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domingo, 15 de agosto de 2021

Conheça Ana Júlia, a estudante de 16 anos da EAJ que vai para Harvard nos EUA

  Foto: Cedida/Acervo Pessoal

Conheça Ana Júlia, a estudante de 16 anos da EAJ que vai para Harvard, EUA.

A natalense Ana Júlia Santos Lopes, de 16 anos, foi classificada para participar da Harvard Model United Nations. A conquista veio ao ganhar o bronze no 1º Torneio Brasileiro de Debates do Ensino Médio, na competição participaram 158 estudantes de 25 estados do Brasil.

A estudante da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), Ana Júlia é a única potiguar que compõe o Clube de Relações Internacionais Sérgio Vieira de Mello (CRISVM), grupo de relações internacionais construído e gerenciado por estudantes do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE): Sâmia Freitas, Ryan Paiva, Júlia Moura, Welton Felix e Suzana Brito. “Vou estar lá em Boston, com a bandeira do estado do Rio Grande do Norte e representando todo mundo”, afirmou Júlia.

A vaga para simular em uma das mais prestigiadas universidades do mundo veio após sete meses de preparação. Agora, a estudante da região metropolitana vê sua vida mudar por conta das simulações. “Eu realmente sinto que esse é o meu lugar no mundo, é aqui que eu deveria estar e é aqui que devo estar”, declarou Ana Júlia e acrescentou “simular, é, a princípio, enxergar em você, a mudança que você quer ver no mundo”.

Além disso, Júlia carrega outros méritos das sete simulações em que participou: foi escolhida como melhor delegada, recebeu três menções honrosas e uma menção oral. “Quando ganhei minha primeira premiação, que foi uma menção honrosa, na terceira simulação, fiquei muito feliz pois era na maior simulação da América Latina”, afirmou a estudante.

A Harvard Model United Nations (HMUN) é uma simulação de relações internacionais que será realizada em Boston, nos EUA, e acontece anualmente para alunos do ensino médio do mundo todo. Sendo uma instituição acadêmica tradicional, a simulação segue o modelo da Organização das Nações Unidas (ONU) promovendo a experiência mais próxima da realidade no âmbito das relações internacionais. Nesse critério, os alunos assumem os papéis de líderes mundiais e tomam decisões no cenário mundial.

Os participantes também encontram na HMUN uma oportunidade para praticar as habilidades em oratória, liderança, elaboração de soluções inovadoras e criativas. “Quero passar essa sensação de desenvolvimento, de estar evoluindo, conhecendo mais sobre o mundo e melhorando outros pontos como liderança, planejamento e oratória”, declarou Júlia.

É importante ressaltar que a avaliação que os estudantes enfrentaram para a aprovação, foi a elaboração de quatro redações em inglês, enviadas diretamente para responsáveis em Harvard.

As simulações costumam acontecer da seguinte forma: os participantes representam um país, chamado de delegação, em uma reunião de um dos comitês da ONU (por exemplo, representante do Brasil no comitê da Unesco). Os temas abordados nesses modelos são os mesmos dos fóruns internacionais reais: conflitos armados, direitos humanos, política internacional, aquecimento global, etc.

Os delegados, representantes de suas respectivas delegações, são responsáveis por simbolizar a política interna e externa do país, sua economia, relações com outros países, suas populações e todos os pormenores acerca dele. “Já representei o Brasil em uma Organização Mundial da Saúde que o tema da problemática era: a distribuição da vacina para países em desenvolvimento”, declarou Ana Júlia.

É uma oportunidade para esse estudante descobrir como os conteúdos de história e geografia, por exemplo, têm conexão estreita com os acontecimentos atuais e com seu próprio cotidiano. Além disso, é uma ótima chance de ensinar relações internacionais e conceitos como política e civismo, fundamentais para pessoas de qualquer idade. “Você pode falar sobre política, sobre economia, ter esse protagonismo e você pode ser sim um jovem líder e chegar em Harvard tendo esse potencial de liderança”, afirmou a estudante.

Sobre essa experiência, Júlia ressaltou sua importância: “As simulações da ONU são a minha vida, eu realmente me ressignifiquei como pessoa ao me encontrar como delegada. Simular é estar dentro de um ambiente de pluralidade de ideias e saber que, mesmo com todo o contraste de opiniões, a sua será ouvida”.

Além disso, Júlia ressalta que no início não foi fácil, precisou superar o medo, a falta de incentivo, a ansiedade e a si mesma: “Vivemos nesse mundo de competitividade, mas eu queria mesmo que as pessoas olhassem para essa oportunidade como uma forma de chegar lá, de ver que é possível e de abrir portas para outras meninas e pessoas que gostam desse mundo” e acrescentou “nas simulações eu encontrei um espaço seguro para expor minhas opiniões e poder me expressar”.

Sobre o futuro, a estudante confessou que deseja levar esse conhecimento para outras instituições no Rio Grande do Norte e transformar a vida dos outros estudantes com esse sonho que se tornou realidade. “Eu pretendo fundar um clube de relações internacionais na EAJ, justamente por ter esse amor pelas simulações e por querer que elas mudem a vida de outras pessoas do mesmo jeito que mudou a minha”, declarou a estudante.

A conquista de Júlia abre portas para jovens que sonham em exercer papéis de liderança e protagonismo na sociedade, com o intuito de mudar o mundo a partir de si mesmo. Aos 16 anos, a jovem estudante não só mudou a própria vida, como iniciou um processo de abertura de oportunidades para outros alunos.

Fonte: Potiguar Notícias

De alvo de racismo a “manual do rap brasileiro”: livro celebra “Sobrevivendo no Inferno”

 

Companhia das Letras/Divulgação

Em 1997, os Racionais MC’s estavam às portas de celebrar uma década de existência, algo raro no rap nacional. Após três anos sem lançar um disco, o grupo apresentou o LP Sobrevivendo no Inferno. Hoje, 24 anos depois, não há dúvida de que se trata de uma obra iconográfica da música brasileira.

Embora o sentimento seja amplo, a afirmação é do pesquisador Arthur Dantas Rocha, que acaba de publicar o livro Racionais MC`s: Sobrevivendo no inferno pela coleção O Livro do Disco da editora Cobogó.

“É um disco paradigmático, ele tem um peso que permanece no rap nacional. As gerações coladas a esse disco ficaram reféns desse jeito de se dizer as coisas, de uma estética, enfim, era um manual de como o rap deveria ser feito no Brasil”, afirma o escritor.

Antes do reconhecimento, porém, o grupo teve que enfrentar o preconceito na divulgação do trabalho. “Não tenho medo algum de dizer que o comportamento dos jornalistas com os Racionais e com o disco, era racista. Eles não sabiam como lidar e nem conseguiam achar um lugar para colocar essa música dentro da cultura brasileira. Os Racionais provocaram um curto-circuito na cabeça da crítica cultural daquela época”, ressalta Dantas.

Em 2007, a revista Rolling Stone elaborou uma lista com os maiores discos brasileiros de todos os tempos.  Sobrevivendo no Inferno figura na 14ª posição, ladeado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Novos Baianos, entre outros. Em 2015, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), em viagem oficial ao Vaticano, presenteou o Papa Francisco com o disco.

Produzido de forma independente, pelo próprio grupo, Sobrevivendo no Inferno chegou rapidamente ao sucesso, alavancado pela MTV, que passou a divulgar o videoclipe da música Diário de um Detento, um clássico do rap nacional que figura nesse disco.

Confira a entrevista com Arthur Dantas Rocha na íntegra:

Brasil de Fato: Por que o Sobrevivendo no Inferno? Existe essa disputa, entre fãs do grupo, se o melhor disco seria Sobrevivendo no Inferno ou Nada Como um Dia Após o Outro Dia.

Arthur Dantas Rocha: Os dois coordenadores da coleção que decidiram o livro. O meu disco preferido era o Nada Como Um Dia Após o Outro Dia. Mas nós estamos falando de dois discos que são marcos na história da música brasileira, são enormes.

Em alguns momentos você fala sobre a tese de que este seria o disco evangélico dos Racionais. Me pareceu que te incomoda essa possibilidade. Estou errado? Ao fim e ao cabo, você defende ou ataca essa ideia?

Eu já tive discussões longas sobre se seria esse um disco evangélico, tenho amigos que são evangélicos que batem muito nessa tecla. Tem um cara, o MC Empada, que pegou o disco inteiro e comparou com passagens da Bíblia. Obviamente, o disco tem elementos evangélicos, mas tem elementos católicos e do candomblé.

Em Jorge da Capadócia, do Jorge Ben, eles fazem uma interferência, com uma saudação que remete ao candomblé, “Ogunhê”. Então, esse disco tem uma religiosidade mais complexa do que apenas evangélica. É uma religiosidade que tenta dar conta das contradições e dos dilemas de uma pessoa que vive na periferia.

Racionais MCs, grupo formado por Mano Brown, Edi Rock, KL Jay e Ice Blue na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, 1997, São Paulo ( Foto Klaus Mitteldorf/Divulgação)
Esse é o disco que faz o rap ser levado a sério? Você fala desse olhar de exotificação que a imprensa, principalmente a crítica cultural, tinha sobre a periferia. Essa perspectiva, que separa a arte por sua posição no mapa da cidade, é rompida com o disco?

A relação que eles tiveram com a imprensa foi bem racista. Eu não tenho medo algum de dizer que o comportamento dos jornalistas com os Racionais e com o disco, era racista. Eles não sabiam como lidar e nem conseguiam achar um lugar para colocar essa música dentro da cultura brasileira.

Os Racionais provocaram um curto-circuito na cabeça da crítica cultural daquela época. Talvez tenha tocado rap brasileiro na MTV, antes de Sobrevivendo no Inferno, mas a grande febre foi provocada pelos Racionais, foi muito impactante o lançamento do clipe de Diário de um Detento. Foi avassalador. Mas exceção a Caros Amigos e Notícias Populares, os outros meios de comunicação eram racistas, quando tratavam do rap.

Você fala sobre a falta de cordialidade, um mito brasileiro, no disco dos Racionais. Achei interessante você trazer essa perspectiva. Mas ela serve para o rap nacional, não?

É um disco paradigmático, ele tem um peso que permanece no rap nacional. As gerações coladas a esse disco, ficaram reféns desse jeito de se dizer as coisas, de uma estética, enfim, era um manual de como o rap deveria ser feito no Brasil. Isso acontece até hoje.

Agora, eu particularmente, acho que o rap tem que ser o que ele quiser ser, sem fórmulas, um gênero que deve dizer que o quiser. Há um olhar enviesado, principalmente quando pensamos de enfrentamento ao racismo, que é muito influenciado por esse disco. Havia outros grupos que nessa época já falavam de racismo em suas letras, mas Racionais tinham um peso maior com o povo brasileiro. Quando vamos qualificar essa questão sobre o combate ao racismo no rap nacional, o Sobrevivendo no Inferno é fundamental.

Diário de Um Detento é uma música especial. Se hoje, ainda, é difícil colocar em perspectiva que a tragédia do Massacre do Carandiru foi um brutal ataque aos direitos humanos, independente de quem são as vítimas para você ou para mim, 111 pessoas morreram, imagina cinco após o episódio, em 1997. É a música mais relevante daquele disco?

Esse disco é revolucionário, não? Eu confesso que minha predileção naquele disco alterna, mas Diário de um Detento é, de fato, uma música fantástica. Em qualquer relação das 20 maiores músicas da história do rap nacional, Diário de um Detento entra.

Por mais que nossas predileções escapem para uma música ou outra, dependendo da fase que estamos vivendo, essa música é o marco do disco e eles [Racionais] também pensavam assim, tanto que escolheram ela para que fosse o primeiro clipe das canções do disco. Eles tinham a dimensão que essa música era incontornável, é a música mais poderosa daquele disco.

Muita gente divide o rap nacional em antes e depois de Sobrevivendo no Inferno. A influência do disco é mais na estética proposta, no discurso ou há elementos técnicos que o tornam uma referência histórica?

Eu concordo que é um marco e vou além, determina um antes e um depois para os Racionais também. Se você pegar o Raio-X do Brasil, que é um disco incrível, e pegar o Sobrevivendo no Inferno, parecem dois grupos diferentes. A persona do Brown, na abertura da música Capítulo 4, Versículo 3, que ele já vem estourando. O mesmo Brown no disco anterior não atuava dessa forma.

Eu entendo quando as pessoas falam que esse disco determina um antes e um depois no rap nacional, porque ele coloca a exigência para a produção desse estilo em um nível muito alto. Para fazer rap, depois do Sobrevivendo no Inferno, determinava um saber técnico que talvez estivesse aquém, até então, no cenário nacional.

Os samples são trabalhados de forma toda especial, puta maestria, que também era pouco comum no rap brasileiro. Esse é, também, o primeiro disco dos Racionais na gravadora própria deles, sem ter que responder para ninguém. Além disso, e não pouca coisa, eles tinham o melhor e o segundo melhor MC do país, Mano Brown e Edi Rock, e o Ice Blue, que é um intérprete violento. Por fim, um DJ que está entre os maiores do mundo. Essa seleção vivendo no mesmo tempo é uma dádiva, no mesmo grupo ainda, é um acaso maravilhoso.

Onde você vê, disco ou artista, maior influência desse discurso imposto pelos Racionais em Sobrevivendo no Inferno?

O Dexter é o maior herdeiro do Sobrevivendo no Inferno, foi quem bebeu melhor nessa fonte, e foi além. Com certeza o Dexter, que é um artista que não fica apenas nisso, é um cara superimportante para o rap, foi além dessa referência. O Crônica Mendes também, ele tem uma lírica que é bem influenciada pelo disco. Mas ele também não fica apenas nisso. Mas são nomes que eu lembro agora, de rappers que souberam trabalhar esse legado.

Fonte: https://www.geledes.org.br

Liv Sovik: "a MPB é racista porque a sociedade é racista"

247 - Abordar questões de raça e classe, tendo como base de estudos a produção artística e musical brasileira, faz do trabalho desenvolvido por Liv Rebecca Sovik um importante capítulo do engajamento antirracista no Brasil. A estadunidense radicada no Brasil é escritora e professora titular da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A autora dos livros “Aqui ninguém é branco” e “Tropicália Rex”, a autora avalia que “a MPB é racista porque a sociedade brasileira é racista”. 

“Então, a música sofre uma consequência direta do racismo da sociedade. Eu estudo a música porque nela eu encontro a complexidade da produção dos sentidos e do social. Até porque, na música, sempre algo te escapa, porque não é redutível a palavras. Isso para mim foi um grande estímulo, quando estava tentando entender o lugar do branco numa sociedade que nega a télos. Quer dizer, negava. Hoje já admite. A MPB é racista, mas também é antirracista, porque, ao mesmo tempo, tem fortes elementos afrobrasileiros”, resume.

Liv destaca que só a MPB possibilita a discussão, sem moralismos, da “convivência entre a afirmação e a negação, todo o entremeado da fusão e da separação, do diálogo e do argumento, tudo num campo só”. Para ela, “um dos problemas, principalmente, no tempo em que era possível reprimir esse debate, os brancos viravam as costas para as denúncias de racismo e não davam nenhuma resposta. Hoje isso não é mais possível.” A escritora define o racismo na MPB como uma “expressão da sociedade” e relembra letras e performances artísticas do passado como exemplo dessa manifestação. “Tem a música ‘O seu cabelo não nega’, tem Ângela Maria nos anos 1950 se vestindo de baiana, mas de uma forma tão estilizada que parecia que ela estava fantasiada de baiana. ‘Aquarela do Brasil’, de Ary Barroso, também tem versos racistas. Ou seja, músicas consagradas e não apenas as que estão à margem. Ao mesmo tempo tem o rap, o samba e várias expressões artísticas de uma cultura negra extremamente afirmada e afirmativa”.

“Então, a música sofre uma consequência direta do racismo da sociedade. Eu estudo a música porque nela eu encontro a complexidade da produção dos sentidos e do social. Até porque, na música, sempre algo te escapa, porque não é redutível a palavras. Isso para mim foi um grande estímulo, quando estava tentando entender o lugar do branco numa sociedade que nega a télos. Quer dizer, negava. Hoje já admite. A MPB é racista, mas também é antirracista, porque, ao mesmo tempo, tem fortes elementos afrobrasileiros”, resume.

Liv destaca que só a MPB possibilita a discussão, sem moralismos, da “convivência entre a afirmação e a negação, todo o entremeado da fusão e da separação, do diálogo e do argumento, tudo num campo só”. Para ela, “um dos problemas, principalmente, no tempo em que era possível reprimir esse debate, os brancos viravam as costas para as denúncias de racismo e não davam nenhuma resposta. Hoje isso não é mais possível.” A escritora define o racismo na MPB como uma “expressão da sociedade” e relembra letras e performances artísticas do passado como exemplo dessa manifestação. “Tem a música ‘O seu cabelo não nega’, tem Ângela Maria nos anos 1950 se vestindo de baiana, mas de uma forma tão estilizada que parecia que ela estava fantasiada de baiana. ‘Aquarela do Brasil’, de Ary Barroso, também tem versos racistas. Ou seja, músicas consagradas e não apenas as que estão à margem. Ao mesmo tempo tem o rap, o samba e várias expressões artísticas de uma cultura negra extremamente afirmada e afirmativa”.

O “fenômeno” do sertanejo universitário, o aporte financeiro de agropecuaristas que patrocinam o segmento, o apoio de artistas dessa área ao governo Bolsonaro e a racialização pessoal, social e econômica que caracteriza o gênero também esteve em pauta. Mesmo nunca tendo escrito especificamente sobre a questão, Liv entende que “um gênero musical é definido pela sua história e sua trajetória histórica. E não é de agora que a música sertaneja é branca. Essa racialização deve ter se configurado desde o início. Pois, mesmo sendo uma música rural, a população rural não é necessariamente branca. Acredito que esse processo de exclusão deve ter começado nos anos 1930, quando as indústrias estavam completamente nas mãos dos brancos. Eu acho que valeria a pena pesquisar esse processo de exclusão, para saber quais artistas negros que não foram sucesso no gênero, por não terem acesso à indústria”. Sovik observa que a identificação da música sertaneja com o que ela chama de “direita violenta e racista” vem de muito tempo e lembra que a música “Jack, o matador”, sucesso da dupla Léo Canhoto e Robertinho no final dos anos 1960, apresenta a estética da violência como heroísmo. “É quase um proibidão de direita”, avalia.

A pesquisadora esteve no centro de uma polêmica em 2010, quando criticou a “representatividade negra” da cantora Daniela Mercury, que, na sua visão, funciona como porta-voz de uma cultura da qual ela pode ter elementos genéticos, mas não descende do ponto de vista de classe e de origem social. Na ocasião, a pesquisadora fez um estudo dos simbolismos sociais contidos na frase “A cor dessa cidade sou eu”, verso da música “O canto da cidade”, grande sucesso da cantora. “Essa música virou um hino da Daniela Mercury. Eu a ouvi cantando essa música em Salvador, há uns dois anos. Eu acho que muita gente não pensou sobre isso. Ela cantou essa canção junto com o Ilê Ayê, no carro de som do grupo, quando ela já era um sucesso nacional e internacional, e o grupo ainda era mais regional e não estava aceitando brancos. Eu vejo que existe uma identificação de brancos baianos com a cultura negra, que me parece absolutamente sincera. Eu, com o meu olhar de estrangeira, propus um questionamento a respeito. O escândalo que causou a minha declaração foi porque há muito tempo ela é engajada no combate à homofobia e tem uma base de fãs homossexuais que entenderam que eu estava a desrespeitando.”

Fonte: BRASIL 247

sábado, 14 de agosto de 2021

“Infra-mundo subversivo”, com Herbert De Paz

Acervo: Hebert de Paz

Por Amanda Olbel 

Herbert De Paz é um artista visual de El Salvador, que reside em solos brasileiro desde 2013. Traz em seu trabalho questões bem marcadas a respeito da história da América Latina, passando por lugares de memória e imaginário.  Demonstra que sua vontade é questionar e entender a origem dessa representação colonialista de corpos racializados, através das técnicas de colagem, desenho e pintura, e propondo assim uma subversão desse olhar supremacista.

Nos conta que iniciou carreira como técnico em arquitetura e design de produtos, antes de se entender propriamente como artista: coisa que só veio acontecer posteriormente, quando decidiu aprender a falar português para vir cursar Artes Visuais na Universidade Estadual do Rio (UERJ). Na época, sem conhecer nada, nem ninguém, permaneceu por um ano e meio na casa de seu grande amigo Pauan, que o acolheu durante o período. Já em 2014, mesmo não tendo um ateliê próprio, incentivado pela fotografa e amiga Ana Alexandrino, começou a produzir pequenas colagens com os recortes da revista de História da Biblioteca Nacional, e vem desde então, amadurecendo e expandindo essa prática, principalmente com sua série “Iconografia das Sombras”.

Acervo Hebert de Paz

“Esses registros são documentos que ilustram como foi o mundo no passado e eu trago personagens para contar uma história que está nessas imagens. Tem uma responsabilidade na manipulação dessas figuras, e, não tenho interesse em usar imagens de indivíduos racializados sendo violentados. O próprio contexto dessas imagens é de uma violência. Então, eu tento trazer um elo de comunicação entre nós eles, um vínculo que possa trazer fôlego para não esquecermos que ainda estamos disputando as narrativas”

Agora, a respeito da técnica da pintura, o artista revela que sempre foi algo que o instigou e, quando era mais jovem, diz ter sido recorrente o impulso de se aproximar a esses materiais, porém, nunca de fato havia se dedicado a isso até a pandemia se instaurar. Antes disso, trabalhava como assistente da pintora contemporânea visceral, Adriana Varejão, e foi ela que lhe deu de presente as tintas com as quais deu início a sua série “La Puerta de Xibalbá”, usando como referência registros arqueológicos.  Desde 2019, Herbert também compartilha o mesmo teto com a artista plástica assombrosa Marcela Cantuária, por quem se sentiu inspirado a dar início ao seu processo de produção das imagens históricas através da pintura.

Falando um pouco sobre suas escolhas de conteúdo, comenta sobre o fato de historicamente, pessoas negras e indígenas que foram lesadas por esses processos, sempre resistiram, seja na luta física ou na perpetuação dos seus saberes.

Acervo: Hebert de Paz

 “Na escola aprendemos que a História e o passado são coisas absolutas, mas quando entendemos que só nos ensinaram a história dos opressores que “venceram”, encontramos milhares de possibilidades para imaginar o passado a partir de uma herança indígena e negra e por isso estou aqui hoje falando disso. É nesse pensamento que eu cimento a minha produção”.

O artista diz ainda que se propõe a imaginar o mundo de hoje e o continente das Américas, não como blocos separados por limites geo-políticos, e sim, como experiências similares culturais de antes da colonização e o que elas se tornaram depois disso. Comenta em seguida que por ser de El Salvador, um país com similaridades à cidade do Rio, seu entendimento sobre nação sempre se reduziu a um território restrito pela língua e pelas fronteiras, mas que sua vinda ao Brasil, fez com que conseguisse expandir seu pensamento através do contato com novas narrativas: histórias de povos milenares, tanto os nativos do nosso continente, como os que vieram do continente africano.

“É esse encontro de saberes que eu tento trazer no meu trabalho. Gosto muito de pensar em nosso território como “Améfrica” cunhado por Lélia Gonzalez, entendendo que a experiência da colonização pode ser muito similar entre Brasil, o Caribe e a América Central, não é só sobre fronteiras políticas e sim sobre legados ancestrais. Somado a isso também lembro muito do pensamento de Frantz Fanon na hora de fazer meus trabalhos, não citando diretamente mas tá sempre pulsando”.

Acervo: Hebert de Paz

Herbert enfatiza a importância da espiritualidade para os povos milenares, e de como as culturas indígenas e africanas cultuavam às forças da natureza. Diz ter profunda admiração por isso, sendo um dos motivos por incorporar a temática em suas obras. Já a questão da violência se apresenta como uma candeia ao fato de que a colonização não acabou, e foi somente atualizada, e meio essa tragédia, devido a uma predominância do cristianismo e do sistema capitalista, faz parecer de que “os brancos venceram”.

“Mas a luta por emancipação ainda não acabou e eu tento criar diálogos com meus pares. O próprio Fanon insiste em que já que a colonização foi um processo violento, a descolonização será violenta por consequência. Eu consegui formalizar esse pensamento recentemente visitando os textos dele. Acho muito curioso que a leitura das minhas pinturas mais “violentas” geram reações diferentes nas pessoas, tem gente que acha que o trabalho não precisa ir por esse caminho e tem gente que me instiga a fazer mais… aí rola uma identificação ou não, risos. Afinal, nós artistas trabalhamos no campo do simbólico né, então eu também ainda não sei muito bem como a gente incorpora essa violência”. 

Em suas obras, De Paz, incorpora propositalmente nessas imagens uma estética que se aproxima as artes e da cosmovisão das antigas civilizações Mayas. Na descrição de alguns desses trabalhos já antecede um pouco o sentido por detrás da pintura, mas que por si só acabam reverberando com uma atmosfera muito própria, de grande intensidade, usando muitas cores vibrantes. Um dos teus trabalhos mais potentes é o “Guardião do sono”, assim como “Lua Cheia” que foram justamente uns dos trabalhos de abertura da série “La puerta de  Xibalbá”.

Acervo: Hebert de Paz

Na tradição, Xibalbá é o infra-mundo, o lugar dos mortos e da escuridão, assim como o mundo em que vivemos seria o contrário; os antigos Mayas tinham um pensando dual e suas práticas culturais e religiosas eram realizadas para manter o equilíbrio ente os mundos.

“Essa pintura é bem importante para mim porque foi a primeira em que eu quis trazer um ar de misticismo para a pesquisa, eu fiz ela pensando em uma experiência de sonho que tive onde acessei a memórias ancestrais e fiquei por muito tempo com isso na cabeça. Acho que a pintura é bem explicita, é o rosto de um homem com pinturas tradicionais, ele é o guardião, o sonho é a cosmovisão. La Puerta de Xibalbá foi esse sonho que eu tive, era mais um portão gigante do que uma porta. No meu sonho eu cheguei a esse portão e desde o lado fora vi muitas coisas, mas não cheguei a entrar”.

Já no quadro “Lua Cheia”, o artista cria uma fisionomia de transe à deusa Ixchel: o principio feminino da cosmovisão Maya. Ela é a entidade responsável pela fertilidade, a tecelagem, a cura e a magia. É a chave dos mistérios presentes nas fases da Lua que são revelados em sua plenitude. Conta ser uma pintura também muito especial, relacionada a mediunidade e feitiçaria.

Herbert De Paz, é um artista fantástico, tem obras que permanecem se acrescentando e se desenvolvendo com força e realizará agora, em meados de Agosto, uma exposição coletiva na Gentil Carioca, com seus últimos trabalhos de sua produção, incluindo esses mencionados ao longo do texto. Já tendo participado também de exposições individuais e coletivas em galerias como Centro Municipal Helio Oiticica, Despina, Caixa Preta, Parque Lage, Tanya Bonakdar Gallery, entre outras.

O artista compartilha em suas redes sociais fotos pessoais e de seus trabalhos, através do perfil @herbert_depaz. E para acompanhar os próximos artistas da nossa rede, e ter acesso aos anteriores, siga o @planetafoda, frente de mobilização LGBTQIAP+ da Mídia NINJA.

Acervo: Hebert de Paz

Acervo: Hebert de Paz


Fonte: https://midianinja.org

O Delírio Bolsonarista Ameaça o BraZil - Por Wellington Duarte

Wellington Duarte

A prisão de Roberto Jefferson, presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que mergulhou de corpo e alma no bolsonarismo mais violento e chula, com sucessivas postagens ameaçadoras, inclusive com fotos portando diversos tipos de armas, e, que segundo o autor do pedido de prisão, o ministro do STF, Alexandre de Morais, o elemento responderá por nada menos que onze crime, não afetou em nada a desfaçatez a Procuradoria-Geral da República (PGR) que, por meio da subprocuradora Lindora Araújo, disse que o STF não seria o foro competente e, pasmem, repetiu o chavão bolsonarista-fascista que a prisão do indivíduo “cercearia a liberdade de expressão”.

Chega a ser patético a confusão mental dos bolsonaristas, todos eles com postura nazifascista e que acusam o STF de ser, ora nazista, ora comunista. A debilidade mental desses indivíduos delirantes os torna perigosos. Há, também, os espertinhos, como o vice-presidente Mourão que disse candidamente que “mandar prender é complicado”. Não há limites para a degradação moral dos bolsonaristas.
 
Sem o anteparo da PGR, hoje um colchão protetor do nazifascismo bolsonarista, as instituições tentam se defender do presidente da república e, mesmo com forte pressão, vinda nesse momento da CPI da COVID, o Mandrião não arrefece, até porque sua natureza bélica e sua capacidade política limitada, o impedem de forjar maiorias pela negociação. Bolsonaro é a forma mais concreta do caos.
 
As sucessivas derrotas que vem tendo, porém, não fez, e não fará, Bolsonaro mudar o discurso. A maior prova de sua completa incapacidade de se mover politicamente, foi o compromisso que teria assumido com Arthur Lira, de respeitar o resultado da votação sobre o bisonho “voto impresso” e horas depois estava, de novo, soltando faísca na sua live semanal, uma mistura de al-Qaeda com Zorra Total.
 
Sem se importar com o seu entorno, ou seja, o país, cuja metade das famílias já enfrentou, esse ano, algum tipo de insegurança alimentar e que vive sob o pânico da pandemia, o medo do desemprego e o desespero de um “não futuro”, o presidente da república só faz uma coisa: campanha eleitoral permanente. E nas barbas do TSE, que vive soltando notas sobre as mentiras do Mandrião a respeito da segurança das eleições.
 
Nós estamos, como um país, numa situação tão ridícula aos olhos do mundo, que nos olha com temor que caiamos numa ditadura “estilo século XXI”, sem tanques nas ruas, mas com o parlamento e o Judiciário controlados e uma mídia leniente, como aliás foi no Golpe de 2016.
 
A república democrática, nascida dos escombros de vinte e um anos de uma sórdida ditadura, tem enfrentado instabilidades permanentes, com esse presidencialismo de coalizão e com um sistema político confuso, foi trincada pela deposição da presidenta Dilma Rousseff, um conluio abjeto das nossas patéticas elites com interesses externos, representados pelo bando da Lava a Jato, e agora está às portas de ser totalmente destruída, por um político ridículo, cuja existência política é medíocre, e que só está onde está por uma série de fatores que ainda serão explicados.
 
Só há uma única forma de impedir essa catástrofe: união de todos os brasileiros para exorcizar esse ser maléfico das nossas estruturas republicanas e democráticas. E isso já deveria ter sido feito, mas sempre há tempo.

Fonte: Potiguar Notícias

Educação: Direitos de todos, dever do Estado - Por Dr. EVANDRO BORGES - ADVOGADO

A UNDIME – União dos Dirigentes Municipais da Educação – Seção do Estado do Rio Grande do Norte, presidido pela Secretária Municipal de Rio do Fogo/RN, Joária Vieira está promovendo nos dias 23 a 25 de agosto do corrente ano, um evento comemorativo aos trinta e cinco anos da instituição, que será realizado em Natal/RN, capital do Estado no Hotel Escola Barreira Roxa, localizado na Via Costeira, com o título de “Educação: Direito de todos, dever do Estado”.

O evento está programado para os dirigentes municipais da Educação, com inscrição já finalizada e será transmitido pelo canal you tube da organização, com toda estrutura de proteção à saúde em face da pandemia do coronavírus, com a presença de no máximo cento e cinquenta participantes presenciais, com utilização de mascaras, álcool gel, e testagem a ser realizada no ingresso do evento.

A abertura do evento já está confirmada com a presença da Governadora a Profa. Fátima Bezerra, do Secretário de Estado da Educação, Getúlio Marques, o Presidente da UNDIME nacional, Prof. Luiz Miguel, a Diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Básica do MEC, Myrian Caldeira Sartori, o Pres. da FEMURN, Anteomar  Pereira (Babá) que o Prefeito de São Tomé/RN, Ítalo Dutra, Chefe da Educação da UNICEF, Elaine Teixeira da Procuradoria Geral de Justiça, de João Hélio pelo SEBRAE/RN, ´portanto uma Mesa bastante representativa.

As palestras com temas atuais tais como: A ética do cuidado: desafio da educação na pandemia, Programas e Projetos da Secretaria de Educação Básica, Educação empreendedora em tempos de crise (Mesa Redonda), Conviva Educação – ampliação e suporte para dirigentes municipais de Educação e Equipe Técnicas, Novo FUNDEB, SIMEC/P - AR/Obras, Gestão dos Recursos da Educação e Selo UNICEF.

Os palestrantes com autoridade científica, representantes de órgãos e personalidades da Educação, podem ser destacados: Lourdes Atié, Myrian Caldeira Sartori, Tathiana Amorim, Conceição Moreno, Klévia Delmiro, Carlos Eduardo Sanches, Thiago Leopoldo e Verônica Bezerra demonstrando assim o cuidado que foi preparado o evento, construído a muitas mãos.

As Secretarias Municipais de Educação do Estado devem se mobilizar para participar e assistir o evento, para aumentar o conhecimento, saberes e aprendizagens, contribuindo para alavancar procedimentos dentro dos parâmetros da legalidade, da inclusão social, da formação de cidadania, fortalecendo a dimensão da Educação em todo o Estado do Rio Grande do Norte.

Iniciativas como do presente evento é significativa diante das dificuldades impostas pela crise sanitária da pandemia do coronavírus, que paralisou as aulas presenciais, e terminou promovendo um novo momento incorporando as  tecnológias contemporâneas, com as aulas “on line” e agora em face do avanço representativo da imunização através das vacinas, em todo o Estado está se dando o retorno das aulas presencias de modo progressivo e seguro. 

Fonte: Potiguar Notícias

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Fonte: https://blogdeumsem-mdia.blogspot.com

14 de Agosto – Dia do Combate à Poluição

No dia 14 de agosto, é comemorado o Dia do Combate à Poluição. Essa data busca conscientizar e procurar soluções para esse grave problema ambiental.

O Dia do Combate à Poluição é comemorado em 14 de agosto e tem por objetivo alertar todas as esferas da população sobre o grave problema ambiental que enfrentamos e buscar medidas para conter a degradação do nosso planeta.

→ O que é poluição?

A poluição é geralmente definida como a degradação física e química do meio ambiente. De acordo com a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, ela é considerada a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavoravelmente a biota; afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.

Entende-se, portanto, que a poluição é um processo que afeta não só o ambiente, como também todos os seres vivos, incluindo a população humana e suas atividades econômicas e sociais. Diante disso, é essencial que, para a saúde do planeta e das gerações futuras, tomemos medidas rápidas para evitar o aumento das alterações do meio ambiente.

→ Quais são os tipos de poluição?

A poluição não está relacionada apenas com o descarte incorreto do lixo e com o lançamento de poluentes na atmosfera. Existem diversos tipos de poluição, inclusive aqueles conhecidos por muitos apenas como uma perturbação, como é o caso da poluição produzida pelo excesso de sons.

  • Poluição atmosférica: Poluição caracterizada pela alteração da composição do ar e desencadeada, entre outras causas, por indústrias, automóveis e até mesmo fatores naturais, como atividades vulcânicas. Essa poluição relaciona-se com o agravamento do efeito estufa e o surgimento de chuva ácida;
  • Poluição hídrica: Poluição que afeta as propriedades físicas, químicas e biológicas da água, comprometendo a sua qualidade. Uma das principais fontes desse tipo de poluição é o despejo de resíduos urbanos em rios e lagos;
  • Poluição do solo: Essa poluição caracteriza-se pelo acúmulo e infiltração de agentes poluentes no solo. A poluição do solo está muito relacionada com o descarte inadequado de lixo e contaminação por produtos agrícolas, tais como agrotóxicos;
  • Poluição radioativa: é aquela causada pela liberação de algum tipo de radiação. Esse tipo de poluição é o mais grave e está associado a danos sérios à saúde da população afetada, como lesões em tecidos e órgãos, surgimento de tumores e mutações;
  • Poluição sonora: é aquela ocasionada por sons e vibrações de volume muito alto. Apesar de muitas pessoas não darem a devida importância a esse tipo de poluição, ela é grave e pode causar problemas cardíacos e mau humor.
  • Poluição visual: Esse tipo de poluição causa incômodo a quem vê, uma vez que deixa o ambiente carregado. Ela é gerada pelo número excessivo de propagandas, outdoors, posters e cartazes.

→ Como posso contribuir para a diminuição da poluição no planeta?

Muitas vezes, mesmo sem perceber, estamos contribuindo para a poluição do planeta. Quando utilizamos muito o carro ou quando não separamos nosso lixo, por exemplo, estamos ajudando a deixar o planeta cada vez mais sujo.

Podemos fazer nossa parte com atitudes muito simples, tais como:

  • Separar o lixo orgânico e reciclável;
  • Evitar o uso de sacolas plásticas;
  • Reutilizar embalagens sempre que possível;
  • Evitar utilizar o carro, preferindo sempre caminhadas, bicicletas e transporte público;
  • Não jogar lixo nas ruas;
  • Não realizar queimadas;
  • Sempre que possível levar o óleo utilizado na cozinha para postos de coleta apropriados.

Aproveite o Dia do Combate à Poluição e faça também a sua parte!

Fonte: Portal BRASIL CULTURA