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domingo, 8 de dezembro de 2019

Artistas e parlamentares reagem ao ataque de Bolsonaro à cultura

A decisão do governo Bolsonaro de excluir do sistema de Microempreendedor Individual (MEI) 17 ocupações, dentre elas várias do setor artístico-cultural, foi contestada por artistas e parlamentares. Eles analisam formas de reverter a medida que poderá agravar ainda mais a informalidade no trabalho. Um abaixo-assinado virtual pedido a anulação da resolução já recebeu milhares de apoios.
O rapper Emicida considera a medida um crime  O rapper Emicida considera a medida um crime
O rapper Emicida considera que é ”criminoso excluir atividades artísticas e culturais do MEI. Empurra mais gente ainda para um lugar obscuro sem chance de emancipação econômica baseada em seus maiores talentos”. Ele alfineta eleitores que votaram em Bolsonaro dizendo não saber o que motivou tal voto e enfatiza “a essa altura já dá pra chamar esse governo de catástrofe assassina”.
Para o cantor e músico Roberto Frejat, a medida vai aumentar o desemprego na área cultural. Ele chega a chamar a decisão de “sabotagem vil, que faz mal ao Brasil e aos brasileiros só para vencer uma pendenga pessoal”. Ele falou ainda de medidas que estão sendo tomadas no âmbito do Poder Legislativo e entre os músicos para reverter o que chamou de “estrado irresponsável”.
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que Jair Bolsonaro, além de promover a censura, tenta desestruturar a arte no Brasil. “Retirar profissionais deste setor do MEI é massacrar trabalhadores que constroem e promovem a cultura, o saber, a expressão artística. Retrocesso gigantesco de um inepto no poder”, afirmou a parlamentar comunista através de suas redes sociais. Já a ex-deputada Manuela d’Ávila, também do PCdoB, chamou a medida de “ataque à cultura”.
Para Fernando Haddad, ex-candidato a presidente da República, a medida é uma retaliação ao setor cultural. Segundo o ex-prefeito de São Paulo, a cultura para o presidente da República “é ideológica em si, independentemente da posição política do artista. E ele está certo: Cultura é liberdade e criatividade, uma verdadeira ameaça aos fascistas e obscurantistas.”
Maria do Rosário, deputada federal do PT-RS Maria do Rosário afirmou que “a extinção do MEI para essas profissões só gera mais desemprego e precarização” e anuncia que já estão sendo tomando providências.
O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) vai além do ataque à cultura e diz que “Bolsonaro tem ódio dos pobres! A retirada de atividades do programa MEI não afeta apenas a produção cultural, mas até as manicures e barbeiros nas periferias”. Acostumando a circular nas comunidades pobres, o parlamentar enfatiza que bares, manicures e barbeiros são o grosso do empreendedorismo popular e serão duramente atingidos, agravando ainda mais as dificuldades vividas por grandes parcelas do povo trabalhador.
Abaixo assinado
A reação à medida autoritária de Bolsonaro veio em forma de um abaixo-assinado virtual que em pouco tempo já obteve mais de vinte mil assinatura. O abaixo-assinado afirma que “a classe artística vem sendo atacada há meses. Agora com a extinção de vários cnaes da área do MEI, toda uma cadeia produtiva será afetada. Vamos recolher o máximo de assinatura para pressionar Rodrigo Maia de pautar a votação de um PDL anulando esse decreto absurdo e cruel com artistas de todo o Brasil”.
Para dar seu apoio à está luta, assine aqui.
Desemprego
O aumento da informalidade no setor de cultura, apontado pelo Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), divulgado na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , pode se tornar ainda maior a partir do ano que vem. A razão é a Resolução nº 150, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (6) pelo Ministério da Economia, que exclui uma série de ocupações ligadas à cultura do sistema de Microempreendedor Individual (MEI), a partir de 1º de janeiro.
Pela resolução elaborada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional, foram excluídas 17 ocupações, dentre elas seis ligadas diretamente ao setor cultural: Cantor/Músico Independente; DJ/VJ; Humorista/Contador de Histórias; Instrutor de Arte e Cultura/ Instrutor de Música. Outras três subclasses, voltadas ao desenvolvimento e licenciamento de programas de computador, também podem ter impacto no setor. A mesma resolução incluiu outras cinco categorias no MEI, como motorista de aplicativo, serralheiro e quintandeiro.
Ao aderir ao programa de Micrompreendedor Individual, o profissional que fatura até R$ 81 mil por tem a possibilidade de ter um CNPJ, emitir notas fiscais por um custo fixo de R$ 55,90 ao mês e de contribuir para o INSS. Quem optar por transformar o registro de MEI em Micro Empresa (ME), passa a ter uma tributação fixa por cada nota emitida, com percentual definido por cada categoria, além de despesas mensais obrigatórias de contabilidade.
A exclusão de várias ocuações gerou um temor é de muitos profissionais do mercado, que hoje atuam como MEI, voltem à informalidade. Segundo o estudo divulgado pelo IBGE, este percentual de trabalhadores aumentou de 38,3% em 2014 para 45,2% em 2018. A análise leva em conta tanto trabalhadores com carteira assinada quanto trabalhadores que contribuem para a previdência social, mesmo que autônomos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), uma das fontes de dados usados pelo IBGE no estudo, o setor cultural ocupava, em 2018, mais de 5 milhões de pessoas, representando 5,7% do total de ocupados no país.
O programa de Microempreendedor Individual completou 10 anos em 2019. Segundo dados divulgados pelo Sebrae, o MEI é a única fonte de renda de 1,7 milhão de famílias no Brasil e  foi responsável por tirar mais de 2 milhões de empreendedores da informalidade.
Veja o que muda com a Resolução:
Fonte Portal BRASIL CULTURA

Que interessante que as escolas não nos ensinam....



Vivendo e aprendendo!!
Você tinha conhecimento disso?

"As oferendas deixadas nas encruzilhadas era uma forma de os negros alimentarem seus irmãos escravos que estavam fugindo dos feitores.

Eles escolhiam lugares estratégicos por onde escravos fugitivos passariam e colocavam comida pesada; carne, frango e farofa porque sabiam da fome e dos vários dias sem comer desses indivíduos e deixavam também uma boa cachaça pra aliviar as dores do corpo e dar-lhes algum prazer na luta cotidiana.

As velas eram postas em volta dos alimentos pra que animais não se aproximassem e consumissem o que estava reservado para o irmão em fuga e aí surge o que todos conhecem como macumba.

O rito permanece sendo realizado pelas religiões afro como forma de agradecimento e pedidos aos seus ancestrais e em homenagem a seus santos. A cultura branca e eurocêntrica foi quem desvirtou a prática, para causar medo, terror e abominação e reforçar os preconceitos e discriminações contra os negros.

Não tenho religião e não pratico nenhum culto mas gosto de saber que já houve tanta solidariedade no mundo e que as pessoas se preocupavam muito umas com as outras a ponto de fazerem um esforço pra alimentarem alguém mesmo sem conhecerem o seu rosto.

Hoje vejo tanta gente em igrejas e igrejas em tantos lugares servindo apenas como instrumento de manipulação e exploração da fé alheia para manutenção do poder.
Enfim, nós não evoluímos."


Professor Leandro (historiador da UnB)

Começou a circular dia 13 de junho de 2017, na página do Facebook “Ìkóòdídé” (1) um texto atribuído a professor “Leandro”, “historiador da UNB” (embora nos quadros de docentes do departamento de história na UNB não existe nenhum professor Leandro: http://www.his.unb.br/en/docentes). A publicação discorre algumas linhas sobre a prática de religiões de matriz africana de oferecer comidas nas encruzilhadas, mas é um festival de besteiras e invencionices que beira o absurdo. Infelizmente, quanto mais estúpido e sem noção são esses clickbaits, mais seguidores atraem (a última vez que olhamos já tinha ultrapassado 43 mil compartilhamentos).
Segundo este suposto autor “as oferendas deixadas nas encruzilhadas era uma forma dos negros alimentarem seus irmãos escravos que estavam fugindo dos feitores”. Pois bem, o processo de escravidão no Brasil, durou de 1539 até 1888 e foi de norte a sul do Brasil. Os primeiros escravizados foram trazidos para o Brasil, eram oriundos do Antigo Reino do Kongo. Seguido pelo Reino do Dahomey e finalizando pelos Reinos Yorubá.
O texto não cita exatamente qual região isso acontecia, quais as etnias envolvidas nesse processo, nem a época que isso aconteceu. Sendo o Brasil um país continental e o período de tempo longo da escravidão (349 anos), seriam uma informações importantes para situar e entender a prática.
A primeira leva de africanos que chegou ao Brasil, foi enviada para as fazendas de cana de açúcar no nordeste. Confinados, trabalhando de sol a sol, com muita sorte tinham o domingo de folga, onde eram obrigados a adotar práticas cristãs. Quando muito, tinham comida suficiente para se manter em pé no trabalho árduo, não tinham NENHUM acesso livre a “encruzilhadas” (se tivessem, com certeza iriam atrás dos seus irmão fugidos!) e muito menos comida de sobra para distribuir para “os irmãos foragidos”.
Outro exemplo é Minas Gerais, a escravidão era dentro das minas de ouro e pedras preciosas: os escravos de pequena estatura eram escolhidos para procriar, dando a luz a mais mão de obra. Viviam e morriam dentro de minas apertadas, apenas com pequenas lamparinas de óleo de baleia para iluminar sua labuta forçada em túneis insalubres. Morriam muito cedo e eram tratados pior que mercadoria.
Mais a frente, diz o autor não identificado: “colocavam comida pesada; carne, frango e farofa porque sabiam da fome e dos vários dias”. Como o autor não cita o local e a época, também não cita onde eles encontravam “carne sobrando”, ainda mais COZIDA, para deixar na encruzilhada. Nesse ponto, o autor mostra um total desconhecimento das oferendas: comidas não são “depositadas nas encruzilhadas”: as refeições sagradas são COMPARTILHADAS NA COMUNIDADE. E essa prática já veio da África: os ancestrais e divindades participam à mesa do banquete sagrado.
Existem diversos tipos de oferendas feitas pelos adeptos da religião de matriz africana: o mais conhecido é o padê (2): uma mistura de farinha, água, mel ou dendê e bebida alcóolica. No padê do candomblé, NÃO VÃO CARNES, ao contrário do que daria a entender o autor do texto. O padê com pimenta, carne, frango, peixes, cebola, etc é uma adaptação recente da Umbanda para o antigo costume do Candomblé.
A carne do animal sacrificado, também NÃO é oferecida diretamente às divindades: a parte oferecida é conhecida como axé do animal: são o sangue e outras partes que NÃO são usualmente consumidas. Animais largados inteiros em encruzilhadas NÃO são práticas das religiões de matriz africana. entenda que a carne JAMAIS é desperdiçada. Muitas vezes os animais sacrificados são a única forma de proteína disponível para a comunidade ao entorno do terreiro!!! Isso já tem sido tema de debate pois evangélicos inescrupulosos distorcem estas informações para angariar defensores dos animais contra as religiões africanas, fazendo-os acreditar que os religiosos afros “torturam animais” o que é uma enorme mentira.
O autor também cita: “uma boa cachaça pra aliviar as dores do corpo e dar-lhes algum prazer na luta cotidiana” reforçando o estereótipo de que o negro é dado ao vício e a bebedeira. A bebida alcoólica é oferta votiva em diversas religiões, incluindo a igreja católica, onde o sangue do Cristo é representado pelo vinho: mas ninguém insinua que o padre bebe por prazer. Voltando ao assunto do texto, a “pinga” (nome dado à aguardente pela forma como o álcool resultado das fermentações da cana de açúcar pingava do teto durante o processo, causando dor nos ferimentos nas costas dos escravos, daí o outro nome: água-ardente) era algo que os escravos NÃO tinham acesso fácil.
Mais para frente no texto outra besteirada que não possui nenhum fundamento histórico ou cultural: “As velas eram postas em volta dos alimentos pra que animais não se aproximassem”. A vela NÃO pertence à cosmogonia africana; é algo típico da cultura européia. Não existia na época da escravidão lojas de velas disponíveis para que os escravizados fossem para adquirir velas. Com qual dinheiro fariam isso? como conseguiriam a parafina? como produziriam as velas na senzala, debaixo dos olhos dos capatazes?
Continuando a leitura, surgem mais incongruências preconceituosas: “aí surge o que todos conhecem como macumba” NÃO! O que conhecemos como Macumba (3) é a prática de reunir africanos, afro-brasileiros, mestiços de brancos e índios, marginalizados pela sociedade européia da época. Essa prática da macumba é típica do Rio de Janeiro, uma cidade urbana, onde existia essa possibilidade de encontro, entre escravos, libertos, pobres, índios, brancos, etc. A palavra macumba tem origem no idioma Kimbundo: sua tradução literal é: reunião de pessoas veneráveis, reconhecidas. E o nome de um instrumento musical, muito usado nestas reuniões.
Ao continuar a leitura, vemos mais besteiras e desinformação: “O rito permanece sendo realizado pelas religiões afro”. O termo “religiões afro” coloca todas as práticas e crenças africanas, afro-brasileiras e afro-indígenas no mesmo balaio! As religiões de matriz africana são inumeras: Calundus, Candomblés de Caboclo, Candomblés de Angola, Nagô e Jêje, Xangôs, Amburaxó, Xambá, Terecô, Omoloko, Kimbanda, Babaçuê, Batuque, Umbanda . . . entre outras que surgiram e desapareceram e não tiveram a chance de deixar o seu nome na história. Cada prática tem suas particularidades e não cabe a ninguém de fora falar em nome das práticas. E certamente não cabe a alguém falar em nome de todas.
Por fim, ao aparentemente tentar defender as práticas afro-brasileiras, o autor faz um ataque covarde a essas práticas: “cultura branca e eurocêntrica foi quem desvirtou (sic) a prática, para causar medo, terror e abominação e reforçar os preconceitos e discriminações contra os negros”. No parágrafo anterior, ele afirma que os negros repetem práticas que hoje perderam o sentido, já que não existem mais escravos fugitivos. Agora ele afirma que as práticas atuais são para causar medo e terror e reforçar preconceitos, ou seja: ou as práticas são vazias e sem sentido ou são abominações.
Aparentemente o autor tentou dar um ar evangélico-cristão e condescendente para as antigas práticas ancestrais. Ou talvez em sua ignorância extrema tente racionalizar tais rituais, tentando dar um sentido prático de algo que faz parte da cultura/fé de um povo. Talvez ele nem se de conta do preconceito que suas palavras carregam.
Esperamos que o tal texto, apesar de mentiroso, preconceituoso e distorcido, seja útil para trazer mais debate e entendimento. Para cada linha de baboseira que se encontra na internet, precisamos sentar e escrever uma página de texto para refutá-la.
Por Kesa dia Nzaambi com comentários de Marcelo Del Debbio
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1- Ìkóòdídé: pena do rabo do do papagaio africano Odidé, largamente utilizada nos candomblés de origem Yorubá (keto ou nagô).
2- O Ìpàdé, feito de farinha de mandioca no Brasil e de farinha de Inhame na África é uma prática ancestral: Ìpàdé significa reunião é uma forma de agradar Exu Orixá. Na umbanda, ganhou o diversos complementos, como carne, pimenta, cebola, etc para servir de oferenda ao Exu Espírito.
3- O idioma kimbundo o plural não está no final da frase, mas no começo: Kumba é uma grande pessoa, viva ou morta. Ma é o prefixo que indica plural. Kumba: Venerável. Makumba: Veneráveis.

sábado, 7 de dezembro de 2019

DIRETORIA DA ALAAP REUNIRAM-SE HOJE NA CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN E APROVARAM CALENDÁRIO DE AÇÕES PARA 2020

 Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN e Agente de Cultura registrando reunião da Academia de Letras e Artes do Agreste Potiguar - ALAAP, realizada hoje (7) na Casa de Cultura de Nova Cruz/RN
Após a reunião o CLIC registro

Hoje (7) a tarde na Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN, o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, radialista e Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos participou a CONVITE da reunião dos Membros da Academia de Letras e Artes do Agreste Potiguar - ALAAP, cujas pautas, foram: Informes, Prédio literalmente abandonado da DRAE/SEEC/RN na cidade de Santo Antonio; Prestamento de Conta e Calendário de atividades da ALAAP 2020 e encaminhamentos.

Após 3 horas e reunião foram aprovados o calendário de atividades para 2020 com reuniões bimestrais, conforme calendário: Fevereiro: dia Santo Antonio (CIAC) Março: Abril 11/04; junho 13/06; agosto: 08/08; outubro: 10/10 e dezembro: 12/12.

A ALAAP também propôs realizar um evento inicio do próximo em Nova Cruz em parceria com o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e Casa de Cultura, data a ser definida início do próximo ano.

Participaram da reunião os membros da ALAAP: Abílio Alves de Lima - Nova Cruz(presidente), Maria GORETE Orico - Santo Antônio; Admilson Amorim; Nova Cruz; Antonio Barbosa: Nova Cruz; Braz Faustino - Passa e Fica; Francisco de Assis da Silva e Eduardo Vasconcelos.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

A estratégia de Steve Bannon por trás das imbecilidades bolsonaristas

Parece não haver dúvida de que as estratégias de Steve Bannon e da equipe de marketing da extrema-direita brasileira – que trabalha para o governo Bolsonaro – estão conseguindo usar a grande mídia, a mídia progressista, os influenciadores digitais e até a oposição para seus próprios interesses.
Por Susiana Drapeau*
É mais do que perceptível que há uma articulação orquestrada para que, a cada dois ou três dias, um ministro de Bolsonaro, ou um membro do segundo escalão do governo, solte uma frase com imbecilidades bem planejadas e das mais absurdas. Quanto mais absurda a ideia, misturando religião, reacionarismo e cultura pop, melhor parece ser o resultado da estratégia. Então se mistura Beatles, demônio, Zumbi, maconha, calcinha, feminismo, rock, etc., etc., etc.
A grande mídia, a mídia progressista, influenciadores digitais e a oposição fazem o papel de impulsionadores das mensagens imbecis. Todos publicam e republicam essas mensagens nas redes sociais na mídia com aquele aspecto de indignação. A oposição ao governo faz uma reclamação formal nas chamadas instituições da República e a carruagem da insanidade segue.
Com isso, a equipe que trabalha para a extrema-direita bolsonarista nem precisa usar recursos financeiros para promover um obscuro desconhecido ou mesmo para manter na mídia um ministro desqualificado e sem expressão. E mais: desvia a atenção das questões importantes para o País, dos erros e da incompetência política do governo.
Depois de um período, já dá para mapear até o pensamento que está por trás dessa estratégia de marketing. As frases são semelhantes e partem de uma lógica que se dissemina nas redes sociais: o absurdo e o politicamente incorreto juntos. Com certeza, há uma equipe trabalhando e fomentando essas informações.
Basta saber até quando a oposição e a mídia progressista vão ser ludibriados e também até quando o marketing escatológico do bolsonarismo vai funcionar.

* Susiana Drapeau é editora colaborativa em rede da Carta Campinas
Publicado originalmente na Carta Campinas.

Como se formou a hegemonia pentecostal no Brasil

Bispo Edir Macedo, missionário R. R. Soares, apóstolo Estevam Hernandes, pastor Silas Malafaia, bispo Valdemiro Santiago, pastora Damares Alves, apóstolo Rina, pastor Marco Feliciano, apóstola Valnice Milhomens, pastora Cassiane. O que essas lideranças religiosas, destacadas por mídias brasileiras, têm em comum? São pentecostais, o segmento religioso cristão que mais se expandiu, numérica e geograficamente, no Brasil nas últimas décadas.
Por Magali do Nascimento Cunha
Hoje, compreender o pentecostalismo é imprescindível para quem se interessa pelas dinâmicas socioculturais e políticas que envolvem o país.
O pentecostalismo é uma das ramificações evangélicas formada por uma variedade de grupos, desde grandes igrejas, como a Assembleia de Deus (que também tem suas divisões), até pequenas denominações de uma única congregação, como a Igreja Evangélica Pentecostal Maná do Céu, em São Vicente (SP), e tantas outras vistas Brasil afora.
O segmento evangélico é bastante diverso. Tem origem na Reforma Protestante do século 16 que abriu caminho para o surgimento de luteranos, congregacionais, presbiterianos, batistas, metodistas, anglicanos. No século 20, surgiram os pentecostais, expressão de um movimento de protesto contra o racismo e o classismo nas Igrejas, e de afirmação da população negra, migrante, feminina e pobre nos Estados Unidos.
Os primeiros evangélicos chegaram ao Brasil por meio de missionários estadunidenses, na primeira metade do século 19. A identidade “protestante” nunca foi bem afirmada por boa parte deles, que sempre optaram por se denominar “evangélicos”, reforçando disputas religiosas com o histórico catolicismo romano ao colocarem-se como detentores “do verdadeiro Evangelho”.
Atualmente, o grupo mais significativo desse mosaico religioso são os pentecostais. Representam a maior fatia numérica (são cerca de 60% dos evangélicos, segundo o Censo de 2010), com presença geográfica importante, ocupação de espaço nas mídias tradicionais (rádio e TV) e intensa atuação na política partidária.
O que diferencia evangélicos pentecostais dos históricos é a crença no segundo batismo, uma experiência mística atribuída à ação do Espírito Santo, que leva os fiéis a falarem línguas estranhas como sinal de sua presença. Essa ação do Espírito Santo também atribui dons especiais, como profecia e cura pela oração.
Missionários trouxeram o pentecostalismo ao Brasil na primeira década do século 20 e se estabeleceram no Pará (suecos, Assembleia de Deus) e em São Paulo (estadunidenses, Congregação Cristã do Brasil e Evangelho Quadrangular). A partir dos anos 1950, com os intensos movimentos migratórios do campo para as cidades e o processo de industrialização do país, surgiram as igrejas pentecostais fundadas por brasileiros, como a Casa da Bênção, a Brasil para Cristo, a Deus é Amor, entre outras. Várias delas tiveram em programas de rádio um importante apoio para disseminar sua fé.
A ação pentecostal no país é historicamente marcada por presença mais voltada à população empobrecida e às periferias das cidades. Essa prática tornou possível maior enraizamento nas culturas populares, com lugar garantido para a emoção e expressões corporal e musical, ainda que marcada por um puritanismo de restrições morais e culturais. Isso deu aos grupos pentecostais condições de consolidação nos espaços religiosos e crescimento numérico mais expressivo.
Mas o boom pentecostal, de fato, ocorreu a partir da década de 1980 e transformou significativamente o perfil do segmento evangélico brasileiro. Essa expansão tão marcante tem alicerces nas transformações do mundo naquele período. Foi o momento dos processos de derrocada do socialismo, simbolizado pela queda do Muro de Berlim, e a consolidação do capitalismo globalizado e da cultura do mercado, baseados na lógica da plena realização do ser humano pela posse de produtos e serviços e pelo acesso à tecnologia da informática.
Grupos cristãos estadunidenses adequaram seu discurso à nova ordem mundial e criaram a Teologia da Prosperidade. Ela foi abraçada por uma parcela de pentecostais brasileiros que passou a pregar que as bênçãos de Deus, na forma de prosperidade material (posse de finanças, saúde e felicidade na família), são concedidas aos fiéis que se empenham nas práticas de devoção aliadas às ofertas em dinheiro às igrejas. A elas também é destinada a prosperidade, por meio de amplo número de fiéis, ocupação geográfica, aquisição de patrimônio e influência no espaço público. Os estudiosos da religião dizem que se trata de uma relação de troca com Deus, bem própria do clima social estabelecido pelo mercado neoliberal. 
Como essa noção de prosperidade também tem a dimensão da saúde plena, as propostas de cura se amplificaram, bem como se intensificaram as práticas de exorcismo contra os males (demônios) que impedem a felicidade. Isso representou um reprocessamento de elementos da matriz religiosa brasileira com a farta (re)utilização de símbolos e representações do catolicismo e de religiões de terreiros. 
Cura, exorcismo e prosperidade tornaram-se marcas de uma nova forma de pentecostalismo, que deixava de enfatizar a necessidade de restrições de cunho moral e cultural para que se alcançasse a bênção divina.
Esse pentecostalismo se expandiu no Brasil pelos anos 1990 e 2000, com a formação de um sem-número de igrejas. Estudiosos da religião denominam essa expressão religiosa de neopentecostalismo, ao qual estão vinculadas as Igrejas Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Renascer em Cristo, Mundial do Poder de Deus, Sara Nossa Terra, Bola de Neve, entre as maiores, somadas a inúmeras igrejas autônomas.
O crescimento pentecostal passou a exercer influência decisiva sobre o modo de ser das demais igrejas cristãs. A influência se concretizou de maneira especial no reforço aos grupos chamados “avivalistas” ou “de renovação carismática”, que têm similaridade de propostas e posturas com o pentecostalismo e que, em busca de crescimento numérico, passaram a conquistar espaços importantes na prática religiosa das igrejas chamadas históricas, incluindo a católica.
Mídias, política e mercado
O neopentecostalismo não significa a superação do pentecostalismo clássico do início do século 20. Pelo contrário, a Assembleia de Deus consolidou-se como a maior denominação pentecostal, e é também a maior igreja evangélica do Brasil, em termos numéricos e geográficos, com suas grandes e pequenas divisões em “ministérios”. A Congregação Cristã do Brasil, a Evangelho Quadrangular, a Deus é Amor e a Brasil para Cristo continuam a ter presença significativa em todas as regiões do país.
Entretanto, os grupos neopentecostais ganharam intensa visibilidade por conta da ocupação das mídias tradicionais, como rádio e TV, e dos projetos de participação política.
Na virada para o século 21, pastores e líderes neopentecostais tornaram-se empresários de mídia e detentores do que se poderia chamar “verdadeiros impérios” no campo da comunicação, buscando competir até mesmo com empresas não religiosas historicamente consolidadas (caso das Universal do Reino de Deus, Renascer em Cristo e Internacional da Graça de Deus). Chegou ao ponto de alguns desses grupos religiosos já nascerem midiáticos, isto é, a interação com as mídias passou a fazer parte de sua própria razão de ser.
Ao mesmo tempo, as grandes mídias (seculares) assimilam essa atmosfera e passam a produzir programas, ou parcelas deles, para disputar a audiência evangélica: espaço para a música cristã contemporânea (“gospel”) e seus artistas; patrocínio de festivais e megaeventos de rua; veiculação de programas de entretenimento com temática religiosa (inclusive com a concepção de personagens para telenovelas e criação das próprias telenovelas bíblicas).
A tudo isso se conecta o crescimento de um mercado da religião. Os cristãos tornam-se um segmento de mercado com produtos e serviços especialmente desenhados para atender às suas necessidades religiosas, sejam de consumo de bens, sejam de lazer e entretenimento. Passou a ser possível encontrar produtos os mais variados, como roupas, cosméticos, doces, viagens, filmes e jogos com marcas formadas por slogans de apelo religioso, versículos bíblicos ou, simplesmente, o nome de Jesus. A igreja católica passou a seguir a mesma trilha.
A maior presença dos evangélicos no campo da política partidária é parte desse contexto. Desde o Congresso Constituinte de 1986 e a formação da primeira bancada evangélica e seus desdobramentos, a máxima “crente não se mete em política” foi sepultada. A máxima passou a ser “irmão vota em irmão”.
A atuação daquela primeira bancada no Congresso Constituinte (1986-1989) foi marcada por fisiologismo e pela histórica farta distribuição de estações de rádio e canais de TV aos deputados evangélicos (determinante para a ampliação da presença de pentecostais nas mídias).
Depois de altos e baixos numéricos, decorrentes de casos de corrupção e fisiologismo nas legislaturas pós-Congresso Constituinte, a bancada evangélica consolidou-se como força a partir dos anos 2000, chegando a alcançar 92 parlamentares (88 deputados e 4 senadores) em 2014, e nas eleições de 2018, 94 (85 deputados e 9 senadores), sendo os pentecostais uma força hegemônica.
Essa potência solidificou-se na última década e meia, muito especialmente por conta da força de duas igrejas evangélicas que concretizaram, desde 1986, projetos de ocupação da política institucional do país: as Assembleias de Deus (AD) e a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Ambas passaram a ocupar, depois de 2003, espaços plenos de poder em partidos (respectivamente o Partido Social Cristão, PSC, e o Partido Republicano Brasileiro, PRB), maior quantidade de deputados e senadores no Congresso, conquistas de cargos públicos, como as nomeações de ministros de Estado de Dilma Rousseff (dois da Iurd) e de Michel Temer (dois da Iurd), e lançaram dois candidatos à Presidência da República (Marina Silva e pastor Everaldo, ambos da AD). A Iurd conseguiu ainda eleger o bispo, ex-senador e ex-ministro Marcelo Crivella como prefeito da cidade do Rio de Janeiro (2016).
Além disso, dois fatos impulsionaram o poder pentecostal na política. Um deles foi a inusitada nomeação do deputado Marco Feliciano (hoje, Podemos-SP) como presidente da comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, em 2013. Ela culminou no revigoramento de campanhas por legislação pautada pela moralidade sexual religiosa, sob o rótulo “Defesa da Família Tradicional”, contra movimentos feministas e LGBTI, em aliança com a bancada católica. Essas pautas encontraram eco na população conservadora não religiosa e reforçaram movimentos reacionários às conquistas de direitos alcançadas nas últimas duas décadas.
Outro fato foi a eleição do deputado federal pentecostal Eduardo Cunha (MDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, em 2015. Representou um poder sem precedentes para a bancada evangélica e facilitou tanto a defesa das pautas descritas aqui como a abertura à concessão de privilégios a igrejas no espaço público. A prisão e a cassação do deputado, em 2016, não afetou significativamente as conquistas políticas da bancada.
Tanto a Iurd como a AD ofereceram amplo apoio à eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018, acompanhadas por outras denominações pentecostais, no rastro das propostas conservadoras apresentadas por ele. Bolsonaro candidatou-se à Presidência com um discurso identificado como cristão, marcadamente evangélico conservador, embora declarando-se católico. Nesse contexto, a bancada evangélica se fortaleceu como interlocutora do novo governo e ganhou representantes nos ministérios da Casa Civil (Onyx Lorenzoni) e da Mulher, Família e Direitos Humanos (pastora Damares Alves), com fiéis alocados em cargos estratégicos no ministério da Educação.
Para refletir
Esse quadro retrata a ampliação da visibilidade pública alcançada pelos evangélicos no Brasil nas últimas décadas, por conta da hegemonia (neo)pentecostal. É um fenômeno que marca o momento sociopolítico e cultural do país, em que os evangélicos se colocam na arena como bloco organicamente articulado.
Eles não são mais “os crentes” ou os grupos fechados de outrora; desenvolvem uma cultura “da vida normal” que combina a religião com presença nas mídias, no mercado, no entretenimento e na política. Um segmento religioso que se vê fortalecido como parcela social que tem suas próprias reivindicações e pode eleger seus próprios representantes para os espaços de poder público.

Publicado originalmente na Revista Cult, em parceira editorial com o site Outras Palavras.
Com o Portal BRASIL CULTURA

Mudança drástica na direção da Biblioteca Nacional

Simpatizante da Monarquia e Olavista.
O secretário Especial da Cultura, Roberto Alvim , dará seguimento às mudanças que vêm fazendo na área cultural do governo com a troca de comando da Biblioteca Nacional . Seguidor de Olavo de Carvalho , Rafael Alves da Silva, que se apresenta como Rafael Nogueira , é o nome escolhido para substituir Helena Severo na presidência da fundação.  A previsão é que a troca seja oficializada nos próximos dias. Outras alterações que aguardam para serem publicadas no Diário Oficial da União são na Fundação Nacional de Artes (Funarte) e no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Nas redes sociais, Nogueira se apresenta como professor de filosofia, história, teoria política e literatura, além de “aspirante a filósofo e a polímata.” No último domingo, visitou a Biblioteca Nacional de Lisboa e fez elogios ao local, mas observou que prefere o prédio da Biblioteca Nacional no Rio, cujo comando deve assumir. “A Biblioteca Nacional de Lisboa é um fenômeno em qualidade de arquivo, organização, ambiente e segurança de prédio, funcionários, acervo e usuários. Gosto mais do prédio da Biblioteca lá do Rio, e tenho mais interesse em seu acervo, mas temos muito a aprender com Portugal”, disse.
No dia seguinte, Nogueira participou de uma palestra, ainda em Lisboa, sobre o ideólogo de direita Olavo de Carvalho. Em outubro, já havia palestrado na Cúpula Conservadora das Américas (CPAC), versão brasileira de um dos maiores eventos conservadores do mundo, liderada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
Servidora de carreira da Fundação Biblioteca Nacional, Helena Severo se tornou presidente da Biblioteca em 2016, quando o atual deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) era ministro da Cultura do governo Michel Temer. Em fevereiro deste ano, a permanência dela no cargo foi confirmada pelo governo. Helena também foi secretária de Cultura do município e do estado do Rio de Janeiro e presidente da Fundação Theatro Municipal. Antes de assumir a presidência da Biblioteca Nacional, ela passou 12 anos cedida ao Tribunal de Contas do Município (TCM).
Para a Funarte, que está com a presidência vaga desde que o próprio Alvim deixou o cargo para assumir a Secretaria, o nome escolhido é o do maestro Dante Mantovani . No Iphan, Kátia Bogéa deverá ser substituída pelo arquiteto Olav Schrader , presidente da Associação de Moradores de São Cristóvão
Mantovani aparece em fotos nas redes sociais com Rafael Nogueira durante o 3º Simpósio Nacional Conservador de Ribeirão Preto, realizado em outubro, e é igualmente fã de Olavo de Carvalho. Ele também faz parte da organização da CPAC — assim como Katiane de Fátima Gouvêa, nomeada na quarta-feira secretária do Audiovisual. Ainda é próximo de Camilo Calandreli, novo secretário de Fomento e Incentivo à Cultura , a quem já se referiu como “amigo-irmão”.
Ele se mostrou alinhado com seu futuro chefe, ao compartilhar, no último domingo, uma notícia sobre uma discussão da qual o secretário participou. “Este é o tom com o qual se deve falar com esquerdistas e comuno-globalistas; aprendam a lição com o mestre Roberto Alvim!”, escreveu.
Mantovani já se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro, a quem presenteou com um exemplar do seu livro “Ensaios Sobre a Música Universal – Do Canto Gregoriano a Beethoven”. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, foi outro a receber um exemplar da obra, após uma reunião com membros da CPAC no ministério.
O indicado para assumir a presidência da Funarte tem um histórico de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF): nos últimos meses, defendeu o fechamento da Corte em ao menos duas oportunidades. Em agosto, afirmou que o se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse solto (o que acabou ocorrendo), era preciso “juntar pelo menos 1 milhão de pessoas, ir para Brasília e fechar o STF na marra”. Em outubro, disse que se tribunal e a Rede Globo fossem fechados, seriam “resolvidos todos problemas mais graves do Brasil numa tacada só”. Em outra ocasião, compartilhou uma notícia em que o jurista Modesto Cavarlhosa afirmava que há um “marginal” no STF, e acrescentou: “Um só?”
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA PARTICIPA DE MISSA ALUSIVA AOS 100 ANOS DE NOVA CRUZ RECEBE HOMENAGEM AO LADO DO RADIALISTA EDUARDO VASCONCELOS DE SUA ESPOSA NIZIA BARBOSA

Foto: Eduardo Vasconcelos, Governadora Fátima Bezerra e Nizia Barbosa, professora e esposa de Eduardo Vasconcelos

Na última quarta-feira (3) a Governadora FÁTIMA BEZERRA - PT/RN participou da Missa alusiva ao CENTENÁRIO de Nova Cruz e no momento em que foi receber a homenagem do Padre Aerton pousou para fotos ao lado do radialista , presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos* e sua esposa a professora, Nizia Maria Barbosa.

Um momento único e gratificante para Eduardo Vasconcelos, pois segundo ele passou um filme em sua mente, quando o mesmo morava em Natal e nas lutas dos educadores e de estudante conheceu Fátima Bezerra, época em que a mesma presidia a APRN, hoje SINTE/RN.

Momentos memoráveis e de muitas conquistas, disse Eduardo.

Para Eduardo Vasconcelos e Nizia a governadora, Fátima Bezerra irá fazer uma boa administração, principalmente para os que lutam na defesa da dignidade, da educação, da saúde, entre outras bandeiras. Concluiu Eduardo Vasconcelos.* 

10 fatos curiosos de Natal (RN) em cada década de sua existência

Até onde você sabe sobre Natal-RN?
Será que sabe tanto assim após ver esses 10 fatos marcantes e curiosos da cidade, um pra cada década?
O Curiozzzo tem conteúdo pra quase todas as décadas da cidade, mas essa surgiu da entrevista dos irmãos Fred e Carlos Sizenando Rossiter para a Tribuna do Norte, em Novembro de 2019, na qual eles contam como foi o processo de criação do livro “Natal no Século XX – Memória, fatos e fotos marcantes” (Editora Offset), que conta em mais de 500 páginas histórias do intervalo de 100 anos da capital potiguar.
Então com informações deles e nossas, vamos lá…

1901

Corridas do “Velo Club Natalense” na rua Conselheiro José Bonifácio em 1903
No começo do século Natal não era bem uma cidade de praia, era uma “cidade de rio”, isso porque era justamente do Rio Potengi que vinham as novidades para a cidade. A Igreja Matriz era o prédio mais alto que se tinha notícia, ela levantava as bandeiras dos países cujos navios chegavam no porto. Já abra aí na próxima aba: 10 fotos raras do Rio Grande do Norte nos anos 1900

1920

Nos anos 20 os natalenses só queriam saber de cinema. Era o principal lazer na época. Os picolés eram vendidos direto da forma gelada e ficaram conhecidos como “poli” por causa do Cinema Politeama, o primeiro cinema de Natal, criado em 1912, onde eram vendidos.

1930

Fachada do Quartel do Regimento Policial de Natal cravada de balas pelos soldados do 21º B.C e pelos civis comunistas, no contexto do levante de 1935.
O que marcou essa década foi a Intentona Comunista, de 1935. Durante quatro dias Natal ficou sob regime comunista. No meio de uma solenidade do Teatro Alberto Maranhão (TAM) tiros foram disparados e muita gente ficou apavorada. Prédios ficaram crivados de bala de confrontos entre manifestantes e polícia. Leia mais sobre isso em: Natal já esteve sob regime comunista por 4 dias

1940

Base americana em Parnamirim Field na época da 2ª Guerra Mundial.
A década de 40 foi marcada pela 2ª Guerra Mundial, em que o Brasil apoiou os EUA, e Natal abrigou a maior base militar americana fora daquele país, recebendo milhares de militares de lá. Em um documento da época enviado pelos americanos para o governo brasileiro havia algo como: “estamos enviando só pessoas comportadas”, formalizando que não mandariam soldados negros para o Rio Grande do Norte. Fotos daquela época realmente confirmam a ausência de negros. Não por imposição do governo brasileiro, mas um reflexo da forte descriminação racial presente nos EUA naquele tempo.

1950

50 é conhecida como “A Era do Rádio” em Natal, isso porque era pelo rádio que a sociedade ouvia se falar de novos hábitos, formas de viver, vestir, agir e pensar, e o interesse pela música levava centenas de natalenses aos palcos e às rádios da cidade. O período marcou a modernização, e assim a “transgressão” (à época), do comportamento da mulher. No jornal local “A Ordem” foi encontrada uma manchete que dizia: “segurem suas filhas, o Rock está chegando”. Inclusive, o rock chegou a ser proibido. 

1960

Nesta época a moda em Natal era das bandinhas dos colégios. Colégios que separavam totalmente seus alunos entre sexo masculino e feminino, então os festivais de música lotados do Palácio dos Esportes eram a oportunidade de todo mundo se encontrar. A música “Twister and Shout” (dos Beatles) inspirou o surgimento da banda The Shouters, e haviam outras bandas de nomes engraçados como a “The Dadas” e a “The Funtos”.

1970

Beira mar da Praia dos Artistas (Natal-RN) nos anos 70
Nos anos 70 a grande novidade foi a “Hippie Drive-in”, uma boate misturada com restaurante e clube ao mesmo tempo. Um lugar que à noite tinha luz negra e muito rock’n roll, e era tão efervescente que atraia caravanas até de estados vizinhos. Durante o dia famílias passeavam por um pequeno zoológico, o primeiro e único de Natal. Foi também época de curtir a praia (do Meio, do Forte e dos Artistas), da chegada do surf, do biquíni “asa delta”, e dos restaurantes à beira-mar. Quer saber mais sobre os anos 70? Clique aqui.

1980

Multidão participando da BandaGália nos anos 80. Foto: Tribuna do Norte.
Os anos 80 foi época dos gauleses, mas não os celtas do continente europeu, sim os gauleses potiguares; filhos boêmios da classe-média natalense, que naquele tempo eram contestadores da Ditadura Militar, e adoradores de carnaval. Eles seguiam a Bandagália, que arrastava uma multidão da Praia dos Artistas, até a Ribeira e Petrópolis, passando por todo tipo de bar até chegar na praia ao raiar do dia. Quer ver mais? Reportagem de 1986 mostra como era Natal naquela época

1990

A década de 90 foi marcada pela enorme expansão de Natal. A cidade cresceu para além dos limites imaginados na década anterior. Na praia se fazia topless. Era permitido pilotar sem capacete e dirigir carros abaixo dos 18 anos. Também teve a chegada dos celulares que virou febre entre as pessoas e o tão aguardado bug do milênio que assustou meio mundo. Veja como era Natal nos anos 90 aqui. 
Com informações de Ramon Ribeiro para Tribuna do Norte, e José Narcelio Marques Sousa (Engenheiro civil e escritor).