Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
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sexta-feira, 11 de setembro de 2020
9º ENCONTRO REGIONAL NORDESTE 2 - "PLATAFORMA ON-LINE ADUFCG/PATOS/ANDES 2
ANDES-SN firma parceria com editora Expressão Popular - Por ANDES SN
O ANDES-SN firmou uma parceria com a editora Expressão Popular para a reedição de várias publicações, que tenham relação com as pautas do Sindicato Nacional. A proposta foi apresentada no 39º Congresso do ANDES-SN, realizado em fevereiro em São Paulo. A ideia surgiu com base nas experiências de seções sindicais, que já têm projetos semelhantes.
"Achamos que seria interessante, em comemoração aos 40 anos do ANDES-SN, o sindicato reeditar livros clássicos, que tenham relação com as pautas discutidas pela entidade. Como a Expressão Popular já tem um lastro nesse campo de edição e acesso a muitos clássicos para reedição, nós optamos por fazer essa parceria com a editora", disse Eblin Farage, secretária-geral do ANDES-SN.
A diretora do Sindicato Nacional contou que a parceria foi inspirada nas ações realizadas pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Adunirio Seção Sindical do ANDES-SN) e pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc - Sindicato), que também motivaram outras seções sindicais a desenvolver novos projetos junto à editora.
No caso do ANDES-SN, já são quatro volumes publicados e há outros em processo de edição. "A proposta é publicarmos um livro por mês. A cada edição, a entidade tem uma cota de 500 livros, cuja ideia é distribuir gratuitamente para a categoria nos eventos nacionais do ANDES-SN, quando voltarem a ser presenciais", detalhou Eblin.
Ela explicou, ainda, que os livros reeditados pela parceria entre o ANDES-SN e a Expressão Popular também entram para o catálogo da editora e para o Clube do Livro. "É uma experiência bem bacana o clube do livro, pois você paga uma cota mensal e recebe os exemplares em casa e ainda contribui para a continuidade do projeto", acrescentou.
Confira aqui como participar do Clube do Livro da Expressão Popular
Títulos já publicados
"A revolução de Anita", de Shirley Langer, foi o primeiro livro publicado pela parceria ANDES-SN e Expressão Popular. A obra traz um relato ficcional da campanha de alfabetização realizada em Cuba, no ano de 1961, a partir da qual mais de 700 mil pessoas aprenderam a ler e a escrever, o que tornou a ilha território livre de analfabetismo. A iniciativa serve como pano de fundo para a trajetória de Anita Fonseca, uma jovem que, impactada pela revolução, abre mão de seus privilégios e decide se tornar brigadista voluntária da campanha de alfabetização.
A autora Shirley Langer viveu durante anos em Cuba com sua família e escreveu a história inspirada por entrevistas que realizou e com base nas experiências que vivenciou enquanto moradora daquela ilha.
Na sequência, foram editadas duas obras de Florestan Fernandes. A primeira, "Universidade Brasileira: Reforma ou Revolução", reúne nove ensaios do autor, muitos dos quais estruturados a partir das conferências realizadas no contexto mais amplo do que se convencionou chamar "reformas de base", entre os anos de 1967 e 1968.
Inicialmente organizado para ser lançado em 1969, ano da aposentadoria compulsória do autor imposta pela ditadura civil-militar, teve sua primeira edição somente em 1975. Florestan Fernandes era professor de sociologia na Universidade de São Paulo desde 1945.
A segunda obra de Florestan Fernandes editada pela parceria entre o Sindicato Nacional e a editora foi "O desafio educacional". Dividido em duas partes: "A crise do ensino: contrastes do crescimento sem democracia e "O professor e a transformação do concreto", o livro reúne artigos de jornal, entrevistas para revistas e projetos de dispositivos constitucionais, escritos entre 1978 e 1989.
Traz, ainda, intervenções públicas do sociólogo sobre a futura Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que começou a ser estruturada com a Constituição de 1988, mas que só é promulgada em 1996, sobre o papel da universidade pública e da educação pública em geral, no contexto de luta dos anos de 1980.
Também já publicado, "A Teoria da Dependência – 50 anos depois", de Claudio Katz apresenta uma profunda reflexão sobre o tema, passando pelas raízes e o contexto do surgimento da Teoria da Dependência e analisando suas diversas e distintas abordagens.
O pesquisador marxista Claudio Katz é economista e doutor em Geografia pela Universidade de Buenos Aires. Atua como docente nas Faculdades de Filosofia e Letras e de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires e é pesquisador do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet).
Próximos títulos
Já estão sendo preparados para publicação os seguintes títulos: "Dicionário de Economia Política Marxista - Alfredo Saad Filho e Ben Fine (org.)"; "A questão da ideologia - Leandro Konder"; "Terra Prometida: uma história da questão agrária no Brasil - Maria Yedda Linhares e Francisco Teixeira"; "Cartas sobre o Capital - K. Marx e F. Engels"; "A classe operária tem dois sexos - Elizabeth Lobo"; e "Evolução histórica do Brasil. Da colônia à crise da nova república - Theotônio dos Santos".
Outras experiências
Desde 2019, a Adunirio - seção sindical do ANDES-SN, apoia a publicação de livros da editora Expressão Popular. No ano passado, foram editados três clássicos do pensamento social brasileiro: "Apontamentos sobre a ‘teoria do autoritarismo’, de Florestan Fernandes", "A ditadura do grande capital, de Octavio Ianni" e "O reformismo e a contrarrevolução. Ensaios sobre o Chile, de Ruy Mauro Marini.
"Todos os títulos discutem o tema do capitalismo dependente e da autocracia burguesa no Brasil e na América Latina. As obras foram distribuídas para a base ao longo dos semestres letivos e, na festa de final de ano, foram muito bem avaliadas", explicou Rodrigo Castelo, do Conselho de Representantes da Adunirio SSind.
Castelo, que também integra o Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical pela Adunirio SSind., contou que essa política foi pautada em uma reunião do GTPFS, ocorrida na sede do ANDES-SN, no final de 2019. E, após debates, foi transformada em TR do 39º Congresso do Sindicato Nacional, realizado em São Paulo. O TR foi aprovado nos grupos de discussão, na plenária e virou deliberação da Política da História do Movimento Docente.
A ação da Adunirio SSind incentivou a Adufc-Sindicato a editar, também em parceria com a Expressão Popular, o romance "Recordações do Escrivão Isaías Caminha", de Lima Barreto. O livro foi o presente do dia dos professores, em 2019.
"A Adufc-Sindicato comprou 3 mil exemplares, mas financiamos uma tiragem maior para que o livro pudesse ficar em catálogo. A edição entrou também no clube do livro da editora", disse Tiago Coutinho, da diretoria da Adufc-Sindicato.
Coutinho explicou que a obra literária foi escolhida para incentivar a noção intelectual de que a literatura é um bem para qualquer área de conhecimento dentro da universidade. "Especificamente nesse livro, o Isaías Caminha é alguém que é negro e luta para ter acesso ao ensino superior. Ele sofre vários obstáculos. Então, aproveitamos para debater tanto a questão do racismo estrutural como também a política de cotas e o acesso ao conhecimento. Fizemos um texto introdutório sobre Lima Barreto e um posfácio falando sobre a política de cotas na universidade", detalhou.
Obra inédita de Marx e Engels
Neste ano, em um esforço coletivo, a Adunirio SSind., a Adufc-Sindicato, e as associações de docentes da Universidade Federal de Pelotas (Adufpel SSind.), da Federal de Ouro Preto (Adufop SSind.) e da Federal Fluminense (Aduff SSind.) firmaram uma parceria para apoiar a publicação da edição completa dos textos de Karl Marx e Friedrich Engels, na Nova Gazeta Renana, jornal da Liga dos Comunistas que foi publicado na Revolução Alemã, entre 1848 e 1849.
De acordo com Rodrigo Castelo, os textos foram traduzidos diretamente do alemão pela professora Lívia Cotrim (In memorian) e irão compor dois volumes de aproximadamente 700 páginas cada um, que serão publicados em uma caixa. Ele informou que, segundo a editora, esses manuscritos nunca foram publicados em conjunto, na sua totalidade, o que trará um caráter inédito para a versão brasileira. "Assim, pode-se dizer que será um dos maiores lançamentos de textos de Marx e Engels, na língua portuguesa, em todos os tempos", disse.
Castelo acrescentou, ainda, que as entidades envolvidas nesse empreendimento editorial avaliam que a publicação ganhará mais força houver uma ampla participação das seções sindicais do ANDES-SN. "Em tempos de perseguição à universidade, é papel do sindicato propiciar a circulação do pensamento crítico. Em conversa com a Expressão Popular, as entidades envolvidas decidiram abrir um diálogo com seções sindicais do Sindicato Nacional, para construirmos uma parceria capaz de viabilizar o lançamento desta obra monumental de Marx e Engels, apoiando financeiramente e, sobretudo, na divulgação", afirmou.
O lançamento dessa obra está previsto para novembro de 2020, com a realização de um seminário nacional em comemoração aos 200 anos de Engels.
quinta-feira, 10 de setembro de 2020
No dia mundial da alfabetização, escritora lança projeto de doação de livros infantis

Foto: divulgação
O ano de 2020, mesmo com todos os problemas mundialmente conhecidos, está a todo vapor para a escritora e doutora em educação Kiusam de Oliveira. Se reinventar, inovar, pensar, criar e agir está presente na rotina da autora dos livros O mundo no Black Power de Tayó ( Editora Peirópolis, 2017) e o recém-lançado O Black Power de Akin (Editora de Cultura, 2020).
No dia 08 de Setembro, dia em que se comemora o dia mundial da alfabetização, a escritora reforça o lançamento da campanha Super Dindes. ‘Super Dindes’, nome que remete a ideia de padrinhos e madrinhas que possibilita que crianças de comunidades carentes tenham acesso aos livros, foi criada em junho deste ano, a partir da importância da literatura infantil no momento de pandemia. O objetivo é distribuir 1500 exemplares do livro O Black Power de Akin para crianças em situação de vulnerabilidade social em todas as regiões do Brasil.
O projeto tem como primeira parceira a multinacional Amdocs, fundada em Israel e atualmente sediada nos Estados Unidos, que realizou a entrega para 46 famílias da comunidade de Paraisópolis, situada em São Paulo.
A ‘Super Dindes’ conta também com o apoio da brasileira Terezinha Ribeiro, contadora de histórias que mora em Atlanta, nos Estados Unidos há mais de dez anos e que enviou um lote de vinte livros para a comunidade de Alvinlândia, interior de SP. O projeto ainda terá participações de seis instituições com trabalho sólido e acolhedor. Foram escolhidas organizações que atuam com mediação de leitura para realizar a distribuição dos acervos. São elas: Associação Vaga Lume, estabelece o propósito de empoderar crianças de comunidades rurais da Amazônia a partir da promoção da leitura e da gestão de bibliotecas comunitárias como espaço para compartilhar saberes. Ateliê Escola Acaia, é uma escola experimental que atende em sua maioria crianças e adolescentes da Favela do Nove, da Favela da Linha e do Conjunto Habitacional Cingapura Madeirite, em SP. Coletiva Fiandeiras, é um grupo de mulheres líderes comunitárias e ativistas sociais da comunidade do Real Parque (SP), que se reuniram com o propósito de desenvolver projetos para educação, cultura e literatura.
O projeto ainda conta com apoio do Instituto Fazenda História, que tem como objetivo colaborar com o desenvolvimento e acolhimento de crianças e adolescentes. Rede Cultural Beija Flor (ABC), promove um ambiente seguro e sociável por meio de programas com cunho preventivo para crianças e adolescentes, moradores de áreas de risco social e a Rede Nacional de Bibliotecas (RNBC), movimento que luta pela democratização do acesso ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas sob a perspectiva da leitura como direito humano.
“Costumamos dizer que Akin é cura e essa iniciativa mobiliza toda a população para este processo”, ressalta Kiusam.
A doutora em educação destaca ainda que a obra “O Black Power de Akin” é importante para todas as crianças brasileiras, sobretudo crianças negras, uma vez que o livro foi escrito por uma mulher preta e fortalece a autoestima dos que sofrem diariamente com o racismo estrutural enraizado no país.
A distribuição será realizada em todo o território nacional. Foram enviados livros para os estados do Ceará, Espírito Santo, Tocantins, Pará, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso Sul, entre outros. Um dos maiores desafios do projeto é incluir às comunidades indígenas e quilombolas da Amazônia.
Além da circulação no Brasil, a editora fará o envio dos exemplares para outros países, mediante o interesse recém manifestado por dindos e dindas dos Estados Unidos, Portugal e Angola.
Como participar:
O projeto funciona da seguinte maneira: o dindo (a) pode ser pessoa física, escola, empresa ou instituição em geral. Ele pode adquirir entre dois e cinquenta exemplares e direcioná-lo para uma escola, instituição ou criança de sua vontade ou deixar para a nossa lista de instituições credenciadas para o recebimento e mediação dos livros.
A editora abre mão de percentuais e o escritório arca com as custas dos envios e entrega. Em contrapartida, a Editora de Cultura oferece diversas atividades de formação para educadores, pais e mães, funcionários das empresas, escolas e contações de histórias para crianças, conforme o dindo escolher, sem remuneração, e Kiusam (autora do livro) abre mão de seus cachês nas atividades.
“A editora cedeu para que os livros circulem e criem uma atmosfera em prol da difusão dos valores e da temática que a obra traz (respeito a diversidade, empoderamento das crianças negras e luta contra o racismo)”, finaliza Kiusam de Oliveira.
Como doar:
As doações serão feitas apenas pelo site: mskiusam.lojavirtualnuvem.com.br
Vanusa é internada com problemas respiratórios

A cantora
sofre há alguns anos com um quadro de saúde degenerativo em decorrência do mal
de Alzheimer. Em 2018, ela foi internada em uma clínica de reabilitação para
tratar contra depressão.
247 - Por conta de problemas respiratórios, a cantona Vanuza foi internada nesta quarta-feira (9) em um hospital em Santos (SP) por conta de problemas respiratórios.
Seu filho, Rafael Vanucci, usou suas redes sociais para explicar o estado de saúde da mãe. “Minha mãe, Vanusa, foi hospitalizada com problemas respiratórios e retenção de líquidos por conta de não conseguir ir ao banheiro. O estado de saúde dela é estável e tranquilo, porém, ela continuará hospitalizada por conta de ter que tomar antibióticos por via subcutânea (acho que o termo é esse) e não conseguir tomar por via oral”, escreveu, aproveitando para agradecer as mensagens de carinho do público.
Segundo o jornal Estado de S.Paulo, a cantora sofre há alguns anos com um quadro de saúde degenerativo em decorrência do mal de Alzheimer. Em 2018, ela foi internada em uma clínica de reabilitação para tratar contra depressão.
Fonte: Brasil 247
Há 20 anos, Brasil ganhava uma política pública voltada ao seu Patrimônio Imaterial
O Patrimônio Imaterial ainda não é um termo tão conhecido dos brasileiros. Mas a Bahia é guardiã de grandes riquezas desse patrimônio. Só no Estado são sete bens reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil dentre eles o Ofício das Baianas do Acarajé, a Festa do Senhor do Bonfim, o Bembé do Mercado em Santo Amaro, o ofício dos mestres de capoeira, a roda de capoeira e o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, sendo estes dois últimos reconhecidos como Patrimônio da Humanidade.
Fato é que, mesmo que esta expressão não seja tão conhecida, o patrimônio imaterial é intensamente construído e vivido pelos seus praticantes e é o resultado dos mais preciosos valores da humanidade. Pelos cinco sentidos a imaterialidade se materializa. Os cheiros e sabores tão presentes no fazer o queijo mineiro, na cajuína piauiense ou no acarajé da baiana trazem um tempero comum: os saberes ligados aos seus fazeres tradicionais. O toque das mãos pode ser suave na confecção da renda irlandesa e na produção das cuias indígenas, ou firmes nas palmas de uma roda de capoeira.
TrajetóriaFoi o intelectual e poeta paulistano Mário de Andrade quem deu início à reflexão sobre manifestações culturais que, décadas mais tarde, viriam a ser entendidos como “patrimônio imaterial”. Ainda em 1936, Mário de Andrade afirmava que o Patrimônio Cultural da nação compreendia muitos outros bens além de monumentos e obras de artes. A partir dos anos 50, vários intelectuais e defensores da cultura popular se mobilizaram em torno da Comissão Nacional de Folclore, criada em 1947, e esse movimento foi base para a criação, em 1958, da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro que deu origem ao Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, hoje incorporado ao Iphan, que se dedicou à preservação da cultura popular e do folclore ao longo destas décadas.
Nos anos de 70 e 80, a proposta de Mário de Andrade e as bem sucedidas experiências dos folcloristas serviram de inspiração para as experiências desenvolvidas no Centro Nacional de Referência Cultural (CNRC) e na Fundação Nacional Pró-Memória (FNPM), sob a liderança do pernambucano Aloísio Magalhães. Essas experiências tinham como pressuposto a ideia de que “a comunidade é a melhor guardiã de seu patrimônio”, o que implicava trabalhar em contato com as populações locais, prática desenvolvida com mais afinco a partir dos anos 80.
Essas ações e a reflexão sobre a importância dos bens culturais imateriais como referências fundamentais para vários grupos formadores da sociedade brasileira contribuíram para sensibilizar o Congresso Nacional a incluir o tema, de maneira contundente e afirmativa, no artigo 216 na Constituição Federal, promulgada em 1988. Contudo, apenas em novembro de 1997, as orientações contidas na Constituição resultaram em uma ação mais efetiva consolidada na Carta de Fortaleza. Nela recomendavam-se ao Estado brasileiro o aprofundamento do debate sobre o conceito de patrimônio imaterial, formas e estratégias de preservação, e o desenvolvimento de estudos para a regulamentação do instrumento legal do Registro , instituto jurídico de reconhecimento de bens culturais dessa natureza.
E assim, nasceu o Decreto 3.551/00, que regulamentou o art. 216, § 1º, da Constituição Federal, disciplinando o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem o Patrimônio Cultural Brasileiro e criando o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
PARANÁ – Cultura feita em casa divulga resultado da fase de recursos
A Comissão de Habilitação do edital nº 002/2020 Cultura feita em casa divulgou as listas com os recursos deferidos e não deferidos entre as propostas inscritas e não aprovadas. Ao todo, foram recebidas 543 inscrições. Foram aprovadas 376 propostas e não aprovadas 167. Desse total, 59 proponentes apresentaram recursos. Ao todo, foram deferidos 24 e indeferidos 35.
O edital Cultura feita em casa selecionará conteúdos digitais artísticos e culturais autorais já finalizados para exibição por meio de plataformas de streaming e mídias sociais do Governo do Paraná. A obra deverá ser material de audiovisual ou áudio nas áreas de Artes Cênicas; Artes Visuais; Audiovisual; Expressões culturais, populares, indígenas e oriundas de comunidades tradicionais; Literatura, livro e leitura; e Música.
Esses conteúdos são monólogos, esquetes de comédia, literatura dramática, performances de circo, performances de dança, oficinas teóricas ou práticas, podcasts, apresentações de voz e violão ou instrumental, contação de histórias, videoaulas sobre técnicas ou teorias, vídeos de arte-educação, ação educativa de formação e curtas-metragens.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
terça-feira, 8 de setembro de 2020
Democracia ou morte! - Por Jornalistas Livres
Por João Bacellar
Um grande slogan vale por uma bomba atômica.
Uma grande epígrafe move montanhas. Um grande epíteto faz o papel de uma coroa
imperial. Um pensador pode deixar legado à humanidade 10 mil tomos de 20 mil
páginas da mais genial elucubração; passados 100 anos, tirando talvez meia
dúzia de apóstolos, a humanidade apenas lembrará de suas frases de efeito,
jargões e bordões. A história se repete como farsa, e, no entanto, ela se move.
A beleza de um bom slogan está em seu
caráter democrático. Longos discursos, esforços retóricos de fôlego e textos
densos podem dissecar uma determinada questão ao átomo da molécula da célula da
medula. Podem levar o público à compreensão profunda do assunto tratado, mas…
Que público será esse? Será o pequeno público especializado em tal questão
específica ou o ainda menor público de polímatas aptos a digerir qualquer osso
teórico. Independente de clareza ou da beleza do estilo empregado é inerente à
complexidade ser pouco compreendida. Já um bom slogan é entendido – e, melhor,
gravado na mente – do mais erudito dos escolásticos ao mais inepto dos
energúmenos. Um bom slogan “cola”. É democrático.
O slogan eficiente, do ponto de vista da
comunicação, também tem a vantagem de não ter como obrigação exprimir uma
premissa correta ou verdadeira. Se, por exemplo, um artigo científico tem
por mérito demonstrar a verdade ou relevância de uma teoria qualquer, o slogan
só precisa colar a mensagem que deseja passar ao público, mesmo sendo uma
fraude histórica ou um engodo total como o famoso “Independência ou morte”
ouvido pelas margens plácidas do Ypiranga.
Alguém tem ilusões que o tíbio Pedro de
Alcântara F.A.J.C.X.dP.M.R.J.J.G.P.C. Serafim, Vulgo D.Pedro I, possuía
quaisquer reais pretensões independentistas, na acepção concreta do termo,
quando os espertos cronistas palacianos cunharam o “independência ou morte”?
Passamos de um império fajuto a uma colônia britânica (senão oficial
seguramente de facto) na esteira do famoso grito. Pedro, fugido do
Brasil numa fragata inglesa, e morto aos 35 anos pouco mais de uma década após
proclamar o histórico slogan, graças à retumbante frase, entrou para a história
no senso comum como um herói. Um bom slogan “transforma” um fraco num gigante,
um canalha num justo e uma raposa velha do baixo clero da câmara dos deputados
num messias.
Não é coincidência que a bandeira do Brasil seja uma das únicas do Mundo que contém um slogan.
charge: Bacellar
Nós aqui do esmagado e triturado dito “campo
progressista” (epíteto que não engaja, nem une e nem sequer anima. Mas é o que
temos pra hoje) costumávamos entender bem o poder de síntese e comunicação do slogan.
Para criar um slogan poderoso os autores precisam, acima de tudo, captar com
perfeição o período histórico que vivem e conhecer em profundidade o
público alvo. “A esperança vai vencer o medo”, da vitoriosa campanha de
Lula em 2002 era perfeito naquele momento, após uma década de dilapidação
neoliberal e arrocho, o brasileiro precisava de esperança, mas após décadas de
macartismo incessante tinha medo de barbas longas e bandeiras vermelhas. Então
dissemos afirmativamente: A esperança VAI vencer o medo. Apelamos para o
sentimento mais positivo em detrimento ao negativo, a situação era tão
desalentadora que o medo refluía, e, não por acaso, deu certo.
É evidente que não basta um slogan para
levar uma eleição presidencial, não se pode negar todo o processo histórico e
material de cada período. Por exemplo, o “pai” da “esperança vai vencer o medo”
o famoso “sem medo de ser feliz” não levou em 89, mas era melhor do que o
epíteto “caçador de marajás” e se foi derrotado o fracasso se deveu a uma
articulação barra pesada, milionária e desonesta do velho patrimonialismo
nacional, dos eternos donos do Brasil. Um slogan sozinho não vence eleição e
não cria o caldo social necessário para fomentar uma guinada ideológica na
população. Mas slogans e chaves discursivas simples e compreensíveis são sim
uma parte fundamental e básica na guerra narrativa política. Em tempos de
guerra híbrida então deveriam ser o foco número um de qualquer comunicação.
Outro exemplo de slogan poderoso do nosso
campo foi o “Diretas já”. Simples, conciso, imperativo. Queremos votar.
Queremos democracia. Queremos imediatamente. Para um Brasil silenciado por 24
anos de ditadura era o slogan perfeito: Universalizante, vertical, horizontal,
transversal. Ou você queria passar a votar ou queria a continuação daquilo que
não dava certo. Num momento de fraqueza e desgaste do regime foi mortal.
Agora percebam a importância de compreender
ou captar o “mood” do público e a essência do momento histórico. Por que não
bastou requentar o “Diretas Já” contra o golpismo em 2016 para galvanizar o
Brasil? Simples, tivemos diretas em 2014 e teríamos eleições diretas municipais
em 2016 mesmo… Ao senso comum, que é simples, porém não obtuso, soava como
pedir algo que já existia. A população ansiava por estabilidade após os
conturbados anos que seguiram 2013, e o golpe de 2016 pela via institucional do
impeachment, oferecia, ao menos discursivamente, estabilidade. Aquilo que
funcionou num período específico não tende a funcionar num período divers
Agora vamos olhar para o atual discurso do
campo progressista. Da oposição ao ultra-neoliberalismo capitaneado pela
extrema-direita. Uma total polifonia. Textos (como esse!) longos e complexos
demais para 98% do Brasil. Discordâncias. Linhas políticas contrárias,
autocentradas e que gastam 50% de sua energia no combate ao… Próprio campo
progressista! Alguém pode crer que para o cidadão médio não sejamos nós os
culpados pelo caos social? Nossa atitude caótica e errática apenas corrobora
essa visão.
Será que o arguto e atento Antonio Gramsci passou os últimos anos de sua
vida pensando e escrevendo preso num cubículo minúsculo e úmido para fornecer
armas teóricas poderosas para a direita e ser, aparentemente, esquecido por nós
da esquerda – a quem tais reflexões originariamente se destinavam? Por que,
vamos admitir, o general Heleno parece compreender muito bem o pensamento
gramsciano, já alguns setores da esquerda… O campo progressista perde tempo
estapeando-se por likes e wiews nas plataformas do FAANG como se fosse operado pelos mais
perfeitos, rematados e caricatos cãezinhos de Pavlov. “Muito bem,
desenvolvimentista, bateu no trotskista, tome um like! Bom garoto”… “Feio,
stalinista! Criticou o identitário! Vai perder 30 followers!”
Se por um lado é óbvio que para a esquerda atual é impossível criar um programa político-econômico aplicável ao Brasil, que abarque ou agrade todas as linhas e correntes do campo progressista, mais óbvio ainda é que podemos fácil e coerentemente nos unir no objetivo em comum de afastar a extrema direita do leme do país e garantir a continuidade das liberdades democráticas. Alguns dirão que no Brasil nunca houve liberdades democráticas plenas (uma obviedade), a esses cabe perguntar: entre a não plenitude e o extermínio total… Há o que pensar?
charge:Bacellar
Enquanto debatemos e gastamos os dedos com
textos como esse, destinados a, com sorte, alguns milhares de ativistas a
extrema direita marreta seus slogans poderosos na cabeça de milhões de
brasileiros minuto a minuto.
E como são esses milhões? O Brasil é um país
continental com mais de 200 milhões de habitantes. Um porto-alegrense, por
exemplo, está mais próximo, geográfica e culturalmente, de Montevidéu do que de
Monte Sião, assim como um sul mato-grossense de Ponta Porã entra e sai do
Paraguai a pé, mas precisa pegar 300km de estrada para chegar na capital do
estado, Campo Grande. O Brasil é gigante e diverso. Slogans e chaves
discursivas para pegar do Oiapoque ao Chuí precisam ser baseados em análises
profundas do povo brasileiro. Não me venham com o que Lenin derramava nos
ouvidos do povo soviético em mil novecentos e lá vão 100 anos… Lenin está morto
e embalsamado, precisamos tocar o povo brasileiro de 2020.
Essa tarefa, de mapeamento demográfico complexo, é tarefa para nossas melhores cabeças. Eu que não tenho pedigree nem titulação, sou apenas um João qualquer (Mas talvez esteja na hora de nossos sábios e eruditos darem 10 minutos de ouvido a um João qualquer), só posso tentar traçar um esboço grosseiro. Vamos lá.
Possuímos uma série de capitais ou grandes
cidades cosmopolitas em que as populações tendem a ter mais semelhanças
culturais e de costumes entre si do que em áreas rurais e de cidades de pequeno
e médio porte regionalmente mais próximas a elas. Já considerando os diferentes
recortes socioeconômicos é possível perceber mais paralelos no modo de vida e
cultura de, por exemplo, paulistanos, brasilienses e recifenses do que entre
paulistanos e brodosquianos ou votuporanguenses. Pode-se dizer que uma parte do
discurso das esquerdas precisa ser voltado para essas populações urbanas dos
grandes centros, que embora distantes geograficamente compõe um recorte lógico
do ponto de vista da comunicação.
Nesse recorte disputamos com a direita
relativamente bem. Se não ganhamos também não perdemos, uma metrópole
momentaneamente mais favorável compensa uma momentaneamente desfavorável.
Grosso modo é um campo em disputa. Nossa narrativa, centrada no identitarismo,
na valorização da democracia e do estado de direito, na defesa dos regimes
socialistas históricos e contemporâneos, no enaltecimento das sociais
democracias avançadas e na defesa da revolução socialista/comunista (se
algumas chaves são contraditórias é porque estou juntando o campo progressista
de esquerda em sua totalidade, abarcando os diferentes seguimentos) é permeável
a setores relevantes dessas populações.
Mas vamos avaliar agora regionalmente para
além das metrópoles, onde há certa homogeneização, causada pela cultura de
massas internacional, e pelo modo de vida urbano replicado em todo o
mundo. Separando (repito; de forma bastante grosseira) o país por macro regiões
com maior integração histórica e cultural a ponto de poderem-se perceber
determinadas especificidades regionais suficientemente coesas entre si para
recortarmos (e explorar discursivamente) essas populações umas das outras: A
franja litorânea do norte nordeste, a grande bacia do amazonas, o sertão do
nordeste e norte de Minas, a grande área de cultura caipira, pantaneira e
sertaneja do centro-oeste, sudeste e norte do Paraná, a franja litorânea
caiçara do sudeste até partes do sul e, finalmente, o interior da região
sul de influencia europeia e castelhana.
Temos nesse enorme conjunto, num único país,
diferenças socioculturais maiores do que entre populações étnicas semelhantes
que ocupam países diferentes, como os bascos da França e Espanha, por exemplo…
Por essa diversidade as chaves discursivas e
slogans de nossa narrativa precisam ser pensados de forma não apenas a angariar
simpatias de determinadas populações como também de não causar repulsa a
outras.
Das regiões citadas anteriormente, com
exceção das regiões que graças a um desenvolvimento muito acelerado e
excepcional no ciclo do governo de coalizão petista de 03-16 em relação ao seu
desenvolvimento histórico (sendo, portanto difícil analisar por fatores
socioculturais, tendo o ganho econômico sido “avassalador”, o posicionamento
político) do litoral e sertão nordestino e mineiro e parte da bacia do
amazonas, todas as outras regiões e – muito notadamente – a enorme, poderosa
economicamente e demograficamente pesada região de cultura caipira-sertaneja-pantaneira
do centro-oeste/sudeste são Irredutivelmente refratárias aos discursos e
narrativas da esquerda.
Os geniais estrategistas da extrema-direita
que possuem em Jair Bolsonaro seu fantoche no Brasil analisaram com maestria a
realidade e os – usando o termo da moda – afetos de tais populações.
Bolsonaro carrega forçosamente no sotaque,
toca berrante, usa chapelão de caubói, bota e cinto, anda a cavalo e pilota
trator para dialogar com essa grande população de cultura caipira a qual a
esquerda simplesmente parece que não consegue enxergar a existência. Ganha
apoio de massas e de elites regionais. Damares parece uma professora aposentada
de Pindamonhangaba porém, gostemos ou não do visual dela, numa parte enorme do
Brasil (e não cabe aqui o surrado termo “Brasil profundo”, não estamos falando
de lugares esquecidos ou sem relevância política) desperta simpatia. Érika
Malunguinho, sua antítese, horror. Sabemos que essa é uma impressão avessa e
torcida da realidade em relação a essas duas mulheres políticas, mas é a
impressão que existe em grande parte do Brasil.
A esquerda investe discursivamente no MST e
na agricultura familiar (sim, maravilhosos, sim importantíssimos), mas aos
olhos da grande massa dessas referidas regiões o MST representa (de novo) a baderna
e a agricultura familiar o atraso. Se não conseguirmos ampliar ou ajustar nosso
discurso para seduzir essa gigantesca fatia do Brasil… Será impossível deter a
extrema-direita nos próximos anos (quiçá décadas), Bolsonaro nada sozinho e de
braçada no Brasil caipira… E o que a lógica militarista da extrema-direita faz
agora? Depois de dominar os territórios deles partem para o ataque do
território inimigo. Tome Bolsonaro de piloto de Jegue, chapéu de couro e
comendo acarajé. A estratégia é primária, mas boostada por milhões e milhões de
reais, funciona.
Charge: Bacellar
Essas táticas discursivas e semióticas são a
grande aposta da extrema direita para seguir operando os desejos do grande
capital transnacional no Brasil. O risco é enorme. Paulo Guedes é a quintessência do
cientista econômico maluco. Sabemos que o Chile, onde Guedes foi funcionário do
ditador Pinochet, foi um grande laboratório para o neoliberalismo dos anos 90.
Guedes agora faz experiências no Brasil… O que acontece num país sem direitos
sociais, totalmente desregulamentado, escancarado ao capital estrangeiro
especulativo e com suas forças políticas de oposição caladas na ponta da
baioneta? Veremos. Se o laboratório explodir Guedes toma um avião pra NY e
viverá por lá, muito bem obrigado, com todas as mordomias de um funcionário que
prestou lucrativos serviços. Mas e o Brasil como fica?
O campo progressista não pode se dar ao luxo
de não possuir um discurso unitário e claro para a população. Não podemos
continuar caindo nas cascas de banana da extrema-direita. Vestindo as caricatas
carapuças que nos atiram. A alt-right internacional, que direta ou
indiretamente desenha todas as estratégias da extrema-direita brasileira tem
análise de big data, pensadores de extrema inteligência e pouquíssimo ou nenhum
limite ético e capital ilimitado a sua disposição. É um adversário de respeito.
Não podemos seguir no autoengano de que estamos enfrentando um idiota que deu
sorte e sua prole de patetas.
Vejam a perfeição do slogan de bolsonaro:
“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Curto, direto e que dialoga com
brasileiros de todas as regiões, nas metrópoles, centros urbanos ou áreas
rurais. Dialóga com todos os estratos sociais e que toca em 2 chaves de
entendimento básicas e sagradas para a esmagadora maioria da população
brasileira: A crença em Deus e o nacionalismo. Gaucho, sertanejo, caipira,
caiçara, ribeirinho, suburbano: pense em qualquer recorte, esse slogan dialoga.
Melhor que isso em termos de percepção de
target e momentum só mesmo o slogan de Donald Trump em 2016: “Make America
great again”. 4 palavras. 4 conceitos chave ideiais para a posição de Trump e
para o eleitorado pós crise do subprime. “make”, um chamado direto à ação num
país de voto facultativo em que levar o eleitor à urna é um dos pontos mais
importantes da campanha, um convite ao eleitor para que faça parte de algo.
“America”; um chamado ao nacionalismo. “Great”; a promessa de futuro, a
recompensa da ação. “Again”; o chamado ao passado idílico (típico do fascismo),
a alfinetada à administração vigente, a esperança de retorno de tempos melhores
para a America arrasada pela crise econômica. Uma perfeição.
Trump e Bolsonaro uma vez no poder seguem o
mesmo modus operandi de fugir do debate minimamente profundo e repetir chaves
discursivas simples e populares incessantemente, mesmo quando se tratam de
mentiras ou bobagens óbvias. Em condições normais de pressão e temperatura já
teriam sido enquadradas em sua farsa por seus contrapesos políticos,
notadamente grande imprensa e instituições jurídicas. Porem em tempos de redes
sociais (abertas e fechadas) tirando o monopólio informativo do cartel da
grande imprensa (Redes estas operadas com interesses obscuros com
objetivos nebulosos). E tempos onde o sistema jurídico, seja por compra direta, seja
por doutrinação ideológica, seja por chantagem (ah, os dossiês, valem um texto
a parte), seja por intimidação mafiosa, parece impedido de desempenhar o seu
papel.
O ultra-neoliberalismo econômico casado ao
totalitarismo político segue galopando. A extrema-direita e os financistas não
estão de brincadeira. E nós, “campo progressista”, estamos? Delenda Washington.
Campos progressistas do Mundo: Uni-vos!
Democracia ou morte!
Este texto não
reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres
O processo de Independência do Brasil
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Oficialmente, a data adotada é 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado “Grito do Ipiranga”. A moderna historiografia em História do Brasil, entretanto, remete o início do processo de independência à chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.
Denomina-se Independência do Brasil ao processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX.
A data comemorada oficialmente é 7 de setembro de 1822, uma vez que nesse dia, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o príncipe-regente D. Pedro, ao receber a correspondência da Corte, teria proclamado o chamado “grito da Independência”, à frente da sua escolta: “Independência ou Morte!”
Outras datas consideradas historiograficamente para a Independência, embora menos populares são a data da coroação do Imperador (Dezembro de 1822) ou mesmo a do reconhecimento da Independência por Portugal e pela Grã-Bretanha (1825).
Saiba mais…
As divergencias no processo de independencia
Considerações historiográficas.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA






