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domingo, 24 de outubro de 2021

Arquivamento do relatório final CPI da Covid sequer demandará justificativa

 

Por Homero Gottardello, jornalista e advogado.

O Brasil nunca foi, não é e, definitivamente, jamais será um país para amadores, para aprendizes ou leigos. É por esta e não outra razão que o racha no “alto comando” da CPI da Covid deve ser observado, quando no muito, com desassombro. Até porque, basta ter dois neurônios e o mínimo de conhecimento histórico para inferir que, por trás dos discursos acalorados e da forma detalhista com que o inquérito parlamentar desemaranha o novelo da corrupção, durante o nosso mais trágico capítulo republicano, há um enorme interesse eleitoral. E o que, agora, cria uma fissura entre o relator, Renan Calheiros (MDB/AL), e o grupo mais influente da comissão não é, exatamente, uma questão jurídica, mas o oportunismo. 


Denominado pelo colunismo como “G7 Ampliado”, o time que reúne senadores, suplentes e “corneteiros” condenou o vazamento de trechos do relatório, antes que o texto final fosse acertado entre eles e Calheiros. Como se sabe, “não existe almoço grátis” e, neste caso, a briga não é para saber quem vai pagar mais ou menos da fatura, mas quem terá direito a comer mais do que os outros. Em outras palavras, quem irá capitalizar politicamente a investigação, alavancando suas pretensões pelas mãos dos meios de comunicação e, principalmente, pela mídia hegemônica, há exatamente um ano das eleições de 2022. 


Fato é que o “subjornalismo” brasileiro é repleto de Pollyanas. Para quem não conhece ou não se lembra, Pollyana é uma personagem da literatura infanto-juvenil, uma menina de 11 anos que ensina o “jogo do contente”, que nada mais é do o exercício retórico de enxergar algo positivo em tudo, desde as experiências mais detestáveis aos episódios mais traumáticos da vida. A falta de conhecimento jurídico por parte dos jornalistas, de uma base constitucional, faz com que o noticiário político se equilibre sobre cascas de banana, gerando uma expectativa nos leitores que, habitualmente, é convertida em grande decepção. E isso, num estalar de dedos. 


É que essa insciência, esse desconhecimento, essa incompreensão do ordenamento legal, da estrutura de poder, faz com que a imprensa tenha a mesma visão de mundo de Pollyana, esperando que a bem-aventurança, a justiça social, a reforma agrária ou a distribuição de renda venham, milagrosamente, do arbítrio de um presidente da Câmara dos Deputados ou do Senado. É uma visão imatura, um sonho meninil. E Renan Calheiros, o chamado “G7 Ampliado” e até mesmo os ascensoristas dos elevadores do Congresso sabem muito bem como manipular esse “subjornalismo”, extraindo da sua criancice o palanque de que precisam, de tempos em tempos, para se reelegerem. 

 

A análise acriançada da grande mídia e até mesmo de nós, que ocupamos uma posição de resistência nos meios de comunicação, não consegue enxergar as entrelinhas dos regulamentos internos, as portarias e os códigos que garantem ao Congresso um poder imperial, para não dizer absoluto. É por isso que, até agora, enquanto se comemora os desanques e desmascaramentos da CPI da Covid, ninguém escreveu uma linha, não disse uma palavra sequer do destino que o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito terá, assim que chegar às mãos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL): a gaveta. 


Quando isso ocorrer – e é bom o leitor anotar aí, para me cobrar, posteriormente – todos ficarão com a cara de tacho de sempre, se perguntando porque, depois de tantas audiências, de tantas sessões, quebras de sigilo, buscas e apreensões, o relatório não deu em nada. Os brasileiros experimentarão, pela enésima vez, aquele abalo da impunidade, aquele espanto com a falta de punição para quem cometeu tantos e claríssimos crimes. Na semana que vem, conheceremos um parecer com mais de mil páginas tratando, de forma clara e irretorquível, da responsabilidade do presidente da República por omissão, corrupção e/ou prevaricação nas mortes de quase 650 mil pessoas. Tudo explicadinho, tintim por tintim. E para quê?!? 


O caminho até a gaveta 


Este relatório seguirá um caminho: será apresentado para o presidente da Câmara e ao Procurador Geral da República, Augusto Aras. Tanto Aras quanto Lira têm poderes arbitrários, incontestes e, o que é pior, únicos, que dão a ambos a possibilidade de, simplesmente, não receberem o relatório. Note que, em Direito, receber não significa apenas ganhar e aceitar uma coisa, mas conhecê-la, admiti-la, autorizá-la e, o mais importante, denunciar criminalmente aqueles apontados no inquérito. 


Antes de prosseguir no caminho, é preciso pontuar um “detalhe”, que foi propositalmente esquecido, lá atrás, no início dos trabalhos da CPI da Covid. Falo de uma mudança legislativa que poderia ter destituído, mesmo que parcialmente, tanto o presidente da Câmara, como o Procurador Geral, deste absolutismo à brasileira. Não seria nada tão difícil quanto pode parecer, afinal, se uma “Lei nº X” tivesse sido proposta, ela já estaria “valendo” e a coisa funcionaria assim: Aras, por exemplo, não seria compelido a aceitar o relatório da CPI da Covid, mas poderia ao menos ser obrigado a, em um prazo de dez ou 15 dias, arquivá-lo fundamentadamente. Ou seja, o Procurador da República teria, a partir desta alteração legal, que explicar a razão de não estar conhecendo do relatório. 


Para o leigo, parece que isso não mudaria tanto as coisas, já que a gaveta continuaria como destino final do relatório. Mas mudaria, sim. Mudaria tudo, já que, nesta circunstância, o relatório declinado pelo Procurador da República seguiria por remessa a um grupo de subprocuradores que poderiam atestar – ou não – a existência do(s) crime(s) apontado(s). A explicação está neste “detalhe” que escapa aos olhos do sensacionalismo, do partidarismo, da precariedade humana e de objeto do “subjornalismo”: hoje, a decisão de conhecer ou determinar o arquivamento do relatório da CPI, sepultando qualquer possibilidade de impeachment, cabe, única e exclusivamente, ao presidente da Câmara dos Deputados que, optando pelo engavetamento, não se obriga nem sequer a fundamentar sua decisão. 


Ora, a CPI da Covid se estendeu por meses, consumiu muito do dinheiro público, criou um verdadeiro circo midiático, despertou paixões nos brasileiros e, de repente, seu relatório chega nas mãos do Procurador da República e é, imperialmente, desprezado. A mesmíssima lógica da fundamentação ainda poderia se aplicar ao presidente da Câmara dos Deputados, evitando que a Comissão Parlamentar de Inquérito, que tanto representa a vontade política da população, se transforme em um nada jurídico. Mas esta simples alteração legislativa teria que ter sido proposta, votada e aprovada, repito, lá atrás. Todos os parlamentares que comandaram a CPI tinham e têm plena ciência disso, desde o início dos trabalhos, mas não moveram uma palha no sentido de fazer valer seu relatório final, por conveniência, por desídia. 


O leitor deve estar pensando que cometo, aqui, um gravíssimo erro, que as “coisas mudaram”, que existem ouvidoria e corregedorias prontas para salvar a Nação de um absurdo como este, prontas para quebrarem o establishment. Enfim, pode pensar que sou um burro, um idiota falando do que não entendo. Bom, eu gostaria de estar errado e o leitor, certo, mas o primeiro sinal de que não sairemos do vácuo e que, a partir de agora, veremos disputas internas pela paternidade do relatório final e pelos louros eleitorais de sua autoria, já está dado… 


Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres 

sábado, 23 de outubro de 2021

NEGROS NÃO SÃO DESCENDENTES DE ESCRAVOS

“... NEGROS NÃO SÃO DESCENDENTES DE ESCRAVOS, COMO DIZEM OS LIVROS ESCOLARES.

SÃO DESCENDENTES DE CIVILIZAÇÕES AFRICANAS, DE REINADOS FORTES E PODEROSOS. SÃO DESCENDENTES DE REIS, RAINHAS, PRÍNCIPES E PRINCESAS. SÃO PARENTES DE HOMENS E MULHERES QUE DESENVOLVERAM A ESCRITA, A ASTROLOGIA, AS CIÊNCIAS E AS PIRÂMIDES.

SÃO FRUTO DE UM POVO QUE DESENVOLVEU AS TÉCNICAS AGRÍCOLAS E QUE DOMINA A MEDICINA ALTERNATIVA. SÃO FRUTO DE UM POVO QUE CONHECE AS FOLHAS E COMO DESPERTAR O PODER DELAS”.

Ricardo de Andrade - (Arqueologia e História da Religiões)

Você conhece a curiosa e trágica morte do escritor Euclides da Cunha?

 

A morte do escritor Euclides da Cunha, autor do clássico Os Sertões, que retrata a história da Guerra de Canudos, ficou conhecida como a "Tragédia da Piedade".

A esposa de Euclides, conhecida como Anna de Assis, tornou-se amante de um jovem cadete 17 anos mais novo do que ela, Dilermando de Assis. Ainda casada com Euclides, teve dois filhos de Dilermando. Um deles morreu ainda bebê. O outro filho era chamado por Euclides de "a espiga de milho no meio do cafezal", por ser o único louro da família. Aparentemente, Euclides criou como seu esse menino.

A traição de Anna desencadeou uma tragédia em 1909, quando Euclides entrou armado na casa de Dilermando dizendo-se disposto a matar ou morrer. Dilermando reagiu e matou Euclides, mas foi absolvido pela justiça militar. Até hoje discute-se o episódio. Dilermando mais tarde casou-se com Anna. O casamento durou 15 anos.

Veja nossas dicas de livro da semana:

O corpo de Euclides foi velado na ABL. O médico e escritor Afrânio Peixoto, que assinou o atestado de óbito, mais tarde ocuparia sua cadeira na Academia. 
Ver menos.

Fonte: - 
NotaTerapia

Você sabe quem foi o soldado mais alto da Segunda Guerra Mundial?

Você sabe quem foi o soldado mais alto da Segunda Guerra Mundial? 

Este é Jakob Nacken, de 2,21 metros de altura, o soldado alemão mais alto da Segunda Guerra Mundial. Na fotografia, ele foi flagrado conversando com o cabo britânico Bob Roberts depois de se render a ele perto de Calais, na França, 1944

Incrível, não?

Quer dicas de livros? Entra aqui ó:

Você conhece o genocídio que matou mais de 10 milhões de africanos? " UM ABSURDO! CONFIRA A MATÉRIA!'' - EDUARDO VASCONCELOS - BLOGUEIRO

Você conhece o genocídio que matou mais de 10 milhões de africanos? 

O nome do rei era Leopoldo II e ele comandou a região no final do século XIX e escravizou nativos para exploração de recursos naturais.

O genocídio comandado pelo rei belga Leopoldo II, no território que hoje pertence à República Democrática do Congo, é uma das maiores barbáries da história contemporânea. Entre 1885 e 1924, estima-se que ao menos dez milhões de congoleses foram mortos em nome da exploração de recursos naturais, como marfim e látex, usado para produção de borracha.

Na época, as terras, quase todas compulsoriamente expropriadas de famílias africanas, foram organizadas em sistema tripartite, formado por terras de domínio exclusivo da pessoa do soberano, terras da coroa (pertencentes ao Estado belga) e terras pertencentes a companhias privadas de exploração econômica. A fim de garantir a ordem na colonização, Leopoldo ordenou a criação de Força Pública, formada por quase 18 mil homens. O uso indiscriminado da força por essa milícia pode ser inferido de suas práticas de recrutamento compulsório e de violência contra a população camponesa.

Na virada do século 20, os africanos eram usados como escravos a serviço dos belgas. Castigos físicos e mutilações de pés e mãos eram usados para punir os trabalhadores que não alcançavam a meta de produção estipulada pelo rei.

Em 1958, ou seja, já na metade do século XX, a Bélgica foi cenário de um acontecimento inimaginável: um zoológico humano foi montado em Bruxelas, onde uma família inteira do Congo foi posta em uma jaula para a exposição e diversão dos belgas.

Hoje, a Bélgica é a 15ª no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial e tem o 22º maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta, equivalente a 0,896. O IDH da República Democrática do Congo é estimado em 0,435, o 13º mais baixo do mundo.

E não há reparação histórica a ser feita?

Quer uma dica de livro? Entra aqui ó:
Fonte: FACEBOOK ( NOTA TERAPIA).

UMA HISTÓRIA DE AMOR, Quinta das Lágrimas a Alcobaça… - Por: LILIANA BORGES

 UMA HISTÓRIA DE AMOR, Quinta das Lágrimas a Alcobaça…

Uma história de amor proibido ocorrido no século XIV com D. Pedro I e Inês de Castro, memórias que resistiram ao longo do tempo…
 
D. Pedro I foi um monarca português da primeira dinastia (1143-1383), o qual governou em 1357 a 1367 era filho do Rei D. Afonso IV e D. Beatriz de Castela, foi nominado como “O Justiceiro”, também, lembrado como “Pedro I um doido com intervalos lúcidos de justiça e economia”.
 
Entretanto, o povo o adorava e em noites de insônia o rei dançava pelas ruas com seus súditos, pois promovia festas, dava-lhes comida, controlava as pestes, geria paz, além de ser justiceiro. Na ocasião de sua morte era comumente a expressão popular: “10 anos como estes nunca houve em Portugal”. 
 
Os casamentos dos membros da monarquia eram na maioria acordos políticos e entre muitos os noivos nem se quer eram consultados ocasionando várias uniões desastrosas. Sua primeira noiva D. Branca foi tomada por enfermidade, o infante a rejeitou terminando o compromisso, logo seu pai tratou de escolher outra pretendente D. Constança Manoel, descendente dos reis de Castela, Leão e Aragão, este o matrimônio foi realizado.
 
O infante não teve conhecimento prévio, gerando insatisfação que provocou seu distanciamento da esposa, preferiu ocupações como caças nas terras de Touguia e vários outros excessos até chamar sua atenção a dama de companhia da esposa, D. Inês de Castro. Contam que era linda e “loura como o sol”, apelidada como “colo de garça”.
Daí iniciaram um grande romance. Na altura da morte de sua esposa em decorrência do parto do seu terceiro filho D. Pedro trouxe sua amada para Portugal, pois seu pai a forçou sair do país em decorrência dos sucessivos escândalos, embora que mantinham contato por intermédio de amigos.
 
Os amantes foram viver nas terras de Lourinhã que passaram bons tempos mesmo com desaprovações de muitos, inclusive Inês era sinônimo de maus presságios e com surgimento de pestes a atribuíam a culpa. Durante o romance residiram em várias localidades, porém continuavam a não ser bem vistos.
 
D. Afonso IV instigado pelos seus conselheiros que temiam os ambiciosos irmãos da bela Inês e além de que se preocupavam com a vida do filho legítimo com Constança, D. Fernando, tramam sua morte no início de janeiro de 1355 convencendo o rei. Este partiu para Coimbra com seus seguidores armados, executaram o plano e depois enterram seu corpo na Igreja de Santa Clara.
 
A tragédia ocorreu na Quinta das Lágrimas e dizem que aconteceu junto à “Fonte das Lágrimas”, a qual foi batizada por Camões por ter nascido das lágrimas de Inês no momento de sua morte e seu sangue teria ficado preso às rochas do leito e ainda vermelho depois de 650 anos. “As Lágrimas são a água e o nome amores”, como escreveu nos “Lusíadas”.
 
 A Quinta das Lágrimas está situada em Coimbra com seus belos jardins, lendas e histórias. Lugar que acreditam que seria local de encontros românticos de Pedro e Inês, uma das fontes é nominada como “Fonte dos Amores”, onde provavelmente namoravam e tentavam manter seu segredo.
 
D. Pedro indignado com a notícia do falecimento de seu amor levantou um exército contra seu pai e seus fiéis, porém sua mãe a Rainha D. Beatriz com apoio do Prior Crato interveio e conduziu a assinar a paz. O infante voltou a Touguia para viver de suas recordações até subir ao trono com a morte de D. Afonso IV.
 
Uma de suas primeiras providências foi vingar os responsáveis pela tragédia, o qual mandou tirar o coração pelo peito de Pero Coelho e pelo omoplata de Álvaro Gonçalves, contam que ainda não satisfeito pediu que trouxessem cebola e vinagre e em seguida temperou os corações e cortou com os dentes. Todavia Lopes Pacheco conseguiu fugir a tempo para Aragão e depois à França.
 
 Mais adiante D Pedro I determinou a construção de um belíssimo túmulo para sua adorada em Alcobaça e fez a trasladação de seu corpo e, ainda, segundo a tradição, colocou o cadáver de Inês em um trono, encaixou a coroa real no seu crânio e obrigou os nobres a beijar a mão da rainha morta. Ademais construiu seu túmulo na frente do dela acreditando que iriam permanecer juntos por toda eternidade.
 
Seu reinado foi marcado por momentos de loucura que inúmeras vezes com doses de crueldade, embora foi adorado pelo povo que os alimentava e costumeiramente se divertia entre eles. Desenvolveu a economia, era fiel a princípios de neutralidade, pois não apreciava a guerra celebrando tratados de paz e amizade.
Não existe força maior que o amor…

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Caetano Veloso ataca Bolsonaro e a extrema direita em seu novo álbum

Em seu novo álbum, Caetano expõe uma leitura diferente da ascensão da extrema direita em vários países. "O que eu vejo nisso, também, é uma demonstração de uma certa fragilidade do conservadorismo"

247 - Caetano Veloso lança nesta sexta-feira seu novo álbum. As 12 faixas de "Meu Coco" articulam profecia, nomes —muitos nomes—, amores carnais e leituras do mundo e da cultura brasileira. Sua linha profética surge em "Meu Coco" e "Enzo Gabriel", enquanto a canção-ensaio "Anjos Tronchos" reflete sobre a ascensão macabra de "palhaços líderes" e ilumina as utopias dentro da distopia digital. Com cara de hit, "Não Vou Deixar" enfrenta o desmonte de seu projeto Brasil nos anos Bolsonaro. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo. 

O fraseado de briga amorosa de "Não Vou Deixar" tem um sentido político explícito ao alvejar os retrocessos do governo Jair Bolsonaro. "Não vou deixar, não vou, não vou deixar você esculachar/ com a nossa história/ é muito amor, é muita luta, é muito gozo, é muita dor/ e muita glória."

Ao comentar a canção, Caetano expõe uma leitura diferente da ascensão da extrema direita em vários países. "O que eu vejo nisso, também, é uma demonstração de uma certa fragilidade do conservadorismo. Porque eles eram a maioria silenciosa. Não podem mais ser silenciosos, não querem mais e não podem mais. É perigoso, muita turbulência tem acontecido e acontecerá, mas uma vitória de uma atitude conservadora no mundo que seja estável não é possível".

Fonte: BRASIL 247