Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
Postagem em destaque
FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN
Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...
domingo, 21 de agosto de 2022
SAIBA COMO ASSINAR; "SÓ A VOZ DO POVO MUDARÁ O BRASIL" | Cortes 247
Natal tem terceira pior desigualdade de renda no país; herança da base escravocrata, diz economista
A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE/RN) realiza nesta segunda-feira (22) um mutirão para a retificação de registros civis de indígenas. A ação irá permitir a inclusão das informações de origem e etnia no documento e será realizada a partir das 9h, na comunidade Amarelão, zona rural de João Câmara.
A comunidade do Amarelão possui aproximadamente 300 famílias, totalizando 1.100 pessoas, em sua maioria de origem indígena "Mendonça". Durante a ação, defensores e defensoras irão ofertar orientação jurídica para aqueles que desejarem incluir em seu registro civil as informações sobre sua origem e etnia, sendo esta última lançada na condição de sobrenome.
A retificação do registro civil nesses casos é regulamentada por uma Resolução Conjunta Nº 03/2012 - CNJ/CNMP. De acordo com o documento, o indígena já registrado no Serviço de Registro Civil das Pessoas Naturais poderá solicitar, na forma do art. 57 da Lei Nº 6.015/73, pela via judicial, a retificação do seu assento de nascimento, pessoalmente ou por representante legal, para inclusão das informações constantes do art. 2º, "caput" e § 1º.
Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS
Atriz Claudia Jimenez morre aos 63 anos - "LAMENTÁVEL" - CPC-RN
Em
1986, a humorista descobriu um câncer no mediastino, atrás do coração, que a
obrigou a fazer sessões de radioterapia. Apesar de curada, o tratamento pode
ter afetado os seus tecidos cardíacos, o que obrigou Claudia a fazer pelo menos
três cirurgias nos anos seguintes: a primeira em 1999, para colocar cinco
pontes de safena; em 2012, para substituir a válvula aórtica por uma sintética;
e a última, em 2014, para botar um marca-passo.
A estreia da carreira artística de Claudia Jimenez começou em
1978, na peça “Opera do Malandro”, de Chico Buarque, em que viveu a prostituta
Mimi Bibelô. Nos anos 1980, foi levada para a TV Globo, onde trabalhou ao lado
de grandes nomes como Jô Soares (na abertura do programa “Viva o Gordo”) e
Chico Anysio, em papéis como Pureza, em “Chico City” e Dona Cacilda na
“Escolinha do Professor Raimundo”, e de Edileuza.
Em 1996, Claudia deu vida a mais uma personagem que entrou para a
história da televisão: a doméstica Edileuza, de “Sai de Baixo”, ao lado de
Miguel Falabella.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
sábado, 20 de agosto de 2022
Maioria dos senadores candidatos votou contra interesses dos trabalhadores - Escrito por: Marize Muniz | Editado por: Rosely Rocha
Em fim de mandato, Soraya Thronicke e Simone Tebet, candidatas à presidência votaram 100% e 83,33% contra as pautas. Alexandre Silveira e Temário Mota, que querem voltar para o Senado, votaram 100% contra.
Este é o momento de o eleitor analisar como cada um
desses senadores, em fim de mandato, votaram nas pautas de interesse da classe
trabalhadora, alerta a CUT, que orienta: não vote em quem retira direitos da
classe trabalhadora.
A reforma da Previdência, que tirou de milhões de
trabalhadores e trabalhadoras o direito de um dia se aposentar, é uma das
propostas aprovadas pela maioria desses senadores candidatos a algum cargo nas
eleições deste ano. Dos 81 senadores, 56 votaram a favor das novas regras que
obrigarão alguns a trabalharem até morrer.
Confira aqui como cada um votou para dar
maioria e aprovar a reforma da Previdência, elaborada pelo governo de Jair
Bolsonaro (PL), em 2019.
O Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (DIAP) facilitou a análise do eleitor. Para saber quem está contra
ou ao lado do trabalhador, basta acessar a plataforma digital do DIAP “Quem foi Quem no Congresso
Nacional”.
Vale lembrar que, na maioria das vezes, todos os
senadores candidatos à reeleição no Senado ou que buscam ocupar outros cargos
votaram contra o trabalhador.
Confira abaixo como
votaram os senadores e senadoras que são candidatos
Candidatas à Presidência da República
- Soraya Thronicke (União Brasil-MS): votou
100% contra os projetos de interesse da classe trabalhadora. Uma
das propostas que a senadora votou contra o trabalhador foi a reforma da
Previdência.
- Simone Tebet (MDB-MS): votou
83,33% contra os projetos de interesse dos trabalhadores e apenas 16,67% a
favor. Também aprovou a reforma da Previdência.
- Mara Gabrilli (PSDB-SP): candidata
a vice na chapa de Simone Tebet, votou 50% contra, inclusive congtra o direito
à aposentadoria, e 50% a favor.
Os demais presidenciáveis não ocupam cargos de
senadores.
Candidatos ao governo estadual
- Fernando Collor de Melo (PTB-AL):
votou 66,67% contra os trabalhadores e 33,33% a favor.
Os demais candidatos a governos estaduais não são
senadores.
Senadores candidatos à reeleição no Congresso
- Alexandre Silveira (PSD-MG): votou 100%
contra as pautas de interesse da classe trabalhadora.
- Telmário Mota (Pros-RR): votou 100% contra.
- Wellington Fagundes (PL-MT): votou 100% contra os
trabalhadores.
- Kátia Abreu (PP-TO): votou
83,33% contra os trabalhadores e 16,67% a favor.
- Romário (PL-RJ): votou
83,33% contra e 16,67% a favor.
- Omar Aziz (PSD-AM): votou
83,33% contra e 1667% a favor
- Roberto Rocha (PTB-MA): votou
80% contra as pautas de interesse dos trabalhadores e 20% a favor.
- Rose de Freitas (MDB-ES): votou
80% contra e 20% a favor dos trabalhadores.
- Davi Alcolumbre (União Brasil-AP): votou
75% contra e 25% a favor
- Otto Alencar (PSD-BA): votou
66,67% contra e 33,33% a favor.
- Dário Berger (PSB-SC): votou
66,67% contra e apenas 33,33% a favor
- Álvaro Dias (Podemos-PR): votou
50% contra e 50% a favor.
Senadores candidatos a uma vaga na Câmara dos
Deputados
- Elmano Férrer (PP-PI): votou
100% contra as pautas de interesse de trabalhadores e trabalhadoras.
- Lasier Martins (Podemos-RS): votou
83,33% contra e 16,67% a favor.
- José Serra (PSDB-SP): votou 80%
contra e 20% a favor.
Senadores que não
concorrem nas eleições deste ano, mas continuam no cargo até
2026
- Paulo Paim (PT-RS)
- Paulo Rocha (PT-PA)
- Tasso Jereissati (PSDB-CE
- Reguffe (União Brasil-DF)
- Nilda Gondim (MDB-PB)
- Acir Gurgacz (PDT-RO)
- Maria do Carmo Alves (PP-SE)
- Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)
- Luiz Carlos do Carmo (PSC-GO)
Fonte> CUT NACIONAL
Natal tem terceira pior desigualdade de renda no país; herança da base escravocrata, diz economista - Por: Layssa Beatriz e Renato Moraes
Foto: Canindé Soares
A Região Metropolitana (RM) de Natal registrou aumento de renda per capita nos últimos 7 anos, saindo de R$ 1.335 em 2014 para R$ 1.609 em 2021. No entanto, é a RM que registra a terceira maior desigualdade de renda entre 22 regiões pesquisadas, o que significa uma distância cada vez maior entre ricos e pobres.
Os dados fazem parte da 9a edição do Boletim Desigualdades nas Metrópoles (2012-2021). O estudo foi produzido pelo Observatório das Metrópoles, da PUC-RS, em parceria com a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).
Cassiano Trovão, doutor e mestre em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp na área de Economia Social e do Trabalho, professor do Departamento de Economia e do Programa de Pós-graduação em Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), diz que o problema é estrutural. “O mercado de trabalho no Rio Grande do Norte é bastante heterogêneo e isso em parte é reflexo de uma estrutura produtiva muito concentrada”, explica.
“Então você tem, por exemplo, a administração pública muito forte e isso ajuda a elevar a média”, diz Cassiano e acrescenta: “Como isso está concentrado em poucas pessoas, acaba refletindo numa maior desigualdade”.
Para ele, as causas estão associadas à desestruturação do emprego e das raízes históricas da sociedade. “Nosso mercado de trabalho, que é um mercado de trabalho altamente heterogêneo, de baixa remuneração, com elevado nível de informalidade e com elevado nível de desigualdade entre, por exemplo, mulheres e homens, negros e brancos”, explica.
Trata-se de um problema que vem da constituição do Brasil como nação. “A gente é um país que foi fundado sobre a base escravocrata. Então a gente tem algumas heranças que perpetuam e que corroboram essa estrutura desigual do ponto de vista dos rendimentos de trabalho”, diz.
Método de coleta tem base na PNAD
Sobre a distribuição de renda, o estudo toma como método o Coeficiente de Gini, que mede o grau de distribuição de rendimentos entre os indivíduos de uma população, que varia entre zero e um. O valor zero representa a situação de completa igualdade, em que todos teriam a mesma renda, e o valor um representa uma situação de completa desigualdade, em que uma só pessoa deteria toda a renda.
Com base nesse coeficiente, Natal, com índice 0,588, tem a terceira pior distribuição de renda entre regiões metropolitanas, perdendo apenas para Aracaju (0,605) e João Pessoa (0,589). No outro extremo, as metrópoles com menores coeficientes de Gini (menos desigualdade), em ordem decrescente, foram Porto Alegre (0,491), Curitiba (0,488), Vale do Rio Cuiabá (0,485), Florianópolis (0,484) e Teresina (0,479).
Cassiano Trovão faz uma observação sobre os indicadores registrados pelo Boletim Desigualdades nas Metrópoles. “Quando a gente olha para esses indicadores de Gini, principalmente aqueles captados pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), estamos falando de uma renda que é, basicamente, a renda do trabalho e a renda da Seguridade Social, que inclui previdência e programas de transferência de renda, como BPC (Benefício de Previdência Continuada do INSS), Bolsa Família, etc”.
No entanto, adverte o economista, a PNAD não capta, por exemplo, a renda do capital de juros, o rendimento de dividendos de lucros. Ou seja, trata-se de um estudo que não é voltado para essa parcela (dos mais ricos) onde a renda é concentrada. Tampouco, consegue abranger o outro extremo, onde estão incluídos os mais pobres e quem está fora do mercado de trabalho.
Além disso, observa Cassiano, “num cenário de desemprego elevado, isso traz uma questão relevante do ponto de vista da desigualdade, porque essas pessoas nem renda têm para ser calculada no índice de Gini. Elas nem fazem parte da estatística de rendimento”. Ele ressalva outro tipo de desigualdade. “Tem uma desigualdade que é explicada pela renda do trabalho, por exemplo, de aposentadorias de valor muito elevado”, complementa.
Nesse cenário, há mais dados em jogo, avalia. “Se a gente for expandir a ideia de desigualdade de renda, a gente teria que olhar, por exemplo, para dados como a tributação, que no Brasil é altamente regressiva, porque penaliza os mais pobres, uma vez que incidem de forma indireta. Então quem come arroz, seja rico ou pobre, paga a mesma quantidade de imposto e isso traz prejuízos, especialmente, para os mais pobres”.
Segundo Trovão, é preciso citar, ainda, a tributação sobre algumas formas de rendimento, como por exemplo, lucros e dividendos, que é praticamente inexistente no país. “Você tem que falar sobre desigualdade associada à riqueza. Então, a tributação sobre propriedade, ela também é desigual no país. Os ricos conseguem manter seu patrimônio sob formas que pagam muito menos impostos do que os mais pobres, que às vezes nem têm propriedade. Então, esse tipo de desigualdade também é relevante para escapar um pouquinho dessa história só da renda”, critica.
Pandemia e pobreza
Os dois últimos anos da pandemia podem ter contribuído para esse cenário, o que foi observado em nível mundial. Os 10 homens mais ricos do mundo mais que dobraram suas fortunas, de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão – a uma taxa de US$ 15 mil por segundo, ou US$ 1,3 bilhão por dia – durante os dois primeiros anos da pandemia de Covid-19. Por outro lado, a renda de 99% da humanidade caiu e mais de 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza, apontou relatório da Oxfam, A Desigualdade Mata, lançado em janeiro de 2022.
Não fosse a intervenção do Estado, a situação seria ainda pior, avalia Cassiano. “O auxílio emergencial, ele contribuiu para reduzir a desigualdade, tem vários estudos mostrando isso, mas você imagina se não tivesse aquele programa emergencial, o que teria acontecido sob o ponto de vista da pobreza e da desigualdade? A gente teria um cenário catastrófico”, diz o economista.
Para efeitos da pesquisa, é considerado pobre aquele que não possui o mínimo necessário para participar adequadamente da vida em sociedade. Em valores de 2021, conforme o estudo, a linha de pobreza é de aproximadamente R$ 465 e a linha de extrema pobreza é de aproximadamente R$ 160. Ou seja, moradores de domicílios cuja renda per capita se encontra abaixo de tais valores serão classificados como pobres e/ou extremamente pobres.
Ao longo do período de 7 anos, o percentual da população em situação de pobreza aumentou em todas as Regiões Metropolitanas, ultrapassando um terço da população em 2021. No Nordeste, a exceção foram as RM’s de Natal e Fortaleza. Natal saiu de 1.335 reais em 2014, para 1.609 em 2021.
As Regiões Metropolitanas em que a taxa de pessoas em situação de pobreza foi mais alta, em ordem crescente, nas regiões de Macapá (38,3%), João Pessoa (39,2%), Recife (39,7%), Grande São Luís (40,1%) e Manaus (41,8%). Já as Regiões Metropolitanas em que se registraram as menores taxas de pobreza foram São Paulo (17,8%), Distrito Federal (15,1%), Curitiba (13,1%), Porto Alegre (11,4%) e Florianópolis (9,9%).
Em 2021, as Regiões Metropolitanas com menor rendimento, em ordem crescente, foram Grande São Luís (R$ 938), Manaus (R$ 967), Macapá (R$974), Teresina (R$1.001) e Maceió (R$ 1.042). Já as Regiões Metropolitanas com maiores rendimentos, em ordem crescente, foram Rio de Janeiro (R$1.863), Porto Alegre (R$1.947), São Paulo (R$2.053), Florianópolis (R$2.282) e o Distrito Federal (R$ 2.476).
O estudo abrangeu 22 regiões metropolitanas: Manaus, Belém, Macapá, Grande São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Grande Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, além do Distrito Federal e da Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina.
Segundo Trovão, esse cenário reflete características estruturais de distribuição de renda de países que estão em situação de subdesenvolvimento, os chamados países periféricos.
Ele não vê perspectiva de mudança nesse quadro. “Eu não vejo uma diretriz nacional preocupada em melhorar as condições do mercado de trabalho, em retomar políticas de valorização do rendimento da base do mercado de trabalho em âmbito nacional, eu não vejo nenhuma perspectiva de alteração desse cenário”, reforça.
Fonte: Potiguar Notícias
ONTEM (19) TAMBÉM FOI O DIA DO HISTORIADOR!
Em 2009, o presidente da república em exercício, José Alencar, sancionaria a lei que instituiu o Dia do Historiador. A data, 19 de agosto, foi escolhida para homenagear o nascimento de Joaquim Nabuco (1849-1910). Filho do senador Nabuco de Araújo, proveniente de uma família tradicional de Pernambuco, Nabuco encarnava o modelo de homem admirado e invejado na época. Mesmo sem possuir fortuna, o diplomata, político e homem de letras tinha uma formação intelectual sólida, boas maneiras, beleza e estava sempre elegante, em harmonia com as modas que dominavam os salões mais refinados.
Nabuco afirmou: “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. Infelizmente, ele estava certo. Essa frase tem sido bastante lembrada até os dias de hoje quando se discutem questões centrais da nossa sociedade, como racismo, trabalho doméstico, cotas, segurança pública. Amigo de D. Pedro II, Nabuco ficou conhecido pela atuação na campanha abolicionista e seus belos discursos na Câmara dos Deputados. Mas, não apenas por isso. O Correio do Povo, na ocasião de sua morte, informava que ele era considerado “o moço mais belo do Rio de Janeiro, no período de 1864 a1880, constituindo-se um verdadeiro árbitro da elegância e encantando as mulheres com seus dotes excepcionais da sua formosura física e com o deslumbrante prestígio de seu valor intelectual. A sua entrada num teatro ou salão de baile produzia sensação entre as damas, que todas elas o admiravam e muitas delas o amavam…”.
Passou os primeiros anos de vida, entre os canaviais que faziam a riqueza de Pernambuco e os cativos que ali trabalhavam. Desde cedo aprendeu a detestar a escravidão. Era conhecido como “o iôiô que não castigava escravos”. Entre 1858 e 1870, estudou nas melhores escolas, inclusive o Colégio Pedro II, preparando-se para ir para São Paulo. Queria estudar Direito, nas Arcadas. Datam desta época os primeiros escritos contra a escravidão e sua ligação com o jovem poeta baiano, Castro Alves, autor do célebre poema “Navio Negreiro”. Ali, também conheceu Rui Barbosa e os futuros presidentes Rodrigues Alves e Afonso Pena.
Joaquim Nabuco voltou ao Recife para terminar os estudos e escandalizou a Província ao defender, no tribunal de Olinda, um escravo duplamente homicida: o negro Tomás. O processo fez história, pois Nabuco não mediu palavras: o responsável pelo crime? A violência da própria escravidão! Recife reagia chocada. O ambiente conservador e rígido da cidade, iria transformá-lo num radical.
Um caso amoroso com certa senhora casado foi o estopim para o início da carreira diplomática. Em 1876, seguiu para Washington como adido diplomático. Mas não se adaptou ao jeito americano de viver. De lá, foi para Londres, trabalhar no escritório da legação diplomática brasileira. Nabuco tinha admiração pelas instituições políticas inglesas e a cultura francesa. Em 1878, faleceu seu pai, o famoso senador Nabuco de Araújo e ele voltou ao Brasil. Tinha início a sua carreira política.
Foi eleito em 1878, derrotado em 1881 e reeleito em 1884. A plataforma eleitoral se chocava com os interesses dos senhores de escravos. Sua bandeira: “guerra à escravidão”. A ela se somavam outras ideias como liberdade religiosa e liberalismo. Ligou-se ao abolicionista André Rebouças e junto com outros intelectuais fundou O Abolicionista, folha mensal para a qual colaborava. No meio tempo, voltou à Londres, de onde escreveu um livro-propaganda, O Abolicionismo, onde denunciava as mazelas do sistema. Em 1886, com a volta dos conservadores ao poder, Nabuco não conseguiu se eleger. Afastou-se, então, da vida política e passou a colaborar com o Jornal do Comércio, a convite de Quintino Bocayuva.
Em 1887, ele foi a Roma. Em visita ao Papa Leão XIII, pediu apoio para a causa abolicionista. Nabuco sabia das ligações da princesa Isabel com o papado e achou que esta seria uma boa forma de pressionar a família imperial. Resposta de Leão XIII: “O que lhe toca, toca também ao coração da Igreja”. De volta ao Brasil, Nabuco ajudou ao chefe do gabinete conservador, João Alfredo de Oliveira, apressar a Abolição.
Em 1889, Joaquim Nabuco casou-se. Afastado da vida política, pode dedicar-se à doméstica. Tinha uma enorme nostalgia dos tempos do Império. A República, frustrou a muitos liberais e ele foi um dos decepcionados. Recusava-se a participar do novo regime político até que foi convidado a defender o Brasil numa disputa diplomática com a Inglaterra. O tema? As fronteiras das Guianas. Embora tenha perdido a questão, se tornou o chefe da legação brasileira em Londres (1900-1905) e depois o primeiro embaixador brasileiro nos EUA (1905-1910). Ali, abraçou e defendeu a causa do “pan-americanismo” – a integração entre as Américas, visando à aliança mais estreita entre Brasil e EUA. Em 1909, registrou: “Não fui feito para velho”.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
LEMBRA? ONTEM DIA 19 FOI O DIA DO ATOR DE TEATRO!
O teatro é uma arte em que um ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades, com auxílio de dramaturgos, diretores e técnicos, que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos no público. E é o artista de teatro que tem o papel de fazer com que a platéia alem de se divertir, consiga refletir sobre a peça da melhor maneira possível.
O Ator de Teatro talvez se difere do ator de cinema/televisão pela sua individualidade, afinal, cada ser humano é único. Talvez se sinta amargurado pelo reconhecimento que demora um pouco mais a chegar, principalmente quando estamos falando de atores que atuam no interior, onde nem sempre há a cultura e o hábito de assistir espetáculos teatrais. Mas isso não o torna menor. Torna-o mais especial. O Ator de Teatro sente o calor da plateia, que muitas vezes, é o simples reflexo do próprio calor da sua emoção. A mensagem é passada olho no olho e o retorno positivo ele pode medir pelos aplausos.
A vida de um Ator de Teatro não é fácil, a batalha é grande, onde cada sentido do corpo, alma e coração devem estar sempre preparados para o momento em que as cortinas se abrem e um platéia aguarda o espetáculo que chega para mostrar a vida sob uma nova perspectiva. E no final, quando as luzes se acenderem novamente e os aplausos enfim, cessarem, o Ator de Teatro, sabe que valeu a pena.
O Ator de Teatro faz muito mais do que representar. Ele se entrega. Dá a sua alma em troca da emoção de missão cumprida.
Fonte: Brasil Cultura
sexta-feira, 19 de agosto de 2022
Cristiane Dantas lamenta aumento de feminicídio e defende mais proteção à mulher
O aumento no RN dos casos de feminicídio no primeiro semestre deste ano em relação a 2021 foi o destaque no pronunciamento da deputada Cristiane Dantas (SDD). Durante a sessão plenária desta quinta-feira (18), a parlamentar afirmou que o Agosto Lilás é importante para se intensificar a pauta de combate e proteção à violência contra a mulher. O Agosto Lilás no RN foi efetivado através de lei do mandato da parlamentar, que é autora de 22 leis tratando desta temática.
“Ontem estive em Goianinha, participando do Agosto Lilás e já estivemos em vários eventos e palestras em comemoração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, mas infelizmente no RN houve um aumento de 8 para 10 casos comparando com o primeiro semestre do ano passado, por isso que é tão importante tratarmos incansavelmente desta pauta”, reforçou a deputada.
A parlamentar afirmou que é preciso que a sociedade esteja atenta e as mulheres que sofrem a violência procurem ajuda e façam a denúncia. Sobre as leis apresentadas pelo seu mandato, a deputada afirmou: “São leis que vêm colaborando na parte da educação, como é o caso da Maria da Penha na Escola, que educa os adolescentes”, acrescentou Cristiane.
Outro avanço foi a lei que obriga os síndicos a denunciarem os casos de violência nos condomínios. “Nas Câmaras Municipais, Associações e em todos os locais aonde essa temática está sendo discutida, fortalece a participação de todos em relação à mulher. E é importante que os estabelecimentos também estejam preparados para socorrer toda mulher que surja com um ‘xis’ na mão, para que a ajudem a sair da situação”, reforçou a deputada, em relação ao sinal vermelho em forma da letra ‘xis’ que simboliza um pedido de socorro.
Fonte: Assembleia Legislativo do RN
Novo relatório: Violência contra povos Indígenas - Por Jorge Oliveira
Na última quarta-feira (17) o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) lançou a mais recente edição de seu relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil”, que é publicado todos os anos e compila dados sobre violações aos direitos dos povos originários de nosso país. Desta vez, o documento trouxe dados de 2021 e revela o que quem acompanha o assunto verifica na prática: o terceiro ano do governo de Jair Bolsonaro representou o agravamento de um cenário que já era muito difícil e violento para os indígenas brasileiros.
O relatório registrou aumento em 15 dos 19 tipos de violência mapeados pelos técnicos do CIMI. Foram registrados 176 assassinatos de indígenas em 2021 – apenas seis a menos que em 2020, o ano com o maior número de registros deste tipo de crime. Entre 2015 e 2019, a média era de 123 indígenas assassinados por ano. Em 2021 registrou-se também o maior número de suicídios indígenas dos últimos oito anos, com 148 ocorrências.
Fonte: Por Jorge Eduardo Dantas - Greenpeace Brasil
Adaptado pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN
Bolsonaro não cresceu nada entre os mais pobres com o auxílio | Lula pod...
Cientistas da UFRN criam produto para prevenir infecções e aumentar produção de leite
Foto: Cícero Oliveira - Agecom/UFRN
Um grupo de inventores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) criou uma inovação na área veterinária e farmacêutica: um produto para ser usado na pós-ordenha, capaz de prevenir infecções mamárias em caprinos e bovinos, como a mastite.
Segundo a UFRN, denominado Antisséptico à base de extrato pirolenhoso de eucalipto para uso na pós-ordenha de animais leiteiros, a solução tem componentes naturais, renováveis e que não agridem o ambiente nas fases de produção e utilização. Coordenador do grupo que envolve dez pesquisadores, Alexandre Santos Pimenta explica que a tecnologia tem como princípio ativo o extrato pirolenhoso (EP), um coproduto líquido da produção industrial do carvão vegetal com efeito antibiótico comprovado cientificamente.
“A partir da comprovação dos efeitos bioativos do EP, foram desenvolvidas diferentes formulações, testadas em ensaios microbiológicos contra bactérias causadoras da mastite, primeiro in vitro e depois in vivo, com aplicação tópica das formulações diluídas nos tetos de caprinos e bovinos leiteiros. Os resultados da pesquisa, com processo de produção e produtos patenteados, vem de uma parceria formada há quatro anos. Os resultados de laboratório e de campo comprovaram o efeito antibiótico do produto, apresentando a mesma eficácia em comparação com produto convencional de referência. Além disso, não ocorreu alteração na qualidade do leite, sequer alteração no metabolismo das células dos tetos dos animais, tampouco efeito tóxico às células dos animais”, frisa.
Lenha do eucalipto é a matéria-prima inicial de todo o processo
A mastite é um processo inflamatório da glândula mamária nos animais leiteiros provocada por bactérias patogênicas. Esses micróbios costumam atuar no período da pós-ordenha, momento em que os canais dos tetos dos animais estão abertos e se constituem em porta de entrada para os chamados microrganismos patogênicos, tais como Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli. A inflamação pode provocar sérias perdas na produção dependendo de seu alcance.
Um dos caminhos para inibir a ocorrência de mastites é o uso justamente de antissépticos, como o desenvolvido de forma inédita pelos cientistas da UFRN e da UFERSA. Essas substâncias podem provocar a redução do número de bactérias na pele dos tetos em mais de 90% depois da ordenha. Contudo, de uma forma geral, os microrganismos causadores da mastite vêm adquirindo resistência aos produtos antibióticos usados para o controle da doença, seja pelas limitações de cada antisséptico ou o uso inadequado ou em baixas concentrações de químicos antimicrobianos. Uma outra explicação é a capacidade desses micróbios de formar colônias bacterianas denominadas biofilmes, um tipo de agrupamento com estrutura que confere proteção às condições adversas. De todo modo, a situação leva a uma seleção natural de cepas resistentes, contexto que indica a relevância de utilização de novos produtos para limpeza pós-ordenha.
A invenção
Professor da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), Alexandre Pimenta identifica que a invenção desse novo produto, cujo depósito de pedido de patente ocorreu no último mês de junho, refere-se a um processo de produção e purificação de extrato pirolenhoso (EP) em grau farmacêutico, concentração do produto para redução do teor de água e seu posterior uso após diluição em água. O processo parte da carbonização da lenha, passando pela produção dos líquidos pirolenhosos brutos e posterior refino e ultrainfiltração desses líquidos para obtenção do EP grau farmacêutico.
Ele contextualiza que um ponto importante na caminhada aconteceu a partir de uma publicação de 2020, fruto da dissertação de Waleska Nayane Costa Soares, na qual foi feito um trabalho exploratório com extratos pirolenhosos de duas espécies florestais, a jurema-preta e o eucalipto. Nessa pesquisa, os pesquisadores viram a necessidade de ser formulado um produto antisséptico a partir de extratos pirolenhosos e não somente utilizar esses extratos em seu formato original, porque sozinho o extrato não era efetivo. Este segundo passo acontece nos dois anos seguintes.
“Apesar da conexão, no presente pedido de patente, as reivindicações se referem a uma formulação concentrada e aditivada com alguns componentes, além da adição de emulsificantes, ou seja, um produto em que o extrato pirolenhoso foi primeiramente processado e purificado em grau farmacêutico e testado para comprovar a ausência de uma série de contaminantes que o habilitassem a receber esse grau de pureza. A seguir, o EP grau farmacêutico passou por um processo de concentração por evaporação e depois uma aditivação com dois outros componentes. Trata-se, portanto, de uma formulação inteiramente nova. Disso resultou o antisséptico, produto natural derivado de lenha de reflorestamento do eucalipto clonal, viável tecnicamente, um produto com baixo custo de produção e utilização, cujo processo de obtenção não é agressivo ao meio ambiente em nenhuma das suas etapas”, explica o docente do curso de Engenharia Florestal.
O estudo utilizou as instalações do Laboratório de Tecnologia da MaDeira e Energia da Biomassa Florestal, da UFRN, e do Laboratório de Microbiologia Veterinária e Biotecnologia Animal, da UFERSA, e tem uma lista de extensa de participantes: Francisco Marlon Carneiro Feijó, Nilza Dutra Alves, Caio Sergio dos Santos, Tatiane Kelly Barbosa de Azevêdo, Alexsandra Fernandes Pereira, Gil Sander Prospero Gama, Bismarck Alves da Silva e Gabriel Siqueira Andrade, além de Alexandre e Waleska.
O Brasil e o leite
Com mais de 35 bilhões de litros de leite produzidos no ano de 2021, o Brasil está no grupo de maiores produtores de leite do mundo, junto com Estados Unidos, Índia e China. Ao todo, a sua cadeia produtiva engloba cerca de 50 milhões de animais. Dados da Embrapa publicados em 2020 mostravam que, especificamente em relação a vacas ordenhadas, o Brasil detinha o segundo maior rebanho no mundo, atrás apenas da Índia. No mesmo documento, o valor bruto da produção primária de leite atingia quase R$ 35 bilhões, o sétimo maior entre os produtos agropecuários nacionais. Já na indústria de alimentos, esse valor mais do que duplica, com o faturamento líquido dos laticínios atingindo R$ 70,9 bilhões.
Denominado Cadeia produtiva do leite no Brasil: produção primária, o levantamento salienta que os números expressivos demonstram a importância de um setor que vem passando por grande transformação ao longo das últimas duas décadas. Nesse período, a produção de leite aumentou quase 80% utilizando praticamente o mesmo número de vacas ordenhadas, graças à elevação da produtividade do rebanho. No documento, há a afirmação de que, “graças à adoção de novas tecnologias, foi possível um aumento significativo da produtividade dos animais”. No fervilhar de números e em sua magnitude, emerge a relevância para a incorporação de novas tecnologias capazes de provocar grande impacto na melhoria de produtividade e competitividade da produção no campo.
“As infecções causadas por microrganismos sempre são uma preocupação em qualquer área da saúde. A alta incidência da mastite nos rebanhos leiteiros provocam prejuízos de quase R$ 9 bilhões por ano, entre perda de produção, custos para o produtor rural com consultas e medicação e até descarte de animais. A preocupação, portanto, extrapola a área veterinária em si, já que traz prejuízos à indústria pecuária como um todo, e justifica o desenvolvimento de produtos como o nosso”, finaliza Alexandre.
Fonte: UFRN
Com Potiguar Notícias
Mais de 270 línguas indígenas compõem a diversidade cultural brasileira
BRASIL CULTURA!
Elemento fundamental de identidade de um povo, as línguas — sobretudo as indígenas — são foco de preocupação de entidades e pesquisadores que lutam pela sua preservação
Quando teve início no começo de agosto, o Censo do IBGE trouxe consigo a missão de compreender melhor como é o nosso povo. E ao colocar uma lupa sobre esse rico universo, um dos elementos que será contabilizado é o número de dialetos e idiomas indígenas falados em nosso território. Ao todo, estima-se que sejam faladas no Brasil mais de 300 diferentes línguas entre as quais estão as de origem indígena — cerca de 274 —, afrobrasileiras (como o Iorubá) e outras provenientes de comunidades imigrantes como japoneses, italianos e bolivianos por exemplo.
Tal quantidade de idiomas indígenas foi apontada pelo Censo de 2010, mas estima-se que esse número possa chegar a 350. Para viabilizar esse trabalho, há poucos dias o IBGE fez um dia de mobilização do Censo Indígena e, com base num levantamento prévio que ajudará no recolhimento das informações, foram identificadas 632 terras indígenas, 5.494 agrupamentos indígenas e 977 outras localidades indígenas, em 827 municípios brasileiros.
Segundo a Unesco, há 190 línguas no Brasil que correm o risco de desaparecer, o que torna o mapeamento uma ferramenta ainda mais importante. Para estimular o cuidado com esse elemento tão fundamental de identidade dos povos, a instituição declarou que o período entre 2022 e 2032 será a Década Internacional das Línguas Indígenas, com o objetivo de apoiar esses povos “em seus esforços para preservar seus conhecimentos e desfrutar de seus direitos”. Segundo a Unesco, embora representem apenas 5% da população mundial, os povos indígenas falam a maioria das 7 mil línguas que existem no mundo .
Uma das formas de cuidar deste patrimônio no Brasil foi instituída em 2010, com o Inventário Nacional de Diversidade Linguística (INDL), gerido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que luta para se manter diante de todo o desmonte promovido pelo governo Bolsonaro. Recentemente, o Iphan anunciou a proposta de inclusão de mais seis línguas no INDL e seu reconhecimento como “Referência Cultural Brasileira”, entre as quais três indígenas (Sakurabiat, Wari’, Salamãi e Kwazá) e o Iorubá.
Pesquisa e mapeamento
Mas, há também muitos estudiosos e pesquisadores que vêm se dedicando ao tema, especialmente nas universidades públicas, e que têm cumprido um papel estratégico na preservação das culturas que fazem parte da nação brasileira. A Universidade Federal do Pará (UFPA), por exemplo, identificou 34 idiomas no estudo “As línguas indígenas no Pará em 2021: fraturas do contemporâneo”, que resultou, inclusive, num mapa interativo com as línguas do estado.
“Para chegar a estes resultados, realizamos uma pesquisa que contou sobretudo com a participação de alunos indígenas das universidades públicas do estado do Pará. Em suas pesquisas, eles produziram, com seus próprios aparelhos de telefones celulares, uma série de vídeos com o objetivo de mostrar os usos sociais de suas línguas na atualidade. A comunicação com alguns deles, em função das dificuldades com o acesso à Internet, aconteceu principalmente por grupos de WhatsApp. Para orientar as pesquisas, produzimos uma série de tutoriais em formato escrito e em audiovisual”, explicou a professora Ivânia Neves, coordenadora do projeto.
Esse tipo de mapeamento contribui diretamente para o enfrentamento de uma série de adversidades que acabam levando ao fim das línguas. Luciana Storto, professora do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e autora do livro “Línguas indígenas: tradição, universais e diversidade” apontou que muitas vezes o uso de um idioma indígena também se reduz porque os falantes “abandonam suas línguas com base na crença errônea de que para falar bem a língua portuguesa eles precisam deixar de falar suas línguas nativas”.
Ao jornal O Globo, Ananda Machado, especialista em diversidade linguística da UFRR, lembrou: “Outro dia ouvi de uma jovem Macuxi: ‘Estou estudando minha língua para eu ser mais Macuxi’. Diversidade é riqueza. Cada uma dessas línguas descreve um mundo diferente, tem suas lógicas, representa formas únicas de existir”.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
quinta-feira, 18 de agosto de 2022
Velho Bukowski - Charles Bukowski - Ao sul de lugar nenhum
– Cada um de nós está, no final, sozinho.
Diferença entre inflação de pobres e ricos é a maior desde 2020
Mesmo com medidas que reduziram um pouco o preço da gasolina, pesquisa
do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação
oficial do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
mostra a inflação dos alimentos atingiu 14,72% no acumulado de 12 meses até o
mês de julho.
O estudo ainda
revela que a diferença entre a inflação dos 10% mais ricos e dos 10% mais
pobres da população brasileira aumentou em julho, foi o que mostrou o estudo da
Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo os dados apurados, a diferença chegou a
0,69%, maior índice desde dezembro de 2020 (0,81%).
Ao analisar esse
cenário, os pesquisadores do Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos (DIEESE) destacam como um fator potencializador deste
cenário a falta de políticas públicas que incidam no combate à fome e ao desalento
que tomou conta do país.
Segundo o DIEESE a
situação que o país atravessa hoje carece de ações de Estado focadas na
retomada da economia, com geração de emprego e com valorização da renda da
grande maioria da população.
Leite, um dos
vilões da inflação
Outro levantamento
do DIEESE, em parceria com o Procon-SP, mostra que somente na cidade de São
Paulo, de junho para julho, o valor médio do litro de leite UHT saltou 24,8%,
chegando em média a R$ 6,79.
Segundo o DIEESE,
além da ausência de políticas que ajudem a atravessar a entressafra, a estiagem
também impacta na produção e, consequentemente, no preço. Nos estados da
região sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, muitos agricultores
chegaram a perder 100% da lavoura de milho, utilizada no complemento da ração
para os animais da produção leiteira.
Outro fator é o
custo dos medicamentos e alimentação, como são importados, seu custo está
lastreado pelo valor do dólar, sem falar no reflexo dos altos preços do
commodities e a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Com informações das
agências
Fonte: CTB NACIONAL


