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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Fim de salários para juízes e militares condenados tem apoio de secretário da CUT

 TRT 11 / ARQUIVO


Secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, diz que PEC corrige distorção entre servidores públicos punidos com demissão e suspensão de salários, enquanto parte do Judiciário e militares são beneficiados.

 A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), do senador e futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino (PSB-MA), para eliminar as aposentadorias compulsórias concedidas a juízes e promotores condenados por algum crime, ou o benefício da "pensão por morte ficta ou presumida", recebeu o apoio do secretário de Assuntos Jurídicos da CUT Nacional, Valeir Ertle. A morte ficta é a equiparação do militar expulso com o militar falecido, em que a esposa segue recebendo o pagamento em forma de pensão). Segundo Dino, é o famoso caso de “viúva de marido vivo”.

Para o dirigente da CUT, a proposta repara e corrige uma distorção entre os servidores públicos que se condenados por algum delito são afastados e têm seus salários suspensos.

“Até que enfim alguém tomou uma posição firme em relação a isso. Flávio Dino está corretíssimo. Juízes, promotores e militares pegos e até condenados por roubo são afastados com salários integrais. Isto tem de acabar”, diz o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT.

Esse projeto tem todo o apoio da CUT porque só no Brasil existe essa discrepância entre categorias do funcionalismo público. Espero que a proposta seja aprovada sem distorções

- Valeir Erlte

 

Já Flávio Dino justificou a proposta dizendo que “a medida configura, inclusive, em algo necessário para a compreensão de uma verdadeira reforma administrativa que não puna àqueles que já são os mais desvalorizados e, sim algo que leve em conta a necessidade de maior igualdade do serviço público no que se refere ao regime disciplinar”.

“Não é cabível que haja um regime disciplinar privilégio pra algumas categorias diferentes do regime disciplinado e dos demais servidores públicos”, disse o ministro.

Segundo Dino, é inadequado adotar como sanção a aposentadoria compulsória ou a pensão por morte ficta para justificar uma aparente quebra de vínculo entre o poder público e o servidor que tenha cometido conduta grave que “acarrete alto grau de desmoralização do serviço público e perda da confiança nas instituições públicas”.

O senador argumenta que a punição, em virtude da supremacia do interesse público e da moralidade, que deve permear as instituições públicas, precisa alcançar todos os agentes públicos, inclusive, aqueles a quem seja assegurada a vitaliciedade. Na opinião de Dino, não há vitaliciedade que se sobreponha à moralidade administrativa.

Dino ainda afirmou que a PEC pode colaborar para o país ter um Judiciário melhor. Na visão dele, a aposentadoria compulsória não serve como punição, já que o servidor condenado segue recebendo os valores dos cofres públicos. O parlamentar disse ter certeza de que a maioria dos integrantes das carreiras militares, da magistratura e do Ministério Público é composta por servidores sérios, que não se oporão à PEC. O senador disse que a medida é uma forma de colaborar com o princípio da isonomia.

“Essa PEC é para que possamos corrigir uma quebra de isonomia injustificável. O texto vai deixar clara a proibição da aposentadoria compulsória. Se o servidor pratica uma falta leve, tem uma punição leve. Mas se comete uma falta grave, até um crime, tem que receber uma punição simétrica. No caso, a perda do cargo”, afirmou o senador.

O que diz o texto da PEC

O texto da PEC veda a transferência dos militares dos estados, do Distrito Federal e dos territórios para a inatividade como sanção pelo cometimento de infração disciplinar, assim como a concessão de qualquer benefício por morte ficta ou presumida, devendo ser aplicada, em face de faltas graves, a penalidade de demissão, licenciamento ou exclusão, ou equivalente, conforme lei disciplinadora do respectivo regime jurídico.

Também fica vedada a concessão de aposentadoria compulsória aos magistrados como sanção pelo cometimento de infração disciplinar. No caso de faltas graves, também deve ser aplicada a penalidade de perda do cargo ou demissão, ou equivalente, segundo lei disciplinadora da carreira. A PEC ainda estabelece que os membros do Ministério Público, no caso de faltas graves, receberão a penalidade de perda do cargo ou demissão, ou equivalente, conforme a legislação.

Apoios

Em coletiva de imprensa nessa segunda-feira (19), no Senado Federal, Flávio Dino, que deve renunciar ao mandato de senador na quarta-feira (21) para assumir o cargo de ministro do STF na quinta (22), disse acreditar na aprovação da PEC.

Segundo ele, já há mais da metade das 27 assinaturas necessárias e, por isso tem a convicção de que até esta terça-feira (20), a proposta ficará em tramitação no Congresso Nacional. Uma PEC é discutida e votada em dois turnos, em cada Casa do Congresso, e será aprovada se obtiver, na Câmara e no Senado, três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).

De acordo com Dino, os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Chico Rodrigues (PSB-RR) já assinaram a proposição. Chico Rodrigues reconheceu que a proposta pode enfrentar resistência em alguns setores, mas parabenizou Dino pela apresentação da PEC. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) também informou seu apoio à iniciativa.

Com informações da Agência Senado




quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Nova edição da revista Poesia Sempre, da Biblioteca Nacional, é dedicada à poesia cubana

Revista Poesia Sempre edição 41

POETA SERGIO COHN ASSUME A CURADORIA DA PUBLICAÇÃO. NOVO CONSELHO EDITORIAL É COMPOSTO SOMENTE POR MULHERES.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – entidade vinculada ao Ministério da Cultura – lança a edição número 41 da revista Poesia Sempre, dedicada à poesia cubana contemporânea. O lançamento marca o início de uma nova fase da revista, que completou 30 anos em 2023, agora sob a curadoria do poeta Sergio Cohn. Entre os dias 15 e 25 de fevereiro, o presidente da FBN, Marco Lucchesi estará em Cuba, para apresentar a nova edição na 32ª Feira Internacional do Livro de Havana (FILH), na qual o Brasil é o país homenageado.

O novo conselho editorial da Poesia Sempre é composto somente por mulheres, oriundas das cinco regiões do Brasil, incluindo indígenas e negras: Angélica Aires de Freitas, Annita Costa Malufe, Eliane Potiguara Lima dos Santos, Izabela Leal, Kassia Borges, Márcia Wayna Kambeba, Tatiana Nascimento, Tenille Bezerra, Valeska Torres e Virna Gonçalves Teixeira.

“É importante ressaltar que é um conselho formado por poetas, críticas e artistas de grande qualidade, que muito me honra ter ao meu lado nesse projeto. A poesia brasileira do século XXI tem um feliz protagonismo de autoras mulheres, mostrando uma renovação salutar do nosso contexto literário. Entre essas autoras que têm renovado a nossa poesia - que vive um período excelente - estão mulheres negras e indígenas, o que também é um sinal inequívoco de estarmos lentamente caminhando para uma sociedade mais aberta e justa, a qual tanto lutamos”, afirma Sergio Cohn.

A edição 41 foi realizada em parceria com a poeta cubana Giselle Lúcia Navarro, e busca mapear algumas características da poesia contemporânea produzida em Cuba para apresentá-la de modo abrangente: a poesia campesina, a poesia negra, a poesia feminina, o neobarroco. A revista traz ensaios de importantes críticos cubanos, além de uma antologia bilíngue de poemas.

Em complemento, há uma homenagem ao compositor suíço-baiano Walter Smetak, trazendo fac-símiles de seus poemas inéditos, e uma antologia de poesia brasileira em diálogo com as religiões afro-brasileiras, abrangendo um período que vai do modernismo ao século XXI e poetas nascidos desde o Rio Grande do Sul até o Pará, demonstrando o alcance temporal e geográfico dessa temática.

“Espero, nessa nova fase da revista, poder retomar seu caráter internacional, criando pontes e ampliando laços com poesias de outros países e línguas. Sempre em diálogo e colaboração com editores, poetas e críticos desses lugares, buscando um olhar íntimo e informado”, diz Sergio Cohn.

A revista está disponível para venda na Loja do Livro, na Biblioteca Nacional (R$ 35), e a versão virtual pode ser acessada gratuitamente no link https://www.gov.br/bn/pt-br/central-de-conteudos/producao/publicacoes/colecoes/revista-poesia-sempre/revista-poesia-sempre-41.

Uma revista que tem história

Lançada em 1993, com o objetivo de proporcionar espaço para a produção poética contemporânea, a Revista Poesia Sempre se tornou em pouco tempo uma referência no Brasil e no exterior. Nesta publicação da Fundação Biblioteca Nacional, a poesia ganhou a companhia de ensaios, entrevistas, contos, dossiês e das artes plásticas, formando um painel amplo das artes contemporâneas. Nomes de peso da poesia brasileira já passaram por seus quadros, como Ferreira Gullar, Ivan Junqueira e Ivo Barroso, entre tantos outros.

 “A Poesia Sempre é um caso raro de uma publicação institucional que consegue permanecer, mesmo com algumas descontinuidades, por mais de três décadas e quarenta edições. Isso é importantíssimo, porque permite formar gerações de novos leitores e autores. Eu fui um deles: comecei a atuar como escritor e editor de poesia exatamente na época da criação da revista e esperava ansiosamente cada edição, que me abria novos horizontes”, completa o novo curador.

Fonte: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

UBES define agenda e destaca CONEG 22º como prioridade para o próximo semestre

 

Hoje, a diretoria executiva da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) se reuniu para traçar os rumos das atividades para o próximo semestre. Em uma reunião marcada por debates e deliberações, foram aprovados importantes pontos que moldarão a atuação da organização nos próximos meses.

Um dos principais destaques da reunião foi a aprovação do 22º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UBES, conhecido como CONEG. O evento está agendado para os dias 15 e 16 de março, na cidade de São Paulo, e trará como mote o tema “Organizar para Revogar! Estudantes secundaristas em rede para construir uma nova escola”.

Este encontro promete reunir estudantes de todo o país em discussões fundamentais sobre os rumos da educação brasileira.

Além da definição do CONEG como prioridade, a diretoria executiva também aprovou o regimento que regerá os trabalhos durante o evento. Este documento é fundamental para garantir a organização e eficácia das atividades planejadas, além de assegurar a participação democrática de todos os envolvidos.

Com essas decisões, a UBES reafirma seu compromisso com a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos os estudantes brasileiros.

Agora, o foco está voltado para a preparação e mobilização para o CONEG 22º, onde os jovens terão a oportunidade de fazer ouvir suas vozes e contribuir para a construção de uma escola mais justa e inclusiva.

Veja o Regimento 22º CONEG aqui.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

A Campanha Nacional por Direitos Sociais foi lançada em Brasília no dia 06/02. Participe! - "PARABÉNS A TODOS QUE FAZEM - VALE A PENA COMPARTILHAR!" CPC-RN

 A campanha unitária deverá denunciar a destinação de verbas para dívida pública em detrimento de verbas para saúde e educação,

A Campanha Nacional por Direitos Sociais será lançada na Câmara dos Deputados na terça-feira (6). Esse campanha é uma iniciativa de entidades sindicais, partidos políticos, centrais sindicais, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, que reunidas por iniciativa da AACD (Auditoria Cidadã da Dívida) em janeiro, decidiram impulsionar um processo de mobilização para enfrentar a política de ajuste fiscal, restrição orçamentária e desmonte das políticas públicas impostas pelo novo arcabouço fiscal de Lula/Lira.

O objetivo é, em primeiro lugar, denunciar a forma como foi construído o orçamento da União em 2024, em função do arcabouço fiscal, que destina a maior parte das verbas para o pagamento do sistema da dívida pública, enquanto áreas sociais sofrem com a insuficiência de recursos públicos, cortes e contingenciamento. O manifesto da campanha, que segue aberto a novas adesões, mostra, de forma clara e didática, que o problema não é a falta de recursos públicos, nem de riquezas, mas sim a forma como esses recursos estão sendo usados.

O orçamento aprovado para 2024 destina 45% das verbas (R$ 2,5 trilhões) para o pagamento do sistema da dívida pública beneficiando grandes grupos financeiros nacionais e internacionais, enquanto para educação será destinado apenas 3% do orçamento, para agricultura 0,54% e para ciência e tecnologia 0,32%. “Enquanto milhões de brasileiros sofrem de grave insegurança alimentar, a maior parte das verbas públicas será destinada para garantir os lucros de grandes grupos financeiros através do sistema fraudulento da dívida pública”, afirma Paulo Barela, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas

A União possui, há alguns anos, mais de R$ 4 trilhões em caixa, como demonstram os estudos da Auditoria Cidadã da Dívida, mas os servidores públicos, que sofrem desde 2010 mais de 50% de perdas salariais terão reajuste zero para este ano de 2024.

Além disso, há uma política de desmonte das empresas e serviços públicos, através de privatizações, terceirizações, PPP’s (parcerias público e privado) tanto em nível federal, como nos estados e municípios, que dificulta ainda mais o acesso da população aos direitos sociais mais básicos. Como, por exemplo, o direito à água e saneamento, que está sendo duramente atacado a serviço dos lucros de grandes setores empresariais, através do novo marco legal do saneamento.

Também é parte dos objetivos da campanha lutar contra a proposta de Reforma Administrativa. Atualmente Arthur Lira (presidente da Câmara dos Deputados) tenta a todo custo votar a PEC 32/2020, um projeto que busca precarizar as relações de trabalho no serviço público e ampliar a privatização no setor público. Mas também, está sendo gestada pelo governo Lula uma proposta de reforma administrativa, com negociação direta com Arthur Lira e a bancada empresarial do Congresso Nacional, cujos objetivos não são muito diferentes dos que já estão na PEC 32/2020.

“Nós da CSP-Conlutas estamos construindo essa campanha porque ela vai cumprir um papel muito importante de unificar o processo de mobilização de diversas entidades e trabalhadores para enfrentar o arcabouço fiscal. Por isso, queremos reforçar o convite para que as entidades sindicais da CSP-Conlutas e de todo o país entrem na campanha e acompanhem o lançamento no dia 6 de fevereiro”, convida Barela.

As entidades e movimentos interessados em participar podem entrar em contato diretamente com a Auditoria Cidadã da Dívida pelo site (https://auditoriacidada).

Acesse o manifesto

Fonte: CONLUTAS

Câmara Municipal de Parnamirim retorna serviço gratuito de emissão do novo RG a partir do próximo dia 06 - "PARABÉNS A CÂMARA MUNICIPAL DE PARNAMIRIM-RN!!! EDUARDO VASCONCELOS" - PRESIDENTE DO CPC-RN

 

Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Parnamirim volta a emitir gratuitamente a nova carteira de identidade (RG) a partir do dia 6, por meio de agendamento no aplicativo Câmara Conecta. O serviço é uma parceria entre a Casa Legislativa e o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).

O serviço acontece na sede da Casa Legislativa, no bairro Cohabinal. Para a emissão do novo RG, é necessário apresentar a seguinte documentação:

Certidão de nascimento ou casamento original ou cópia autenticada;

CPF;

Comprovante de residência.

Serviço

O que: emissão da nova carteira de identidade

Quando: a partir do dia 06/02, por agendamento pelo aplicativo Câmara Conecta

Onde: Câmara Municipal de Parnamirim, situada à Avenida Castor Vieira Régis, bairro Cohabinal.

Fonte: Simone Santos / Ascom CMP

Fonte: Ascom/Câmara

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

VIGIAR E MOBILIZAR Conselho Nacional de Entidades debate conjuntura legislativa da educação pública

CNE 020124

A avaliação da conjuntura dos trabalhadores em educação foi pauta do primeiro dia do Conselho Nacional de Entidades (CNE) da CNTE. De hoje (1) sexta-feira (2), representantes das entidades filiadas à Confederação estarão reunidos em Brasília para analisar os desafios que persistem para a classe educadora e definir as estratégias de ação para garantir políticas para os/as trabalhadores/as

Segundo explicou o presidente da CNTE, Heleno Araújo, mesmo após oito reuniões com o Fórum Permanente de Acompanhamento do Piso Salarial Nacional dos Profissionais do Magistério Público da Educação Básica, a perspectiva de carreira dos trabalhadores ainda não avançou.

 Em relação à estrutura do artigo 5º da Lei do Piso, ele afirmou que a Confederação permanece aberta para discutir a alteração dos critérios de reajuste, negociando uma forma diferente de garantir o mínimo da inflação, mas com ganhos reais sobre o novo valor. Entretanto, salientou a dificuldade de se debater o assunto se a carreira continuar a sofrer achatamentos.

“Não dá para debater a forma do piso e continuar tendo achatamento na nossa carreira, transformando piso em teto”, lamentou. 

 Mesmo com o pouco avanço em debates sobre carreira, Heleno mencionou que a CNTE enviou sua posição ao ministro da Educação, Camilo Santana. Nela, foi solicitada a publicação da portaria com o valor do piso, conforme estabelecido na lei de janeiro de 2010. Enquanto isso, o Fórum permanecerá em debates para um avanço na questão da carreira.

Cumprindo a solicitação, na manhã desta quinta-feira, a Portaria n.º 61 de 31 de janeiro de 2024, assinada pelo ministro, foi publicada no Diário Oficial da União, determinando a atualização do valor para R$ 4.580,57. 

>ACESSE O ALBÚM DE FOTOS DO CNECNE 0201242

Entre o fim da manhã e o início da tarde, foi aberto, ainda, um espaço de discussão aos membros das entidades, que compartilharam os desafios da categoria em seus estados e municípios e em âmbito nacional. O momento também rendeu sugestões de estratégias que consideram importantes na articulação e fortalecimento das pautas da educação.

A legislação pautando a luta

Chamando atenção para a necessidade de atuação dos trabalhadores da educação junto ao Congresso Nacional, o assessor jurídico da CNTE, Eduardo Ferreira, apresentou um levantamento de leis importantes, que dialogam com a classe e carecem de mobilização coletiva em apoio ou em combate.

“Sabemos que existem projetos que tramitam até hoje, sobretudo, vindos do período do governo Bolsonaro, e de anos antes do golpe da presidente Dilma, que ainda repercutem. Nós conseguimos segurar muita coisa, outras foram aprovadas, ou revertidas. Porém, é importante estarmos focados naquilo que continua tramitando”, destacou.

CNE 0201243

Confira abaixo as legislações em tramitação destacadas na reunião:

No âmbito da administração pública, tributação e estrutura sindical

  • PEC 32/2020 - Reforma Administrativa

Tramitação: aguarda votação no plenário da Câmara

Posição da CNTE: Contrária. Governo deve apresentar proposta alternativa neste ano)

 

  • PEC 188/2019 - Fim do Fundo Social do pré-sal e fusão dos pisos de educação e saúde 

Tramitação: em tramitação no Senado

Posição da CNTE: Contrária (Reverte as Leis 13.365/16 e 13.586/17)

 

  • PEC 196/2019 - Reforma Sindical

Tramitação: em tramitação na Câmara

Posição da CNTE: Contrária, mas acompanha a discussão no governo Lula 3

 

  • PLC 45/2022 - Regulamenta o direito de greve no serviço público

Tramitação: em tramitação na Câmara

Posição da CNTE: Contrária Aguarda proposta da Comissão criada no Governo Lula 3

 

  • PEC 169/2019 - Acúmulo indiscriminado de cargo de professores, inclusive em forma de MEI - contrária

Tramitação: Aguarda votação na Comissão Especial da Câmara

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PLP 31/2022 e PLP 4/2022 - Altera a LC 173 para recompor o tempo de serviço para progressão de carreira

Tramitação: Em tramitação nas Comissões da Câmara e do Senado.

Posição da CNTE: Favorável.

 

No âmbito da educação básica e seus profissionais

  • PL 5.595/2020 - Educação como atividade essencial para fim de greve e financiamento em pandemia.

Tramitação: Aprovado na Câmara e aguardando votação no Senado.

Posição da CNTE: Contrária. 

 

  • PL 25/2019 E PLS 235/2019 - Sistema Nacional de Educação e CAQ 

Tramitação: Ambos aguardam votação na Câmara dos Deputados

Posição da CNTE:  Carece de melhorias. 

 

  • PLP 88/2023- Cria a Lei de Responsabilidade Educacional 

Tramitação: Em tramitação no Senado.

Posição da CNTE: Favorável, porém com ajustes.

  • PL 5.884/2022- Inclui escolas filantrópicas e confessionais no Rol de “comunitárias” 

Tramitação: Em tramitação no Senado.

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PL 5.665/2023 - Propõe prorrogar o PNE até o fim de 2028

Tramitação: Aguarda votação no Senado.

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PL 6.114/2009 - Incentiva a certificação para o magistério da educação básica pública 

Tramitação: Aprovada no Senado e aguarda votação na Câmara.

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PL 1.735/2019 - Regulamenta a profissão de pedagogo

Tramitação: Em tramitação na Câmara.

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PL 3. 599/2023- Considera psicólogos e assistentes sociais  profissionais de educação.

 Tramitação: Em tramitação na Câmara.

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PL 6. 698/2016 - Inclui fonoaudiólogos na rubrica da educação.

Tramitação: Em tramitação na Câmara.

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PL 1.338/2022- Regulamenta a educação domiciliar- (homeschooling)

Tramitação: Aprovado na Câmara e aguarda votação no Senado.

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PL 4.938/2019- Regulamenta escolas Cívico Militares na LDB

Tramitação: Aguarda votação na Câmara.

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PL 7.180/2014- Regulamenta “Lei da Mordaça” (Escola sem partido)

Tramitação: Em tramitação na Câmara.

Posição da CNTE: Contrária.

 

  • PL 5.230/2023 e outras - Revoga e altera parte da Lei 13.415 (Reforma do Ensino Médio)

Tramitação: Em tramitação na Câmara.

Posição da CNTE: Parcialmente favorável ao projeto do Executivo (Riscos com relatório do Mendonça Filho).

 

  • PL 3.776/2008 - Altera o critério de reajuste do piso do magistério 

Tramitação: Aguarda votação no plenário da Câmara.

Posição da CNTE: Contrária. Aguarda propostas do piso e carreira ao Fórum do MEC

 

  • PL 3. 817/2020 e PL 2.531/2021- Regulamenta pisos para funcionários/as da educação.
  • Tramitação: Ambos em tramitação na CE da Câmara.
  • Posição da CNTE: CNTE apoia o PL 2531 com alterações.

 

  • PL 844/2022- Concede voucher a estudantes da educação básica com recursos do Fundeb

Tramitação: CE da Câmara

 Posição da CNTE: Contrária

 

PL 2.103/2023- Inclui acompanhantes de estudantes da educação especial aos 70% do Fundeb

Tramitação: CE da Câmara

 Posição da CNTE: Contrária

CNE 0201245

CNE 0201246CNE 0201244

Fotos: Renato Braga

FONTE CNTE

MEC publica resultado do Sisu 2024 e inicia matrículas nesta sexta-feira (02)

 

Foto: Reprodução

 

Os inscritos no processo seletivo de 2024 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já podem conferir o resultado da chamada regular do programa. O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou a lista dos selecionados às 18h desta quarta-feira, 31 de janeiro, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O Sisu 2024 teve uma única etapa de inscrição para todo o ano e ofertou 264.181 vagas, em 6.827 cursos de graduação, de 127 instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil.

Os selecionados na chamada regular devem realizar matrícula ou registro acadêmico na instituição em que foram admitidos no período de 2 a 7 de fevereiro. Cabe ao candidato observar as condições, os procedimentos e os documentos para a matrícula, bem como se atentar para os dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição, em edital próprio.

Vale lembrar que a seleção do candidato assegura apenas a expectativa de direito à vaga para a qual se inscreveu, estando sua matrícula ou seu registro acadêmico condicionados à comprovação — junto à instituição para a qual foi selecionado — do atendimento aos requisitos legais e regulamentares pertinentes (incluindo os previstos na Lei n. 12.711/2012), bem como à regulamentação em vigor, conforme previsto no Edital n. 22/2023, referente ao processo seletivo do Sisu 2024.

Lista de espera – O candidato que não for selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse em participar da lista de espera, a partir desta quarta-feira, 31 de janeiro, até o dia 7 de fevereiro, pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A lista de espera poderá ser utilizada durante todo o ano de 2024 pelas instituições públicas de educação superior participantes, para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas na chamada regular. Os procedimentos para preenchimento das vagas serão definidos em edital próprio de cada instituição participante, de acordo com a Portaria Normativa MEC n. 21, de 2012, ressalvado o disposto no art. 2º do Decreto n. 11.781, de 14 de novembro de 2023, e no art. 3º da Portaria MEC n. 2.027, de 16 de novembro de 2023.

Cronograma atualizado do Sisu 2024

Sisu – O Sistema de Seleção Unificada reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil que participam do processo seletivo vigente, sendo a maioria delas oferecida por instituições federais (universidades e institutos). O Sisu foi instituído pela Portaria Normativa n. 2, de 26 de janeiro de 2010, e atualmente está regulamentado pela Portaria Normativa n. 21, de 5 de novembro de 2012.

Fonte:  agência gov

COM POTIGUAR NOTÍCIAS

Governo Federal anuncia criação do Centro de Operações de Emergências contra arboviroses

 

Foto: Reprodução

 

O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (1°/01), a criação de um Centro de Operações de Emergências (COE Arboviroses) para combater a dengue. Durante evento da Comissão Intergestores Tripartite, em Brasília, a ministra Nísia Trindade (Saúde) explicou que a medida permite atuar de forma mais ágil para organizar o sistema de saúde e ações de vigilância sanitária de forma coordenada com estados e municípios.

“É uma mensagem de mobilização nacional. De um Brasil unido contra a dengue. Um chamamento público para a união de todo o país neste momento para proteger a população e prevenir, pois sabemos que mais de 75% dos focos do mosquito se encontram nas casas”, explicou a ministra.

Nísia ressaltou que desde setembro de 2023 o Governo Federal vem acompanhando em uma sala de situação o quadro da doença a partir de instrumentos de ciência e tecnologia, para entender cenários e planejar ações. Neste momento, a dengue aparece como quadro de emergência em dezenas de municípios das regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas o olhar do governo tem perspectiva nacional.

“A nossa atenção para um acompanhamento nacional é fundamental”, afirmou a ministra. “Como tenho dito, a hora é de prevenir e cuidar. Dengue é uma doença para a qual o Sistema Único de Saúde (SUS) pode operar de forma eficiente e evitar mortes. Essa tem de ser a nossa tônica nesse momento”.

FUNÇÃO - O objetivo do COE é elaborar estratégias de controle e redução de casos graves e óbitos. Com o acionamento, o Governo Federal passa a monitorar a situação, com ênfase em dengue e chikungunya, para orientar a execução de ações voltadas à vigilância epidemiológica, laboratorial, assistência e controle de vetores. O planejamento das ações e a resposta coordenada são feitos em conjunto com estados e municípios.

VACINA - A ministra enfatizou o pioneirismo do Brasil na aquisição de vacina para oferecer no sistema público de saúde, mas ressaltou que o imunizante tem de ser visto como esperança, e não como resposta à situação de crise atual. Isso porque há uma limitação de produção do fabricante, o que impede que o imunizante seja ofertado de forma ampla, e a vacina também não atende o público com mais de 60 anos, que é uma das faixas da população com maior risco de agravamento da doença.

“A vacina é nossa esperança para um futuro sem dengue, mas hoje não é o instrumento de maior impacto. Temos que, principalmente, prevenir e cuidar: fazer o controle dos focos do mosquito em nossas casas e cuidar de quem adoece. Contamos com todas e todos nessa campanha”, afirmou Nísia.

A primeira remessa com cerca de 757 mil doses chegou ao Brasil em 20 de janeiro. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica. Outra remessa, com mais de 568 mil doses, tem entrega prevista para fevereiro. Além desse primeiro lote de 1,3 milhão de vacinas, o ministério adquiriu o total disponível pelo fabricante para 2024: 5,2 milhões de doses. De acordo com a empresa, a previsão é que sejam entregues ao longo do ano, até dezembro. Para 2025, a pasta já contratou outras 9 milhões de doses.

A vacina será aplicada na população de regiões endêmicas, em 521 municípios, a partir deste mês. O processo foi organizado com órgãos representantes das Secretarias de Saúde dos estados e municípios - seguindo as recomendações da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

QUADRO - Em 2024, o Brasil registrou 217.481 casos prováveis de dengue, sendo 51.448 casos na semana epidemiológica 1 (31/12 a 6/1), 62.665 na semana 2 (7 a 13/1), 71.779 casos prováveis de dengue na semana 3 (14 a 20/1) e 31.589 casos na semana epidemiológica 4 (21 a 27/4).

Com o início do período das chuvas e das altas temperaturas, e diante do alerta emitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o aumento das arboviroses em razão das mudanças climáticas ocasionadas pelo El Niño, o Ministério da Saúde coordenou uma série de atividades preparatórias para a sazonalidade de 2024.

CAMPANHAS - Em novembro, o Ministério da Saúde lançou novas campanhas de mobilização, voltadas à realidade de cada região do país e peculiaridades desse cenário epidemiológico. Em dezembro, foi instalada a Sala Nacional de Arboviroses, espaço permanente de monitoramento em tempo real dos locais com maior incidência. Com a medida, é possível direcionar as ações de vigilância de forma estratégica nas regiões mais afetadas. Outra iniciativa foi a realização da reunião nacional de preparação para o período de alta transmissão de arboviroses, com a participação dos 27 estados e 42 municípios. No mesmo mês, a pasta emitiu uma Nota de Alerta sobre o aumento de casos de dengue e Chikungunya no território nacional.

REPASSES - Para apoiar estados e municípios, o Ministério da Saúde repassou R$ 256 milhões para todo o país, em ação de reforço do enfrentamento da doença. Ainda em 2023, o ministério qualificou cerca de 12 mil profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, para atuarem como multiplicadores para manejo clínico, vigilância e controle da doença.

O Governo Federal também normalizou os estoques de inseticidas, que estavam em situação crítica desde o início de 2023. Ao todo, foram distribuídos 142,5 mil quilos de larvicida; 9,6 mil quilos de adulticida para aplicação residual em pontos estratégicos; e 156,7 mil litros do adulticida para aplicação espacial a Ultra Baixo Volume (UBV).

Para 2024, foram realizadas novas aquisições, sendo 400 mil quilos de larvicida e 12,6 mil quilos de adulticida para aplicação residual. Todos os estados estão abastecidos com os insumos. Também está em andamento a pactuação de apoio assistencial aos estados em situação de emergência.

Fonte: Secom/PR

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