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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Ouça “História Hoje” 09/07/: Há 139 anos, nascia em Minas Gerais o médico e sanitarista Carlos Chagas

Em julho de 1879, nasce Carlos Justiniano Ribeiro Chagas, ou apenas Carlos Chagas, como ficou mundialmente conhecido por ter se dedicado ao combate à malária –  doença infecciosa causada pela picada de uma fêmea do mosquito Anopheles.

Apresentação Carmen Lucia
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
A doença típica de regiões tropicais e subtropicais tem cura. Mas nos casos mais graves pode matar. Os sintomas mais comuns são: febre alta, calafrios e forte dor de cabeça.
O médico sanitarista e biólogo Carlos Chagas foi também cientista e bacteriologista. As várias habilitações foram fundamentais para que o médico mineiro, que trabalhou como clínico na saúde pública do Brasil, investisse em pesquisas.
Em 1901, Carlos Chagas foi recrutado por Oswaldo Cruz para controlar a malária em Itatinga – São Paulo. A doença vinha atacando trabalhadores da Companhia Docas de Santos, provocando a paralisação das obras de reconstrução de uma represa na região.
Chagas promoveu a prevenção, inclusive nos locais onde viviam os operários.
O combate ostensivo aos mosquitos infectados com o parasita da malária possibilitou acabar rapidamente com o surto e serviu de base para o efetivo combate da doença em várias regiões do mundo.
A ação promovida por Carlos Chagas virou procedimento padrão em outras campanhas.
O pesquisador também destacou-se ao descobrir o protozoário Trypanosoma cruzi (o cruzi é uma homenagem a Oswaldo Cruz) e a tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas. Ele foi o único cientista na história da medicina a descrever completamente uma doença infecciosa: o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia.
Trabalhava durante quatorze horas por dia no Instituto Oswaldo Cruz.  Morreu enquanto dormia , de ataque cardíaco,  em oito de novembro de 1934. Sabia que era portador da doença de Chagas.
Carlos Chagas recebeu vários prêmios de reconhecimento ao seu trabalho como cientista. Entre os principais, o de doutor honoris causa da Universidade de Harvard e Universidade de Paris,   e o de membro honorário da Academia Brasileira de Medicina.
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira.
Adaptado pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, em 09 de julho de 2018. 

Livro infantil desperta consciência sobre cidadania e direitos urbanos

A jornalista e escritora Manuella Bezerra de Melo acaba lançar uma obra infantil, “Existem sonhos na Rua Amarela”, cujo objetivo é despertar a consciência dos pequenos sobre coletividade, cidadania e direitos urbanos.
Um gatinho curioso e um bairro que é um reduto de cidadania e resistência contra a especulação imobiliária serviram de fundo para a obra que é o primeiro livro infantil da de Manuella. Em aproximadamente 30 páginas, o gato Milo conta a história do seu irmão Bené, que sonha em ser detetive e começa a sua “carreira” com uma investigação para salvar o bairro onde mora de um projeto devastador.
A obra é uma ficção inspirada no cotidiano recifense e trata sobre especulação imobiliária e democracia, inspirando-se nas experiências da capital pernambucana com o projeto Parque Capibaribe e o movimento Ocupe Estelita. “É absolutamente inspirado no bairro das Graças, onde morei por um bom tempo, e nas lutas por direitos urbanos do Recife, mas traz elementos totalmente ficcionais”, explica Manuela Bezerra de Melo. O livro tem ilustrações e capa de Java Araújo e posfácio de Ivan Moraes Filho, além de contar com o luxuoso auxílio de intertextos do clássico Olhai os Lírios do Campo, de Érico Veríssimo.
Os personagens principais vivem junto com seus amigos na Rua Amarela, que fica no Bairro Azul (bairro das Graças), área cortada pelo Rio Vivo (Rio Capibaribe) e ainda marcada pela presença de belas casas, árvores e fauna local. Na história, o gatinho Bené descobre que essa tranquilidade está ameaçada e começa a investigar uma movimentação que poderá transformar parte da Vila Verde em um grande empreendimento imobiliário.
Junto com seu irmão e amigos, o protagonista inicia uma verdadeira jornada contra o projeto. Ele luta para fazer valer os desejos dos moradores que esperavam a construção de um parque com ciclovia e área verde no local. No desenrolar do enredo, os gatinhos se pegam em reflexões ligadas a cidadania, direitos urbanos e meio ambiente, como verticalização e aquecimento das cidades. As aventuras de Bené e sua turma mostram que a união e organização popular são capazes de promover mudanças e garantir direitos. As questões levantadas pela obra são apresentadas aos pequenos leitores de forma lúdica e incluem também elementos polêmicos como a corrupção, ajudando a despertar o senso crítico e a ideia de coletividade.
Existem Sonhos na Rua Amarela  já está em pré-venda e pode ser encontrado no link https://editoramultifoco. . A primeira obra de Manuella foi Desanônima, lançada em agosto de 2017.

domingo, 8 de julho de 2018

Projeto Ribeira Boêmia PROMOVERA O 3º FESTIVAL DE CACHAÇA ENGENHO PAPARY - RIBEIRA - NATAL/RN, CONFIRAM!!!


Nenhum texto alternativo automático disponível.
Um novo lugar, na antiga Ribeira, será a nova casa do Projeto Ribeira Boêmia. Com acesso pelo Largo da Rua Chile, o Terminal Marítimo de Passageiros (Porto de Natal), com um belíssimo pôr do sol em contemplação do Rio Potengi, será o palco do 3º Festival de Cachaça Engenho Papary. 
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1º LOTE PROMOCIONAL: R$ 40,00.
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Agende-se: dia 04/08, a partir das 13h. Serão mais de 15 rótulos das nossas melhores cachaças de alambique, que serão degustadas com o acompanhamento de frutas e caldinhos (limitados). Serviços de bar, com alimentos e bebidas (cervejas, destilados e petiscos), a preços diferenciados e vendas no cartão.

ATRAÇÕES: .
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- O samba do RIBEIRA BOÊMIA;
- O brega de MESSIAS PARAGUAI; e
- O forró de GISELE ALVES.
PONTOS DE VENDA:
- Online: OUTGO
- LE POSTICHE – Midway Mall
- ESTAÇÃO PAPARY CACHAÇARIA - 
Rua Presidente Quaresma, 768 - Alecrim

Racismo Institucional - Crivella veta projeto de lei que transformaria a Pedra do Sal em Patrimônio Cultural

O projeto de Lei 0346/2017, de autoria do vereador Fernando William, que declara o Quilombo Pedra Sal Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade do Rio de Janeiro, foi encaminhado no dia 06 de junho, pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Jorge Felippe, para aprovação da prefeitura. No entanto, foi publicado no dia 27/06/2018, no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, o veto do bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e atual prefeito da cidade, Marcelo Crivella, à referida lei. O argumento alegado é que o Legislativo não tem o poder de criar leis sobre o patrimônio da cidade, cabendo apenas ao Executivo esta atribuição.
Vale ressaltar que o Quilombo Pedra do Sal juntamente com o Cais do Valongo e o Cemitério dos Pretos Novos formam o tripé do Sítio Arqueológico do Cais do Valongo, Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela UNESCO. O abandono do Cais do Valongo e o encerramento do contrato de custeio entre a prefeitura e Instituto Pretos Novos, somam-se ao desprezo da atual administração da cidade pela cultura afro-brasileira, sobretudo ao setor histórico e arqueológico da Região Portuária.
Está mais do que na hora da população se mobilizar, antes que seja tarde demais!
Fonte: http://pretosnovos.com.br

PRETOS NOVOS - RIO DE JANEIRO - VISITE-O


1769

Início das atividades do cemitério

1808

CHEGADA DA FAMÍLIA REAL REGISTRO DO ÚLTIMO SEPULTAMENTO

1830

Registro do último sepultamento

1996

Descobre-se o cemitério

2005

Fundação do IPN

2013

Reconhecimento da Unesco

2018

#IPNresiste
Endereço
Rua Pedro Ernestro, 32 - Gamboa
Rio de Janeiro – RJ
CEP: 20.220-350
Horário de Funcionamento
de terça à Sexta das 13h as 19h
Sabados das 11 as 14h
Domingos fechado
Contato
Telefone: (21) 2516-7089
WhatsApp: (21) 97015-3267 / 96465-9983

Funai e Unicef discutem sobre nutrição do povo Yanomami

unicef
Foto: Mário Vilela/Funai
O Presidente da Funai, Wallace Bastos, acompanhado do Diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Rodrigo Faleiro, e do Assessor da Presidência, Artur Mendes, se reuniu nesta quinta-feira (05) com a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Florence Bauer e com a Chefe da Unidade de Saúde, HIV e Desenvolvimento Infantil do Unicef, Cristina Albuquerque. O objetivo do encontro foi dar continuidade à parceria que o órgão das Nações Unidas mantém, ao longo dos anos, com a Funai e, especificamente, apresentar um projeto de estudo sobre a nutrição do povo Yanomami, que está sendo desenvolvido em parceria com a Sesai e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Fonte: FUNAI

Funai promove eventos sobre povos indígenas de recente contato

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A Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) da Diretoria de Proteção Territorial(DPT) promoveu, no mês de junho, em Brasília, dois eventos inéditos sobre povos indígenas de recente contato: a apresentação Os Korubo: processos de contato, situação atual e Programa Korubo e a oficina Diretrizes para o atendimento dos povos indígenas de recente contato: novas experiências, velhos desafios. Servidores da Fundação foram público-alvo das atividades.

A partir da apresentação do trabalho com povos de recente contato desenvolvido pelas unidades descentralizadas, em parceria com a CGIIRC, e da oficina com servidores que atuam diretamente na área, houve aproximação entre participantes, trocas de experiências e construção conjunta de conhecimento, contribuindo para a memória institucional e, consequentemente, para aprimoramento da atuação da Funai em prol dos povos indígenas.

Gustavo Sena, Coordenador na Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari, desenvolveu e participou dos momentos em parceria com a coordenação-geral e destacou a importância de apresentar o trabalho com indígenas isolados e de recente contato: "Precisamos dar visibilidade à causa para que as pessoas tenham conhecimento e apoiem a luta. Talvez assim consigamos trazer mais pessoas dispostas a tocar esse trabalho."

Os Korubo: processos de contato, situação atual e Programa Korubo

O público interno da Funai conheceu o trabalho desenvolvido por servidores da CGIIRC e da Coordenação de Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari com os Korubo, no dia 21, na sede do órgão, em Brasília.

Relatos orais, comentários dos servidores envolvidos no processo de contato e no trabalho atual com os indígenas e apresentação de vídeos das aproximações promovidas pela Funai em 2014 e 2015 direcionaram o debate sobre o panorama atual dos Korubo e os desafios enfrentados pelo órgão indigenista para garantir o acesso desse povo a direitos e a atendimento específico.

Na ocasião, também foi apresentado ao público o Programa Korubo, um conjunto de iniciativas articuladas com o objetivo de proteção e promoção dos direitos do povo Korubo por meio da implementação de ações que considerem a suas especificidades sociais, físicas e culturais. KORUBO

Entre os princípios observados pelo Programa estão o direito à autodeterminação, salvaguarda do território e do acesso aos recursos naturais tradicionalmente utilizados, reconhecimento da vulnerabilidade social e epidemiológica e outros.

Diretrizes para o atendimento dos povos indígenas de recente contato: novas experiências, velhos desafios

Durante cinco dias (25 a 29), servidores de diversas unidades descentralizadas da Funai estiveram em Brasília para participar da oficina de capacitação desenvolvida pela CGIIRC sobre povos de recente contato.

De acordo com a unidade, 19 pessoas das Coordenações de Frente de Proteção Etnoambiental(CFPE) e de algumas Coordenações Regionais (CR) que trabalham diretamente com a pauta envolveram-se em discussões que objetivaram a consolidação de diretrizes para o atendimento aos povos indígenas de recente contato. A oficina fez parte de estratégia da Funai, iniciada em 2010, inclusive com a elaboração de programas  para a proteção e promoção dos direitos dos povos indígenas de recente contato.

Fonte: FUNAI

MST arrecada livros de literatura infantil

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Fotos Matheus Alves
Os livros serão entregues no 1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha
Por Webert da Cruz
Da Página do MST
“A importância de ouvir muitas, muitas histórias, escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo”, afirmou Fanny Abramovich, escritora infanto-juvenil brasileira em 1994.
E, para fortalecer o hábito da leitura e a difusão da literatura infantil, o MST está encabeçando uma campanha de arrecadação de produções literárias para as crianças. As obras serão distribuídas no 1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha que será realizado no mês de julho, em Brasília.
O principal objetivo do evento - que contará com cerca de 1200 crianças e 400 educadores - é mobilizar crianças de acampamentos e assentamentos e proporcionar um espaço de socialização do fazer cultural e educativo da Infância Sem Terra. 
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Divulgação MST 
Na perspectiva de que Reforma Agrária Popular não pode ser construída sem as crianças, Márcia Ramos do coletivo nacional de educação do MST, acredita que a literatura se apresenta como ferramenta para fortalecer a criticidade, o exercício do pensar e de participação de crianças como sujeitos históricos e direitos no movimento.
"Para nós pensarmos esse lugar da infância, com a literatura e a dimensão política faz parte de todo um projeto educativo. A escolha de livros críticos que permitam que as crianças pensem sobre o mundo é fundamental. Por isso, pedimos para que todos se mobilizem nessa campanha, para que juntos possamos fomentar esse saber", finaliza.

Os pontos de recolhimento das doações estão espalhados por todo o país, as entregas podem ser feitas pessoalmente ou via Correios. 

Pontos de arrecadação:
Armazém do Campo - SP 
Alameda Eduardo Prado, 499 - Campos Elíseos
CEP 01202-002
(11) 3333-0652
São Paulo- Secretaria Nacional MST 
Alameda Barão de Limeira, 1232 - Campos Elísios
CEP 01218-012
(11) 2131-0850
secgeral@mst.org.br
Santa Catarina - Secretaria Estadual
Rua Montevideo, nº 2135 D - Passo dos Fortes - Chapecó (SC)
CEP 89801-330 
(49) 3329-6400 
secretariamst.sc@gmail.com
Goiás - Secretaria Estadual do MST 
Rua Desembargador Mário Caiado, Quadra 2 lote 4, n° 135 - Setor Crimeia Leste Goiânia
CEP 74660-310 
(62) 3877-7647
Maranhão - Secretaria Estadual do MST 
Rua Sete de setembro, 62, Centro - São Luis
CEP 65010-120
(98) 3232-5372
mstma@veloxmail.com.br
Maranhão - Secretaria Regional de Imperatriz 
Rua Guanabara, 539, Entroncamento - Imperatriz
CEP 65903-040
Rio de Janeiro -  Escritório Nacional do MST
Rua Sete de setembro, 223 sala 301 - Centro - Rio de Janeiro
CEP 20050-006
(21) 2240-8496
escritoriorj@mst.org.br
Brasília - Escritório Nacional MST 
SCS - Quadra 6, bloco A - 110 Ed.  Arnaldo Villares, sala 211
CEP 70324-900
(61) 3326-0273
escnacionalmst.bsb@gmail.com
Fortaleza - Centro de Formação Frei Humberto
Rua Paulo Firmeza, 445 - São João de Tauape - Fortaleza
CEP 60130-420.
(85) 3257-5630
Goiânia - Secretaria Estadual do MST
Rua Mário Caiado, quadra 2 lote 4, número 135 / setor Criméia Leste
CEP 74660-310
(62) 3877-7647
Pernambuco - Secretaria Estadual
Rua Jader Figueiredo de Andrade e Silva, n°155 - Vassoural – Caruaru
CEP 55028-410
(81) 3722-3136
seteducmst.pe@outlook.com
Minas Gerais - Armazém do Campo - Belo Horizonte
Avenida Augusto de Lima, n°2136 - Barro Preto
CEP 30190-001
(31) 99596-3391
Paraná - Secretaria Estadual do MST
Alameda Princesa Isabel, n°714 - Centro
CEP 80430-120
(41) 3083-8500
setoreducacaopr@gmail.com
Rio Grande do Sul - Coceargs
Travessa Francisco Leonardo Truda, nº 98, Edifício Brasília - 4 andar
Centro Histórico - Porto Alegre
CEP: 90010-050
(51) 3221-9022
Alagoas - Secretaria Estadual do MST 
Rua General Hermes, 91 - Centro - Maceió
CEP 57020-904
(82) 996131037

História do Jogo do Bicho

O Jogo do Bicho é considerado uma bolsa de apostas ilegal que tem como centro do jogo números que representam diversos animais. O Jogo do Bicho foi inventado no ano de 1892 por João Batista Viana Drummond, um barão, que foi o fundador e proprietário do jardim zoológico do Rio de Janeiro em Vila Isabel.
A história do surgimento do Jogo do Bicho é a seguinte: Houve uma grande crise no comércio nos primeiros anos da República do Brasil devido à especulação financeira intensa e jogatina na bolsa de valores. Assim, os comerciantes procuraram por uma solução que estimulasse as vendas, e foram instituídos sorteios de brindes.
O zoológico, por exemplo, não estava sendo mais tão frequentado devido à crise, e para que aumentasse a freqüência de visitas, o barão decidiu que cada bilhete teria a figura de um dos 25 animais do zoológico, e estipulou assim um premio em dinheiro para aquele que tivesse o bilhete de entrada com a figura do animal do dia. O animal que ficava coberto por um pano que só era retirado o final do dia. Depois foi que foram associadas aos animais as séries numéricas da loteria. Desde então, o jogo começou a ser praticado fora do zoológico largamente, transformando assim a capital da república, do ano de 1889 a 1960, em a “capital do jogo do bicho”.
Confira agora a lista de todos os animais do Jogo do Bicho
Jogo do Bicho – Animais em ordem numérica:
01, 02, 03, 04 – Avestruz
05, 06, 07, 08 – Águia
09, 10, 11, 12 – Burro
13, 14, 15, 16 – Borboleta
17, 18, 19, 20 – Cachorro
21, 22, 23, 24 – Cabra
25, 26, 27, 28 – Carneiro
29, 30, 31, 32 – Camelo
33, 34, 35, 36 – Cobra
37, 38, 39, 40 – Coelho
41, 42, 43, 44 – Cavalo
45, 46, 47, 48 – Elefante
49, 50, 51, 52 – Galo
53, 54, 55, 56 – Gato
57, 58, 59, 60 – Jacaré
61, 62, 63, 64 – Leão
65, 66, 67, 68 – Macaco
69, 70, 71, 72 – Porco
73, 74, 75, 76 – Pavão
77, 78, 79, 80 – Peru
81, 82, 83, 84 – Touro
85, 86, 87, 88 – Tigre
89, 90, 91, 92 – Urso
93, 94, 95, 96 – Veado
97, 98, 99, 00 – Vaca
Sobre João Batista Viana Drummond
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Batista_Viana_Drummond
João Batista Viana Drummond, primeiro e único barão de Drummond (Itabira, Minas Gerais, 1 de maio de 1825 — 7 de agosto de 1897), foi um empresário abolicionista e progressista brasileiro do fim do século XIX.
Biografia
Veio para o Rio de Janeiro, então capital do Império, aos 20 anos de idade.
Teve várias ocupações antes de se dedicar ao ramo imobiliário.
Desposou Florinda Gomes Pereira em 1855. Esta senhora não chegou a ser a baronesa de Drummond, pois faleceu em 14 de maio de 1882, antes do marido receber o título de barão, o que ocorreu em 19 de agosto de 1888.
Foi administrador da Estrada de Ferro D. Pedro II, que iniciou as suas atividades de seu primeiro trecho em 1858.
Praça Barão de Drummond (Praça Sete) em Vila Isabel
Sendo amigo do Imperador D. Pedro II, adquiriu as terras da Imperial Quinta do Macaco, vale adjacente ao Morro dos Macacos da Princesa Isabel, por 120 contos de réis.
Indo a Paris à época, ficou impressionado com a arquitetura daquela cidade francesa, decidindo urbanizar a área como se fosse um bairro francês, inclusive abrindo um boulevard.
O bairro, com o nome de Vila Isabel, foi fundado oficialmente em 3 de janeiro de 1872.
Foi presidente do Jockey Club Brasileiro.
Drummond gostava muito de animais, possuindo diversos espécimes.
Tinha autorização para importá-los e criou o primeiro Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, em Vila Isabel, em 1888.
Colocava em uma gaiola coberta por um pano, um animal (bichos de porte pequeno) e dependurava no alto do portão do jardim zoológico.
Eram feitas as apostas para descobrir qual o animal, parte do dinheiro arrecadado era revertido para a compra de mais animais para o zoológico e a outra para o apostador.
Com a Proclamação da República pelo marechal Deodoro da Fonseca, em 15 de novembro de 1889, o Jardim Zoológico perdeu a ajuda financeira que tinha do Imperador, e elaborou uma loteria para financiá-lo, onde cada número representava um animal, e cada ingresso do Zoológico dava direito a um bilhete numerado, para concorrer no sorteio do “bicho” do dia no encerramento das atividades do parque.
Esse jogo ficou popularmente conhecido como Jogo do Bicho, vindo a ser posteriormente proibido, porém ganhou as ruas do Rio de Janeiro, se popularizou e se espalhou pelo Brasil e existe até hoje, mesmo como contravenção.

sábado, 7 de julho de 2018

Caminhada: MNU 40 anos de luta conta o racismo”. São Paulo, 7 de julho

 
Em comemoração a sua fundação,  o Movimento Negro Unificaado (MNU)  Convida a todos  para  participarem  da  “Caminhada: MNU 40 anos contra o racismo” que será realizada em São Paulo, neste sábado, 7 de julho de 2018. Concentração às 16h30, na Rua da Consolação X Rua Visconde de Ouro, depois saída  rumo à Praça Ramos de Azevedo, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo.
 
Em comemoração aos 40 de fundação, o Movimento Negro Unificado (MNU) realiza neste 7 de julho de 2018,  data do lançamento público da entidade, em 1978,  no “Ato Público Contra a Violência, Discriminação e o Racismo”, em São Paulo, nas escadarias do Teatro Municipal.
A entidade foi fundada no dia 18 de junho de 1978 quando o Brasil vivia sob o regime militar, e nessa data foi marcado o ato de lançamento público para 7 de julho.
Neste sábado, o MNU fará o mesmo percurso de 1978 quando militantes marcharam  contra a violência racial do cruzamento da avenida Consolação com a  rua Visconde de Ouro Preto  rumo  à Praça Ramos de Azevedo, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo.
Os fundadores do MNU, Milton Barbosa  e José Adão de Oliveira,  vão liderar, mais uma vez,  os passos de uma militância de  todo o Brasil, de  parceiros  e apoiadores da luta antirracismo,  na “Caminhada MNU: 40 anos contra o racismo”.
No “Ato Público Contra a Violência, Discriminação e o Racismo” de 7 de julho de 1978 foi lida a Carta de manifesto do MNU denunciando o racismo e  afirmando  a necessidade  do negro reagir à violência racial. “O MNU foi um dos primeiros grupos a denunciar, de forma sistemática, o racismo e a violência policial, assim como falar da história do povo africano, do negro no Brasil e da questão as empregadas domésticas. Há pontos fundamentais que o MNU colocou e que motiva a luta cotidianamente”, explica Milton Barbosa, presidente de Honra do MNU. “Hoje, o Movimento Negro Unificado celebra seus 40 anos de luta  por justiça para o povo o negro e reafirma em suas ações seu princípio de defesa inegociável por uma sociedade sem racismo,  define  Iêda Leal, Coordenadora Nacional do MNU.
Serviço 
Atividade: Caminhada MNU: 40 anos contra o racismo”.
Data: 7 de julho de 2018 ( sábado) 
Horário:  Concentração a partir de 16h30 –  na Rua da Consolação X Rua Visconde de Ouro, São Paulo.
Saída para Praça Ramos de Azevedo, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo. 
Fonte: Movimento Negro Unificado - MNU

Do Conjur - DIREITO DE RESPOSTA TVs são condenadas a veicular programas sobre religiões de origem africana

Obs. Publicado no MNU, em 07 de abril de 2018
Duas emissoras de TV foram condenadas a conceder direito de resposta às religiões de origem africana por veicularem constantes agressões a quem professa tais crenças. Pelas ofensas, a TV Record e a Rede Mulher terão de exibir oito programas cada uma para esclarecer aspectos culturais e “recompor a verdade”. A decisão é da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
A ação foi movida pelo Ministério Público Federal em conjunto com o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Itecab) e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (Ceert).
Os autores alegam que as religiões afro-brasileiras vêm sofrendo constantes agressões em programas veiculados por essas emissoras, o que é vedado pela Constituição Federal, que “proíbe a demonização de religiões por outras”. Como exemplo, os autores citaram ofensas proferidas no programa Mistérios, no quadro “Sessão de descarrego”, e ainda na obra Orixás, Caboclos e Guias, Deuses ou Demônios.
O TRF-3 manteve a sentença que considerou comprovadas as ofensas e que as emissoras sequer negaram os fatos, apenas procuraram extrair a “conotação de ofensivos” atribuída pelos autores.
Segundo a relatora do acórdão, desembargadora federal Consuelo Yoshida, as emissoras terão que conceder estúdio, estrutura e pessoal de apoio necessário à produção de quatro programas de TV por emissora, com duração mínima de uma hora cada um, a serem exibidos em duas oportunidades, totalizando oito exibições por emissora, observando o intervalo de sete dias entre uma e outra.
As transmissões deverão ser precedidas de pelo menos três chamadas durante a programação, nos mesmos padrões que as emissoras usam para as chamadas de sua própria programação.
Deverão observar, ainda, a abrangência territorial dos programas que praticaram as ofensas e priorizar conteúdos informativos e culturais para esclarecer aspectos sobre a origem, tradições, organização, seguidores, rituais e outros elementos, com o propósito de recompor a verdade. O voto da relatora foi acompanhado também pelos desembargadores federais Johonson Di Salvo e Diva Malerbi. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-3.
Apelação Cível 0034549-11.2004.4.03.6100
Fonte: Movimento Negro Unificado - MNU

Memória - Em plena ditadura militar, MNU iniciou a luta por direitos dos negros

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Bebendo da fonte pioneira do MNU, os coletivos negros vêm aglomerando e organizando cada vez mais os afrodescendentes brasileiros
por Ana Carolina Pinheiro
Há 40 anos, um ato de repúdio contra a discriminação de quatro jovens negros em São Paulo marcou a criação do Movimento Negro Unificado.
Nos degraus da escada do Theatro Municipal em São Paulo, no dia 7 de julho de 1978, o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial (MNU) começava a construir uma nova fase para a militância negra no Brasil.
O ato aconteceu após quatro jovens negros serem discriminados no Clube de Regatas Tietê. No dia 18 de junho daquele ano, o Movimento foi fundado, mas o lançamento para o público aconteceu no dia 7 de julho, considerada a data oficial de criação do MNU.
“Quando criamos o MNU foi em plena ditadura militar de um país racista e fascista que não aceitava a organização da população pobre e oprimida”, comenta Milton Barbosa, cofundador do MNU. A partir dos anos 60, com os militares comandando a política brasileira, as manifestações de cunho racial eram expressamente proibidas. Na época, a parcela da população que combatia a discriminação era vista como inimiga da pátria e facilmente influenciada pelos ativistas norte-americanos que lutavam pelos direitos civis.
Sobre a estrutura do Movimento, Milton explica que a troca entre grupos distintos politicamente, mas com interesses parecidos, era necessária. “Articulamos com setores burgueses, como imprensa nacional e internacional, que naquele momento tinham interesse em derrotar a ditadura, e setores da esquerda no Brasil e em outras partes do mundo”, aponta.
A forma de organização da comunidade negra naquela época já era plural. Entidades culturais como escolas de samba, grupos de capoeira, casas de religiões de matriz africana, Candomblé e Umbanda, e grupos musicais eram algumas das maneiras populares de preservar a cultura africana no Brasil.
Entretanto, pela primeira vez na história dos movimentos raciais no país, uma instituição articulou essas organizações populares com discursos políticos. “Nós desenvolvemos formas de unir as ações políticas dos grupos de esquerda com estas práticas culturais, além disso o MNU também propôs o enfrentamento político sistemático do racismo e das formas de discriminação correlatas”, considera Milton.
Com 20 anos destinados aos movimentos sociais, Regina Lúcia dos Santos encontrou no MNU um espaço de identificação e estrutura para lutar contra o racismo. Na época, ela relata que a família não compreendia o seu objetivo de luta social. “Não houve resistência por eu ser mulher, até porque já vinha numa trajetória de militância política.
Entretanto, houve uma incompreensão em relação à militância política, pois para minha família, que pode ser considerada de classe média, era difícil compreender a luta pelo coletivo”, revela.
Do início da trajetória do MNU às demandas raciais contemporâneas, a desconstrução do mito da democracia racial continua sendo um dos principais pontos de cobranças realizados pelos movimentos. “Hoje temos vários institutos de pesquisa mostrando dados que comprovam as denúncias que o MNU fazia há 40 anos sobre a violência policial, o genocídio do povo negro, o desemprego, o aviltamento do salário da população negra, a exploração da mulher negra”, argumenta Regina Lúcia.
Sobre os avanços nesse período, a militante elenca os seguintes pontos: “a visibilidade da questão racial e do racismo existente no Brasil melhorou em relação há décadas atrás. Outro ponto importante foi a criação da lei 10639/03 que torna obrigatório o ensino da história da África e da Diáspora brasileira nas redes públicas e privadas de educação”, comenta. A medida é uma forma de garantir a disseminação da contribuição dos negros sobre o processo civilizatório da humanidade e do Brasil.
Para Regina, a fórmula para o Movimento perdurar por tanto tempo no ativismo é a persistência da população aliada à seriedade da causa. “Eu credito à existência do MNU nesses 40 anos a resistência do povo negro brasileiro e a legitimidade da pauta de combate ao racismo colocada pelo MNU”, afirma.
Inspiração para o ativismo negro atual
Bebendo da fonte militante e pioneira do Movimento Negro Unificado, os coletivos negros vêm aglomerando e organizando cada vez mais os afrodescendentes brasileiros em diversos espaços de convivência.
“O MNU desenvolveu formações políticas, culturais e educacionais que incentivaram o nascimento de novas organizações a exemplo de grupos teatrais, hip hop, escolas de samba, instituições de ensino, entre outras”, exemplifica Milton Barbosa. “Essas ações criaram condições do aparecimento de amplos setores antirracistas no seio da sociedade brasileira”.
Para Barbara Vicente, integrante do coletivo negro estudantil NegraSô, da PUC-SP, o legado do MNU é um exemplo de auto-organização entre os afrodescendentes. “Ainda que sujeitos de uma história de opressão, olhar para tantos movimentos e lutas e poder comemorar 40 anos de existência de MNU, nos mostra como agentes da nossa história, não há só resignação”, comenta.
Assim como os quatro jovens negros que foram discriminados no clube majoritariamente branco, em 1975, os negros que conseguem ocupar o espaço universitário atualmente também sofrem a exclusão étnica. “Manter em nossa memória a luta do MNU é saber que não estamos sozinhos, a caminhada em uma sociedade racista é difícil, mas nós podemos estar entre nós e nos articulares politicamente. Nós, negros, estivemos e estamos em movimento", afirma Barbara.
Fonte: Carta Capital