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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Dia Internacional dos Povos Indígenas: a celebração da cultura e o empoderamento indígena

Mais do que simplesmente comemorar uma data e prestar homenagens, é preciso contar a sua história, suas lutas, feitos e vitórias para a garantia dos resultados mínimos esperados e para a perpetuação de um legado, e o Dia Internacional dos Povos Indígenas é uma dessas datas. 
Comemorada mundialmente no dia 9 de agosto, a data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1992, para expressar o reconhecimento internacional em relação às tradições e costumes dos povos indígenas que carecem da manutenção de alguns de seus direitos mais básicos. Além de dar a eles voz, principalmente no que concerne aos direitos humanos e garantir a preservação da cultura tradicional de cada um desses povos, como fonte primordial de sua identidade.
A população indígena no mundo está estimada em cerca de 370 milhões de pessoas, vivendo em mais de 70 países de todos os continentes e representando mais de 5.000 línguas e culturas, o que representa algo em torno de 5% da população mundial. No dia 7 de setembro de 2007, a ONU aprovou a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, que visa garantir e reafirmar os direitos básicos dessa população em todo o mundo, servindo de instrumento para a imposição de sanções sobre aqueles países e governos que não visarem à manutenção de tais direitos.
O indígena, Srêwē da Mata de Brito, 46 anos, se autointitula bicultural - aquele que tem habilidades para viver dentro e fora da cultura indígena - pertencente ao povo Xerente, avalia que a maioria da população reconhece que a luta e a resistência indígenas são fundamentadas pelo direito sagrado. Isso envolve todas as formas de ser e viver, por serem detentores dos valores culturais, ambientais e conhecimentos ancestrais. “Com a colonização europeia muitos costumes se modificaram em virtude das pressões. Dessa forma, muitas transformações ocorreram, quer sejam positivas ou negativas. Essa imposição fez com que o indígena passasse a viver de forma bicultural, uma estratégia de resistência e sobrevivência. Aos poucos a sociedade se une em prol dos indígenas, pois reconhece que são sujeitos dotados de direitos”, argumenta.
Pertencente à Aldeia Ktēpo, onde é vice-cacique e com residência na cidade de Tocantínia (TO), Srêwē se orgulha dos trabalhos que executa. Agricultor por natureza, ele cuida da terra, planta árvores, ajuda nos diversos projetos no âmbito do cerrado, e ainda, viaja pelo Brasil, “conheci vários povos, vários lugares, sentei com autoridades políticas, autoridades terrenas, e por fim, indo a diversos países  pude perceber que o Waptokwazawre (nome dado ao Grande Espírito, podendo variar segundo o costume do povo) faz com que tudo seja possível e os que lutam conseguem vencer, e os que sonham conseguem realizar os seus sonhos”, finaliza.
Além da celebração, a data reconhece os desafios sofridos pelos índios. Muito ainda deve ser feito para garantir condições adequadas de vida a esses povos. A pobreza, a violência, mas, principalmente, a discriminação devem ser amplamente combatidas. No dia de hoje, os indígenas merecem uma homenagem à riqueza de suas tradições milenares e à contribuição para a diversidade cultural no mundo, expressando a determinação de preservar seus interesses e os seus direitos, onde quer que vivam.
Saiba mais sobre a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas aqui.
Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

Será que Bolsonaro escuta (e entende) a música brasileira?

Será que Jair Bolsonaro gosta de Música Popular Brasileira? Reconheço que, à primeira vista, o gosto musical dele não parece ter nenhuma importância política.
Por Astrid Prange*
AP Jornalista alemã destaca força da música brasileira para a resistência à ditadura de 64 e ao golpe de hoje  Jornalista alemã destaca força da música brasileira para a resistência à ditadura de 64 e ao golpe de hoje
Mas vale lembrar que nem o samba, nem o forró e tampouco a Bossa Nova eram somente flores e amores. Nas letras e harmonias sofisticadas de Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Nara Leão e tantos outros sempre transpareceu a busca por justiça social e a vergonha da pobreza que vivia tão perto da turma da Bossa Nova nos morros do Rio.
E a oposição ao regime militar. “Podem me prender / podem me bater / podem até deixar-me sem comer / que eu não mudo de opinião”, cantou o sambista Zé Keti. E Tom Jobim e Vinicius de Moraes mandaram um recado claro na musica “O morro não tem vez: Quando derem vez ao morro / toda cidade vai cantar”.
Com seu show Opinião, já em pleno regime militar, a cantora Nara Leão, por exemplo, demonstrou coragem. E junto com ela a plateia de 100 mil pessoas que lotou o show num shopping em Copacabana por nove meses, de dezembro de 1964 até agosto de 1965. As músicas Opinião, de Zé Keti, e Carcará, de João do Vale, serviam como desabafo, como protesto.
Quem poderia imaginar que 60 anos depois do primeiro sucesso da Bossa Nova, os velhos espíritos da ditadura renasceriam, reencarnados num candidato a presidente? Um candidato que elogia a ditadura militar e que dedicou o seu voto no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o primeiro militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador.
Quando os militares tomaram o poder, no golpe de 1964, Jair Bolsonaro tinha apenas 9 anos. Ele então cresceu numa época forte da Música Popular Brasileira, em meio à criatividade musical de uma geração de artistas que teve que disfarçar sua crítica em versos sofisticados. Ou emigrar para respirar liberdade no exílio.
“Apesar de você / amanhã há de ser outro dia” – nunca imaginei que esse hino de resistência de suprema poesia de Chico Buarque poderia voltar a ser tão atual. Nunca imaginei que os mesmos artistas que antigamente compunham e cantaram contra o regime militar hoje se juntem para pedir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esses artistas brasileiros só fazem aumentar a minha profunda admiração pela música brasileira. Como ela é poderosa! Ela faz milhões de brasileiros cantar, esperar e lavar a alma. Foi ela que me trouxe para o Brasil. A beleza da MPB me fez aprender o português e me abriu um mundo novo: o Brasil. Obrigada, música brasileira!
*Astrid Prange de Oliveira é jornalista alemã. Chegou ao Rio de Janeiro solteira e voltou para a Alemanha com uma família carioca, por isso considera o Rio sua segunda casa. Hoje ela escreve sobre o Brasil e a América Latina para a Deutsche Welle
Fonte: BRASIL CULTURA

Vicente Celestino 1894/1968 (23 de agosto)

Nasceu no dia 12 de setembro de 1894, na Rua Paraíso, bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes da região da Calábria, Itália, chegados ao Brasil dois anos antes de seu nascimento. Teve cinco irmãos e cinco irmãs. Quatro deles seguiram carreira artística como ele: João, galã cômico; Pedro, tenor; Radamés, barítono e Antônio, baixo. Chegou a trabalhar na sapataria do pai, em uma fábrica de guarda-chuvas, em 1905, como servente de pedreiro em 1906, voltando ao estabelecimento de seu pai em 1910.
Após terminar o curso primário, estudou desenho industrial no Liceu de Artes e Ofícios. Casou-se, em 1933, com a cantora e atriz Gilda de Abreu. O casamento foi realizado na manhã do dia 25 de setembro de 1932 e, à noite, Gilda usou o mesmo vestido em uma cena do espetáculo “A canção brasileira” (de Luís Iglesias e Miguel Santos e música de Henrique Vogeler), repetindo, com uma revoada de pombos e ao som da marcha nupcial, a emoção do casamento, para o público do teatro. Durante a carreira, conquistou o público feminino tanto por sua voz de tenor, quanto por sua bela estampa de galã.
Em 1965, recebeu o título de Cidadão Paulistano pela Câmara de Vereadores desta cidade. No dia 23 de agosto de 1968, quando se preparava para gravar um programa de televisão, onde seria homenageado pelo Movimento Tropicalista, passou mal no quarto do Hotel Normandie, em São Paulo, falecendo do coração minutos depois. Seu corpo foi transferido para o Rio de Janeiro, onde foi velado por uma multidão na Câmara dos Vereadores e sepultado sob palmas do público.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O que você tem visto na educação hoje?

Num ano movimentado como 2018, não podemos deixar esse tema de lado. Precisamos parar para analisar onde avançamos, onde ainda precisamos melhorar e aprender como criar estratégias efetivas para aumentar o aprendizado dos alunos. Somente com a participação de cada um de nós essa luta terá resultados realmente transformadores, por isso lançamos a campanha Educação: Eu vejo, Eu sonho, Eu faço, um espaço de troca sobre a educação brasileira e construção de um ensino público de mais qualidade. Um momento para você olhar ao redor, analisar os dados, sonhar e colocar a mão na massa para transformar o país.
 
De agosto a outubro, vamos fomentar no blog e nas redes sociais do Portal QEdu um debate sobre a realidade da educação no Brasil, conversar sobre sonhos para nossas escolas, compartilhar dicas práticas do que fazer para aumentar o aprendizado dos estudantes e avaliar as estratégias.

Para começar, queremos saber o que você tem visto e vivido na educação hoje. Entre no QEdu, olhe para os dados, encontre respostas e compartilhe com a gente com a hashtag #AEducaçãoQueEuVejo.

Aumentar o aprendizado é uma missão de todos nós. Vamos juntos?
Compartilhe com sua rede que você luta pela educação!
Quer saber mais? Acesse qedu.me/vamosjuntos!

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Expedição da Funai constata evidências de índios isolados e inibe a presença de infratores nas terras indígenas Vale do Javari e Mawetek

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Foto: Acervo/Funai/2018
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São regiões de difícil acesso, mas a equipe da Funai percorreu mais de 180 quilômetros em embarcações pelos rios, caminhonetes por estradas de terra, motos em trilhas fechadas e outros 120 quilômetros a pé, dentro da mata densa. E foi nesta última, mais especificamente nos afluentes dos rios Jutaí e Juruazinho, no estado do Amazonas, em que são constatadas evidências da movimentação de índios isolados.

Toda essa ação da Funai é feita para cumprir o trabalho de proteção de índios isolados, relatado pela expedição de "Monitoramento da Presença de Índios Isolados no Rio Juruazinho", realizada entre os dias 16 de julho e 1º de agosto pela Coordenação da Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari (FPEVJ), por intermédio de seu Serviço de Proteção em Eirunepé-AM.
Foto: Expedição no Rio Juruazinho - Acervo/Funai/2018
O rio Juruazinho compreende o limite sul da Terra Indígena (TI) Vale do Javari e norte da Terra Indígena Mawetek. A TI Vale do Javari é a segunda maior do país e está localizada no sudoeste do Amazonas, na fronteira entre o Brasil e o Peru. Ocupada por seis povos contatados (Matsés, Matis, Marubo, Kanamari e Kulina-Pano), dois de recente contato (Korubo e Tsohom Djapa) e dezesseis registros em estudo de índios isolados (sendo 11 confirmados), ela possui a maior quantidade de registros confirmados de grupos de índios isolados do país. Já a TI Mawetek é de usufruto exclusivo do povo Kanamari e está inserida nos afluentes que formam o rio Juruá, próximo a cidade de Eirunepé, sendo contígua ao limite sul da TI Vale do Javari.


A atividade contou com a participação da Polícia Militar do Amazonas na etapa de fiscalização e, na expedição de monitoramento de índios isolados, teve a colaboração de indígenas Kanamari, que ocupam ambas as terras indígenas, e são profundos conhecedores dessa região.
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A equipe encontrou provas e registrou a presença assídua de caçadores em diversos igarapés afluentes do rio Juruazinho. Duas equipes de caça que se encontravam próximas aos limites da TI Vale do Javari foram flagradas com ilícitos ambientais, sendo realizada a apreensão e soltura de animais vivos.

Um proprietário de terras da região, que pretendia ocupar ilegalmente parte da Terra Indígena Mawetek, foi advertido pela equipe da Funai, assim como outros dois proprietários de fazendas de gado foram notificados formalmente com prazo para retirada de seus bens e correção de suas cercas de acordo com os limites da Terra Indígena Mawetek.

"Essa é a terceira expedição terrestre de monitoramento dos índios isolados em menos de um ano nessa região. Outros dois sobrevoos também foram realizados nesse período. A proposta é manter um trabalho contínuo da FPEVJ, a partir de Eirunepé-AM, ampliando-o para outras áreas de circulação dos Índios Isolados no alto curso dos rios Jutaí e Itaquaí. A vigilância e fiscalização devem ser intensificadas na região para coibir a ação de infratores e garantir a posse plena do território pelos indígenas", afirmou Vitor Góis, servidor da Funai que coordenou os trabalhos em campo. As atividades contaram com apoio local das da Coordenação Regional do Juruá/Funai, em Cruzeiro do Sul (AC), e da Coordenação Técnica Local da Funai em Eirunepé (AM).

Ana Carolina Aleixo Vilela - ASCOM/FUNAI
Com informações da Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato

Veja, abaixo e na próxima página, algumas das fotos de evidências de índios isolados encontradas:

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Foto: maloca - Acervo/Funai/2017
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Expedição da Funai constata evidências de índios isolados e inibe a presença de infratores nas terras indígenas Vale do Javari e Mawetek



 Foto: buzina feita com casca de árvore - Acervo/Funai/2017
Foto: canoas escavadas em paxiúba (palmeira) - Acervo/Funai/2017

Fonte: FUNAI

Morre um grande líder mas, graças a ele, a cultura de seu povo permanece

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Depois de quase um século de luta, o grande cacique João de Pontes faleceu, no último sábado (18), aos 93 anos. Conhecido pelo empenho na manutenção dos costumes do seu povo, ao perceber que o idioma Yaathê poderia desaparecer conforme os anciãos partissem, criou a Escola Bilingue Fulni-ô, em meados da década de 1980. Devido a isso, os Fulni-ô são a única etnia do nordeste que ainda fala a língua materna.

Além de ressignificar a educação escolar indígena, João de Pontes atuou na defesa dos direitos dos povos originários e destacou a importância de projetos que valorizam a identidade e força de seu povo de inúmeras outras formas como, por exemplo, a conservação do sistema de parentesco Fulni-ô, que se mantém quase intacto, com seus clãs e regras de escolha de cônjuges. Dessa forma, o cacique, conhecido por sua serenidade e obstinação, foi de suma importância para o movimento social indígena, e até sua partida era consultado em todas as decisões da comunidade.

Segundo informações, João de Pontes passou mal enquanto almoçava em sua casa, na Terra Indígena Fulni-ô, localizada no município de Águas Belas -PE e, ao levarem ele ao hospital mais próximo, o cacique já chegou sem vida.

João foi um grande guerreiro, que liderou e orientou seu povo, escrevendo uma trajetória de vida, de conquista e de resistência em defesa de seu território e dos direitos da comunidade, atuando sempre em prol da preservação dos costumes e da cultura Fulni-ô.

Ana Carolina Aleixo Vilela
Ascom/Funai

Orquestra Suzuki faz apresentação gratuita domingo no Museu Oscar Niemeyer

Orquestra Suzuki Curitiba realiza neste domingo (dia 26), um concerto comemorativo para celebrar os 40 anos da Associação da Educação do Talento Musical do Paraná (AETMP). A apresentação acontece no Museu Oscar Niemeyer, às 16h, com entrada gratuita ao público.
Músicas como Tico-tico no Fubá, A Bela e a Fera, Dança das Bruxas, Folclore Brasileiro entre outras farão parte do repertório e serão interpretadas por crianças e jovens instrumentistas, alunos de violino e violoncelo, além de professores da Associação que integram a Orquestra. Ainda dentro da programação dos 40 anos da AETMP, a Orquestra Suzuki fará outro concerto comemorativo, no dia 29 de setembro, às 19h, no Clube Curitibano, sede Concórdia.
A AETMP teve seu início em 1978 com a violinista e professora Hildegard Soboll Martins, que foi a pioneira do Método Suzuki no Paraná, juntamente com a professora e violinista Edna Ritzmann Savytzky, que iniciaram em Curitiba o método chamado de Educação do Talento ou mais conhecido como Método Suzuki.
Nessa metodologia, os alunos podem iniciar o aprendizado do instrumento a partir dos 3 anos de idade, mas também na juventude e fase adulta. Com uma dinâmica diferente das escolas de música tradicionais, na AETMP os alunos recebem aulas individuais nas residências dos professores. “Já as atividades em conjunto, aulas coletivas, ensaios e concertos acontecem em espaços diversos, o que proporciona um maior entrosamento, com grande benefício e desenvolvimento aos alunos”, conta a diretora artística da AETMP, a violinista Simone Ritzmann Savytzky.
Reconhecimento internacional
A Orquestra Suzuki Curitiba tem em seu repertório músicas de vários estilos, do erudito ao popular, música brasileira e folclórica dos mais diversos países. Ao longo de sua história, a Orquestra Suzuki tem se apresentado com sucesso em vários espaços culturais da cidade, como Capela Santa Maria, Sesc da Esquina, Canal da Música, Teatro Guaíra, em igrejas e também em outros estados. O trabalho da Orquestra teve reconhecimento internacional, sendo eleita como melhor grupo de música de Câmera na XII Convenção Mundial do Método Suzuki – Dublin, Irlanda.
Os concertos “Crianças para Crianças” foram de grande sucesso durante vários anos, realizados para alunos da rede pública de ensino, em parceria com o Governo de Estado. “Crianças na Plateia” na Capela Santa Maria em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba, concertos beneficentes para diversas instituições também são realizados anualmente.
Serviço: A Associação da Educação do Talento Musical do Paraná (AETMP) conta em seu quadro de profissionais, com as professoras Sibila Schelin, Simone R. Savytzky, Thalita Stefanichen Ferronato e Vanessa Savytzky Shiavon (violino), Edna Ritzmann Savytzky (violino e viola) e Adriane Ritzmann Savytzky (violoncelo). Mais informações no telefone 41 3285‐3309 ou www.orquestrasuzukicuritiba.com.
Serviço:
Concerto Comemorativo 40 anos AETMP
Data: 26/08/18
Horário: 16h
Local: Museu Oscar Niemeyer (Chão de Vidro)
Entrada: Gratuita
Mais informações / Agendamento de entrevistas
NCA Comunicação – (41) 3333-8017
Jornalistas responsáveis:
Bebel Ritzmann – (41) 99957-1547 (bebel@ncacomunicacao.com.br )
Tatiana de Oliveira – (41) 99671-7582 (tatiana@ncacomunicacao.com.br )

Ouça “História Hoje” 21/08/: Há 29 anos, morria o cantor e compositor baiano Raul Seixas

Em 21 de agosto de 1989, morre o cantor e compositor baiano Raul Seixas, considerado um dos maiores músicos do Brasil e pioneiro do Rock nacional.
Ele se autodenominava “Maluco Beleza” e teve cinco esposas. O abuso da bebida lhe rendeu uma pancreatite aguda e foi a causa de sua morte.
Apresentação Carmen Lúcia
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O alcoolismo não impediu que ele lançasse um novo estilo musical. Raul fundiu o rock com todos os ritmos brasileiros e criou a nova “identidade” musical que mesclava o frenético rock com gêneros que iam do xote ao baião.
“Pai do Rock Brasileiro”,  “Maluco Beleza” ou “Raulzito”, como era e, ainda é carinhosamente chamado pela comunidade artística e pelos fãs, lançou mais de 20 discos, em 26 anos de carreira.
Por todos os recantos do Brasil, em grandes e pequenos espetáculos, em luaus, rodinhas de violão, bares e casas de Show… Raulzito virou uma mania nacional.
E sempre, no meio do povão, tem alguém gritando: Toca Rauuuuuuuuuuul.
Raul Seixas, de fato, inspirou gerações. O músico Zeca Baleiro, por exemplo, chegou a compor uma música falando das inúmeras vezes que o público pediu para que ele tocasse Raul.
De natureza inquieta o “Maluco Beleza” dizia estar sempre em transformação. E suas músicas revelaram ao mundo sua real natureza.
Um ano antes de morrer, em 1988, Raul compôs, gravou e excursionou com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda punk Camisa de Vênus.
Aos 44 anos, o “Maluco Beleza” lançou seu último LP – A Panela do Diabo –, dois dias antes de ser encontrado morto, em seu quarto.
Depois de “sair de cena”, Raulzito passou a ser ainda mais venerado e seus trabalhos póstumos foram todos sucesso de vendas.
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira.

DF possui 51 sítios arqueológicos de até 11 mil anos

No sítio arqueológico Jardins Genebra (no alto), técnicos do Iphan-DF observaram vestígios compostos por núcleos, lascas e instrumentos produzidos a partir do quartzito (acima) (Fotos: Margareth Souza/Iphan e Edilson Teixeira/Divulgação)
A faceta urbana de Brasília e de outras cidades do Distrito Federal esconde um passado rico de história. Ou melhor, pré-história. Seres humanos perambulavam pela região coletando frutos, cultivando plantas, pescando e caçando animais com lâminas de pedra lascada. O DF possui 51 sítios arqueológicos registrados, com datação de até 11 mil anos atrás.
O trabalho arqueológico desses locais é acompanhado de perto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). As peças coletadas estão associadas a grupos pré-históricos que habitavam o Planalto Central há milhares de anos, durante uma sequência arqueológica conhecida como Tradição Itaparica, que ocorreu entre 11 mil e 6,5 mil anos atrás.
Desses locais, 26 são vinculados a grupos de caçadores-coletores, sete são classificados como sítios cerâmicos, um traz pinturas rupestres e 17 são sítios históricos. Eles estão localizados em diversas áreas no Distrito Federal, como Ceilândia, Taguatinga, Núcleo Bandeirante, Brazlândia, Jardim Botânico, Santa Maria, São Sebastião, Riacho Fundo, Gama e Paranoá.
“Os sítios líticos estão datados entre 11 mil e 8 mil anos atrás e são vinculados aos grupos de caçadores e coletores. Há também os sítios de arte rupestre. Os sítios de agricultores e ceramistas estão presentes a partir do século VIII e os sítios históricos estão relacionados à chegada dos luso-brasileiros, a partir do século XVIII.”, explica Margareth Souza, arqueóloga do Iphan-DF.

Novo sítio

A última descoberta no Distrito Federal está em um condomínio de lotes na Região Administrativa do Paranoá. Durante a primeira fase de um trabalho de licenciamento ambiental, os técnicos do Iphan-DF observaram vestígios compostos por núcleos, lascas e instrumentos produzidos a partir do quartzito.
De restos de uma fogueira foi possível resgatar amostras de carvão, durante a escavação. Esse material foi enviado para um laboratório nos Estados Unidos, que fará a datação radiométrica. A técnica mede a radiação presente em elementos orgânicos e estima a idade de quando a fogueira e as ferramentas encontradas foram feitas.
As áreas de proteção do sítio arqueológico ainda estão sendo definidas, dentro de um espaço de 10 a 15 hectares. Porém, isso não inviabilizará o licenciamento ambiental do empreendimento. “O local, denominado Jardins Genebra, já recebeu as Licenças Prévia e de Instalação. A Licença de Operação será emitida com todas condicionantes atendidas. É possível sim compatibilizar as etapas do licenciamento ambiental com o empreendimento. Esse está sendo um exemplo de gestão do patrimônio arqueológico”, afirma Margareth.

Pré-história

Os caçadores e coletores do Planalto Central viviam em pequenos bandos e sobreviviam da caça, pesca e da coleta de frutos e plantas do Cerrado. Fabricavam instrumentos de pedra lascada de um modo específico, elaborados sobre lascas, lascões e lâminas. As primeiras populações humanas na região possuíam um sistema de subsistência e demoravam pouco tempo nos locais em que se assentavam.
Em consequência deste fato, suas estruturas habitacionais eram simples, feitas de madeira, fibras e folhas, assim como grande parte de seus instrumentos. O que torna possível achar os locais ocupados por essas populações é o que restou de sua cultura material feita com matéria prima durável, especialmente de origem mineral, como, por exemplo, objetos feitos de pedra.

Educação patrimonial

Alunos dos cursos de Biologia e Geologia da Universidade de Brasília (UnB) foram conhecer o sítio, acompanhados do arqueólogo Edilson Teixeira de Souza, responsável pela descoberta do sítio Jardins Genebra. A visita faz parte de um programa de educação patrimonial, uma das exigências do Iphan no processo de licenciamento ambiental.
Os estudantes aprenderam o que é arqueologia, como ela é estudada, o que encontraram no sítio e como são os procedimentos de metodologia e escavação. Ainda nesta frente de atuação, o projeto de pesquisa prevê uma capacitação com os trabalhadores do empreendimento para que os operários entendam o trabalho e possam ajudar a identificar novos achados.
Quando a pesquisa for encerrada, o relatório do arqueólogo responsável pelo trabalho de campo será encaminhado à Superintendência do Iphan no Distrito Federal para análise e manifestação conclusiva. As peças encontradas ficarão no Museu de Geociência do Instituto de Geociências da UnB, que é a instituição de guarda e endosso institucional de achados arqueológicos no Distrito Federal.
Fonte: BRASIL CULTURA

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

ÍNDIOS BRASILEIROS - Cultura Indígena

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Foto: Google: 
Os índios foram os primeiros habitantes do território brasileiro. São formados por povos diferentes com hábitos, costumes e línguas diferentes. Os Ianomâmis falam quatro línguas: a Yanomam, Sanumá, Yanomame e Yanam. Suas habitações são construídas de caibros encaixados, amarrados com cipó e revestidas de palha.
banner de cultura
A cultura indígena é um conjunto de características que marca um determinado grupo indígena.
Por exemplo, os Yanomamis possuem quatro línguas, vivem em malocas (moradia redonda de topo cônico), possuem características seminômades (mudam de habitat quando necessário), são caçadores e creem nos rixis (espíritos de animais protetores e amigos).
Os Guaranis se manifestam através da cerâmica e com rituais religiosos, falam somente uma língua, são migrantes e agricultores, “creem na terra sem males” (os mortos passam a proteger os vivos).
Vale ressaltar que, embora tenham características comuns, os índios não são iguais, mas cada povo habitante de determinada área do território brasileiro, possui suas diferenças em: cultura, organização política/social, rituais, lendas, arte, habitações, educação, alimentação, entre outros. Nem todos vivem da mesma maneira. A maioria localiza-se nas Terras Indígenas.
Os indígenas são uma fonte de conhecimento. Suas experiências passadas entre gerações formou o que nós chamamos de cultura brasileira: diversificada, heterogênea e peculiar. Desde o descobrimento vem englobando o modo de vida europeu e o mesclado de valores, costumes, línguas e hábitos dos indígenas que eram quase que desprezados pelos nobres.

Trabalhador e Trabalhadora de segunda classe? Não!

JOANNE MOTA 
Esse mês de agosto não só inicia um processo eleitoral histórico para o Brasil, ele descortina um cenário de disputa que cobra da classe trabalhadora não só reforço da resistência e luta, ele exige de nós ciência do posicionamento nosso nesta disputa, esclarecimento objetivo e subjetivo de qual papel cumprimos neste processo.
Não deveria ser, mas foi - como sempre disse minha mãe - um choque ler o programa de governo do candidato à presidência Jair Bolsonaro. E, ficou pior, quando cheguei no ponto onde se lê sobre a criação de uma nova carteira de trabalho. ”Criaremos uma nova carteira de trabalho verde e amarela, voluntária, para novos trabalhadores.”
E o que Bolsonaro oferece a que chamou de “trabalhadores de segunda classe”? A privação da proteção à saúde e à segurança, por exemplo. Ou seja, não bastasse a reforma trabalhista que abre espaço para uma precarização sem limites, o candidato do PSL oferece à classe trabalhadora um futuro sem direitos e sem sonhos de uma vida melhor.
Sob a retórica da liberdade, autonomia e a livre competitividade, categorias que são apresentadas em seu programa como expressão do que há de mais moderno, a proposta é mais uma lança nas mãos de quem segura o chicote e colabora para anuviar a dinâmica brutal e que ganha uma versão ainda mais perversa nesta etapa de reestruturação do capitalismo global.
A tal liberdade e autonomia, pregada por Bolsonaro, na verdade esconde os altos índices de precarização, os vergonhosos números de mortes no trabalho, as doenças e os suicídios tão comuns nos dias de hoje.
À classe trabalhadora fica o desafio, objetivo e subjetivo, de enfrentar essa disputa que extrapola sua influência, invade lares e mentes, retira direitos e remodela conceitos históricos no mundo do trabalho.
Joanne Mota é jornalista e assessora da CTB Nacional

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

Lula cresce, lidera e alcança 37,3% das intenções de voto, diz pesquisa MDA/CNT

A CNT acaba de divulgar os resultados da 137ª Pesquisa CNT/MDA. O levantamento traz as preferências dos entrevistados em cenários de primeiro e segundo turnos e o limite de voto nos candidatos.

Lula  lidera com o dobro das intenções de voto do segundo candidato, Jair Bolsonaro (PSL)

O ex-presidente Lula lidera o cenário eleitoral para 2018, com 37,3% das intenções de voto, segundo nova pesquisa do instituto MDA revelada pela CNT nesta segunda-feira, 20. Na sequência aparecem Jair Bolsonaro (PSL) com 18,3%, Marina Silva (Rede) com 5,6%, Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,9%, Ciro Gomes (PDT), com 4,1% e Alvaro Dias (Podemos), com 2,7%. Os demais candidatos não alcançaram 1% das intenções de voto.

A pesquisa foi realizada pelo instituto MDA a pedido da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Foram ouvidas 2.002 pessoas entre os dias 15 e 19 de agosto em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação BR-09086/2018.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados não recebem os nomes dos candidatos previamente, Lula (PT) também lidera, com 20,7%; Jair Bolsonaro segue em segundo, com 15,1%, e Geraldo Alckmin aparece em terceiro, com 1,7%. Neste cenário, aparecem ainda Alvaro Dias, com 1,3%, e Marina Silva, com 1,1%.

Ainda houve o registro de 1,4% de intenções em "outros". Brancos e nulos têm 18,1% e indecisos alcançam 39%.
                                            cenários de segundo turno para presidente

 Temer é reprovado por 97% dos brasileiros e  aprovado por 3% da população, aponta pesquisa CNT/MDA

Reprovação ao emedebista cresceu em comparação a sondagem de maio

 Pesquisas de opinião têm apontado o governo Temer como o mais impopular da história.

Fonte: osamigosdopresidentelula.blogspot.com