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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Oxum – Dia 8 de dezembro - " VOCÊ SABIA?" - Eduardo Vasconcelos - CPC-RN

Mãe da água doce, Rainha das cachoeiras, deusa da candura e da meiguice, dona do ouro. Oxum é a Rainha de Ijexá. Orixá da prosperidade, da riqueza, ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe.

Oxum exerce uma ampla influência no comportamento dos seres humanos, regendo principalmente o lado teimoso e manhoso, além daquele espírito  maquiavélico que existe em todos nos.

Dizem que “ a vingança é um prato que deve ser servido frio” e a articulação da vingança e seus pormenores tem a influência  desta força da Natureza. No bom sentido, Oxum é o “veneno” das palavras, é o comportamento piegas das pessoas, é a forma “metida”, esnobe, apresentada, principalmente pelo sexo feminino. Oxum é o cochicho, o segredinho, a fofoca. Geralmente está presente quando um grupo de mulheres se reúne. É o seu habitat, pois está encantada nas conversas, nos risinhos, nos comentários, nas intriguinhas.

Oxum rege o charme, o it, a pose. Tudo que está ligado à sensualidade, à sutileza, ao dengo, tem a regência de Oxum. Esta força é que desenvolve tais sentimentos e comportamentos nos indivíduos, sendo o sexo feminino o mais influenciado.

Oxum também é o flerte, o namoro, a paquera, o carinho. É o amor, puro, real, maduro, solidificado, sensível. Oxum não chega a ser a paixão. Esta é Iansã . Oxum é o amor, aquele verdadeiro. Ela propicia e alimenta este sentimento nos homens, fazendo-os ser mais calmos e românticos.

Realmente, Oxum é a Deusa do Amor. Sua força está presente  no dia-a-dia, pois que não ama de verdade? Embora o  mundo de hoje esteja tumultuado demais, ainda existe espaço no coração do homens para o amor. Ele ainda existe, e Oxum é quem  gera este sentimentos mágico. Aliais, Oxum está muito intimamente ligada à magia. É sabido pelo povo do  candomblé que o filhos de Oxum são muito chegados ao feitiço. E isso tem explicação: Oxum é a divindade africana mais ligada às Yámi Oxorongá, feiticeiras, bruxas. Com elas aprendeu a arte da magia. Por isso, os filhos de Oxum são tão poderosos nesta arte.

Mas a magia está  presente em quase tudo que fazemos, principalmente no que se refere ao coração, ao sentimento. Oxum é o encanto desses momentos, sua presença se dá nessas horas.

Oxum é os sentimentos doces, equilibrados, maduros, sinceros, honestos. É o sentimento definitivo, aquele que dura a toda a vida. Oxum é a paz no coração, é o saber que “amo e sou amado”.

Mas ele se encanta também na manha, no denguinho feminino, na vontade de ter algo, apenas por ter. Ela é o mimo, a menininha mal acostumada. É a sensualidade do “biquinho” feminino, quando quer uma coisa. É o charme!

Oxum também é a água doce, o olho d’água, onde encanta seu filho Logun-Éde. É a cachoeira, o rio, que também tem a regência de seu filho. É a queda da água da cascata.

Regente do ouro, ela está presente e se encanta em joalherias e outros lugares onde se trabalha com ouro, seu metal predileto e de regência absoluta. É a protetora dos ourives. Oxum é o próprio outro, e está presente em todas as peças e jóias feitas com este metal.

Entretanto, a regência  mais fascinante de Oxum é a fecundação, melhor, o processo de fecundação. Na multiplicação da célula mater – que vai gerar a criança, a nova vida no ventre – Exu entrega a regência  para Oxum, que vai cuidar do embrião, do feto, até o nascimento. É Oxum que vai evitar o aborto, manter a criança viva e sadia na barriga da mãe. É Oxum que vai reger o crescimento desta nova vida que estará, neste período de gestação, numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas. É sem duvida alguma, uma das regências mais fascinantes, pois é o inicio, a formação da vida. E Oxum “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entregará para Yiá Ori (Iemanjá), que dará destino àquela criança.

Como disse antes, Oxum é uma força da Natureza muito presente em nossas vidas, já que todos nós fomos gerados no útero materno; todos nós convivemos, ainda na barriga da mãe, com Oxum e, num breve sentimento de carinho e amor, estaremos desenvolvendo esta força dentro de nós. Oxum é o amor e a capacidade de sentir amor. E se amamos algo ou alguém é porque ela está viva dentro de nós.

Mitologia

Filha de Oxalá, Oxum sempre foi uma moça  muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender de tudo. Como sempre fora mimosa e manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo do pai, o deus da brancura. Sempre que Oxalá queria saber de algo, consultava Ifá. O Senhor da adivinhação, para que ele visse o destino  a ser seguido. Ifá, por sua vez, sempre dizia à Oxalá:

– Pergunte a Exu, pois ele tem o poder de ver os búzios!

E este acontecimento se repetia a cada vez que Oxalá precisava saber de algo. Isto intrigou Oxum, que pediu ao pai para aprender a ver o destino. E Oxalá disse à filha:

– Oxum, tal poder pertence a Ifá, que proporcionou a Exu o conhecimento de ler e interpretar os búzios. Isto não pode lhe dar!

Curiosa Oxum procurou, então, uma saída. Sabia que o segredo dos búzios estava com Exu e procurou-o para lhe ensinasse.

– Ensina-me, Exu! Eu também quero saber como se vê o destino.

Ao que Exu respondeu:

Não, não! O segredo é meu, e me foi dado por Ifá. Isso eu não ensino!

Exu estava intransigente. Oxum sabia disso e sabia que não conseguiria não conseguiria nada com ele. Partiu, então, para a floresta, onde viviam as feiticeiras Yámi  Oxorongá. Cuidadosa, foi se aproximando pouco a pouco do âmago da floresta. Afinal, sua curiosidade e a decisão de desbancar Exu eram mais fortes que o medo que sentia.

Em dado momento deparou-se com as Yámi, empoleiradas nas árvores. Entre risos e gritos alucinantes, perguntaram À jovem Oxum:

– O que você quer aqui mocinha?

– Gostaria de aprender a magia! Disse Oxum, em tom amedrontado.

– E por que quer aprender a magia?

– Quero enganar Exu e descobrir o segredo dos búzios!

As Yámi, há muito querendo “pegar Exu pelo pé”, resolveram investir na jovem Oxum, ensinando-lhe todo o tipo de magia, mas advertiram que, sempre que Oxum usasse o feitiço, teria que fazer-lhes uma oferenda. Oxum concordou e partiu.

Em seu reino, Oxalá já se preocupava com a demora da filha que, ao chegar, foi diretamente ao encontro de Exu. Ao encontrar-se com este, Oxum insistiu:

– Ensina-me a ver os búzios, Exu?

– Não e não! Foi sua resposta.

Oxum, então, com a mão cheia de um pó brilhante, mandou que Exu olhasse e adivinhasse o que tinha escondido entre os dedos. Exu chegou perto e fixou o olhar. Oxum, num movimento rápido, abriu a mão e soprou o pó no rosto de Exu, deixando-o temporariamente cego.

– Ai! Ai! Não enxergo nada, onde estão meus búzios? Gritava Exu.

Oxum, fingindo preocupação e interesse em ajudar, perguntou a Exu:

– Eu os procuro, quantos búzios, formam o jogo?

– Ai! Ai! São 16 búzios. Procure-os para mim, procure-os!

– Tem certeza de que são 16, Exu? E por que seriam 16?

– Ora, ora, porque 16 são os Odus e cada um deles fala 16 vezes, num total de 256.

– Ah! Sei. Olha, Exu, achei um, ele é grande!

– É Okanran! Ai! Ai!  Não enxergo nada!

– Olha, achei outro, é menorzinho.

– É Eji-okô, me dê, me dê!

– Ih! Exu,. Achei um compridinho!

– E Etá-Ogundá, passa para cá….

E assim foi , até chegar ao ultimo Odu, Inteligente, oxum guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino. Atrás de si, deixou Exu com os olhos ardidos e desconfiados de que fora enganado.

– Hum! Acho que essa garota me passou para trás!

No reino de Oxalá, Oxum disse ao seu pai que procurara as Yámi, que com elas aprendera a arte da magia e que tomara  de Exu o segredo do Jogo de Búzios. Ifá, o Senhor da adivinhação, admirado pela coragem e inteligência de Oxum, resolveu dar-lhe, então, o poder do jogo e advertiu que ela iria regê-lo juntamente com Exu.

Oxalá quis saber ao certo o porquê de tudo aquilo e pediu explicações à filha. Meiga, Oxum respondeu ao pai:

– Fiz  tudo isso por amor ao Senhor, meu pai. Apenas por amor!

“Ora Yê Yê, amor…. Ora Yê Yê, Oxum…

Dados

Dia: Sábado;

Data: 8 de dezembro;

Metal: latão e ouro, o bronze e o cobre;

Cor: amarelo;

Partes do corpo: todo o rosto, o baixo ventre, o baço; às vezes o coração; patrona do ventre; a terceira visão e a circulação sanguínea  (os rios);

Comida: omoolocum e banana fritas;

Arquétipos: calmos, carinhosos, desprendidos, vaidosos, volúveis, altruístas, sonhadores, muito elegantes apaixonados, por jóias, perfumes e vestimentas caras; símbolo do charme e beleza, sensuais, porém reservados, evitam chocar a opinião publicar à qual dão grande importância; sob sua aparência calma e sedutora, escondem uma vontade muito forte, um grande desejo de ascensão social.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

VÍDEO – “Já estou de Lula”, diz Caetano no Roda Viva - por Pedro Zambarda de Araujo -


Veja o Caetano
Caetano Veloso. Foto: Reprodução/Twitter

Em entrevista no programa Roda Viva, a jornalista Vera Magalhães perguntou ao cantor Caetano Veloso em quem ele vai votar e apoiar nas eleições de 2022, lembrando que o ícone da MPB já apoiou Ciro Gomes, Marina Silva e até Fernando Henrique Cardoso. O programa foi exibido nesta segunda (20).

O que disse Caetano?

“Já estou de Lula.

As coisas já estão configuradas.

Meu coração está com Lula e está com Ciro. Entende?”.

Vera então pergunta sobre a operação da Polícia Federal contra Ciro Gomes, acusando o ex-ministro de envolvimento em supostos escândalos de corrupção na Copa do Mundo.

“Eu acho suspeita”, completa ele.

Veja o momento da resposta.

A Verdade do Natal


A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à festa.

Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.

Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.

A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol.

Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos.

Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.

A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, o culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.

Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo.

E, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

Solstício cristão

As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito.

Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado.

“Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.

Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.

Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.

Nasce o Papai Noel

Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu.

Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.

Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.

Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data.

Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo. Mas nem todos gostaram da idéia.

Natal fora-da-lei

Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.

Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.

Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.

A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo.

Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.

Tio Patinhas

Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.

Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial.

Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal na televisão, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.

Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam.

Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Tradição da Ceia de Natal no Brasil

Conforme consta na literatura, há centenas de anos, os europeus deixavam a porta de sua casa aberta no dia de Natal para que os peregrinos e viajantes entrassem e, junto com a família e confraternizassem nesse dia.

Aí está o porquê de o Natal ser uma data de confraternização entre amigos e familiares. E o prato mais clássico servido nessa ocasião é o peru.

O consumo dessa ave se originou nos EUA. Lá, o peru é um prato tradicionalmente servido no Dia de Ação de Graças, uma data muito importante para os americanos, e essa tradição veio para o Brasil.

Os índios americanos já criavam perus antes de ocorrer a colonização inglesa.

Durante a colonização, os índios serviram peru para comemorar a primeira grande colheita, e assim surgiu o hábito de consumir peru para celebrar datas importantes.

Outros alimentos tradicionais do Natal são as frutas secas, as nozes, as castanhas e o panetone. Este foi criado na Itália, mas não se sabe exatamente sua origem. Existem várias versões.

Mas, independentemente das lendas em torno da história do panetone, ele está sempre presente nas mesas de Natal de todo brasileiro.

O banquete do natal varia conforme a região do Brasil, do sul ao nordeste, adaptando os pratos tradicionais de suas terras com os alimentos típicos oferecidos na data especial, na qual todos se reunem para comemorar.

O banquete do natal varia conforme a região do Brasil, do sul ao nordeste, adaptando os pratos tradicionais de suas terras com os alimentos típicos oferecidos na data especial, na qual todos se reunem para comemorar o aniversário do menino Jesus.

A ceia de natal brasileira incorporou várias receitas locais como a rabanada e o bolinho de bacalhau, que chegou ao país com a colonização portuguesa

Mas uma ceia tradicional precisa ter também assados como peru, pernil, leitão, lombo, e doces diversos. Também é tradição o vinho e o champanhe, gelados. Cada país preserva costumes variados em relação a Ceia de Natal. Vem dos americanos a tradição do peru. Nozes, castanhas, amêndoas e avelãs são costumes europeus, que também preenchem as mesas brasileiras. A história mostra que na Roma antiga, era costume presentear amigos e parentes com estas frutas secas, como forma de desejar boa sorte.

QUE ESTE ANO SEJA UM NATAL BEM BRASILEIRO…

Feliz Natal!

Natal brasileiro, sem nada estrangeiro,

Calor de dezembro, sem neve, sem frio.

Natal todo nosso, com sinos tocando

As velhas matrizes do nosso Brasil.

Feliz Natal!

Na hora da ceia não sirva peru,

Sirva um bom café, vatapá, caruru.

Família reunida, contente da vida,

Que bom festejar, festejar o Natal a cantar

(“Não há, o gente, oh não…”)

Natal tão bonito, Natal tão azul.

Luar do sertão e o Cruzeiro do Sul

A iluminar o Brasil por inteiro.

Eu quero este ano, ver Papai Noel

de Verde-Amarelo,

chegar alta noite e em cada chinelo

deixar o orgulho de ser brasileiro!

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

domingo, 19 de dezembro de 2021

Qual a origem da praia de Ponta Negra em Natal - RN ? - Henrique Araújo -

 

Qual a origem da praia de Ponta Negra em Natal - RN?

A praia de Ponta Negra é famosa mundialmente, principalmente por ajuda do seu emblemático Morro do Careca, uma duna enorme que recebeu esse nome por um conceito antigo: o da aparência semelhante a uma pessoa careca, ou melhor, pelo menos calva.

Mas como surgiu a praia e seu nome? Uma das primeiras referências históricas a praia de Ponta Negra é a descrição do período da ocupação holandesa, em 1633. Registros de 1877 falam que existia uma casa de oração na povoação da “Ponta Negra”, que era uma escola pública exclusiva para o sexo masculino.

Praia de Ponta Negra (Natal-RN) nos anos 1920. Foto: Luis Grevy. Acervo: Jaeci Emerenciano.

Estima-se que, até o século passado, a Vila de Ponta Negra, centro do bairro, era habitada quase que somente por indivíduos ligados à atividade pesqueira, entre pescadores, ajudantes, suas companheiras e etc. Mas lá também haviam roçados para ajudar na economia doméstica, além do trabalho de renda de almofadas feitas por mulheres artesãs.

Após a Segunda Guerra Mundial, com a forte influência norte-americana na cidade de Natal de apreciar a praia, tomar banhos de mar, e etc, foram iniciadas construções de casas de veraneio. O desenvolvimento da Vila, núcleo do povoamento da área, teve início na década de 40. Nesse período, o Governador José Varela construiu o primeiro chafariz, localizado atrás da igreja e reconstruído, em 1931, pelo Bispo Dom Marcolino Dantas. Mais tarde, outro chafariz foi construído na Rua do Corrupio e aí foi implantada a energia elétrica.

Praia de Ponta Negra (Natal-RN) antigamente. Foto: Jaeci Emerenciano.

Só por volta da década de 90 foi que o turismo começou a se desenvolver no bairro, e alguns anos depois chegaram investimentos estrangeiros, principalmente italianos, portugueses e outros europeus.

Existem duas teorias para a origem do nome “Ponta Negra”. A primeira conta que, na época das grandes navegações, os Portugueses avistaram aquela região da costa com a característica de possuir pontas de pedras negras surgindo da água, por isso, o nome da região virou “ponta” Negra.

A segunda possibilidade diz que em meados do século XIX houve uma eventual proibição da importação de escravos africanos ao Brasil, pela qual surgiram pontos clandestinos de desembarque, e um deles seria naquele ponto do litoral, ficando o nome Ponta “Negra”. E você em qual teoria acredita mais?

E se você gostou não deixe de ver este lindo post com 5 comparações de fotos antigas e recentes de Ponta Negra [pelo mesmo ângulo]

Com informações de Praiamar Hotéis

Fonte: https://curiozzzo.com

Governo do RN reabre as portas do TAM com sessão para operários - " CONFIRA PROGRAMAÇÃO!" - Eduardo Vasconcelos - Presidente do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN


FAPERN/RN

Ação inédita do Governo do RN reabre as portas do TAM com sessão para os operários das obras de reforma

“É com grande satisfação que a gente recebe esse convite da governadora para estar aqui. Isso é uma forma de reconhecimento para nós que trabalhamos”. A fala de Carlos Alexandre expressa a emoção dos operários que atuaram na restauração do Teatro Alberto Maranhão (TAM). Depois de seis anos fechado para reforma, a reabertura do prédio centenário aconteceu nesta sexta-feira (17), com um espetáculo direcionado estritamente aos trabalhadores das obras e seus familiares. Para a grande maioria dos trabalhadores, é a primeira vez que frequentam um teatro.

“Essa pré-estreia tem a marca de um governo realmente de perfil popular. O primeiro espetáculo é dedicado aos operários, aos trabalhadores e trabalhadoras que construíram essa reestruturação”, ressaltou a governadora Fátima Bezerra.

Parafraseando a letra da música “Cidadão”, poeta baiano Lúcio Barbosa, interpretada em sessão especial de reabertura do TAM por Genildo Costa, o Governo do Rio Grande do Norte abre as portas para os trabalhadores que puseram a massa, fizeram cimento e ajudaram a rebocar uma obra de imensa relevância para a cultura e para a história do Estado.

“Nós estamos quebrando paradigmas ao abrir o Templo da Cultura do Estado justamente para os trabalhadores. Algo que começa hoje mas continua, porque todos os espetáculos, todos os eventos que foram de responsabilidade da Fundação José Augusto nós garantimos cotas de ingressos para alunos de escolas públicas”, afirmou o presidente da Fundação José Augusto (FJA), Crispiniano Neto.
A sessão especial contou com os shows de Jessier Quirino e Forró Meirão, além da interpretação por Genildo Costa das canções “No Brasil de Canto a Canto tem suor Nordestino”, do poeta potiguar Antônio Francisco, e “Cidadão”, do poeta baiano Lúcio Barbosa que foi eternizada na voz de Zé Geraldo. Aécio Cândido, recitou “O Operário em construção”, de Vinícius de Morais, e o poeta Antônio Francisco também se apresentou.

A restauração do TAM custou R$ 2,5 milhões viabilizados pelo acordo de empréstimo junto ao Banco Mundial. E, pela primeira vez, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) fiscalizou as obras, para garantir a preservação da história do teatro.
História
O Teatro Alberto Maranhão foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte. Inicialmente chamado de Teatro Carlos Gomes, começou sua construção em 1898, sendo inaugurado pelo Governador Alberto Maranhão em 24 de março de 1904.

Em 1957, então denominado de Teatro da Municipalidade, o prefeito de Natal, Djalma Maranhão mudou seu nome para Teatro Alberto Maranhão.

Em mais de cem anos de existência, o TAM recebeu os maiores nomes da dança, música e dramaturgia, sendo considerado por artistas nacionais como um dos mais belos teatros públicos do Brasil.

Programação

Além da sessão especial para os operários que atuaram nas obras do prédio, antes da abertura oficial para o público, será realizada uma solenidade oficial no sábado (18), a partir das 19h, com a presença de autoridades e convidados.

Com uma programação gratuita até o dia 23, o primeiro evento aberto ao público ocorre domingo (19), às 18h. Os ingressos são gratuitos e precisam ser retirados pelo site Sympla.

 19/12 - Horário: 18h - Concerto Oficial da Orquestra Sinfônica do RN
 20/12 - Horário: 19h - Mostra de curtas-metragens da Lei Aldir Blanc RN
 21/12 - Horário: 19h - Cantata Brincante do Sesc
 22/12 - Horário: 19h - Quarta da Dança
 23/12 - Horário: 19h - Ópera “O Empresário” – Grupo Lyricus

Fonte: http://www.cultura.rn.gov.br

Mariana Félix: Slam é uma ferramenta para a democratização da leitura

Escritora e poeta falou sobre sua trajetória, batalhas de rua de poesia e a importância da produção literária da periferia; veja vídeo na íntegra.

Opera Mundi - No programa SUB40 desta quinta-feira (16/12), o jornalista Breno Altman entrevistou a escritora e poeta formadora do projeto Slam Interescolar Mariana Félix.

Ela contou que quis ser escritora desde pequena, mas via a literatura e, sobretudo, a poesia, como coisas distantes, de linguagens rebuscadas. Em 2014, quando conheceu os slams e os saraus, “ressignifiquei minha relação com a literatura”.

Os slams são batalhas de poesia dos quais qualquer um que possua três poemas autorais de até três minutos cada pode participar gratuitamente. Eles acontecem na rua, “a maioria nas quebradas”. Não é permitido usar nenhum instrumento, objeto, cenário ou fantasia, “é só você, seu corpo e a palavra”.

Os poetas são avaliados por um júri popular, escolhido aleatoriamente entre aqueles que estão assistindo — também de forma gratuita —, recebendo notas de zero a dez e, ao final da batalha, sai um campeão ou campeã. Os prêmios variam, mas em geral são livros, conforme explicou Félix.

Ela falou sobre seu aprendizado com o slam: “Me deu a noção de que sou uma pessoa, noção de luta de classe, de feminismo, me fez me enxergar pela primeira vez como uma pessoa preta. As poesias têm três minutos então têm muito conteúdo. A poesia é uma ferramenta. Quando eu cheguei, havia poucas mulheres, hoje elas tomaram a cena de assalto. Eu não li grandes feministas, mas aprendi sobre feminismo na rua”.

A escritora reforçou que o slam faz com que os participantes entendam de política sem que pareça ser uma conversa sobre política, estimula a cidadania, e argumentou que essa expressão literária, típica da periferia, é importante para a democratização da leitura “e para combater o analfabetismo funcional, porque existe um déficit de compreensão de texto, um déficit em se expressar por escrito com coerência”.

Slam Interescolar

Assim, o slam, além de seus livros — que ela escreve e vende de forma totalmente independente —, é o outro foco da vida profissional de Félix, uma das dez poetas formadoras do projeto Slam Interescolar. 

O projeto consiste em montar batalhas de slam em escolas públicas da periferia. Há um encontro inicial com os alunos para explicar a dinâmica, e um segundo encontro que é o slam em si, assistido por todo colégio.

“A recepção dos estudantes é extraordinária. Os professores e diretores nos dizem que a escola muda quando entra o slam. Os jovens começam a colocar na mesa bullying, racismo, machismo e isso muda o ambiente escolar. Além de que os estudantes se sentem protagonistas das próprias histórias, se sentem valorizados. Quando alguém te ouve em silêncio, você sente que é importante, e isso é muito significativo principalmente no ambiente da periferia”, destacou.

Ela afirmou que o projeto não tem tanto sucesso em escolas particulares. Existiram algumas tentativas, mas os adolescentes acabam sendo censurados ou tolhidos pelos pais, “há um controle sobre o conteúdo que escrevem”. Mas, “tudo bem”, ponderou a escritora, “é uma expressão cultural da periferia de qualquer forma”.

O slam e a esquerda

Félix também refletiu sobre as formas como o slam poderia contribuir para a luta da esquerda, e apontou para o aspecto da comunicação, “em que a esquerda sempre peca”.

“A esquerda, quando se expressa, principalmente quando é uma esquerda intelectual, não se utiliza de ferramentas objetivas, usa termos academicistas que uma população com precariedades não tem condições de entender. Acho que o slam traz essa comunicação mais direta sem deixar de ser lírico. O slam é lindo porque é simples”, reforçou.

Diante de um possível novo governo de esquerda, a escritora ainda discorreu sobre a necessidade de novas políticas culturais. Ela frisou a importância de eleger um governo de esquerda em São Paulo, especificamente, para a implementação formal do slam nas grades extracurriculares das escolas públicas e aumentar a quantidade de editais de financiamento para projetos literários, como o Slam Interescolar — “isso causaria um impacto importante para diminuir o analfabetismo funcional”.

Fonte: BRASIL 247

sábado, 18 de dezembro de 2021

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - UBES - "UMA HISTÓRIA DE LUTA!" - EDUARDO VASCONCELOS - PRESIDENTE DO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN



Rozana Barroso

Presidenta

@rozana.barroso
Campo dos Goytacazes (RJ)

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas é a entidade que congrega e representa todos os estudantes de instituições de ensino fundamental e ensino médio, ensino técnico e ensino pré-vestibular do Brasil. Foi fundada em 25 de julho de 1948 na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Wikipédia

Presidente: Rozana Barroso,atual presidenta!
Fundação: 25 de julho de 1948

Acessem: https://ubes.org.br