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terça-feira, 4 de maio de 2021

REALIDADE PARALELA - Educadora alerta para interesses e danos por trás da ‘homeschooling’

 Foto: IowaPolitics/CC

São Paulo – Mais conhecida como homeschooling, a educação domiciliar é a única prioridade da pauta educacional do governo Bolsonaro. Com apoio do ministro da Educação, Milton Ribeiro, e de Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e Direitos Humanos, Bolsonaro pretende regulamentar a prática adotada por cerca de 5 mil famílias, ou 20 mil estudantes em todo o pais, ainda neste primeiro semestre.

Há diversos projetos de lei sobre o tema, mas o mais adiantado é o PL 3.179/12, de autoria do deputado Lincoln Portela (PL-MG), ao qual estão apensados outros de teor semelhante. Pelo projeto, o ensino fundamental e médio poderão ser mantidos também na própria residência, ministrado por pais ou tutores escolhidos, com supervisão e avaliação periódica pelo do poder público. Ainda não há legislação a respeito. E essa insegurança jurídica permite que muitos pais que ensinam seus filhos em casa sejam acusados de abandono intelectual pelo Ministério Público.

Adotado por famílias sectárias devido ao conservadorismo e religiosidade, e defendido pela base de apoio de Bolsonaro, a homeschooling não é apenas uma questão ideológica de pais que acreditam que a escola não é o melhor lugar para os seus filhos serem educados. E está associada a interesses econômicos.

O presidente da Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), Rick Dias, por exemplo, mantém na internet o portal Simeduc. Nele, há loja virtual que comercializa Bíblias e livros sobre família, educação em casa e outros temas. Atualmente, o destaque é Lavagem Cerebral – Como as Universidades Doutrinam a Juventude, de Ben Shapiro. Segundo o portal, trata-se de uma “exposição explosiva da agenda esquerdista que atua nas universidades hoje”.

Possibilidades de negócios

Para a deputada federal Rosa Neide (PT-MT), coordenadora do núcleo de Educação da bancada do PT na Câmara, as possibilidades de negócios não se esgotam aí. Por isso tem outras preocupações a respeito. “Minha preocupação é com as consequências. Do ponto de vista econômico, podem surgir, por exemplo, demandas de pais por vouchers pagos com recursos da escola pública para pagar tutores para acompanhar seus filhos em casa”, afirma. E não para por aí, segundo ela.

Há a indústria de material pedagógico, que pode ampliar seu mercado entre as famílias educadoras. “Então vai sendo destruindo o orçamento da escola pública. Ninguém está aí pagando de bonzinho. Por trás disso vem o apostilado, o material didático e daí pra frente, família a família, vai ficando interessante”.

Outro aspecto preocupante é a formação geral do aluno educado em casa pelos pais ou mesmo por professores tutores, especialmente do ponte de vista psicológico. “Há sim a questão econômica, mas não sabemos como vai ser a cabeça desse jovem no futuro, o que vai acontecer com a nossa sociedade no futuro. Não é só uma questão de pagar um voucher agora. É muito preocupante uma criança, um adolescente, ficar em um mundo à parte até que cresça e resolva tomar uma atitude. É um tipo de filosofia que pode enveredar por um caminho muito ruim no Brasil. Afinal, estaremos retirando do convívio, da construção coletiva de um país, estaremos separando algumas pessoas. E não podemos prever o que pode acontecer daqui a 10, 15 anos, em consequência a tudo isso”, diz Rosa Neide.

Espaço de socialização

Mestre em educação e ex-secretária estadual de Educação no seu estado, a deputada destacou que no Brasil, o conceito de educação foi construído em torno da escola como espaço de socialização, conhecimento, relações interpessoais, princípios e convívio com as diferenças. E que o convívio basicamente familiar consiste na convivência com iguais, quando o mundo não se limita à família, e sim a um agrupamento de pessoas com concepções de vida diferentes. Assim, para respeitar o diferente é preciso conviver com o diferente. E é exatamente o que o homeschooling não permite.

Além disso a escola é um espaço de proteção a alunos que em casa são vítimas de violencia e assédio sexual. Casos como o do menino Henry, no Rio de Janeiro, poderiam ser evitados.

“Onde a criança estava sendo maltratada? Em sua casa. Se estivesse no cotidiano da escola, a professora teria percebido que ele estava mancando, que tinha hematomas, e poderia ter evitado aquela morte e tantas outras”, disse, lembrando que 90% dos casos de estupro é percebido na escola, pelos professores. “Isso não acontece em casa de famílias pobres. Acontece na casa de qualquer pessoa.”

Prioridades educacionais

As peculiaridades da situação da educação brasileira, resultado das desigualdades socioeconômicas e do histórico subfinanciamento do setor, também não podem ficar à margem da discussão. Ainda mais em tempo de pandemia, quando a ampla maioria dos alunos não tem conexão com a internet em casa e por isso acabam excluídas da escola.

“Enquanto isso, no mundo todo houve retorno às aulas de maneira remota. Os alunos têm tablets e acesso à internet, quando aqui apenas uma minoria pode contar com esses recursos. E o governo colocou como principal projeto da educação o atendimento à demanda de 5 mil famílias. Nós temos 50 milhões de estudantes na rede pública brasileira. Este deve ser o foco”, disse a deputada.

O posicionamento é o mesmo de entidades ligadas à Educação. É o caso do Conselho Nacional de Educação CNE), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e até das associações de docentes das universidades federais (Andifes) e dos Institutos Federais (Proifes).

No estado de São Paulo, o Conselho Estadual de Educação e o governo de João Doria se anteciparam em relação à educação domiciliar. Nesta quarta-feira (21) foi aprovada diretriz determinando que crianças em homeschooling no estado deverão ter aulas com profissionais, estar matriculadas na rede estadual e municipal, e passar por avaliações periódicas na escola. Mas isso se a proposta for aprovada no Congresso.

(Rede Brasil Atual, 25/04/2021)

Com CNTE

Após 45 anos, “Por uma Vanguarda Nordestina” terá 2ª edição lançada no sábado

A segunda edição da obra do poeta Anchieta Fernandes é uma iniciativa do Selo Literário Gajeiro Curió. O livro foi viabilizado por meio do edital da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020). 

A obra exemplar de poesia visual “Por uma Vanguarda Nordestina”, lançada em 1976, conta com uma nova edição. Um dos grandes mentores do Poema/Processo, Anchieta Fernandes, teve sua obra revisitada pelo poeta e sebista, Oreny Jr., e será destaque no cenário cultural do próximo fim de semana, em Natal.

Esta segunda edição foi revista e ampliada pelo Selo Gajeiro Curió. Para o editor Oreny Jr, responsável pela segunda edição do livro, é uma honra ter a circulação desta obra tão representativa na história literária potiguar e nacional. “É de uma alegria ímpar, imensurável, de um garoto vindo da Zona Oeste da capital, bairro da Cidade da Esperança, estar participando diretamente do meio literário vanguarda potiguar. Esta segunda edição é a continuidade na leitura do POEM'ARTE, o objeto/poema, a transfiguração, a simbiose do gráfico-visual no poema que encanta”, disse.

O lançamento acontecerá no próximo sábado (8), no Mercado Cultural de Petrópolis, das 10h às 14h. Em razão da pandemia da Covid-19, o evento respeitará as medidas de biossegurança, não permitindo aglomerações e cumprindo o distanciamento social. Os exemplares estarão à venda no local.

Durante a segunda metade do século XX, a região Nordeste, neste caso específico, no Rio Grande do Norte, o escritor Anchieta Fernandes foi um dos grandes precursores da poesia de vanguarda. Inovar as formas poéticas trouxe aos solos potiguares, um brilhantismo em cada letra escolhida e muito bem apresentada aos olhos do leitor. Para o autor, este livro não é uma edição, é praticamente um novo livro, acrescentando explicação de temas confluentes, estudos e críticas sobre produtores de vanguarda mais recentes.

“Foram retiradas nesta segunda edição análises de produções ficcionais normais, que, embora publicadas na primeira edição, não fazem parte do universo da vanguarda, aqui no Rio Grande do Norte. Após quase meio século de lançamento da primeira edição, a realidade, hoje, é outra. O mundo avançou mais, tecnologicamente, e muitas ideias interessantes para nova linguagem poética tem surgido desde então”, explicou.

O livro possui 191 páginas, com edição do Selo Literário Gajeiro Curió, por meio do poeta Oreny Jr. O projeto gráfico fica por conta de José Áglio; capa por Avelino de Araújo; produção executiva, por Dorian Lima e Raquel Lucena. A obra é dividida em duas partes, cada uma com oito e cinco capítulos, respectivamente.

“Por ter uma idade avançada e como medida de segurança, Anchieta não estará presente fisicamente, mas com certeza, acompanhará o evento por vídeo e sentirá toda nossa alegria com o lançamento de uma das obras mais ricas do nosso Estado”, finalizou Oreny.

Sobre Anchieta Fernandes

Anchieta fundou os jornais “O Popular” (1953), “O Juvenil” (1955), “Juventude” (1960) e “Lolita” (1987-1990). Manteve colunas nos jornais “A República”, “Prisma”, “Tribuna do Norte”, “Diário de Natal/O Poti”, “Jornalzinho do Sebo Vermelho” e “O Canguleiro”.

Entre as obras do escritor caraubense, hoje aos 81 anos, estão: “Femina Infantis” (1987), “Écran Natalense, Capítulos da História do Cinema em Natal” (1992), “Poema/Processo: Perguntas e Respostas” (1992), “Poliantéia, Homenagem Póstuma a Reinaldo Fernandes Pimenta Filho” (1996), “História da Imprensa Oficial do Rio Grande do Norte” (2006). Além das produções citadas, Anchieta teve inúmeros trabalhos incluídos em antologias nacionais e internacionais.

Poema/Processo
Ocorrido no Brasil entre 1967 a 1972, em plena Ditadura Militar, o poema/processo foi um movimento artístico de vanguarda. Surgiu em duas capitais do país simultaneamente: Rio de Janeiro (RJ) e em Natal (RN), se espalhando pelo Brasil. Esse movimento apresentou uma nova forma de fazer poesia a partir de uma nova linguagem.

Serviço:
Lançamento da reedição do livro “Por uma Vanguarda Nordestina”, do autor Anchieta Fernandes

Dia: 08 de abril (sábado)
 
Hora: Das 10h às 14h
 
Formato: Take Away (Passe e retire)
 
Onde: Mercado Cultural de Petrópolis | Box 41
 
Endereço: Av. Hermes da Fonseca, 804, Petrópolis/Natal
 
Valor do livro: R$50,00

Fonte: Potiguar Notícias

Projeção nas paredes dos prédios de São Paulo faz crítica ao momento político

(Foto: Cau Gomez)

Exposição virtual acontecerá na noite desta terça-feira (4) e terá a participação de diversos artistas, como os chargistas Aroeira e Laerte, o escultor Israel Kislansky e o grafiteiro Bonga;

247 - Paredes de prédios transformarão a cidade de São Paulo em uma gigantesca mostra de artes visuais na noite desta terça-feira (4). É o lançamento da mostra “A Noite do Brasil”, que utilizará pontos de grande visibilidade na capital paulista, como Vale do Anhangabaú e Consolação, para passar uma mensagem crítica ao atual momento político do País. 

As projeções virtuais de chargistas e grafiteiros brasileiros acontecerão nas empenas (paredes cegas) de alguns edifícios da cidade. Cerca de cem pessoas - entre artistas visuais e profissionais que trabalham com projetores de longo alcance - farão parte da mostra, que terá outras exibições, em outras datas e cidades. 

Segundo os organizadores -  uma associação entre o grupo “Projetemos” e vários artistas, as mostras virtuais terão, no máximo, uma hora de duração. Os artistas convidados e selecionados para o lançamento, além de Elifas Andreato e Enio Squeff, são o escultor Israel Kislansky, os chargistas Aroeira, Laerte, Cau Gomez,  Brum, Carol Cospe Fogo, Gilmar e o grafiteiro Bonga. Eles pretendem inaugurar um movimento e uma espécie de procedimento estético que tenha continuidade, consolide uma relação longa entre artistas e projecionistas e resulte em novos desdobramentos.

O dia 4 de maio marca o primeiro ano da morte do cronista, compositor e letrista Aldir Blanc, e tem como homenageado especial o sociólogo Betinho (Hebert José de Souza). A mostra alude ao conhecido samba “O Bêbado e a Equilibrista”, de Aldir Blanc e João Bosco. O evento será simultaneamente estendido à internet e poderá contar com a participação de projecionistas de várias cidades brasileiras.

A ideia nasceu numa conversa entre Elifas Andreato, Enio Squeff, Crau da Ilha e Aroeira, a partir do princípio de que, se o povo não pode ir aos salões de arte, as manifestações da arte irão ao povo.

A lista de participantes de “A Noite do Brasil” não está encerrada. Os próximos artistas e projecionistas – inclusive de outros países – que quiserem participar, numa segunda fase, deverão preencher o formulário e enviar suas obras neste link.

A partir disso, os trabalhos passarão por uma nova curadoria que marcará a data da próxima versão da mostra. Para o grupo “Projetemos”, as projeções poderão ser feitas de 15 em 15 dias.

Fonte: BRASIL 247

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira

Filólogo, contista e ensaísta brasileiro, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira nasceu em 1910, em Camaragibe, Alagoas. Fez os estudos secundários nesse mesmo estado e licenciou-se em Direito no Rio de Janeiro em 1936. No entanto, nunca exerceu a profissão de jurista. Destacou-se antes na área das Letras, como professor, lexicógrafo, crítico e editor.

Em 1937 tornou-se diretor da Biblioteca Municipal de Maceió. Em 1938 fixou-se no Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar com Paulo Rónai. Juntamente com este, publicou uma antologia do conto universal, sob o título Mar de Histórias, em dois volumes (1945 e 1950). Nesta mesma época, começou a trabalhar com Álvaro Lins, com quem publicou em 1956 o Roteiro Literário do Brasil e de Portugal.
Em 1940 passou a exercer funções de professor de Português no Colégio Pedro II. No ano seguinte iniciou a sua colaboração no Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Com esta colaboração destacou-se definitivamente como lexicógrafo, função em que, ao longo dos anos, se consagraria como figura de primeiro plano no Brasil.

Em 1954 partiu para o México para presidir aos Cursos de Estudos Brasileiros ministrados na universidade da capital. Evidenciou-se ainda como conferencista. Nesta qualidade, deslocou-se a países como a Venezuela, Cuba e Guatemala.
Em 1961 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1989.

Além das obras já mencionadas, devem ser referidas as seguintes: Linguagem e Estilo de Eça de Queirós (ensaio, 1945); O Romance Brasileiro (ensaio, 1952); Território Lírico (teatro, 1958). Aurélio Buarque de Holanda traduziu ainda os Pequenos Poemas em Prosa de Charles Baudelaire e os Poemas em Prosa de Oscar Wilde.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Concurso do ITEP: Deputada Natália Bonavides solicita ao Governo do RN a reserva de vagas para pessoas negras, pardas e indígenas no edital

Foto: Demis Russo

Mandato Natália Bonavides

Contato: +55 84 98608 6814

Celinna Carvalho - assessora de imprensa

A deputada federal Natália Bonavides (PT/RN) solicitou à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED) a retificação no Edital do Concurso Público Nº 01/2021 do Instituto Técnico de Perícia (ITEP) para adequação à política afirmativa para pessoas negras, pardas e indígenas.

“O Edital de Concurso do ITEP não prevê reserva de vagas para pessoas negras, pardas e indígenas e essa política é necessária para reduzir desigualdades e oportunizar o acesso ao serviço público. Por isso solicitamos a retificação", afirmou Natália Bonavides.

No Brasil 56,2% da população se autodeclara negra. No RN essa proporção é ainda maior: 61,3% dos potiguares se autodeclaram negros, conforme dados da PNAD de 2019. Em contraste a isso, a composição da força de trabalho e do funcionalismo público revela existir uma enorme desigualdade entre negros e brancos. Na administração federal as pessoas negras ocupam apenas 35,6% dos postos no serviço público, conforme levantamento feito pela ENAP em 2018.

O estado do Rio Grande do Norte não possui legislação que cria políticas afirmativas em processos seletivos para ingresso no funcionalismo público. Contudo, a implementação de mecanismos que amplie o ingresso de pessoas negras, pardas e indígenas é importante para ajudar a combater as desigualdades.

Artista e pesquisadora potiguar é aprovada em programa Emergenyc em Nova Iorque

Carolina Teixeira, artista, e pesquisadora potiguar, doutora em Artes Cênicas pela UFBA, foi aprovada como aluna no Programa EMERGENYC sediado em Nova Iorque- EUA, que lançou sua edição 2021, pela primeira vez em formato online devido à situação de Pandemia. 

 
O programa EMERGENYC é uma incubadora de artistas-ativistas interessados em desenvolver a sua voz criativa, explorando as intersecções da arte e do ativismo, e ligando-se a uma próspera comunidade de profissionais independentes - a maioria deles POC, mulheres, e pessoas LGBTQIA+. 
 
Lançado pela primeira vez em 2008, o EMERGENYC era vinculado ao Instituto Hemisferic , uma das maiores instituições de pesquisa em Estudos da Performance no mundo. Tornou-se um programa independente e neste ano conta com a parceria com a BAX/Brooklyn Arts Exchange & Abrons Arts Center.
 
O Programa EMERGENYC oferece vários pontos de conexão entre arte e ativismo, dando prioridade ao processo, descoberta e reflexão, e promovendo um espaço corajoso para a experimentação, assunção de riscos e construção de comunidades. 
 
Pela primeira vez o programa está recebendo uma artista brasileira que traz a discussão sobre o fenômeno da Deficiência no campo da Performance, por meio do reconhecimento internacional de mais de 2 décadas de um trabalho que envolve educação, artes da cena e, em especial, a utilização da linguagem da Performance como uma prática política do corpo.
 
“Entre os 24 artistas aprovados em todo o mundo, fui a única artista selecionada que vive no Brasil, juntamente com a amiga Pêdra Costa, antropóloga e artista brasileira reconhecida internacionalmente, radicada em Berlim e que também viveu parte de sua vida em Natal e que gentilmente me falou sobre a seleção do programa”, explica Carolina.
 
“Para mim é o reconhecimento de meu trabalho em nível internacional e também uma oportunidade para legitimar os corpos com deficiência para além dos discursos guettificantes, assim como para  confrontar  a desvalorização que vivemos no Brasil e, em especial aqui no Nordeste: porque nós pessoas com deficiência e em especial mulheres, somos verdadeiras sobreviventes em um campo ainda marginalizado pelos territórios ‘elegidos’ da A-rte, sobretudo pela dificuldade que o país ainda preserva por uma incapacidade de aprofundamento acerca da pesquisa e do projeto estético transignificador que envolve a criação artística e a Deficiência lugar que em minha práxis artística foi é e sempre será terreno de conhecimento, apropriação e enfrentamento”, afirma.
 
Carolina investiga o campo dos Estudos da Deficiência e a presença dos corpos com deficiência na cena contemporânea no Brasil e no exterior. Em seus 26 anos de carreira dedicados à Deficiência enquanto campo de conhecimento estético e acadêmico, atuou como bailarina, coreógrafa e diretora da Roda Viva Cia de Dança. Criou para companhias brasileiras e estrangeiras. Trabalhou como pesquisadora na Oberlin College em Ohio (US). É artista independente e consultora artístico-educacional em Estudos da Deficiência e acessibilidade estética atuando em instituições públicas e privadas e comunitárias do país. É autora do livro Deficiência em Cena (2011).

Informações: Potiguar Notícias

Riocentro: há 40 anos o Exército já conspirava contra o Brasil para atacar a esquerda. " Um fato, uma realidade! Ditadura, NUNCA MAIS!" - Eduardo - Fonte: BRASIL 247

 

O famoso Puma onde explodiu a bomba que matou um sargento e feriu um capitão: ação da linha dura contra o processo de ‘abertura’ política

Publicado originalmente na Rede Brasil Atual:

Por Vitor Nuzzi

O então presidente João Figueiredo quis investigar o caso Riocentro, mas “optou por ficar com os companheiros de caserna”, diz o pesquisador Bernardo Pasqualette, autor de recente biografia sobre o último general no poder durante a ditadura. Ele participou ontem (27) à noite de debate que lembrou os 40 anos do atentado ocorrido na área externa do centro de exposições em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Durante um show musical por ocasião do 1º de Maio, uma bomba explodiu antes do tempo em um Puma no estacionamento, matando um militar (sargento Guilherme Pereira do Rosário) e ferindo gravemente outro (capitão Wilson Machado). A intenção da chamada linha dura seria culpar grupos de esquerda e, com isso, sabotar o processo de “abertura” política em curso.

Até hoje, ninguém foi responsabilizado pelo episódio. Investigações de jornalistas e procuradores ao longo dos anos apontaram para uma ação de extremistas de dentro do governo. Outra bomba explodiu perto da casa de força e haveria mais uma atrás do palco onde os artistas se apresentavam, na noite de 30 de abril de 1981, diante de 20 mil pessoas. Um inquérito policial-militar (IPM) deu em nada. O atentado continua sendo o segredo mais guardado da ditadura.

Silêncio até hoje

Em 2014, nos 50 anos do golpe de 1964, o caso voltou à tona, incluindo depoimentos de envolvidos à Comissão Nacional da Verdade (CNV). Ou supostos depoimentos, porque eles mantiveram o silêncio mesmo convocados. Reportagem à época do jornalista José Casado, de O Globo, cravou que tanto Figueiredo como o general Danilo Venturini, chefe do Gabinete Militar, foram informados com um mês de antecedência sobre os preparativos de um atentado que ocorreria no Riocentro.

“Acho que a gente nunca vai poder ter certeza se ele (Figueiredo) sabia ou não, e as versões sobreviveram ao fato. E eu acho, sinceramente, que não é o cerne da questão”, afirma o pesquisador, que foi entrevistado por um grupo de estudiosos, em live promovida pelo site História da Ditadura. “O que eu acho mais importante são as consequências da atuação dele.”

Crise de consciência

No caso, talvez, da falta de atuação. O presidente, que chegou a empregar a expressão “prendo e arrebento” para se referir ao enfrentamento contra quem se opusesse à abertura, não fez uma coisa nem outra no episódio do Riocentro. “Por um lado, queria apurar. Mas, por outro, ele deve ter tido uma crise de consciência muito grande”, diz Pasqualette. “Optou por ficar com os companheiros de caserna, escolheu o lado que queria ficar. No momento crucial, ficou com o Exército.”

Uma das consequências foi a saída do governo, meses depois, do general Golberi do Couto e Silva, chefe do Gabinete Civil, estrategista do regime, por discordar da falta de investigação efetiva. Por outro lado, oficiais blindaram os dois diretamente envolvidos no atentado no Riocentro. Militares de alta patente compareceram ao enterro do sargento, em cujo colo a bomba explodiu, e garantiram o silêncio, provavelmente eterno, de Wilson Machado. Em esparsas declarações, ele negou ter carregado explosivos.

Rastro de impunidade

O caso ocorreu depois de episódios que buscavam conturbar o processo político, como explosões em bancas de jornal e o que ocorreu em agosto de 1980 na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, onde uma bomba matou a secretária Lyda Monteiro da Silva. Depois do Riocentro, os atentados cessaram. Mas a falta de apuração “deixa um rastro de impunidade, de anarquia, de indisciplina”, constata o pesquisador. “São 40 anos e a gente não sabe quem são os culpados. Continua essa interrogação na história do Brasil.”

Em 2014, o Ministério Público Federal no Rio (MPF-RJ) denunciou seis pessoas por envolvimento no atentado. Foi o resultado de dois anos de investigação, com análise de 38 volumes de documentos e 42 depoimentos, entre testemunhas e investigados. Além dos seis denunciados, havia outros nove envolvidos, que já tinham morrido. A denúncia incluiu, além de Wilson Machado, o ex-delegado Claudio Antonio Guerra, os generais reformados Nilton Cerqueira, Newton Cruz e Edson Sá Rocha e o major reformado Divany Carvalho Barros.

Envolvidos: nada a declarar

A ação do MPF chegou à terceira instância. Na primeira, a Justiça aceitou a denúncia, mas o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) “trancou” o processo. O Ministério Público recorreu, então, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em setembro de 2019, por 5 a 2, a Terceira Seção do STJ negou provimento ao recurso. O o ministro relator, Rogerio Schietti Cruz, aceitou a argumentação de que o atentado configurou crime contra a humanidade. Seria, assim, imprescritível. Isso permitiria a retomada da ação penal contra os denunciados. Mas foi voto vencido.

Em julho de 2014, aos 66 anos, o já coronel reformado Wilson Luiz Chaves Machado compareceu diante da Comissão da Verdade para prestar depoimento. Mas se manteve em silêncio. O mesmo aconteceu com Nilton Cerqueira. Integrantes do colegiado fizeram perguntas, mas o militar, que já havia vetado a presença de jornalistas, disse que nada tinha a declarar.

1º de Maio, dia de luta dos trabalhadores - Por José Reinaldo Carvalho

Ao longo do século 20, o 1º de Maio se converteu em um dia de luta pelos direitos sociais, sindicais e políticos dos trabalhadores. Com o advento do socialismo em diversos países, o Primeiro de Maio se tornou também um dia de luta por causas mais amplas, vinculadas aos movimentos anti-imperialistas e à causa da paz.

O Primeiro de Maio é uma das datas mais importantes da história do movimento operário. A data está ligada às lutas das massas trabalhadoras por melhores condições de vida e trabalho. Com o passar dos anos, o Primeiro de Maio se tornou um dos mais importantes símbolos da luta de classes e da solidariedade internacional dos trabalhadores.  

A origem do Primeiro de Maio está nos trágicos acontecimentos ocorridos em 1886 na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, quando greves e manifestações dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho, foram duramente reprimidas.  Mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de 340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução da jornada. 

Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos. A luta não foi em vão porque a partir dessas greves, a jornada de trabalho foi reduzida.

Contudo, mais de 300 líderes grevistas foram presos e torturados nos interrogatórios. Oito líderes do movimento - o jornalista Auguste Spies, do “'Diário dos Trabalhadores”', e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe - foram detidos e levados a julgamento. Eles entrariam para a história como “Os Oito Mártires de Chicago”.

Em 20 de agosto do ano seguinte, Spies, Fisher, Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou 15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. 

Em 1891, a Internacional Socialista decidiu no congresso na cidade de Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”. A partir desse evento, o Dia Internacional dos Trabalhadores passou a ser o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luta contra a opressão e exploração capitalistas.  

Ao longo do século 20, o 1º de Maio se converteu em um dia de luta classista, pelos direitos sociais, sindicais e políticos dos trabalhadores. Com o advento do socialismo em diversos países, o Primeiro de Maio se tornou também um dia de luta por causas mais amplas, vinculadas aos movimentos anti-imperialistas e à causa da paz mundial. 

Fonte: BRASIL 247

domingo, 2 de maio de 2021

Veja o novo vídeo da INTERSINDICAL - 1º de maio de 2021


Fonte: INTERSINDICAL

Gruda em mim - Portal UFRN

 


Wilson Galvão – AGIR/UFRN

Em tempos de pandemia, com a necessidade de diminuir a circulação de pessoas em vias públicas, atividades e brincadeiras em casa tornaram-se peça-chave em um momento de restrições para crianças. Usualmente, a recreação envolve um entretenimento que usa a colagem como diversão lúdica, contudo há um componente ecológico – negativo – intrínseco. 

A tradicional “cola branca”, utilizada para colar papéis, tecidos, isopor, entre outros materiais, é constituída por acetato de polivinila. Essa substância, por aquecimento ou por degradação química ou bacteriológica, produz ácido acético como subproduto que, no meio ambiente aquático, pode causar mortalidade de espécies e, quando disposto no solo em determinada quantidade, pode acarretar certa contaminação não só do solo, mas também do subsolo, do aquífero subterrâneo e das águas superficiais.

Pensando em remediar essa situação, o cientista Robson Fernandes de Farias acaba de receber o patenteamento de um novo produto, denominado Cola Ecológica. Ele explica que chegou até a nova tecnologia após investigar formulações alternativas para a “cola branca”, empregando-se diferentes volumes da cola tradicional, misturados a diferentes volumes de soluções aquosas em carboximetilcelulose. Obtida por meio da modificação química de celulose, a carboximetilcelulose merece destaque por sua importância econômica como agente espessante e pela grande variedade de aplicações.

A invenção teve seu pedido de patente realizado em 2015 – Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

“A carboximetilcelulose, também mencionada como CMC, é atóxica, sendo tradicionalmente empregada, por exemplo, como espessante na indústria de alimentos em sorvetes, e na formulação de medicamentos, como no caso de colírios”, situou o docente do Instituto de Química da UFRN. Já neste momento, foram produzidas colas com diferentes proporções e porcentagens entre cola tradicional e carboximetilcelulose, com variações entre 10 % e 70% na relação entre uma e outra.

Robson frisa que a adesividade bem como a transparência do novo produto seco são comparáveis às da cola branca tradicional pura. O pesquisador defende que a obtenção de uma formulação alternativa, na qual o percentual de acetato de polivinila seja diminuído na preparação tradicional, com o emprego de substâncias mais adequadas do ponto de vista ambiental, é relevante em razão da cada vez maior necessidade de preservação do meio ambiente.

A invenção recebeu o registro de propriedade industrial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no último dia 30, com a denominação Preparação de “cola ecológica” utilizando-se formulação mista de acetato de polivinila e carboximetilcelulose. As cartas-patente conferem a propriedade intelectual dos inventos de titularidade da UFRN, para uso aplicado pelos interessados, mediante licenciamento. Como retorno, a Universidade recebe royalties, divididos com os inventores. Daniel Pontes, diretor da Agência de Inovação (AGIR), frisa, contudo, que o momento do depósito da patente já permite que a tecnologia esteja disponível para o setor produtivo aproveitá-la a fim de melhorar seus processos e fluxos de trabalho.

Para Robson Fernandes de Farias, a obtenção da carta-patente é um plus na relação universidade e sociedade – Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

A proteção das tecnologias desenvolvidas por inventores da UFRN tem como objetivo resguardar os direitos patrimoniais da instituição frente aos investimentos intelectuais e financeiros despendidos durante o seu desenvolvimento, mas também permitir que os novos produtos e processos sejam licenciados por empresas que possam explorá-los comercialmente, gerando recursos para a instituição na forma de royalties que novamente serão investidos em inovação. Para Robson Fernandes de Farias, a obtenção da carta-patente representa um passo a mais na relação universidade e sociedade, com vistas, nesse caso específico, a uma melhor relação com o meio ambiente.

Além disso, patentear significa conferir à Universidade e ao pesquisador a justa precedência sobre o que foi desenvolvido, com a possibilidade de captação de recursos, via royalties, conforme Resolução 135/2018-CONSEPE da UFRN. Para além do retorno financeiro, Daniel Pontes destaca o retorno do reconhecimento intelectual. “O que é conhecido dentro da propriedade intelectual como direito moral, como sendo os inventores de uma dada tecnologia, reflete-se no reconhecimento perante à sociedade da capacidade de desenvolvimento de tecnologias inovadoras por seus inventores da universidade como um todo”, explica.

Um GPS no combate à infeção

Wilson Galvão – AGIR/UFRN

Pesquisas conjuntas de cientistas das áreas da Física, Medicina e Farmácia resultaram na concessão de mais uma tecnologia patenteada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O invento é um sistema de micropartículas magnéticas capaz de transportar antibióticos de modo a otimizar o tratamento de infecções por Helicobacter pylori (H. pylori) no trato gastrointestinal e fazer com que eles atuem de maneira concentrada no local da doença. A bactéria H. pylori causa infecção responsável pelo surgimento de muitas úlceras pépticas, alguns tipos de gastrite e de câncer do estômago.

O cientista Artur da Silva Carriço pontua que o sistema magnético é constituído de micropartículas polimerizadas contendo quantidades controláveis de antibióticos e nanopartículas magnéticas de magnetita. Segundo ele, além de concentrar todo o fármaco administrado no local da infecção, reduzindo a quantidade de fármaco administrada para atingir a concentração inibitória mínima da bactéria, a vetorização magnética também reduz os efeitos colaterais porque o fármaco fica impedido de atingir outras partes do corpo.

Visão esquemática da vetorização magnética, quando a trajetória da MPF é desviada para o local de uma infecção localizada próxima do esfíncter pilórico no estômago

“Produzimos Micropartículas Polimerizadas contendo Fármacos (MPF) com um núcleo contendo antibióticos e partículas de magnetita e uma camada externa de proteção composta por polímero gastro-resistente, sensível ao pH (potencial hidrogeniônico), que é estável em pH ácido. O processo de síntese das micropartículas permite, entre outras coisas, controlar o conteúdo de antibiótico das micropartículas, bem como a susceptibilidade magnética. Importante ressaltar que as micropartículas podem ser usadas para preparar comprimidos ou cápsulas com características especiais”, explica o docente.

O sucesso da “entrega localizada” de praticamente todo o fármaco administrado no local é alcançado com o uso de um ímã externo localizado no abdômen em uma posição determinada pelo local da infecção, de modo que seja mínima a distância entre o ímã externo e o local da infecção. O ímã é utilizado a fim de direcionar as MPF para o local da infecção. Além disso, promover a permanência das micropartículas no local de interesse, após a administração por via oral do antibiótico. Ao atingir o local da infecção no tecido epitelial do estômago, com pH neutro, a proteção polimérica desfaz-se e os antibióticos são liberados.

É como se a MPF fosse uma cápsula que estivesse dotada de um GPS com coordenadas estabelecidas para partida e chegada e, sob controle da técnica da vetorização, com sua biodistribuição impedida, e destino certo. A cápsula é controlada para atingir o local da infecção. 

No mesmo documento, o grupo coloca que, por meio da difratometria de raios-X, técnica para detecção de radiação espelhada pela matéria, ficou comprovada a composição da MPF e a eficácia do método de preparação das micropartículas polimerizadas com fármacos.

Um dos autores da carta-patente, o professor Artur Carriço é líder do Grupo de Magnetismo e Materiais Magnéticos da UFRN – Foto: AGIR/UFRN

O registro da propriedade intelectual tem também como autores Aldo da Cunha de Medeiros, Erica Lira da Silva, Eryvaldo Sócrates Tabosa do Egito, Juliana Fernandes de Carvalho e Thales Renam Ferreira Pontes, em uma participação conjunta dos programas de pós-graduação de Ciências farmacêuticas e de Ciências da Saúde, e foi expedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) sob a denominação Sistema magnético para vetorização de antibióticos para tratamento de infecções por Helicobacter Pylori.

Carriço salienta que o esforço de pesquisa na vetorização magnética de fármacos teve início há vinte anos e, desde sua criação, esteve sempre voltado para a vetorização de antineoplásicos para a eliminação de tumores malignos. “Nosso grupo é pioneiro em propor uso da vetorização magnética de antibióticos”, realça o pesquisador.

Números da UFRN

O portfólio de ofertas tecnológicas da UFRN está disponível para acesso em www.agir.ufrn.br

Chegando agora às 31 cartas-patente concedidas, a UFRN é a universidade líder no Norte-Nordeste nesse quesito, à frente de instituições com Índice Geral de Cursos similar ao seu, como a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na UFRN, a Agência de Inovação (AGIR) é a unidade responsável pela proteção e gestão dos ativos de propriedade intelectual, como patentes e programas de computador. Em tempos de pandemia, as orientações e explicações a respeito dos aspectos para patentear uma determinada invenção são dadas através do e-mail patente@agir.ufrn.br ou via aplicativos de mensagens, pelo telefone 99167 6589.

Para o diretor da AGIR, Daniel de Lima Pontes, o número alcançado, expressivo por si só, requer uma explicação adicional. “A concessão da carta-patente tem importância que reside em algumas características peculiares. Primeiro, diferentemente do pedido de patente, a concessão atesta, segundo análise do INPI, que a tecnologia atendeu aos requisitos de patenteabilidade, tais quais a novidade, capacidade inventiva, aplicação industrial e suficiência descritiva. Segundo, reconhece a propriedade de uma invenção, que se traduz em uma tecnologia única, passível de abranger melhorias na vida de muitas pessoas. Por fim, só o pedido de patente, não é inovação. A inovação é quando a tecnologia chega até o mercado e beneficia a sociedade. A UFRN está atuando justamente no sentido de ultrapassar os nossos muros para celebrar a transferência de tecnologia com as empresas, gerando assim benefícios socioeconômicos para a nossa região”, destacou.

Daniel Pontes pontuou também que o processo de patenteamento protege o material intelectual produzido nas instituições de ensino pelo seu corpo docente e discente, eleva as pesquisas acadêmicas a um outro patamar – o da inovação tecnológica –, além de aproximar a academia do setor industrial e empresarial. Entre suas atribuições, a Agência de Inovação é responsável pela gestão da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e ambientes promotores de inovação na UFRN, acompanhando e estimulando, por exemplo, as atividades das incubadoras da Universidade, bem como as atividades dos parques e polos tecnológicos.

Fonte: https://ufrn.br/imprensa/reportagens-e-saberes/46675/um-gps-no-combate-a-infecao

Docentes da UFRN elegem nova diretoria do ADURN-Sindicato para a Gestão 2021-2024

Com 95,7% do total de votos, a chapa 1 (+Juntos pela UFRN) se consolidou como vencedora da eleição para a diretoria do ADURN-Sindicato, Gestão 2021-2024. Em branco, foram registrados 2,2% dos votos, enquanto outros 1,9% foram de votos nulos. O resultado foi anunciado em reunião da Comissão Eleitoral, realizada às 11h desta quinta-feira, 29 de abril de 2021.

A votação aconteceu de forma online nos dias 27 e 28 desse mês e, de acordo com a presidenta da Comissão Eleitoral, Angela Ferreira, todo o processo se deu de forma muito tranquila, sem intercorrências. "O resultado atende ao que o estatuto estabelece”, avalia a presidenta da Comissão.

Para o atual presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, que está encerrando sua segunda gestão, a participação dos professores e professoras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte no pleito demonstra “respaldo e legitimação do trabalho que vem sendo realizado pela Entidade nos últimos anos".

Já o presidente eleito do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, destaca que um dos principais desafios para a Gestão 2021-2024 será o enfrentamento à agenda de desmonte dos serviços públicos que está sendo implementada pelo Governo Bolsonaro. "Hoje a gente precisa pensar desde a questão orçamentária, pois a Lei Orçamentária aprovada no último dia 22 trouxe novamente cortes tanto na Saúde, quanto na Ciência e Tecnologia, e Educação, até as questões das perdas salariais e da própria carreira docente, que está ameaçada pela Reforma Administrativa", disse.  

A solenidade de posse da chapa eleita será realizada no dia 17 de junho, em formato a ser definido pela atual diretoria e de acordo com a situação da pandemia.

Fonte: Ascom ADURN-Sindicato

Andifes e INEP tratam sobre pautas de interesse da educação superior pública

 

A diretoria da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) esteve reunida remotamente com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), Danilo Dupas Ribeiro, para tratar de assuntos de interesse da educação superior pública brasileira, na manhã dessa sexta-feira (30).

Segundo o presidente da Andifes, reitor Edward Madureira (UFG), a reunião foi bastante positiva para, além dos encaminhamentos propostos, estabelecer um primeiro contato com a nova gestão do INEP, com vistas a aprimorar os instrumentos e tratar de demandas cotidianas das universidades federais no que diz respeito à avaliação.

“Externamos nossa preocupação sobre o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que não foi realizado no ano passado e havia uma previsão de realização nesse ano de, pelo menos, dois conjuntos de cursos. Ao que tudo indica, será realizado exame somente do conjunto de cursos que era para ter sido avaliado no ano passado e, no ano que vem, teremos os dois outros grupos de curso sendo avaliados”, detalhou.

Ainda de acordo com o reitor, a data para realização do Enem em relação aos calendários acadêmicos e a necessidade de aprimoramento dos indicadores da qualidade da educação superior também estiveram na pauta. “As universidades federais são um parâmetro desses indicadores e, como os calendários estão alterados em função da pandemia, poderia haver um prejuízo na avaliação”, salientou.

A coordenadora do Colégio de Pró-reitores de Graduação das IFES (COGRAD), professora Maria do Socorro Lima (UFRPE) aproveitou para convidar o diretor de avaliação da Educação Superior, Luís Filipe de Miranda Grochocki, e a diretora de Estudos Educacionais, Michele Cristina Silva Melo, que também estavam na reunião, para participarem da próxima reunião do Cograd, com o objetivo de aprofundarem na pauta apresentada hoje ao INEP.

Participaram ainda da reunião a vice-presidente da Andifes, reitora Joana Angélica Guimarães (UFSB) e o secretário executivo, Gustavo Balduino.


Fonte: https://www.andifes.org.br