Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
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FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN
Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...
domingo, 7 de maio de 2017
VII ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA DO CPC/RN: SIMPLESMENTE DEMAIS!!!
VII ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA - VII EEC - PROMOÇÃO: CPC/RN
Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, saudando os participantes do VII EEC-RN
Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, saudando os participantes do VII EEC-RN
Liderança Cultural de Alexandria/RN, José Alves fazendo suas explanações no inicio do VII EEC/RN, promovido pelo CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN
Companheira, Socorro, liderança da Comunidade dos Quilombola BOA VISTA DOS NEGROS na Cidade de Parelhas/RN
Apresentação do grupo de percussão AFROREGUEIROS da Comunidade de Quilombola BOA VISTA DOS NEGROS - Parelhas/RN
Galera de Santa Cruz/RN: Robson (centro) - Coordenador da Casa de Cultura, entre seus amigos culturais.
Grupo de Percussão "Sou Mais Percussão" da E. E. Alberto Maranhão - Nova Cruz/RN
Música ao vivo feita com estilo e bom gosto com jovens, Eliane Freitas e Maria Lorenas ambas são alunas da E. E. Mor Galvão de Currais Novos, no violão o amigo, Emerson
Grupo "Sou Mais Percussão" da E. E. Alberto Maranhão - Nova Cruz/RN
Grupo de Percussão "Sou Mais Percussão" da E. E. Alberto Maranhão - Nova Cruz/RN
Música ao vivo feita com estilo e bom gosto com jovens, Eliane Freitas e Maria Lorenas ambas são alunas da E. E. Mor Galvão de Currais Novos, no violão o amigo, Emerson
Grupo "Sou Mais Percussão" da E. E. Alberto Maranhão - Nova Cruz/RN
Coordenação do evento: da direita p/ a esquerda: Eduardo Vasconcelos-CPC/RN, Lucas/Currais Novos, Emerson/Currais Novos, Washington e Claudio Lima - CPC/RN
Macambirais de Passa e Fica/RN - SHOW
Votação simbólica da aprovação do Manifesto baseado na Plataforma Cultura em Luta - DIRIGENTES,
ATIVISTAS E PROFISSIONAIS - EM DEFESA DA CULTURA
Afroregueiros - Parelhas-RN
Final da Plenária
Debatedores do VII EEC - CPC/RN: da direita: Claudio Lima - radialista - CPC/RN, Manoel - SINTEST/RN e Conlutas e Ronaldo, presidente da Fundação de Cultura de Currais Novos, representando o prefeito, Odon Junior
Eduardo Vasconcelos, entre a delegação de Tangará-RN
Mesa de abertura do VII EEC - CPC-RN: Ronaldo - Presidente da Fundação de Cultura de Currais Novos - representando o prefeito, Odon Júnior (Currais Novos)
Inscrições do VII EEC - CPC-RN
José Alves - Presidente da ACEMA - Alecandria/RN levando sua palavra aos participantes do VII EEC, promovido pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN
Socorro - Presidente da Associação Quilombolas - Parelhas-RN
Eduardo Vasconcelos, entre a delegação de Tangará-RN
Mesa de abertura do VII EEC - CPC-RN: Ronaldo - Presidente da Fundação de Cultura de Currais Novos - representando o prefeito, Odon Júnior (Currais Novos)
Inscrições do VII EEC - CPC-RN
Diretor do IFRN, professor, Andreilson Oliveira, saudando os participantes do VII EEC
Vereadora Tércia Leda, representando a Câmara Municipal de Currais Novos-RNJosé Alves - Presidente da ACEMA - Alecandria/RN levando sua palavra aos participantes do VII EEC, promovido pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN
Socorro - Presidente da Associação Quilombolas - Parelhas-RN
Hora do almoço!
Exercer a CIDADANIA significa fazermos POLÍTICAS
PÚBLICAS URGENTES em prol da CULTURA POTIGUAR, O VII
EEC promovido pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN,ocorrido ontem, (6) no IFRN de Currais Novos/RN, que teve por objetivo debater “QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DAS
POLÍTICAS PÚBLICAS ADOTADAS PELO ATUAL DO GOVERNO FEDERAL NA CULTURA BRASILEIRA”, foi também refletido, discutido e avaliado ações dirigidas a elas e ao final do VII EEC, foi aprovado MANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA POTIGUAR. Que inicia-se assim:
" O tempo de pôr fim a este rumo de desastre é o tempo de hoje. Tempo de protesto e de recusa. Tempo de mobilização de toda a inteligência, de toda a criatividade, de toda a liberdade, de toda a cólera contra uma política que chama "austeridade" à imposição de um brutal retrocesso histórico. Defender a CULTURA é uma das mais inadiáveis formas de fazer ouvir todas as vozes acima do medíocre ruído dos "mercados". Manifestamos-nos em defesa da cultura. E agiremos em conformidade." Plataforma Cultura em Luta - DIRIGENTES, ATIVISTAS E PROFISSIONAIS - EM DEFESA DA CULTURA.
A plataforma Cultura
em Luta assume-se entre aqueles que nos últimos anos trabalharam e lutaram para
pôr fim a uma política de décadas de destruição da Cultura, particularmente
agravada nos últimos anos. Este trabalho, esta luta contribuíram para pôr fim
ao governo e abrir espaço a um novo quadro político.
Comprometidos
com as possibilidades e expectativas geradas no atual quadro político,
afirmamos a exigência, a justiça e o sonho de uma viragem política que rompa
com décadas de destruição da Cultura, de uma política de democratização, de
serviço público, de trabalho com direitos, de espaço e meios para uma Cultura
viva, livre e diversa.
Assim, reafirmamos
os 12 eixos de viragem na política cultural: Plataforma Cultura em Luta:
1.
Cumprimento da Constituição da
República: livre acesso de todos à criação e fruição culturais e obrigação do
Estado de prover os meios necessários a esse fim;
2.
Criação de condições de acesso de
todos à prática, à produção e criação cultural e artísticas;
3.
Definição e construção de um serviço
público de cultura em todo o território nacional;
4.
Investimento na escola pública,
ampliação e qualificação de uma rede pública nacional de ensino e formação
artísticos e apoio ao trabalho das coletividades populares, enquanto promotores
de desenvolvimento artístico e cultural;
5.
Apoio público relevante à criação
artística e literária e criação de condições efetivas de criação, divulgação,
difusão e apresentação da produção nacional;
6.
Defesa do vasto patrimônio cultural à
nossa guarda, com a alocação dos meios financeiros, técnicos e humanos
necessários, salvaguarda do patrimônio ameaçado, contra a sua privatização e
promoção da acessibilidade e divulgação plenas;
7.
Defesa e preservação da documentação
arquivística e promoção do livre acesso dos cidadãos à informação pública;
8.
Defesa do trabalho com direitos,
combate intransigente à precariedade e ao trabalho não-remunerado;
9.
Aplicação dos recursos financeiros
garantidos em lei para artistas e grupos culturais, que realmente necessitam e
conduz com as suas lutas na preservação cultural e mínimo nos serviços
culturais e na compra de materiais, produtos e instrumentos necessários às
atividades culturais;
10.Reconhecimento
efetivo do valor sem preço da Cultura: recusa da sua mercantilização
generalizada, recusa da desresponsabilização do Estado, não à turistificação da
Cultura;
11. Redução do horário de trabalho para as 35 horas
semanais para todos e melhoria efetiva das condições de vida do povo
BRASILEIRO,
12. 1% para a cultura - 1% do Orçamento, como patamar
mínimo, 1% do PIB como patamar a alcançar gradualmente - a garantia, em sede de
orçamento, de condições para um serviço público de Cultura, de condições para a
liberdade e a diversidade culturais;
13. "Criação da Secretaria Municipal de Cultura em todos
os municípios potiguares, com a participação de artistas culturais de acordo
com seus perfis;
14. Abertura democrática na Secretaria Extraordinária
de Cultura do Estado do Rio Grande do Norte, atendo de fato os anseios dos
artistas, entre eles os escritores e poetas;
15. Elaboração em todos os municípios potiguares dos
Planos Municipais de Cultura;
16. Fortalecimento dos Conselhos Municipais de Cultura;
17. Cumprimento do Sistema Municipal de Cultura nos
respectivos municípios potiguares;
18.Participação
de 50 + 1 dos artistas potiguares no Conselho Estadual de Cultura;
19. Participação dos secretários/coordenadores de
cultura dos sindicatos potiguares nos referidos conselhos municipais e estadual;" - (De 13 a 19, propostas aprovadas no VII ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, realizado dia 06 de maio de 2017 no Auditório do IFRN de Currais Novos - RN.
A plataforma Cultura
em Luta reúne no momento em que é apresentada e debatida as mudanças e
propostas do atual governo em setores que corre hoje possibilidades de
perderem direitos garantidos com tanto suor e luta dos trabalhadores/as
brasileiros;
A proposta de
Orçamentária do governo em 2017 para a Cultura apresenta um retrocesso
gigantestico das verbas para a cultura, quase nada. Portanto se faz
necessário uma grande mobilização do povo potiguar e em especial os artistas
para que esses direitos seja garantidos.
A
dignificação do trabalho e dos salários e a qualificação técnica e orgânica dos
serviços culturais do Estado são um pressuposto da política de desvalorização e
ante democrática e não é a cultura que defendemos. É preciso mais investimentos
mais na Cultura.
É
preciso cumprir um rumo de democratização e de valorização da Cultura Potiguar.
O governo deve
compreender que o seu compromisso é com o povo brasileiro e a sua soberania. As
imposições externas em relação à condução da política econômica e orçamentária,
a chantagem da dívida externa e interna, ou mesmo "QUEBRA DA PREVIDÊNCIA"
não podem continuar a impedir o nosso futuro.
A Cultura, o seu
tecido social, os seus projetos e programas, sofreram décadas de uma
progressiva e devastadora desvalorização na política de alguns governos.
Conhecemos um agravamento dessa política, com danos definitivos, na atua
legislatura. E, apesar das expectativas justas geradas com a nova solução
política, conheceram mais um ano de desorçamentação, negligência e indefinição.
A situação é de emergência, a de responsabilidade política é enorme, e a dívida
para com o trabalho de muitos e o direito à cultura de todos, colossal.
Face a esta
emergência, a essa dívida, ante a exigência e o sonho dos brasileiros, impõe-se
uma viragem política que abra caminho a um horizonte de democratização e
valorização da Cultura, que os 12 eixos enunciados representam, com a sua
garantia material: 1% para a Cultura.
A plataforma Cultura
em Luta, as organizações e pessoas que nela se unem continuarão a lutar todos
os dias, com os trabalhadores e o povo, para que no atual quadro político essa
viragem possa ocorrer.
"É reforçando este manifesto da Plataforma Cultura em Luta (Dirigentes, Ativistas e Profissionais - em Defesa da Cultura), que haveremos de construir POLÍTICAS PÚBLICAS Consistentes realmente voltadas para o resgate da CULTURA POTIGUAR, valorizando assim os seus artistas culturais" - Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN.
Manifesto baseado a Plataforma Cultura
em Luta: DIRIGENTES, ATIVISTAS E PROFISSIONAIS - EM
DEFESA DA CULTURA.
Obs. Adaptado para o VII ECC - CPC//RN.
Nossos agradecimentos Culturais as entidades de classes:
SINTEST/RN, SINDSAÚDE/RN ADURN, ADUERN, SINTAUERN, SINAI/RN, AFABB/RN, SINMED/RN, SINDERN, SINTE/RN, SENALBA/RN, SINTRACOMM, SINDMETAL/RN, FETARN, CTB/RN, INTERSINDICAL, CUT/RN, FORÇA SINDICAL, CONLUTAS, SINDHOTELEIROS/RN, SINDHOTELEIROS-MOSSORÓ, APURN, SINDÁGUA/RN, SINTERN e o Grêmio Estudantil do IFRN - Currais Novos.
Nossos agradecimentos ao segmentos comerciais:
Laticínios SERTÃO SERIDÓ, FLASH COLOR (Currais Novos), Supermercado Rede Mais (Venâncio - Currais Novos), Hotel DAlmeida, Livraria Mina de Ouro (Currais Novos) e ao Mega Kilão (Currais Novos).
Agradecimentos aos órgãos públicos:
IFRN (Currais Novos), Prefeituras de Currais Novos, Nova Cruz, Alexandria, Santa Cruz, Baía Formosa, Tangará e Parelhas.
Rádios 95 Currais Novos e Ouro Branco e SIDYS TV A CABO - Currais Novos.
Nossos agradecimentos Culturais as entidades de classes:
SINTEST/RN, SINDSAÚDE/RN ADURN, ADUERN, SINTAUERN, SINAI/RN, AFABB/RN, SINMED/RN, SINDERN, SINTE/RN, SENALBA/RN, SINTRACOMM, SINDMETAL/RN, FETARN, CTB/RN, INTERSINDICAL, CUT/RN, FORÇA SINDICAL, CONLUTAS, SINDHOTELEIROS/RN, SINDHOTELEIROS-MOSSORÓ, APURN, SINDÁGUA/RN, SINTERN e o Grêmio Estudantil do IFRN - Currais Novos.
Nossos agradecimentos ao segmentos comerciais:
Laticínios SERTÃO SERIDÓ, FLASH COLOR (Currais Novos), Supermercado Rede Mais (Venâncio - Currais Novos), Hotel DAlmeida, Livraria Mina de Ouro (Currais Novos) e ao Mega Kilão (Currais Novos).
Agradecimentos aos órgãos públicos:
IFRN (Currais Novos), Prefeituras de Currais Novos, Nova Cruz, Alexandria, Santa Cruz, Baía Formosa, Tangará e Parelhas.
Rádios 95 Currais Novos e Ouro Branco e SIDYS TV A CABO - Currais Novos.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
A LATICÍNIOS SERTÃO DO SERIDÓ APOIA O VII ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA DO CPC/RN
Conquistando seu espaço com QUALIDADE E PROFISSIONALISMO!
Experimentei e adorei! - Eduardo Vasconcelos - CPC/RN
Um apoio cultural fora do comum! Gente da terra apoiando a CULTURA POTIGUAR!
Laticínios Indústria e Comércio (Laticínios SERTÃO SERIDÓ): Qualidade com responsabilidade de fazer o melhor para seus consumidores
A A2L Laticínios Indústria e Comércio, empresa currais-novense
criada no dia 14 de outubro de 2014, tem meta de fazer renascer no município e
principalmente na região uma das atividades econômicas que mais elevaram o nome
do município além das fronteiras estaduais, e todo este caminho está sendo
conduzida por duas marcas genuinamente sertanejas: O Laticínio Sertão Seridó e
a Sertão Seridó Frutas. O sucedido empresário José Aureliano Bezerra, atuante
no mercado currais-novense com as empresas TLL Locações e AHB Engenharia, ao
lado de sua esposa Lyzandra Bezerra, estão aquecendo o comércio e a economia do
estado com este bem sucedido e novo empreendimento, gerando grandes
perspectivas de crescimento.
Com uma grande estrutura física para processamento de laticínios, o
Laticínio Sertão Seridó conta com uma grande diversidade de equipamentos e
processamentos tecnológicos, para garantir a melhor qualidade aos seus inúmeros
produtos que estão disponíveis para o seleto consumidor do Estado do Rio Grande
do Norte, com uma diversidade de Queijos, Iogurtes, Bebidas Lácteas, Leite
Pasteurizado, Requeijões, Coalhada, Manteiga da Terra e Creme de Leite
Pasteurizado “Nata”.
A A2L tem um rigoroso controle de
qualidade, desde o início na recepção da matéria-prima (leite) até a finalização
do produto e conta com um espaço estruturado e organizado para o crescimento da
produção, contando com funcionários e profissionais especializados para atuarem
na fabricação dos produtos.
A
A2L é muito atuante com a comunidade, participando de eventos culturais,
beneficentes e uma forte ligação com a agricultura familiar. A instalação da
A2L em Currais Novos já traz uma grandiosa contribuição para a capacitação
profissional no setor de laticínios, principalmente com a parceria com o
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte –
IFRN/Campus Currais Novos por meio de estágios, que desenvolvem novos projetos
para o fortalecimento desta área e consequentemente da economia local.
"Tivemos a felicidade de contar com o apoio da Laticínios SERTÃO SERIDÓ no nosso VII ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA, promovido pelo CENTRO POTIGUAR DE CULTURA!E o mais importante foi conhecer uma empresa que preza pela qualidade de seus produtos, respeitando as normas as normas de qualidade e investindo no seu povo! Agradecemos a todos que fazem a LATICÍNIOS SERTÃO SERIDÓ pelo apoio e mais ainda, por ter nos dados a oportunidade de conhecer o funcionamento da empresa, mostrando aos consumidores de que, quem trabalha com profissionalismo, dedicação, determinação e apoia as iniciativas de seu povo não se perde nos caminhos do progresso. A todos que fazem a LATICÍNIOS SERTÃO SERIDÓ o nosso agradecimento profundo! Continuem sempre assim! Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN."
quarta-feira, 3 de maio de 2017
PRESIDENTE DO CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS JÁ SE ENCONTRA EM CURRAIS NOVOS VISANDO A ESTRUTURAÇÃO DO VII EEC
Eduardo e Lucas entre o prefeito de Currais Novos, Odon Jr após conversarem com o mesmo
Eduardo Vasconcelos ao lado do presidente da Câmara de Currais Novos, Vereador João Alves e Lucas, após entregarem o convite ao mesmo para participar da abertura do VII EEC
Emerson, Mariana, Lorena, Lucas e Eduardo Vasconcelos
Membros do Coral da Escola Estadual Cap. Mor Galvão, professores em uma rápida reunião com o Eduardo Vasconcelos - CPC/RN - Fotos: Professor Marcos (direita)
Mariana, Lucas, Emerson, Eduardo e Maria Lorena
Hoje (3), Eduardo
Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, chegou pela
manhã a Currais Novos, localizada na Região do Seridó Potiguar e já foi logo
mantendo contatos com o Prefeito, Odon Júnior; com o Presidente da Câmara
Municipal, José Alves , Chefe de Gabinete da Prefeitura, Francisco (ex prefeito
de Parelhas), com o Secretário Municipal de Educação e Cultura, professor
Jorian Pereira dos Santos e com membros do Coral da Escola Estadual Capitão Mor
Galvão, onde o único assunto foi: A
estruturação, objetivos e finalidades do
VII ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA – VII EEC, que ocorrerá próximo sábado (6) no
IFRN de Currais Novos.
Eduardo Vasconcelos
ficou satisfeito com o calor fraterno das pessoas e agora é partir para as
confirmações das cidades convidadas.
Eduardo adianta que foram aproximadamente convidadas 16 cidades, distribuídas
pelas regiões do litoral (Baía Formosa e Natal), Agreste: (Nova Cruz, Passa e
Fica e Santo Antônio), Seridó (Parelhas, Lagoa Nova e Currais Novos) , Alto
Oeste: Mossoró, Upanema e Assú) e Oeste Potiguar: (Pau dos Ferros, Alexandria e
São Miguel), Trairi: (Santa Cruz, Lages Pintada e Tangará), totalizando
aproximadamente 130 convidados, entre artistas, sindicalistas e autoridades.
Outras cidades irão confirmar.
“O encontro se faz necessário pela atual situação em que se
encontra o País, discutir as políticas adotadas na cultura pelo atual governo
se faz necessário, além disso elaboraremos um documento traçando a realidade e
o querer da transformação concretas das ações ligadas direta na cultura
brasileira.” – Disse Eduardo Vasconcelos.
No decorrer do evento irá ser elaborado um documento que irá
ser encaminhado ás autoridades em todas as esferas, contendo as posições e reivindicações
dos artistas presentes.
Os participantes não
pagarão taxas de inscrições e receberão certificados de participação.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Lançamento: Olga Benario Prestes, por Anita Leocadia Prestes
| Blog da Boitempo |
Anita Leocadia Prestes, filha de Olga e Luiz Carlos Prestes, cria um texto original a respeito da intrépida revolucionária, vítima da barbárie nazifascista.
"A abertura dos arquivos da Gestapo e sua disponibilidade recente revelaram uma importante fonte de documentos inéditos sobre Olga Benario Prestes, o que permitiu à historiadora Anita Leocadia Prestes, filha de Olga e Luiz Carlos Prestes, elaborar um texto original a respeito dessa intrépida revolucionária, vítima da barbárie nazifascista."
Essa breve narrativa biográfica contém não apenas preciosidades históricas e raridades documentais – que, por si sós, já valeriam a leitura –, ela oferece a perfeita dimensão da luta diária de Olga Benario Prestes por seus ideais, mesmo nas condições mais adversas. A resistência da jovem revolucionária diante da gigantesca e cruel máquina do Terceiro Reich, que a considerava uma “comunista perigosa”, parece ainda pulsar nestas páginas, como se seu coração, calado há 75 anos, ainda batesse. Um coração destemido, que, encarcerado, soube conjugar a luta política, o amor pelo grande companheiro e a preocupação com a educação da filha, de quem fora afastada prematuramente.
Após a abertura dos arquivos da Gestapo, essa filha, a historiadora Anita Leocadia Prestes, debruçou-se sobre as cerca de 2 mil páginas a respeito de Olga, recheadas de documentos inéditos, para trazer à tona informações até então desconhecidas. Com base nos documentos, a autora constrói uma narrativa cronológica que vai da inserção da jovem Olga na luta política até sua morte na câmara de gás do campo de concentração de Bernburg, em abril de 1942, revelando a firmeza inabalável da revolucionária. Enquanto, na prisão, Olga nutria esperanças de conseguir asilo em outro país, e, fora dela, sua sogra e sua cunhada faziam de tudo para que ela fosse libertada, os nazistas nunca consideraram essa hipótese. No entanto, ela jamais se curvou a seus algozes, jamais entregou companheiros e nem sequer revelou suas atividades políticas, ainda que a chantageassem com a perspectiva de voltar a ver a filha. Após o relato biográfico há um caderno de fotos e uma série de anexos com a reprodução de documentos, como o passaporte que Olga se negou a assinar, fotos encontradas no arquivo da Gestapo e a tradução e a reprodução da correspondência inédita de Olga e Prestes, entre outros. Mais do que peças faltantes no quebra-cabeça da história, os documentos reproduzidos nessa obra nos permitem enxergar o presente com outros olhos.
Trechos da orelha, por Fernando Morais
Qualquer pesquisador se sentiria diante de uma mina de ouro ao deparar com o acervo histórico que deu origem a este livro. No coração de Moscou jazia o tesouro composto por nada menos que 2,5 milhões de documentos separados em 28 mil dossiês, estes, por sua vez, organizados em 50 catálogos. Não por acaso essa montanha de informações era conhecida como os Trophäen-dokumente, os “documentos-troféus” acumulados pela Gestapo, a polícia secreta do Reich, o regime nazista alemão que aterrorizou o mundo durante doze anos. Apreendida pelo Exército Vermelho após a derrota da Alemanha, em 1945, a documentação foi preservada pela União Soviética e começou a ser aberta para consulta pública dois anos atrás.
Para Anita Leocadia Prestes, descobridora do filão, porém, a pesquisa nesse rico material envolvia mais que a curiosidade acadêmica de uma historiadora. O objeto de seu olhar e de seu trabalho eram os oito dossiês contendo cerca de 2 mil documentos que a Gestapo arquivou com o título de “Processo Benario” – o acervo da polícia secreta nazista sobre sua mãe, a revolucionária Olga Benario Prestes. Trata-se do mais extenso rol de documentos sobre uma única vítima do nazismo, o que permite medir a importância atribuída pelo Terceiro Reich à então mulher do líder comunista brasileiro Luiz Carlos Prestes.
Além de mais de meia centena de cartas inéditas, trocadas entre Olga, o marido, preso no Brasil, a sogra, Leocadia Prestes, e as cunhadas Clotilde, Lygia, Eloiza e Lúcia, o acervo vasculhado pela historiadora Anita Prestes revela minúcias do monitoramento a que Olga era submetida pelas autoridades em todas as prisões e campos de concentração em que esteve entre 1936 e 1942, quando foi executada em uma câmara de gás.
Mais que uma excelente obra de referência, Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo é a pungente, dolorosa história de uma revolucionária exemplar.
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Sobre a autora
Anita Leocadia Prestes nasceu em 27 de novembro de 1936 na prisão de mulheres de Barnimstrasse, em Berlim, na Alemanha nazista, filha dos revolucionários comunistas Luiz Carlos Prestes, brasileiro, e Olga Benario Prestes, alemã. Afastada da mãe aos quatorze meses de idade, antes de vir para o Brasil, em outubro de 1945, viveu exilada na França e no México, com a avó paterna, Leocadia Prestes, e a tia Lygia. Em 1964, graduou-se em Química Industrial pela Escola Nacional de Química da antiga Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1966, obteve o título de mestre em Química Orgânica.
Devido à atuação clandestina nas fileiras do Partido Comunista Brasileiro (PCB), foi perseguida pelo regime militar instalado no país a partir de 1964, levando a que, no início de 1973, se exilasse na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Julgada à revelia em julho de 1973, foi condenada à pena de quatro anos e seis meses pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército brasileiro. Em dezembro de 1975, Anita Prestes recebeu o título de doutora em Economia e Filosofia pelo Instituto de Ciências Sociais de Moscou. Em setembro de 1979, com base na primeira Lei de Anistia no Brasil, a Justiça brasileira extinguiu a sentença que a condenou à prisão. Em seguida, Anita voltou ao Brasil.
Desde 1958, até o falecimento de Prestes em 1990, atuou politicamente ao lado do pai tornando-se sua assessora. Autora de vasta obra sobre a atuação política de Prestes e a história do comunismo no Brasil, é doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense, professora do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.
Carta Maior
domingo, 30 de abril de 2017
São Paulo: 28 de abril entra para história
Cem anos depois da primeira greve geral no Brasil, o povo se une na maior paralisação nacional desde 89 e manda o recado para Temer.
A diversidade do povo que rapidamente ocupou o Largo da Batata, em São Paulo, chamava a atenção de quem se unia à multidão para marchar contra as reformas de Temer nesta sexta-feira, 28 de abril. A cara da maior greve da história do País, que superou os 35 milhões de envolvidos de 1989, tem todas as cores e todas as idades.
Logo se aprendia o grito de ordem, entoado pelos 70 mil presentes que rumaram até à casa de Michel Temer, no Alto de Pinheiros, contra as reformas que o presidente quer impor ao povo:
“Pisa ligeiro / Quem não pode com formiga não atiça o formigueiro”.
Desde a greve do dia 15 de março, também organizada pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular com o Fórum das Centrais Sindicais, a conscientização contra as ações do governo Temer só cresce – enquanto diminui sua aprovação, que já não chega a 10% da população.
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| CARINA VITRAL - Presidenta da UNE |
“Hoje é um dia de muita luta, mas também de muita felicidade. Foi quando vencemos o cabo de guerra das opressões. Demonstramos a força dos trabalhadores e do povo organizado. Esse é o recado que damos ao governo golpista e ao congresso de corruptos – é na rua que construiremos nosso futuro”, discursou Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, reforçou o clima de unidade: “Vamos lutar todos juntos contra estas reformas. Elas atacam especialmente a nós, estudantes, e aos nossos professores”. Um grito da multidão concordava: “Unificou, unificou! É estudante com trabalhador!”.
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| São Paulo, 100 anos depois |
Há exatos 100 anos da primeira greve no Brasil, mais uma vez São Paulo foi palco de paralisações e reivindicações, com muitas categorias atuantes, o que se viu todo o país nesta sexta-feira. Se, em 28 de abril de 1917, funcionários protestavam pelos primeiros direitos trabalhistas, hoje o povo se impõe para manter o que conquistou com muita luta.
A reforma da previdência, que deve ser votada na Câmara em breve, e a trabalhista, aprovada pelos deputados há dois dias, são as principais denúncias do povo nas ruas nesta sexta. “Acima de tudo, lembramos que quem quer fazer esses ataques é um governo ilegítimo, colocado por um golpe”, lembrou Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
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| Vitória do povo |
Presidente da Intersindical, Edson Carneiro “Índio” falou também dos interesses que orientam as medidas federais hoje: “No último período, o Temer, a mando do grande capital dos banqueiros e grandes empresários, atropelou o povo e todo rito democrático do nosso País”.
Para Vagner Freitas, da Central Única dos Trabalhadores, esta sexta foi o dia dos trabalhadores “sepultarem o golpismo”, como indicava outro grito da multidão: “A nossa luta não vai parar / pela democracia eu quero diretas já!”.
No começo da noite, mesmo com os 14ºC na capital paulista, o povo seguia animado até as proximidades da casa do Temer permitida pelo cordão de isolamento. Flavia Oliveira, da União Estadual dos Estudantes, resumiu o clima: “Para quem não acreditava nessa greve, basta olhar a multidão aqui e ver que o Brasil não aprova o golpismo e as reformas que detonam direitos e criam mais desigualdades. Não vamos parar por aqui”.
Enquanto manifestantes ainda se dispersavam pacificamente, às 21h30, a Polícia Militar jogou bombas de efeito moral.
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| Por Natália Pesciotta, Renata Bars e Sara Puerta, de São Paulo. Edição: Natasha Ramos. |
Fotos: Fabio Almeida e Yuri Salvador
- Fonte: UBES
Um apelo à consciência: extermínio da juventude negra Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2016/Um-apelo-%C3%A0-consci%C3%AAncia-exterm%C3%ADnio-da-juventude-negra © 2017 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA., conforme a Lei nº 9.610/98. A sua publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia é proibida.
| FOTO: PILAR OLIVARES/REUTERS |
Por Marivaldo Pereira
Nessa data, além de lembrar das conquistas alcançadas nos últimos anos, como as políticas afirmativas, devemos denunciar o racismo ainda fortemente presente no Brasil, cuja face mais cruel é o extermínio de jovens negros.
No dia 20 de novembro comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra, data que marca a morte de Zumbi dos Palmares, ícone da luta pela liberdade dos negros em nossa história. Nessa data, além de lembrar das conquistas alcançadas nos últimos anos, como as políticas afirmativas, devemos denunciar o racismo ainda fortemente presente no Brasil, cuja face mais cruel é o extermínio de jovens negros.
As políticas de acesso à educação dos últimos anos, como a política de cotas, o Prouni, o Fies, o Enem e a ampliação de vagas nas universidades federais, fizeram com que triplicasse a proporção de negros no ensino superior, sobretudo nas universidades públicas, onde saltaram de 4% em 1997 para quase 20% em 2014.
Apesar desses avanços, um abismo social ainda segrega a população negra em nossa sociedade. De acordo com relatório produzido pela especialista independente da ONU sobre minorias, Rita Izsák, e publicado em 2016, resultado de visita realizada em nosso país no final do ano anterior, “a pobreza no Brasil tem cor”. O documento revela: 70,8% das pessoas que ainda vivem em situação de extrema pobreza no país são negros e possuem salários médios 2,4 vezes mais baixos que o dos outros grupos.
A desigualdade também está presente no tratamento recebido do sistema de justiça. De acordo com dados do Ministério da Justiça, de cada três pessoas presas em 2014, ao menos duas eram negras.
O mesmo ocorre quando analisamos as vítimas da violência. Conforme o “Atlas da Violência 2016”, publicado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada 10 homicídios ocorridos no país, 7 são de negros, proporção que segue aumentando, especialmente entre as mulheres negras, principais vítimas do feminicídio.
Entre as principais causas desses altos índices de homicídio está a violência policial. De acordo com o “Anuário Brasileiro de Segurança Pública”, em 2015, a polícia matou 3.345 pessoas, o equivalente a 9 pessoas por dia, um crescimento de 6,3% em relação ao ano anterior, enquanto o número de policiais mortos em serviço caiu quase 4% no mesmo período.
O relatório da especialista da ONU sobre minorias também aponta dados semelhantes aos divulgados nos estudos brasileiros e destaca que, assim como a pobreza, as vítimas da violência policial também têm cor. Segundo o documento, o número de negros vítimas de operações policiais em São Paulo é três vezes superior ao dos demais grupos presentes em nossa sociedade, enquanto no Rio de Janeiro essa proporção é de 80%, em sua maioria esmagadora, jovens entre 15 e 29 anos. Esses dados apontam para um verdadeiro extermínio da juventude negra, fato denunciado há décadas pelos próprios jovens negros das periferias de nossas grandes cidades, como na letra da música “Racistas Otários”, do grupo Racionais MC’s, lançada em 1990:
“Enquanto você sossegado foge da questão Eles circulam na rua com uma descrição Que é parecida com a sua Cabelo cor e feição Será que eles veem em nós um marginal padrão”
Apesar de sua gravidade, as mortes decorrentes de operações policiais seguem crescendo entre nós. Recentemente, assistimos estarrecidos à notícia de mais uma chacina no Estado de São Paulo, onde cinco jovens foram brutalmente executados, com fortes indícios de participação de guardas municipais.
Mortes como essas são impulsionadas pela impunidade e ausência de investigação que geralmente marcam esses casos. Na maioria dos Estados, registra-se a morte resultante da ação policial como resistência seguida de morte, situação em que a vítima é tratada como autor do crime e na qual não há investigação, o que é reforçado pela ampla visibilidade que é dada a eventuais antecedentes criminais das vítimas, como se o agente público tivesse autorização para matar quem é investigado ou tenha sido condenado por algum crime.
Aqui está a síntese de um dos fatores do extermínio da juventude negra em nosso país. Como diria mais um poeta da periferia, o rapper GOG, na música “Polícia”:
“Poder demais na mão do indivíduo, Poder pra matar e não ser punido (...)”
Exatamente para enfrentar esse problema, foi construído o Projeto de Lei nº 4471/2012, de autoria do deputado federal Paulo Teixeira e mais três parlamentares, cujo texto determina que mortes resultantes da ação de agentes públicos sejam investigadas, assegurando-se a preservação do local do fato e a notificação dos órgãos responsáveis pelo controle da atividade desses agentes.
Apesar de sua importância e da gravidade do problema que busca combater, a proposta tramita há mais de quatro anos na Câmara e chegou a ter a urgência de sua tramitação solicitada pela presidenta Dilma Rousseff, medida que foi retirada pelo seu sucessor, Michel Temer, tão logo tomou posse, mostrando seu completo descaso com a dor e o sofrimento de milhares de mães e pais que veem seus filhos serem mortos por aqueles que deveriam zelar pelo cumprimento da lei.
No mês da consciência negra, resta-nos apelar à consciência dos parlamentares e de cada cidadão para que pautem o Projeto de Lei que pode frear a matança de nossos jovens. Resta-nos exigir que alterem a legislação para que agentes públicos prestem contas das mortes que tenham causado “em nome da sociedade”.
O extermínio da juventude negra é a face mais cruel e assombrosa da discriminação e da desigualdade racial que ainda envergonham nosso país. Em respeito aos direitos fundamentais e ao sangue africano que corre nas veias da maioria dos brasileiros, é fundamental que nossos governantes parem de se omitir diante dessa barbárie que tanta dor tem causado nas periferias de cada grande cidade brasileira.
Marivaldo de Castro Pereira é bacharel e mestre em Direito pela Universidade de São Paulo, ex-secretário executivo, de assuntos Legislativos e de reforma do judiciário do Ministério da Justiça.
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Fonte: https://www.nexojornal.com.br
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