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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

VÍDEO – “Já estou de Lula”, diz Caetano no Roda Viva - por Pedro Zambarda de Araujo -


Veja o Caetano
Caetano Veloso. Foto: Reprodução/Twitter

Em entrevista no programa Roda Viva, a jornalista Vera Magalhães perguntou ao cantor Caetano Veloso em quem ele vai votar e apoiar nas eleições de 2022, lembrando que o ícone da MPB já apoiou Ciro Gomes, Marina Silva e até Fernando Henrique Cardoso. O programa foi exibido nesta segunda (20).

O que disse Caetano?

“Já estou de Lula.

As coisas já estão configuradas.

Meu coração está com Lula e está com Ciro. Entende?”.

Vera então pergunta sobre a operação da Polícia Federal contra Ciro Gomes, acusando o ex-ministro de envolvimento em supostos escândalos de corrupção na Copa do Mundo.

“Eu acho suspeita”, completa ele.

Veja o momento da resposta.

A Verdade do Natal


A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à festa.

Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.

Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.

A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol.

Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos.

Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.

A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, o culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.

Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo.

E, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

Solstício cristão

As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito.

Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado.

“Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.

Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.

Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.

Nasce o Papai Noel

Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu.

Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.

Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.

Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data.

Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo. Mas nem todos gostaram da idéia.

Natal fora-da-lei

Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.

Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.

Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.

A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo.

Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.

Tio Patinhas

Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.

Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial.

Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal na televisão, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.

Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam.

Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Tradição da Ceia de Natal no Brasil

Conforme consta na literatura, há centenas de anos, os europeus deixavam a porta de sua casa aberta no dia de Natal para que os peregrinos e viajantes entrassem e, junto com a família e confraternizassem nesse dia.

Aí está o porquê de o Natal ser uma data de confraternização entre amigos e familiares. E o prato mais clássico servido nessa ocasião é o peru.

O consumo dessa ave se originou nos EUA. Lá, o peru é um prato tradicionalmente servido no Dia de Ação de Graças, uma data muito importante para os americanos, e essa tradição veio para o Brasil.

Os índios americanos já criavam perus antes de ocorrer a colonização inglesa.

Durante a colonização, os índios serviram peru para comemorar a primeira grande colheita, e assim surgiu o hábito de consumir peru para celebrar datas importantes.

Outros alimentos tradicionais do Natal são as frutas secas, as nozes, as castanhas e o panetone. Este foi criado na Itália, mas não se sabe exatamente sua origem. Existem várias versões.

Mas, independentemente das lendas em torno da história do panetone, ele está sempre presente nas mesas de Natal de todo brasileiro.

O banquete do natal varia conforme a região do Brasil, do sul ao nordeste, adaptando os pratos tradicionais de suas terras com os alimentos típicos oferecidos na data especial, na qual todos se reunem para comemorar.

O banquete do natal varia conforme a região do Brasil, do sul ao nordeste, adaptando os pratos tradicionais de suas terras com os alimentos típicos oferecidos na data especial, na qual todos se reunem para comemorar o aniversário do menino Jesus.

A ceia de natal brasileira incorporou várias receitas locais como a rabanada e o bolinho de bacalhau, que chegou ao país com a colonização portuguesa

Mas uma ceia tradicional precisa ter também assados como peru, pernil, leitão, lombo, e doces diversos. Também é tradição o vinho e o champanhe, gelados. Cada país preserva costumes variados em relação a Ceia de Natal. Vem dos americanos a tradição do peru. Nozes, castanhas, amêndoas e avelãs são costumes europeus, que também preenchem as mesas brasileiras. A história mostra que na Roma antiga, era costume presentear amigos e parentes com estas frutas secas, como forma de desejar boa sorte.

QUE ESTE ANO SEJA UM NATAL BEM BRASILEIRO…

Feliz Natal!

Natal brasileiro, sem nada estrangeiro,

Calor de dezembro, sem neve, sem frio.

Natal todo nosso, com sinos tocando

As velhas matrizes do nosso Brasil.

Feliz Natal!

Na hora da ceia não sirva peru,

Sirva um bom café, vatapá, caruru.

Família reunida, contente da vida,

Que bom festejar, festejar o Natal a cantar

(“Não há, o gente, oh não…”)

Natal tão bonito, Natal tão azul.

Luar do sertão e o Cruzeiro do Sul

A iluminar o Brasil por inteiro.

Eu quero este ano, ver Papai Noel

de Verde-Amarelo,

chegar alta noite e em cada chinelo

deixar o orgulho de ser brasileiro!

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

domingo, 19 de dezembro de 2021

Qual a origem da praia de Ponta Negra em Natal - RN ? - Henrique Araújo -

 

Qual a origem da praia de Ponta Negra em Natal - RN?

A praia de Ponta Negra é famosa mundialmente, principalmente por ajuda do seu emblemático Morro do Careca, uma duna enorme que recebeu esse nome por um conceito antigo: o da aparência semelhante a uma pessoa careca, ou melhor, pelo menos calva.

Mas como surgiu a praia e seu nome? Uma das primeiras referências históricas a praia de Ponta Negra é a descrição do período da ocupação holandesa, em 1633. Registros de 1877 falam que existia uma casa de oração na povoação da “Ponta Negra”, que era uma escola pública exclusiva para o sexo masculino.

Praia de Ponta Negra (Natal-RN) nos anos 1920. Foto: Luis Grevy. Acervo: Jaeci Emerenciano.

Estima-se que, até o século passado, a Vila de Ponta Negra, centro do bairro, era habitada quase que somente por indivíduos ligados à atividade pesqueira, entre pescadores, ajudantes, suas companheiras e etc. Mas lá também haviam roçados para ajudar na economia doméstica, além do trabalho de renda de almofadas feitas por mulheres artesãs.

Após a Segunda Guerra Mundial, com a forte influência norte-americana na cidade de Natal de apreciar a praia, tomar banhos de mar, e etc, foram iniciadas construções de casas de veraneio. O desenvolvimento da Vila, núcleo do povoamento da área, teve início na década de 40. Nesse período, o Governador José Varela construiu o primeiro chafariz, localizado atrás da igreja e reconstruído, em 1931, pelo Bispo Dom Marcolino Dantas. Mais tarde, outro chafariz foi construído na Rua do Corrupio e aí foi implantada a energia elétrica.

Praia de Ponta Negra (Natal-RN) antigamente. Foto: Jaeci Emerenciano.

Só por volta da década de 90 foi que o turismo começou a se desenvolver no bairro, e alguns anos depois chegaram investimentos estrangeiros, principalmente italianos, portugueses e outros europeus.

Existem duas teorias para a origem do nome “Ponta Negra”. A primeira conta que, na época das grandes navegações, os Portugueses avistaram aquela região da costa com a característica de possuir pontas de pedras negras surgindo da água, por isso, o nome da região virou “ponta” Negra.

A segunda possibilidade diz que em meados do século XIX houve uma eventual proibição da importação de escravos africanos ao Brasil, pela qual surgiram pontos clandestinos de desembarque, e um deles seria naquele ponto do litoral, ficando o nome Ponta “Negra”. E você em qual teoria acredita mais?

E se você gostou não deixe de ver este lindo post com 5 comparações de fotos antigas e recentes de Ponta Negra [pelo mesmo ângulo]

Com informações de Praiamar Hotéis

Fonte: https://curiozzzo.com

Governo do RN reabre as portas do TAM com sessão para operários - " CONFIRA PROGRAMAÇÃO!" - Eduardo Vasconcelos - Presidente do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN


FAPERN/RN

Ação inédita do Governo do RN reabre as portas do TAM com sessão para os operários das obras de reforma

“É com grande satisfação que a gente recebe esse convite da governadora para estar aqui. Isso é uma forma de reconhecimento para nós que trabalhamos”. A fala de Carlos Alexandre expressa a emoção dos operários que atuaram na restauração do Teatro Alberto Maranhão (TAM). Depois de seis anos fechado para reforma, a reabertura do prédio centenário aconteceu nesta sexta-feira (17), com um espetáculo direcionado estritamente aos trabalhadores das obras e seus familiares. Para a grande maioria dos trabalhadores, é a primeira vez que frequentam um teatro.

“Essa pré-estreia tem a marca de um governo realmente de perfil popular. O primeiro espetáculo é dedicado aos operários, aos trabalhadores e trabalhadoras que construíram essa reestruturação”, ressaltou a governadora Fátima Bezerra.

Parafraseando a letra da música “Cidadão”, poeta baiano Lúcio Barbosa, interpretada em sessão especial de reabertura do TAM por Genildo Costa, o Governo do Rio Grande do Norte abre as portas para os trabalhadores que puseram a massa, fizeram cimento e ajudaram a rebocar uma obra de imensa relevância para a cultura e para a história do Estado.

“Nós estamos quebrando paradigmas ao abrir o Templo da Cultura do Estado justamente para os trabalhadores. Algo que começa hoje mas continua, porque todos os espetáculos, todos os eventos que foram de responsabilidade da Fundação José Augusto nós garantimos cotas de ingressos para alunos de escolas públicas”, afirmou o presidente da Fundação José Augusto (FJA), Crispiniano Neto.
A sessão especial contou com os shows de Jessier Quirino e Forró Meirão, além da interpretação por Genildo Costa das canções “No Brasil de Canto a Canto tem suor Nordestino”, do poeta potiguar Antônio Francisco, e “Cidadão”, do poeta baiano Lúcio Barbosa que foi eternizada na voz de Zé Geraldo. Aécio Cândido, recitou “O Operário em construção”, de Vinícius de Morais, e o poeta Antônio Francisco também se apresentou.

A restauração do TAM custou R$ 2,5 milhões viabilizados pelo acordo de empréstimo junto ao Banco Mundial. E, pela primeira vez, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) fiscalizou as obras, para garantir a preservação da história do teatro.
História
O Teatro Alberto Maranhão foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte. Inicialmente chamado de Teatro Carlos Gomes, começou sua construção em 1898, sendo inaugurado pelo Governador Alberto Maranhão em 24 de março de 1904.

Em 1957, então denominado de Teatro da Municipalidade, o prefeito de Natal, Djalma Maranhão mudou seu nome para Teatro Alberto Maranhão.

Em mais de cem anos de existência, o TAM recebeu os maiores nomes da dança, música e dramaturgia, sendo considerado por artistas nacionais como um dos mais belos teatros públicos do Brasil.

Programação

Além da sessão especial para os operários que atuaram nas obras do prédio, antes da abertura oficial para o público, será realizada uma solenidade oficial no sábado (18), a partir das 19h, com a presença de autoridades e convidados.

Com uma programação gratuita até o dia 23, o primeiro evento aberto ao público ocorre domingo (19), às 18h. Os ingressos são gratuitos e precisam ser retirados pelo site Sympla.

 19/12 - Horário: 18h - Concerto Oficial da Orquestra Sinfônica do RN
 20/12 - Horário: 19h - Mostra de curtas-metragens da Lei Aldir Blanc RN
 21/12 - Horário: 19h - Cantata Brincante do Sesc
 22/12 - Horário: 19h - Quarta da Dança
 23/12 - Horário: 19h - Ópera “O Empresário” – Grupo Lyricus

Fonte: http://www.cultura.rn.gov.br

Mariana Félix: Slam é uma ferramenta para a democratização da leitura

Escritora e poeta falou sobre sua trajetória, batalhas de rua de poesia e a importância da produção literária da periferia; veja vídeo na íntegra.

Opera Mundi - No programa SUB40 desta quinta-feira (16/12), o jornalista Breno Altman entrevistou a escritora e poeta formadora do projeto Slam Interescolar Mariana Félix.

Ela contou que quis ser escritora desde pequena, mas via a literatura e, sobretudo, a poesia, como coisas distantes, de linguagens rebuscadas. Em 2014, quando conheceu os slams e os saraus, “ressignifiquei minha relação com a literatura”.

Os slams são batalhas de poesia dos quais qualquer um que possua três poemas autorais de até três minutos cada pode participar gratuitamente. Eles acontecem na rua, “a maioria nas quebradas”. Não é permitido usar nenhum instrumento, objeto, cenário ou fantasia, “é só você, seu corpo e a palavra”.

Os poetas são avaliados por um júri popular, escolhido aleatoriamente entre aqueles que estão assistindo — também de forma gratuita —, recebendo notas de zero a dez e, ao final da batalha, sai um campeão ou campeã. Os prêmios variam, mas em geral são livros, conforme explicou Félix.

Ela falou sobre seu aprendizado com o slam: “Me deu a noção de que sou uma pessoa, noção de luta de classe, de feminismo, me fez me enxergar pela primeira vez como uma pessoa preta. As poesias têm três minutos então têm muito conteúdo. A poesia é uma ferramenta. Quando eu cheguei, havia poucas mulheres, hoje elas tomaram a cena de assalto. Eu não li grandes feministas, mas aprendi sobre feminismo na rua”.

A escritora reforçou que o slam faz com que os participantes entendam de política sem que pareça ser uma conversa sobre política, estimula a cidadania, e argumentou que essa expressão literária, típica da periferia, é importante para a democratização da leitura “e para combater o analfabetismo funcional, porque existe um déficit de compreensão de texto, um déficit em se expressar por escrito com coerência”.

Slam Interescolar

Assim, o slam, além de seus livros — que ela escreve e vende de forma totalmente independente —, é o outro foco da vida profissional de Félix, uma das dez poetas formadoras do projeto Slam Interescolar. 

O projeto consiste em montar batalhas de slam em escolas públicas da periferia. Há um encontro inicial com os alunos para explicar a dinâmica, e um segundo encontro que é o slam em si, assistido por todo colégio.

“A recepção dos estudantes é extraordinária. Os professores e diretores nos dizem que a escola muda quando entra o slam. Os jovens começam a colocar na mesa bullying, racismo, machismo e isso muda o ambiente escolar. Além de que os estudantes se sentem protagonistas das próprias histórias, se sentem valorizados. Quando alguém te ouve em silêncio, você sente que é importante, e isso é muito significativo principalmente no ambiente da periferia”, destacou.

Ela afirmou que o projeto não tem tanto sucesso em escolas particulares. Existiram algumas tentativas, mas os adolescentes acabam sendo censurados ou tolhidos pelos pais, “há um controle sobre o conteúdo que escrevem”. Mas, “tudo bem”, ponderou a escritora, “é uma expressão cultural da periferia de qualquer forma”.

O slam e a esquerda

Félix também refletiu sobre as formas como o slam poderia contribuir para a luta da esquerda, e apontou para o aspecto da comunicação, “em que a esquerda sempre peca”.

“A esquerda, quando se expressa, principalmente quando é uma esquerda intelectual, não se utiliza de ferramentas objetivas, usa termos academicistas que uma população com precariedades não tem condições de entender. Acho que o slam traz essa comunicação mais direta sem deixar de ser lírico. O slam é lindo porque é simples”, reforçou.

Diante de um possível novo governo de esquerda, a escritora ainda discorreu sobre a necessidade de novas políticas culturais. Ela frisou a importância de eleger um governo de esquerda em São Paulo, especificamente, para a implementação formal do slam nas grades extracurriculares das escolas públicas e aumentar a quantidade de editais de financiamento para projetos literários, como o Slam Interescolar — “isso causaria um impacto importante para diminuir o analfabetismo funcional”.

Fonte: BRASIL 247

sábado, 18 de dezembro de 2021

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - UBES - "UMA HISTÓRIA DE LUTA!" - EDUARDO VASCONCELOS - PRESIDENTE DO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN



Rozana Barroso

Presidenta

@rozana.barroso
Campo dos Goytacazes (RJ)

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas é a entidade que congrega e representa todos os estudantes de instituições de ensino fundamental e ensino médio, ensino técnico e ensino pré-vestibular do Brasil. Foi fundada em 25 de julho de 1948 na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Wikipédia

Presidente: Rozana Barroso,atual presidenta!
Fundação: 25 de julho de 1948

Acessem: https://ubes.org.br

Quem é a mulher que ajudou Ratinho a linchar a deputada Natália Bonavides - por Davi Nogueira - " TODA A NOSSA SOLIDARIEDADE A DEPUTADA NATÁLIA BONAVIDES - EDUARDO VASCONCELOS - CPC-RN

 

Os programas de auditório da TV aberta – que seguem firmes e fortes com telespectadores fiéis e acríticos – parecem, sob o olhar de quem tem o mínimo de noção do ridículo, um pedaço de passado medonho que se integra ao presente mais ou menos como uma esquizofrenia coletiva.

A receita do patrão tóxico + assistente de palco gostosa e burra inacreditavelmente ainda funciona muito bem em pleno Século XXI. Quer uma prova? A audiência que se mantém em programas como o do Ratinho e do Silvio Santos.

Silvio está para Ratinho assim como Ellen Ganzarolli está para Milene Pavorô. Seus papéis na TV, muito bem definidos, embora se pretendam e se façam parecer espontâneos, são, na verdade, teatrais e um tanto quanto forçados.

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No caso de Pavorô, a coisa fica ainda mais burlesca: o sotaque do interior propositalmente destacado ajuda a montar o personagem da gostosa burra, que, tal qual um bobo da corte, se submete a pequenas (e grandes) humilhações no palco a fim de divertir um público desqualificado (no sentido literal da palavra, sem ofensas).

A esquizofrenia é tanta que apresentadores como esses – facilmente comparáveis aos carniceiros pseudojornalistas como Datena – já nem são contestados por gente sensata.

As pessoas já não se dão ao trabalho, e incorrem no erro rude de tratá-los como velhos senis aos quais ninguém dará ouvidos (spoiler: muita gente dá ouvidos).

Silvio Santos foi machista na TV? Tudo bem, é só o Silvio Santos, ele é assim mesmo. Ratinho incitou assassinato de uma mulher usando uma metralhadora em rede nacional? Normal, faz parte do show.

Não, você não leu errado. O apresentador bolsonarista Carlos Massa, conhecido como Ratinho, se superou esta semana no quesito sensacionalismo barato.

Ratinho ameaçou metralhar deputada

Durante o seu programa de rádio “Turma do Ratinho”, ao vivo, o locutor leu uma notícia sobre um Projeto de Lei da petista que propõe alterar os termos “marido e mulher” na celebração de casamentos civis, substituindo a frase “vos declaro marido e mulher” por “firmado o casamento”, para incluir as uniões civis de pessoas homossexuais e transexuais que não se enquadram nas definições de “marido e mulher”.

O projeto de Lei tem sido erroneamente atribuído à deputada Natália Bonavides, o que lhe rendeu ataques misóginos por parte do apresentador:

“Natália, você não tem o que fazer? Vá lavar roupa, vai fazer algo, a lavar as caixas do seu marido, a cueca dele. Isso é uma imbecilidade. A gente tem que eliminar esses loucos. Não dá pra pegar uma metralhadora?”

Quando foi que naturalizamos a incitação ao crime (que é, por si só, um crime) na mídia?

O que parece “apenas” apelação rasteira pra conseguir audiência – porque é assim que programas como este sobrevivem, à base de baixaria – é, na verdade, uma verdadeira incitação ao linchamento de uma mulher.

Pra gente como ele, misoginia é estratégia de comunicação. É assim que ele se comunica com o seu público porque – aceitemos – é disso que esse público gosta. Basta reparar – de novo – no tratamento dispensado às assistentes de palco obrigadas a fazer a linha gostosa-e-burra.

O tratamento grosseiro e constrangedor – um verdadeiro banho de vergonha alheia – dispensado a essas mulheres é apenas a ponta do iceberg. Por trás dele existe a objetificação de seus corpos e, de vez em quando, a violência física também.

Em 2016, Ratinho chutou a própria assistente de palco, Milene Pavorô, na nuca. O chute foi disferido contra uma caixa de papelão sob a qual Milene estava escondida (sim, é claro que Ratinho sabia que ela estava lá).

Estamos falando de violência verbal e física contra mulheres empregada como entretenimento em pleno Século XXI. Você compreende a gravidade disso?

Mulheres como Milene Pavorô e Ellen Ganzarolli são colocadas em uma posição de objetificação tão profunda, que se torna admissível que sejam agredidas gratuitamente em rede nacional. Ou isso, ou jamais terão espaço em emissoras como SBT e Record.

Nesses espaços, elas são apenas seus corpos.

Silvio Santos e Milene Pavorô
Milene Uehara, a Milene “Pavorô”, com Silvio Santos

E é claro que é incômodo – em certo ponto, inaceitável – que mulheres aceitem esta posição e colaborem com a normalização da misoginia na TV. Mas é certo e compreensível que se trata tão somente de uma tentativa de viver e trabalhar.

O erro, é evidente, não está nelas. Está na normalização da misoginia que se constrói e fortalece toda vez que um absurdo como esse chega até o grande público e não é rechaçado no nível em que deveria ser.

Gente como Ratinho e Silvio Santos deveria ser dura e incansavelmente criticada todos os dias, até que víssemos se esvair a última gota de sua popularidade. Erradicar esse tipo de “entretenimento” deveria ser uma prioridade para nós, progressistas. Mas continuamos dizendo “é só o Ratinho, quem liga pro Ratinho?”

Fora da sua bolha progressista intelectualóide, muita gente liga. E muita mulher segue, de uma forma ou de outra, apanhando.

Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM