Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
Composto por quatro canções inéditas de autoria de Ana Tomaz, o EP “Ventre e Voz” têm lançamento no dia 19 de novembro em todas as plataformas digitais. Com direção musical de Iury Matias e identidade visual de Rita Machado, o Ep foi produzido com apoio do Edital Economia Criativa 2021 do Sebrae RN e tem lançamento pelo selo Dosol.
“Ventre e Voz” marca uma nova fase na carreira da cantora e traz em cada canção uma atmosfera inspirada nas fases da lua.
“A música feita por mulheres é música para todas as pessoas”, cita Ana Tomaz. Por isso “Ventre e Voz” conta com a participação de artistas potentes em sua construção. Na percussão Aiyra, violino e rabeca Tiquinha Rodrigues, flautas nativas Larissa Paraguassú e vocais Clara Menezes e Babi Freire.
Aprofundando as expressões de “Ventre e Voz”, sob direção de Rita Machado e roteiros de Ana Tomaz, seráé lançado o conteúdo audiovisual: uma Web Série e PodCast, ambos com quatro episódios e que contaram com o apoio da Galeria de Arte B612 para sua realização. Eles contextualizam as canções e apresentam de forma poética, intimista e documental, as inspirações, raízes, fragmentos das composições e gravação.
Ana Tomaz é cantora, compositora, artista e doula. Atua na cena musical potiguar desde 2015. Iniciou na música aos 13 anos atuando em corais. Em 2014 iniciou seu percurso enquanto cantora solo se apresentando na cena cultural de Natal e RN. Ana nesse momento dá um novo passo em sua carreia trazendo à tona suas composições. Dessa forma nasce o EP Ventre e Voz, fruto criativo das vivências da artista que traz a marca das experiências e versatilidade da cantora.
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira que procuradores da Lava Jato devolvam recursos gastos em diárias e viagens. O ministro Bruno Dantas, relator da tomada de contas especial, afirmou que houve prejuízo ao erário público e violação ao princípio de impessoalidade. Argumenta que houve modelo “benéfico e rentável” aos integrantes da força-tarefa.
Na decisão, cita “indústria de pagamento de diárias e passagens”. Também alega que o valor era pago “a certos procuradores escolhidos a dedo, o que é absolutamente incompatível com as regras que disciplinam o serviço público brasileiro”.
A apuração teve início após representação do subprocurador-geral do Ministério Público, Lucas Furtado. Parlamentares também questionavam os gastos com diárias e passagens da operação. O TCU concluiu que o modelo de funcionamento das viagens “não representou o menor custo possível para a sociedade brasileira”. Eles não eram removidos para Curitiba e moravam na cidade, recebendo diárias e gastando em passagens todas vezes que se deslocavam para a capital paranaense.
“Resultou em interessante ‘rendimento extra’ em favor dos beneficiários, a par dos elevados valores das diárias percebidas”, diz o subprocurador-geral.
Veja a lista dos procuradores da Lava Jato e os valores recebidos
Cinco procuradores devem ser citados pelo TCU para devolver os valores, que ultrapassam R$ 1,8 milhão. São eles:
• Antonio Carlos Welter: R$ 506 mil em diárias e R$ 186 mil em passagens;
• Carlos Fernando dos Santos Lima: R$ 361 mil em diárias e R$ 88 mil em passagens;
• Diogo Castor de Mattos: R$ 387 mil em diárias;
• Januário Paludo: R$ 391 mil em diárias e R$ 87 mil em passagens;
• Orlando Martello Junior: R$ 461 mil em diárias e R$ 90 mil em passagens.
Rodrigo Janot, que comandava o MPF (Ministério Público Federal) à época, também será citado para devolver os recursos. Deltan Dallagnol também deve ser citado para devolver solidariamente os recursos. Ele supostamente idealizou o modelo de trabalho do grupo de procuradores.
A grandeza do escritor russo, duzentos anos depois, está na investigação meticulosa de como o ser humano processa a maldade e constitui a resistência da civilização a partir dela.
Para Dostoiévski, o mal era um segredo indizível. Disse em Subssoil Memories que existem segredos que confessamos a poucos, outros que não confessamos a ninguém e que nos atormentam escondidos, e aqueles que, como o mal, povoam as mais profundas e ocultas profundezas da alma.
Em grande parte, o mal e o ódio vêm da ofensa e da humilhação, do orgulho ferido. Escrevendo sobre Dostoiévski, o escritor André Gide reconheceu que “a humildade abre as portas do paraíso; a humilhação as do inferno ”.
O orgulho implica o desejo de superioridade e é o núcleo moral do narcisismo, do qual brota a indiferença para com o sofrimento dos outros e o desprezo. A ferida no orgulho desencadeia frustrações e ressentimentos que corroem a consciência.
Sofrer humilhações e ver a dignidade ser retirada pode ser o prelúdio para o surgimento da vergonha e da ruína. Uma sociedade que humilha multiplica os males entre os humilhados. O ódio alimenta o ódio e a miséria material pode levar à miséria moral, como lemos em Humilhados e Ofendidos
Em O Diabo , Giovanni Papini observou que “quem é mais alto também está mais sujeito ao orgulho”. E se Lúcifer foi punido por seu orgulho, “enterrado e confinado na escuridão ilimitada da solidão e do ódio”, o que pensar do desejo ilimitado de ser cada vez mais alto? Para basear nossas vidas no sucesso, na ambição e na inveja do parasita, e teme o fracasso mais do que qualquer coisa?
O desprezo
Em Crime e Castigo , arrogância e deificação significavam que Raskolnikof não tinha escrúpulos em matar uma velha porque a considerava um obstáculo em seu caminho.
Para o mal, os outros nada mais são do que instrumentos que se opõem aos seus fins, coisas que devem ser sacrificadas para alcançar o sucesso. Eles são desprezados porque não são reconhecidos como seres humanos, mas como objetos que nos servem. E quem despreza se sente superior, experimenta um prazer voluptuoso em exercer a dominação.
Fotografia de Hannah Arendt em 1933.
Mesmo a maldade e o desprezo absoluto dos outros podem ser banalizados e feitos todos os dias. O mal pode se tornar uma rotina a seguir, como a filósofa Hannah Arendt explicou sobre o paroxismo do mal que era o nazismo.
E esse desprezo excessivo era também o que, na história, Vlas fazia dois camponeses lutarem pela façanha de cometer o crime mais vil. O que os movia era “a necessidade de chegar ao limite, de almejar fortes sensações que conduzem ao abismo”.
Tédio e liberdade
Se não tivéssemos a liberdade de decidir como somos, o mal não existiria, nem a virtude. Nos personagens de Dostoiévski, a batalha interior sangrenta que surge da capacidade de escolher nosso destino é travada.
E às vezes a infâmia é escolhida, mesmo que seja para sair da rotina. Talvez seja essa necessidade de quebrar a monotonia que nos leva a lutar com os outros. Talvez seja assim que se justifique nossa tendência a rejeitar o descanso e a tranquilidade. Talvez porque muito do mal nasce do tédio, porque preferimos a oportunidade de fazer o mal a não fazer nada. E talvez seja por isso que Blaise Pascal disse:
“Todo o mal humano vem de uma única causa, a incapacidade do homem de ficar quieto em uma sala.”
Escolhemos o abjeto seduzido pelo fascínio da transgressão, daquilo que contraria a norma e a lei. Lemos em Os Irmãos Karamazov :
“Não há nada mais sedutor para o homem do que o livre arbítrio, mas também nada mais doloroso.”
Nesse sentido, os personagens de Dostoiévski estão relacionados à filosofia existencialista de Jean Paul Sartre :
“Estamos condenados a ser livres.”
Amor e ódio
Os personagens de Dostoiévski nunca são planos ou superficiais. Vislumbramos neles a dualidade profunda e paradoxal do ser humano, sua complexa contradição, pois em uma mesma pessoa convergem dois personagens opostos e indissolúveis: o bem e o mal.
É assim que em Os Demônios , o personagem de Stavróguin aponta que ele sente a mesma satisfação em querer fazer uma boa ação e em desejar o mal. Os extremos se encontram e a beleza acaba se fundindo com o grotesco.
Ilustração para Dr. Jekyll e Mr. Hyde , de Robert Louis Stevenson, de Charles Raymond Macauley (1871 – 1934). Wikimedia Commons
Em Dostoiévski, virtude e mal são simultâneos. É assim que o lemos em Doctor Jekyll and Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson: em uma única pessoa encontramos a contradição do céu e do inferno, a luz e a sombra do claro-escuro de Rembrandt.
É sobre a oposição entre uma inclinação para a união e o desejo de destruição. É o que Sigmund Freud chamou de Eros e Thanatos : pulsão de vida e morte.
Acima de tudo, Dostoiévski buscava realização, vida infinita. Por isso mesmo, era insuportável para ele deixar de lado sua dimensão perversa e degradada. Teria sido algo como retirá-lo de uma de suas partes fundamentais. Seus personagens são lançados no precipício moral, na crueldade e na libertinagem do mal. E então o escritor Stefan Zweig avisou :
“Viver bem significa para ele viver intensamente e experimentar tudo, o bom e o mau ao mesmo tempo, e em suas formas mais intensas e inebriantes.”
Dostoiévski explorou esses abismos de maldade em toda a sua crueza. Revelou a verdade secreta do mal, aquele lado que ninguém quer ver cara a cara. Sua leitura não é fácil nem confortável, requer o comprometimento afetivo do leitor. Pode ser que o que ele nos descobre não seja de fato do nosso agrado, que até nos enoja. Mas, como Kafka observou, “um livro deve ser o machado que quebra o mar congelado dentro de nós”. E Dostoiévski sem dúvida provoca uma agitação interna em quem ousa lê-lo.
Lemos em seu romance O Idiota , nascemos para fazer o outro sofrer. No entanto, em O sonho de um homem ridículo , talvez a mais bela de suas histórias, um homem à beira do suicídio sonha com um mundo de harmonia desprovido de baixeza desumana. E embora seja uma ilusão utópica, um paraíso inatingível dada a nossa natureza, aquele “homem ridículo” que não ligava para nada e ninguém acaba dizendo:
“Eu não quero e não posso acreditar que o mal é uma condição normal das pessoas”.
BRASÍLIA – O governo de Jair Bolsonaro retirou a administração da Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios, prédio histórico erguido no arquipélago de Fernando de Noronha, do governo de Pernambuco.
A decisão foi comunicada pelo Ministério da Economia ao governador
Paulo Câmara (PSB), conforme informou a revista Veja. A gestão do
arquipélago é feita pelo governo estadual, sob concessão da União. A
avaliação do Ministério da Economia, porém, é de que foram relatadas
degradações na estrutura e necessidades de novos reparos. Na prática, o
governo federal afirma que a gestão estadual não fez o trabalho como
deveria.
A fortaleza foi erguida sobre as ruínas de uma antiga posição
holandesa do século 17, sendo um exemplar histórico de arquitetura
militar. Entre 2018 e 2019 o forte sofreu intervenção de conservação e
restauro. O contrato do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan), segundo informações do Ministério do Turismo, previa a
aplicação de R$ 10,2 milhões a serem utilizados para a requalificação
total da Fortaleza dos Remédios, com a construção de um novo espaço
cultural e turístico.
A edificação integra o Programa Revive
Brasil, do Ministério do Turismo, destinado à conservação e valorização
do patrimônio imobiliário público, com valor cultural, por meio de
parcerias e concessões com o setor privado para o desenvolvimento de
empreendimentos turísticos.
Em sua decisão, o Ministério da
Economia pediu que eventuais processos licitatórios previstos pelo
governo de Pernambuco para a edificação sejam interrompidos.
O
governador Paulo Câmara é forte opositor de Bolsonaro e a gestão de
Fernando de Noronha tem sido um dos temas de atrito entre os
governantes. No mês passado, o governo pernambucano recorreu à maior
instância judicial do País para barrar a oferta de blocos de petróleo em
áreas localizadas no entorno do Arquipélago de Fernando de Noronha e da
reserva de Atol das Rocas, reconhecidos como patrimônios mundiais da
biodiversidade. Os blocos acabaram sendo leiloados, mas nenhuma empresa
apresentou propostas para explorá-los.
O secretário de Meio
Ambiente do governo de Pernambuco, José Bertotti, disse que o leilão da
Agência Nacional de Petróleo (ANP) ignorava os riscos e atropelava o
processo.
Em março do ano passado, o governo pernambucano
criticou o plano federal de abrir a ilha para cruzeiros marítimos e uma
dúzia de naufrágios artificiais, com propósito de criar novos recifes na
área.
Procurado pela reportagem, o Ministério da Economia não
se manifestou sobre o assunto até o fechamento deste texto. O governo de
Pernambuco também não se pronunciou.
A técnica sueca Pia Sundhage convocou nesta terça-feira, 9, a seleção brasileira para o Torneio Internacional de Futebol Feminino que ocorre entre 22 de novembro e 1 de dezembro. Entre as surpresas está Formiga, que volta à lista das selecionadas para se despedir da amarelinha.
Baiana de Salvador, a jogadora de 43 anos completados se despede da Seleção Brasileira na partida contra a Índia, em Manaus, pelo Torneio Internacional de Futebol Feminino.
Miraildes Maciel Mota, conhecida como Formiga, acumula no currículo, títulos de sobra, como um de Copa América, três ouros de Jogos Pan-Americanos e três de Libertadores da América, duas medalhas de prata olímpicas e muitas conquistas para a modalidade feminina.
A eterna camisa oito da Seleção Brasileira de Futebol Feminino é a recordista de jogos com a seleção brasileira (entre homens e mulheres), de participações em Copas do Mundo (sete) e Olimpíadas (seis, que logo serão sete, já que irá para os Jogos de Tóquio). Além disso foi campeã potiguar pelo América na sua rápida passagem em 2012 no time feminino alvirrubro.
Formiga tem 233 jogos pela seleção e é a futebolista, entre masculino e feminino, com maior número de jogos pela Seleção Brasileira, segundo dados da CBF. Desde os 18 anos que a atleta veste a amarelinha em campo.
Uma das maiores volantes do futebol brasileiro, se tornou uma história viva em campo ao quebrar diversos recordes, entre eles: a única jogadora que participou de todas as edições do futebol feminino nas Olimpíadas. Além de ser a futebolista, entre homens e mulheres, mais velha a disputar os jogos, com 43 anos de idade.
Em 2015 foi homenageada, junto a Marta, pelo Museu do Futebol ao integrar a Sala Anjos Barrocos que até o momento era exclusiva de jogadores masculinos. Na sessão, se encontra 27 jogadores espetaculares da história do futebol brasileiro.
Seu legado vai além do campo, enquanto houver meninas querendo jogar bola, Formiga será referência de luta e persistência.
Morro do Careca, cartão postal de Natal, num dia de neblina e chuvas. Foto: Brechando.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a menor temperatura registrada na cidade de Natal foi de 10,6 °C. Isso foi em 9 de outubro de 1967. O mesmo instituto ainda diz que a maior temperatura foi de 35,9 °C em 25 de dezembro de 2006.
Pois é, meus amigos, há 50 anos atrás já sentimos um frio de 10 graus, isso segundo pesquisa da jornalista Lara Paiva para o site Brechando.com. Uma outra temperatura, também bem abaixo da normal, foi registrada na cidade no dia 28 de junho de 1959: 14,8 graus.
E você? Já passou algum frio em Natal? Conte como foi.
Com um aperto de mãos e votos de boa sorte, a governadora Fátima Bezerra transferiu o comando do Estado para o vice-governador Antenor Roberto, e embarcou neste domingo (07) à noite para uma agenda administrativa de três dias na Dinamarca, voltada para os negócios na área de energias renováveis. Em Copenhague, a governadora terá reuniões com representantes da Agência de Energia da Dinamarca, da Dansk Industri (Federação das Indústrias) e de empresas interessadas em investir no Rio Grande do Norte.
"A expectativa desta viagem é muito boa. Vamos trazer investimentos para gerar mais empregos para o povo do Rio Grande do Norte", disse Fátima, que antes da transmissão do cargo teve uma reunião reservada com o vice. "Com certeza, o Rio Grande do Norte estará em boas mãos, como sempre." Esta é a terceira viagem ao exterior da governadora em missão oficial.
No dia anterior ao embarque, Fátima recebeu do senador Jean-Paul Prates e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado, que estão em missão oficial na Noruega, a confirmação de que a empresa Scatec Solar vai investir R$ 1,6 bilhão no projeto Mendubim para geração de energia limpa. A instalação da planta solar vai gerar 532 MW de energia em seu pico e deve criar 1.200 empregos durante a fase de implantação, no município de Assu.
No primeiro semestre deste ano, o RN captou R$ 6,56 bilhões em contratos para energias renováveis e caminha para fechar o ano com cerca de R$ 13 bilhões em 2021.
Líder nacional em potência instalada (6,0 Gigawatts) em eólica, sendo o principal gerador e exportador dessa fonte para o Sistema Elétrico Nacional, o RN tem uma matriz energética composta por 87% de fontes renováveis e um potencial ainda não explorado de geração de energia offshore (no mar) estimado em 140 gigawatts.
Com o objetivo de aumentar a participação de novas fontes em sua matriz elétrica e abrir novos mercados para geração de energia limpa, o Estado vem incentivando o desenvolvimento da energia eólica offshore (no mar). Atualmente, estão em fase de licenciamento/autorização nos órgãos ambientais quatro grandes complexos eólicos offshore na Costa Potiguar.
Em resposta a correspondências enviadas pelo Governo do RN, o embaixador do Brasil junto ao Governo da Dinamarca e à República da Lituânia, Rodrigo de Azeredo Santos, parabenizou o Estado pelo trabalho desenvolvido na área das energias renováveis, e classificou a visita da delegação potiguar como "uma grande oportunidade de prospectar novos investimentos, bem como de ampliar as parcerias com algumas empresas dinamarquesas já presentes no território do RN, como é o caso da Vestas com o seu centro de treinamento e manutenção [em Parnamirim]."
No exercício do cargo durante toda a semana, a primeira agenda de Antenor Roberto será na manhã desta segunda-feira (08), quando participa da solenidade de lançamento da Plataforma ADA para integração de pesquisas clínicas.
Infelizmente, a sua realidade, a nossa realidade, a realidade de milhões de brasileiros e brasileiras não é a de um mundo ideal. O mundo real é bem cruel para a maioria das pessoas. Um verdadeiro pesadelo.
O mundo ideal não seria injusto, cheio de discriminações, preconceitos, desigualdade social, não haveria corrupção, egoísmo, inseguranças, nem essa distinção entre ricos, pobres e miseráveis, que tanto massacra o ser humano. Seria um verdadeiro sonho.
A nossa sociedade é bastante dividida e as pessoas são tratadas conforme sua classificação de renda. A dignidade humana vive esfolada por conta disso, afinal muitos não têm sequer suas necessidades básicas satisfeitas.
Em um mundo ideal, as pessoas teriam uma vida melhor - com saúde, com a geladeira e o armário abastecido com alimentos, teriam educação, segurança, trabalho, viveriam melhor no sentido real.
Nesse mundo ideal, com esforço, empenho, engajamento, trabalho e dedicação, as pessoas poderiam correr em busca do seu lugar ao sol, mas sem a necessidade de se sacrificar, de “sangrar” para alcançar suas conquistas.
O mundo ideal seria aberto a escolhas e não imposições, alienação e crueldade. Seria um lugar em que de fato poderíamos exercer o livre arbítrio em plenitude diante de oportunidades e igualdade.
No caso, o “se dar mal” seria uma escolha da pessoa. Passar fome, frio, privação; não crescer pessoal e profissionalmente seria uma escolha, e não um imperativo das diferenças sociais.
Poderia até haver diferenças, exatamente por conta da livre escolha de ser bem ou mal-sucedido, mas todos, certamente viveriam melhor e com dignidade. E mesmo aqueles mais bem-sucedidos não pisariam nos demais.
Tão utópico, não é mesmo? Há muitos questionamentos sobre como realizar o sonho de ter e viver em um país melhor, de transformar a realidade, não em um conto de fadas, mas em uma história de resgate da dignidade humana.
Não, definitivamente não tem sido fácil viver no mundo real desse nosso Brasil. E ainda ver que essa realidade escancarada é tão distante do que seria minimamente ideal para o ser humano viver dignamente.
Por isso, no dia 18 de novembro, quinta-feira, às 20h (horário de Brasília), Eduardo Moreira promoverá UM DEBATE SOBRE O BRASIL PROFUNDO, que será gratuito e transmitido ao vivo.
Será uma verdadeira aula sobre as mazelas sociais que afetam nosso povo e contaremos com a presença de Leonardo Boff, um dos maiores teólogos do mundo e João Pedro Stédile, fundador e coordenador do MST.
Você não pode perder!
PS.: Se você está aqui é porque quer abrir os olhos para a realidade do nosso Brasil, certo? Então, aproveite também e entre em nosso grupo do WhatsApp para receber materiais complementares ao tema. Se você já estiver não precisa se preocupar, mas se ainda não fez isso, clique no link abaixo e ative entre agora mesmo.
A INTERSINDICAL CENTRAL DA CLASSE TRABALHADORA vêm a público se solidarizar com a Deputada Estadual Andreia de Jesus (PSOL/MG) frente às graves ameaças que tem sido vítima nos última semana em razão da sua atuação à frente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Andreia de Jesus ocupa hoje o cargo de Presidenta da referida Comissão e tem atuado de maneira exemplar na luta pela garantia de direitos para toda a sociedade mineira, com destaque para o diálogo com as demandas históricas da classe trabalhadora e setores mais vulneráveis da população de Minas, como quilombolas, comunidades indígenas e moradores e moradoras de periferia.
Tal atuação tem causado o ódio daqueles que negam o respeito universal aos direitos humanos e às condições dignas de vida para todos. Ódio que agora se manifesta por ameaças à vida, injúria e ofensas contra a deputada feita nas redes sociais.
A extrema-direita bolsonarista mais uma vez mostra sua face mais covarde, atacando mais uma liderança popular cujo trabalho é defender intransigentemente a vida e a dignidade.
Neste sentido, nós, da Intersindical, nos somamos às dezenas de entidades e movimentos em defesa do direito de lutar por direitos; o direito da companheira Andréia seguir o trabalho para a qual foi eleita.
Exigimos investigação e responsabilização dos autores de ameaças e injúrias contra a Deputada Andréia de Jesus.
Por Marcos Aurélio Ruy (Foto: Racionais MCs/Divulgação)
Nesta edição, as três canções selecionadas constam da trilha sonora do filme Marighella (2019), de Wagner Moura. E como brinde de uma memória musical, Bom Conselho de Chico Buarque, que não está no filme, mas poderia.
Essas músicas reforçam a sensação de ação e de chamamento para a resistência. Como canta Gonzaguinha (1945-1991) sobre a tentativa de apagar da história a resistência contra a ditadura (1964-1985) .
“Uma crença num enorme coração/Dos humilhados e ofendidos/Explorados e oprimidos/Que tentaram encontrar a solução/São cruzes sem nomes, sem corpos, sem datas/Memória de um tempo onde lutar por seu direito/É um defeito que mata” (Pequena Memória Para Um Tempo sem Memória).
Pela memória dos que tombaram em defesa da liberdade e da justiça, essas canções comovem tanto quanto levam a reflexões sobre a atualidade e a necessidade de enterrar o fascismo de vez. Mais uma vez aprecie sem nenhuma moderação e se puder assista ao filme de Wagner Moura.
Nação Zumbi
O grupo pernambucano Nação Zumbi e Chico Science (1966-1997) com seu som singular cantam que “O medo dá origem ao mal/O homem coletivo sente a necessidade de lutar/o orgulho, a arrogância, a glória/Enche a imaginação de domínio/São demônios, os que destroem o poder bravio da humanidade”.
“Modernizar o passado
É uma evolução musical
Cadê as notas que estavam aqui
Não preciso delas!
Basta deixar tudo soando bem aos ouvidos
O medo dá origem ao mal
O homem coletivo sente a necessidade de lutar
o orgulho, a arrogância, a glória
Enche a imaginação de domínio
São demônios, os que destroem o poder bravio da humanidade
Viva Zapata!
Viva Sandino!
Viva Zumbi!
Antônio Conselheiro!
Todos os panteras negras, Lampião, sua imagem e semelhança
Eu tenho certeza, eles também cantaram um dia”
Monólogo ao Pé do Ouvido (1994), de Chico Science; canta Nação Zumbi
Racionais MCs
Já o grupo da periferia de São Paulo, Racionais MCs homenageia Marighella com esse rap. Suas canções têm melodias e poesias fortes, marcantes. Aqui o grupo canta que “nosso lema é unir as forças revolucionárias/(Em qualquer parte do Brasil, compatriotas de todas partes/Podem surgir dos bairros, das ruas, dos conjuntos residenciais/Das favelas, mocambos, malocas e alagados/A missão de todos os revolucionários é fazer revolução”.
“Carlos Marighella
Carlos Marighella essa mensagem é para os operários de São Paulo
Da Guanabara, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande Do Sul
Incluindo os trabalhadores do interior
Para criar o núcleo do exército de libertação
Carlos Marighella, Carlos Marighella
Carlos Marighella (Carlos Marighella) o poder pertence ao povo
(Carlos Marighella) nosso lema é unir as forças revolucionarias
(Em qualquer parte do Brasil, compatriotas de todas partes
Podem surgir dos bairros, das ruas, dos conjuntos residenciais
Das favelas, mocambos, malocas e alagados
A missão de todos os revolucionários é fazer revolução
Cada patriota deve saber manejar sua arma de fogo
(Carlos Marighella) aumentar sua resistência física (Carlos Marighella)
O principal mesmo para destruir seus inimigos é aprender a atirar
(Carlos Marighella)
Carlos Marighella, atenção, atenção, atenção
A postos para o seu general
Mil faces de um homem leal (vamo! Oi!)
A postos para o seu general
Mil faces de um homem leal
Protetor das multidões
Três encarnações de célebres malandros
De cérebros brilhantes
Reuniram-se no céu
O destino de um fiel, se é o céu o que Deus quer
Consumado, é o que é, assim foi escrito
Mártir, o mito ou Maldito sonhador
Bandido da minha cor
Um novo Messias
Se o povo domina ou não
Se poucos sabiam ler
E eu morrer em vão
Leso e louco sem saber
Coisas do Brasil, super-herói, mulato
Defensor dos fracos, assaltante nato
Ouçam, é foto e é fato a planos cruéis
Tramam 30 fariseus contra Moisés, morô
Reaja ao revés, seja alvo de inveja, irmão
Esquinas revelam a sina de um rebelde, óh meu
Que ousou lutar, honrou a raça
Honrou a causa que adotou
Aplauso é pra poucos
Revolução no Brasil tem um nome
Vejam o homem
Sei que esse era um homem também
A imagem e o gesto
Lutar por amor
Indigesto como o sequestro do embaixador
O resto é flor, se tem festa eu vou
Eu peço, leia os meus versos, e o protesto é show
Presta atenção que o sucesso em excesso é cão
Que se habilita a lutar, fome grita horrível
A todo ouvido insensível que evita escutar
Acredita lutar, quanto custa ligar?
Cidade chama vida que esvai por quem ama
Quem clama por socorro, quem ouvirá?
Crianças, velhos e cachorros sem temor
Clara meu eterno amor, sara minhas dores
Pra não dizer que eu não falei das flores
Da Bahia de São Salvador Brasil
Capoeira mata um mata mil, porque
Me fez hábil como um cão
Sábio como um monge
Antirreflexo de longe
Homem complexo sim
Confesso que queria
Ver Davi matar Golias
Nos trevos e cancelas
Becos e vielas
Guetos e favelas
Quero ver você trocar de igual
Subir os degraus, precipício
Ê vida difícil, ô povo feliz
Quem samba fica
Quem não samba, camba
Chegou, salve geral da mansão dos bamba
Não se faz revolução sem um fura na mão
Sem justiça não há paz, é escravidão
Revolução no Brasil tem um nome
A postos para o seu general
Mil faces de um homem leal
A postos para o seu general
Mil faces de um homem leal
Nessa noite em São Paulo um anjo vai morrer
Por mim e por você, por ter coragem de dizer
Todos nós devemos nos preparar para combater
É o momento para trabalhar pela base
Mais embaixo pela base
Chamemos os nossos amigos mais dispostos
Tenhamos decisão
Mesmo que seja enfrentando a morte
Por que para viver com dignidade
Para conquistar o poder para o povo
Para viver em liberdade
Construir o socialismo, o progresso
Vale mais a disposição
Cada um deve aprender a lutar em sua defesa pessoal
Aumentar a sua resistência física
Subir ou descer
Numa escada de barrancos
A medida que se for organizando a luta revolucionária
A luta armada, a luta de guerrilha
Que já venha com a sua arma
(Atenção)
Muito obrigado Marighella pela sua participação (Carlos Marighella)
Muito obrigado Carlos Marighella
Carlos Marighella
Eh Marighella agradecemos-lhe pela sua participação para o Brasil
Que com estes princípios se pode obter as mudanças
Carlos Marighella hoje vem para falarmos a cerca da conferência da Orla
Marighella que impressões você teve da conferência
Marighella em que outro aspecto você considera importante
Entre os vários temas tratados na conferência da OLAS?
Marighella e sobre a questão da tomada do poder pelas forças revolucionárias
Também discutida na OLAS?
O que você tem a dizer a respeito?
Marighella, passando a outro ponto
Muito obrigado Marighella pela sua colaboração com o nosso programa!
Mil Faces de Um Homem Leal (Marighella, 2012), de Mano Brown; canta Racionais MCs
Gonzaguinha
Como um dos grandes nomes da MPB, o carioca Gonzaguinha mostra toda a sua força poética com esta poesia cantada de modo pujante. No filme, leva às lágrimas. Afinal são memórias “de um tempo onde lutar por seu direito é um defeito que mata”.
Memória de um tempo onde lutar
Por seu direito
É um defeito que mata
São tantas lutas inglórias
São histórias que a história
Qualquer dia contará
De obscuros personagens
As passagens, as coragens
São sementes espalhadas nesse chão
De Juvenais e de Raimundos
Tantos Júlios de Santana
Uma crença num enorme coração
Dos humilhados e ofendidos
Explorados e oprimidos
Que tentaram encontrar a solução
São cruzes sem nomes, sem corpos, sem datas
Memória de um tempo onde lutar por seu direito
É um defeito que mata
E tantos são os homens por debaixo das manchetes
São braços esquecidos que fizeram os heróis
São forças, são suores que levantam as vedetes
Do teatro de revistas, que é o país de todos nós
São vozes que negaram liberdade concedida
Pois ela é bem mais sangue
Ela é bem mais vida
São vidas que alimentam nosso fogo da esperança
O grito da batalha
Quem espera, nunca alcança
Ê ê, quando o Sol nascer
É que eu quero ver quem se lembrará
Ê ê, quando amanhecer
É que eu quero ver quem recordará
Ê ê, não quero esquecer
Essa legião que se entregou por um novo dia
Ê eu quero é cantar essa mão tão calejada
Que nos deu tanta alegria
E vamos à luta.
Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória (1981), de Gonzaguinha
Chico Buarque
Depois de publicar esta matéria no site Rádio Peão Brasil e atendendo a pedido do editor do Portal CTB, veio à memória esta canção de Chico Buarque, que não faz parte do filme, mas poderia. Um brinde aos leitores da CTB. Chico que se recupera de uma cirurgia, sempre esteve e continua na resistência ao fascismo.
“Inútil dormir que a dor não passa/Espere sentado, ou você se cansa/Está provado, quem espera nunca alcança” e a censura não percebeu.
Ouça um bom conselho, que eu lhe dou de graça Inútil dormir que a dor não passa Espere sentado, ou você se cansa Está provado, quem espera nunca alcança Venha meu amigo, deixa esse regaço Brinque com meu fogo, venha se queimar Faça como eu digo, faça como eu faço Haja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo, vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento na minha cidade Vou pra rua e bebo a tempestade Vou pra rua e bebo a tempestade Vou pra rua e bebo a tempestade