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domingo, 18 de julho de 2021

Comissão de Cultura cancela debate sobre balanço da Lei Aldir Blanc Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados cancelou a audiência pública que realizaria nesta terça-feira (13) para fazer um balanço da Lei Aldir Blanc, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado e que garantiu auxílio-emergencial, recursos para manutenção de espaços culturais e programas de fomento ao setor cultural, durante a pandemia.

O pedido para o debate é da presidente da Comissão, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). Ela é uma das autoras de projeto de lei que cria uma política nacional permanente de fomento ao setor cultural brasileiro, inspirada na Lei Aldir Blanc (PL 1518/21).

Pela proposta, a política seria executada de forma descentralizada, nos estados, municípios e Distrito Federal, com recursos federais. Somente no primeiro ano da lei estão previstos R$ 3 bilhões para os entes federativos.

Ainda não foi marcada nova data para o debate.

Da Redação – MB

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Com Portal BRASIL CULTURA

Artistas gravam música pelo impeachment de Bolsonaro

 

A música diz que o Brasil vive uma época sombria, de luto e tristeza r que preciso estar essa sangria.

Zélia Duncan, Zeca Baleiro, Letícia Sabatella, Dira Paes, Camila Pitanga, Denise Fraga, Ailton da Graça, Bárbara Paz, Gero Camilo e Julia Lemmertz estão entre os que gravaram a música “Desgoverno”, de Zeca Baleiro e Joãozinho Gomes, que diz “Já que o anjo do mal não renuncia/Tudo com véu da escuridão/Vamos por toda nossa energia/Nesse grito de indignação/Um homem sem juízo e sem noção/Não pode governar esta nação”.

Desgoverno

(Zeca Baleiro/Joãozinho Gomes)

Muito luto, tristeza, noite e dia

É preciso calar a negação

Nós estamos em época sombria

Mas no fim desse túnel há clarão

É preciso estancar esta sangria

Com o bem se desfaz a maldição

Com amor se retoma a alegria

Reacende-se o  riso   da nação

Já que o anjo do mal não renuncia

Vamos por toda nossa energia

Nesse grito de indignação

Um homem sem juízo e sem noção

Não pode governar esta nação

Fonte: Portal BRASIL CULTURA (https://www.brasilcultura.com.br/arte-espaco/artistas-gravam-musica-pelo-impeachment-de-bolsonaro/)

PRESIDENTE DO CPC-RN, EDUARDO VASCONCELOS REUNIU-SE COM LIDERANÇAS CULTURAIS NA CIDADE DE SERRINHA-RN

 

Fotos da reunião
Na última quinta feira (15) o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, Eduardo Vasconcelos, reuni-se na cidade de Serrinha - RN com dirigentes do CPC e artistas locais, cujo objetivo foi de se aproximar mais dos artistas e procurar interagir bem como buscar parcerias com os poderes executivos municipais para firmar parceiras para incentivar os artistas em suas cidades onde residem.

Após duas horas de debates foi encaminhado a proposta de que essas lideranças irão manter contatos com a prefeitura e as secretarias de educação e da cultura para procurar viabilizar um diálogo saudável para o fortalecimento do resgate e incentivar esses artistas a demostrar os seus talentos.

No final da reunião. Eduardo Vasconcelos entrevistou o Vice Presidente, Henrique, que vinculada no Programa 30 minutos com CULTURA, ontem (17) na Agreste FM - 107.5 - Nova Cruz.

Para Eduardo Vasconcelos a reunião foi muito salutar, fortalecendo cada vez mais a união de todos na defesa da CULTURA POTIGUAR. Concluiu, Eduardo Vasconcelos.




sábado, 17 de julho de 2021

CENTRAL DO CIDADÃO: Governadora garante para agosto o funcionamento em Nova Cruz.

Foto: Eduardo Vasconcelos - "Central do Cidadão"
Foto: Divulgação
A governadora do estado do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) visitou o novo prédio da Central do Cidadão de Nova Cruz, que está em fase de conclusão no bairro Frei Damião acompanhada de autoridades da cidade e secretários e deputados. Na oportunidade ela garantiu que as atividades naquele novo estabelecimento se iniciarão no mês de agosto. 
(Governadora junto com Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura e Marcelo Assis diretor da 3a DIREC)

O prédio próprio da Central do Cidadão em Nova Cruz, que tem uma área total de 581 metros quadrados foi construído graças ao programa GOVERNO CIDADÃO, com recursos da ordem de 2,5 milhões de Reais, advindos de financiamentos ao governo do estado juntos ao Banco Mundial.

Fonte: Claudio Lima
Adaptado pelo Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura, em 17 de julho de 2021

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Este ex-integrante do Menudo vive quase que anônimo em Natal-RN - Por Henrique Araújo

 

Roy Rossello, ex integrante do Menudo que mora em Natal

"não se reprima não se reprima
pode gritar
nao se reprima
dança canta sobe desce vive sonha como eu!"

Lembra? Mas lembra também o nome desse cara: Roy Stephan Rosselló Diaz, ou Roy Rosselló? Pois é, ele é um ex-integrante do antigo fenômeno mundial Menudo, e escolheu Natal para ser sua casa!

O grupo Menudo foi um grupo musical criado em 1977 em Porto Rico pelo produtor Edgardo Díaz. Ele foi durante anos um enorme sucesso na América Latina, arrastando milhares de fãs em um fenômeno artístico que pode ser comparado à beatlemania no mundo. Na década de 1980 era um dos grupos musicais de maior visibilidade nos meios de comunicação.

Na época os shows costumavam reunir grande público, de modo que apenas estádios de futebol poderiam comportar os presentes. O Menudo era formado pelos então adolescentes Robby Rosa, Charlie Massó, Ray Reyes e Ricky Meléndez, último membro este que fora substituído por Ricky Martin poucos meses depois, e claro, ele: Roy Rosselo!

Depois de fazer um enorme sucesso mundial com o grupo, Roy agora decidiu viver pacatamente na cidade de Natal, Rio Grande do Norte... éee, isso mesmo!

Ele mora na capital potiguar já há três anos, e se diz encantado com a "sua nova cidade", na qual diz que "a promessa de Deus foi realizada".

Vai uma entrevista aí?

Então tome. O site Potiguara Online (clique para ver) conversou de forma exclusiva com ele, que contou os projetos que tem atualmente e o motivo pelo qual escolheu a capital potiguar para viver.

E pra você que ainda não tá lembrando do Menudo:

Gostou? Então me diga agora quais dessas bandas potiguares extintas aqui deveria voltar a tocar?

Fonte: Curiozzzo

Gabrielle Dal Molin lança o livro de poesia ´Carnaval no Abismo`

Carnaval no Abismo é o segundo livro de poemas da autora, que constrói imagens a partir do mergulho nas simbologias do cotidiano e da memória. Resgata a força e a magia de uma linhagem matriarcal profundamente conectada com a natureza, mas também fala sobre a vida concreta da urbe. São poemas escritos para situar o abismo também como lugar de encontro.

TODO VERDE 
encontro uma vista de mar 
a vida 
me deixa mínima:
um cajueiro 
contorcido e sereno
com os olhos de deus
CACTUS
Meu corpo estreito entre as asas
Tem a fome do ar pelas dunas 
E das águas, o fastio das rochas

Editado pela editora Munganga Edições, o livro foi contemplado pela Lei Aldir Blanc-RN, através da Fundação José Augusto, Governo do RN, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal, e pode ser adquirido pelo Instagram: @gabspaceoddity, pelo e-mail:gabsdalmolin@gmail.com, ou, para quem mora em Natal, no Seburubu (Av. Deodoro da Fonseca, 307)

Sobre a autora:

Gabrielle Dal Molin nasceu em 1987, em São Paulo. Viveu no interior deste estado até se mudar para o Rio Grande do Norte. É professora de História, mestre em Antropologia e doula. Além de poemas, escreve sobre as vivências de ser mãe, bissexual e não monogâmica. Seu primeiro livro de poesia, Seiva (Ed. Multifoco) foi publicado em 2017 e o segundo, Carnaval no Abismo, acaba de ser publicado pela Munganga Edições. 

Fonte: Potiguar Notícias

O webprograma Narrativas de Brasis é um desdobramento do livro Tropifagia: comendo o país tropical (Edufba, 2020, 337p.) e está no ar na TV NINJA no Youtube

Imagem divulgação

 POR NINJA

O episódio de abertura da série Narrativas de Brasis apresenta o livro “Tropifagia: comendo o país tropical”, que deu origem ao programa Narrativas de Brasis, escrito pelos autores Thiago Pondé e Aline Carvalho, também âncoras da atração. Os apresentadores introduzem a experiência da Cena Tropifágica, realizada entre os anos de 2011 e 2017, e explicam alguns fundamentos dos três pilares que dão referência ao termo “tropifagia”: a Antropofagia, a Tropicália, e o programa Cultura Viva.

Tom Zé, cantor e compositor, Juca Ferreira, sociólogo e ex-ministro da Cultura, Letrux, cantora e compositora, Mãe Beth de Oxum, comunicadora e musicista, e Célio Turino, historiador e ex-secretário de Cidadania e Diversidade Cultural do Minc, são os convidados desse primeiro episódio. A partir do formato de conversações, presentes na obra literária, os convidados dialogam com os apresentadores Thiago e Aline sobre cultura brasileira e os três marcos histórico-culturais brasileiros.

Imagem: Divulgação

Juca Ferreira relata sobre sua inserção na política durante a ditadura militar e as potências e desafios que vê na cultura brasileira, além de lançar um olhar para a Tropicália como marco inovador na cultura do país. Tom Zé conta sobre o efervescente contexto cultural da Bahia na época da reitoria de Edgard Santos na UFBA, em meados da década de 1950 até 1961, e o desdobramento desse contexto no movimento tropicalista – do qual foi um artista ativo e participante.

Imagem: Divulgação

Letrux lê trechos do histórico Manifesto Antropofágico (1928), em perspectiva à apresentação sucinta do pensamento de seu autor, Oswald de Andrade. Passagens centrais do manifesto como “Só me interessa o que não é meu” e “Só a antropofagia nos une: socialmente, economicamente e filosoficamente” são lidas pela criativa artista carioca, parte da atual geração da Música Popular Brasileira. Mãe Beth de Oxum comenta o programa Cultura Viva, iniciativa da gestão Gilberto Gil e Juca Ferreira no Ministério da Cultura, articulado junto à sociedade civil e organizações populares – e o que ele representou em termos de revolução e valorização da cultura popular. E Célio Turino fala sobre seu livro, “Por todos os caminhos: Pontos de Cultura na América Latina”, e narra sobre memórias de andanças em outros países latinoamericanos.

Imagem: Divulgação

Os convidados respondem no fim do episódio à provocação central do programa: O que é o Brasil pra você?.

Para assistir, acesse na TV NINJA: Narrativas de Brasis: Raízes da Tropifagia| Episódio 1 – YouTube

Para saber mais sobre o Narrativas de Brasis siga @tropifagia no Instagram.

 Fonte: MÍDIA NINJA

Comissão de Cultura cancela debate sobre balanço da Lei Aldir Blanc Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados cancelou a audiência pública que realizaria nesta terça-feira (13) para fazer um balanço da Lei Aldir Blanc, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado e que garantiu auxílio-emergencial, recursos para manutenção de espaços culturais e programas de fomento ao setor cultural, durante a pandemia.

O pedido para o debate é da presidente da Comissão, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). Ela é uma das autoras de projeto de lei que cria uma política nacional permanente de fomento ao setor cultural brasileiro, inspirada na Lei Aldir Blanc (PL 1518/21).

Pela proposta, a política seria executada de forma descentralizada, nos estados, municípios e Distrito Federal, com recursos federais. Somente no primeiro ano da lei estão previstos R$ 3 bilhões para os entes federativos.

Ainda não foi marcada nova data para o debate.

Da Redação – MB

Fonte: Agência Câmara de Notícias

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Presidente da Unegro-Parnamirim fala dos desafios para combater o racismo

No programa Potiguar Noticias segunda edição de hoje, o presidente da União Brasileira de Negras e Negros, Unegro-Parnamirim, Juruna Silva conversa sobre o dia dos Direitos Humanos, sobre o movimento negro e o papel da Unegro no combate ao racismo.

A Unegro, surgiu na época da constituição de 1988, que instituiu como crime a prática do racismo."A Instituição trabalha no sentido de combater o racismo, entender como ele acontece estruturalmente. Nosso principal ponto de combate é o negaciosismo, o ato das pessoas negarem a existência do racismo" explica Juruna.

Hoje, dia dos Direitos Humanos, Juruna lembra do histórico da escravidão no Brasil, os episódios que o povo negro passou mesmo após a abolição.
"Na atualidade o racismo estrutural vem sendo discutido nos movimentos negros. Acredito que é preciso combater esse racismo, considerando questões raciais, culturais" lembra.
 
O presidente lembra que um episódio na carreira do cantor americano Elvis Presley, que é um exemplo de como o racismo está incutido na sociedade.

“ Na época lhe perguntaram  porque ele tocava música de preto e ele respondeu que a música não tem cor, assim como o amor não tem cor” contextualiza.
 
Fonte: Potiguar Notícias

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Sonhos. Por Paulo Nogueira Batista Jr.

 

Já disse, e repito hoje: não sou um sonhador. Cético de temperamento, parece-me até meio ridícula, ligeiramente demagógica e sentimental, a frequente referência a sonhos e à necessidade de sonhar. E, no entanto, …

Manoel Bomfim, um dos grandes pensadores brasileiros (injustamente esquecido como são muitos grandes brasileiros – enquanto, diga-se de passagem, não poucos trastes e mediocridades são celebrados intensamente), Bomfim dizia que uma nação precisa inventar os seus próprios sonhos, sonhar os seus sonhos plausíveis.

Sonhos plausíveis – inspirados de alguma forma, ainda que tênue ou não tão evidente, na realidade histórica e atual da nação. Temos que sonhar nossos sonhos, sonhados por nós, cultivar nossas próprias imagens, nossas próprias noções de beleza, verdade e valor, dizia ele por outras palavras.

Bonito. Mas aí é que se abre o alçapão. Sonhos podem ser perigosos. Certo tipo de sonho, justamente os plausíveis que desejava Bomfim. O sonho possível carrega em si a possibilidade da decepção e do sofrimento.

E, por essa via, chego ao verdadeiro assunto desta pequena crônica – um outro gênio da nossa raça, este verdadeiramente monumental. Refiro-me, leitor, ao grande, imenso, gigantesco Fernando Pessoa. A poesia, como sabemos, resiste tenazmente à tradução. Se Pessoa tivesse escrito em francês ou inglês (até escreveu nesta última língua, mas pouco), seria conhecido e venerado no planeta inteiro. Ele deixa na poeira, a meu ver, muitos luminares da literatura francesa ou anglo-americana. Quantos deles parecem realmente minúsculos ao lado do poeta português!

Não só por sua poesia, que é fulgurante, mas também por sua prosa. E dela retiro uma observação acurada sobre dois tipos de sonhos. Vamos passar a palavra a ele diretamente. Diz Pessoa, ou o heterônimo Bernardo Soares, no Livro do Desassossego:

“Tenho mais pena dos que sonham o provável, o legítimo, e o próximo, do que dos que devaneiam sobre o longínquo e o estranho. Os que sonham grandemente, ou são doidos e acreditam no que sonham e são felizes, ou são devaneadores simples, para quem o devaneio é a música da alma, que os embala sem lhes dizer nada. Mas o que sonha o possível tem a possiblidade real da verdadeira desilusão. Não me pode pesar muito o ter deixado de ser imperado romano, mas pode doer-me o nunca ter sequer falado à costureira que, cerca das nove horas, volta sempre à esquina da direita. O sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele, mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a própria vida e delega nela sua solução. Um vive exclusivo e independente; o outro submisso das contingências do que acontece.”Maravilhoso, não? A relação ambivalente com o sonho permeia a sua obra, também a poética. Por exemplo, no lindo poema Manhã dos outros!, que sei de cor e cheguei a tentar, quando morava em Washington, traduzir para o inglês para benefício de alguns amigos estrangeiros:

“Manhã dos outros! Ó sol que dás confiança/ Só a quem já confia! / É só à dormente, e não à morta esperança/ Que acorda o teu dia.”

E aí vem o verso cintilante:
“A quem sonha de dia e sonha de noite, sabendo/ Todo sonho vão, / Mas sonha sempre, só para sentir-se vivendo/ e a ter coração.

A esses raias sem o dia que trazes, ou somente/ Como alguém que vem/ Pela rua, invisível ao nosso olhar consciente, / Por não ser-nos ninguém.”
Em inglês, ficou assim o verso central:

“To those that dream by day and dream by night, knowing / that all dreams are vain/ But go on dreaming, just to feel what it´s like to be alive/ And to have a heart”

Falei em “amigos estrangeiros”. Não queria dar pinta de quem explora a poesia para fins espúrios e extra poéticos.

Mas a verdade é que a tentativa de tradução foi para uma namorada estrangeira, linda, linda, mas por desgraça totalmente ignorante da bela língua portuguesa.

Mas volto ao poema. Vê-se, claramente, que a morta esperança não está tão morta assim. E que continua sonhando de dia e de noite, sonhando sempre, mesmo declarando todo sonho vão, por saber que a vida e o coração deixam de existir propriamente sem a capacidade de sonhar.

Já estou resvalando para uma defesa meio ingênua do sonho. Na verdade, o mais interessante, tanto no texto como no poema de Pessoa, é o embate, dentro da mesma alma, entre o impulso de sonhar e a resistência a ele. Ou em outros termos, talvez mais precisos: o conflito entre a vontade de sonhar e a incapacidade de fazê-lo plenamente, com o coração inteiro. A sua obra está eivada de paradoxos ou hesitações desse tipo, sempre muito carregadas de conotações emotivas.

Dou outro exemplo, também retirado do Livro do Desassossego, este do âmbito da política, sobre a dualidade sincero/insincero ou ilusão/realismo prático:

“O governo do mundo começa em nós mesmos. Não são os sinceros que governam o mundo, mas também não são os insinceros. São os que fabricam em si uma sinceridade real por meios artificiais e automáticos; essa sinceridade constitui a sua força, e é ela que irradia para sinceridade menos falsa dos outros. Saber iludir-se bem é a primeira qualidade do estadista. Só aos poetas e aos filósofos compete a visão prática do mundo, porque só a esses é dado não ter ilusões. Ver claro é não agir.”

Raramente encontrei um parágrafo tão brilhante, tão iluminado por paradoxos certeiros! Não são os sinceros nem os insinceros que lideram. A sinceridade do estadista é fabricada e real ao mesmo tempo. E, contrariamente ao senso comum, a visão realista do mundo não é do estadista, mas do poeta e do filósofo, cuja clarividência, entretanto, impede a ação. Enfim, repito, um gênio da nossa raça.

Talvez esteja me perdendo do assunto inicial. Mas nem tanto. Em relação a sonhos, cabe a mesma ambivalência.

Os sonhos plausíveis de Bomfim são fonte de equívocos, desastres e decepções. Mas sem eles o que sobra da vida? Ela não se esvazia? Sonhar não pede coragem? E o ceticismo pode ser, no fundo, sintoma de perda de vitalidade. Talvez uma forma de covardia.

E, assim, continuamos. Mesmo sabendo ou proclamando todo sonho vão, vamos sonhando, de dia e de noite, sonhando sempre, para sentirmo-nos vivendo e a ter coração.
***

Uma versão condensada desta crônica foi publicada na revista “Carta Capital” em 9 de julho de 2021.
O autor é titular da cátedra Celso Furtado do Colégio de Altos Estudos da UFRJ. Foi vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, estabelecido pelos BRICS em Xangai, e diretor executivo no FMI pelo Brasil e mais dez países. Lançou no final de 2019, pela editora LeYa, o livro O Brasil não cabe no quintal de ninguém: bastidores da vida de um economista brasileiro no FMI e nos BRICS e outros textos sobre nacionalismo e nosso complexo de vira-lata. A segunda edição, atualizada e ampliada, começou a circular em março de 2021.

E-mail: paulonbjr@hotmail.com
Twitter: @paulonbjr
Canal YouTube: youtube.nogueirabatista.com.br
Portal: www.nogueirabatista.com.br
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Joanita Torres Arruda Câmara

 

Dona Joanita Torres Arruda Câmara
Fonte: O Poti (1958)

Nascimento: 1912 em Araruna (PB);
Mãe: Dona Maria Queiroz Tores;
Casamento: 1935 em Nova Cruz (RN);
Cargos: Prefeita de Nova Cruz (1958);
Falecimento: 1993
Sepultamento: Nova Cruz.







Joanita Torres Arruda Câmara
Joanita Torres Arruda Câmara
Fonte: Diário de Natal (1952)
Fonte: Família Arruda Câmara

Fonte: https://albumnc.blogspot.com

Ministério Público aceita denúncia de Natália Bonavides contra Sikêra Júnior por LGBTQfobia

Foto: Luisa Medeiros 

Mandato Natália Bonavides

Contato: +55 84 98608 6814

Celinna Carvalho - assessora de imprensa

Ministério Público aceita denúncia de Natália Bonavides contra Sikêra Júnior por LGBTQfobia

O Ministério Público do Amazonas acatou o pedido da deputada federal Natália Bonavides (PT/RN) para investigar o apresentador Sikêra Júnior por prática de LGBTQfobia em seu programa. Às vésperas do dia internacional de Orgulho LGBTQIA+, o apresentador, na edição do dia 25 de junho de 2021 do programa Alerta Nacional, proferiu um discurso contra pessoas LGBTQIA+. Supostamente criticando um comercial de uma empresa de hambúrguer, o apresentador disse que os publicitários que fizeram a propaganda tinham uma “tara” e o fizeram porque “não procriam” e que o comercial se tratou de uma conspiração da comunidade LGBTQIA+ para destruição das famílias.

 

“É urgente que a procuradoria atue para punir as condutas criminosas e para reparar o dano já causado. O discurso de ódio do apresentador não deve ser tolerado. Ele foi homofóbico em canal aberto. O que ele falou já seria crime se tivesse feito numa conversa de amigos, por meio de uma concessão pública é ainda mais grave. Que siga a investigação”, pontuou Natália Bonavides, autora da denúncia. 

 

Na  denúncia, a parlamentar solicita a apuração dos fatos e a responsabilização das emissoras Rede TV!, TV A Crítica e do apresentador, todos envolvidos na conduta ilegal e criminosa de LGBTQfobia.


Fonte: Mandato Natália Bonavides

Celinna Carvalho - assessora de imprensa