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terça-feira, 11 de abril de 2023

TRABALHO ESCRAVO - É urgente incluir o trabalho escravo no debate sobre empresas e direitos humanos

Por Julia de Albuquerque Barreto e Inês Virgínia Prado Soares no Conjur

A escravização para o trabalho é uma das mais antigas atividades humanas e entrou em debate e consensos algumas vezes, desde o século 19, na comunidade internacional, que buscou construir normas para acomodar os interesses econômicos e políticos à necessidade de respeito a valores existenciais básicos para a humanidade.

Certamente esses valores mudam ao longo do tempo. Basta pensar na colonização e sua estruturação baseada na violência e exploração de povos, especialmente vindos do continente africano, que eram escravizados para serviços domésticos ou para uma produção ainda manufatureira e predominantemente rural.

As cicatrizes dessa chaga têm forte repercussão nas relações sociais, políticas e econômicas atuais, tanto no âmbito local, nas nações que foram colonizadas, quanto no plano mundial. E, se hoje temos a tecnologia a favor de muitas profissões, podendo evitar desgastes físicos e riscos à saúde, há serviços exercidos por grupos subalternizados, que continuam a exigir esforços físicos extenuantes e sem expectativas de melhorias nas condições de trabalho. Ao contrário. As pessoas desses grupos ficam à margem, sem acesso a direitos básicos e sem gozar das inovações, num cenário propício para muitas e diversificadas  violências.

A última atualização global para lidar com a escravização e o tráfico humano se deu em 2003, com a Convenção de Palermo da ONU, que versa sobre tráfico de pessoas, que se caracteriza pela subtração da liberdade e da dignidade da pessoa somada a seu deslocamento territorial, entre municípios, estados ou países. Esse tráfico tem por finalidade usar o ser humano para: qualquer tipo de servidão, adoção ilegal, fins de exploração sexual, para fins de exploração do trabalho análogo ao escravo e para extração de tecidos e órgãos do corpo humano.

No enfrentamento ao tráfico de pessoas, a adoção de medidas preventivas, repressivas e de acolhimento às vítimas é obrigação do Estado, mas pode ter a cooperação da comunidade. Por isso, as instituições públicas devem estar preparadas para lidar com as diversas situações relacionadas a essa prática criminosa. Devem ainda primar pela constante atualização e capacitação de seus agentes e da sociedade civil, grande parceira do Estado, especialmente nas iniciativas de prevenção e de acolhimento.

O impacto da chegada de refugiados e migrantes, que buscam abrigos em outros países em decorrência de acontecimentos excepcionais — como golpes de estado, guerras,  conflitos armados e crises econômicas — e novas situações identificadas em escala crescente a partir da segunda década do século 21 — como o analfabetismo digital, a captura de vítimas pela internet (net fishing), dentre outras — precisam ser mais conhecidas, para serem incorporadas às políticas públicas e aos mecanismos protetivos dos direitos humanos adotados pelas comunidades internacional e local.

Nas últimas duas décadas, o Brasil assumiu o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (ETP) como um tema merecedor de especial atenção na sua agenda de direitos humanos e tem procurado combater esse tipo de violação com o desempenho das tarefas de prevenção, repressão e responsabilização indicadas na Convenção de Palermo da ONU e os seus protocolos adicionais.

Em 2004, o governo brasileiro depositou o instrumento de ratificação a esta Convenção junto à Secretaria Geral da ONU. O Decreto 5.015/2004 formalizou internamente os compromissos assumidos, permitindo o desenvolvimento de políticas públicas nessa seara. Em 2006 foi instituída a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e, em janeiro de 2008, foi aprovado o 1º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNETP), finalizado em 2010. Em 2013 foi publicado o 2º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNETP) (2013-2016).

O segundo plano, amplamente debatido com a sociedade e com os órgãos e profissionais que atuam diretamente com o tema, trazendo a experiência do anterior (que vigorou de 2006 a 2010) e apresentando novidades para maior efetividade das medidas para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil.

O 3º Plano foi lançado em 2018 com previsão de encerramento em 2022. Distribuído em seis eixos temáticos, a saber: Gestão da política; Gestão da informação;  Capacitação; Responsabilização; Assistência à vítima; e Prevenção e conscientização pública, o 3º PNETP é tratado, no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública,  como um instrumento oriundo de “uma ampla construção coletiva”. É também destacado que “o III Plano se apresenta como uma oportunidade para conquistas adicionais nos campos da gestão da política, gestão da informação, na articulação e na integração de programas”.

Desde 2003, mesmo ano da Convenção de Palermo, já havia, no âmbito nacional, a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae). Criada por meio de decreto presidencial, a instalação da Comissão se somou ao  lançamento do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, que foi apresentado em publicação da Presidência da República e de autoria da Comissão Especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e da Organização Internacional do Trabalho. Naquele momento, notou-se a necessidade de um espaço participativo e oficial de acompanhamento, monitoramento e coordenação das ações previstas no plano.

Em 2019, o governo Bolsonaro revogou o decreto de 2003 e editou o decreto presidencial de número 1987. Esta norma regulamentou a Conatrae novamente como órgão colegiado de consulta, assessoramento, com competência de acompanhar o cumprimento das ações constantes do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (PNETE). Apesar da fragilidade do governo Bolsonaro no encaminhamento das questões sociais e de direitos humanos, o Conatrae chegou com certa capacidade de atuação nesse novo governo.

É importante lembrar que, apesar do esforço do governo, entre as 12 condenações do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, há uma, em 2016, exatamente em uma situação de exploração de trabalho análogo à escravidão, que veio à tona após fugas do local, com indicação do cativeiro para as autoridades, salvando as vítimas (Caso Fazenda Brasil Verde, 2016).

E os casos têm se repetido desde a condenação do Brasil pela Corte Interamericana, indicando que o aprimoramento institucional para prevenir o crime tem sido insuficiente. Em 2022, o Ministério Público do Trabalho recebeu 2 mil denúncias de trabalhadores em condições análogas às de escravo. O trabalho de fiscalização do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que em 2023 completa 28 anos de funcionamento, tem sido intenso e exitoso.

O crime de trabalho análogo à escravidão está previsto no artigo 149 do Código Penal e nas convenções 29 e 105 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ambas ratificadas pelo Brasil, e se caracteriza a partir da presença dos seguintes elementos (não necessariamente todos): a) a submissão a trabalhos forçados ou a jornadas exaustivas, b) a sujeição a condições degradantes de trabalho, e c) a restrição de locomoção do trabalhador. Esse delito pode acontecer sem que ocorra o crime de tráfico de pessoas, que tem características próprias, a começar pelo aliciamento e deslocamento promovidos pela organização criminosa.            

Neste ano, a partir do rumoroso caso dos 207 trabalhadores resgatados de situação análoga à escravidão em Bento Gonçalves (RS), em trabalho para o setor vinícola, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, convocou uma reunião extraordinária da Conatrae, que se realizou dia 13 de março, para tratar da situação, com especial olhar para as vítimas. Além do anúncio da reunião da Conatrae, o ministro aproveitou a ocasião para destacar que um dos focos da nova gestão é implementar uma política nacional de empresas e direitos humanos. Esta ideia, ao ser vocalizada e anunciada pelo titular da pasta de direitos humanos e da cidadania,  num contexto de repúdio a práticas nefastas ligadas à escravidão contemporânea, não só confere maior força ao debate, mas principalmente coloca o problema em seu devido lugar: na ótica dos diretos humanos, da eterna vigília e de imprescindíbilidade de ações interinstitucionais.

A exploração de trabalho em condições análogas à escravidão remete ao debate sobre vulnerabilidades e intersecções entre minorias e grupos minoritários e também sobre os compromissos que podem ser assumidos não apenas pelo governo e pela sociedade civil, mas principalmente por empresas e conglomerados econômicos na prevenção desse crime. Para além da repressão criminal, que apenas atinge os agressores (pessoas físicas) e dos direitos trabalhistas, é urgente o compromisso público das empresas com os direitos humanos, com ações concretas, aferidas por metas confiáveis, não apenas para eliminar violações, mas também para garantir um futuro com igualdade.

Nessa perspectiva, enquanto a política nacional de empresas e direitos humanos é desenhada pelo governo, as corporações e os empreendedores precisam atuar de forma  alinhada com os valores do Estado democrático brasileiro e com a Agenda 2030 da ONU, especialmente, nessa matéria, atentas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) de combate à pobreza (ODS 1) e do trabalho decente e crescimento econômico (ODS 8).

Vale destacar que dentre as 12 metas do ODS 8 — trabalho decente, na adaptação das metas ao cenário nacional, as versões brasileiras das Meta 8.7 e 8.8 são respectivamente: “Até 2025 erradicar o trabalho em condições análogas às de escravo, o tráfico de pessoas e o trabalho infantil, principalmente nas suas piores formas”; e “Reduzir o grau de descumprimento da legislação trabalhista, no que diz respeito ao registro, às condições de trabalho, às normas de saúde e segurança no trabalho, com ênfase nos trabalhadores em situação de vulnerabilidade”.

Não há mais como deixar as corporações fora do debate sobre a erradicação das inúmeras situações de escravidão no Brasil. Além disso, há que ter em mente que as empresas não respondem penalmente por essas condutas; e apenas seus dirigentes podem ser punidos criminalmente. Assim, a discussão precisa ser pautada pelo olhar dos direitos dos mais vulneráveis e da teoria que vem sendo construída pela comunidade internacional sobre empresas e direitos humanos. O nosso centenário movimento antropofágico já mostrou que sabemos mastigar os debates estrangeiros e transformá-los em iguarias valores nacionais.

Fonte: CTB NACIONAL

domingo, 9 de abril de 2023

"O PASTOR E O GUERRILHEIRO" - FILME INSPIRADO EM LIVRO DO POTIGUAR GLÊNIO SÁ ESTREIA DIA 13 DE ABRIL NOS CINEMAS!" - NÃO PERCAM! -EDUARDO VASCONCELOS - PCdoB - NOVA CRUZ-RN E PRESIDENTE DO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

 “Antes de levarem-no embora, tínhamos combinado de nos encontrar na torre de Brasília, ao pôr-do-sol, no dia 31 de dezembro de 1999. Iríamos, juntos, assistir o nascimento do ano 2000”. O trecho do livro “Araguaia - Relato de um Guerrilheiro”, escrito pelo potiguar Glênio Sá, inspirou uma ficção histórica. Trata-se do filme “O Pastor e o Guerrilheiro”, dirigido por José Eduardo Belmonte, que estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 13 de abril. Em Natal, a trama será exibida no Moviecom do Praia Shopping.

O relato que costura o longa-metragem revela a indignação de Glênio, estudante secundarista, com as injustiças e mostra como o descontentamento ganha corpo e tem escoadouro na militância revolucionária ao ingressar no Partido Comunista do Brasil. Daí para aderir com entusiasmo à resistência armada no Araguaia foi apenas questão de tempo.
"Tenho orgulho do meu pai ter feito parte dessa resistência tão importante, que foi a Guerrilha do Araguaia, e de que suas vivências inspirem histórias como as contadas nesse filme", afirma o filho mais velho de Glênio, Gilson Sá, ao falar sobre as expectativas da família com a estreia do filme.
Rodado em Brasília, com cenas na UnB, e nas margens do rio Araguaia no estado do Tocantins, o filme “O Pastor e o Guerrilheiro” vem se somar às obras cinematográficas produzidas no país com a temática da ditadura militar e contribuir para que não aconteça o apagamento da memória.
“Muito feliz em ver uma história tão rica, um misto de amor e coragem, que tive a oportunidade de escutar tantas vezes, narrada por ele, desde que nos conhecemos, no final da década de 70, inspirar produções cinematográficas. Viva o cinema brasileiro! Viva a luta desse companheiro incrível, que foi Glênio Sá! Estará presente, sempre, em minha vida, na dos nossos filhos, Gilson Sá e Jana Sá, e das nossas netas, Ana Beatriz e Manuela”, afirma a companheira de Glênio Sá, Fátima Sá.
Confira entrevista completa nos stories ou no portal – https://saibamais.jor.br/.../o-pastor-e-o-guerrilheiro.../

Por JANA SÁ

Dia do Jornalista - "FIQUEM POR DENTRO! DIA DO JORNALISTA - É COMEMORADO DIA 07 DE ABRIL" - EDUARDO VASCONCELOS - BLOGUEIRO - ATIVISTA E PRESIDENTE DO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN"


 O Dia do Jornalista é comemorado anualmente em 7 de Abril.

A data homenageia o trabalho dos profissionais da mídia, responsáveis por apurar fatos e levar as informações sobre os acontecimentos locais, regionais, nacionais e internacionais para as pessoas, de maneira imparcial e ética. Seja na rádio, na televisão ou nos jornais impressos, o jornalista deve sempre trabalhar tendo como base a imparcialidade e fontes de informação confiáveis.

Origem do Dia do Jornalista

O Dia do Jornalista foi criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como uma homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil.

Giovanni Badaró foi médico e jornalista, e foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo, por alguns dos seus inimigos políticos. O movimento popular que se gerou por causa do seu assassinato levou D. Pedro I a abdicar do trono em 1831, no dia 7 de abril, deixando o lugar para seu D. Pedro II, seu filho, com apenas 14 anos de idade.

Foi só em 1931, cem anos depois do acontecimento, que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser Dia do Jornalista.

Foi também no dia 7 de Abril que a Associação Brasileira de Imprensa foi fundada, em 1908, com o objetivo de assegurar aos jornalistas todos os seus direitos.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Dia da malhação do Judas – Sábado de Aleluia - "FIQUEM POR DENTRO!" - EDUARDO VASCONCELOS - BLOGUEIRO

 

A “malhação ou queimação” do Judas, no sábado de Aleluia, é uma antiga tradição que ainda resiste em algumas regiões do Brasil. Segundo Luís da Câmara Cascudo, no “Dicionário do Folclore Brasileiro”, a prática de queimar ou despedaçar bonecos de pano ou palha (Judas) era popularíssima na Península Ibérica e “radicou-se em toda América Latina desde os primeiros séculos da colonização europeia. (…) Certamente o Judas queimado é uma personalização das forças do mal e constituirá vestígio dos cultos agrários, espalhados pelo mundo”.

Ainda de acordo com Câmara Cascudo, no Brasil (o autor não sabe desde quando), era costume fazer o julgamento do Judas, sua condenação e a execução. Antes do suplício, era lido o testamento do Judas, escrito em versos, de caráter humorístico e fazendo alusão aos moradores locais. O autor destaca que, banida das cidades, a tradição permanece nos bairros mais afastados e arrabaldes.

No século XIX, Jean-Baptiste Debret, retratou a cena da “Queimação do Judas”, no Rio de Janeiro. Vejamos como ele descreve o episódio:

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“A sensação de contrastes, que fecunda de modo tão especial o gênio dos povos meridionais da Europa, também se encontra aqui no brasileiro, hábil em fazer suceder ao lamentável espetáculo dos passos da paixão de Jesus Cristo, carregados em procissão durante a Quaresma, o enforcamento solene de Judas, no sábado de Aleluia. Piedosa justiça, que é motivo para um fogo de artifício disparado às dez horas da manhã, no momento da aleluia, e que põe em rebuliço toda a população do Rio de Janeiro, alegre em ver os trapos incendiados deste apóstolo perverso, dispersados no ar pela explosão de bombas e logo consumidos, ao som de vivas do populacho. Cena repetida no mesmo instante em quase todas as praças da cidade”.

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O que é Páscoa


Páscoa é uma importante celebração da igreja cristã em homenagem a ressurreição de Jesus Cristo.

De acordo com o calendário cristão, a Páscoa consiste no encerramento da chamada Semana Santa. As comemorações referentes à Páscoa começam na “Sexta Feira Santa”, onde é celebrada a crucificação de Jesus, terminando no “Domingo de Páscoa”, que celebra a sua ressurreição e o primeiro aparecimento aos seus discípulos.

A Semana Santa é a última semana da Quaresma, período em que os fiéis cristãos devem permanecer por 40 dias em constante jejum e penitências.

O dia da Páscoa foi estabelecido por decreto do Primeiro Concílio de Niceia (ano de 325 d.C), devendo ser celebrado sempre ao domingo após a primeira lua cheia do equinócio da primavera (no Hemisfério Norte) e outono (no Hemisfério Sul).

A Páscoa é classificada como uma festa móvel, assim como todas as demais festividades que estão relacionadas a esta data, como o Carnaval, por exemplo.

A comemoração da Páscoa, no entanto, costuma ser entre os dias 22 de março a 25 de abril.

A Páscoa é comemorada em vários países, principalmente aqueles com fortes influências do cristianismo. Os espanhóis chamam a data de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

Etimologicamente, o termo Páscoa se originou a partir do latim Pascha, que por sua vez, deriva do hebraico Pessach / Pesach, que significa “a passagem”.

Páscoa judaica

Para os judeus, a Páscoa (Pessach ou Pesach) é uma antiga festa realizada para celebrar a libertação do povo hebreu do cativeiro no Egito, aproximadamente em 1280 a.C.

As festividades começavam na tarde do dia 14 do mês lunar de Nisan. Era servida uma refeição semelhante a que os hebreus fizeram ao sair apressadamente do Egito (o Sêder de Pessach).

Símbolos da Páscoa

A Páscoa é recheada de símbolos representativos, assim como quase todas as celebrações religiosas. A maioria destes símbolos, no entanto, foram sincretizados pela igreja a partir de costumes e rituais pagãos ou de outras religiões.

O coelho da Páscoa, por exemplo, se tornou um dos principais símbolos desta festividade em referência as comemorações feitas pelos povos antigos durante o começo da primavera. Acreditava-se que o coelho era a representatividade da fertilidade e do ressurgimento da vida.

O ovo também é um símbolo da Páscoa, pois representa o começo da vida. Vários povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes a passagem para uma vida feliz. A partir deste costume, surgiram os primeiros Ovos de Páscoa.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sábado, 8 de abril de 2023

Disque 100 recebe mais de 121 mil denúncias no primeiro trimestre

 

A plataforma Disque 100 registrou mais de 121,5 mil denúncias de violações de direitos humanos de janeiro a março deste ano. O número consta no Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), que agora passa a ser atualizado a cada três meses, informou o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

A grande maioria das denúncias diz respeito a ameaças e ataques à integridade física ou psíquica das vítimas, espécies de violação relatadas em 99.482 e 99.506 das denúncias recebidas, respectivamente.

Em relação ao gênero, do total de denúncias, 60,59% (73.897) têm como vítimas pessoas do sexo feminino, a maior parte delas (4.068 denúncias) na faixa etária de 70 a 74 anos. Essa é a mesma faixa etária do maior número de denúncias com vítimas do sexo masculino (1.897).

Ainda assim, o grupo vulnerável mais atingido no primeiro trimestre, de acordo com o painel da ONDH, foi o de crianças e adolescentes, que corresponde a 36,4% (51.979) das denúncias. Isso ocorre porque, nesse tipo de categorização, o agrupamento se dá por faixas etárias maiores. Por essa métrica, pessoas idosas foram as segundas mais atingidas, com 33.200 (23,25%) das denúncias.

Confirmando a regra desde que os dados começaram a ser colhidos, no primeiro trimestre deste ano a maior parte das violações ocorreu na casa onde reside a vítima e o suspeito (57.416 denúncias), seguido pela casa da vítima (36.352).

Em relação aos suspeitos, nas denúncias recebidas a maior parte, 44,91%, é do sexo masculino (54.838 denúncias), com prevalência na faixa etária entre 40 e 44 anos (7.537). Não foram disponibilizadas informações sobre faixa de renda e escolaridade prevalente entre os suspeitos de praticarem as violações de Direitos Humanos.

Nos três primeiros meses de 2023, foram recebidas pela plataforma Disque 100 também 1.761 denúncias em que a vítima integra a comunidade LGBTQIA+. A maior parte dessas vítimas é composta por homossexuais gays do sexo masculino (565), seguida por homossexuais lésbicas do sexo feminino (380).

Novidades

Segundo explicou o ministério, os dados de perfil de vítimas e suspeitos e outras informações sobre as denúncias, como tipo de violação, foram disponibilizados com a implementação da opção SIC – Acesso à Informação, no Painel de Dados da ONDH, em que são disponibilizados os dados abertos obtidos por meio de pedidos da Lei de Acesso à Informação.

“Agora, de forma aberta, é possível acessar os perfis das vítimas e dos suspeitos, tipos de demandas e fazer a análise das denúncias com uma visão gerencial dos dados que são demandados à Ouvidoria”, explicou o coordenador-geral do Disque Direitos Humanos, Sidnei Costa, em nota divulgada pelo ministério.

No mesmo texto, divulgado nesta quinta-feira (6), o ouvidor nacional dos Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira, faz um apelo para que a sociedade se engaje na utilização do Disque 100. “A nova periodicidade e a opção referente ao SIC trazem mais transparência a este processo no qual queremos a participação ativa de todas as pessoas, tanto denunciando violações como atuando no desenvolvimento e promoção de políticas públicas”, disse. Informações da Agência Brasil.

Fonte: CTB NACIONAL

Fenaj, jornalistas e radialistas fazem ação conjunta contra demissões na TV Globo

 


No dia 11 de abril, um ato unificado acontecerá nas sedes da emissora em SP. RJ, DF, MG e PE.


A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em conjunto com os Sindicatos de Jornalistas e Radialistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, prepara uma ação no próximo dia 11 (terça-feira), a partir das 13 horas, contra a Rede Globo, pela demissão em massa de mais de 50 trabalhadores, entre eles, repórteres, produtores, apresentadores e técnicos.  O ato unificado contra a demissões acontecerá nas sedes da emissora em São Paulo, no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.

FENAJ

As entidades reivindicaram, via ofício, uma reunião em caráter urgente para tratar das demissões que começaram a ocorrer nos diferentes estados onde a emissora da família Marinho está sediada.

"A dispensa de profissionais com mais experiência e salários mais altos evidencia o descaso da Globo com a qualidade do Jornalismo", afirma a presidenta da FENAJ, Samira de Castro. Ela completa que, pelo número de desligamentos, está caracterizada a demissão coletiva, o que obriga a empresa a negociar com os sindicatos das categorias dos jornalistas e radialistas, conforme decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entenda o caso

Na manhã do dia 4 de abril, enquanto o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro realizavam uma assembleia da campanha salarial de Rádio e TV, jornalistas foram surpreendidos com as demissões que atingiram diferentes editorias do jornalismo da Rede Globo.

"Entramos com uma ação no Ministério Público do Trabalho porque a emissora demitiu em massa, de uma  forma contundente cruel e maldosa ao tirar os jornalistas da assembleia no dia 4".

Ao longo da tarde, mais desligamentos foram confirmados, incluindo as praças de Pernambuco e Minas Gerais.

Nas primeiras horas da quarta-feira, 5 de abril, as demissões começaram a ocorrer em São Paulo e em outras praças.

A diretora da Fenaj, Virgínia Berriel disse que é preciso que a empresa faça algum tipo de compensação para esses trabalhadores, mas também que ela pare de demitir. 

A dirigente conta que em reuniões com o Departamento de Recursos Humanos da emissora, o sindicato do Rio de Janeiro, foi informado de que seriam demissões pontuais e seriam feitas novas contratações. 

" A Globo deve estar demitindo quem ganha R$ 20 mil, o que não é muito para os padrões da emissora, para possivelmente contratar outros profissionais por R$ 5 mil", analisa.

Virgínia acrescenta que a Globo teve uma prática antissindical ao coagir os trabalhadores a sairem da assembleia para serem demitidos e outros que ficaram sem condições emocionais em participar por ver seus companheiros sendo demitidos.

"Isso é uma vergonha porque as demissões devem continuar ainda em abril, em maio e ao longo de todo o ano", ressalta a diretora da Fenaj.

Em reunião realizada com profissionais da emissora, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo salientou que a posição da entidade é a luta contra qualquer demissão, com a categoria resistindo coletivamente a esse verdadeiro desmonte de nossa profissão. Fica evidente também a posição etarista da empresa, com a demissão sumária de profissionais com décadas de experiência.

Diante disso, as entidades que representam jornalistas e radialistas planejam ações conjuntas para barrar as demissões, além de abrir um canal de comunicação com a Rede Globo. Tal prática é, inclusive, uma obrigação de qualquer empresa que realiza demissões coletivas, como indica recente entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não basta realizarmos as notas de repúdio contra as demissões. Iremos nos organizar com a categoria para resistir coletivamente às demissões e garantir dignidade a todas e todos os profissionais da Globo”, afirma Thiago Tanji, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e secretário-adjunto de Mobilização da Fenaj.


Fonte: CUT NACIONAL

sexta-feira, 7 de abril de 2023

Pesquisa BN | Dossiê Cidade Marina – a miragem de Oscar Niemeyer para o sertão mineiro

 

O dossiê digital "Cidade Marina - A miragem de Oscar Niemeyer para o sertão mineiro" visa apresentar uma visita guiada a um dos projetos urbanísticos mais audaciosos elaborados por Oscar Niemeyer (1907-2012). Nascido de uma pesquisa elaborada pelo pesquisador-bolsista do Programa Nacional de Apoio à Pesquisa (PNAP) da Fundação Biblioteca Nacional, Gabriel Oliveira, o trabalho trata de um projeto que ficou nas raias da utopia. Lançada oficialmente meses antes do início da construção de Brasília, em meados da década de 1950, a ideia de construção da cidade Marina visava estabelecer um conjunto urbano abrangente e sustentável a partir de uma colônia agropecuária localizada no noroeste de Minas Gerais, com o objetivo de fixar um centro integrado a um grande cinturão de produção agrícola para atender à capital federal e sua região de influência. Apesar de não ter saído do papel devido a disputas de terras e entraves políticos, o conceito de Marina acompanhava a pulsão criadora de Niemeyer e o paradigma de desenvolvimento que vigorava na época.

Leia o dossiê completo: http://bndigital.bn.gov.br/dossies/cidade-marina/


Fonte: https://www.gov.br

Propostas para coibir ataques em escolas e creches do país serão analisadas pelo Congresso Nacional

 Foto: Reprodução/internet

O Congresso Nacional deve analisar nos próximos meses projetos que têm o objetivo de coibir e prevenir ataques violentos em estabelecimentos de ensino do país.

Entre março e abril deste ano, pelo menos nove propostas foram apresentadas sobre o tema na Câmara dos Deputados. Outras medidas podem avançar no Senado.

Entre os projetos, estão iniciativas para instalação de detectores de metais, aumento de pena para homicídios em instituições de ensino e medidas de combate ao ódio nas redes sociais.

Em um intervalo de nove dias, o Brasil assistiu a dois atentados a unidades de ensino básico. No último dia 27 de março, a Escola Estadual Thomazia Montoro, em São Paulo, foi alvo de um adolescente. A professora Elisabete Tenreiro foi morta, e outras quatro pessoas ficaram feridas.

Nesta quarta-feira (5), um homem invadiu uma creche particular em Blumenau (SC) e matou quatro crianças.

O governo federal anunciou, ainda na quarta, a criação de um grupo de trabalho interministerial para discutir a adoção de iniciativas para coibir ataques contra escolas. O coordenador será o ministro da Educação, Camilo Santana.

Parlamentares aliados ao governo e à oposição avaliaram ao g1 que o Congresso também pode tomar medidas para barrar o avanço desse tipo de crime.

Detectores de metais e batalhões especializados

Coordenador da Frente Parlamentar da Segurança Pública, popularmente conhecida como “bancada da bala”, o deputado Alberto Fraga (PL-DF) defende o avanço de um projeto que obriga a instalação de aparelhos detectores de metais nas entradas de unidades de ensino do país. Além da proposta de Fraga, outras cinco com textos semelhantes foram apresentadas à Câmara.

Fonte: g1

Com POTIGUAR NOTÍCIAS