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FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

terça-feira, 16 de março de 2021

ATENÇÃO ARTISTAS DA REGIÃO DO AGRESTE POTIGUAR CONTEMPLADOS PELA LEI ALDIR BLANC! A FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO INFORMA!

 


CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ-RN, “LAURO ARRUDA CÂMARA”.

AVISO

Recebimento do material correspondente a prestação de contas dos editais da Lei Emergencial Cultural Aldir Blanc.

Ficou determinado pela direção da Fundação José Augusto, que nossas Casas de Cultura estão autorizadas a receber até o dia 15 de abril o material apenas dos três editais abaixo relacionados.

EDITAL 06 - CULTURA POPULAR DE TRADIÇÃO – MESSIAS DOMINGOS 999472311

EDITAL 03 - FORMAÇÃO E PESQUISA -TROCA DE SABERES A DISTÂNCIA - CARLINHOS DE VILMA  - 987096414

EDITAL 07 - SABORES SABERES E FAZERES - MAX-  996105915

*Obs:. No ato do recebimento o agente deverá enviar os dados do premiado (a), NOME e CPF para o responsável pelo respectivo edital.*

Obs. Dúvidas na Região do Agreste Potiguar, entrar em contato com o Agente de Cultura, EDUARDO VASCONCELOS – 99101 7222.

Governo do RN anuncia pacote de crédito para bares, restaurantes e turismo

Governo do Estado, por meio da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte, simplificou exigências para concessão de financiamentos e assegura a disponibilidade de R$ 10 milhões em crédito para capital de giro destinado a bares, restaurantes e turismo

Crédito da foto: Assecom/RNGovernadora Fátima Bezerra em reunião remota nesta segunda-feira, 15

O Governo do Estado, por meio da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte, simplificou uma série de exigências para concessão de financiamentos e assegura a disponibilidade de R$ 10 milhões em crédito para capital de giro destinado a bares, restaurantes e empresas com atuação relacionada ao setor de turismo e lazer.

O financiamento via Fundo Geral do Turismo (Fungetur) pode ser realizado com uma carência de até 12 meses e o pagamento parcelado em até 36 meses. A taxa de juros é de 5% ao ano. Já no caso do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o prazo é de 36 meses, incluindo até 12 meses de carência, e uma taxa de juros de 1,32% ao ano + IPCA, para financiamento no valor de até R$ 50 mil.

E diante de diversos pleitos do setor, a instituição realizou a simplificação dos processos internos para assegurar uma velocidade ainda maior na liberação do crédito e passa a não exigir mais a apresentação de balanço financeiro para financiamentos de até R$ 50 mil. Também foi dispensada a apresentação de licenciamento ambiental para bares e restaurantes.

O plano de negócio a ser entregue junto à documentação pode ser simplificado, assim como, empresas limitadas passam a ter os sócios como avalistas dos financiamentos, agora, sem a exigência anterior de apresentação de um terceiro como avalista. A Agência, inclusive, tem trabalhado para disponibilizar, além dos canais digitais já ofertados, uma plataforma online própria para facilitar o acesso ao crédito.

A governadora Fátima Bezerra anunciou a medida: “Esse crédito está sendo lançado em um momento muito importante, em que estamos vivendo a pior fase da pandemia e tivemos que reduzir o horário de funcionamento dos estabelecimentos. Na ausência de auxílio federal, essa foi a maneira que encontramos para dar apoio aos nossos empresários e, junto com outras iniciativas, garantir a manutenção dos empregos dos trabalhadores desse segmento.”

A diretora presidente da AGN, Márcia Maia destacou o trabalho incessante, sob o comando da governadora e professora Fátima Bezerra, para garantir ao empreendedor cada vez mais alternativas para enfrentar a pandemia, preservar empregos e renda. “Menos burocracia, menor complicação, e crédito mais rápido para o empreendedor. É a luta do Governo do Rio Grande do Norte em favor da preservação das vidas e da dignidade de empreendedores e trabalhadores”, afirma Márcia.

O presidente da seccional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no RN, Paolo Passariello, aprovou as medidas propostas. "A Abrasel vê como muito importante o anúncio do Governo com apoio às empresas do setor de Alimentação Fora do Lar através da AGN. As medidas surgiram do diálogo aberto para que se buscassem alternativas para os Bares e Restaurantes.Uma boa conquista, mas precisamos ainda mais para evitar um abalo nas empresas e a demissão em massa", conclui Passariello.

Para mais informações ou iniciar o processo para contratação do crédito, o empreendedor pode entrar em contato via whatsapp ou telefone através dos números 84 99136-1897 ou 99640-0700 e também pelo email gerop@agnrn.com.br. No caso de financiamentos via Fungetur, as empresas precisam estar no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Mtur – Cadastur. O cadastro é gratuito, sai em até cinco dias úteis e pode ser feito através do site www.cadastur.turismo.gov.br.

PANDEMIA

Em um ano de pandemia, o Governo do Estado, já garantiu apoio a 721 empresas e empreendedores de diversas atividades ligadas ao setor do turismo, como, por exemplo; hoteis, pousadas, agências de viagens, guias de turismo, bugueiros, ambulantes, bares, restaurantes, lanchonetes e lojas de artesanato. São mais de R$ 5,2 milhões injetados exclusivamente neste setor.

O volume total de recursos financiados neste período ultrapassa R$ 30 milhões com 6.110 empreendedores assistidos. O investimento total chega a R$ 30,1 milhões entre os dias 24 de março de 2020 e 12 de março de 2021.

A instituição ampliou parcerias com Sebrae, Câmaras de Dirigentes Lojistas, Prefeituras e Associações pelo estado, além de atuar ao lado da Fundação José Augusto, Setur, Semjidh, Sethas, Sedraf para ampliar o atendimento a empreendedores e negócios de setores como Cultura, Turismo, Empreendedorismo Jovem, Economia Solidária e Agricultura Familiar.

Foram ampliados prazos de carências e limites de financiamento, criadas novas linhas e diversificadas as ferramentas de atendimento ao empreendedor. A AGN se habilitou junto ao Sebrae para utilizar o Fundo de aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe/Sebrae) no processo de concessão do crédito para os empreendedores.

Confira as principais medidas do novo pacote:

•    Garantia de R$ 10 milhões em crédito para o setor;
•    Crédito via Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para o setor;
•    Dispensa da exigência de balanço financeiro para financiamentos até R$ 50 mil;
•    Dispensa de apresentação de licenciamento ambiental para bares e restaurantes;
•    Apresentação de plano de negócio simplificado;
•    Dispensa da exigência apresentação terceiro como avalista para empresas limitadas;
•    Ampliação da equipe do setor para dar mais celeridade ao processo de liberação o crédito;
•    Elaboração de plataforma online própria para facilitar o acesso ao crédito.

Confira documentação básica necessária:
 
•    Cadastro no CADASTUR
(https://cadastur.turismo.gov.br);
•    Contrato social e aditivos;
•    CNPJ;
•    Documento pessoais dos sócios;
•    Certidão de casamento dos sócios;
•    Alvará de funcionamento em dia;
•    Certidões estadual e municipal.

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

Gal Costa é vacinada contra Covid-19

Gal Costa (Foto: Reprodução/Instagram)

247 - A cantora Gal Costa foi vacinada nesta segunda-feira (15) contra Covid-19 em São Paulo e publicou foto com o cartão de vacinação no Instagram.

Na legenda, Gal enalteceu o SUS. "Vacina sim! Viva o SUS!", escreveu a artista.

Fonte: BRASIL 247

Tibau do Sul é reconhecida internacionalmente por promover turismo sustentável

O município de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, que abriga o Santuário Ecológico de Pipa, foi reconhecido, nesta sexta-feira (12.03), como um exemplo de destino promissor em direção a um turismo mais sustentável. Concorrendo com outros destinos ao redor do mundo, a cidade brasileira conquistou o terceiro lugar no prêmio Green Destinations Story Awards 2021, na categoria meio ambiente e clima. O primeiro lugar ficou com o vale de Futaleufu (Chile), seguido pela cidade de Tartu, na Estônia.

O Santuário Ecológico de Pipa é um espaço de mais de 80 hectares de área verde preservada, onde os visitantes podem percorrer trilhas em meio à mata, acessar a praia do Madeiro, observar tartarugas e golfinhos e, a partir de mirantes, desfrutar de uma vista panorâmica privilegiada do mar e de falésias coloridas.

A reserva ecológica também é um local de experiência científica, onde é possível, em parceria com a Fundação Pró-Tamar, treinar e soltar animais silvestres para recompor a fauna da região (reintrodução controlada). Também participam desta iniciativa o Centro de Recuperação e Reintrodução de Animais Silvestres (CERRAS) de Natal, além de uma equipe de voluntários das universidades estadual e federal.

Segundo a exposição de motivos da Secretaria de Turismo de Pipa, para que o local seja considerado um exemplo de turismo sustentável, “a comunidade está totalmente envolvida com este espaço aberto, criando um ponto de convivência entre os cidadãos locais, turistas e a natureza”. Defende ainda que o turismo e meio ambiente podem conviver sem conflitos sociais e econômicos, a partir do planejamento de políticas públicas e privadas e estruturação de projetos.

Gerente do Santuário Ecológico de Pipa, Valdenir Andrade, aponta que a reserva ecológica recebe desde grupos escolares, grupos de academia a turistas individuais. “Muitos vem ver os golfinhos, outros as tartarugas. A maioria procura um refúgio para visitar que seja calmo e que possa se livrar do estresse, em meio à natureza e ao meio ambiente”, conta. O local segue funcionando, de segunda a sexta, das 7h às 17h, seguindo os protocolos sanitários contra a Covid-19.

O ministro do Turismo, Gilson Machado, tem destacado a potencialidade do Brasil em turismo de natureza que, segundo projeções internacionais, será um dos mais procurados no período pós-pandemia. “Nenhum país do mundo, no período pós-pandemia, tem o potencial que o Brasil tem de crescimento. Porque o mundo todo busca um turismo que tenha mais contato com a natureza, e nenhum país tem a vocação para o turismo de natureza que o Brasil tem”, observa.

GREEN DESTINATIONS – A premiação é desenvolvida pela organização sem fins lucrativos holandesa Green Destinations Foundation e reconhece, anualmente, destinos turísticos sustentáveis em todo o mundo. O objetivo é destacar exemplos inspiradores e histórias notáveis de boas práticas que possam ser replicadas. O prêmio foi patrocinado pela ITB Berlim (feira dedicada à indústria de turismo) e pela agência de marketing GLP Films.

As histórias são selecionadas por um júri internacional com base no nível de inovação, eficácia para resolver desafios reais de sustentabilidade do turismo e, ainda, até que ponto podem ser replicadas em outros lugares.

Seis histórias foram selecionadas, inicialmente, para concorrer nas 5 categorias do prêmio: comunidades e cultura; meio ambiente e clima; natureza e ecoturismo; ilhas e beira-mar; Covid-19 e Turismo. Para cada uma das categorias foram escolhidos e anunciados três vencedores (1º, 2º e 3º lugar) nesta sexta-feira.

Os destinos vencedores foram selecionados entre os participantes do Top 100 destinos sustentáveis de 2020, também organizada pela Green Destinations Fountation. Nesta lista, aparecem nove destinos brasileiros: Canguçu (RS); Forquilhinha (SC); Gaspar (SC); Parnamirim (RN); Rio Negrinho (SC); Rolante (RS); Schroeder (SC); São Miguel do Gostoso (RN); e Tibau do Sul (RN).

Por Amanda Costa

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

domingo, 14 de março de 2021

*FOLHA POÉTICA CELEBRA O DIA DA POESIA*


A *Folha Poética*, numa parceria com a UBE - *União Brasileira de Escritores - seção RN* e o apoio cultural da FJA - *Fundação José Augusto*,

vem celebrar o Dia Nacional da Poesia,  14 de março de

2021.

Este ano, a *Folha Poética* irá completar uma jornada de 38 anos de

atividades em prol da poesia potiguar e junto com a UBE-

RN irá promover uma grande celebração reunindo poetas que

realizam no dia-a-dia ações literárias, que promovem a cultura

potiguar.

A Live *'Folha Poética celebra o Dia da Poesia'* acontecerá nesse dia

*14 de março* de 2021, a partir das *10h*, e contará com a participação

de Aluízio Mathias, Tereza Custódio, Crispiniano Neto, Geralda

Efigênia, Gilvânia Machado, José de Castro, Salizete Freire,

Sandemberg Oliveira e Kalina Paiva, com mediação da professora e produtora cultural Carla Alves. O Evento será transmitido pelas redes do Facebook e YouTube da Folha Poética e UBE-RN.

Participe conosco!!!

Fonte: *Folha Poética*, numa parceria com a UBE - *União Brasileira de Escritores - seção RN

'Decisão de Fachin confirma que prisão de Lula foi política', diz Pedro Serrano

(Foto: Divulgação)

Opera Mundi - Nesta segunda-feira (08/03), em uma edição extraordinária do programa 20 MINUTOS, após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin que anulou as sentenças da 13a Vara Federal de Curitiba contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e restituiu os direitos eleitorais do petista, o jornalista Breno Altman entrevistou o jurista e professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) Pedro Serrano. 

Para Serrano, o que realmente se conquistou com o fato foi considerar, por primeira vez, que o julgamento, a prisão e a interdição do ex-presidente foram atos políticos.

Assista à entrevista na íntegra:

“Fachin reconheceu que Lula foi preso ilegalmente, confirmando que a prisão era política, não jurídica. Portanto a eleição de 2018 não foi legítima porque um dos candidatos foi impedido de participar por algo que agora é considerado ilegal. Então, nesse ponto, eu comemoro que um ser humano está sendo liberado de algo feito contra ele. Mas protesto porque ninguém vai repor um ano do Lula na cadeia, ninguém vai repor as eleições de 2018, ninguém vai repor as vidas perdidas pelo governo escolhido por essa gente”, disse.

O jurista, no entanto, apontou para o fato de que podem estar montando uma armadilha contra Lula, pois a decisão do ministro não é definitiva. "Pode comemorar, mas com cautela”, disse. A Procuradoria Geral da República inclusive já avisou que irá recorrer. 

O recurso não terá data para ser julgado. Serrano explicou que o STF poderia esperar até as vésperas da inscrição de candidatos para as eleições de 2022 para julgar o recurso e acatá-lo, desfazendo a decisão de Fachin, o que voltaria a tornar Lula inelegível. 

“É muito estranho o Fachin vir com essa decisão, principalmente quando nós juristas levamos anos dizendo isso e quando estava muito próximo o julgamento do habeas corpus do ex-presidente, em que a segunda turma do STF ia debater a nulidade dos processos por parcialidade do juiz Sergio Moro. O que, aí sim, teria caráter definitivo e cujo impacto seria muito maior”, defendeu.

Se Moro for considerado parcial no julgamento de Lula, todas as provas do processo seriam anuladas pois foi o juiz quem as coletou. Com a decisão de Edson Fachin, que o considera apenas incompetente, as provas ainda podem ser aproveitadas. Por isso, Serrando acredita ser importante lutar para que se leve adiante o debate do habeas corpus.

'É necessário reestabelecer a dignidade do sistema jurídico'

Serrano disse que espera que a Segunda Turma não suspenda o julgamento do habeas corpus até que seja julgado o recurso da Procuradoria Geral, com o intuito de promover a liberdade plena de Lula.

“No plano público, devemos estimular para que haja esse julgamento. É necessário reestabelecer a dignidade do nosso sistema jurídico, virou uma palhaçada: poucos dias antes de se julgar o habeas corpus da parcialidade decide-se considerar o juiz do caso incompetente? Espero que questionem a sinceridade da decisão do Fachin, que sempre apoiou a Lava Jato”, ponderou. 

O jurista acredita que o ministro atuou para proteger Sergio Moro e os demais procuradores da operação, que poderiam ser punidos por suas ações, uma vez concluído que todo o processo foi político e, portanto, ilícito.

“É uma obra salvacionista da Lava Jato. Existem importantes setores da sociedade brasileira que participaram dessa operação e que agora estão procurando uma justificativa para o que fizeram”, ressaltou.

'Tem muita gente querendo se isentar dessa narrativa'

Para Serrano, está ficando cada vez mais difícil sustentar a legitimidade da Lava Jato, que se mostrou uma operação de perseguição política. Por isso, “tem muita gente querendo se isentar dessa narrativa”. 

O principal é Sergio Moro que, segundo Serrano, não atuou como juiz. “Um juiz é um garantidor de direitos. Moro foi um agente político, militante da extrema direita. Ele nunca usou a lei e a Constituição para fazer justiça. Ele as utilizou para fazer o que queria. E ainda foi recompensado tornando-se Ministro da Justiça”, afirmou.

O jurista ainda defendeu as gravações divulgadas na Vaza Jato, obtidas por hackers, como informações que poderiam ser utilizadas como provas contra os protagonistas da operação. Para ele não são provas ilícitas graças ao conceito de direito de defesa de terceiros.

“Um dos hackers disse que o fez por achar que estavam perseguindo Lula. Isso levanta o direito de defesa de terceiros. Ou seja, uma conduta que em princípio é crime, deixa de ser crime. Se eu, em teoria, posso até matar alguém em legítima defesa de terceiros, quanto mais hackear”, ponderou. Para ele, o argumento ganha força a partir do momento atual, quando se considera a prisão do ex-presidente como política. 

O segundo argumento dado por Serrano foi, na verdade, um questionamento. Ele se perguntou se agente públicos deveriam ter o mesmo direito de preservação da intimidade que o resto dos cidadãos, pois, neste caso específico, as conversas vazadas foram feitas "por telefones públicos, por agentes públicos, sobre processos públicos para perseguir pessoas". 

“Não falo dos celulares pessoais nem nada, falo dos telefones profissionais. Não acho que nesse caso eles deviam ter o mesmo direito de proteção à intimidade quanto eu ou você”, concluiu.

Fonte: BRASIL 247

Cinema: Instituições funcionando

Num momento em que se discute acaloradamente a judicialização da política e a politização da justiça, não pode haver filme mais oportuno que o clássico Seção especial de justiça

Realizado em 1975 e ganhador do prêmio de direção em Cannes, Seção Especial de Justiça , do greco-francês Constantin Costa-Gavras, só foi liberado no Brasil seis anos depois pela censura da ditadura militar, embora se refira a eventos ocorridos na França em 1941, durante a ocupação do país pelos alemães.

O que havia de tão incômodo naquela história para os fardados no poder? Decerto era a denúncia das injunções político-militares sobre o ordenamento jurídico – assunto quente em qualquer época e local que não esteja sob o pleno estado de direito.

A partir do romance L’affaire de la Section Spéciale, de Hervé Villeré, que por sua vez se inspirou em fatos reais, o roteiro de Jorge Semprún conta a história da represália ao assassinato de um soldado alemão no metrô de Paris durante a Ocupação. Havia uma norma tácita segundo a qual, para cada alemão assassinado na França ocupada, seis franceses deveriam ser executados.

Querendo mostrar serviço para os ocupantes nazistas, o governo colaboracionista de Vichy, comandado por um mumificado marechal Pétain (de quem só a voz se ouve no filme), monta um julgamento farsesco para condenar seis homens à guilhotina. Cria-se então um tribunal de exceção (a tal “séction spéciale” do título original), edita-se às pressas uma lei que permite condenar retroativamente à morte prisioneiros já julgados e prepara-se uma execução coletiva pública na place de la Concorde.

Mecanismo de corrosão

O grande articulador desse mecanismo todo é o novo ministro do Interior, Pierre Pucheu (Michel Lonsdale), que atropela ou coopta outros ministros, inclusive o da Justiça, para levar a farsa até o fim. Chega-se à conclusão de que o melhor é escolher como vítimas quatro comunistas e dois judeus – e a certa altura um dos encarregados de pesquisar os “candidatos” entre os presos exulta ao abrir uma pasta: “Este aqui é judeu e comunista”. Ou seja, ideal para a guilhotina.

Especialista em thrillers políticos ambientados em várias partes do mundo (Z na sua Grécia natal, A confissão na Tchecoslováquia, Estado de sítio no Uruguai, Missing no Chile, etc.), Costa-Gavras narra com eficiência o rápido passo a passo desse processo de corrosão da justiça e da moral sob a capa das instituições. Tudo tem que funcionar dentro dos preceitos da lei, e para isso estes vão sendo deformados um a um.

As maiores abominações são concebidas e engendradas em salões elegantes, por magistrados togados, políticos empertigados, militares repletos de medalhas, pais de família que ajudam os filhinhos com o dever de casa. Para convencer os mais recalcitrantes, apela-se para o patriotismo, a defesa da nação, as “razões de estado”. Ironicamente, são os representantes das forças alemãs de ocupação que se manifestam mais surpresos com a escalada de ilegalidades. Um deles chega a lembrar a separação dos poderes traçada por Montesquieu dois séculos antes.

O que permanece vivo no filme, a meu ver, é a cadeia de compromissos, capitulações e acomodações capaz de transformar aos poucos as instituições em simulacros, o processo legal em farsa teatral, a própria justiça em piada cruel.

Não por acaso, a primeira cena se dá num teatro majestoso, onde se encena uma ópera. Essa sequência inicial, aliás, talvez seja a melhor de todas, do ponto de vista da construção audiovisual: vemos antes de tudo cada instrumentista entrar em ação, com seu instrumento e seu som, formando aos poucos a massa sonora e a coreografia ritmada da orquestra. Só depois a imagem se abre e vemos o palco, a plateia, os camarotes – e neles a intriga que se arma. Essa ideia de trama coletiva, de cada um fazendo sua parte para o efeito geral, que nesse início é tão bela e harmônica, será glosada, retratada em negativo, ao longo da narrativa.

A cada momento os personagens são instados a fazer parte de uma engrenagem maléfica. Uns poucos relutam, mas acabam se encaixando, ainda que a contragosto. São raros os que de fato resistem, como parafusos soltos, instrumentos desafinados, fios desencapados. Neles sobrevive a humanidade toda.

Seção Especial de Justiça entrou na plataforma de streaming Belas Artes à la carte no dia 11 de março .

Em tempo: o filme foi exibido nos cinemas como Sessão especial de justiça, mas o certo mesmo é seção (no sentido de divisão, segmento), que corresponde ao francês section.

Fonte: Blog do Cinema/IMS

Com Portal BRASIL CULTURA

COMPOSITOR GROSSENSE É FINALISTA EM FESTIVAL NACIONAL DA MÚSICA


IMAGEM:Cedida

A música Avesso do Avesso de autoria do poeta, compositor, cantor e cientista social, Genildo Costa, natural e residente na cidade de Grossos/RN, foi classificada entre as 5 para a final do Rythmica Web Festival (RWF) em fase semifinal ocorrida na noite desta quinta-feira, 11 de março. Trata-se de um evento, em sua primeira edição, realizado de maneira remota e, onde se inscreveram mais de 400 canções de todo o País. Acompanham o autor, os músicos Djavan Jackson, violão de 6 cordas e Genivan Veloso, sanfona.

Esse certame, que tem sua final agendada para a próxima quinta-feira, 18 de março, tem na sua coordenação o Daniel Gonzaga, neto do saudoso Luiz Gonzaga, o ‘Rei do Baião’, a partir do Rio de Janeiro. Ao longo dos dias dessa realização, Genildo contou com milhares pessoas que participaram de enquetes mas, o resultado final fica por parte de um corpo de jurados minuciosamente selecionado pela organização do RWF.

O portal REDE NEWS 360 conversou com Genildo Costa e, oportunamente, quis sua opinião sobre a mensagem que ele apresentou com a letra “Avesso do Avesso”. Importa lembrar que o citado compositor já teve participação em outros festivais a nível de região, sendo esta a primeira vez expondo o Rio Grande do Norte, a partir de Grossos, como vitrine cultural para o mundo e através dela, uma síntese da história, onde aquele município se acha inserido.  

Genildo diz: “O Avesso do Avesso é uma expressão viva de nossa contemporaneidade. Traz consigo traços de indignação para com uma sociedade repleta de injustiças e exclusão social. Tive que contextualizá-la para esse momento que presenciamos. Faço de meu canto um brado de contestação na perspectiva de se ter uma narrativa pautada em elementos que definem uma estrutura de poder, perverso e que aniquila, que mata e que devora, impiedosamente a serviço das grandes corporações e do capitalismo”.

Foto: Cedida

O AVESSO DO AVESSO

Por Genildo Costa
Não conheço esta fera que agoniza
Todo verde existente dessa mata,
Mata virgem onde cantou passarada
Anunciando invernada no sertão.

Os abalos da própria evolução,
Revertaram todo quadro com certeza
Abolição as leis da natureza
fez brotar reboliço e assombração.

Com a chegada da industrialização
acelera- se o ritmo da pobreza.
O operário é sinônimo de fraqueza
Como engrenagem da produção.

Este conjunto de forças produtivas
que conduz o progresso  social
Intensifica o próprio capital.
Que aniquila, que mata e que devora.

Só a LUTA de CLASSE determina o AVESSO do AVESSO da HISTÓRIA.

Fonte: https://redenews360.com.br

sábado, 13 de março de 2021

As lutas da guerreira Sônia Guajajara

 

Os povos indígenas, militância, genocídio e o Plano de Enfrentamento da Covid-19

Por João Paulo Guimarães

Sônia Guajajara é uma Surara (guerreira). Nascida na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão, se tornou uma das principais vozes da luta indígena no mundo. Se formou em Letras e Enfermagem e fez uma Pós Graduação em Educação Especial.

A guerreira, Sônia Guajajara

Em 2017 Alicia Keys convidou Guajajara para subir no palco principal onde a indígena falou sobre demarcação de terras ao som de gritos de Fora Temer, presidente do Brasil na época que participou do golpe político que depôs a Presidenta Dilma Rousseff em um falso impeachment. 

Em 2018 Sônia participou como vice presidente da chapa de Guilherme Boulos para a presidência, pelo PSOL. Foi a primeira vez em que uma indígena concorreu para o Governo Federal. 

Por todos esses motivos que envolvem uma história de luta foi eleita uma das pessoas mais influentes da América Latina, reconhecimento que vem de um conjunto de organizações internacionais que compõem o grupo Latinos por la Tierra. 

Neste reconhecimento, Sônia Guajajara está junto de cantores como Shakira e Carlos Vives (Colômbia), Alejandro Sanz (Espanha), Emmanuel (México) e Camila Cabello (Cuba). A atriz Alice Braga (Brasil), o ator Joaquin Phoenix (Porto Rico) e a modelo Gisele Bundchen (Brasil) entre outros nomes que compõe a lista de pessoas que estão mudando o mundo através da liderança.

João Paulo Guimarães, fotógrafo ativista e documental conversou com Sônia sobre militância política, presidência da República, a pandemia e os impactos sobre os povos indígenas onde abordamos o Plano de Enfrentamento da Covid-19 que o Governo Federal vem desenvolvendo de forma arbitrária, parca, enganosa, genocida e criminosa contra os povos ancestrais.

João Paulo Guimarães

Professora Sônia, o plano de Enfrentamento da covid para os povos indigenas foi uma criação da apib e aperfeiçoado, entre aspas, pelo Governo federal. O que exatamente o governo federal fez até agora além de acusar os indígenas de serem responsáveis pelas queimadas e pelo desmatamento?

Sônia Guajajara

A gente, a APIB, fez o plano por conta da falta de um plano do gov federal pra atender os povos indígenas então a gente mobilizou a comunidade nacional e internacional, foram vários especialistas em indígenas e não indígenas lideranças e paralelo ao nosso plano apresentamos uma ação ao supremo tribunal federal então esse plano do governo não foi vontade própria. Foi uma decisão judicial, e mesmo assim terminou o ano e o gov não conseguiu implementar o plano. Foram 4 versões apresentadas ao supremo e todas foram rejeitadas. Planos genéricos totalmente sem organicidade e paralelo a isso a gente mobilizou um projeto de lei no congresso e foi aprovado, a lei 14021 de 2020, foi aprovada na Câmara e no senado, mas Bolsonaro vetou os principais pontos que constavam no plano. A primeira coisa que ele fez foi negar a água potável aos povos indígenas e isso repercutiu muito. Negou também a distribuição de materiais informativos e negou o acesso aos leitos de UTI. Tudo isso atrapalhou demais a proteção aos povos indígenas e até hoje o governo federal não conseguiu aplicar o plano de enfrentamento.

Mas nós seguimos articulando recursos financeiros, medidas judiciais, visibilidade por meio de comunicação nas redes para poder denunciar essa falta de atendimento o que ajudou a prevenir e evitar mais mortes ainda entre os povos indígenas. Na nossa ação no congresso a gente ja previu a chegada da vacina e ja deixou solicitado que quando a vacina chegasse nós indígenas precisaríamos estar entre os grupos prioritários considerando que a própria lei 14021 considerou ali, estava escrito,  os povos indígenas como um dos grupos mais vulneráveis e se é grupo vulnerável então precisa estar entre os primeiros a serem vacinados por conta desse risco de eliminação, porque se essas mortes seguem como estão seguindo então corre um risco muito grande de um genocídio em massa.

Considerando a população e o número de indígenas no Brasil ser menos de um milhão segundo o IBGE e o número de mortes ser maior entre os indígenas que na população em geral, então corremos risco sim de um extermínio em massa. Então a gente lutou muito pra que estivéssemos como prioridade. Mas mesmo assim com essa determinação na de estarmos como prioridade, mesmo assim Bolsonaro fez a sua seleção. Só garantiu a vacina para indígenas aldeados e com isso ficam de fora metade da população indígena. Estão indígenas em contexto urbano e estão indígenas fora de áreas demarcadas e fora do plano Nacional de vacina. Isso é outra batalha que travaremos esse ano. O Governo nada fez pra garantir o atendimento à saúde e a proteção dos povos durante a pandemia. Tudo que ele fez foi sob medida judicial, sob pressão da sociedade e mobilização  dos movimentos indígenas pra que a gente pudesse amenizar e evitar mais danos. Se não fosse toda essa mobilização a situação estaria sendo muito mais grave que essa que vemos agora. O prejuízo. 

JPG – Você falou sobre a vacinação e sobre a pressão das instituições e sociedade pra que os povos fossem vacinados, mas o que a gente vê são situações como a que vem acontecendo no Amazonas. O Estado do amazonas aparece agora com escândalos de pessoas ricas e privilegiadas furando a fila sa vacina logo após o colapso do oxigênio no estado que foi previsto pelo próprio Ministro Pazuello. Em Manaus o Parque das Pedras é um bairro indígena que foi entregue à sorte pelo município sem assistencialismo nenhum contra a Covid19. Manaus é uma pequena amostragem do desprezo do Brasil pela população indígena e ancestral através dessa corrupção sem medo?

S G – Sim. É uma amostra desses indígenas em contexto urbano. São muitas as etnias morando em áreas urbanas. E essa maioria que vive na metrópole não mora lá porque quis sair da aldeia pra ir pra cidade. Eles estão la por uma série de fatores, mas quando eles chegam na cidade eles não perdem a sua identidade indígena e origem. Não deixam de ser indígenas,  mas o que o Governo está fazendo é tratar assim, excluir de qualquer política ou plano do governo federal. Manaus pode ser considerada uma capital de amostragem do que está acontecendo no resto do Brasil quanto aos indígenas vivendo em situação urbana. A população indígena de Manaus tem cerca de 30.000 indígenas e todos ali lutando pela sobrevivência. Durante a pandemia isso ficou muito mais evidente essa marginalização do povo e fora das políticas tanto do gov federal e do gov estadual.

JPG – Sobre a vacinação? Você foi vacinada finalmente. Qual a sensação em finalmente receber a primeira dose?

S G – Fui vacinada. Menino que sensação boa e diferente. É como ganhar um antídoto de vida. Todo mundo preocupado pensando que vai pegar né  e toda hora a gente ta ali naquela tensão.  Não pode pegar na mão e nem abraçar ninguém que ja fica tenso,  aí vem a vacina e dá aquela sensação de liberdade. Como se  gente se desacorrentasse, mas aí vem o pensamento de que a gente é uma no meio de milhões que precisam e aí vokta de novo pra luta pra garantir que todo mundo tenha acesso pra que todos possam ter essa sensação de liberdade também. 

JPG – Sônia, a mídia independente e colaborativa ajuda, mas e necessário mais Mídia de massa? O que temos visto também é uma colaboração de mídia independente e colaborativa na causa indígena. Mas você acha necessária mais cobertura de mídias de massa como a Revista Cenarium que atingem um público variado?

S G – Olha. Sim. É muito importante e necessário. Quanto maior a visibilidade, maior é a sensibilização e a conscientização das pessoas. Ainda hoje a pandemia está aí matando milhares de pessoas, continua morrendo muita gente em 24h e as pessoas tratam a pandemia como se ela tivesse acabado. Isso dificulta muito mais a conter as mortes porque a população banalizou as mortes. E o principal responsável por essa flexibilização é o Bolsonaro. Incentiva as aglomerações, incentiva a não usar máscara e agora incentiva as pessoas a não tomarem a vacina então não há outro culpado.

Ele assim como essa conjuntura política são os principais responsáveis por todo esse caos. Então a imprensa precisa assumir esse papel de colocar no lugar, mostrara realidade do wue tá acontecendo. Manaus por exemplo, está escondida a situação. Teve uma semana de alta que todo mundo acompanhou. Nós e vários colectivos criamos campanhas como a RESPIRA MANAUS e a O PULMÃO DO MUNDO ESTÁ SEM OXIGÊNIO. A gente foi falando, mas o ministro foi pra lá,  apareceu, mas aí acabou. Agora continuamos com as redes alternativas e mídias sociais pra continuar a mostrar a realidade. 

Maria Gadu está conosco e está lá. É nossa parceira e trabalho conosco há algum tempo. Ela está com a Thelminha, que ganhou o BBB 2020, que está tirando plantão no hospital. A Gadu está articulando apoio, parcerias e levando cilindros de oxigênio, mas cadê? Onde isso está aparecendo? Não está. Ontem mesmo há noite a gente reuniu com Maria Gadu e ela disse que distribuíram listas de pessoas que estão precisando de apoio e oxigênio. Ela ficou com 30 pessoas pra ligar e articular de entregar oxigênio. Dos 30 que Gadu iria ajudar, 15 pessoas morreram.

Ela ligava e dizia que tinha conseguido o oxigênio, mas o familiar avisava que a pessoa já havia falecido.

É uma situação caótica ainda que Manaus enfrenta. Isso está se alastrando por demais  estados da Amazônia. Rondônia já está começando a pedir socorro, pedindo pra transferir pacientes. O Pará tem vários municípios nessa situação também, então ajudar Manaus hoje é conter que isso se alastre pro restante do País. 

JPG – Sônia, queria que você falasse sobre ser uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2020 assim como a importância disso pra luta indígena no mundo. Existe ainda impacto na sociedade de uma forma positiva quando uma brasileira atinge esse tipo de reconhecimento?

S G – É excelente. É um reconhecimento fundamental pra se continuar exigindo a visibilidade e o respeito pela luta, mas eu acho que como tem tantas coisas acontecendo que não chega a ter tempo de ver isso como fato comemorativo. A gente espera que isso se configure em ações concretas de ajudar o nosso povo, mudar a realidade e transformar a situação social que as pessoas se encontram hoje, mas eu acho que a gente tem conseguido avançar bastante nesse sentido de reconhecimento da sociedade e dos veículos de comunicação e comunidade internacional. Eu acredito que as pessoas só vão respeitar e apoiar de maneira geral a causa indígena se as pessoas conhecerem a realidade. Hoje o fato do meu nome estar sendo reconhecido por veículos como esse e em vários meios, ajuda muito às pessoas despertarem mais pra  conhecer e se aproximar. É isso que a gente busca.

“QUE A CAUSA INDÍGENA SEJA CONHECIDA, RECONHECIDA E RESPEITADA PELO MUNDO INTEIRO”.

JPG – Já houve alguma conversa com Boulos sobre a Chapa de 2022 pra termos a Sônia Guajajara como candidata para presidente do Brasil (risos)? 

S G – Conversas (Risos), muitas conversas, (mais risos), a política muda muito e os cenários mudam demais. Eu mesma estou avaliando como vou chegar em 2022 nesse cenário político. Tem muita gente aqui no Maranhão e no Brasil que me questiona e tem muita sede sobre eu vir como candidata a deputada federal. Tem muita vontade e especulação, mas teve oportunidade  em 2018 de compor a chapa de Boulos e topamos. E ainda preciso pensar bastante sobre essas mudanças que vem ocorrendo no quadro político do país pra que não haja erro. O Boulos é muito tranquilo, pessoa amiga e preocupado. O que ele diz e mostra é o que ele é no dia a dia.

O VÍRUS DA CORRUPÇÃO

OS alertas da APIB, de pesquisadores e de lideranças indígenas como Sônia Guajajara e do Cacique Raoni para o resto do país e para a comunidade internacional  parecem não surtir efeito nas lideranças políticas brasileiras cada vez mais envolvidas em escândalos de desvios de capital direcionado para a luta contra o vírus e agora das recém chegadas e tardias vacinas, supostamente direcionadas para os grupos prioritários e profissionais da linha de frente.

No Estado do Amazonas a administração corrupta do atual prefeito David Almeida foi obrigada a revelar a lista de pessoas que seriam vacinadas após vazar que pessoas de famílias ricas estavam passando na frente dos grupos prioritários. Após entregar a lista foi constatado que alguns dos Cpfs nem sequer existem. Ao que tudo indica o caminho para a imunização no país será árduo e demorado. O País se aproxima dos 300.000 mortos semanalmente com recordes diários de mortes em 24h que ultrapassam os 2.000 óbitos.

Mais mortal que a Pandemia que assola nosso povo é a corrupção. E pra essa doença, infelizmente, não existe vacina.

Fonte: JORNALISTAS LIVRES