário compreendido entre 20:00h e 23:00h, obedecendo ao seguinte formato: A) Abertura com atrações artísticas e culturais da cidade, cujas imagens serão divulgadas no programa Talento Potiguar; B) A realização do concurso n A Mais Bela Voz Potiguar; C) Encerramento com show artístico do cantor Fernando Luiz 

3. As inscrições serão feitas nas Casas de Cultura e haverá uma audição para que, entre os inscritos, sejam selecionados os concorrentes, cujo número não poderá exceder a 15 participantes por cada evento; 

4. Poderão se inscrever talentos das cidades adjacentes; 

5. Os concorrentes serão avaliados por uma Comissão Julgadora composta por 3 (três) membros indicados pela Casa de Cultura, e para cada candidato será dada a nota mínima de 5 e máxima de 10 (sem fracionamento), ficando o primeiro lugar para o(a) concorrente que obtiver a maior pontuação; em caso de empate, a Comissão Julgadora escolherá o vencedor por maioria simples ou consenso; 

6. A Casa de Cultura Popular indicará um músico local como Diretor Musical do projeto, bem como a empresa responsável pela sonorização do evento; 

7. Os vencedores escolhidos pela Comissão Julgadora, além de terem suas apresentações exibidas dentro do programa Talento Potiguar, estarão automaticamente classificados para participar da Grande Final, a realizar-se no TCP – Teatro de Cultura Popular, no dia 20 de Novembro do corrente ano; 

8. Haverá uma premiação em dinheiro no valor de R$ 2.000,00 (Dois mil reais) para o primeiro classificado, que ganhará também um troféu. Os finalistas colocados em segundo e terceiro lugar receberão troféus e prêmios que serão cedidos pelo programa Talento Potiguar, por meio de parcerias. Tanto a premiação em dinheiro quanto os troféus e os prêmios serão da responsabilidade do programa Talento Potiguar; 

9. O projeto será realizado obedecendo ao que está especificado no Regulamento. Rua João Pessoa, 267 – Sala 209 Edifício Cidade do Natal – Centro – Natal/RN CEP: 59025 500 – 9 8868 8671 - 9 9983 4321 

PROJETO TALENTO DAS CIDADES NAS CASAS DE CULTURA POPULAR - REGULAMENTO 

ART. 01 – O projeto Talentos das Cidades nas Casas de Cultura Popular 2019 tem como objetivo descobrir talentos no interior do estado, e será realizado em 12 cidades indicadas pela Fundação José Augusto; 

ART. 02 – Poderão participar do projeto Talentos das Cidades nas Casas de Cultura Popular 2019 pessoas residentes nas cidades visitadas pelo projeto ou localidades adjacentes. Não poderá concorrer quem já tenha conquistado o primeiro lugar em concursos da mesma natureza, promovidos no território potiguar nos últimos dois anos. 

DAS INSCRIÇÕES 

ART. 03 – As inscrições para os participantes estarão sendo realizadas em data e local a serem definidos pela Casa de Cultura Popular da cidade visitada pelo projeto. No mesmo local também estará à disposição dos inscritos o regulamento do projeto. 

ART. 04 – As inscrições deverão ser feitas pessoalmente. A idade mínima para participara é de 16 anos e candidatos menores de idade terão suas inscrições feitas por um dos pais ou responsável. 

ART. 05 – Os inscritos no projeto interpretarão uma música conhecida do público, de qualquer estilo (Romântico, Samba, Rock, Forró, etc.) e, por se tratar de um concurso que visa fortalecer a cena musical do estado sob o aspecto meramente cultural, os candidatos inscritos não poderão interpretar músicas de fundo religioso; 

ART. 06 – Fica vedada a apresentação de músicas que estimulem a violência, os valores negativos, ou qualquer outro tema que se encontre inserido nesse contexto. 

ART. 07 – A coordenação do evento em cada cidade ficará a cargo do agente da Casa de Cultura Popular local. 

ART. 08 - Os participantes se apresentarão acompanhados por músicos locais, sob a direção de um Diretor Musical indicado pela Casa de Cultura Popular, ficando vedada a apresentação de participantes com seus próprios músicos, em virtude dos eventuais transtornos que poderão ser ocasionados pelas mudanças na estrutura de som, o que causaria atraso e contratempos durante o evento. 

ART. 09 - Os candidatos ou artistas inscritos são obrigados a cumprir os horários determinados pela produção do projeto para as audições, para os ensaios e para suas apresentações no evento, e os que não observarem estes horários ou outras normas contidas neste regulamento e que venham, de uma forma ou de outra a prejudicar o andamento do projeto, poderão sofrer sanções que podem variar da simples advertência à desclassificação. Rua João Pessoa, 267 – Sala 209 Edifício Cidade do Natal – Centro – Natal/RN CEP: 59025 500 – 9 8868 8671 - 9 9983 4321 DA COMISSÃO JULGADORA 

ART. 10 – Durante as apresentações, os participantes serão avaliados por uma Comissão Julgadora formada por componentes indicados pela Coordenação do projeto. 

ART. 11 – A Comissão Julgadora avaliará os candidatos dando a eles nota mínima 5 e máxima 10, sem fracionar e usando como critérios de avaliação repertório, afinação, interpretação, ritmo e desenvoltura. 

ART. 12 - No caso de empate, caberá à Comissão Julgadora escolher os vencedores por maioria simples; 

ART. 13 - Os vencedores através da Comissão Julgadora representarão suas cidades em Natal, no dia 20 de Novembro, em evento a ser realizado no Teatro de Cultura Popular, e o primeiro colocado receberá R$ 2.000,00 (Dois Mil Reais), mais troféu, cabendo ao segundo e ao terceiro colocados troféus e prêmios a serem definidos pela produção do projeto. Todos os prêmios dos três primeiros colocados serão de responsabilidade do programa Talento Potiguar. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 

ART. 14 – As decisões, tanto da Comissão Julgadora, como da produção do projeto Talento das Cidades nas Casas de Cultura Popular 2019 são irrevogáveis, não cabendo recurso contra as mesmas. 

ART. 15 – Os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos pela coordenação do projeto Talentos das Cidades nas Casas de Cultura Popular 2019. 

ART. 16 – A elaboração deste regulamento, bem como as disposições que dele constam são de responsabilidade da coordenação do projeto Talentos das Cidades nas Casas de Cultura Popular 2019.

Rua João Pessoa, 267 – sala 209 – Cidade Alta - Natal/RN - CEP. 59025-500 E-mail: talentopotiguar@hotmail.com – Whats App: 9 8722 8993 

TALENTOS DAS CIDADES 2019 - CALENDÁRIO 

18/09 Quarta-feira Talentos das Cidades 1 - GOIANINHA 

19/09 Quinta-feira Talentos das Cidades 2 - NOVA CRUZ 

25/09 Terça-feira Talentos das Cidades 3 - TIMBAÚBA 

26/09 Quarta-feira Talentos das Cidades 4 - CAICÓ 

27/09 Quinta-feira Talentos das Cidades 5 – SANTA CRUZ 

09/10 Quarta-feira Talentos das Cidades 6 - FLORÂNIA 

10/10 Quinta-feira Talentos das Cidades 7 – SANTANA DO MATOS

16/10 Terça-feira Talentos das Cidades 8 - PORTALEGRE 

17/10 Quarta-feira Talentos das Cidades 9 - MARTINS 

23/10 Quinta-feira Talentos das Cidades 10 - CARAÚBAS 

24/10 Quarta-feira Talentos das Cidades 11 - GROSSOS 

20/11 Quarta-feira Talentos das Cidades 12: Grande Final no TCP – Escolha do representante das Casas de Cultura do RN na Grande Final de A Mais Bela Voz do RN.

Fonte: FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO - FJA

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Música e Trabalho: A Voz do Povo, de João do Vale e Paulinho da Viola

O Prosa, Poesia e Arte publica, a cada semana, a seção Música e Trabalho, em parceria com o Centro de Memória Sindical. A canção de hoje é A Voz do Povo, que consagrou a parceria entre João Batista do Vale, seu compositor, e Paulinho da Viola, o intérprete. Confira.
O cantor carioca  Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, em foto de 1969 O cantor carioca  Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, em foto de 1969
A melodia é um incentivo àqueles que acreditam na ação social, no papel transformador do ativista social. João do Vale desceu de São Luís (MA) para o Sul pegando carona, fazendo biscates e trabalhou na construção civil no Rio de Janeiro, quando já fazia suas composições. Integrou o primeiro grupo que apresentou em 1964 a peça Opinião, com Nara Leão e Zé Kéti.
A Voz do Povo
Meu samba é a voz do povo
Se alguém gostou
Eu posso cantar de novo
Eu fui pedir aumento ao patrão
Fui piorar minha situação
O meu nome foi pra lista
Na mesma hora
Dos que iam ser mandados embora
Eu sou a flor que o vento jogou no chão
Mas ficou um galho
Pra outra flor brotar
As minhas folhas o vento pode levar
Mas o meu perfume fica boiando no ar
[Composição: João do Vale (1965) | Intérprete: Paulinho da Viola]

Morre precocemente a roteirista e atriz Fernanda Young

A atriz,escritora e roteirista Fernanda Young morreu na madrugada deste domingo (25), em São Paulo. Ela, que tinha 49 anos, estava no sítio da família, em Gonçalves (MG), quando sofreu uma crise de asma seguida de parada cardíaca e não resistiu. Seu corpo será velado no Cemitério de Congonhas, em São Paulo, e o enterro está marcado para as 16h no mesmo local.
Roteirista Fernanda Young morreu na madrugada deste domingo (25), aos 49 anos. Roteirista Fernanda Young morreu na madrugada deste domingo (25), aos 49 anos.
Fernanda nasceu em Niterói (RJ), dia 1 de maio de 1970, iniciou sua carreira na TV em 1995, na série “A Comédia da Vida Privada”, onde adaptou textos de Luis Fernando Verissimo.  trabalho foi feito em parceria com o marido, Alexandre Machado, e foi exibido pela Rede Globo. 
Seus trabalhos de maiores sucessos foram as séries “Os Normais” e “Minha Nada Mole Vida”, ambas exibidas na Rede Globo e das quais foi roteirista. Fernada também produziu os roteiros de “Os Aspones” e “O Sistema”, além de ser autora de 14 livros, entre eles, “Pos-F”, “Estragos” e “A mão esquerda de vênus”.
Ela deixa quatro filhos.
Nas redes sociais, amigos, conhecidos e fãs lamentaram a morte precoce da roteirista e escritora de grande sucesso:
A deputada e líder da Minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ) escreveu: “Fomos pegos de surpresa hoje com a morte da escritora, roteirista e atriz Fernanda Young. Sua criatividade reconhecida, suas críticas ácidas e vivacidade em se expressar deixarão saudades. Minha solidariedade à família, amigos e fãs. Domingo triste."
Portal BRASIL CULTURA

Racismo linguístico é tema de livro de escritor baiano

O preconceito linguístico é assunto já bem explorado em livros e trabalhos anteriores no Brasil. Porém, quase nunca esse preconceito foi relacionado ao racismo. Esse é o tema do livro “Racismo linguístico: Os subterrâneos da linguagem e do racismo” (Editora Letramento) é, segundo o autor, Gabriel Nascimento, uma tentativa de teorizar sobre a relação sempre íntima entre linguagem e racismo.
Talita Ishiro
Livro de Gabriel Nascimento fala sobre linguagem e racismo. Livro de Gabriel Nascimento fala sobre linguagem e racismo.
Segundo ele, que é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e foi Visiting Scholar na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, o racismo ganha corpo na língua. “A própria nomeação do que é o negro é um evento da modernidade, e se construiu através das línguas modernas”.
“Além disso, as políticas linguísticas no Brasil foram construídas através do silenciamento, ora dos indígenas ao impor a eles o uso da língua portuguesa no século XVII, ora aos negros por meio dessa tragédia que foi o tráfico negreiro no Atlântico”.
Para o autor isso é uma prova de que raça e colonialidade não poderiam se construir se não fosse o papel fundamental das línguas e da linguagem.
Segundo o professor Joel Windle, pesquisador da Monash University e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), o livro “aborda um tema quase totalmente ausente da linguística brasileira, se posicionando de forma lúcida e engajada nos debates de intelectuais negros, muitas vezes esquecidos, e mostrando suas contribuições para uma visão mais inclusiva da linguagem dentro da sociedade brasileira”.

Ou seja, a linguagem, que durante muitLivro “Racismo linguístico: os subterrâneos da linguagem e do racismo” (Pré-venda)
o tempo foi usada para as pessoas brancas e ricas mostrarem sua força e seu capital político, tem sido o mesmo instrumento para excluir pretos e pobres na escola e nas universidades.
“O livro discute como essas identidades são racializadas e, por essa razão, apontam como a linguagem é espaço de produção e manutenção do racismo no Brasil”, completa Mariana Mastrella-de-Andrade, professora do Instituto de Letras da Universidade de Brasília.
Para ela, “considerando que somos constituídos na língua em todo o tempo, neste livro encontramos argumentos para entender como fazemos coisas com a linguagem e fazemos, assim, a nós mesmas/os e às/aos outras/os, já que cada ato de fala é identitário por natureza”.
O livro já está disponível no site da Editora Letramento (link a seguir) para pré-venda e terá lançamento em breve em cidades como Salvador, Porto Seguro e São Paulo, além de eventos científicos.
Fonte: A Tarde