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sábado, 19 de agosto de 2017

Carlos Drummond de Andrade, da província para o vasto mundo

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O calendário data o ano de 1929. Belo Horizonte, a cidade símbolo da República brasileira, ganha um novo elemento: o viaduto Santa Tereza passa a integrar a paisagem urbana da capital de Minas Gerais. No cotidiano descer a rua da Bahia, Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) passeia pela nova ponte, obra influenciada pelas principais tendências arquitetônicas da época. Errante e anônimo entre outros passantes, o poeta segue seu caminho até que, para surpresa de todos, começa a escalar o arco direito de quem logo sobe pelas vias do bairro Floresta.
Inusitada, a anedota é comumente lembrada ao se falar da relação de Drummond com a Belo Horizonte dos idos de 1920 e 1930, onde viveu por 14 anos. A história ilustra bem a ambígua relação do escritor com a recém-inaugurada capital – apenas cinco anos mais velha que ele. O pacato e o efêmero, a tradição e a modernidade – as contradições da cidade foram registradas pelo poeta e não escaparam de seu olhar crítico.
“Drummond tem uma relação permeada por tensões com Belo Horizonte”, analisa a professora do departamento de Letras da UFMG, Maria Zilda Ferreira Cury. Afinal, “a mesma cidade projetada para ser o símbolo da República, a capital da Luz, fundada sob o signo do modernismo e do iluminismo, é também aquela que ainda guardava algo de bucólico e de provinciano”, lembra.
Além disso, em matéria de Brasil, “as coisas aconteciam mesmo era no Rio de Janeiro, capital da República na época”. Era esta a referência de Drummond, que, por vezes, se punha crítico à pacatez de Belo Horizonte em contraste à efervescência da Cidade Maravilhosa. “BH ainda era provinciana demais para os sonhos de ocupação intelectual e política de Drummond”. Por isso, ele várias vezes a classifica como “cidade do tédio”.
A capital, obviamente, foi importante para a formação intelectual do poeta e é também um lugar de muitos afetos – além das amizades, ele se casa aqui em 1925 e tem dois filhos, observa o jornalista e escritor Fabrício Marques, autor do livro “Uma Cidade Se Inventa” (2015). Marques, no entanto, vai além, pontuando que a capital, com menos de meio século desde sua fundação, se beneficiou sobremaneira do prestígio da vanguarda literária que abrigava.
E se falando do horizonte afetivo de Drummond na capital mineira, “é preciso lembrar que, ao se instalar em BH, ele se agrupou a outros intelectuais”, frisa a professora Maria Zilda. Participavam do grupo de Drummond nomes como Abgar Renault, João Alphonsus, Pedro Nava, Milton Campos, Ciro dos Anjos e Alberto Campos. Juntos, eram conhecidos como “Meninos do Estrela”, em referência aos encontros no Café Estrela, que, como o Bar do Ponto (foto) e outros espaços, são lugares antológicos na obra drummondiana. Lá, trocavam versos entre um chope e outro.
O grupo, é verdade, também se beneficiou do fato de a cidade, ainda com pouco mais de 50 mil habitantes, ser lugar que gozava de certa importância – afinal, foi a primeira grande obra da República. “Eles logo ocuparam espaços de relevância no meio intelectual”, pontua a professora. Drummond, por exemplo, se tornou redator do “Diário de Minas”, jornal conservador do Partido Republicano Mineiro, mas que serviu de acesso para as publicações modernistas do poeta.
O conservadorismo literário, aliás, foi trincheira vencida pelo itabirense já em 1927, quando publicou, em uma revista carioca, o poema “No Meio do Caminho”, considerado um escândalo para os padrões de então. Em 1930, atuando no diário oficial do Estado (Minas Gerais) e assinando uma coluna com os pseudônimos Antônio Crispim e Barba Azul, o poeta, ainda em BH, lança “Alguma Poesia”, seu primeiro livro, com a expressiva tiragem (para a época) de 500 exemplares.
Fonte: Jornal O Tempo

Nordeste é a região que mais aproveita potencial turístico, diz pesquisa

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O potencial do Nordeste para a atividade turística foi avaliado como alto ou muito alto por 44,2% dos nordestinos. Seus moradores são os que mais reconhecem o valor de sua região para o setor, seguidos pelos moradores das regiões Sudeste (42,3%), Sul (32,6%) e Centro-Oeste e Norte (32,2). O estudo foi encomendado pelo Ministério do Turismo.
A pesquisa revela ainda que 8 em cada 10 brasileiros acreditam que o potencial turístico do País é de médio para muito alto. Se a questão é aproveitar o potencial, novamente para os entrevistados, o Nordeste desponta, com 39,6%. Em segundo lugar, aparece o Norte e Centro-Oeste (32,7%), seguido do Sudeste (32,3%) e Sul (20,1%).
“O Ministério do Turismo tem realizado uma série de ações para investir na infraestrutura dos destinos nacionais, assim como na qualificação de quem está na linha de frente do atendimento ao turismo. Queremos posicionar o Brasil entre os grandes destinos mundiais”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
Uma série de trabalhos tem sido feita para divulgar os atrativos brasileiros. Em maio deste ano, foi a vez da Amazônia, com a campanha “Descubra uma nova Amazônia”. O objetivo na ocasião era gerar identificação, apresentando a multiplicidade da região.
A pesquisa foi realizada de 17 a 23 de março de 2017 pelo Instituto FSB Pesquisa. Foram ouvidas 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todas as regiões do País.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

Cais do Valongo coloca Brasil em novo patamar de turismo cultural, dizem especialistas

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Em julho deste ano, o Sítio Arqueológico do Valongo, no Rio de Janeiro (RJ), foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O título representa o reconhecimento de um período marcante da história da humanidade.
O local, encoberto por outras obras do antigo porto, foi a principal porta de entrada de africanos escravizados no Brasil, e o reconhecimento como patrimônio, segundo especialistas, coloca o Brasil em um novo patamar no turismo cultural e étnico, além de valorizar a cultura e memória dos povos africanos no País.
De acordo com o coordenador-geral de produtos turísticos do Ministério do Turismo, Cristiano Borges, o Cais do Valongo é o 14º patrimônio cultural da humanidade no Brasil. Esse número, segundo ele, contribui para que o País se torne um produto turístico atraente para o visitante internacional.
“Além da importância de proteção do bem tombado, esse tombamento tem importância para o turismo cultural e para o turismo étnico”, afirma.
História e Cultura
A origem africana é um dos aspectos mais relevantes da história brasileira. Para a pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (Neab/UnB), Glória Moura, o reconhecimento do Cais valoriza a cultura e resgata valores.
“Africanos escravizados tiveram uma contribuição inestimável para nossa história, não só na música e culinária, por exemplo, mas também no trabalho. O Cais do Valongo merecia esse reconhecimento, merece essa importância, para que a luta histórica dos afro-brasileiros neste País seja reconhecida. O Cais é um memorial da nossa identidade”, defende.
A candidatura do cais ao título de patrimônio da humanidade demonstra, inclusive, aos olhos dos outros países, a “coragem” de colocar o tema da escravidão em pauta, defende o diretor do Departamento de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Marcelo Brito.
“O Brasil foi pioneiro e protagonista com relação a essa temática, a gente se orgulha muito de poder ter dado essa contribuição. O Cais do Valongo será referência para que outras nações apresentem propostas semelhantes para a lista dos patrimônios da humanidade”, afirma.
Aterrado em 1911, o cais foi redescoberto um século depois, em 2011, durante as obras de revitalização da região do porto.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo, do Iphan e da Universidade de Brasília

UNE lança versão online do catálogo da 10ª Bienal

Edição traz fotos, entrevistas, e um relato caprichado sobre as mostras convidadas e selecionadas

Foram 4 dias de festival, 1140 trabalhos inscritos, 85 convidados, 75 atrações, mais de cem caravanas de estudantes de todo o Brasil e um público total de 80 mil pessoas. O catálogo da 10ª Bienal da UNE já está disponível online onde está registrada toda a magia e as cores do maior festival estudantil da América Latina que fez  “A Feira da Reinvenção” em Fortaleza, no Ceará de 29 de Janeiro a 1º de fevereiro de 2017. Um relato caprichoso sobre os debates, mostras convidadas e selecionadas nas linguagens de cinema, literatura, artes cênicas, artes visuais, C&T, projetos de extensão, música e audiovisual. A edição traz ainda entrevistas com participantes, convidados especiais e um resumo sobre a história das bienais da UNE.
Folheie a edição na íntegra:

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sindicato é pra Lutar vence as eleições da ADUERN. Rivânia Moura é a nova presidenta

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Com 215 votos de vantagem, a chapa SINDICATO É PRA LUTAR, encabeçada  pela professora Rivânia Moura venceu a eleição para a escolha da nova diretoria que vai comandar o Associação dos Docentes da UERN, no biênio 2017-2019.

Representantes das duas chapas acompanharam a apuração dos votos na sede da ADUERN, em Mossoró. Nos campi a apuração foi realizada simultaneamente e o resultado final foi comunicado oficialmente após 1h do início da contagem.

A participação da categoria no processo eleitoral foi considerada um sucesso pela comissão eleitoral, superando as expectativas iniciais. Dos 963 aptos a votar, foram contabilizados 705 votos válidos, o que corresponde a 74% do eleitorado.

A presidenta eleita da ADUERN Rivânia Moura comemorou a vitória e garantiu que os próximos dias serão de articulação. Em sua avaliação, Rivânia destacou que a história e o comprometimento com as lutas pesaram na escolha da categoria pela chapa SINDICATO É PRA LUTAR.

“A disputa foi muito saudável e envolveu a categoria. Vencer a eleição e com esta cotação expressiva nos dá mais responsabilidade ainda e mostra que a categoria sabe qual é a real função de um sindicato e quem tem trajetória nas lutas dentro e fora da universidade”, ressaltou Rivânia.

Confira o resultado da votação em cada Campus.

Sindicato é pra Lutar
Unidos pela ADUERN
ASSU
31
28
CAICO
08
10
NATAL
59
37
PAU DOS FERROS
78
03
PATU
19
03
MOSSORO
263
166
TOTAL
458
247

Encontro fortalece defesa do manancial Piquiri-UNA. - CPC/RN PRESENTE!


(Estação de captação da CAERN no rio Piquiri)

Aconteceu em Nova Cruz, na manhã desta quinta feira, 17 de Agosto, no Clube do Povo – Mercado Público, mais um encontro com representantes da sociedade e de Igrejas, em defesa do manancial dos rios, Piquiri e Una”, promovido pelo “Fórum Permanente S.O.S. rios, Piquiri e Una”, com o objetivo de ampliar os agentes de mobilização desta luta que terá um importante momento regional em Outubro deste ano.

O manancial é o provedor da água potável para a população dos municípios de Pedro Velho, Montanhas e Nova Cruz e, quando da construção da nova adutora pelo governo do estado, se estenderá até os municípios de Santo Antonio e Serrinha.






O encontro desta manhã contou com representantes de Igrejas Evangélicas,  da Igreja Católica – através do Serviço de Assistência Social –SAR da Arquidiocese de Natal e da Pastoral da Comunicação (Pascom da Paróquia de Nova Cruz), da EMATER/Escritório local, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, de Associações, do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, do CRAS de Nova Cruz, da Câmara Municipal de Nova Cruz, dos Conselhos: Municipal e Tutelar de Nova Cruz, e de populares, que debateram e definiram as estratégias de mobilização para o grande evento que marca o dia “D” de luta em defesa dos rios, previsto para Outubro deste ano e que busca dar visibilidade às diversas autoridades, municipais, estaduais e federais, dos problemas detectados nestes rios, que já afetam suas capacidades de abastecimentos e de promoção do desenvolvimento econômico destas populações.

O Rio Piquiri abastece uma população de aproximadamente 150 mil habitantes no Agreste e litoral sul potiguares, com uma adutora que já está obsoleta há pelo menos 20 anos. Estudos relatados pelo Fórum dão conta de que o rio está com capacidade cada vez menor, em virtude do assoreamento desenfreado, dos desvios dos cursos das águas, dos desmatamentos em suas margens promovidos pelas usinas, enfim, por uma gama de fatores apresentados e com um futuro agravante: A construção de uma nova adutora, com vazão direta do manancial até Nova Cruz e com ampliação até os municípios de Santo Antonio e Serrinha, anunciada pelo Governo do Estado. É necessário, portanto, um amplo e permanente trabalho de mobilização para a preservação do rio Piquiri e de implantações de projetos sustentáveis, que permitam sua plena saúde, para que ele possa em retribuição manter estes abastecimentos e o desenvolvimento das populações por ele, beneficiadas.

(Matéria Claudio Lima - Fotos Eduardo Vasconcelos)
 Membros do Fórum Social de Políticas Públicas de Nova Cruz e convidados, após reunião

 Carlinhos - Coordenação do Fórum
 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN participando das discussões e encaminhamentos do FÓRUM
 Intervenções muito bem colocadas de Juliane Oliveira - representante da EMATER - Nova Cruz

 Listas de presenças
 Convite feito a sociedade civil e organizada

Historia do Carnaval: Brasil e a influencia do negro...


A cultura brasileira é uma síntese da influência dos vários povos e etnias que formaram o povo brasileiro. Não existe uma cultura brasileira perfeitamente homogênea, e sim um mosaico de diferentes vertentes culturais que formam, juntas, a cultura do Brasil. Naturalmente, após mais de três séculos de colonização portuguesa, a cultura do Brasil é, majoritariamente, de raiz lusitana. É justamente essa herança cultural lusa que compõe a unidade do Brasil: apesar do povo brasileiro ser um mosaico étnico, todos falam a mesma língua (o português) e, quase todos, são cristãos, com largo predomínio de católicos. Esta igualdade linguística e religiosa é um fato raro para um país de grande tamanho como o Brasil, especialmente em comparação com os países do Velho Mundo.

Embora seja um país de colonização portuguesa, outros grupos étnicos deixaram influências profundas na cultura nacional, destacando-se os povos indígenas, os africanos, os italianos e os alemães. As influências indígenas e africanas deixaram marcas no âmbito da música, da culinária, do folclore, do artesanato, dos caracteres emocionais e das festas populares do Brasil, assim como centenas de empréstimos à língua portuguesa. É evidente que algumas regiões receberam maior contribuição desses povos: os estados do Norte têm forte influência das culturas indígenas, enquanto algumas regiões do Nordeste têm uma cultura bastante africanizada, sendo que, em outras, principalmente no sertão, há uma intensa e antiga mescla de caracteres lusitanos e indígenas, com menor participação africana.

No Sul do país as influências de imigrantes italianos e alemães são evidentes, seja na língua, culinária, música e outros aspectos. Outras etnias, como os árabes, espanhóis, poloneses e japoneses contribuíram também para a cultura do Brasil, porém, de forma mais limitada
Os africanosA cultura africana chegou ao Brasil com os povos escravizados trazidos da África durante o longo período em que durou o tráfico negreiro transatlântico. A diversidade cultural da África refletiu-se na diversidade dos escravos, pertencentes a diversas etnias que falavam idiomas diferentes e trouxeram tradições distintas. Os africanos trazidos ao Brasil incluíram bantos, nagôs e jejes, cujas crenças religiosas deram origem às religiões afro-brasileiras, e os hauçás e malês, de religião islâmica e alfabetizados em árabe. Assim como a indígena, a cultura africana foi geralmente suprimida pelos colonizadores. Na colônia, os escravos aprendiam o português, eram batizados com nomes portugueses e obrigados a se converter ao catolicismo.

Capoeira, a arte-marcial afro-brasileira.Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: dança, música, religião, culinária e idioma. Essa influência se faz notar em grande parte do país; em certos estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul a cultura afro-brasileira é particularmente destacada em virtude da migração dos escravos.

Os bantos, nagôs e jejes no Brasil colonial criaram o candomblé, religião afro-brasileira baseada no culto aos orixás praticada atualmente em todo o território. Largamente distribuída também é a umbanda, uma religião sincrética que mistura elementos africanos com o catolicismo e o espiritismo, incluindo a associação de santos católicos com os orixás.

A influência da cultura africana é também evidente na culinária regional, especialmente na Bahia, onde foi introduzido o dendezeiro, uma palmeira africana da qual se extrai o azeite-de-dendê. Este azeite é utilizado em vários pratos de influência africana como o vatapá, o caruru e o acarajé.

Na música a cultura africana contribuiu com os ritmos que são a base de boa parte da música popular brasileira. Gêneros musicais coloniais de influência africana, como o lundu, terminaram dando origem à base rítmica do maxixe, samba, choro, bossa-nova e outros gêneros musicais atuais. Também há alguns instrumentos musicais brasileiros, como o berimbau, o afoxé e o agogô, que são de origem africana. O berimbau é o instrumento utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, mistura de dança e arte marcial criada pelos escravos no Brasil colônial.

Segundo definição genérica, o carnaval é uma festa popular coletiva, que foi transmitida oralmente através dos séculos, como herança das festas pagãs realizadas a 17 de dezembro (Saturnais - em honra a deus Saturno na mitologia grega.) e 15 de fevereiro (Lupercais - em honra a Deus Pã, na Roma Antiga.). Na verdade, não se sabe ao certo qual a origem do carnaval, assim como a origem do nome, que continua sendo polêmica. 

O Carnaval:
Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. De fato, em certos rituais agrários da Antigüidade, 10 mil anos A.C., homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez.

Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito. É bem verdade que os egípcios festejavam o culto a Ísis há 2000 anos A.C.

Em Roma, realizavam-se danças em homenagem a Deus Pã (as chamadas Lupercais) e a Baco (ou Dionísio para os gregos). Rituais Dionisíacos ou Bacanais.

Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica começou a combater essas manifestações pagãs, sacralizando algumas, como o Natal e o Dia de Todos os Santos. Entre todas, o Carnaval foi uma das poucas a manter suas origens profanas, mas se restringiu aos dias que antecedem o início da Quaresma e ganhou colorido local. Na França medieval, era celebrado com grandes bebedeiras coletivas. Na Gália, tantos foram os excessos que Roma o proibiu por muito tempo. O papa Paulo II, no século XV, foi um dos mais tolerantes, permitindo que se realizassem comemorações na Via Ápia, rua próxima ao seu palácio. Já no carnaval romano, viam-se corridas de cavalo, desfiles de carros alegóricos, brigas de confetes, corridas de corcundas, lançamentos de ovos e outros divertimentos.

Entretanto, se o Catolicismo não adotou o carnaval, suportou-o com certa tolerância, já que a fixação do período momesco gira em torno de datas predeterminadas pela própria igreja. Tudo indica que foi nesse período que se deu a anexação ao calendário religioso, pois o carnaval antecede a Quaresma. É uma festa de características pagãs que termina em penitência, na dor de quarta-feira de Cinzas.

O baile de máscaras, introduzido pelo papa Paulo II, adquiriu força nos séculos XV e XVI, por influência da Commedia dell'Arte. Eram sucesso na Corte de Carlos VI. Ironicamente, esse rei foi assassinado numa dessas festas fantasiado de urso. As máscaras também eram confeccionadas para as festas religiosas como a Epifania (Dia de Reis). Em Veneza e Florença, no século XVIII, as damas elegantes da nobreza utilizavam-na como instrumento de sedução.

Na França, o carnaval resistiu até mesmo à Revolução Francesa e voltou a renascer com vigor na época do Romantismo, entre 1830 e 1850. 
Manifestação artística onde prevalecia a ordem e a elegância, com seus bailes e desfiles alegóricos, o carnaval europeu iria desaparecer aos poucos na Europa, em fins do século XIX e começo do século XX.

Há que se registrar, entretanto, que as tradições momescas ainda mantêm-se vivas em algumas cidades européias, como Nice, Veneza e Munique.

Em outros países da Europa, as comemorações eram animadas por canções que ironizavam os governantes locais. Em cidades italianas como Nápoles, as pessoas acompanhavam grandes cortejos dançando e bebendo. 
Em Portugal – de onde veio para o Brasil – o Carnaval era sinônimo de Entrudo.por influência dos portugueses que trouxeram, em 1723, brincadeiras e festejos carnavalescos. Muitos atribuem o início do nosso carnaval à celebração feita pelo povo para comemorar a chegada da Família Real. As pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias.

O Carnaval do Brasil é a maior festa popular do país. A festa acontece durante quatro dias (que precedem a quarta–feira de cinzas). A quarta de cinzas tem este nome devido à queima dos ramos no Domingo de Ramos do ano anterior, cujas cinzas são usadas para benzer os fiéis no início da quaresma. O Carnaval prepara o início da quaresma, isto é, seu último dia precede a quarta-feira de cinzas (início da Quaresma).

Comemorado em Portugal desde o século XV, o entrudo foi trazido pelos portugueses para a então colônia do Brasil e em finais do século XVIII era já praticado por todo o território. Consistia em brincadeiras e folguedos que variavam conforme os locais e os grupos sociais envolvidos. Com a mudança da côrte portuguesa para o Rio de Janeiro, surgiram as primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira, através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o Entrudo Popular sob forte controle policial. A partir do ano de 1830, uma série de proibições vai se suceder na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira.


Em finais do século XIX, toda uma série e grupos carnavalescos ocupam as ruas do Rio de Janeiro, servindo de modelo para as diferentes folias. Nessa época, esses grupos eram chamados indiscriminadamente de cordões, ranchos ou blocos. Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, "Ô Abre Alas!". A música havia sido composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval. Os foliões costumavam frequentar os bailes fantasiados, usando máscaras e disfarces inspirados nos baile de máscaras parisienses. As fantasias mais tradicionais e usadas até hoje são as de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da commedia dell'arte.

sambaGênero musical binário, que representa a própria identidade musical brasileira. De nítida influência africana, o samba nasceu nas casas de baianas que emigraram para o Rio de Janeiro no princípio do século. O primeiro samba gravado foi Pelo telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida, em 1917. Inicialmente vinculado ao carnaval, com o passar do tempo o samba ganhou espaço próprio. A consolidação de seu estilo verifica-se no final dos anos 20, quando desponta a geração do Estácio, fundadora da primeira escola de samba. Grande tronco da MPB, o samba gerou derivados, como o samba-canção, o samba-de-breque, o samba-enredo e, inclusive, a bossa nova. 

A Escola de Samba:
Uma coisa é o samba. Outra, a escola de samba. O samba nasceu em 1917. A primeira escola surgiu uma década mais tarde. Expressão artística das comunidades afro-brasileiras da periferia do Rio de Janeiro, as escolas existem hoje em todo o Brasil e são grupos de canto, dança e ritmo que se apresentam narrando um tema em um desfile linear. Somente no Rio, mais de 50 agremiações se dividem entre as superescolas e os grupos de acesso.


As primeiras:
A Deixa Falar foi a primeira escola e samba do Brasil. Ela foi fundada em 18 de agosto de 1928, na cidade do Rio de Janeiro, por Nilton Basto, Ismael Silva, Silvio Fernandes, Oswaldo Vasques, Edgar, Julinho, Aurélio, entre outros. As cores oficiais desta escola de samba eram o vermelho e branco e sua estréia no carnaval carioca ocorreu no ano seguinte a sua fundação.

O termo “escola de samba” foi usado, pois na rua Estácio, onde aconteciam os ensaios, havia uma Escola Normal. A escola de samba Deixa Falar funcionava ao lado desta Escola Normal. 

A Deixa Falar fez muito sucesso entre os moradores da região. Ela acabou por estimular a criação, nos anos seguintes, de outras agremiações de samba. Surgiram assim, posteriormente, as seguintes escolas de samba: Cada Ano Sai Melhor, Estação Primeira (Mangueira), Vai como Pode (Portela), Vizinha Faladeira e Para o Ano sai Melhor.

Nestas primeiras décadas, as escolas de samba não possuíam toda estrutura e organização como nos dias de hoje. Eram organizadas de forma simples, com poucos integrantes e pequenos carros alegóricos. A competição entre elas não era o mais importante, mas sim a alegria e a diversão.

O desfile das 16 superescolas cariocas se divide em dois dias (domingo e segunda-feira de carnaval), em um megashow de mais de 20 horas de duração, numa passarela de 530 metros de comprimento, onde se exibem cerca de 60 mil sambistas. Devido à enorme quantidade de trabalho anônimo que envolve, é impossível estimar o custo de sua produção. Uma grande escola gasta cerca de um milhão de dólares para desfilar, mas este valor não inclui as fantasias pagas pela maioria dos componentes, nem as horas de trabalho gratuito empregadas na concretização do desfile (carros alegóricos, alegorias de mão, etc.). Com uma média de quatro mil participantes no elenco, cada escola traz aproximadamente 300 percusionistas, levando o ritmo em sua bateria, além de outras figuras obrigatórias: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (mestre de cerimônias e porta-estandarte), a ala das baianas, a comissão de frente e o abre-alas.


Primeira escola de samba: Deixa falar, fundada em 12 de agosto de 1928, no Estácio, Rio de Janeiro, por Ismael Silva, Bide, Armando Marçal, Mano Elói, Mano Rubens e outros sambistas (foi extinta em 1933).

Primeiro desfile oficial: Carnaval de 1935, vencido pela Portela. 

Atualmente, no Rio de Janeiro e em várias grandes e pequenas cidades, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola do ano segundo uma série de quesitos. Com o crescimento vertiginoso dessas agremiações o processo de criação se especializou gerando muitos empregos concentrados, principalmente, nos chamados barracões das escolas de samba.

O desfile mais tradicional acontece no Rio de Janeiro, na Passarela do Samba, Marquês de Sapucai, como é chamado o sambódromo carioca, primeiro a ser construído no Brasil. Outros desfiles importantes ocorrem em Uruguaiana, Porto Alegre,Florianópolis,Manaus e em Vitória.

Recentemente o desfile das escolas de samba de São Paulo adquiriu relevância ao passar a ser transmitido pela Rede Globo para todo o país, exceto no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde a RBS TV, afiliada da Globo nos dois estados, transmite os desfiles do grupo especial de Porto Alegre, que ocorre em dois dias (sexta e sabado de carnaval), e Florianópolis (no sabado de carnaval).

Além dos desfiles das escolas de samba acontecem também os desfiles de blocos e bandas, grupo de pessoas que saem desfilando pelas ruas das cidades para se divertir, sem competição. Também existem os bailes de carnaval, realizados em clubes, ou em áreas públicas abertas, com execução de músicas carnavalescas.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.

Carro abre-alas da Gaviões da Fiel.Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

Indústria do carnaval é o nome dado ao conjunto de atividade para produção de fantasias, adereços, materiais para os carros alegóricos. São na maioria empregos informais para milhares de costureiras.

Um afro abraço e exelente carnaval.

Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre/www.coladaweb.com/www.passeiweb.com/saiba_mais/voce.