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FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quinta-feira, 16 de julho de 2020

FJA lança o Cadastro Estadual de Cultura do RN

O Governo do Estado, através da Fundação José Augusto (FJA), lançou oficialmente o Cadastro Estadual de Cultura do RN para mapear agentes, entidades e espaços culturais que integram a cadeia produtiva no Rio Grande do Norte.

O acesso ao cadastro, disponibilizado a partir de agora de forma permanente, deverá ser feito pelo hotsite Cadastro Cultural (https://cadastrocultural.rn.gov.br/).

O Cadastro Estadual de Cultura do RN identificará o perfil socioeconômico e profissional dos integrantes do setor, pessoas físicas e entidades artístico-culturais atuantes em todo estado do Rio Grande do Norte.

Poderão se cadastrar pessoas físicas ou jurídicas, com atuação no setor cultural como: artistas, técnicos, produtores, brincantes de folguedos populares, professores, pesquisadores e outras categorias ligadas à produção e à difusão da arte e de outras atividades culturais praticadas no território potiguar.

Lei Aldir Blanc
A ferramenta será também uma forma de agilizar o repasse dos recursos federais oriundos da Lei 14017/2020, conhecida como “Lei Aldir Blanc”, destinada ao setor cultural durante o estado de calamidade pública provocado pela pandemia do coronavírus que paralisou a atividade do setor no território brasileiro.

Cadastro Estadual de Cultura do RN
Acesse o hotsite https://cadastrocultural.rn.gov.br/

Mais informações e dúvidas devem ser enviadas para o e-mail cadastro@cultura.rn.gov.br.

FJA lança o Cadastro Estadual de Cultura do RN

FAPERN/RN

Ontem,quarta-feira (15/07), o Governo do Estado, através da Fundação José Augusto (FJA), lança o Cadastro Estadual de Cultura do RN para mapear agentes, entidades e espaços culturais que integram a cadeia produtiva no Rio Grande do Norte.
O acesso ao cadastro, disponibilizado a partir de agora de forma permanente, deverá ser feito pelo hotsite https://cadastrocultural.rn.gov.br

O Cadastro Estadual de Cultura do RN identificará o perfil socioeconômico e profissional dos integrantes do setor, pessoas físicas e entidades artístico-culturais atuantes em todo estado do Rio Grande do Norte. 

Poderão  se cadastrar pessoas físicas ou jurídicas, com atuação no setor cultural como: artistas, técnicos, produtores, brincantes de folguedos populares, professores, pesquisadores e outras categorias ligadas à produção e à difusão da arte e de outras atividades culturais praticadas no território potiguar.
Lei Aldir Blanc

A ferramenta será também uma forma de agilizar o repasse dos recursos federais oriundos da Lei 14017/2020, conhecida como “Lei Aldir Blanc”, destinada ao setor cultural durante o estado de calamidade pública provocado pela pandemia do coronavirus que paralisou a atividade do setor no território brasileiro.

Cadastro Estadual de Cultura do RN.

Acesse o hotsite https://cadastrocultural.rn.gov.br

Maiores informações e dúvidas devem ser enviadas para o email
cadastro@cultura.rn.gov.br

Fonte: Fundação José Augusto - FJA
Adaptado pelo CPC/RN, em 16/07/2020

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN PARABENIZA A CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN PELOS SEUS 17 ANOS DE RESISTÊNCIA E RESGATE DA CULTURA NOVACRUZENSE!!!

CULTURA: Prefeito participa da comemoração do 16° aniversário da ...
Imagem de 2019 - Aniversário dos 16 anos - 2019 e assinatura de parceria entre a FJA (Casa de Cultura de Nova Cruz) e a Prefeitura M. de Nova Cruz/RN
CLAUDIO LIMA NEWS - NOVA CRUZ - RN - BRASIL: Casa de Cultura ...
Foto recente - 2019 - Casa de Cultura de Nova Cruz-RN
CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN : ESTAÇÃO FÉRREA DE NOVA CRUZ ...
Casa de Cultura - Antiga Estação de Trem
Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN
Foto: Dandara - "Simbolo de Resistência" - CPC/RN

A Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN a primeira a ser inaugurada no Estado do Rio Grande do Norte, na gestão de Robson Farias e do prefeito, Cid Arruda (2009), deu uma "guinada" na época em prol da Cultura local!, promovendo cultura e identificando novos talentos novacruzensses.

Hoje completa 17 anos! Comemorar é preciso! Mas muita coisa precisa ainda ser feita, não só em prol da própria casa, mas a elaboração de projetos específicos voltados para os artistas, os grupos culturais, resgate e memória cultural da cidade.

Sua importância é de fundamental importância para manter viva a memória e as origens culturais de NOVA CRUZ, este também são fundamentais para manter a CULTURA VIVA!

Dando as mãos, sociedade, poderes executivos e legislativos, temos certeza que a PRIMEIRA CASA DE CULTURA voltará a BRILHAR no CENÁRIO CULTURAL DO RIO GRANDE DO NORTE e mais além, no BRASIL!

PARABÉNS, NOVA CRUZ/RN - (CASA DE CULTURA "LAURO ARRUDA CÂMARA"), pelos seus 17 anos!


"UNIR FORÇAS SERÁ O MELHOR PRESENTE PARA SE DÁ A CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN!" 

Eduardo Vasconcelos
Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN
Agente de Cultura de Nova Cruz/RN
Inauguração da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN
Prefeito, CID ARRUDA, Governadora, VILMA MAIA e a esquerda de Cid, FRANÇOAR SILVESTRE
Resumo histórico por Ilvaita Costa
CRIAÇÃO DA CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ-RN - A PRIMEIRA DO ESTADO.

Desativada na década de 1990, a antiga "estação de trens" como era chamada pela população, passou algulns anos abandonada. Em 2002 foi adquirida pela Prefeitura Municipal na primeira gestão do Prefeito Cid Arruda Câmara, através da Lei 867/2002,pelo valor de R$ 35.000,00(trinta e cinco mil reais) pagos com fontes dos recursos do FPM/ICMS/Recursos Próprios. 
PONTO DE CULTURA"REVENDO NOSSAS ORIGENS": PATRONO DA CASA DE ...
LAURO ARRUDA CÂMARA - EX PREFEITO DE NOVA CRUZ
Foto - Ponto de Cultura - Ilvaita
A primeira intenção quando da aquisição do imóvel, eta transformá-lo no Centro de Arte e Cultura de Nova Cruz; sabendo da existência de um projeto para a criação de Casas de Cultura no interior do Estado, durante a primeira gestão da Governadora Vilma de Faria, o Prefeito Cid Arruda Câmara, efetuou a doação do prédio da Estação Ferroviária ao governo do Estado que providenciou em tempo recorde - 40 dias- a recuperação do prédio através dos técnicos da Fundação José Augusto e sob a orientação do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, preservando suas linha arquitetônicas. No dia 16 de julho de 2003 por ocasião do evento "Governo nas Cidades", foi inaugurada a primeira Casa de Cultura do Estado do Rio Grande do Norte: o Palácio Lauro Arruda Câmara.

Texto: Ilvaíta Maria Costa
Fonte: Prefeitura Municipal de Nova Cruz/RN

GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA, o Vice Governador, ANTENOR ROBERTO e a FJA PARABENIZAM A CASA DE CULTURA "LAURO ARRUDA CÂMARA" - NOVA CRUZ/RN PELOS SEUS 17 ANOS EM PROL DA CULTURA POTIGUAR!


O Governo do Rio Grande do Norte, através da Governadora, Fátima Bezerra, do seu Vice Governador, Antenor Roberto  e da Fundação José Augusto - FJA, através de seu presidente, Crispiano Neto, PARABENIZAM a Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" pelos seus 17 anos em defesa da Cultura, dos Costumes e Resgate da Cultura e Valorização da Cultura NOVACRUZENSE!

Hoje a mesma completa 17 anos de resistência!  

A PRIMEIRA CASA DE CULTURA DO RIO GRANDE DO NORTE!

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Filme de Maria Augusta Ramos tem estreia nacional nesta quarta-feira, 15

Maria Augusta Ramos lança novo longa
Maria Augusta Ramos lança novo longa (Foto: Reprodução)

Com lançamento nacional nesta quarta-feira, em plataformas digitais, novo longa da cineasta traça paralelo entre governos Collor e Bolsonaro e a destruição do país como projeto.
Rede Brasil Atual - Uma greve, 110 demitidos injustamente. Esses trabalhadores, desempregados por um ano e 13 dias, poderiam ter ficado à míngua. Mas não em 1991. Não entre os bancários da Caixa Econômica Federal. A solidariedade de outros 35 mil empregados do banco público permitiu que os dispensados pelo então governo de Fernando Collor de Mello sobrevivessem e continuassem a luta contra a ameaça de privatização. Essa história de solidariedade está no novo documentário da cineasta Maria Augusta Ramos. Não Toque em Meu Companheiro será lançado nas plataformas digitais nesta quarta-feira (15) para o Brasil e o mundo.

“Lançar o filme na pandemia é muito doido”, afirma Maria Augusta – diretora de O Processo (2018, sobre o impeachment contra Dilma Rousseff). “É sempre bom poder mostrar o filme no cinema, com plateia, as pessoas interagindo. Mas fico feliz de termos as plataformas digitais.”
Maria Augusta Ramos dará entrevista ao Canal do Conde nesta quarta-feira, 15, às 14h. Acesse aqui:
Guta destaca que o filme está sendo lançando num momento em que, apesar de uma pandemia que já matou mais de 70 mil pessoas somente no Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, insiste em expressar “esse desejo terrível” de privatizar a Caixa, de privatizar as empresas públicas. “É o tipo da doutrina de choque”, observa a cineasta. “Quando a sociedade está completamente paralisada, vivendo em luto, ‘passar a boiada’. Guedes está tentando fazer isso: passar a boiada da privatização. Este é o momento. E que bom que temos a possibilidade de exibir o filme nas plataformas digitais e promover debates live.”
Não Toque em Meu Companheiro, feito em seis meses, é uma coprodução da Nofoco Filmes e da Federação Nacional das Associações de Empregados da Caixa (Fenae). A obra é licenciada pelo Canal Brasil. Guta conta que nunca tinha ouvido falar dessa “incrível” história dos bancários, até que foi procurada pela Fenae.

Vaquinha de 0,3% do salário

“Quem me contou foi o Jair Ferreira (então presidente da entidade) e a Gioconda Bretas (superintendente de Comunicação da Fenae). Achei incrível! Tem de retratar para as pessoas ficarem sabendo disso. E todo mundo que fica sabendo, fica surpreso.”
Durante mais de um ano, mais da metade dos funcionários do banco – que tinha cerca de 60 mil empregados à época – autorizou o desconto de 0,3% dos seus salários para remunerar os demitidos, enquanto corria na Justiça uma ação de reintegração.
“Foi conseguido que a Caixa fizesse o desconto em folha de pagamento e a Fenae repassava as doações”, conta Jair Ferreira, um dos dispensados pelo banco por participar da greve, mesmo sendo delegado sindical na agência Londrina. Ao todo eram 50 de São Paulo, 30 de Minas Gerais e 30 do Paraná.
“Tínhamos uma comissão de finanças dos demitidos e ficávamos na Fenae. Montamos uma folha de pagamento com contracheque e tudo. E com as rubricas que cada um tinha na ativa. Fazíamos os cálculos como se estivéssemos trabalhando. Assim que a Caixa repassava os valores descontados dos bancários que autorizaram, nós creditávamos nas contas dos 110”, lembra Jair, com orgulho.

Collor e Bolsonaro

A história dos bancários da Caixa Econômica Federal tem como pano de fundo a greve de 1991. O presidente da República era Fernando Collor de Mello. Sua tentativa de implementar uma política neoliberal, com desvalorização e consequente privatização das empresas públicas, remetem diretamente aos dias atuais do governo Jair Bolsonaro.  Collor sofreu processo de impeachment em 1992. Tentou a renúncia, antes de o processo ser concluído, para não perder os direitos políticos.
“A semelhança entre Collor e Bolsonaro, é muito nítida”, afirma Maria Augusta Ramos. “E quando a Fenae me fez o convite para fazer esse filme e comecei a ouvir as histórias, e me contaram essa história incrível de solidariedade e de luta dos funcionários da Caixa na época, da força do sindicato dos bancários na época, e todo esse movimento que criaram para defender e conseguir a readmissão dos demitidos, eu imediatamente pensei que seria importante trazer essa experiência e essa memória da época do Collor, dessa história de solidariedade, para os tempos atuais”, explica.
A cineasta ressalta que o filme fala de relações de trabalho, de cortes de direitos dos trabalhadores. “Toda uma política econômica neoliberal que está sendo novamente adotada.”
Por isso, para ela, era importante não só falar do passado no filme, mas do presente, à luz do que se viveu. “E também refletir sobre o presente, a atualidade, sobre esse desejo de privatização dos bancos públicos, sobre a perda dos direitos dos trabalhadores, sobre a uberização do trabalho, sobre a mentalidade do trabalhador que agora é promovida a essa mentalidade neoliberal de que o trabalhador é um empreendedor de si mesmo. Foi quase que imediato esse desejo de falar desses dois momentos.”

Dois tempos

Dezenas desses bancários demitidos à época encontram-se para falar sobre o que viveram e sobre o Brasil de hoje. Guta traz para o filme, ainda, funcionários jovens da Caixa que interagem com essa história que muitos não conheciam. “Aliás, pouquíssimas pessoas conhecem essa história de solidariedade”, conta.
Para a cineasta, existe uma diferença muito grande entre os tempos. “Não sei sinceramente e muitos deles se perguntam se hoje em dia, se essa mesma história tivesse acontecido, se os trabalhadores seriam capazes da mesma solidariedade. Acho que não, diante dessa mudança nas relações de trabalho, na mentalidade do trabalhador, que já vem acontecendo há anos com essas propostas neoliberais. E não só no Brasil, mas no mundo todo a gente vê isso. Essa consequência do que a gente está vivendo agora.”
A história de solidariedade comoveu Maria Augusta Ramos. “A força do movimento. Não só isso: eles continuam lutando. Os funcionários apoiam através do 0,3% de cada salário. É incrível isso. Como eles eram bancários, eram capazes de fazer toda uma estratégia e fazer muito bem aquelas contas para pagar os salários de todos os demitidos, os atrasados, para que eles continuassem na luta, na conscientização dos outros funcionários da Caixa do que realmente aconteceria, do que a diretoria desejava, desmistificando uma série de fake news”, relata.
“Interessante a gente ver esse material antigo que uso no filme, esses arquivos, você vê o discurso do Collor, tão parecido com o discurso do Bolsonaro. Praticamente igual. E ao mesmo tempo você vê aquelas propagandas, e com a distância que o tempo nos dá, você vê o ridículo daquele discurso.”

Comoção e angústia

Sim, na época já existiam fake news. Os servidores públicos eram retratados como se fossem todos marajás. “Tudo isso é um tipo de fake news que o Collor propagou para conseguir demonizar os setores públicos e as empresas públicas, que é o que a gente está vendo agora”, compara Guta.
E a imprensa comercial também repetiu o papel que tem nos dias atuais. “A grande imprensa sempre faz defesa desse tipo de proposta econômica, como está fazendo agora. E não vai dar em nada, porque essa não é a solução, já se mostrou que essa não é a solução. A economia está indo para o fundo do poço e não vai ser a privatização das empresas públicas que vai resolver. Ao contrário, vai certamente agravar a situação”, avalia.
Guta destaca a “questão ideológica” que permeia aquela conjuntura política. “Aquela manipulação, através da criminalização dos servidores públicos chamando de marajás, de bando de corruptos. Isso tudo a gente viu. Houve uma demonização dos setores públicos que a grande mídia simplesmente deixou acontecer ou mesmo participou de alguma maneira.”
E toda essa história, que tanto comoveu a cineasta, ao mesmo tempo causou angústia. “Acho que é um filme que nos comove pela história e nos angustia”, diz Maria Augusta Ramos, para quem esses atos de promoção do individualismo pelo pensamento neoliberal tornam muito difícil que aquela mobilização se repita no mundo do trabalho. A ideia do filme é resgatar esses valores. E promover uma reflexão sobre o potencial da solidariedade na vida das pessoas.
Fonte: BRASIL 247

Após calote federal, Cinemateca vive abandono e corre até risco de incêndio

Cineastas protestam contra expurgos na Cinemateca

Cineastas protestam contra expurgos na Cinemateca


O maior acervo de imagens em movimento da América do Sul, podem virar fumaça a qualquer momento. A Cinemateca vive um abandono pelo descaso do governo Bolsonaro e agoniza com seu acervo e sua memória de maneira acelerada.
Os 73 anos de existência da Cinemateca brasileira, o maior acervo de imagens em movimento da América do Sul, podem virar fumaça a qualquer momento. Esse é o alerta de cineastas, roteiristas, outros artistas e pesquisadores diante da situação da instituição federal, que já soma, até o momento sete meses sem recursos financeiros, 150 funcionários sem salário, sem equipe de prevenção e combate de incêndio e, a partir do dia 15 de junho, sem equipe de segurança. 

É nesse contexto, que os movimentos SOS Cinemateca, criado pela Associação Paulista de Cineastas (APACI), a Cinemateca Acesa: Frente Ampla Cinemateca Viva e Mariana em Movimento organizaram nesta terça-feira (14), das 16h às 19h, uma manifestação em frente à instituição federal, em São Paulo. 
A situação da Cinemateca é de abandono. Falta até mesmo recurso para quitar as contas de luz, o que compromete a segurança de 250 mil rolos de filmes e cerca de um milhão de documentos sobre o cinema nacional que estão no acervo da instituição.
Sem luz, “esses filmes podem rapidamente sofrer um processo de umidificação violenta, o que é terrível, porque tem o desenvolvimento de fungos, e fungo é uma das coisas mais difíceis de tirar de filmes”, afirma Roberto Gervitz, cineasta e um dos organizadores do protesto. 
E, sem a refrigeração das câmaras que contém os filmes feitos com nitrato de celulose, altamente inflamáveis, facilmente pode ocorrer um incêndio, como o que ocorreu no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2018. “Isso é um descalabro. A gente está tratando de uma tragédia anunciada.”
Do auge à decadência
Para o cineasta, a Cinemateca teve o auge nos anos 2000, durante os governos Lula e até metade parte da gestão Rousseff, ambos petistas: chegou a ganhar prêmios e foi reconhecida internacionalmente como um dos cinco centros mais importantes de restauro do mundo. “Funcionava a pleno vapor, participava de festivais, tinha projeções culturais periódicas para o público, ciclos dos mais variados temas”, afirma Gervitz. 
A situação começou a mudar em 2013, quando após uma denúncia de um esquema de corrupção na Cinemateca, a então ministra de Cultura, Marta Suplicy exonerou o então presidente Fábio Magalhães. A medida, considerada arbitrária e extrema por ex-funcionários da Cinemateca, causou “um terrível impacto na Cinemateca inteira, porque foi desligado seu representante pleno, a pessoa que dava o caráter para a coisa”, afirma Ugo Giorgetti, cineasta e ex-conselheiro da Cinemateca.
“De 2013 a 2018 ficou agonizando, ninguém conseguiu desligar o problema. Passou um ano e viu-se que não havia nenhum problema, nenhuma corrupção. Nada disso adiantou”, explica Giorgetti, que resume: “a Cinemateca está quebrada.”
Até um incêndio chegou a acontecer no prédio, em fevereiro de 2016, que resultou na perda de 1.003 rolos de filmes, referentes a 731 títulos.
Em 2018, o ex-presidente Michel Temer (MDB), concedeu a gestão da TV Escola para a organização social Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto. E, em um aditivo do contrato, esta também passou a ser responsável pela gestão da Cinemateca, administrando o orçamento vindo do governo federal. O vínculo iria até 2021, mas o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub encerrou o contrato com a Roquette Pinto para gerenciar a TV Escola, em dezembro do ano passado. Sem contrato, a gestão da Cinemateca também foi invalidada. 
De janeiro para cá, o cineasta Roberto Gervitz afirma que nem “um tostão” foi repassado para a Cinemateca, o que fez com que esta sobrevivesse apenas com os próprios recursos da Roquette Pinto. Em junho, a presidência da organização enviou uma carta para o Ministério da Educação com a cobrança de uma dívida de R$ 13 milhões.
No dia 23 de junho, o atual secretário de Cultura, Mario Frias, e o ministro de Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, visitaram a Cinemateca e prometeram uma solução para “resolver o impasse”. Até o momento, no entanto, nada foi feito. 
No governo federal, diante da situação, o presidente Jair Bolsonaro chegou a prometer um cargo inexistente para a ex-secretária de Cultura, Regina Duarte. Com a sua saída, também foi exonerado Heber Trigueiro do cargo de secretário de audiovisual, que vinha atuando na defesa da Cinemateca e foi contra a proposta do governo federal de reassumir a gestão da instituição.
Vaquinha de emendas parlamentares
Como a Cinemateca fica em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) ventilou a ideia de municipalizá-la. Mas nenhum projeto de lei foi apresentado até o momento. Por outro lado, na Câmara dos Vereadores do Município, o parlamentar Gilberto Natalini (PV) organizou uma “vaquinha” com outros 11 parlamentares para angariar pelo menos R$ 600 mil em emendas parlamentares destinadas à Secretaria de Cultura de São Paulo e, posteriormente, à Associação Amigos da Cinemateca.
“A vaquinha foi um ato de desespero da minha parte, porque eu via a Cinemateca sem dinheiro para contas de luz, sem dinheiro para pagar o conserto do gerador. Eu falei ‘pelo amor de deus, vai pegar fogo no acervo’”, afirma Natalini. 
O vereador observa a situação “com muita tristeza, porque o governo federal há 20 dias esteve aí com o ministro, se comprometeu com a direção da Cinemateca, falou que ia resolver, virou as costas, foi embora e até hoje não deu resposta”.
O ex-conselheiro Ugo Giorgetti ressalta a “preciosidade” da Cinemateca ao dizer que a instituição guarda a história do Brasil. “É um depositário da civilização, do nosso comportamento, da nossa identidade, do nosso modo de ser”, conclui ele.
Fonte: Brasil 247

O jantar que acabou em gol de chapéu

Era uma dessas tardes frias  de um dia preguiçoso em Curitiba. O telefone toca. Era Hermeto Pascoal. Conversa vai, conversa vem, o conterrâneo diz que estava com muita saudade de casa. É bom explicar que para nós nordestinos saudade de casa é uma coisa muito profunda, dessas que dói até na alma, pois vai muito além de lembrar dos amigos e familiares. É uma coisa que mexe e remexe com a gente e chega a doer na alma fazendo lembrar o povo, as feiras, os cantadores, a bagunça gostosa onde ninguém se perde, os cheiros e as cores que tão bem nos faz aos sentidos. É um bicho que mexe tanto que se a gente não se cuidar fica zuruó.
Eu também andara meio jururu pelo mesmo motivo, então o convidei para jantar lá em casa no sábado, quando eu cozinharia uma comida bem gostosa lá das nossas bandas e a gente aproveitaria para botar o papo em dia proseando no nosso sotaque que tão bem faz aos ouvidos quando se está no exílio.
Para a janta também vieram os amigos, jornalista e compositor Cláudio Ribeiro e seu filho Rafinha. Lá pelas oito da noite chega o Mestre acompanhado da nossa querida Aline Morena e uma garrafa de bom vinho pra espantar o frio.
Meio dedo de prosa e uma taça; outro dedo de prosa e outra taça… Eu continuei na cachaça e cerveja que já estava emborcando desde muito antes deles chegarem. Nos vinhos ficaram os convidados e mais dona Fátima, que sempre os tinha em estoque como arma de combate ao frio curitibano.
Servimos o jantar e na mesa sentaram-se uma pá de gente que já estava de orelha quente de tanto tomar remédio pra frio. Hermeto estava vermelho, e a prosa caiu no espetáculo que ele e Aline apresentariam em São Paulo na semana seguinte. Era o primeiro espetáculo da dupla Chimarrão e Rapadura, que, inclusive, gravou um lindo disco.
Terminando o jantar o amigo resolve apresentar um pouco do que seria o espetáculo. Mas como, se não tinha instrumentos? Não tinha??? Bem isso mesmo, não tinha, pois Hermeto começou a andar pela casa e pegar tudo que é coisa de onde pudesse tirar um som. Como ele tira som até da própria barba, foi mole. Num instante montou uma bateria de instrumentos improvisados com panelas, garrafas afinadas com água, colheres, pratos, xícaras, taças… E apresentaram o espetáculo.
Não vi o original, mas acredito que esse tenha sido bem melhor pela força da improvisação.
Lá pela madrugada a gente continuava naquela de meio dedo de prosa, uma taça, mais um dedo de prosa, outra taça… E eu na cerveja e cachaça… De repente a conversa enveredou para coisas de infância e o mestre lembrou que foi goleiro – vai ver foi ruim de bola que nem eu. Nós, os perna de pau, essa gente sem ginga e sem graça para driblar, somos sempre empurrados pro gol, e não adianta querer outra função -. Mas ele resolveu demonstrar como foi bom de bola, imagina…
Hermeto pode não parecer, mas é um cabra organizado. Num instante, assim como fez com a bateria, improvisou um campo e um gol para a sua demonstração atlética na minha sala. Me deu um apito e mandou que comandasse o jogo. Por falta de uma bola disse que meu chapéu servia, e botou Cláudio Ribeiro para chutar. Chuta, Claúdio, gritava antes do apito, que ficou sem função. Cláudio metia o pé e o chapéu voava, e o mestre se esburrachava no sofá, tapete…
Enquanto minha vizinha, que a tudo ouvia lá de sua janela, se matava de rir.
E quem disse que gol de chapéu não vele?
Maerlio Barbosa
Ceara do Calamengau

  • O autodidata Hermeto Pascoal é um dos maiores nomes da música brasileira. Tocando todos os instrumentos e objetos que produzam sons, o compositor demonstrou sua criatividade e versatilidade em festivais como o Montreux na Suíça e o Live Under the Sky, no Japão. Recebeu o título de doutor honoris causa do New England Conservatory, de Boston e da Universidade Federal da Paraíba.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

terça-feira, 14 de julho de 2020

FJA PROMOVERÁ PRÓXIMO DIA 21/07 CAPACITAÇÃO VIRTUAL DE AGENTES DE CULTURA - "APLICABILIDADE DA LEI DE EMERGÊNCIA CULTURAL ALDIR BLANC

A Fundação José Augusto - FJA, através da Coordenação das Casas de Cultura do Rio Grande do Norte, promoverá próximo dia 21 de julho (terça-feira), das 8h horas ás 10 horas, Curso de Capacitação Virtual para os Agentes de Cultura, convidam também secretários municipais, Coordenadores e Dirigentes Municipais de Cultura para participarem do referido curso. (link do App ZOOM). 

- #ficaEmCasa

O racismo de Bolsonaro contra populações indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais



Por: Alana Manchiner
Foto: Talita Oliveira - CIABA-ASCOM
O projeto de lei, PL 1142/20, percorreu um longo caminho para chegar às mãos do presidente da república, Jair Bolsonaro, após câmara e senado aprovarem o Plano Emergencial para Enfrentamento à Covid-19 para as comunidades indígenas, comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais para o enfrentamento à Covid-19. Na quarta-feira, 8, o presidente sancionou a lei, todavia com vetos a pontos importantes no tocante a execução das ações. 
Em resumo o que foi vetado no PL deveria compor minimamente o plano, como acesso a água potável, materiais de higiene e desinfecção, leitos de UTI, aquisição de ventiladores pulmonares, material de informação sobre a doença, ponto de internet nas comunidades para solicitação do auxilio emergencial. Além de orçamento adicional e previsão de repasse de recursos a Estados e municípios para implementação do plano, o que impactaria diretamente nas populações mais afetadas pelo novo coronavírus.
Na política de segurança alimentar e nutricional, o presidente veta a distribuição de alimentos, o que impacta diretamente as comunidades, segundo a liderança indígena, Zezinho Kaxarari, “ Nós recebemos cestas básica da FUNAI está com 3 meses, pra família grande não dá pra comer uma semana, a comunidade está precisando, estão sem trabalhar porque estão isolados”. 
Os maiores prejudicados nos vetos são as comunidades quilombolas, pescadores artesanais e demais povos e comunidades tradicionais, Bolsonaro veta integralmente o artigo que trata da implementação de plano emergencial, bem como recursos para essas comunidades. 
Esse retrato revela parte de um processo de omissão do governo federal mediante as desigualdades enfrentadas por essas populações, além do genocídio enfrentado desde a invasão colonizadora, hoje, enfrentam a displicência em relação ao impacto de uma pandemia com números alarmantes de óbitos, sobretudo em relação as comunidades mais vulneráveis. Essas comunidades estão na mira de Bolsonaro desde 2018, quando em reunião com representantes do agronegócio garantiu que, “Se eu assumir como presidente da República, não haverá um centímetro a mais para demarcação”.
Foto: Leonardo Milano
Nessa segunda-feira, 13, o Brasil alcança a marca de 72.100 mortes por coronavírus de acordo com o Ministério da Saúde, na região Norte do país, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) informa que 102 povos indígenas da Amazônia foram atingidos, até o dia 10, chegaram ao número de 9.936 indígenas contaminados e 411 óbitos registrados em 71 povos indígenas da região. De acordo com Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), no domingo (12), registraram 13.801 casos confirmados de covid-19 e 491 óbitos em todo o território brasileiro. O painel geral de dados do Ministério da Saúde não possui detalhamento por cor ou raça, o que pode ser fator de subnotificações entre populações indígenas, como art.19 do PL iria prever não fosse o veto. 
Os vetos demonstram a falta de ação humanitária de um Estado que nega os direitos mínimos a suas populações originarias, podemos perder saberes milenares pela inercia de um projeto que não prevê politicas de zelo pelas comunidades tradicionais, esse é o retrato do racismo de Bolsonaro.
Alana Manchineri, jovem comunicadora da COIAB/MATPHA
Fonte: Jornalistas Livres