Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

domingo, 16 de abril de 2023

Inteligência Artificial recria imagens de astros como crianças

 

O projeto ‘Children of Legends’ homenageia em um perfil no Instagram artistas nacionais e internacionais com imagens recriadas; consegue identificar quem são?

O avanço da inteligência artificial tem possibilitado a recriação de imagens ultrarrealistas. Já divulgamos “selfies ultrarrealistas” de quatro dos mais influentes líderes comunistas na história – Karl Marx, Vladimir Lênin, Josef Stalin e Ernesto “Che” Guevara.

Utilizado como arte ou para fazer homenagens, ao que parece esse tipo de recurso veio para ficar e se contrapõe à utilização para divulgar fake news – como infelizmente o recurso também é empregado.

Diferente dessa utilização para propagar inverdades, o projeto ‘Children of Legend’ homenageia em um perfil no Instagram artistas nacionais e internacionais com suas imagens recriadas como crianças. O principal foco são músicos.

Fizemos uma pequena seleção dos brasileiros na página, mas você pode conferir aqui todos os artistas que aparecem no perfil. Confira:

Elis Regina
Raul Seixas
Emílio Santiago
Gal Costa
Ney Matogrosso
Tom Jobim
Gilberto Gil
Pelé
Elza Soares

E esse quarteto internacional, reconhece?

The Beatles: Paul, George, John e Ringo
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sábado, 15 de abril de 2023

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN - LANÇA CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE EM PROL DA INSTIUIÇÃO - AJUDE-NOS!!! CLIC NA FOTO OU NO LINK AO LADO DIREITO DO BLOG ACIMA!

 

IMAGEM DE DANDARA - ESPOSA DE ZUMBI DOS PALMARES! SIMBOLO DE RESISTÊNCIA E LUTA!

O Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, com foro e sede na cidade do Agreste Potiguar - NOVA CRUZ-RN, diante das constantes dificuldades lança a Campanha de SOLIDARIEDADE AO CPC-RN!

O CPC-RN é uma instituição sem fins lucrativos com sede e foro na cidade de NOVA CRUZ - RN, Reconhecida de Utilidade Pública Municipal e Estadual, rumo a Utilidade Pública Federal, vem por este meio de divulgação LANÇAR a Campanha em prol do CPC-RN, solicitando aos prefeitos, Governo do Estado, Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, entre os admiradores/as do Centro um apoio financeiro  de R$ 50,00 (cinquenta reais), R$ 100,00 (cem reais), R$ 200,00 (duzentos reais), ou outros valores simbólicos. Em seguida enviaremos recibo em PDF com o referidos valores, que podem ser abatidos na Declaração do Imposto de Renda.

DADOS BANCÁRIOS; CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - DADOS DA CONTA:CEF - Agência: 0762 - Op. 003 - Conta Corrente: 1955-9

Obs. CASO NÃO POSSA CONTRIBUIR ENTENDEREMOS !!!

Certo da valiosa colaboração, antecipamos nossos agradecimentos.

A LUTA CONTINUA!!!


EDUARDO HENRIQUE FÉLIX DE VASCONCELOS
Presidente 
Acessem: centropotiguardecultura.blogspot.com
FUNDADO EM 30 DE DEZEMBRO DE 2009 NO SESC DE PONTA NEGRA - NATAL - RN!
Nosso e-mail: centropotiguardecultura@gmail.com

LUTAR É PRECISO!
"JACARÉ PARADO VIRA BOLSA DE MADAME!"

2ª edição do Festival MPB 84 acontecerá em maio, na Arena das Dunas; inscrições terminam na segunda-feira (17)

 

Foto: Divulgação/evento

As inscrições para a segunda edição do Festival MPB 84 terminam na próxima segunda-feira (17). O edital para a inscrição, que é gratuita, está disponível na internet. Para fazer a inscrição o candidato precisa enviar os dados para o e-mail inscricao.festivalmpb84@gmail.com.

Ao todo, 15 músicas serão selecionadas para a grande final e serão apresentadas pelos intérpretes no dia 5 de maio na Arena das Dunas. Os vencedores se apresentam também no dia 6 de maio no encerramento do festival, que terá shows de Alceu Valença, Os Paralamas do Sucesso e Nando Cordel.

As premiações são de R$ 4 mil para o 1º lugar, R$ 2 mil para o 2º lugar e R$ 1 mil para o 3º lugar, além de um prêmio de R$ 3 mil para o vocalista destaque.

Cada participante pode enviar mais de uma música para inscrição, mas, caso seja classificado para a final, só poderá defender uma na apresentação.

O Festival MPB 84 é um Festival de Música Potiguar inspirado nos festivais da canção das décadas de 60/70, para as bandas e intérpretes que tenham composições autorais de estilo livre e variados e visa valorizar a produção musical no estado.

As músicas serão selecionadas através de uma curadoria convidada pela Comissão Organizadora e formada por até três profissionais vinculados à música e à produção musical.

Incentivo 

O projeto tem patrocínio via incentivo fiscal da Lei Djalma Maranhão pela Prefeitura de Natal e Arena das Dunas, e via lei Câmara Cascudo com o Governo do RN.

Fonte: g1 rn

Desigualdades regionais e Reforma Tributária: Brasil precisa de sistema focado na qualidade e oferta de vagas


 Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O desenvolvimento sustentável do Brasil passa pela necessária e urgente redução das desigualdades regionais, especialmente entre o Nordeste e os estados do Sudeste e do Sul. As causas dessas disparidades econômicas entre as regiões têm razões diversas, contudo, a histórica falta de investimento no capital humano – ou seja, na educação pública – e de um sistema tributário justo e voltado à competitividade exigida das economias modernas são, certamente, as mais relevantes.

Num passado recente, dizia-se que a educação seria “efeito” e não a “causa” do desenvolvimento.

Hoje, fala-se justamente o contrário: o baixo investimento em educação e não a insuficiência de investimento produtivo, tese do economista Celso Furtado, explicaria o atraso regional. Mesmo as classes pobres do Sul/Sudeste se beneficiaram mais da educação pública em razão da melhor oferta de escolas nesses estados, ainda no início do século passado. Não seria exagero afirmar que a partir da escola pública o desequilíbrio foi se perpetuando entre o Nordeste e o Sul/Sudeste.

Reduzir desigualdades exige um sistema educativo focado na qualidade e na maior oferta de vagas.

Isso parece óbvio, porém, no Nordeste, além da carência de escolas, ainda persiste a dificuldade de acesso a elas por falta de transporte adequado. É preciso aplicar mais dinheiro por aluno, pois o patamar garantido pelo Funded ainda é menor do que o dos estados do Sudeste e do Sul. A Sudene deve ser transformada num órgão de fomento da qualidade da educação, com atuação direta nos municípios com maior deficiência no ensino. Através de parcerias público-privadas, será possível ampliar a construção de escolas, melhorar a gestão, requalificar professores e expandir as creches, pois é nessa fase da vida que surgem as desigualdades de perspectivas futuras de renda.

De igual modo, o regime tributário contribuiu para aprofundar e consolidar disparidades regionais históricas, ao interferir no padrão de crescimento e na competitividade. Congressistas tentam há tempos modernizar o intricado sistema de arrecadação, mas tornar a tributação mais racional e justa sempre esbarrou na necessidade de uma delicada costura política, face a diversidade de interesses contrariados a cada peça que se busca mover no tabuleiro. Nenhum ente federativo admite perder recursos sem a certeza de compensação. A chamada “guerra fiscal” é reflexo desse desequilíbrio.

Se queremos um arcabouço tributário que estimule o ecossistema de negócios, devemos examinar os efeitos no Nordeste das propostas de reforma em discussão no Congresso. Se aprovadas, tais mudanças podem comprometer o crescimento da região, pois extinguem parte da competência tributária de estados e municípios ao privá-los de criar políticas fiscais próprias, com tratamentos diferentes de produtos essenciais típicos de cada região, ou pela atração de investimentos advindos de competições justas que não devem ser confundidas com o “cada um por si” de uma guerra fiscal.

A visão “simplificadora” dos projetos em análise busca taxar prioritariamente o consumo. Ocorre que o peso médio dos impostos sobre alimentos já chega a 22,5%, enquanto o padrão internacional fica em torno de 6,5% no preço final ao consumidor. Ou seja, pessoas mais pobres serão as mais prejudicadas pela mudança, sobretudo no Nordeste, que concentra o maior número de brasileiros vivendo com rendimento de até meio salário mínimo. Obviamente, devemos defender quem gera emprego e renda, fazendo girar a roda da economia. Mas sem consumo não há lucro nem desenvolvimento perene. Então, também nesse sentido as propostas devem ser mais debatidas.

As disparidades econômicas travam o fortalecimento do mercado interno e prejudicam a capacidade de concorrência no âmbito internacional. Um Brasil mais justo e próspero passa necessariamente pelo crescimento sustentável do Nordeste. Antigos instrumentos de fomento lastreados em incentivos fiscais e no crédito subsidiado ainda são indispensáveis, contudo, uma abordagem com vistas a um futuro promissor para todos requer investimentos na qualificação da educação pública da região e um debate racional sobre os entraves fiscais que distorcem o princípio federativo. Ao permitir a dinamização e diversificação da economia nacional através de novos empreendimentos, mais empregos com remuneração superior e incremento da renda, a superação das desigualdades regionais cumprirá ainda uma importante disposição da Constituição Cidadã de 1988. Qual seja, habilitar milhões de nordestinos a também partilharem do pleno desenvolvimento econômico, social e cultural do País, um direito humano fundamental e inalienável.

Colaboração: Laércio Oliveira | Senador da República (PP/SE), é membro titular da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado

Fonte: Colaboração: Laércio Oliveira | Senador da República (PP/SE), é membro titular da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado.

Com Potiguar Notícias 

Influenza, Covid-19 e Febre Amarela: Dia D de vacinação acontece neste sábado (15), no RN


 Foto: Canindé Soares

Neste sábado (15) a população do Rio Grande do Norte terá a oportunidade de garantir a proteção contra a influenza, covid-19 (imunizante bivalente) e febre amarela. Será o Dia D de Multivacinação, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), em parceria com os municípios.

Para isso, a Sesap reforçou a distribuição dos imunizantes: para influenza foram destinadas 156 mil doses, bivalente, 20.874 mil e febre amarela, 20 mil doses. A meta de cobertura vacinal da influenza e bivalente é de 90% do público-alvo, enquanto a da febre amarela é de 95%. Até o momento foram aplicadas no RN 19.628 doses da vacina contra influenza e 48.523 doses da bivalente desde o início das campanhas. Já em relação à febre amarela, foram aplicadas 141.878 doses em 2023. Os dados são do sistema RN Mais Vacina e DATASUS.

“É muito importante que a população aproveite a oportunidade do dia "D" e vacine-se. A vacina contra influenza protege o corpo contra complicações da doença, diminui hospitalizações e o risco de morrer. Entre as possíveis complicações da gripe estão pneumonias, otites, sinusites e piora de doenças crônicas. Destacamos que a vacina influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, então quem precisar tomar também a vacina contra a Covid-19 ou febre amarela pode fazê-lo no mesmo dia", ressaltou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Laiane Graziela.

Quem pode se vacinar

No que diz respeito à imunização contra febre amarela, o público-alvo são pessoas com idade entre 9 meses e 59 anos. Já os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde para a campanha de vacinação contra a influenza são:

• Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias). Para a população indígena e pessoas com comorbidades, a vacina está indicada para as crianças de 6 meses a menores de 9 anos de idade.

• Trabalhadores da Saúde dos serviços públicos e privados.

• Gestantes.

• Puérperas (todas as mulheres no período até 45 dias após o parto).

• Professores do ensino básico e superior.

• Povos indígenas.

• Idosos com 60 anos ou mais de idade.

• Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento.

• Profissionais das Forças Armadas.

• Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade.

• Pessoas com deficiência permanente.

• Caminhoneiros.

• Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário.

• Trabalhadores portuários.

• População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.

Os grupos prioritários definidos para a vacinação bivalente são:

• Idosos de 60 anos ou mais de idade;

• Pessoas vivendo em instituições de longa permanência a partir de 12 anos (ILP e RI) e seus trabalhadores;

• Pessoas imunocomprometidas a partir de 12 anos de idade;

• Indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade);

• Gestantes e puérperas;

• Trabalhadores da saúde;

• Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade);

• População Privada de Liberdade e Adolescentes em Medidas Socioeducativas; e,

• Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade.

Fonte: Ascom/Sesap

COM POTIGUAR CULTURA

quinta-feira, 13 de abril de 2023

IMD reabre inscrições para Pós em Metodologias Ativas de Aprendizagem; prazo encerra em 15/05

 Foto: Divulgação/IMD

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) reabriu na última terça-feira (11) as inscrições para ingresso na Especialização em Metodologias Ativas de Aprendizagem (EMAA). Em formato de Educação a Distância (EAD), a pós-graduação é voltada a professores de todos os níveis de ensino e fundamentada no modelo de Educação 4.0 – que incorpora a importância da participação ativa dos estudantes.

Serão ofertadas 110 vagas, sendo 80 destinadas para a ampla concorrência, 10 para o atendimento de pessoas negras (pretas ou pardas) e indígenas, outras 10 para pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista ou outras necessidades específicas, e mais 10 voltadas à capacitação interna de servidores efetivos do quadro da UFRN.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pelo Sistema Integrado de Gestão e Atividades Acadêmica (Sigaa), entre os dias 11 de abril e 15 de maio. O candidato deve buscar por "Metodologias Ativas" e solicitar a participação no processo seletivo do programa de pós-graduação, além de anexar os documentos solicitados no Edital Nº 001/2023. A taxa de inscrição é de R$ 50.

Especialização

Para a formulação da nova especialização (vídeo de apresentação aqui), o IMD uniu a sua vocação natural na área de Tecnologia da Informação (TI) com a experiência do seu bem-conceituado Programa de Pós-graduação em Inovação em Tecnologias Educacionais (PpgITE).

O resultado disso foi uma grade curricular composta por 12 módulos, cada um com carga horária de 30h, como é o caso, por exemplo, de Aprendizagem Criativa, Aprendizagem Híbrida e Móvel, Aprendizagem Baseada em Problemas e Projetos, Storytelling na Educação e Gamificação na Educação. O curso dura 18 meses, com aulas síncronas e assíncronas, podendo ser feito por profissionais de qualquer lugar do Brasil e do mundo.

A EMAA também oferecerá uma ampla estrutura de apoio, que incluirá 10 docentes da UFRN, tutores e coordenações pedagógicas e de tutoria. A aula inaugural está prevista para o dia 8 de julho, com início das aulas em 10 de julho deste ano. 

Mais informações sobre o funcionamento da pós-graduação podem ser acessadas no seu site ou no canal do Telegram.

Fonte: Ascom/IMD

Com Potiguar Notícias

3ª edição do Festival de música MADA Faz Escola começa hoje; a ação beneficia 15 escolas públicas em Natal

 Foto: iStock

Música Alimento da Alma - para quem não sabe, é o que significa MADA, nomenclatura que dá título a um dos mais importantes festivais de música do país, mas que não vive só de shows. A iniciativa, dirigida por Jomardo Jomas, também é a responsável pelo MADA Faz Escola, projeto social que dá início à terceira edição nesta quinta-feira, dia 13 de abril, atuando em 15 escolas nas quatro zonas da rede pública da capital do Rio Grande do Norte.

Com produção da Pinote Produções, esta é a maior edição do projeto que tem como um dos principais objetivos educar através da música sob os pilares da tecnologia e sustentabilidade. Segundo a coordenadora Nathalia Santana, além das 15 escolas contempladas, 15 artistas estarão em circulação. "Em cada escola recebemos sempre dois artistas, que batem um papo com os jovens estudantes e ilustram o papo sonoramente executando suas músicas", explica.

Realizado via Itaú e Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto está inserido no artigo 18, que pontua que a ação musical deve ser do gênero instrumental, portanto as atrações convidadas são deste segmento. "Os artistas vão desde a música clássica e popular, passando pelo jazz ao frevo, do chorinho ao eletrônico, e por aí vai", comenta Nathalia.

Dentre os representantes da música eletrônica estão Brisa, DJ Samir, Gabriel Souto, Pajux, Tinoc, Um2, além de Elisa Bacche que mistura timbres eletrônicos com percussão ao vivo. Já aqueles que ficam entre o clássico e o popular são Jow Ferreira Trio, Tiquinha Rodrigues e Pau e Lata. Priscila Matos levanta a bandeira do choro, enquanto Jubileu Filho vai levar a música instrumental brasileira para as escolas de Natal. Fechando este grande time, o Frevo do Xico vai falar sobre um dos mais importantes ritmos do Nordeste, enquanto Cajú com Jazz traz os acordes deste elegante gênero e Eduardo Taufic representa o piano popular.

A ideia é justamente trabalhar com artistas de diferentes frentes para poder compor um alcance mais democrático, inclusivo, e de interesse popular. "Entendemos que dessa forma ampliamos o leque de sonoridades, mas também dessa possibilidade de os jovens conhecerem artistas com trajetórias mais amplas e a turma mais jovem que vem construindo seus caminhos". Ainda segundo Nathalia, os encontros entre os jovens estudantes e os artistas vão transitar entre temas como composição, processo criativo, referências artísticas, mercado de trabalho, distribuição, consumo, carreira, entre outros que naturalmente são levantados no processo de troca.

Vale ressaltar que uma das preocupações da direção é levantar discussões que tratam a sustentabilidade também como ponto central e de grande importância a ser discutido. Inclusive ao final da temporada, serão selecionadas duas escolas para receberem a aula sobre "instrumentos reciclados", com o grupo Pau e Lata.

Programação mês de Abril

A programação começa pela manhã, a partir das 10h de hoje, dia 13 de Abril, na E. E. Winston Churchill, com Eduardo Taufic e Brisa. A segunda ação será na segunda-feira, dia 17, na E. E. Rômulo Wanderley com presença de Frevo do Xico e Pajux. No dia seguinte, será a vez da E. E. Berilo Wanderley com Priscila Matos e Elisa Bacche.

Quarta-feira, dia 19, o Instituto Ary Parreiras recebe o MADA Faz Escola e os artistas Jubileu Filho e Um2. Depois, na quinta, Tiquinha Rodrigues e DJ Samir participarão da ativação no Instituto Padre Miguelinho.

Na semana seguinte, dia 26, será o único dia a partir das 10h e vai acontecer na E. E. Prof. Edgar Barbosa com Jow Ferreira Trio e Gabriel Souto.

E as demais ações, em Maio, serão divulgadas posteriormente.

Edição de 25 anos

Com datas marcadas para 13 e 14 de Outubro no Arena das Dunas, o Festival MADA prepara uma grande festa para celebrar os 25 anos. Margareth Menezes, Liniker, Luedji Luna e Matuê são as primeiras atrações confirmadas e em breve, mais nomes serão revelados. A novidade para este ano é que a ocupação do gramado será completa, o que vai proporcionar uma circulação ainda maior do público que ano passado esgotou os ingressos, somando 25 mil pessoas. Os ingressos do primeiro lote vão de R$80 a R$400 e já estão disponíveis aqui.

Sobre o festival Mada

Idealizado pelo produtor cultural, Jomardo Jomas, o Festival MADA estreou em 1998 e alavancou o histórico bairro da Ribeira, em Natal (RN), para o holofote nacional. Logo de início, o evento integrou o primeiro calendário brasileiro de festivais, ao lado de Abril pro Rock, Porão do Rock, Goiânia Noise e outros tantos pioneiros.

A produção privilegia a música contemporânea e de vanguarda, inserindo o pop, rap, a mpb e indie em seus diversos sotaques, identidades e estilos. Esse equilíbrio fez do MADA o evento musical de maior público do Rio Grande do Norte e um dos maiores do Brasil. Os palcos lado a lado, idênticos, são exemplos de respeito aos artistas e se equipara às normas de políticas públicas para a cultura — que é oferecer as melhores condições para a atração, independente do seu alcance midiático.

Diferentes lugares já sediaram o festival, como o bairro histórico Ribeira (1998 a 2003), a Arena do Imirá na beira mar da Via Costeira (2004 a 2011), o bairro das Rocas (2012 e 2013) e o Estádio de futebol Arena das Dunas (2014 a 2022). Ao longo de sua trajetória, o MADA realizou shows de mais de 700 bandas e artistas independentes, grandes atrações nacionais e internacionais.

Fonte: Ascom/Evento

e Potiguar Notícias

Aprovada, em caráter de urgência, Lei que obriga segurança armada em escolas públicas de Natal


 Foto: João Teixeira

Os vereadores de Natal aprovaram nesta quarta-feira (12), em regime de urgência, um projeto de lei que obriga a presença de segurança armada nas escolas públicas da capital potiguar. O texto segue para sanção do prefeito Álvaro Dias (Republicanos).

Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, outro projeto de lei quer obrigar a instalação de detectores de metais nas entradas das escolas do estado.

As propostas de medidas de reforço na segurança das unidades de ensino ganharam força entre as autoridades locais após os recentes ataques em escolas de outros estados do país.

Em Natal, o projeto de lei n° 655/2022 tinha sido protocolado pela vereadora Nina Souza (PDT) em dezembro do ano passado, foi lido em plenário em março e teve toda sua tramitação até a aprovação registrada em abril.

O texto torna obrigatório o emprego do serviço de segurança armada durante o expediente escolar, a fim de proteger alunos, funcionários, pais e demais frequentadores das instituições.

De acordo com o texto, o serviço será prestado, preferencialmente pela Guarda Municipal, ligada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes), mas o município também fica autorizado a contratar serviços de segurança privada.

Ao defender a matéria, a autora disse que as empresas interessadas em prestar o serviço de segurança deverão comprovar treinamento específico dos profissionais destinado à atuação em ambiente escolar.

"Prover o mínimo de segurança nas escolas é medida que urge, não devendo o ente federativo esperar acontecer algo grave para só então adotar as devidas providências, que devem ser tomadas imediatamente, de forma preventiva", disse a vereadora.

Procurada, a prefeitura de Natal informou que o projeto ainda vai passar por análise jurídica da procuradoria do município para dar embasamento ao prefeito sobre sanção ou possíveis vetos à lei. O Executivo tem 30 dias para se posicionar a partir da aprovação do projeto.

Assembleia

Na Assembleia Legislativa, um projeto de lei apresentado pela deputada Terezinha Maia (PL) quer tornar obrigatória a instalação de detectores de metais nas entradas das escolas da rede pública no Rio Grande do Norte.

De acordo com o projeto, todas as pessoas que entrarem nas unidades, inclusive alunos e funcionários, deverão ser passar pelo equipamento.

O texto ainda prevê que, na matrícula escolar, os pais dos alunos menores de idade deverão assinar uma autorização, para que as crianças ou adolescentes sejam revistados caso o equipamento seja acionado.

Nesta quarta-feira (12), a deputada defendeu a discussão no plenário e também pediu ampliação também de programas como o Proerd e Ronda Escolar, como estratégias para evitar ataques.

"Nos últimos anos houve um aumento significativo do nível de violência nas escolas públicas praticados pelos próprios estudantes, tornando-se imperioso e urgente coibir a entrada de armas de qualquer natureza nos centros de ensino. Há anos, pesquisas têm indicado a alta incidência de casos de agressão, colocando o Brasil no topo da violência escolar", disse a deputada na justificativa apresentada junto com o projeto.

A deputada ainda considerou que a revista dos alunos seria uma exceção, somente quando ocorresse o alarme do aparelho.

Fonte: g1 rn

Com Potiguar Notícias

terça-feira, 11 de abril de 2023

TRABALHO ESCRAVO - É urgente incluir o trabalho escravo no debate sobre empresas e direitos humanos

Por Julia de Albuquerque Barreto e Inês Virgínia Prado Soares no Conjur

A escravização para o trabalho é uma das mais antigas atividades humanas e entrou em debate e consensos algumas vezes, desde o século 19, na comunidade internacional, que buscou construir normas para acomodar os interesses econômicos e políticos à necessidade de respeito a valores existenciais básicos para a humanidade.

Certamente esses valores mudam ao longo do tempo. Basta pensar na colonização e sua estruturação baseada na violência e exploração de povos, especialmente vindos do continente africano, que eram escravizados para serviços domésticos ou para uma produção ainda manufatureira e predominantemente rural.

As cicatrizes dessa chaga têm forte repercussão nas relações sociais, políticas e econômicas atuais, tanto no âmbito local, nas nações que foram colonizadas, quanto no plano mundial. E, se hoje temos a tecnologia a favor de muitas profissões, podendo evitar desgastes físicos e riscos à saúde, há serviços exercidos por grupos subalternizados, que continuam a exigir esforços físicos extenuantes e sem expectativas de melhorias nas condições de trabalho. Ao contrário. As pessoas desses grupos ficam à margem, sem acesso a direitos básicos e sem gozar das inovações, num cenário propício para muitas e diversificadas  violências.

A última atualização global para lidar com a escravização e o tráfico humano se deu em 2003, com a Convenção de Palermo da ONU, que versa sobre tráfico de pessoas, que se caracteriza pela subtração da liberdade e da dignidade da pessoa somada a seu deslocamento territorial, entre municípios, estados ou países. Esse tráfico tem por finalidade usar o ser humano para: qualquer tipo de servidão, adoção ilegal, fins de exploração sexual, para fins de exploração do trabalho análogo ao escravo e para extração de tecidos e órgãos do corpo humano.

No enfrentamento ao tráfico de pessoas, a adoção de medidas preventivas, repressivas e de acolhimento às vítimas é obrigação do Estado, mas pode ter a cooperação da comunidade. Por isso, as instituições públicas devem estar preparadas para lidar com as diversas situações relacionadas a essa prática criminosa. Devem ainda primar pela constante atualização e capacitação de seus agentes e da sociedade civil, grande parceira do Estado, especialmente nas iniciativas de prevenção e de acolhimento.

O impacto da chegada de refugiados e migrantes, que buscam abrigos em outros países em decorrência de acontecimentos excepcionais — como golpes de estado, guerras,  conflitos armados e crises econômicas — e novas situações identificadas em escala crescente a partir da segunda década do século 21 — como o analfabetismo digital, a captura de vítimas pela internet (net fishing), dentre outras — precisam ser mais conhecidas, para serem incorporadas às políticas públicas e aos mecanismos protetivos dos direitos humanos adotados pelas comunidades internacional e local.

Nas últimas duas décadas, o Brasil assumiu o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (ETP) como um tema merecedor de especial atenção na sua agenda de direitos humanos e tem procurado combater esse tipo de violação com o desempenho das tarefas de prevenção, repressão e responsabilização indicadas na Convenção de Palermo da ONU e os seus protocolos adicionais.

Em 2004, o governo brasileiro depositou o instrumento de ratificação a esta Convenção junto à Secretaria Geral da ONU. O Decreto 5.015/2004 formalizou internamente os compromissos assumidos, permitindo o desenvolvimento de políticas públicas nessa seara. Em 2006 foi instituída a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e, em janeiro de 2008, foi aprovado o 1º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNETP), finalizado em 2010. Em 2013 foi publicado o 2º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNETP) (2013-2016).

O segundo plano, amplamente debatido com a sociedade e com os órgãos e profissionais que atuam diretamente com o tema, trazendo a experiência do anterior (que vigorou de 2006 a 2010) e apresentando novidades para maior efetividade das medidas para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil.

O 3º Plano foi lançado em 2018 com previsão de encerramento em 2022. Distribuído em seis eixos temáticos, a saber: Gestão da política; Gestão da informação;  Capacitação; Responsabilização; Assistência à vítima; e Prevenção e conscientização pública, o 3º PNETP é tratado, no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública,  como um instrumento oriundo de “uma ampla construção coletiva”. É também destacado que “o III Plano se apresenta como uma oportunidade para conquistas adicionais nos campos da gestão da política, gestão da informação, na articulação e na integração de programas”.

Desde 2003, mesmo ano da Convenção de Palermo, já havia, no âmbito nacional, a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae). Criada por meio de decreto presidencial, a instalação da Comissão se somou ao  lançamento do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, que foi apresentado em publicação da Presidência da República e de autoria da Comissão Especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e da Organização Internacional do Trabalho. Naquele momento, notou-se a necessidade de um espaço participativo e oficial de acompanhamento, monitoramento e coordenação das ações previstas no plano.

Em 2019, o governo Bolsonaro revogou o decreto de 2003 e editou o decreto presidencial de número 1987. Esta norma regulamentou a Conatrae novamente como órgão colegiado de consulta, assessoramento, com competência de acompanhar o cumprimento das ações constantes do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (PNETE). Apesar da fragilidade do governo Bolsonaro no encaminhamento das questões sociais e de direitos humanos, o Conatrae chegou com certa capacidade de atuação nesse novo governo.

É importante lembrar que, apesar do esforço do governo, entre as 12 condenações do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, há uma, em 2016, exatamente em uma situação de exploração de trabalho análogo à escravidão, que veio à tona após fugas do local, com indicação do cativeiro para as autoridades, salvando as vítimas (Caso Fazenda Brasil Verde, 2016).

E os casos têm se repetido desde a condenação do Brasil pela Corte Interamericana, indicando que o aprimoramento institucional para prevenir o crime tem sido insuficiente. Em 2022, o Ministério Público do Trabalho recebeu 2 mil denúncias de trabalhadores em condições análogas às de escravo. O trabalho de fiscalização do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que em 2023 completa 28 anos de funcionamento, tem sido intenso e exitoso.

O crime de trabalho análogo à escravidão está previsto no artigo 149 do Código Penal e nas convenções 29 e 105 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ambas ratificadas pelo Brasil, e se caracteriza a partir da presença dos seguintes elementos (não necessariamente todos): a) a submissão a trabalhos forçados ou a jornadas exaustivas, b) a sujeição a condições degradantes de trabalho, e c) a restrição de locomoção do trabalhador. Esse delito pode acontecer sem que ocorra o crime de tráfico de pessoas, que tem características próprias, a começar pelo aliciamento e deslocamento promovidos pela organização criminosa.            

Neste ano, a partir do rumoroso caso dos 207 trabalhadores resgatados de situação análoga à escravidão em Bento Gonçalves (RS), em trabalho para o setor vinícola, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, convocou uma reunião extraordinária da Conatrae, que se realizou dia 13 de março, para tratar da situação, com especial olhar para as vítimas. Além do anúncio da reunião da Conatrae, o ministro aproveitou a ocasião para destacar que um dos focos da nova gestão é implementar uma política nacional de empresas e direitos humanos. Esta ideia, ao ser vocalizada e anunciada pelo titular da pasta de direitos humanos e da cidadania,  num contexto de repúdio a práticas nefastas ligadas à escravidão contemporânea, não só confere maior força ao debate, mas principalmente coloca o problema em seu devido lugar: na ótica dos diretos humanos, da eterna vigília e de imprescindíbilidade de ações interinstitucionais.

A exploração de trabalho em condições análogas à escravidão remete ao debate sobre vulnerabilidades e intersecções entre minorias e grupos minoritários e também sobre os compromissos que podem ser assumidos não apenas pelo governo e pela sociedade civil, mas principalmente por empresas e conglomerados econômicos na prevenção desse crime. Para além da repressão criminal, que apenas atinge os agressores (pessoas físicas) e dos direitos trabalhistas, é urgente o compromisso público das empresas com os direitos humanos, com ações concretas, aferidas por metas confiáveis, não apenas para eliminar violações, mas também para garantir um futuro com igualdade.

Nessa perspectiva, enquanto a política nacional de empresas e direitos humanos é desenhada pelo governo, as corporações e os empreendedores precisam atuar de forma  alinhada com os valores do Estado democrático brasileiro e com a Agenda 2030 da ONU, especialmente, nessa matéria, atentas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) de combate à pobreza (ODS 1) e do trabalho decente e crescimento econômico (ODS 8).

Vale destacar que dentre as 12 metas do ODS 8 — trabalho decente, na adaptação das metas ao cenário nacional, as versões brasileiras das Meta 8.7 e 8.8 são respectivamente: “Até 2025 erradicar o trabalho em condições análogas às de escravo, o tráfico de pessoas e o trabalho infantil, principalmente nas suas piores formas”; e “Reduzir o grau de descumprimento da legislação trabalhista, no que diz respeito ao registro, às condições de trabalho, às normas de saúde e segurança no trabalho, com ênfase nos trabalhadores em situação de vulnerabilidade”.

Não há mais como deixar as corporações fora do debate sobre a erradicação das inúmeras situações de escravidão no Brasil. Além disso, há que ter em mente que as empresas não respondem penalmente por essas condutas; e apenas seus dirigentes podem ser punidos criminalmente. Assim, a discussão precisa ser pautada pelo olhar dos direitos dos mais vulneráveis e da teoria que vem sendo construída pela comunidade internacional sobre empresas e direitos humanos. O nosso centenário movimento antropofágico já mostrou que sabemos mastigar os debates estrangeiros e transformá-los em iguarias valores nacionais.

Fonte: CTB NACIONAL