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sexta-feira, 9 de março de 2018

UM EPISÓDIO DOS ANOS DE CHUMBO E A MANEIRA COMO É EVOCADO HOJE

Está na coluna da Mônica Bergamo desta 5ª feira, 8:
"O caso emblemático de uma vítima de atentados guerrilheiros na época da ditadura militar pode ter uma reviravolta na Justiça. Orlando Lovecchio Filho, 72, pede uma indenização equivalente às que foram pagas a militantes das organizações armadas que foram anistiados. Mas só acumulava derrotas até agora.

O caso está sendo reapreciado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que já tinha negado o pleito mas hoje analisa embargos apresentados por Lovecchio. Um dos juízes votou contra ele. O desembargador Fábio Prieto pediu vista. E pode mudar o entendimento.

Lovecchio era um cidadão 'apolítico, que curtia iê-iê-iê, carros e aviões', como se definiu numa entrevista àFolha. Em março de 1968, estacionava seu carro no Conjunto Nacional, na av. Paulista, em SP, quando uma bomba colocada no local pela Aliança Libertadora Nacional explodiu. Ele teve a perna amputada, interrompendo o sonho de ser piloto.

Lovecchio recebe hoje pensão vitalícia de R$ 571 e não conseguiu indenização na Comissão de Anistia. Há casos de ex-militantes de organizações armadas que receberam indenizações de R$ 400 mil e pensão vitalícia mais alta que a dele".
Estes não foram vítimas de um acaso infeliz: assumiram o risco de morrer por seus ideais.
E esta foi a mensagem que lhe enviei, na esperança de que nas próximas edições da Folha de S. Paulo ela complemente a informação que deu:

Prezada Mônica,

há um outro lado no episódio do sr. Orlando Lovecchio Filho que certamente o favoreceria em termos jurídicos, mas ele vem omitindo durante todo esse tempo (o atentado completará 50 anos no próximo dia 19). A bem da verdade, seus leitores têm direito de o conhecer. 
Inscrição que restou numa cela do antigo Dops de SP
As horas que os torturadores levaram para se convencerem do contrário, até decidirem devolvê-lo aos médicos, foram decisivas para que a gangrena se estabelecesse irremediavelmente, forçando a amputação.

Isto ficou estabelecido quando Lovecchio processou o único dos quatro militantes da ALN que sobreviveu aos anos de chumbo, não obtendo êxito exatamente por haver sido apresentada em juízo uma prova documental da interrupção do atendimento médico e suas consequências.
Foi da ALN o maior percentual de militantes mortos pela ditadura: 14%.




Ele não perdeu a perna apenas porque quatro militantes da ALN deixaram um carro-bomba para explodir em plena madrugada no estacionamento do Conjunto Nacional, ao lado da sede do consulado estadunidense em São Paulo.

O motivo principal foi que, quando estava sendo atendido pelos médicos, a repressão ditatorial o arrancou do hospital para interrogá-lo, na suposição de que se tratasse de um autor do atentado ferido pela própria bomba.

Quando optou por passar o resto da vida  inculpando os resistentes e passando uma borracha no fato de que agentes do Estado o privaram de socorro médico, ele fez escolhas erradas tanto do ponto de vista moral quanto do jurídico: se contasse a história inteira, ficaria caracterizada uma responsabilidade bem mais grave do Estado no seu infortúnio.


Mas, como algo assim só poderia ter ocorrido em meio ao arbítrio de um regime de exceção, ele merece mesmo uma reparação à altura da perda que sofreu. Só não merece nossa simpatia. (

Celso Lungaretti, jornalista, escritor e anistiado político)

O bombardeio de Tóquio pelas Forças Aéreas Americanas começa. Dia 09 De 1945 – Março –


Apesar de muito se falar no mundo todo das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, foi esse bombardeio de Tóquio que ficou registrado como um dos mais destrutivos ataques de bombardeio da história da humanidade. Esse bombardeamento foi fruto da Operação Meetinghouse, que ocorreu entre os dias 09 e 10 de Março de 1945, e como já dito antes, foi o bombardeamento mais destrutivo da história da humanidade.

Brasil Cultura

quinta-feira, 8 de março de 2018

Ameaça à autonomia universitária reúne Frente Parlamentar pela valorização das universidades federais


 
A FASUBRA mostrou disposição para encampar a luta em defesa das universidades junto aos reitores, docentes e estudantes, mas ressaltou a sensibilidade dos gestores com a causa.
Ontem,  07, A FASUBRA Sindical participou da reunião realizada pela Frente Parlamentar pela valorização das universidades federais, na Câmara dos Deputados. No evento convocado pela presidente da Frente, deputada federal Margarida Salomão (PT/MG), parlamentares, entidades e associações do movimento educacional discutiram a defesa da autonomia universitária e orçamento. Representaram a Federação os coordenadores Ângela Targino, Edson Lima e Roberto Luiz Machado.
Ataque à autonomia
O ataque às universidades em meio ao ajuste fiscal se configura por diversas ações do governo de Michel Temer, como a relutância do Ministério da Educação (MEC) em efetivar a nomeação de reitores após consultas nas universidades, a ação no Ministério Público Federal (MPF) contra a disciplina sobre o golpe de 2016 nas universidades pelo MEC.
Também preocupam a Frente a apropriação do governo de recursos próprios gerados pelas universidades, a discussão no congresso da lei que regulamenta doações às universidades e as conduções coercitivas dentro das instituições. O encerramento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), voltado para estudantes das licenciaturas com o objetivo de complementar a formação de professores da educação básica, foi considerado mais um ataque à educação brasileira.
FASUBRA
A Federação pontuou os ataques do governo à Categoria dos trabalhadores técnico-administrativos em educação, como a reestruturação da carreira e a proibição de concurso público, inclusive, a ocupação de cargos vagos. “Isso faz parte da questão da autonomia, quando tem vaga disponível, não é necessário que o Planejamento autorize a realização desses concursos”, disse o coordenador Edson Lima.
A dependência excessiva dos órgãos de controle como a CGU acaba interferindo na relação entre técnicos, reitores e docentes, segundo o coordenador. Na greve de 2016 contra a aprovação da PEC 241/16 (atual EC 95/16), que congelou por 20 anos os investimentos em políticas públicas, os reitores se posicionaram ao lado dos técnicos na defesa da universidade.


Porém, ao final do movimento paredista, os trabalhadores foram surpreendidos com a implantação do ponto eletrônico por determinação dos órgãos de controle. “Resultado que, até hoje tem companheiros pagando horas de greve, o que nunca ocorreu, porque antes a gente pagava tarefas represadas no período de greve, assim como os docentes repõem aulas em períodos de greve”, alertou Lima.
A FASUBRA mostrou disposição para encampar a luta em defesa das universidades junto aos reitores, docentes e estudantes, mas ressaltou a sensibilidade dos gestores com a causa. “Geralmente quem se expõe mais em uma greve são os técnico-administrativos e não dá pra enfrentar uma greve sendo punido com corte de salário para defender a universidade”.  
No caso  da luta pelas 30 horas nas universidades, o coordenador denunciou retrocessos com a retirada da jornada em algumas universidades e as dificuldades de discussão para implementar a jornada nas instituições.
Parlamentares



Os deputados da frente parlamentar chamaram à resistência por meio de mobilizações. Para a presidente da Frente, Margarida Salomão, o orçamento das universidades e institutos federais é preocupante, “são recursos reduzidos em relação ao ano passado”, afirmou.
A deputada Maria do Rosário, afirmou que a  universidade está no centro dos ataques. “Só há um caminho, a resistência, mobilizações. Que possamos derrotar o governo de Temer e de todos os que estão destruindo a educação brasileira”, disse.
Alice Portugal denunciou o corte orçamentário das universidades e institutos federais de R$180 milhões na Bahia e as consequências da EC 95/16. “A Frente tem papel fundamental para cobrar posições do governo federal”, disse.
A senadora Fátima Bezerra (PT/RN) criticou a intervenção do governo no Conselho Nacional de Educação e no Fórum Nacional de Educação e afirmou apoio da bancada de oposição no Senado. “Estaremos sempre apostos em defesa da autonomia das nossas universidades. Fátima convidou os presentes a participar da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE), que acontece de 24 a 26 de maio em Belo Horizonte-MG.
Andifes
Gustavo Balduino, secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes), alegou que a universidade tem que denunciar a situação para a sociedade. Balduino afirmou que,“a universidade é possivelmente o órgão estatal mais eficiente e competente que existe no país”, no debate sobre eficiência da gestão.
UNE
A representante da União Nacional dos Estudantes convidou os membros da Frente a participar da reedição da “UNE Volante” no primeiro semestre de 2018. A iniciativa é homenagem a caravana da década de 60 e vai percorrer as principais universidades do Brasil em defesa do caráter gratuito do ensino.

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

Adaptado em 08/03;2018 - CPC/RN

PRÓXIMO SÁBADO (10) NO AUDITÓRIO DA E.E. O CPC/RN PROMOVERÁ ENCONTRO DA MULHER!


Próximo sábado (10) a direção do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, promoverá no Auditório da Escola Estadual ROSA PIGNATARO - Nova Cruz/RN ENCONTRO DA MULHER, momento importante para as/os convidadas/os possam debater, confrontar idéias e encaminhar a luta!

O evento contará com cerca de 50 convidados, que irão discutir, propor e encaminhar idéias e propostas para juntas com o CPC/RN possamos colocá-las em práticas e ao mesmo tempo exigir dos governos o cumprimentos das leis voltadas para as mulheres.

Os temas serão: "Dia Internacional da Mulher e sua História e a Importância da DATA; PENSAMENTO FEMININO X MASCULINO, entre outros.  Todos os participantes receberão CERTIFICADOS de participação e não haverá cobrança de taxas.

#8M - Dia Internacional da Mulher 2018

A FASUBRA Sindical convoca todas as trabalhadoras técnico-administrativas a participar dos atos e mobilizações nos estados no dia 08 de março.
A luta pela sobrevivência das mulheres em meio à sociedade patriarcal, tem se acirrado após a volta do conservadorismo e se estende à resistência contra a retirada de direitos iniciada  pelo governo de Michel Temer, por meio do ajuste fiscal em curso. A luta das mulheres por direitos e igualdade é permanente e ainda há muito o que conquistar. A nação feminina brasileira desde cedo aprendeu a lidar  com as opressões e a violência no ambiente que vive, tomando coragem para denunciar.
O maior desafio das mulheres atualmente é encarar o protagonismo feminino na história da humanidade, ocultado por muitos anos. A história nos apresenta mulheres trabalhadoras desprendidas de passividade, que enxergaram a falta de espaço na sociedade e brigaram por uma vida melhor, livre da exploração do capital e da opressão social.
A referência desta luta se deve a história de luta e mobilização das mulheres operárias do final do século 19, que se organizavam contra governos e patrões por melhores condições de trabalho. A data do dia 08 de março em referência às mulheres foi criada a partir de fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial, de acordo com a socióloga Eva Blay, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e coordenadora do USP Mulheres.
O empoderamento feminino tem dado voz às mulheres do século XXI por meio dos movimentos sindicais e sociais, e mobilizado  pela defesa dos direitos políticos e democráticos, mostrando que todas podem ser e viver como quiserem.
A FASUBRA Sindical convoca todas as trabalhadoras técnico-administrativas em educação a participar dos atos e mobilizações nos estados no Dia Internacional da Mulher. Como em 2017, milhares de mulheres em todo o mundo vão ocupar as ruas das principais cidades.
Em Brasília-DF, o movimento de mulheres do DF e entorno organizaram o 08 de março Unificado, com o mote “Pela vida das mulheres, em defesa da democracia, em defesa dos direitos e contra o racismo”! A concentração será a partir das 13h, no Museu Nacional da República. Confira a programação.
Com informações: Revista AZMina.

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

CASA DO ESTUDANTE DO RN REERGUE NA LUTA E SONHOS!


O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN voltou a levantar a bandeira pelo renascimento e da luta pela CASA DO ESTUDANTE DO RIO GRANDE DO NORTE!  Através do seu atual presidente, EDUARDO VASCONCELOS voltou a contactar seus legítimos representantes que ainda resistem na própria casa, que finalmente passa por uma reforma.

Mas para Eduardo é preciso cuidar urgentemente da legalização de sua diretoria e foi penando nisso que o mesmo ontem (7) procurou o representante provisório da referida casa, onde manteve uma conversa esperançosa e os mesmo após alguns detalhes resolveram retornar a luta de fato!

Eduardo Vasconcelos contactou vários ex presidentes da casa, entre eles, JORGE DE ALMEIDA REGO presidiu a casa época em estudava em Natal, IVONILDO REGO ,na época foi diretor de cultural e também ex reitor da UFRN, AMARAL, também presidiu a Casa do Estudante do RN e,, recentemente foi tesoureiro do SENALBA/RN, o próprio Eduardo Vasconcelos - CPC, entre outros, Eduardo também propôs uma reunião histórica com esses grandes heróis da casa e depois uma outra reunião com o MPE, com promotor de justiça, dr. JANN POLACEK MELO CARDOSO da 27ª Promotoria de Justiça de Combate à Sonegação Fiscal e Tutela de Fundações e Entidades de Interesse Social da Comarca de Natal. e o Tribunal de Justiça e do Juiz da 21ª VARA CIVIL, Juiz GILSON CAVALCANTI para que juntos possamos termos uma definição e ai vir a legalização da diretoria da casa e ampliar, acreditar na luta e na esperança de reerguer a nossa respeitada CASA DO ESTUDANTE.

A luta companheiros!

8 de Março e a luta das mulheres por igualdade e progresso social


A maioria dos mais de 200 milhões de brasileiros é formada por mulheres – são 51,6%, ou mais de 104 milhões de brasileiras. Todavia, vivem ainda sob uma cultura profundamente patriarcal e enfrentam discriminações múltiplas nos diversos âmbitos da vida, cujo ápice se revela nos altíssimos números de violência – a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil.
O 8 de Março marca o dia de luta das mulheres trabalhadoras por direitos no mundo inteiro. Muitas conquistas foram alcançadas ao longo da história. No Brasil, estas se acentuaram a partir de 2003, nos governos democráticos e populares, que inauguraram um ciclo virtuoso de políticas públicas para as mulheres, onde o Estado brasileiro pela primeira vez reconheceu a desigualdade material entre homens e mulheres e se colocou como indutor da construção da equidade.
Durante este ciclo, pela primeira vez uma mulher foi eleita, e reeleita, presidenta da República: Dilma Rousseff.
Este grande avanço social, político e ideológico se traduziu não apenas institucionalmente, no reconhecimento de direitos específicos, como a legislação para punir a violência contra as mulheres – a Lei Maria da Penha e a lei do feminicídio – mas mesmo em atenção a outra dimensão do cotidiano, como a concessão de moradias do Minha Casa Minha Vida, cujas escrituras saíam em nome da mulher, ou do Bolsa Família, onde a titularidade do benefício é atribuída à mãe de família.
A encruzilhada em que o Brasil foi posto desde que o golpe de 2016 encerrou o ciclo de avanços progressistas que o país vivia. Impõe-se com urgência a construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento para atender às necessidades das brasileiras e dos brasileiros. Como destaca Manuela D’Ávila, pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, o programa para o Brasil deve ter como centro as necessidades e os interesses de 99% dos brasileiros, e não somente do 1% que controla as riquezas do país.
Um rumo de desenvolvimento voltado para a população mais pobre, que inclui as mulheres, o povo negro e mestiço das periferias, jovens e outras parcelas que trabalham e produzem a riqueza do país.
Neste 8 de Março, também se impõe a luta democrática pela ampliação do protagonismo e representação política da mulher, em todos os níveis.
As mulheres brasileiras precisam do desenvolvimento nacional e da democracia para construírem uma vida melhor para si e para seus filhos. Da mesma forma, o desenvolvimento nacional e a democracia perdem em potencialidade quando abrem mão do potencial criativo de mais de metade da população, hoje oprimida pelo machismo, o preconceito e a violência que ainda incidem pesadamente sobre as brasileiras.
Recoloca-se, com força, a luta contra a opressão da mulher, pelo trabalho digno e decente, com igualdade salarial entre homens e mulheres, contra os assédios sexual e moral, pela democracia e respeito aos direitos sexuais e direitos reprodutivos, ameaçados pelo conservadorismo que avança no Brasil. Contra o desmonte do Estado nacional e das políticas sociais, inclusas as políticas públicas para as mulheres. Período conservador em que predomina discurso obscurantista simbolizado pela Proposta de Emenda Constitucional PEC 181/2015, que proíbe o aborto em qualquer situação, incluindo casos de estupro e risco de morte para a gestante.
Esta reflexão se impõe ao Brasil neste 8 de Março que, longe de ser uma data apenas comemorativa, tem a marca das mulheres que lutam pela igualdade e pelo progresso social.
O socialista utópico Charles Fourier afirmava que “o grau de emancipação da mulher é a medida natural do grau de emancipação geral”. Hoje mais do que nunca.

Arrigo Barnabé canta Roberto e Erasmo sábado dia 10/3 na Tupi Or Not Tupi – SP


Arrigo reinterpreta as canções de Roberto e Erasmo de um modo novo, original e cuidadoso: inova mantendo e realçando o sentido original delas. Partindo do sentido das canções, Arrigo traz a jovem guarda à tona, recriando as canções de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, que habitam nosso imaginário, acompanhado pelos músicos Paulo Braga, no piano e Sérgio Espíndola, no violão.
A admiração de Arrigo pelo “rei” vem desde sua juventude e nasceu quase que ao mesmo tempo que seu interesse e entusiasmo pela canção popular brasileira. Arrigo conta que morava em Londrina, sua cidade natal, estava trabalhando e havia juntado um dinheiro que dava para comprar apenas um LP. Na loja de discos, hesitou bastante, entre dois: o Fino da Bossa, com Elis Regina e Jair Rodrigues, e o LP de Roberto Carlos Quero que vá tudo para o inferno. Que dilema! Mas Arrigo não resistiu e se rendeu a Roberto.
Depois de Caixa de ódio, um mergulho no universo das canções de Lupicínio Rodrigues, agora Arrigo Barnabé interpreta Roberto Carlos e Erasmo Carlos em seu novo show Quero que vá tudo pro inferno! A versão de Arrigo para esta canção é original: mudando a rítmica de quatro por quatro para o compasso de cinco por quatro, a instabilidade se instaura neste rock da jovem guarda, tingindo-o com as cores da vanguarda: estranhamento e aumento da força expressiva, provocados pela mudança de compasso causam uma surpresa  que desperta a atenção, criando assim  uma nova leitura e audição da canção. Esse estranhamento acaba por potencializar o sentido da canção. Este mesmo procedimento, Arrigo usa em Eu te darei o céu meu bem,tornando o céu menos tranquilo, mais infernal, pois, como diz ele, ”o céu e o inferno são os dois lados da mesma moeda”. ‘
No show, a escolha do repertório transita entre canções acentuadamente românticas, líricas – Como é grande o meu amor por você (Roberto Carlos), Gatinha manhosa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), Os seus botões (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), Eu te darei o céu (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) Detalhes (Roberto Carlos e Erasmo Carlos); canções irreverentes, inconformadas, mais agressivas – Quero que vá tudo para o inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), Sua estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), Se você pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), Vem quente que eu estou fervendo (Carlos Imperial e Eduardo Araújo) e canções com um toque existencialista–Sentado à beira do caminho( Roberto Carlos e Erasmo Carlos) e As curvas da estrada de Santos (Roberto Carlos e Erasmo Carlos).  Todas elas são dirigidas a um “você”, que é o ser amado, são declarações de amor, coloquiais, confessionais. A única que não é assim é Força estranha,  que fala do  que motiva o cantor. (Texto de Eliete Negreiros)
Sobre a casa
O espaço aberto em março de 2017 trabalha em duas frentes: música no palco e pratos da cozinha brasileira nas mesas. A cozinha tem assinatura do chef Alexandre Romano.
A Tupi or not Tupi fica no coração da Vila Madalena. É uma casa construída na década de 1950, em um terreno de 500 metros quadrados, sem muros e com pequenos ambientes que levam a um salão principal com capacidade para 100 pessoas sentadas. Conta com projeto de design de Lee Dawkins, supervisão acústica de Clemente Zular e equipamentos do Estúdio Loop. A Tupi or not Tupi é hoje considerada uma das casas com melhor acústica na cidade de São Paulo.
Tupi or Not Tupi – Rua Fidalga 360, Vila Madalena, tel. 3813-7404. Capacidade: 100 lugares. Compra de ingressos pelo site:www.tupiornottupi.net . Classificação: Livre. Acesso a deficientes. Todos os cartões de crédito e de débito. Serviço de valet terceirizado. www.tupiornottupi.net . Horário dos shows – quintas às 21h, sexta e sábado às 21h30. Para projeto 5 Sentidos – recomenda-se chegar às 20h para jantar, show às 22h.
Brasil Cultura

quarta-feira, 7 de março de 2018

ECONOMIA: Mulheres estudam e trabalham mais, mas ganham menos que homens

 


Vários fatores contribuem para as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Por exemplo, em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% a mais do que os homens (10,5 horas). Essa diferença chegava a 80% no Nordeste (19 contra 10,5). Isso explica, em parte, a proporção de mulheres ocupadas em trabalhos por tempo parcial, de até 30 horas semanais, ser o dobro da de homens (28,2% das mulheres ocupadas, contra 14,1% dos homens).


“Em função da carga de afazeres e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais flexível”, explica a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Barbara Cobo, complementando que “mesmo com trabalhos em tempo parcial, a mulher ainda trabalha mais. Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens”.


Mesmo trabalhando mais horas, a mulher segue ganhando menos. Apesar da diferença entre os rendimentos de homens e mulheres ter diminuído nos últimos anos, em 2016 elas ainda recebiam o equivalente a 76,5% dos rendimentos dos homens. Uma combinação de fatores pode explicar essa diferença. 

Por exemplo, apenas 37,8% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres; essa diferença aumentava com a faixa etária, indo de 43,4% de mulheres em cargos de chefia no grupo até 29 anos de idade até 31,3% no grupo de 60 anos ou mais. 

Outros aspectos, como a segregação ocupacional e a discriminação salarial das mulheres no mercado de trabalho, podem contribuir para a diferença de rendimentos. “Observamos o que se chama de teto de vidro, ou glass ceiling”, explica Barbara Cobo: “A mulher tem a escolarização necessária ao exercício da função, consegue enxergar até onde poderia ir na carreira, mas se depara com uma ‘barreira invisível’ que a impede de alcançar seu potencial máximo”. Na categoria de ocupação com nível superior completo ou maior, a diferença era ainda mais evidente: as mulheres recebiam 63,4% do rendimento dos homens em 2016. 

Mulheres têm maior escolarização 

Em 2016, as mulheres de 15 a 17 anos de idade tinham frequência escolar líquida (proporção de pessoas que frequentam escola no nível de ensino adequado a sua faixa etária) de 73,5% para o ensino médio, contra 63,2% dos homens. Isso significa que 36,8% dos homens estavam em situação de atraso escolar. 

Na desagregação por cor ou raça, 30,7% das pretas ou pardas de 15 a 17 anos de idade apresentaram atraso escolar em relação ao ensino médio, face a 19,9% das mulheres brancas. Comparando-se gênero e cor ou raça, o atraso escolar das mulheres brancas estava mais distante do registrado entre os homens pretos ou pardos (42,7%).

Essa trajetória escolar desigual, relacionada a papéis de gênero e à entrada precoce dos homens no mercado de trabalho, faz com que as mulheres tenham um maior nível de instrução. Na faixa dos 25 a 44 anos de idade, 21,5% das mulheres tinham completado a graduação, contra 15,6% dos homens. 

Desagregando-se a população de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo por cor ou raça, as mulheres brancas estão à frente, com 23,5%, seguidas pelos homens brancos, com 20,7%; bem abaixo estão as mulheres pretas ou pardas, com 10,4% e, por fim, os homens pretos ou pardos, com 7,0%.
Fonte: IBGE


Assinado contrato com OS para gestão da Cinemateca Brasileira


A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, vai ser a primeira instituição cultural federal a ser administrada por uma organização social (OS). Nesta terça-feira (6), o Ministério da Cultura (MinC) assinou um termo de contrato com a Associação Comunicativa Roquette Pinto (Acerp) para que esta assuma a gestão integral do principal centro de memória e referência do cinema brasileiro.
A Acerp foi vencedora de edital público lançado pelo MinC em 2016. A concretização do modelo transfere para a OS a responsabilidade de gerir os núcleos de Preservação, Documentação e Pesquisa, Difusão, Administração e Tecnologia da Informação da Cinemateca, o principal centro de memória e referência do cinema brasileiro. O contrato tem vigência até 2021.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o modelo de gestão adotada na Cinemateca é mais adequado e contemporâneo. “Garante mais independência, autonomia e agilidade na gestão, além de ampliar a capacidade da Cinemateca de captar novos recursos e viabilizar parcerias importantes”, afirmou.

Sá Leitão destacou que a meta, com a nova gestão, é construir a Cinemateca do século 21. “Novas tecnologias colocam um desafio, que deve ser enfrentado e ultrapassado. Precisamos ter formas de rentabilizar o acervo audiovisual brasileiro. Temos uma grande oportunidade que esse acervo volta a ser assistido e cultuado como merece. A Cinemateca precisa ser a grande impulsionadora deste processo”, ressaltou.

O ministro informou que a atual coordenadora-geral da Cinemateca, Olga Futemma, continuará no cargo, assim como os demais servidores, e elogiou o trabalho desenvolvido pela equipe da instituição nos últimos anos. “A atuação foi exemplar, mesmo com poucos recursos”, destacou.

Sá Leitão rambém informou que, até o final do ano, o MinC pretende assinar contratos com organizações sociais para a gestão do Centro Técnico Audiovisual (CTAv) e de um dos museus administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), ainda a ser definido.

O diretor-geral da Acerp, Fernando Veloso, destacou o empenho do ministro Sérgio Sá Leitão no aprimoramento das atividades realizadas pela Cinemateca Brasileira. “O ministro foi decisivo para concluirmos este processo, que nos permitirá dar a uma das maiores cinematecas do mundo uma nova estrutura, uma nova perspectiva”, afirmou. “Vamos zelar pela Cinemateca com todo compromisso, como foco em deixá-la em lugar de destaque. O trabalho realizado, com todas as dificuldades, pela atual gestão será o norte que iremos seguir”, destacou.

Também presente à cerimônia, o ministro da Educação, Mendonça Filho, ressaltou que os ministérios da Cultura e da Educação têm missões complementares e que devem trabalhar de forma articulada. “A preservação do cinema brasileiro em um espaço tão importante para nossa história uniu duas pastas de peso. Precisamos buscar essa articulação sempre que possível”, observou.

Sobre a Cinemateca Brasileira

Presente na estrutura do MinC desde 1984, a Cinemateca Brasileira é a mais antiga instituição de cinema do País, responsável pela preservação do maior acervo audiovisual da América Latina. Além disso, exerce atividades de restauro e preservação da produção cinematográfica nacional, cujo acervo conta com cerca de 245 mil rolos de filmes, entre longas, curtas e cinejornais. Ainda compõem o patrimônio da entidade cerca de 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, como livros, roteiros, periódicos, recortes de imprensa, documentos pessoais doados, cartazes, fotografias e desenhos.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Inscrições para escolha de representantes no Conselho Nacional de Cultura terminam dia 8



O Conselho Nacional de Política Cultural (Cnpc) encerra dia 8 de agosto o prazo de inscrições no processo de escolha dos novos representantes da sociedade civil no órgão. Nesta semana, o Ministério da Cultura divulgou que os interessados podem, além do site www.cultura.gov.br/setoriais, inscrever-se via Correios.

Vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), o conselho é a instância responsável por propor a criação de políticas públicas para a área, acompanhar a execução do Plano Nacional de Cultura, orientar os investimentos do Fundo Nacional de Cultura, entre outras atribuições.
A intenção é eleger representantes da sociedade civil para os seguintes colegiados setoriais: Artes Visuais, Circo, Culturas Indígenas, Culturas Populares, Dança, Literatura, Livro e Leitura, Moda, Música, Teatro, Arquitetura e Urbanismo, Arquivos, Arte Digital, Artesanato, Culturas Afro-Brasileiras, Design, Patrimônio Imaterial e Patrimônio Material. Cada colegiado é composto por 20 membros, sendo cinco representantes do governo e 15 titulares da sociedade civil (além de 15 suplentes).

Considerado complicado por conta das dificuldades de acesso à internet em muitas regiões, o processo eleitoral foi modificado nesta semana pelo Ministério da Cultura, que também reduziu o quórum mínimo para participação de cada unidade da federação no Fórum Nacional Setorial de 15 para 5 eleitores, validamente cadastrados, por setor.

Outra mudança é a possibilidade de enviar por Correios (sedex ou similiar), até 8 de agosto, os documentos exigidos para cadastro de eleitores e candidatos a delegados. A correspondência deve ser encaminhada ao Conselho Nacional de Política Cultural, Esplanada dos Ministérios, Bloco B – Ed. Sede, CEP 70.068-900, Brasília-DF. Os novos conselheiros serão eleitos em novembro, durante os fóruns nacionais setoriais. Ocuparão o cargo pelos próximos dois anos. A atividade não é remunerada.

“As mudanças no processe eleitoral facilitam muito a vida das pessoas que têm interesse em contribuir com a discussão de políticas públicas mas tinham dificuldade em escanear documentos e enviá-los via internet. Para o Norte é fundamental que mais pessoas se inscrevam para ser candidatos a delegados e eleitores. Temos que estar presentes nos fóruns setoriais para poder dizer que tipo de política cultural queremos para o País e para a nossa região”, afirma o escritor Edgar Borges, representante, entre 2010 a 2012, da região Norte no Colegiado Setorial de Literatura, Livro e Leitura.

“Nestes dois anos discutimos diversas políticas culturais, inclusive participando da elaboração das metas do Plano Nacional de Cultura, e tentamos sempre mostrar ao Governo Federal que o Norte precisa de mais atenção às suas especificidades, de mais investimentos na área cultural”, diz Edgar.

DOCUMENTAÇÃO – No site www.cultura.gov.br/setoriais é possível verificar toda a documentação exigida para eleitores e candidatos. A primeira participação dos eleitores será nos fóruns estaduais, durante os quais serão escolhidos os delegados estaduais setoriais que disputarão uma vaga no conselho nacional.

Veja os requisitos exigidos para ser eleitor: ter idade mínima de 18 anos completos na data de 28 de julho de 2012; preenchimento do formulário de cadastramento disponibilizado na página do Ministério da Cultura na internet; e apresentação de cópia digitalizada da Carteira de Identidade, do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e de comprovante de residência.

Também deve apresentar os seguintes documentos, comprovando atuação de três anos no setor: currículo; diploma profissional; registro profissional no Ministério do Trabalho (DRT); ou participação em entidade/comunidade representativa da área ou segmento. Além disso, preencherá no site uma declaração de ter conhecimento do Plano Nacional de Cultura (PNC); descrição do vínculo empregatício ou atuação profissional autônoma no formulário de cadastramento; declaração de não ser detentor de cargo comissionado na administração pública federal, estadual, distrital ou municipal e declaração de veracidade das informações.

De quem pretende candidatar-se a delegado são exigidos todos documentos anteriores acrescidos de currículo detalhado com comprovada atuação nos últimos três anos e opcionalmente portfólio; carta de apoio subscrita por: entidade com atuação na área em que concorre ou pelo menos dez eleitores da mesma área, cujo cadastro eleitoral venha a ser devidamente validado; e carta-programa contendo pelo menos três propostas de diretrizes para o desenvolvimento da área em que concorre.

HISTÓRICO DE RORAIMA NO CNPC: No período de 2010 a 2012, agentes culturais de Roraima tiveram assento nos colegiados Setoriais do CNPC: Edgar Borges (representante da região Norte no segmento Livro, leitura e literatura), Jacildo Bezerra ((representante da região Norte no Culturas Populares), Claudir Cruz (representante titular do segmento Dança na cadeia produtiva) e Tana Halú (titular nacional da cadeia artística pelo segmento Artes Visuais).