Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
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Governo sanciona Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé
O governo federal sancionou a Lei Nº 14.519, de 5 de janeiro de 2023, aprovada no Congresso Nacional, que institui o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé.
Originalmente, o projeto foi apresentado pelo deputado federal Carlos Santana (PT-RJ) em 1º de junho de 2010. Com a não renovação do mandato e após arquivamento, a proposta foi novamente apresentada pelo parlamentar Vincentinho (PT-SP), também na Câmara, em 5 de novembro de 2015.
Em sua justificativa, a deputada relatora Erika Kokay destacou o teor da matéria “em favor da tolerância e da harmônica e pacífica convivência humana em nossa sociedade”.
“Vivemos um tempo marcado pela intolerância religiosa, pela xenofobia, pela homofobia, pelos racismos de todo tipo, pelo machismo e por conservadorismos de toda espécie. Vivemos hoje no Brasil uma fase de acirramento de rivalidades ideológicas que podem acabar nos conduzindo à exclusão, à marginalização, à negação da liberdade de comunidades inteiras. Nosso dever é conclamar para a sensatez. Nosso dever é ressaltar a importância da convivência pacífica e respeitosa entre as diferenças, e estimular as atitudes de respeito mútuo. Nosso dever é defender a democracia e o Estado de direito”, afirmou a petista.
A sanção foi assinada pelo presidente Lula e pelas ministras da Cultura, Margareth Menezes, e da Igualdade Racial, Anielle Franco. A saber, a data será comemorada anualmente no dia 21 de março.
Fonte: CTB NACIONAL
Sérgio Porto, 100 anos: o homem que criou Stanislaw Ponte Preta para rir da ditadura
Escritor morreu cedo, mas eternizou Stanislaw Ponte Preta com seu humor sarcástico contra os absurdos do regime militar.
Nascido há 100 anos, em 11 de janeiro de 1923 em Copacabana (RJ), Sérgio Marcus Rangel Porto foi um jornalista e escritor carioca, que deixou uma marca inconfundível no jornalismo com seu estilo humorado e irreverente. Quando a ditadura militar chegou, seu heterônimo sarcástico Stanislaw Ponte Preta já existia, havia uns dez anos. Mas veio bem a calhar com o festival de besteiras que assolou o país, desde então.
Nascido em 11 de janeiro de 1923, foi levado cedo aos 45 anos por um infarto. Workaholic, ou viciado em trabalho em bom português, conseguia ser bancário, jornalista, radialista, teatrólogo, compositor e até pai dedicado às filhas. A produção diversa inclui 14 livros (quatro assinados por Porto, o jornalista sério, e 10 como Ponte Preta, o cronista irônico).

Até a década de 1960, o escritor falou do cotidiano carioca por meio dos personagens da família Ponte Preta: tia Zulmira, primo Altamirando, Rosamundo das Mercês e outros. Ao contrário de Sérgio Porto, a família fictícia morava na Boca do Mato, e não em Copacabana, em uma divisão também geográfica entre Sérgio e Stanislaw.

Em 1966, surge o Festival de Besteiras que Assola o País (Febeapá), para retratar com humor e ironia os acontecimentos que pontuaram os primeiros anos do governo militar. Mesmo contra sua vontade, o tema se impôs pela estupidez e ridículo da ditadura. Como não mangar dos militares que invadiram uma peça de teatro, espancaram os atores e procuraram o autor da peça para levar em cana: Sófocles, morto quatro séculos antes de Cristo.
Imagina-se o que Ponte Preta não faria com as crônicas do desgoverno Bolsonaro! Os militares de 1964 são seres elegantes e sérios, perto do capitão que tem sido o motivo do golpismo mais patético da história da Nação. O cronista denunciava com seu humor a fobia anticomunista daquele período, como não se faz, hoje.
Aliás, muitos resgataram os textos do autor nesse período sombrio e interminável de quatro anos. Muitos se inspiraram em Ponte Preta para fazer a crônica do bolsonarismo. Quem acompanhou os stand ups de Gregorio Duvivier, desmascarando o festival de besteiras diárias no país, certamente percebeu a influência óbvia.
Mas o humor recente têm muitos outros exemplos pipocando por todo lado. Não à toa, humoristas foram alvos constante do bolsonarismo. Eles sabem como o humor pode ser corrosivo de máscaras e revelador da nudez do poder.
Já na década de 1950, Porto pediu demissão do Banco do Brasil por medo de represálias políticas; foi fichado no Dops; e, em uma de suas apresentações do Show do Crioulo Doido, seu café parece ter sido envenenado, o que lhe rendeu alguns dias de licença no hospital. Morria de medo de ir preso pela condição de saúde precária.
O Febeapá teve três edições, sendo sua última crônica escrita em setembro de 1968, poucos dias antes de sua morte precoce. A luz quente que emanava de seus textos fez muita falta nos anos seguintes, de endurecimento do regime. E continua muito atual, no momento em que o festival de besteiras resiste em abandonar o país e ficar em Miami de vez.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
terça-feira, 10 de janeiro de 2023
Presidente da Assembleia Legislativa participa da posse dos novos dirigentes do TJRN
por gmail.mcsv.net
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Destruíram parte da história da República e das artes brasileiras, diz governo

No Planalto, obras como “As mulatas”, de Di Cavalcanti, e o Relógio de Balthazar Martinot foram atacadas; o mesmo aconteceu no Congresso Nacional e STF.
Em nota, o Governo Federal listou as obras destruídas pelos terroristas que invadiram o Palácio do Planalto no domingo (8). “Vandalizaram e destruíram parte importante do acervo artístico e arquitetônico ali reunido e que representa um capítulo importante da história nacional”, traz o informe.
No texto, ainda é colocado que não é possível ter um levantamento minucioso de todas as pinturas, esculturas e peças de mobiliário destruídas. Mas algumas das obras danificadas já foram indicadas.
No Supremo Tribunal Federal e no Congresso Nacional ocorreram a mesma depredação contra importantes obras que são, acima de tudo, patrimônio público.
Conforme indicou a nota do Governo Federal, as obras destruídas, inicialmente, são:
- Obra “Bandeira do Brasil”, de Jorge Eduardo, de 1995;
- Galeria dos ex-presidentes;
- Obra “As mulatas”, de Di Cavalcanti — encontrada com sete rasgos. Seu valor está estimado em R$ 8 milhões;
- Obra “O Flautista”, de Bruno Giorgi — a escultura em bronze encontrada completamente destruída (avaliada em R$ 250 mil);
- Escultura de parede em madeira de Frans Krajcberg — quebrada em diversos pontos (estimada em R$ 300 mil);
- Mesa de trabalho de Juscelino Kubitscheck;
- Mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues — o móvel abriga as informações do presidente em exercício. Teve o vidro quebrado.
- Relógio de Balthazar Martinot — o relógio de pêndulo do Século XVII foi um presente da Corte Francesa para Dom João VI. Existem apenas dois relógios deste autor. O outro está exposto no Palácio de Versailles. O valor desta peça é considerado fora de padrão.
Além das obras listadas pelo Planalto, especialistas e jornalistas ainda observaram outras obras destruídas ou danificadas. A Folha de São Paulo aponta:
- “Vênus Apocalíptica”, da argentina Marta Minujín;
- Retrato de José Bonifácio;
- Pintura de 2003, de Nitma, retirada do local;
- Pintura de Marechal Rondon, feita em 1953 por W. L. Techmeier;
- “Evolução”, escultura de Haroldo Barroso.
Congresso
No Congresso Nacional, entre os salões que abrigam a Câmara dos Deputados e o Senado foram encontrados vandalizados painéis de Athos Bulcão, a galeria de ex-presidentes do Museu do Senado, a escultura “Bailarina de Victor Brecheret, entre diversas outras obras de arte. O vitral Araguaia (1977), de Marianne Peretti, localizado no Salão Verde do Congresso Nacional, também foi danificado.



STF
No Supremo Tribunal Federal, os golpistas picharam a escultura “A Justiça”, de Alfredo Ceschiatti, localizada em frente ao prédio do tribunal.

As cadeiras utilizadas pelos ministros, feitas por Jorge Zalszupin, e o crucifixo e o Brasão da República que ficam no plenário do STF também foram vandalizados.
Veja como ficou o salão Nobre do Supremo Tribunal Federal após invasão de terroristas bolsonaristas:
Iphan avaliará destruição de obras danificadas por bolsonaristas em atos de vandalismo
Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.
As ações ocorreram no último domingo (8), nas sedes dos três Poderes.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes usou as redes sociais na manhã desta segunda-feira (9), para informar que o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (Iphan) avaliará os impactos das destruições causadas por apoiadores radicalizados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após atos de vandalismo nas sedes dos três Poderes – Palácio do Planalto, Congresso Nacional e STF, na tarde do último domingo (8).
“Em atinência às determinações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra de Estado da Cultura, Margareth Menezes, determinou a imediata diligência do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (Iphan), nas atribuições que cabem ao órgão, para a avaliação e informação da destruição cometida nos prédios do Palácio do Planalto, Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e demais espaços tombados”, escreveu.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
POR QUE O MATE SE CHAMA ASSIM?
A erva-mate (nome científico: Ilex paraguariensis), também chamada mate ou congonha, é uma árvore da família das aquifoliáceas, originária da região subtropical da América do Sul. É consumida como chá mate (quente ou gelado), chimarrão ou tereré no Brasil, no Paraguai, na Argentina, no Uruguai, na Bolívia e no Chile.
Quando os conquistadores chegaram a estas terras, perceberam que os nativos praticavam o ritual de se juntarem para beber uma infusão aos que os Guaranis chamavam de “caiguá”.
Esta expressão deriva dos vocábulos guaranis “káa” (erva), “e” (água) e “água” (procedência), o que pode ser traduzido em “água de erva”. A expressão “mate”, nasce do vocábulo Quechua “matí”, que significa abóbora, que é onde o mate estava sendo preparado.
O mesmo era tomado através de uma vara chamada “taquari”, na qual se colocava uma semente afucada que fazia as vezes de filtro.
Por extensão, os conquistadores chamaram assim a infusão produzida a partir da erva (ilex paraguaiensis).
Estes tinham a crença de que era uma “erva do demônio” por desconhecer sua prática. Além disso, eles defendiam que era uma bebida de preguiçosos, já que os nativos dedicavam várias horas por dia a este ritual.
A erva-mate deve o seu sabor amargo aos taninos das suas folhas, é por isso que há quem goste de adoçá-la um pouco, e a espuma que é gerada ao cebar, é causa dos glicosídeos.
Mate é mais do que uma bebida
É uma tradição que vence os costumes isolacionistas do crioulo e combina as classes sociais… e através dos tempos, foi o mate que fez a roda dos amigos, e não a roda que trouxe o mate.
E não só isso, também é um símbolo para todos que se afastam do seu país natal (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Brasil) e encontram nele uma lembrança e um elo com a sua terra.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
Brasil passa a ter dia para celebrar tradições africanas e candomblé
Presidente Lula sanciona lei aprovada em dezembro que cria o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, comemorado em 21 de março
Um importante passo foi dado nesta semana em direção à luta contra a intolerância religiosa e pela valorização da cultura negra. A Lei 14.519/23, que estabelece o 21 de março como Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O projeto que originou a lei é de autoria do deputado Vicentinho (PT-SP) e foi aprovado no Congresso no dia 21 de dezembro. A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (6) e, além do presidente, tem as assinaturas das ministras da Cultura, Margareth Menezes, e da Igualdade Racial, Anielle Franco.
A data de 21 de março é a mesma escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1966 para, anualmente, instalar uma rede intercontinental de conscientização pelo Dia Internacional contra a Discriminação Racial. A data homenageia as 69 vítimas do massacre de Sharpeville, bairro negro da África do Sul, ocorrido em 1960.
No texto da justificativa, Vicentinho argumentava que a proposta era uma “justa homenagem a esta religião tão popular no nosso país e que tanto contribui para a preservação das raízes africanas originais formadoras do nosso povo”.
Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), relatora da matéria, “resgatar a nossa ancestralidade, resgatar o que representa a resistência e, ao mesmo tempo, a persistência e a resiliência dos povos tradicionais de matriz africana é fundamental para a construção de uma democracia”.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
sábado, 7 de janeiro de 2023
Lula sanciona lei que institui Dia Nacional das Tradições Africanas
Foto: Reprodução/Internet
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o 21 de março como Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé.
Publicada no Diário Oficial da União de hoje (6), a Lei nº 14.519 foi aprovada pela Câmara dos Deputados (como PL 2.053/22) no dia 21 de dezembro de 2022 e encaminhada à sanção presidencial.
A data escolhida para a comemoração – 21 de março – é também Dia Internacional contra a Discriminação Racial, marco estabelecido pelas Nações Unidas (ONU) tendo como referência o episódio que ficou conhecido como “Massacre de Shaperville”, em 1960 na África do Sul.
O massacre ocorreu quando cerca de 20 mil sul-africanos protestaram contra a determinação imposta pelo governo da época, de limitar os locais onde a população negra poderia circular.
Em resposta à manifestação que era considerada pacífica, militares da África do Sul atuaram violentamente para reprimir o protesto. Tiros foram disparados contra os manifestantes, resultando na morte de 69 pessoas.
Fonte: Agência Brasil
Concertos Potiguares em 2023 iniciam neste sábado; abertura terá participação de Roberto Taufic
Foto: Reprodução/internet
O Concertos Potiguares traz Roberto Taufic neste sábado (7), como sua primeira apresentação de 2023. O show acontece no auditório do Parque da Cidade, às 16h. Natural de Honduras, Taufic iniciou seus estudos em violão e teorial musical na música na Escola de Música da UFRN, aos doze anos, depois de vir com sua família para o Brasil.
Taufic gravou seu primeiro disco com o grupo Cantocalismo (1985) e a partir de 1990 passou a residir na Itália onde estudou improvisação, harmonia e história do Jazz. De 1995 em diante, passou a colaborar com shows e gravações de vários artistas da música instrumental, pop, jazze étnica na Europa.
Além disso, o guitarrista possui uma trajetória musical marcada por diversas obras como "Eles & Eu", seu primeiro CD de violão solo, "Contigo en la distancia" (2010), "Bate Rebate" com o Duo Taufic (2011), "Um Brasil Diferente", "Atlanticos" (2014), "Todas as cores", "Viaggiando" (2015), "Core/Coração", "Nítido e obscuro", "D'Anima", "Tudo será como antes" (entre 2016 e 2018).
Em 2021, Taufic realizou o EP "Cor das Cordas", com o guitarrista potiguar Jubileu Filho. Ainda no mesmo ano publicou o CD "Entrelaços", em trio com Paulo de Oliveira e Darlan Marley.
O Concertos Potiguares acontece graças à renúncia fiscal da Prefeitura do Natal pela Lei Djalma Maranhão e do aporte financeiro do Hospital do Coração, além do apoio da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e da Padaria Hora do Pão.
Fonte: Ascom/Prefeitura de Natal
Com Potiguar Notícias
